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quarta-feira, 9 de março de 2016 Rio Open | 16:12

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Bia Maia está direto na chave do Aberto de Miami, graças a um convite do torneio. Bia é a atual #270 no ranking, atrás de Teliana Pereira e Paula Gonçalves, o que não a colocaria nem na chave do qualy.

 

Tem a seu favor o fato de ser jovem, completa 20 anos no próximo Maio, e ser um dos maiores talentos recentes no tênis feminino brasileiro. Mas a chave para entrar na chave principal em Miami é o fato de ser gerenciada pela IMM, empresa brasileira, que promove o Rio Open e é parceira da IMG, empresa que promove o Miami Open. Os brasileiros da IMM foram à luta e conseguiram o convite – assim como para João Feijão, outro gerenciado pela empresa.

 

Convites são para isso mesmo. Cada evento tem o direito de determinar suas prioridades na escolha dos convidados. São quatro homens e sete mulheres. Se olharmos os convidados do Miami Open veremos que eles seguem um preceito bastante usado – o de premiar tenistas em início de carreira. Entre as mulheres convidadas, na chave principal, somente a Matek-Sands tem mais de 23 anos, e entre os homens o mais velho tem 21 anos. Chama a atenção que tres britânicos – Heather Watson, Laura Robson e Kyle Edmund receberam convites. A IMG é, há anos, parceira da LTA em Wimbledon.

 

Para Bia é ótima experiência, garante U$12 mil de premiação, vai conviver e competir com os tenistas tops pela primeira vez, o que já lhe deu uma injeção de motivação; vem jogando bem e vencendo nos últimos dias.

 

João Feijao tambem pode fazer uso do convite na qualificação, apesar de que seu trabalho será bem duro, por conta do piso duro e de que qualy não é chave principal!

 

Lista dos convidados:

 

Men’s Main Draw Wildcards:
Name                                 Country         Age   Rank

Kyle Edmund                    Great Britain  21       82

Adrey Rublev                    Russia           18       150

Elias Ymer                         Sweden         19       152
Nicolas Jarry                     Chile               20      491
Women’s Main Draw Wildcards:
Name                                 Country         Age   Rank
Heather Watson               Great Britain  23      53
Bethanie Mattek-Sands  USA                30      88
Naomi Osaka                    Japan            18      106
Paula Badoas                   Spain             18      224
Beatriz Haddad Maia      Brazil              19      270
Laura Robson                  Great Britain  22      551
Sofya Zhuk                        Russia           16      17 (ITF

 

Men’s Qualifying Wildcards:

Name                                 Country         Age   Rank
Joao Souza                       Brazil              27      129
Ryan Harrison                  USA                 23    168
Casper Ruud                    Norway           17       11 (ITF)
Women’s Qualifying Wildcards:
Name                                 Country          Age   Rank
Sorana Cirstea                 Romania         25      148
Indy de Vroome                Netherlands   19      324
Claire Liu                           USA                 15      498
Fanny Stollar                     Hungary          17      509
Katie Swan                        Great Britain    16     513

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terça-feira, 19 de maio de 2015 Copa Davis, Roland Garros, Tênis Brasileiro | 21:20

That’s life

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Os números nao mentem, mas, de vez em quando, surpreendem. Thomaz Bellucci venceu 13 e perdeu 7 partidas desde sua participação, aquém das expectativas, na Copa Davis em Buenos Aires. Já o quase herói entao, Joao Feijao Souza, caminhou na direção oposta a de Bellucci e a esperada por muitos. Nao ganhou nenhum jogo desde entao.

Logo após a derrota em BA as conversas nos clubes giravam em torno de que o Belo nao tinha jeito e o Feijao tinha tomado jeito. Minha mae já dizia que as expectativas matam. E se nao matam machucam.

E porque essas surpresas? Isso eu nao sei dizer. Talvez a Copa Davis mexa mesmo com a cabeça dos tenistas de maneiras que nao podemos sequer imaginar.Talvez possamos imaginar que Feijao goste e se encaixe bem na Davis. Talvez o mesmo nao seja verdade quanto ao Thomas. Se é para adivinhar, os leitores fiquem à vontade e devem ser melhores do que eu.

O que fica claro, mais uma vez, pelo menos pra mim, é o quanto Thomaz Bellucci tem de jogo. Mesmo nao sendo um grande “jogador”, aquele que “sabe” ganhar, tem muitos golpes e poderio para intimidar oponentes. Ele ganha jogo porque dá mais na bolinha do que muito cachorrao por aí. Se tem “deficiências”, elas sao mais emocionais e mentais do que técnicas. Quando está à vontade emocionalmente em uma partida faz os adversários comerem o pao que o diabo amassou.

Feijao, e nao me perguntem porque, tem tido mais dificuldades ainda com seu emocional e mental do que o Belo. Seu jogo é perigoso, saca bem, nao tanto quanto o Belo(tem mais força e menos alternativas, que Belo sub usa). Tem uma direita pesada, nao tanto quanto a do Belo ( e erra mais), e um revés talvez mais vulnerável do que seu colega (que erra bolas inimagináveis desse lado para alguem de seu padrao). Mas a verdade é que continua, no geral, em um patamar inferior a Thomaz. E inferior o bastante o bastante para as tais vitórias de Bellucci e as tais derrotas de Feijao.

Por isso, afirmo: existe muito mais que faz um tenista do que está na frente de nossos olhos. Por mais que o Belo nos faça sofrer, por mais que gostaríamos que fizesse as coisas diferentes quando o vemos na TV, continua sendo nosso melhor tenista, fazendo uma bela carreira, ganhando de muito cara bom, fazendo outros ainda melhores suarem e faturando alto. E fazendo besteiras incompreensíveis. Thats life!

Penso que Joao Szwetsch está fazendo bem ao nosso tenista. Aliás, penso que o Thomaz nunca deveria ter dispensado o rapaz. Mas o tempo passou e pode ser que recuperem pelo menos uma parte do tempo perdido. A partir da semana que vem veremos o que ele, e Feijao, farao em Roland Garros, seu Grand Slam favorito

Quanto ao Feijao, algo poderia/deveria ser feito quanto ao seu mental. E talvez a respeito dos detalhes (nao sao mais do que detalhes-mas é ai que deus e o diabo vivem) de suas carências técnicas. Suas qualidades, e deficiências, técnicas nao mudaram desde a Davis, mas algo nessa competição o inspirou a encontrar o seu melhor. A chave de seu futuro talvez esteja nessa inspiração.

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terça-feira, 10 de março de 2015 Brasil Open, Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:42

Fico com isto

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Esse negócio de procurar culpados quando de derrotas é papo furado. Até porque cada um procura o que pode e conhece e a maioria nao sabe o que procurar e nem conhece o bastante para enxergar quando aparece. Quando tomamos sete dos alemaes teve gente que ficou azucrinando por conta do Fred enquanto os maior culpado daquela xaropada, o mega marketeiro David Luiz, ainda anda por aí achando que é o melhor do mundo e as pessoas comprando esse gato por lebre.

Sendo assim, nao vou apontar dedos até porque certas horas a coisa toda fica óbvia.

Joao Feijao é a melhor coisa que aconteceu para nosso tênis desde que Thomaz Bellucci entrou entre os trinta do mundo e nos convenceu que tudo iria ficar azul. Sei, nao ficou. Sim, eu sei dos nossos duplistas, mas aí é outra história.

Nao sei até onde Feijao vai com sua nova fase. O que imagino é que ele, após Sao Paulo e Buenos Aires, encontrou uma maneira de jogar que dá certo para ele, e nos encanta, e vai agarrar isso como se fosse a ultima tábua da salvaçao. O cara descobriu, finalmente, que o Jogo de Tênis nao é uma competiçao de quem bate mais forte na bola. Bater forte e colocado sao dois predicados, mas o maior, de longe, é saber como ganhar uma partida, que é o que conta no final. Saber arrancar a vitória do adversário, que está ali para fazer a mesma coisa, é a diferença. Se, em tempos de Rafael Nadal, o maior gênio da história do tênis nesse quesito, o pessoal ainda nao aprendeu é melhor desistir.

Feijao nos convence até quando perde – eu senti, entre outras coisas, orgulho torcendo pra ele. Bellucci nao nos convence nem quando ganha. A nao ser em uma mega vitória como contra a Espanha, quando pensei que ele tivesse, finalmente, aprendido o valor de mais uma bola na quadra. Isso, sem contar com a dosagem correta da vibraçao em quadra e, mais importante, da sensibilidade para avaliar corretamente o momento do jogo, no set, no game, no ponto! O rapaz tem zero dessa vital sensibilidade. Ele joga um 15×15 como um 30×40. O primeiro e o último game, a bola fácil e a difícil, a cruzada e a paralela tudo igual.

Estou tentando apagar sua derrota para o Delbonis de minha mente, e por isso nao senti nem vontade de escrever. Mas teve um momento da partida, no início do 3o set, que exemplifica claramente isso. O Delbonis voltou na 2a feira totalmente borrado – alias o time brasileiro tinha que ter feito o diabo para aquele jogo nao começar no domingo, mas isso é outra história.

O Delbonis perde o 2o set, errando barbaridades e rezando para cada ponto acabar logo, e vai sacar no 1o game e fica 15×40! A compreensao do momento é tudo neste raciocínio. Se o Bellucci joga a bola para o outro lado com a mao o Delbonis enfiava no meio da rede tal o travamento de seu cérebro e braço. E o que o Belo faz? Aquilo que gosta de fazer; mete uma mega porrada de forehand down the line e a bola sai um tiquinho – e na Davis tiquinho também é fora.

Faltou o entendimento básico que o protagonista do momento era o argentino borrado pela pressao e nao ele. Pior, bem pior. O que era 15×40 em instantes virou game do argentino, que saiu vibrando como uma criança que o pai tirara do castigo. E nao ficou por aí. De doze pontos jogados após aquele direita, Bellucci perdeu 11! Três zero Delbonis! E o que era o seu momento foi pro ralo. Ali, naquele 1o game, era a vitória brasileira. Ali sacramentou-se a vitória argentina.

Nao posso e nao quero acabar o Post nessa nota. Tanta coisa certa foi feita em BA no fim de semana. A dupla brasileira, mais uma vez, mostrou seriedade, qualidade e confiabilidade. Nao vou nem me alongar em Joao Feijao Sousa, que foi o que mais ganhou com o evento; graças ao seu próprio mérito. Sacar atrás durante todo o quinto set, após mais de 6hrs de jogo, manter a placidez mental que sempre transpareceu e defender 10 match points é tarefa de Macho. A postura do capitao Joao Zwetsch durante essa batalha foi ótima. “Jogou” com seu pupilo, incentivou, conversou – deu pra ver que os jogadores confiam nele só pelo olhar. A equipe de apoio esteve presente, “consertando” o Feijao e tenho a certeza, vendo o resultado em quadra, que muitas outras coisas certa foram feitas pelo nosso time no fim de semana. Eu fico com isso.

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sábado, 7 de março de 2015 Brasil Open, Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:14

A um passo

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Poucas coisas deixam um atleta, ou qualquer um, tao motivado quanto ficar “mordido”. Joao Feijao ficar fora do time brasileiro na ultima ediçao da Davis foi um tapa nas suas fuças, algo que qualquer um com vergonha na cara nao aceita de bom grado. Se o capitao do time brasileiro tinha, ou nao, suas razoes sao outros quinhentos. O fato é que desde entao Joao Feijao mudou sua atitude, seu perfil, sua carreira. E para sorte de todos, especialmente dele, para melhor.

Hoje  Joao Feijao é o tenista #1 do Brasil por méritos. E, melhor, soube assumir seu novo status e responsabilidades ao entrar em quadra para abrir o confronto contra los hermanos. Se nao jogou bem do começo ao fim, soube, e isso é o mais importante, jogar bem na hora da onça beber água. Porque esse negócio de “jogar como nunca e perder como sempre” nao ajuda o time e mina a confiança coletiva. Por isso ficam os parabéns ao Feijao pela postura e o resultado. Jogou como gente grande e do jeito que eu sempre gostei quando era o técnico do time da Davis. E adorei sua declaração de que entrou em quadra para focar no positivo e nao deixar o negativo entrar. Com certeza lhe assopraram isso – e muito bem assoprado. Mas falar é fácil, eu que o diga, o difícil e executar.

Seu jogo nao está ainda todo formatado, e por mais tempo do que deveria jogou com a estratégia equivocada, o que quase lhe custou a partida. Mas soube encontrar dentro de si aquela chama que queima o coraçao do campeao, jogar a parte final da partida como macho e brindar o time com a importante vitória inicial.

Nem a tremenda apresentaçao do rapaz, e sua nova funçao de #1 do time conseguiram motivar Thomaz Bellucci. Pensei, por instantes, que, ao lhe tirarem esse peso dos ombros, Thomaz poderia nos brindar com seu melhor, como fez contra os espanhóis. Mas, creio, que ali uma parte do crédito vai para a maravilhosa torcida que lotou o Ibirapuera. Ontem ele nao mostrou a garra esperada, e necessária, para se vencer uma partida na Copa Davis. Tem jogos que você ganha porque joga mais do que o oponente – muitos porque você tem mais coraçao do que ele. Alooouuu Nadal!

A dinâmica do confronto foi apresentada logo no primeiro set, quando Thomaz, graças ao poderio de seu golpes e a insegurança inicial de Mayer, quebrou e sacou no 4×3 – um game determinante. Uma vantagem dessas nao se vende barato. Ele a jogou pela janela. Se leva aquele set pressionaria o argentino que estava contra a parede. Seu companheiro havia perdido, a dupla argentina nunca veria o sorriso da vitória – estava tudo em suas maos. E Bellucci jogou o game mais casual do baralho. Dali pra frente o argentino mandou no jogo e Thomaz só mostrou serviço, e vontade, de vencer no 3o set quando já estava com os pés no brejo. Mas logo voltou ao marasmo. E eu imaginei que após o o confronto em Sao Paulo ele teria entendido o valor da luta e da determinaçao em uma vitória.

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Eu sei lá a razao de os mineiros nao jogarem mais duplas no circuito. Afinal ele sao a nossa melhor, se nao única, chance de uma medalha nas Olimpíadas 2016. Os caras falam grosso nas duplas e se completam legal. Nos últimos tempos Marcelo melhorou seu jogo – técnica e mental, assim como tempos atrás Bruno já havia feito. De lá para cá só jogaram juntos na Davis – onde sempre jogaram muito. Na minha opiniao, que é de quem está dando palpite, os dois estariam mais bem servidos um com o outro do que com seus atuais parceiros. Peya é bom, mas nao tao bom, e dificilmente vai segurar a peteca quando Bruno jogar mal, o que acontece com qualquer um. Dodig é bom, mas é um jogador de simples e nem sempre está tao a fins de jogar as duplas, o que, as vezes, deve ser difícil para a cabeça do Marcelo, que deve ficar no maior conflito quando assiste o companheiro jogar simples.

Marcelo tem a envergadura que cobre a quadra e intimida os adversários. Bruno tem habilidades que geralmente duplistas carecem. Ambos melhoraram suas devoluçoes – determinantes nas duplas. Bruno melhorou muito seu serviço, o que fez enorme diferença no seu jogo, e sua técnica nos voleios está cada vez mais sólida ( a ponto de se se tornar, às vezes, um tanto relaxado).

Marcelo, pela altura, tem espaço para melhorar seu saque. Mas aprimorou seu posicionamento, o que faz muita diferença nas duplas, e usa e abusa do tamanho, assim como as devoluçoes, voleios e constância. Em Sao Paulo, Melo foi melhor em quadra, no geral. Em BA repetiu a dose, nos detalhes. Bruno vacilou um pouco em certos momentos, algo que as duplas, pela sua dinâmica, nao costumam perdoar. Mas, mostrando seu perfil e personalidade, além de ter jogado bem no geral, nas horas da onça mostrou seu talento, sua vontade de vencer e categoria. É uma questao de momento. Assim como Marcelo está surfando na confiança dos bons resultados recentes, Bruno parece estar incomodado pela minguada dos títulos de sua parceria e, óbvioa a consequente afetada confiança. No padrao que está, entre os melhores do mundo, atitude e confiança sao determinantes e fazem “A Diferença”. Mas é um prazer assistir a coreografia e qualidade do tênis que apresentam. E a alta chance de ganhar o ouro em casa é uma oportunidade única em uma carreira e vida, algo que nao deve ser substimado. Mas, talvez, o nao jogarem junto no circuito, e assim mesmo jogarem bem quando se encontram, seja uma estratégia para chegar “frescos” às Olimpíadas.

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Estamos a um passo – uma vitória – de bater os hermanos na casa deles. Se eles apresentaram um time bem abaixo da qualidade do que esperamos do tênis argentino é um problema deles.

Amanha, o quarto jogo será entre os cachorroes. Normalmente o favorito seria Mayer, #29 do mundo e jogando em casa, o que, pra ele, pode ser uma faca de dois legumes (ele recém declarou que, apesar de ser o #1 da equipe nao é o líder do time, o que deixa para o capitao – sei, conheço o perfil). E vale lembrar que no ultimo e recém confronto, no Brasil Open, The Bean Man ganhou, em partida inesquecível. A coisa está de bom tamanho pra nós.

Bellucci terá, se necessário for, a oportunidade de se redemir, como tantas já teve, e muitas mais do que a maioria das pessoas têm. Mas quem pensa que ele terá o esforçado e limitado Berlocq pode ter uma surpresa. Tenho a suspeita de que Orsanic, o capitao argentino, colocará em quadra o Delbonis, que é mais tenista do que o Berlocq. Este tem mais experiencia e é um tremendo guerreiro, o que deve ter feito a diferença na decisao de começar com ele. O Delbonis é mais verde e tem um saque – nunca vi alguém jogar a bola tao alta quanto ele pra sacar – que mia nas horas importantes. Mas é guerreiro, tem bons golpes – um forehand que anda bastante e um back que é uma certa loteria e que ele adora arriscar (pensando bem, tirando o saque, seu jogo lembra o do Bellucci) e, importante, terá na cadeira o ex-técnico de Bellucci.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:37

Feijao melhor do que Rola

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O Rio continua lindo. E o Rio Open também. Este ano deram algumas incrementadas. Nao dá para descrever tudo agora, por isso será aos poucos. A primeira se percebe logo na entrada. Esta era paralela à avenida, agora é paralela à raia de grama do Jockey. Nao sei se está em época de treinos e corridas, mas se passar uns cavalos correndo por ali vai ser um barato. Também unificaram a linguagem de todas as lojas e comidas do longo corredor das conveniências. Ficou mais clean, elegante e confortável. Por conta de como o publico se posicionava e se comportava no ano passado, fizeram mudanças nas alamedas internas e até colocaram uma mini arquibancada na principal quadra de treino; a Quadra Nadal.

O Lounge Corcovado, para o qual se precisa de um crachá especial, também ganhou um design mais clean que facilita as andanças e o atendimento. É lá que os patrocinadores e convidados fazem seu network e onde se encontra o quem é quem do tênis etc. É um ótimo lugar para refrescar a cabeça, após fritá-la no inclemente sol que faz no Rio. O ar condicionado de lá faz maravilhas pelo nosso humor. Acompanhado de um refri ou uma cerva nos abre as portas do paraíso.

A sala de imprensa também ganhou um upgrade. Foi para um lugar mais nobre e é super profissional, liderada por alguém que tem know-how, a antiga RP de Gustavo Kuerten, Diana Gabany.

Dá para ver que existem outras melhoras, que irei mencionando com os dias.

Uma coisa que senti falta, e nada tem a ver com a organizaçao do evento, foi o sorvete no bar do Jockey, um lugar super charmoso ao lado da quadra 1. Ali é o meu ponto favorito para ver a banda passar. Fui direto pra lá, sentei com meu amigo Fabrizio Fasano e pedi o milk shake de chocolate, que é dos deuses. Fiquei na vontade. Acabaram com o sorvete durante o carnaval e ainda nao repuseram. Vou tentar hoje de novo.

Peguei meu ingresso e fui assistir o confronto do Blaz Rola com o Joao Feijao. Quem queria Rola ficou na vontade e quem se satisfaz com Feijao se lambuzou. Pra mim ficou de bom tamanho.

É um prazer assistir um tenista florescendo. O Feijao é um outro cara. Parece que encontrou seu caminho mágico e agora, quando precisa, vai lá, grita Shazam e sai socando o adversário.

Ontem foi um barato. No primeiro set foi demolidor. Nao deu espaço nem tempo para o Rola pensar. No segundo, até porque nao é de ferro, abriu um pouco as pernas e o Rola cresceu. O set foi uma incógnita até o tie break, que me lembrou o TB entre Nadal e Andujar no ano passado. O ápice foi no match point, quando o brasileiro decidiu surpreender, sacando e voleando no revés, algo que nao tinha feito uma vez sequer. Fez tao bem que acabou se surprendendo mais do que o outro. Teve um voleio fácil na sua direita, notou que o Rola foi, no embalo, pra direita e mudou o voleio para a paralela – ele seria mais confortável na cruzada. A bola saiu muito e dois pontos depois estava no 3o set.

O jogo deu uma tremenda caída, com uma parte do publico indo embora. Azar deles. Nao sabem que o jogo só acaba quando termina?

Por conta da caída, Feijao acabou sendo quebrado prematuramente e deixou o Rola socar um 4×2. E, quando o Rola pensou que iria crescer de vez, a adversidade só serviu para jogar água no Feijao, que procedeu entao a afogar, surpreendentemente, o adversário. Jogo de tênis, só se ganha, entre outras coisas, nao se largando o osso até o fim.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 15:36

Cenário e pavio.

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Após a bela vitória do Feijao Souza sobre o eslovaco Klizan, tenho mesmo que escrever sobre o fato. Mas, antes disso, até como contraponto, uma palavra sobre a derrota de Tommy Robredo para Nicolas Almagro. Almagro nao ganhava dois jogos seguidos desde abril passado – esteve contundido o o semestre. Talvez por isso tenha vindo ao Brasil Open, que deve lhe trazer ótimas lembranças – o cara ganhou três de seus doze títulos no Brasil.

Mas quem me surpreendeu foi o Robredo. Esse é um tenista que associo à luta, suor e lágrimas. O cara adora correr, tem um tênis limitado, mas ótima cabeça e um coraçao é grande. Imagino que aos 32 anos deve estar contemplando a aposentadoria – ele fala sobre ela há tempos. Agora, o tênis que ele apresentou no Ibirapuera foi uma Vergonha para seus fas – notem o V maiúsculo. O rapaz está visivelmente destreinado para jogar no padrao ATP e fazer valer o fato de ser o 2o cabeça do torneio. Alias, nao sei o por detrás isso, só sei que desde Outubro ele só participou do Australian Open, onde jogou cinco games e desistiu. Entao é claro que está fora de forma e, provavelmente, voltando de contusao. Minha cabecinha ficou pensando quanto deram pra ele de garantia – entre Sao Paulo e Rio – para vir passar o carnaval por aqui.

O Feijao entrou em quadra com sangue nos olhos. Bom pra ele, azar do Klizan. Aliás, a noite teria sido ainda mais interessante – e o jogo deles foi ótimo – se Bellucci tivesse confirmado o serviço no 5×3. Lembrando, o atual técnico de Thomaz é o desafeto do Feijao e capitao do time da Davis que, até onde sei, nao foi divulgado, apesar de que o zumzumzum é que ele está de volta ao time. Ressalte-se que nao sei nada oficial sobre o assunto, mas, pela proximidade, começa em 6 de março, os tenistas mesmo já devem saber se estao ou nao no time. E, suponho, pelo bem do time, as arestas tenham sido aparadas e bola pra frente que atrás têm gente.

A vitória dele ontem foi na garra, algo que nem sempre ele traz pra mesa com a consistência que a carreira exige. Ele quis mais do que o outro. E bola ele tem pra incomodar. Mas, como todos estao carecas de saber, ter bola só nao faz uma carreira. Precisa bem mais do que isso; vontade, determinaçao, coragem, consistência, e podem estender a lista.

Como a vitória do Klizan tinha impacto indireto no assunto Copa Davis (o eslovaco bateu o Bellucci) entende-se a motivaçao extra. Agora, precisamos ver se o que ele apresentou se estende para o resto do evento ou se tem pavio curto. Porém, a partida de hoje tem ainda mais impacto no assunto Davis, já que ele enfrenta o argentino Leonardo Mayer, que deve ser titular no confronto contra o Brasil. Um ótimo cenário para ele manter a inspiração e mandar sua mensagem. E uma pedida melhor ainda para a torcida comparecer e dar uma força para o brasileiro, que adora a força que vem das arquibancadas. E que nao gosta? Alguém falou algo aí?

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:08

Das duas..

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Vi os resultados do Torneio de Kitzbuhl e fiquei surpreso – nao tao surpreso. Surpreso com o resultado da partida entre uma das estrelas da nova geraçao, o austríaco Dominic Thiem, e o brasileiro Joao “Feijao” Souza. O austríaco levou por 7/6 3/6 7/5. Ou seja, Feijao jogou de igual para igual com o cabeça 5 do torneio e um dos maiores talentos emergente e a partida foi decidida na bacia das almas.

O brasileiro veio do qualy, onde bateu, na 1a rodada, o jovem italiano Gianluizi Quinzi, vencedor do evento juvenil do ano passado em Roland Garros. Passou as três rodadas do qualy e bateu de frente com Thiem. Nao assisti o jogo, por isso só posso comentar o resultado. Das duas, uma.

Ou a Thiem, um jovem de apenas 18 anos, já #50 do mundo, sentiu uma ponta de responsabilidade por jogar em casa, como um dos favoritos do torneio,  pegando na 1a rodada um tenista com pegada forte e por isso deu uma encolhida, ou o Feijao deu uma bela melhorada. Na torcida eu fico com a segunda hipótese. É mais otimista.

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domingo, 5 de maio de 2013 Tênis Masculino | 18:58

Doces

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Muitas cositas boas e interessantes acontecendo no circuito enquanto os senhores lobos não vem. Tommy Haas finalmente venceu em Munique e batendo outro alemão, Kohlschreiber, na final. O alemão está aproveitando o fim da carreira para lavar a égua, o que vem trazendo certa alegria para os fãs do tênis-arte. Mesmo assim  deu uma gelada no fim da partida, quando sacou para vencer, como sempre lhe foi o hábito. Mas é um prazer vê-lo jogar, especialmente considerando como o tênis-eficiencia da atualidade abriu mão da plasticidade. Se não fosse um dos mais arrogantes do circuito até daria para torcer por ele.

Em Portugal o título ficou outro protagonista do tênis-arte – o suíço Wawrinka, que bateu na final o operário Ferrer. Não vi, mas gostei.

O Thiago Fernandes tirou um urubu das costas e venceu seu primeiro título profissional. Foi um Futures, o menor dos torneios, mas é um marco. E um bom marco. Foi na Turquia, que está hospedando vários torneios pequenos e os brasileiros estão se esbaldando por lá. O garoto tem tênis e potencial, mais do que lhe dão crédito; é bom caráter e não tem como não torcer por ele.

O Feijão passou pelo Qualy de Madrid. E batendo o Paul Mathieu, outro tenista que nunca cumpriu o que prometia – e ainda foi o último tenista a bater Kuerten. Fazia algum tempo que eu não tinha a oportunidade de comentar um bom resultado do Feijão – estou feliz, ele é outro bom caráter do tênis brasileiro. Vai enfrentar o francês Paire na 1ª rodada.

Para terminar em nota ainda mais doce, o Brasil conquistou o tri campeonato Sul-americano de 16 anos feminino em La Paz. Bateu as donas da casa, que souberam usar a altitude de La Paz – como é difícil jogar lá –  para chegar à final, mas não deu para bater as brasileiras – 3×0 a final. As campeãs foram Julia Gomide, Leticia Vidal e Luisa Stefani. Se vocês querem um nome para guardar, guardem o de Luisa. Os meninos – Orlando Luz, Fernado Yamacita e Jose Evaldo Neto  ficaram com o quarto lugar.

Julia Gomide, Leticia Vidigal e Luisa Stefani – campeãs sul-americanas.

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terça-feira, 1 de maio de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:20

Oportunidade

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Não tem muito a ser dito, já que não assisti a partida. Mas posso dizer que é uma bela vitória do João “Feijão” Souza sobre o novo “darling” do tênis americano o garotão Ryan Harrison, #58 do ranking, nas quadras de saibro de Belgrado, torneio que pertence à família Djokovic.

A vitória de 6/3 6/3 foi contundente, o que mostra o brasileiro aprendendo a administrar partidas. O americano não é nenhum cego no saibro, cresceu jogando sobre esse piso também. Feijão joga na pressão, já que defende muitos pontos em Belgrado, o que valoriza ainda mais a vitória.

Na segunda rodada, João enfrentará Dusan Lajovic, #191 no ranking, 21 anos e convidado do torneio, que bateu um outro convidado, o russo Evgeny Donskoy. Ou seja, uma chave feita por encomenda. Uma oportunidade que Feijão começou a cacifar com a vitória de hoje e deve aproveitar ainda mais, já que a cada semana se mata um leão e não existem muitas boas oportunidades.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:12

A cavalo, lá das estepes.

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É provérbio popular que a vingança vem a cavalo. No caso do confronto, sorteado esta manhã na sede da FIT, veio mais rápido ainda. Os russos bateram o Brasil o ano passado lá nos cafundós da Rússia, agora vão ver com quantos paus se faz uma jangada por aqui.

A partida será em Setembro, logo após o U.S. Open e a temporada americana em quadras duras , e duvido que até lá Thomaz Bellucci se sinta mais confortável em quadras duras do que no saibro, o que praticamente assegura que os camaradas vão ter que sujar o tênis por aqui. Só espero que até lá João Feijão tenha encorpado seu prato, porque vamos precisar de uma forcinha do nosso segundo tenista. Os russos não são o melhor time, até porque o pessoal por lá não vem fazendo tanta questão de jogar a Davis, provavelmente porque se acostumaram com grandes resultados, algo que ficou mais difícil de acontecer.

Mas eles podem, teoricamente, contar com Davydenko (38), Youzhny (35), Bogomolov (40), Kunitsyn (91), Tursonov (75), Andreev (100), jogadores com ótimo tênis e que bem motivados podem encarar muitos times. O técnico Tarpischev desconhece a palavra substituto, sendo o capitão do time desde 1974 (com intervalo entre 93-95), de longe o mais longevo dos capitães.

O capitão e sua capacidade de motivar os tenistas será o diferencial no confronto. Nós jogamos em casa e podemos ditar o que a regra permite. Eles vão ter que formar um time com tenistas que não estão mais em ascensão na carreira, o que pode causar certa acomodação e até mesmo preguiça. De todos, os mais jovens são Bogomolov, com 29 anos e que não deve ter sonhos de fazer muito melhor do que fez até hoje, e Andreev, com a mesma idade e que já esteve algumas vezes por aqui, o que talvez faça uma diferença na escolha do time.

A cada confronto o técnico tem que laçar jogadores e colocá-los em quadra. Mas é bom lembrar aquele final de jogo entre Bellucci e Youzhny, quando o russo esqueceu a preguiça, levou o negócio para o pessoal e achou uma maneira de ganhar a partida que parecia perdida na bacia das almas.

Eles têm tenistas, mas, atualmente, não têm time. Como o tempo não para, nem vai para trás, os meses que faltam tendem ajudar o time brasileiro, que tem tenistas em crescimento. Eles, e o fato de jogarmos em casa e podermos planejar os mínimos detalhes, são os diferenciais que podem nos colocar no Grupo Mundial em 2013.

Juntando o time russo.

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