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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:15

Super quinzena

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Este ano será, de longe, o mais interessante para os fãs de tênis brasileiros. Desde os anos 80 e 90, quando o país chegou a ser o 2o a ter mais torneios, após os EUA, que não temos algo nesse padrão. E, atenção, me refiro somente ao quesito eventos, e não às conquistas do jogadores, algo que em 2016 também não começou nada mal.

 

Mas nunca houve um igual e será difícil igualar 2016, já que teremos os Jogos Olímpicos no Rio, o que nos deve oferecer o mais próximo que teremos de um Grand Slam no país.

 

Além desse mega evento teremos, em uma memorável quinzena, o Rio Open e o Brasil Open, em São Paulo. É tênis para ninguém botar defeito. E três semanas depois teremos o Miami Open, que se não fica no Brasil nunca fez muita diferença para muitos fãs brasileiros. É tênis na veia.

 

Já estou com a cabeça no Rio. Estou, de longe, seguindo o que acontece em Buenos Aires esta semana para ter uma idéia do que pode acontecer no Rio. Fica melhor de escolher os jogos quando o Rio vier. Dá para ver quem está embalado ou se embalando, quem está zicado (e agora esse verbo ficou com conotações ainda piores), quais jogos equilibrados que aconteceram lá que se repete por aqui (o que sempre é sinal de “vamos tirar isso a limpo), quem está com vontade e quem parece que só veio passear e pegar a garantia. Emfim….

 

À parte disso, teremos nas quadras do Jockey Club um diferencial não presente em BA que separa os meninos do homens. O extremo e úmido calor!

 

Estava xeretando a previsão do tempo no Jardim Botânico e, até onde se enxerga, fala em 40o ao redor do horário do almoço. Aliás, não me sinto nada confortável com “hora do almoço”, já que essa varia conforme a vontade do freguês. Prefiro “noon” ou “le midi”. Preciso de uma palavra mais bem descritiva. E meio-dia não vale. Ou vale?

 

De qualquer maneira, os organizadores só vão colocar jogos em quadra após as 14.30h. Ajuda, mas não anula o mencionado diferencial. Ali pra ganhar tem que estar bem preparado e querer muuuito. Em um teórico jogo entre Ferrer x Isner eu sou capaz de quebrar a banca!

 

Pelo andar da carruagem, o Brasil Open não ficará tão atrás – este Carnaval ferveu em Sao Paulo. Não é Rio 40o, mas o bicho pega. Correr atrás da peludinha nessas condições, durante umas 3 hs, não é para qualquer um.

 

Mas para nós espectadores será uma quinzena impar. E se não se programarem e acertarem seus ingressos de antemão, depois não adianta choramingar.

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sábado, 31 de maio de 2014 Roland Garros | 07:50

Sacando

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Uma das minhas brincadeiras com a minha mulher em Roland Garros é virar para ela e perguntar qual o placar do jogo do Isner. A resposta padrao é sempre variaçoes de ordem de tie breakers. O cara é, de longe, o recordista, a cada ano, de TB jogados. Os jogos deles sao uma diversao. Sim, estou sendo sarcástico. O ano passado assisti a um só porque era contra o Haas e na quadra1. A razao, óbvia, de tais resultados, o fato de ele ter mais de 2m e sacar bem e como se tivesse em cima de um pedestal – porque no resto ele só nao é mais ridículo do que o Karlovic, sendo assim é muito raro que quebre o saque de alguem – a nao ser que fique uma dez horas tentando.

Como nao poderia deixar de ser, Isner é o líder do ranking dos aces em RG 2014 com 75. Depois vem Raonic com 66 e Karlovic 46.

Interessante que o saque mais rápido em RG2014 nao é do Isner e sim de um fantasmaço francês Albano Olivetti que, como convidado, perdeu na 1a rodada, onde fez nove games em outro fantasma, o alemao Struff, e onde “cometeu” um saque de 228kmh. Depois dele vem o maluco do Janowicz com 226kmh, Gulbis 225, Raonic, 225, Isner 224.

O outro lado moeda desses sacadores sao os tenistas que nao tem um grande serviço e investem no saque/tático, ou seja, em uma alta % de 1os serviços em quadra. O líder de tal facçao é o esforçado argentino Berlocq com 79%, Monaco 77, Volandri 75, Hanescu 75, Starace 73, Montanes 73, Andujar 73, Agut 72 – pegaram o perfil? O único que nao faz tanto sentido é o Hanescu, que tem 2m de altura e nao saca para machucar. Mas quem entende o Hanescu?

Entre as mulheres, o saque mais rápido e a alema Lisicki com 196kmh, mais aces a Safarova com 14 e a maior %, quem mais, a baixinha marruda Errani com 86% – a mulher nao saca, empurra o serviço na quadra.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013 Sem categoria | 01:12

To be or not to be

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Durante a transmissão da final de Cincinnati, onde Rafa Nadal derrotou John Isner em dois sets difíceis, o comentarista Dacio Campos utilizou breves momentos para falar sobre o passado escolar de John Isner. Não lembro exatamente tudo o que ele disse, e suponho que não seja a primeira vez que ele menciona a história, mas é um fato, como disse o comentarista, que Isner, atualmente é o exemplo de maior sucesso de um tenista que terminou a faculdade antes de se tornar profissional.

Nem sempre foi assim, mas o mundo mudou e hoje em dia a opção precoce de ir para o circuito, abrindo mão dos estudos, virou regra, para a qual, como em tudo, há exceções. Até o final dos anos setenta a regra era que o tenista – especialmente os americanos, que eram o maior contingente tenistico de então, e o enorme universo de tenistas estrangeiros que por lá estudavam – terminavam a universidade e depois abraçavam o profissionalismo. Foi ali pela época de McEnroe, que chegou a cursar Stanford por dois anos, que as coisas começaram a mudar.

Atualmente é quase que subentendido que o tenista tem que optar por um ou outro. Não posso dizer que concordo inteiramente com essa regra. Isner está aí para me dar alguma razão. James Blake frequentou Harvard por dois anos. Benjamin Becker se graduou. Michael Russel foi à Miami por um ano. Mas a maioria dos cachorrões passou longe das portas de uma universidade.

Se por um lado pode se argumentar que ir à universidade atrasa a carreira do profissional, o que não deixa de ser um fato, há o outro lado da moeda. Isner é o primeiro a admitir que como juvenil era muito fraco. Tivesse ido para os profissionais há boas chances de que teria se frustrado, cansado de derrotas nos circuitos inferiores e abandonado a carreira precocemente, como acontece com a esmagadora maioria dos tenistas que adentram o circuito e que nunca ouvimos falar. São centenas de tenistas no ranking – atualmente são mais de 2mil – e vocês só conhecem os 100 primeiros e olhem lá.

Outro aspecto, que Dacio ressaltou, é que esses tenistas geralmente saem das universidades com um bom diploma na mão ou, pelo menos, com uma boa experiência de vida. É muito raro conversar, nunca aconteceu comigo, com alguém que passou pela experiência de uma universidade nos EUA e não acredita piamente que foi uma das melhores decisões de sua vida – eu e Dacio Campos entre eles. O tênis brasileiro tem um bom numero de tenistas que passou por essa experiência. Recentemente, o paulista Henrique Cunha, um dos melhores juvenis brasileiros dos últimos tempos, optou por estudar em Duke e não ir para o profissionalismo. Este ano se graduou e, aos 23 anos e com o diploma debaixo dos braços, foi atrás de seu sonho tenistico. Recém ganhou um Future em Istambul e há muita torcida por ele. Vale lembrar que Luiz Mattar, o 2º tenista mais vitorioso de nossa história, foi para o circuito aos 22 anos por estar estudando engenharia no Mackenzie.

Atualmente a maior parte dos tenistas brasileiros tem esse projeto – se tornar bom o bastante para conquistar uma bolsa, ou parte dela, em uma boa universidade, voltar com um diploma, bagagem de anos fora, conseguir um ótimo emprego e ter o tênis como seu esporte preferido. Conheço muitos, todos contentes com a decisão. E, muito importante, esse time é muito menos frustrado tenisticamente do que o time que fez a opção de cair no circuito sem passar por essa experiência, muitas vezes abandonando, ou levando com a barriga, os ultimo anos de ginásio. Estes quando não “dão certo”, ou não atingem as suas, e de outros, expectativas, tem que encarar o pior cenário. Os primeiros pelo menos têm seu diploma e, tão importante, a formação.

Infelizmente é muuuito difícil ter que fazer essa opção tão cedo na vida, com tanto a ganhar e tanto a perder. Os pais padecem com essa encruzilhada e por isso e muitas vezes induzem o filho a não correr o risco. Isso sem contar com pais que, ao contrário, empurram os filhos para o circuito no delírio que serão os melhores do mundo e milionários. Os filhos, mais impetuosos, abraçam o risco com mais ardor. Não dizem que quem não arrisca não petisca? Mas não esqueçamos que, normalmente, não fazemos nossas melhores decisões aos 17/18 anos.

Eu não sei o que aconteceu, adoraria saber, mas não estou nem um pouco surpreso com o fato. O affair Maria Sharapova/Jimmy Connors não durou um torneio. Na verdade durou uma partida, na qual a moça foi derrotada pela americana Sloane Stephens. E vocês acham que só vocês fazem bobagem? Porque a russa ou fez uma enorme besteira contratando o mala Connors, ou uma ainda maior o despedindo depois de uma partida. Alguém convenceu a moça (dizem que foi o pai, fa de Connors) que para ela ganhar da Serena precisaria de um técnico bagaceiro que acredita que o tênis vencedor passa pela intimidação. Ela comprou a ideia e …. Vai para o US Open sem técnico e sem confiança, já que não ganha uma partida desde Wimbledon, quando perdeu precocemente. A ver…

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:34

Nicho

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A imprensa e jornalistas têm seus caminhos, muitas vezes não entendidos ou mesmo concordados pelos leitores. Eu, que não sou jornalista, mas trafego pelas mídias talvez a mais tempo do que deveria, fico em algum meio do caminho, mais fora dele do que dentro, também me dou ao luxo de frequentar, por vezes, esses caminhos.

Quando eu escrevia uma coluna semanal para o Estadão, o mesmo dava um pouco mais de notícias sobre o tênis do que agora. Com certeza pela era Guga, mas nem sempre ele era o personagem. A personagem favorita dos rapazes do editorial era Maria Sharapova – e como incriminá-los? A Serena vencia o torneio e o jornal publicava uma foto enorme da Maria com sua exuberância de pernas. Mas não era só no Estadão. Eu saia da cabine após uma final de um GS com a vitória do Federer e o editor queria falar sobre os dotes da Sharapova que havia perdido uma semana antes. A WTA adoraria esses momentos, já que uma boa parte do seu marketing é em cima desses predicados de suas atletas.

Mas cuidado. O mundo está invadido pelo PC. E no caso não este seu escriba e sim o Politicamente Correto. No início do ano, um veterano comentarista da ESPN americana, Burt Musburger, foi crucificado por parte da imprensa por conta de um comentário seu no ar em um jogo universitário de futebol americano. Em tempos de Twitter e Facebook, as redes sociais conseguem ampliar coisas para uma dimensão inconcebível – que não lembra daquela estudante que foi para o Canadá?

As câmeras da TV mostraram o rosto da namorada de um jogador de Alabama e o comentarista começou a elogiar a moça, dizendo o quanto os quarterbacks (os reis da cocada do football americano) se dão bem com as garotas bonitas. Coisa de 15 segundos. Terminou comentando: “bem, se você está em Alabama, comece a sair no jardim e atirar a bola com papai”. De um uma confusão dos diabos e a ESPN chegou a se desculpar pelo comentário, chamado de sexista. A hipocrisia não tem tamanho nem fim. Pode mostrar mulher bonita em transmissão esportiva, o que não pode é falar a respeito.

Este fim de semana os campeões foram Juan Del Potro, que encostou no #6 Berdich, batendo John Isner, que volta a ser top20, na final de Washington. Marcel Granollers batendo Monaco na Áustria. Samantha Stosur batendo Vik Azarenka, de quem havia perdido oito jogos seguidos, na Califórnia e Magdalena Rybarikova batendo Andrea Petkovic também em Washington.

Apesar disso, a foto do post é da Aninha Ivanovic, que a semana passada despediu o técnico, mais um,  e nesta saiu em ensaio fotográfico na revista Esquire – a moça achou um nicho perfeito para ganhar muito dinheiro, fora das quadras, posando para revistas de prestígio em fotos sensuais. A moça não é mais #1 do mundo – é #15 – e não ganha um GS há anos. Mas só Maria e Serena saem em tantas revistas quanto ela, e ambas já saíram em revistas em poses bem reveladoras. Não ofereço razões nem desculpas. Mas se vocês insistirem eu coloco uma foto da Stosur ou mesmo do Del Potro.

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domingo, 28 de julho de 2013 Sem categoria | 21:05

Os gatos

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É o que dizem, quando os cachorroes se recolhem os gatos tomam conta do terreiro, ou algo assim. Os bad boys estao carregando suas baterias e o resto do pessoal trata de encher os bolsos com pontos e dolares. Eu adoro. Adoro uma variaçao e ela continuou esta semana.

Em Umag, no litoral da Croácia, Tommy Robredo mostrou que sabe o caminho das pedras e coroou o que vem mostrando desde o início da temporada, quando chegou a sair do Top100 por conta de contusao, em especial desde Roland Garros quando fez milagres. Um tênis competitivo de alguém que mesmo sem um grande golpe consegue sobreviver, e bem, no circuito. Após a vitória, Robredo confessou que antes de entrar na quadra disse a seu técnico: “é maravilhoso estar na final e sentir esse nervoso, um sentimento que o dinheiro nao compra e que ma faz agradecer em ter essa profissao e o amor pelo esporte. Eu curti o nervosismo e sabia exatamente o que fazer em quadra. Deu tudo certo e fiquei com a vitória”. Falou e disse.

O espanhol, que já foi #5 do mundo, volta a estar entre os 30 do mundo. Para ficar com o título, Tommy bateu o “Mascara” Fognini, que foi abençoado com três semanas maravilhosas de um tênis que nunca antes jogou. Foram três finais e dois títulos. Três semanas que o italiano afirma, com toda razao, que nunca na vida esquecerá.

Em Atlanta, os americanos e o pessoal que curte uma quadra dura iniciou o caminho ao US Open. Na final, dois gigantes, em altura, fizeram a final. O maior, 2.08m ganhou. John Isner bateu o sul africano Anderson por um placar nada surpreendente, considerando o estilo de ambos. Três tie-breaks e nenhuma quebra de serviço. Anderson até que teve um 0x40 no início do 3o set, mas Isner decidiu sacar. No fim de cada temporada ninguém joga mais tie-breaks do que Isner – know-how nao lhe falta.

Mas o torneio da semana foi mesmo Gstaad, pela tradiçao e mais ainda pelo local. Sempre foi um dos meus lugares favoritos. Cidade minúscula, no topo do mundo, charmosíssima, cercada por montanhas gramadas e picos nevados, ótimos hóteis e gastronomia first class. Um dos melhores, mais caros e restritos ski resorts do mundo e um jóia única no verao. Da outra vez que Federer esteve por lá venceu o torneio e ganhou uma vaca leiteira. Destra vez lhe deram a vaca logo de cara e Roger foi pro brejo rapidinho. Sorte alheia. E quem aproveitou foi o holandês Haase, que foi à final, e o soldado Youzhiny, que nao vencia um torneio desde o inicio do ano passado – Gstaad foi seu nono – chegou a dar sinais de aposentadoria, agarrou o osso e, por fim, levou o título que no ano passado foi de Bellucci. Youzhiny é um tenista sólido, garrudo, difícil de bater. Nem sempre joga bem, mas quando joga é um encardido e quando joga bem a semana inteira pode ficar com o título – se nao tiver nenhum cachorrao por perto.

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Gstaad – imagem que peguei emprestado do juizao Bernardes. 

 

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quinta-feira, 11 de julho de 2013 Light, Porque o Tênis. | 14:17

Sem lenço nem documento

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 Os tempos são outros e eles não deixam de nos surpreender. E como tudo, o esporte mudou de várias maneiras. Os atletas de vários esportes são regiamente recompensados pelos seus esforços e até mesmo esportes que nunca deram carreira para ninguém remuneram bem seus atletas. Não custa lembrar que uma tenista como Maria Esther Bueno, que venceu seu primeiro Wimbledon em 1959, ganhou um sweater, um quarto de hotel, um vale Bride de 15 Libras e um “thank you very much” dos velhinhos do All England para vencer Wimbledon. Este ano a vencedora, Marion Bartoli, depositou cerca de R$5.4 milhões na conta. Dá para ficar frustrada com a data de nascimento.

Na época não existiam os dólares de Nike, Adidas, Correios e de todos outros patrocinadores que hoje alimentam as contas dos atletas. Era um Deus nos acuda para pagar a passagem aérea – não vou nem entrar no assunto. Quando muito, tenistas como Maria Esther ganhavam uniformes, pelo menos para Wimbledon, do designer Ted Tinling, uma figuraça sobre o qual um dia tenho que escrever, e que vestiu diferentes campeãs de Wimbledon por 30 anos. Ele criou o maior bafafá em Wimbledon 1949 quando colocou rendinhas nas calcinhas da tenista americana Gussie Moran. O tênis feminino nunca mais foi o mesmo.

 

Mas foi só nos últimos anos, coincidindo com TV a cabo, internet, Anna Kournikova, David Beckham etc que o marketing atingiu em cheio o esporte em geral e o tênis especificamente. Se Agassi dizia que “imagem é tudo” e muitos não acreditaram ou criticaram, hoje se a imagem não é tudo, ajuda muito, especialmente no tênis feminino, e engorda bastante as contas paralelas dos atletas.

 

Cinco anos atrás a revista ESPN, publicada nos EUA, lançou um numero especial chamado The Body Issue. Convidaram cerca de 30 atletas a se despirem e posarem para seus fotógrafos. Só não mostram a genitália, o resto está lá. A capa foi Serena Williams e o sucesso tão grande que lançam um numero a cada ano. Sempre misturando atletas dos mais variados esportes. Não é a primeira vez – já vi de livros a calendários de atletas pelados – mas a revista tem um impacto gigantesco. Até por isso não devem ter muitas dificuldades em arregimentar modelos. Não divulgam, mas fico pensando quem foi convidado e não aceitou.

 

Uma eu aposto foi Sharapova, ou vocês acreditam que um o convite não passaria pela cabeça de qualquer editor. Mas a russa não está lá – essa está mais nas revistas de moda. Aninha também deve estar na lista. Nadal e Federer com certeza. Então há jogadas e jogadas de marketing e nem todas são para todos. Apesar de que Federer é extremamente ligado a um conceito de marketing – o cara é mesmo um case – mas não na linha peladão – a dele é mais um blazer com suas iniciais.

 

Os tenistas convidados da Body Issue 2013 são Agniezka Radwanska e John Isner. Duas surpresas pelos perfis. Isner faz mais o estilo All American tradicional, com boné, calçãozão e conservador. Radwanska é uma menina católica, e por isso está sendo criticada na Polônia, e nunca foi das mais “aparecidas”. Mas estão lá, sem nenhuma peça Lacoste ou Lotto.

 

As fotos são quase sempre de bom gosto e o resultado aprazível, já que o corpo de um atleta é, na maioria das vezes, algo bonito de ver. No mínimo interessante. E em tempos de macho, fêmea e coluna do meio não é só as mulheres atletas que tiram a roupa.

 

Mas, para mim, o ponto principal é o fato dos atletas, que sempre foram conservadores, até por receio de desagradarem patrocinadores, times e fãs, começam a colocar até mais do que as manguinhas de fora, exatamente para agradar e atrair os mesmos. Mudaram os atletas, mas primeiro mudaram todos os outros.

Moran e seus lacinhos cor de rosa

Moran e seus lacinhos cor de rosa

 

radwanska e suas bolinhas

radwanska e suas bolinhas

 

Isner - 2 metros de peladão.

Isner – 2 metros de peladão.

 

 

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sexta-feira, 31 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 10:59

Vapt vupt

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Imagino a frustração dos americanos. Simplesmente nao têm tenistas. Pelo menos no padrão q acham q deveriam ter. Técnicos presentes nao faltam, e nao estou falando de técnicos particulares e sim os contratados da Federaçao. Só hj vi três, logo após a partida entre Isner x Harrison. Sei lá, qual é o problema dos gringos. Na verdade tenho algumas idéias, mas fica para outra hora.

o clássico entre os dois melhores americanos, logo na 2a rodada, fala horrores sobre a situação deles. Foi-se a época q iam aos slams para se enfrentarem na final. O Harrison teve dois a zero e esqueceu q é melhor de cinco. Viajou na maionese. Quando acordou estava no quinto. Aí foi um festival de saque. Dá para ver q nenhum dos dois têm o menor gosto pela troca de bolas. O negócio tem q ser decidido nas primeiras três trocas senão é bola pro mato. O garoto deixou escapar, acho q foi 8/6 no 5o. Nao vai dormir hj.

O detalhe hilario ficou por conta do Harrison que no 40/40 do 6/6 cometeu uma dupla falta por conta do avião/câmera q fica singrando os ares do estádio. Ali na quadra 7 ele passa baixinho. Até o ano passado a câmera passava desapercebida, agora q o torneio fez um contrato de patrocínio com a Emirades agregaram um avião à câmera e o negócio fica bem mais visível. E corre super rápido sobre uns cabos de aço. O garotao jogou a bola para sacar e lá veio aquele boeing na linha de visão da bolinha. O americano ficou irado e o publico morreu rir. A desgraça de um, o delírio de outros. C’ést lá vie.

de volta a Central só para ver q o Federer tá jogando muito. À vontade e indo para as bolas, inclusive no revés. Nao deu espaço para o Benneteau. Esse assunto da chuva tem essa vantagem. Os tenistas nao querem passar um game a mais do q o necessário em quadra. É vapt vupt.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:58

Expectativas

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Início de temporada é interessante para ver se alguém voltou ao circuito com uma motivação diferenciada, uma confiança exacerbada, um preparo físico mais pungente, um golpe menos atávico, algo que nos acene com maiores alegrias e possíveis delírios sofasisticos.

O Davydenko dar uma aula ao Ferrer no Quatar e ainda contar prosa não é exatamente o que eu esperava. Mas, o russo afirmar que o espanhol, #5 do ranking, nunca o incomodou, por mudar pouco o ritmo e a forma de jogar, nos oferece uma mensagem sublimar sobre a mesmice que por vezes o tênis atravessa em termos de criatividade e estilo – o que explica o sucesso Federer.

Quando vi o resultado do jovem Harrison, batendo facilmente o Isner, pensei das duas uma: o garoto aprendeu e vai deslanchar, ou o Isner, de quem tenho maiores expectativas que a maioria dos fãs do tênis (em 2012 já ficou uns 4 meses no Top10), vai esvaziar a minha bola. Logo em seguida o Harrison toma um cascudo do Benneteau e o Isner diz que vai se afastar das quadras por conta de uma contusão no joelho, uma má notícia para qualquer um, pior para um tenista de 2m. Tudo se explica, caí do horse e sorte de Bellucci e companheiros.

O tal do australiano Bernard Tomic, outro talento com um jeito Rios de ser – não sei alguns desses talentosos pensam que devem, ou podem, como padrão, serem grandes babacas – começou bem o ano. Ganhou do Djoko em uma exibição – uma exibição sim, mas é melhor do que perder – e agora está na semi em Sidney. O rapaz anda mais sujo que pau de galinheiro em seu país e vem perdendo o respeito no circuito. Levou uma chamada elegante do Federer sobre seu comprometimento, o que mostra que o suíço sabe que ele pode jogar, mas não está jogando.

Esta semana Patrick Rafter, capitão da Davis da Austrália, e sempre visto como bom moço, avisou que o rapaz Tomic está fora de seus planos no curto prazo, por conta das babaquices que vem aprontando, dentro e fora das quadras, inclusive “largando” jogos, na Davis e no circuito. O papelão de Tomic, que largou o jogo em Hamburgo, na Davis, contra Mayer, (se borrou total) jogou a Austrália fora do Grupo Mundial e originou uma grande briga entre ambos – aliás, conheço bem esse fime.

Ninguém se bica com o rapaz, lembram que uma vez ele se recusou a treinar com o malahewitt em Wimbledon, uma roupa suja que acabou sendo lavada em publico, teve problemas com a polícia australiana por conta de suas aventuras automobilísticas, vive em guerra com a federação local e em Miami 2012 pediu ao juiz que expulsasse seu pai, o mala-mór, das arquibancadas.

Levar porrada de tudo quanto é lado mexe com qualquer um. Um tenista pode abaixar a cabeça e entrar mais no buraco ou pode usar o fato para se motivar. Com o perfil de Tomic, a minha expectativa que ele enxergue o mundo todo como errado e habitado por gente da pior espécie e que ele, coitadinho, é um incompreendido e perseguido, e por isso vai assumir missão de provar que é o cara e o resto um bando de idiotas que se exploda. Pode dar certo, afinal o mundo não é politicamente correto e, como dizia o filosofo, o inferno são os outros.

Tomic – por enquanto,  talento sem comprometimento.

Tomic e Rafter – comunicação ruim.

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domingo, 15 de julho de 2012 Tênis Masculino | 22:15

Semaninha boa

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Essa foi uma daquelas semanas do circuito masculino que se os big dogs descansam e a cachorrada se diverte. Quatro torneios ATP 250 na mesma semana abrem portas únicas para os tenistas deitarem e rolarem arrecadando pontos e prêmios.

Tipsarevic acabou ficando com o título em Stuttgart, uma típica conquista de que a confiança faz uma diferença enorme no tênis. O outro top 10 sérvio teve não sei quanto match points contra nas quartas-de-finais, suou para bater Bellucci nas semis e teve que fazer das tripas coração para bater o argentino Juan Monaco que, por conta de contusão, perdeu o bonde no melhor momento de sua carreira.

Na verdade, ao contrário do que escrevi anteriormente, Marin Cilic venceu o seu 2o torneio da temporada, desta vez ganhando em casa, em Umag, no litoral adriático. Ele bateu o espenhol Granollers, em dois sets, fazendo valer a máxima que há que se ganhar em casa.

Na grama da chic costa lesta americana o gigante Isner acordou um tanto tarde para a temporada na grama. Na final, tirou o pirulito da boca do Lleyton Hewitt que não vai ter muitas chances de ganhar outra no que resta de sua carreira – 7/5 6/4. Eu preciso descobrir qual é o recorde de carreira nos TB do americano. A estratégia dele é muito simples: eu não perco o saque, não quebro o seu e decidimos no TB. Ninguém joga mais TB do que ele, a não ser, talvez, o Karlovic.

E, para finalizar, teve a final espanhola em praias escandinavas, com a vitória de David Ferrer sobre Nicolas Almagro, em dois sets.

Entre as mulheres, Serena Williams pode não ter pedigree para cursar Stanford mas não tem dificuldades em deixar sua marca nas quadras da iniversidade. Ganhou seu segundo título consecutivo por lá, batendo a americana Coco Vanderweghe, a primeira final americana em solo americano. em 14 anos.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 00:09

27 anos

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Se o Torneio de Houston não era lá grande coisa, serviu para acertar uma coisa aqui outra ali e nos brindar com as sempre bem vindas boas novidades. Dois tenistas que amadureceram mais tarde do que tem sido o normal fizeram a final e se confirmam entre os melhores do mundo.

O vencedor, o argentino Juan Monaco, que completou 28 anos em Março, durante anos deixou a dúvida se conseguiria deslanchar e se enfiar entre os melhores, provou, mais uma vez, que o trabalho duro e a persistência fazem uma diferença na carreira de um atleta. Com a vitória em três sets sobre Isner, que aos olhos de muitos era o favorito, até por jogar em casa, Monaco chega ao seu melhor ranking na carreira – #14 – o que é um feito para um tenista com certas limitações, mas sem limitações no quesito determinação.

Já o americano, que completa 27 anos em poucos dias, se enfia entre os big dogs, passa Roddick e Fish, e agora é o #1 dos americanos – curto reinado do peixe! Já tive até jornalista me perguntando se ele é um dos favoritos ao título de Roland Garros, o que mostra que sempre haverá pessoas que se contentam com pouco para fazer suas lógicas tenisticas. A quadra estava pesada, o que ajudou o hermano, mas Isner ainda terá certas dificuldades sobre o saibro. É difícil, porém nada é impossível, vencer um Grand Slam através de tie-breakers, que é sua principal estratégia. Mesmo assim, o americano é um dos tenistas que mais se aprimorou nos últimos meses, talvez O tenista, e aos poucos vai trazendo duvidas à cabeça dos adversários em quadra, que é um bom passo para uma vitória.

Acho extremamente interessante o perfil do tenista que progride com o tempo, a experiência e o acumulo do trabalho. Não são todos que nascem com um dom ou talento que os separe do resto ainda em tenra idade. Os dois finalistas são tenistas que tiveram vários tipos de adversidade pela frente, como todos, conquistaram um bom sucesso nas respectivas carreiras, mas, e isso é sua principal qualidade, não se acomodaram. Procuraram alternativas em seu trabalho, investiram, lutaram, tiveram seus momentos de dúvidas e desanimo, seguiram em frente, melhoraram, e agora chegam ao seu ápice, momentâneo, porque ainda podem, e devem, melhorar. É a volta aos tempos em que um tenista chegava ao amadurecimento e seu melhor aos 27 anos, que era uma data clássica para tal. Completando a curiosidade, dois tenistas com perfis, estilo e história completamente distintos, no entanto, mantendo a cultura de cavalheirismo do tênis. Após a partida, Isner publicou em sua página no Face: Meu amigo Pico hoje foi melhor do que eu. Parabens a ele, um campeão de classe.

Mais sobre tênis no: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Monaco em Houston

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