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Posts com a Tag irmãos bryan

sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

Imperdível

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A sempre polêmica sem perder a candura e a elegância leitora Maysa, ocupa seu espaço nos comentários para declarar sua ojeriza às chamadas “exibições”. Não é a primeira que me passa essa mensagem, ao mesmo tempo em que outros declaram seu amor pelas mesmas. O que separa as duas vertentes?

Exibição foi algo criado sabe-se lá quando, só posso dizer que há muito tempo, para trazer algo para o qual havia uma demanda. No caso, a presença de estrelas, das mais variadas grandezas, para próximo de seus fãs, em um cenário que não abrigava pelas mais diferentes razões, da tradição à falta de estrutura, torneios compatíveis com a presença de tais tenistas.

Isso são um fato e uma realidade mundo afora, não somente no Brasil. Na verdade, hoje se joga bem menos exibições do que no passado. A demanda do circuito e consequente esgotamento dos atletas, o televisionamento de tudo quanto é torneio tenistico que coloca os ídolos na frente de sofás mundo afora, e, principalmente, o quase obsceno, pelo menos comparado com poucas décadas atrás, dinheiro distribuído em prêmios de torneios oficiais, o que deixa seus bolsos e mentes tranquilos quando não acomodados, são razões pela diminuição da presença das estrelas em exibições.

Por conta disso, as aparições, pelo menos das estrelas, são raras e bem caras – lembrem-se que há demanda no mundo todo. Até mesmo uma cidade como New York, que tem um Grand Slam, demanda e recebe exibições com Federer. Mas imaginem quantas cidades não demandam e aguardam pela oportunidade que provavelmente nunca chegará. Na Europa e na América há a demanda e a oferta por outro tipo de exibições – são os Masters, que atraem o público com seus nomes, mas oferecem pouco mais do que brincadeiras e seções saudades de volta. Não é por menos que a maior estrela dessa troupe é um iraniano naturalizado francês, Mansour Barahmi, que encanta o publico europeu com seus marabalismos em quadra.

A exibição em si é uma arte, muito distinta da competição em si. A personalidade dos envolvidos conta muito para que ela seja um sucesso. Ninguém joga uma exibição como se a vitória fosse a meta. Pelo contrário. É bem mais do que provável que quando dois tenistas se enfrentam, em um treino, longe dos olhos do público, vão procurar a vitória com mais determinação e entrega do que em uma exibição. Por isso, nestas ocasiões é de muito bom tom colocar em quadra somente tenistas que se deem bem – e especialmente se a estrela maior aceita bem o sparring.

Existem algumas regras não escritas, que quase sempre são respeitadas, ainda que por vezes não. Fica “feio” um dos tenistas mostrar que está a fim de ganhar. Tem que saber aliar bons golpes, com uma dose correta de intensidade e um pouco, não muito, de relax e até humor. Se errar a mão em qualquer dos quesitos fica horrível – e, acreditem, poucos dominam essa arte.

O jogador da casa sempre ganha. E aí eu pergunto, com Federer e Bellucci que será o jogador da casa? Afinal, a grande estrela que o publico quer ver e aplaudir é o suíço. Será que Federer obedecerá a regra e fará a gentileza? Ou será que Bellucci esticará o tapete vermelho? Nosso tenista dá suas esticadinhas de tapete, mas raramente contra tenistas mais fortes e as tais estrelas, a quem gosta de fazer sentir sua mão pesada, pelo menos por um tempo. Será interessante ver como se desenvolve essa apresentação que deve ser o ponto alto do espetáculo, até pelo envolvimento do publico. Lembrando, essa será a primeira partida do suíço, do total de três, que jogará em São Paulo. Eu teria colocado como a última. Ele enchia o Tsonga e o Haas de bola nas primeiras, para delírio do público, e o Bellucci ficava para quando a festa já estava assegurada.

Comentando o comentário da Maysa, é preciso entender que na próxima semana não teremos em São Paulo nem um torneio, nem uma exibição. Teremos um espetáculo, uma festa. Uma festa do Tênis. Uma festa exclusiva, já que os ingressos são caros e em boa parte corporativos. Uma festa que todos gostariam de participar. Uma festa para tenistas, sofasistas e até mesmo estrangeiros do tênis, aquele que irão não por conta do Tênis e sim do ser visto.

Vamos ter o creme de la creme do tênis como poucas vezes reunido, em qualquer lugar que seja – o mundo vai babar de inveja. O foco ainda está no Federer, até porque o patrocinador que pagou a conta principal é seu, as chamadas são dele e o cara é adorado. Mas teremos Tsonga e Haas, dois belíssimos tenistas, com estilos distintos e propícios para a festa, até mais do que Ferrer, que é mais “engessado” e que saiu. Os espetaculares irmãos Bryan enfrentando os mineiros Melo/Soares, o que deve vir a ser um espetáculo à parte, em especial para os fãs tenistas.

E as mulheres! Até as Olimpíadas, agradeçam por ela, não vamos ver tal constelação por aqui: Sharapova, Serena, Azarenka, Wozniacki! As meninas mereciam uma festa só para elas e iriam sobrar. Isso sem falar no Roger. Não será um Grand Slam, mas será um espetáculo que lotaria o Madison Square Garden, um local que já acolheu os melhores de todas as áreas, numa cidade onde if you make it there you make it anywhere. Agora é em São Paulo. Esta, Maysa, é imperdível.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:48

Realce

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Criatividade faz bem a qualquer hora e em qualquer lugar.

Com as dificuldades em trazer tenistas top de linha nas chaves de simples – inerentes do fato de realizar um evento sobre o saibro e na América do Sul, enquanto ainda se jogará nas duras e na Europa e na América do Norte – os organizadores do Brasil Open usaram da imaginação para convidar a dupla mais vencedora da história: Los hermanos Bryan.

Já escrevi anteriormente sobre seus feitos, e provavelmente novamente o farei na época do torneio, por isso, hoje basta falar que os dois podem ser a grande atração do torneio. O que será inusitado e, talvez, interessante e atraente.

Como os dois sempre me pareceram extremamente profissionais, assumo que virão para vencer o torneio e realizar a melhor apresentação possível, o que é mais do que se pode dizer, por exemplo, do Carlos Moya em terras baianas.

Quem não deve achar muita graça são as duplas mineiras – Melo/Soares e Sá/Ferreiro. Afinal os gringos podem azedar o seu leitinho. Mas não podem reclamar, pois a vinda dará um realce no evento de duplas.

Para os fãs será um prato cheio. E, imagino, passa a ser uma meta bem interessante para os mineirinhos. Imagino que os organizadores colocarão os Bryan à noite na Quadra Central, assim como imagino que os colocarão no televisionamento.

Na verdade, já que estarão por aqui, o melhor é aproveitar por completo. Afinal, todos amam e curtem uma dupla bem jogada, especialmente por dois tenistas que aperfeiçoaram sua respectiva arte.

Bryan Bros – dois pelo preço de um.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010 História, Tênis Masculino | 16:07

Os Bryans

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Eu sempre fui fã das duplas, tanto para jogar como para assistir. Confesso que prefiro, de longe, jogar simples, a não ser quando é mais uma brincadeira e confraternização. Para assistir é mais ou menos a mesma idéia, mas uma dupla bem jogada é sempre mais interessante do que uma simples não tão disputada.

Por isso, assisti com certa tristeza a decadência dos eventos de duplas nas ultimas décadas, quando os melhores do mundo decidiram focar suas energias nas simples e praticamente abandonaram as duplas.

Como tudo na vida, a falta de oferta proporcionou uma demanda alternativa e surgiram os “especialistas” em duplas, tenistas que geralmente não tiveram o sucesso que esperavam nas simples.

Não são poucos os tenistas que se concentram nas duplas, apesar de ser uma “raça” não muito bem vista nem pelos organizadores de eventos e nem pelos “singlistas”. Porem, algum deles conquistaram um lugar ao sol e nenhum deles como a dupla americana dos irmãos Bryan, que esta semana quebrou o recorde de títulos conquistados que dividiam com os australianos “Woodies”; Todd Woodbridge e Mark Woodforde. São 62 títulos em 100 finais, incluindo oito Grand Slams.

Vale lembrar que os Woodies venceram 11 Grand Slams e não eram restritos às duplas; ambos jogavam bem simples, o que não é, nem de longe, o caso dos americanos, que nunca fizeram nada nesse departamento.

São inúmeros os tenistas que jogaram bem ambas, colocando nessa lista jogadores como McEnroe, Laver, Stan Smith, Newcombe, Roche, Kafelnikov, e vários outros mais antigos que ganharam títulos em GS tanto nas simples como nas duplas. O russo foi o ultimo a fazê-lo, e no mesmo ano, ali no divisor de águas, em 1996, em Roland Garros. Duvido que algum outro homem torne a fazê-lo, enquanto que as irmãs Williams não se cansam de fazê-lo.

O sucesso dos irmãos passa pela fascinante simbiose existente entre irmãos gêmeos – esse negócio de gêmeos sempre me foi fascinante – uma dedicação impar à carreira, aliada a uma ótima administração da mesma, o fato de um ser destro e o outro canhoto e uma interessante e eficaz postura positiva e motivadora em quadra.

Essa mesma postura fora das quadras, aliada a um agudo senso de marketing, fez com que ganhassem o respeito de patrocinadores e dirigentes, algo que não pode ser menosprezado. Não hesitaram enfrentar os donos dos torneios, que tinham/têm sérias intenções de acabar com as disputas de duplas em seus eventos pelo que dizem ser uma ruim relação custo/benefício. Os Byans usando de seu prestígio foram à luta, inclusive ameaçando levar o caso à justiça. Negociaram, árdua e penosamente, com a ATP e seus donos de eventos e com a ajuda do ex-presidente De Villiers conseguiram mudar a trajetória de um barco que estava fadado ao naufrágio. Os duplistas cederam em vários pontos (o tie-break no 3º set é um deles) mas afastou os “fantasmões” e solidificou o circuito.

Os irmãos podem não estar no mesmo nível de outros tenistas/duplistas da história, mas seu compromisso com o esporte em vários níveis, adaptação às circunstâncias e o novo recorde coloca seus nomes entre os grandes do tênis – mesmo que seja só nas duplas. Só para se ter uma idéia, na semana passada um amigo tenista amador do clube queria saber como conseguir um DVD deles jogando para mostrar a seu filho e ele mesmo aprender.

Bryan Bros – dois em um fazendo história.

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sábado, 6 de março de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 23:20

Peggy Sue

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Acabei de assistir Peggy Sue got married do Francis Copolla, onde, para variar, a Sofia faz uma ponta no filme do pai. Com um professor desses tinha que aprender. O tema do filme sempre me emocionou. Quem ficar curioso descubra. Até por isso, às vezes fico pensando a idade de algum dos meus leitores. Até algum tempo atrás a Folha de São Paulo tinha o hábito de colocar a idade das pessoas – poderia ser assim para quem comentasse no blog.

Alguns – e suspeito que devam ser da mais tenra idade – comentam que odeiam acompanhar as partidas pela internet. Se irritam porque a imagem não é das melhores. Considerando que não há transmissão pela TV e que alguns anos atrás era impossível acompanhar os confrontos da Copa Davis, a não ser que se estivesse de corpo presente, acho que ter as imagens de uma partida realizada em Belgrado, na tela do meu computador, simplesmente inacreditável bom para ser verdade.

Foi a segunda vez que acompanhei partidas pela internet. Não se preocupem os reclamentos, eu também preferia assistir em HD no telão. Mas como não tem, achei maravilhoso acompanhar as emoções das duplas entre americanos e sérvios, com a vitória dos primeiros. Infelizmente para eles o sonho deve acabar na próxima partida, entre Djoko e Isner.

Entre os vários detalhes que me interessaram e chamaram a atenção, um deles sobressaiu e, sem duvida, decidiu a partida.

Terceiro set, um set a um, tie-break, set point para os sérvios e Bryan sacando. Naquele momento os sérvios já haviam tido cerca de 5 set points e não conseguiam fechar. Brian saca forte, Tipsarevic responde forte na paralela, Isner faz golpe de vista, a bola cai em cima da linha, os sérvios comemoram e o estádio vem abaixo. Ops, um minuto!!

Pascal Maria, árbitro francês e um dos mais experientes do circuito desce da cadeira, olha a marca, confirma a bola como boa e dá o ponto para os americanos. Espere um instante, leia novamente e veja se isso faz sentido!?

Se foi boa e o Isner fez golpe de vista e a bola caiu na linha, por que ponto dos americanos?

O que aconteceu foi que no instante em que Tipsarevic rebateu, seu parceiro, Zimonijc, levantou o dedo assinalando a bola como fora. Com isso, o ábitro fez, das duas uma; considerou que o movimento de Zimonijc atrapalhou a dupla americana ou que com o movimento de levantar o dedo o sérvio interrompeu o ponto, alegando que a bola havia sido fora, e com isso assumiu a responsabilidade da chamada.

A confusão foi grande e a coragem do árbitro maior ainda. Após as reclamações e as vaias, os sérvios perderam a concentração, o set, o set seguinte, sendo que até aquele momento não haviam quebrado o saque dos adversários nenhuma vez, e a partida. Um ponto, no meio do confronto, e a decisão do árbitro tira a dupla da casa do jogo e muda o panorama da partida e do confronto. Sem a internet eu nunca teria acompanhado e sequer imaginado. Às vezes agradeço por ter vivido uma realidade distinta para usufruir a que hoje desfruto. Peggy Sue descobriu isso ao desmaiar.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009 Copa Davis, Light, O Leitor no Torneio, Tênis Masculino | 23:12

O Jardineiro

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Já que temos comentado bastante sobre o personagem recentemente, em função de toda a conversa sobre quem foi o melhor da história, vejam abaixo o comercial onde quatro coleguinhas das raquetes mostram seu respeito pelo “jardineiro”. Alias, quem é o quarto?

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