Publicidade

Posts com a Tag indian wells

segunda-feira, 17 de março de 2014 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Masculino | 15:09

Desperdiçando

Compartilhe: Twitter

Há jogos e jogos de tênis. A final de Indian Wells foi empolgante pela expectativa, por envolver um Roger Federer que voltou a jogar bem e pelo placar. Mas nao me empolgou como jogo. Tivemos mais momentos de um dos dois tenistas jogando bem, do que momentos de ambos tenistas jogando bem, que é o que exige um grande jogo.

No início, o servio parecia cheio de dúvidas, abaixo do que jogou em vários momentos durante o torneio – onde também teve seus picos e vales mentais. Federer adora jogar confiante e El Djoko encheu seu copo no set inaugural.

Mas, o suíço também adora dar milho pra bode e permitir que adversários voltem ao jogo. E Djoko nao precisa de muitos convites nessa direção.

O 3o set mostrou, desde o início que, atualmente, o servio joga mais do que o suíço. A diferença, no caso, sendo a consistência, algo primordial na competiçao.

O jogo ficou mesmo interessante no final, o que nao é nenhuma novidade. E aí há algo me chamou muito a atençao. Federer tinha dominado o 1o set, e reverteu a desvantagem no 3o, quando Novak chegou a sacar para fechar, ao fugir mais da esquerda para atacar de direita e, principalmente, ser constantemente agressivo com esse golpe, por muito tempo considerado o melhor do circuito. Aliás, nao sei como o Dácio Campos, que sabe muito de tênis, afirma que o backhand do Djoko é muito melhor do que o do Federer (o que é verdade), enquanto na direita os dois golpes se equiparam – ahhh? a do suíço é muuuito melhor; machuca mais, ele a bate de mais maneiras, acelera mais e é mais confiável sob ataque.

Mas, sei lá, hoje em dia Fededer parece nao ter mais a confiança para fugir do revés com a constância necessária (lembrem só do Nadal) ou terá receio de lhe faltar pernas no final? É um fato incontestável de que quando Federer foge mais, o Djoko encolhe – assim como os outros tenistas.

E foi assim que ele levou o jogo para o tie break – confiante, fugindo, fazendo a direita andar, intimidando.

E, macacos me mordam, foi só começar o TB para o Topetudo voltar a se acomodar em bater esquerdinhas raspadinhas e cruzadinhas, algo que nao só nao incomoda o Djoko como lhe deixa em zona de conforto para esperar o erro do adversário ou, oferecendo a bola curta para este fugir – nesse cenário nao há opção para Federer.

O TB foi um anticlimax. Federer nao jogou nada, quando eu, e muitos outros, esperavam que ele crescesse com a ocasiao. Aliás, o público em Indian Wells foi uma das mais descarados na torcida pelo rapaz e em desfavor no servio que, por mais que tente, nunca terá o amor incondicional da galera como o El Boniton.

Após derrotas Federer tem um discurso que tem mais a ver com marketing do que com a transparência. Ele afirmou que estava contente, apesar da derrota!! Perder no TB do set final incomoda qualquer um, até o King of Cool. Mas dá para entender que esteja contente com voltar a estar em uma final e ter, em boa parte dos jogos, jogado bem. Mas, para voltar a vencer torneios, terá que lidar com Djoko, Nadal, que deve estar babando em Miami, Murray, que uma hora pode acordar e voltar a incomodar e com outros que estao tentando colocar a cabecinha de fora e loucos para pegar um coroa para cristo. Cada dia que passa fica mais difícil para o GOAT e chances, como a de ontem, nao podem/devem ser desperdiçadas.

Quanto ao Djoko, nao deixa de ser interessante o fato que voltou a vencer quando deixou Becker em casa, ou seja lá onde o deixou, e trouxe o técnico estepe, mas que, na hora da onça beber água, além de ser o que levou ao topo do ranking, é o que lhe deu a confiança para, nao esqueçam, vencer primeiro título na temporada.

Novac-Djokovic-of-Serbia-ce

 

Djoko e seu merecido troféu.

 

Autor: Tags:

domingo, 17 de março de 2013 Tênis Masculino | 22:38

Feliz

Compartilhe: Twitter

Nunca vi Rafael Nadal tão feliz e à vontade após uma conquista de título como hoje na Califórnia. Nem após um Grand Slam. Era uma felicidade diferente, um à vontade mais confortável, como se o tirar de um peso fosse mais importante do que a vitória em si.

Com um braço apoiado sobre o troféu enquanto discursava, deixou isso tão claro quanto o seu longo e “fora da caixa” discurso. Tenho certeza que não foi inspiração no patrocinador-mor, um francês que também saiu fora da caixa em seu discurso. Também duvido que o fato de ter passado Federer no numero de títulos em Masters 1000 (ele agora tem 22) ou mesmo o fato de ter terminado com a ausência de um título em duras desde Outubro 2010 tenham sido a causa. Foi algo mais, uma felicidade que só quem viveu tempos difíceis, frustrações mil e duvidas atrozes e os deixou todos para trás conhece.

Apesar de ser o maior Animal que já vi em quadra, hoje ele teve suas derrapadas, muito provável pelas expectativas que trouxe para a final. Vencer no saibro era quase uma obrigação que ele cumpriu. Vencer na dura, com todos os cachorrões presentes, enquanto ainda havia muitas duvidas no ar sobre as condições de seu joelho – provavelmente mesmo em seu time – é algo sem preço. Imagino que nas contas dele, vencer em Indian Wells estava computada a possibilidade da saída do Torneio de Miami, o que se confirmou logo após a partida ( eu já havia cantado antes e fiquei imaginando se ele teria coragem de fazer e acho que fez o certo) e dá mais uma esvaziada na bola do evento.

Adorei ver o Delpo jogar bem. O cara já recuperou seu melhor tênis e agora, como quando ganhou o US Open, é uma questão de confiança, um predicado vital no seu estilo. Deve ser pesado na cabeça do hermano ter o tênis que tem e nunca ter ganho um Master 1000 – algo que fala alto sobre a dominância de seus contemporâneos. Imagino que isso ainda o pressione e o frustre, como o choro após a derrota entregou.

Indian Well é um torneio que cresce a cada ano – este ano 380 mil na quinzena, números de Grand Slam – e fico a imaginar se o fã brasileiro um dia o irá invadir como fez com Miami. Duvido, somente por razões geográficas. Hoje é mais evento do que Miami, algo que este evento vai correr atrás com seus anunciados investimentos. Para terminar, com uma nota que só acrescenta, Maria Sharapova bateu na final cruzadinha Wozniacki que, ouço, está tentando dar um upgrade em seu tênis. Lembrando, as irmãs Willians tem o evento de Indian Wells na sua lista negra e não colocam os pés por lá. As adversárias agradecem.

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 5 de março de 2013 História, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 20:15

Cinco no Hall da Fama

Compartilhe: Twitter

O Hall da Fama aproveitou a Dia Internacional do Tênis, celebrado pela primeira vez ontem, para anunciar novos nomes para sua galeria – no ano passado Gustavo Kuerten foi um deles.

É vendo alguns desses nomes que se separa sofasistas do pessoal que conhece a história do esporte branco. Assim sendo, vocês podem testar seus conhecimentos lendo o nome dos cinco indicados e depois dar uma olhada na curta história que publico de cada um deles.

Thelma Coyne Long é uma australiana, de 94 anos de idade!, que venceu o Grand Slam de casa em duas oportunidades nas simples, além de 13 títulos nas duplas femininas, mais quatro mistas sempre em casa, e uma dupla feminina em Roland Garros. Dá para ver que a moça sabia volear, o que sempre ajuda nas duplas, uma raridade atualmente, pela foto abaixo. A moça foi também uma heroína na 2ª guerra mundial.

Ion Tiriac, 73 anos, também vai para o Hall da Fama. Mais pelo o que fez após encerrar a carreira de tenista do que nela. Ion era um tenista sem nenhuma habilidade e um estilo bizarro – mas um verdadeiro casca de ferida. Fora as intimidações. Esteve aqui no Brasil em mais de uma ocasião, jogando Davis e um circuito internacional no meio dos anos 70. É um amigo desde aquela época. Foi técnico de Borg, por curto tempo, Guillermo Vilas e Boris Becker, o que o levou a agenciar jogadores, realizar eventos, abrir uma rede de academias e um banco, o que o deixou multimilionário. Atualmente é o dono do polêmico Torneio de Madrid, que se lhe der na telha tira de lá.

Cliff Drysdale é um sul africano de 71 anos que também esteve aqui no Brasil no mesmo evento do Tiriac – jogou no estádio de A Hebraica em São Paulo, onde nunca mais vi outro evento. Lembro-me de uma partida dele ali com o Manolo Santana como se fosse ontem. Tinha excelente esquerda com as duas mãos – em uma época que eu arriscaria dizer que era o único homem com tal golpe. Não foi o primeiro, mas foi marcante ali nos anos sessenta e setenta. No ápice foi um top 15, talvez 10, na época não existia o ranking. Foi um dos fundadores da ATP e um dos originais Handsome Eight – alguem aí sabe o que foi? É comentarista de tênis da ESPN, desde o início do canal, sempre com aquele estranho sotaque sul-africano.

Charlie Passarell, 69 anos, é um porto-riquenho que sempre preferiu ser americano. Jogou bem, sempre saque e voleio – do fundo era cego. Tem uma partida histórica dele, com o Pancho Gonzalez, que os ingleses da BBC sempre colocam no ar quando chove, durante Wimbledon. Ficou famosa porque Gonzalez, na época com 41 anos, o bateu na partida mais longa de então: 112 games em 5hrs e 20 em dois dias. 22/24 1/6 16/14 6/3 11/9. O placar diz, mais alto do que quaisquer palavras, quem era Pancho Gonzalez. Passarell foi o fundador do Torneio de Indian Wells com Ray Moore e continua dando as cartas no torneio.

A ultima é Martina Hingis, 32 anos, uma certa surpresa, pela personalidade, pisadas na bola e idade, mas imensamente merecido se analisado somente pelo aspecto técnico. A moça foi a melhor tenista intuitiva que vi jogar. Sempre vou poder dizer que vi a menina ser campeã juvenil de Roland Garros aos 12 anos, algo de outra dimensão! No máximo tinha um outro brasileiro lá naquele dia. Martina venceu 5 títulos de GS e deixou escapar o “Grand Slam” – vencer todos os GS na mesma temporada, em 1997, aos 16 anos – seria algo inédito então e, provavelmente, para sempre. Por pura máscara. Perdeu na final de Paris para a croata Iva Majoli, algo que não aconteceria novamente em 100 tentativas. Ganhou também nove duplas femininas e uma mista nos GSs. Foi #1 do mundo 209 semanas consecutivas – mais de 4 anos. Pirou quando as irmãs Williams chegaram e abandonou as quadras com 22 anos. Fez um comeback, voltou ao top 10, mas naufragou no doping de Wimbledon por cocaína. Mas era uma maravilha vê-la mexer a bola como poucas, sempre intuindo com perfeição onde ir e onde colocar as bolinhas.

Thelma voleando

Drysdale e o backhand com duas mãos.

Autor: Tags: , ,

domingo, 3 de março de 2013 Tênis Masculino | 20:39

Juras e promessas

Compartilhe: Twitter

Os dois protagonistas da maior rivalidade tenistica da década vivem momentos delicados e distintos. Por conta disso, o tênis profissional masculino caminha por um fio da navalha que pode fazer com que a temporada 2013 apresente mudanças radicais no topo do ranking e nos corações dos fãs. Especialmente aqueles, em enorme número, que aprenderam a acompanhar e apreciar o tênis através do televisionamento dos melhores torneios profissionais, realidade que se instalou quase que concomitante na realidade brasileira com o surgimento desses dois protagonistas.

Como escrevi anteriormente, com a idade Roger Federer adquiriu certos direitos no circuito ATP. Um deles é sobre a obrigação de participação nos Masters 1000. Agora joga só o que quer, sem se preocupar com multas e pontos. Por conta disso, avisou que jogará Indian Wells, que caminha para ser o “O Torneio”, e dá uma esvaziada no Torneio de Miami e uma cutucada na IMG, dona do evento. Independente de cutucadas federinas, o torneio continua o favorito dos brasileiros. E vai ficar ainda melhor com os investimentos que farão, agora que a prefeitura estendeu o contrato.

Após Indian Wells, Federer só volta a jogar em Madrid e Roma, para treinar para Paris, e Halle para treinar para Londres. Com a petulância que lhe é costumas, ainda deve pensar em vencer um Grand Slam, mas o fato é que, a cada um deles, a tarefa fica mais difícil. Jogar bem uma quinzena de cinco sets é diferente de jogar bem uma semana em três sets. Por isso elegeu o blefe e o andar na corda bamba. Chegará a Paris sem ritmo, porém totalmente fresh, que é sua aposta. Como não poderia deixar de ser, acredita que o talento fará a diferença. A checar.

Para nós fãs é lucro. Quanto mais tempo Federer achar que dá para ficar competitivo – e a nos encantar – melhor. E, em um evento como Wimbledon, ele ainda pode surpreender sues adversários. É só os ingleses cortarem um pouquinho mais a grama e, nos dias certos, o tempo estar úmido que o bicho pode pegar. Mas com o MalaMurray por perto eu duvido que o façam.

Rafael Nadal também vai segurar as rédeas daqui para frente. O quanto, talvez nem ele saiba. Será interessante ver como o Animal irá se domar. O fato é que a sua carreira dificilmente será mesma daqui para frente. Aquela entrega que surpreendeu o mundo dificilmente será a mesma. Além disso, terá que administrar a carreira – e aí me refiro a pontos, ranking, pisos e torneios. Não dá para ficar no topo só jogando no saibro – por isso sua insistência em tentar intimidar, e dobrar, a ATP em aumentar o número de eventos na terra. Bom para ele, não necessariamente para o tênis, os fãs e o resto dos tenistas.

Sua vitória em São Paulo e Acapulco mostrou que o cara é fera e fora de série – como se ninguém soubesse! É só ver como uma mortal como a Venus, que teve problemas de saúde e ficou longe das quadras, encontra dificuldades em pegar o ritmo de vitórias, bem diferente de ritmo de jogos.

Esta 2ª feira Rafa vai a New York judiar de seu joelho por um saco de dinheiro. Será uma maneira de ver como o bichado reage nas quadras duras. Lá mesmo deve dizer se vai ou não à Califórnia. Eu apostaria um cachorro quente e uma coca que sim. E não duvido que o tal do Ellisson, dono do evento, não lhe de uma telefonada encorajadora. Vai lá e vê como funciona. Se não machucar muito, vai a Miami também. Mas depois não vá reclamar! Ou então joga no seguro, pega um voo da Ibéria de volta para casa, vai gastar o saibro europeu e dar graças a Deus que ainda joga na terra. Mas, como todo mundo que já teve problemas com contusão sabe, uma coisa é quando dói; a gente faz juras e promessas, outra é quando a dor some e a euforia toma conta. Aí voltamos a acreditar que somos inquebrantáveis e invencíveis. Doce ilusão.

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 12 de março de 2012 Curtinhas, Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:29

Surpresas

Compartilhe: Twitter

Como qualquer um, adoro boas surpresas. Uma vitória de Thomas Bellucci sobre Jurgen Melzer na quadra dura tem que ser considerada uma. Pelo menos pelo o que o brasileiro vinha apresentando em geral desde São Paulo e sua renegação às quadras duras. Como eu já disse antes que ele pode se dar bem nesse piso, pelo arsenal que tem, fico surpreso com a vitória, mas não com o resultado.

Não vi, mas o fato do Melzer não ter cumprimentado direito o brasileiro não é surpresa, ou vocês acham que ele é o MalaMelzer à toa? Talento ele tem de sobra, chatice idem. Mas sua aversão pode ter outra razão.

Vários tenistas tiveram que abandonar o torneio por conta de um vírus que está atacando Coachella Valley, a área de Indian Wells. Os tenistas têm dito que o problema é um vírus estomacal. A organização e as autoridades médicas locais insistem que é um vírus que se autoconsome no período de 24 a 48h é transmitido pelo ar e por contato e não por comida.

Os oito tenistas que abandonaram o evento por conta disso até agora são Zvonareva, Seppi, Kohlschreiber, Rybarikova, Mattek-Sands, Vania King, Monfils e Melzer, que abandonou as duplas após as simples. Federer também reclamou de febre, mas não passou disso. As autoridades dizem que há uma alastro por todo o estado da Califórnia e que muitos jovens têm faltado à escola por conta. Além de tenistas, pegadores de bola, juizes de linha e jornalistas foram atendidos e alguns hospitalizados. A ver se haverá novas baixas no torneio.

Outra surpresa foi a derrota de Murray, que não reclamou de febre ou mal estar. Só sentiu o golpe e que vai avaliar as razões da derrota. O fato é que o espanhol Garcia-Lopez jogou muito tênis e mereceu a vitória, algo que alguns fãs sofasistas tem dificuldades de entender. Para estes o esporte só tem graça se desenvolvido dentro de suas (deles) expectativas. Na verdade, a graça do esporte está justamente na competição e mais no improvável do que no esperado. Mas é mais fácil torcer do que entender.

Uma surpresa final foi o incidente que passou despercebido por muitos, mas não por um jornalista canadense, Tom Tebutt, um dos mais veteranos e respeitados do circuito.

Ele acompanhava o jogo de Llodra e Gulbis quando o francês usou o idioma de Montaigne para ofender uma chinesa que torcia pelo adversário, fato que o jornalista reportou em seu tuiter. O fato, junto com outro – Llodra ofendeu uma pegadora de bola e o supervisor desta durante a partida – levaram o torneio a multá-lo em U$2.500,00.

Não sei o que levou Llodra a tais indesculpáveis baixarias, mas o cara devia estar de mal com a vida para arrumar tanta confusão junta. No entanto, dois pequenos adendos que se não explicam talvez elucidem.

Não sei se é o caso, mas certos torcedores parece que fazem questão de “entrar na cabeça” de um tenista na maneira como torcem. Às vezes um único chato atrapalha mais do que 5 mil torcedores contra. Isso acontece muito em torneio juvenil e eventos menores.

Dá para perceber que quase todas as pegadoras em Indian Wells são bonitinhas, mas nem todas eficientes. Algumas não conseguem lançar uma bola e muito menos pegá-las quando elas chegam mais fortes. Vai ver as prioridades do francês não são as mesmas dos organizadores. Mas educação cabe em todo lugar. O assunto parece ter trazido mais incovenientes do que foi divulgado, até pela derrota de Llodra nas duplas, em parceria com Zimonic, perdendo para Nadal e Lopez, o que é uma surpresa sem tamanho.

Uma pegadora, uma toalha e Roddick

Autor: Tags: , , ,

O leitor escreve | 00:40

Direto de IW

Compartilhe: Twitter

Mais uma vez o leitor Gabriel Dias nos brinda com sua participação, enviando notícias e fotos direto de Indian Wells. Como já é tarde e cheguei de minha viagem agora, vou postar o Gabriel, dormir e amanhã estarei de volta. Divirtam-se

Bom dia pessoal do Blog,

Bom, para voces que ja acompanham o blog do paulo cleto há um bom tempo, ja devem me conhecer. Moro nos Estados Unidos, California desde agosto de 2009 e venho acompanhando Indian Wells desde entao. E sempre mandando minhas aventuras aqui no torneio de Indian wells, e sempre me divirto ao compartilhar minhas emocoes com voces.

Para voces que nao conhecem bem, Indian Wells é basicamente o destino certo para os milionarios americanos quando aposentam. Um lugar onde o clima é super favoravel, ceu aberto, muito luxo e nunca neve. Um paraiso assim, entítulamos.

Hoje o dia foi super produtivo e interessante. Assiti varios jogos na companhia de mais seis brasileiros amigos meus. Nesta sexta feira assistimos o jogo do Baghdatis, do Nalbandian, Bellucci e Azarenka de simples. Nas duplas eu vi o Fish/Roddick contra o Gronollers/Mayer e o Nadal/Lopez contra o Zimonic/Llodra.

O jogo do Bellucci foi o mais legal. Acho que pelo fato de termos a mesma nacionalidade sobe um pouco a adrenalina e acabamos nos envolvendo um pouco mais na partida. O bellucci dominou o jogo o tempo inteiro. Sacando bem e colocou o grandao do tcheco pra correr. Quando o Rosol nao encaixava um servico eficiente pra comandar os pontos, ele nao aguentava o tranco. Bellucci tava focado e vibrando nos pontos, sempre ali no vamos. Na verdade, ele poderia ter fechado o segundo set mais facilmente mas o tcheco tava ligado quando ele deu umas titubiadas boas ali e aqui. No tiebreak ele nao quis saber de nhe nhe nhem, game, set and match bellucci cantou o arbitro. Estamos sempre torcendo pra ele, e gritando palavras de apoio; e como estavamos sentados na segunda fileira atras da cadeira do Bellucci, logo que acabou o jogo, eu vi ele guardando as munhequeiras e bandana. E como um fã e admirador do nosso representante brasileiro e numero 1, gritei, Ohhhh Thomaz… Joga a bandana ai pow!!! Repeti umas 3 vezes ai ele olhou pra mim e falou – A bandana nao porque eu só tenho essa, pega a munhequeira. Ai eu gritei – Nao, pera ae, esse cara vai pegar (me referindo ao gringo ligado querendo a munhequeira do brasileiro). Ai ele deu risada e jogou mais alto a munhequeira e eu peguei. Super gente fina.

E eu que achava, inocentemente, que só jogando torneios brasileiros da CBT que isso acontecia. Pelo Brasil afora a gente costumava a chegar no hotel depois de um dia inteiro no clube e lavava a bandana no hotel e pendurava pra secar para poder usar no dia seguinte. Mas pelo jeito, acho que essas coisas acontecem nos Masters 1000 tambem. Engracado demais, com certeza a Adidas deve ta economizando ou ele miguelando a bandana. O Thomaz mandou muito, jogou focado e representou super bem o Brasil despachando o tcheco para miami em dois sets.

Outro jogo bom que voces paulistas devem conhecer e apreciar, é o Nalbandian jogando. O talento que o argentino tem é de se admirar. Muda a direcao da bola com tanta facilidade quanto eu para errar bola facil. Ganhou decentemente do italiano Starace. Muito controle os dois tinham. Sem muita potencia, mas muita colocacao e spin no fundo. Realmente o cara tem condicoes para voltar a elite apesar da idade.

Outro jogo tensissimo de ver foi o jogo da cabeca 1, azarenka contra a Mona, uma alema que ate entao desconhecida por mim. Ganhou a azarenka no tiebreak da negra para a alegria dos organizadores do evento. Mas a alema mostrou a que veio. Fez bonito e foi muito bem aplaudida por todos, inclusive aplausos de todos de pé, uma maneira que o publico achou para agradece-la pelo espetaculo que ela nos forneceu, realmente exigiu bastante da azarenka. E um detalhe interessante que eu achei foi o alivio quando a Mona mandou a bola pra fora no match point, ela olhou pro tecnico e deu aquela respirada de alivio. Foi por pouco que a alema nao faz historia, vai demorar um poucquinho pra durmir hoje a noite.

Fish com o Roddick foi outro jogo de duplas legal de assistir. Eu particulamente adoro jogar e assistir duplas. Muita tatica, rapidez e divertimento envolvidos. O jogo foi decidido no tiebreakão. O Mayer/Gronollers ganharam de 10-8 no tiebreak. Depois do jogo, na sala de entrevistas depois do jogo de duplas, o Roddick tava tranquilo e rindo e fazendo piadas com as perguntas ‘‘bobas’’ dos jornalistas que la estavam. Muito extrovertido e educado o americano que contou com a torcida o jogo inteiro.

O jogo do Nadal com o Lopez de duplas foi bom tambem, mas só vi o comeco, e nem sei quem ganhou na verdade. O dia foi cansativo e com muitas emocoes. Amanha promete demais.

Sao 11 e meia da noite aqui. Amanha vou cedo para Indian Wells. Tirarei bem mais fotos e se possivel com jogadores tambem.

Lembrando que no ano anterior antes das semi-finais do ano passado eu tentei tirar foto com varios jogadores que ali ainda estavam, pois ja era quase no final do torneio, dai consegui tirar foto com o Djokovic que depois ganhou do federer na semi-final, e depois o torneio. O mesmo aconteceu com a Wozniack, que por sua sorte tirou foto comigo e ganhou da Sharapova na semi-final e o torneio depois.

Vamos ver quem sera o sortudo de tirar foto comigo esse ano. Ate porque, tirou foto comigo, é garantia de trofeu na mao!

Vai que amanha eu acho o Bellucci. Vamos ver né…

Bom entao vou nessa que ta tarde e amanha eu mando mais noticias pela parte da tarde na sala de imprensa. Que tambem darei mais datalhes sobre tamanha estrutura que Indian Wells fornece, nao so para os jogadores e fans de tenis, mas tambem para a imprensa que nao é nem perto de ser menos importante.

Grande Abraco e fiquem a vontade para mandar dicas, perguntas e criticas construtivas. Amanha irei tirar bem mais fotos e testemunhar maiores emocoes.

Gabriel Dias




Autor: Tags:

quarta-feira, 7 de março de 2012 Copa Davis, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:35

Paraíso californiano

Compartilhe: Twitter

Faz alguns anos que eu não vou ao torneio de Indian Wells, mas, à distância, percebo que a intenção deles é brigar pelo título “Quinto Grand Slam” com o Torneio de Miami.

Que fique claro que quinto GS não haverá. Mas a tendência de elevar o padrão dos Masters Series, inclusive os colocando junto com os Tiers 1 das mulheres, é o caminho para um circuito mais forte e compreensível. Na verdade, no meu sonho de consumo, e de outros também, o circuito seria os 4 GS e mais uns cinco a seis super eventos de 10 a 12 dias, reunindo homens e mulheres, que fecharia o circuito filet mignon, temperado com datas de Copa Davis e Fed Cup e os outros eventos preenchendo as lacunas para acomodar todas as qualidades de competidores.

Indian Wells, assim como Miami, estão investindo para tornar isso uma realidade. Os americanos não engolem ter só um GS. Os canadenses também se esforçam na mesma estratégia, com o diferencial de alternarem o local entre Montreal e Toronto, o que é interessante em alguns aspectos e nem tanto em outros.

Todos os torneios passam por apertos, uma hora ou outra. Miami foi vendido pelo seu fundador porque não queria mais saber dos aborrecimentos. Hoje ele é propriedade da IMG. Indian Wells também acabou por ser vendido por seus proprietários, após muitas confusões com a prefeitura local, que bancou a construção do estádio, com credores e a justiça. O dono da Oracle, Larry Ellison, um dos cinco mais ricos do mundo, que é tenista, acabou dando ouvido ao seu professor, o ex-top 10 Sandy Mayer, conversou com os donos, gastou U$100 milhões, ficou com o evento e o complexo e o está profissionalizando.

Indian Wells tem um estádio para 16 mil pessoas, o maior entre os Masters 1000 e comparável com o de Wimbledon e Roland Garros, com a vantagem que naquele lugar não chove. Quem sabe um dia não passam o U.S Open para a Califórnia?

Além disso, é o que distribui mais dinheiro em prêmios entre os Masters 1000 – são U$4.7m só para os homens. Se o local é distante de outras cidades – Indian Wells e as cidades ao redor de Palm Springs são um caso à parte no planeta e literalmente um oásis construído no meio do deserto – o clima é impar e o que o paraíso deve ser.

Com o novo dono e sem as encrencas dos anteriores, o torneio deve perseguir sua ambição, aproveitar o cenário construído com muito esforço e o fato de que os tenistas gostam do lugar e se tornar, cada vez mais, um torneio a se assistir in loco.

Djoko e Murray aproveitam o clima de IW para bater uma bola.

Autor: Tags: , ,

domingo, 13 de março de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 20:04

As duplas em IW

Compartilhe: Twitter

Lendo o jornal esta manhã, minha mulher me fez uma pergunta. Agora, lendo os comentários, vejo a mesma dúvida por parte do leitor Otávio Romeo: por que os singlistas como Nadal, Federer, Djokovic, Murray e outros estão jogando duplas em Indian Wells e por que eles estão batendo alguma das melhores duplas do mundo?

Não estou presente na Califórnia, então tomo a liberdade de assumir por conta da experiência e de ter visto esse movimento anteriormente.

Os tenistas vinham jogando eventos indoors ou sobre o saibro, com a exceção recente de Dubai. Eles se inscrevem no evento de duplas para fazer uma melhor adaptação às quadras duras, porém não tão rápidas, sem maiores expectativas e responsabilidades. Eles vão fazer como muitos faziam antes dos duplistas tomarem conta das chaves – vão jogar com um olho na simples e outro nas duplas. Um tenista que vai bem nas simples não fará questão de ir bem nas duplas, basta jogar e pegar ritmo. Um singlista que vai mal nas simples – tipo Murray – fará um pouco mais de esforço para permanecer nas duplas.

A decisão é influenciada também pelo ambiente que encontram em Indian Wells. Um ambiente excepcional, tanto no clima como no criado pelo local e os organizadores.

O clima em si pode ser considerado perfeito – tanto que é um dos locais mais caros e procurados pelos milionários americanos; céu azul, sol perene, calor e ausência de umidade. É só darem uma olhadinha no vídeo da WTA, postado por um outro leitor nos Comentários, para perceberem como fica o astral no local. Um último detalhe é que a informação que esse ou aquele vai jogar corre rapidamente pelos vestiários, o que abre as portas para os outros tomarem a mesma decisão.

Quanto ao fato se é normal eles baterem algumas das melhores duplas, vale lembrar que os melhores tenistas do mundo vão jogar torneios de simples e aqueles que não conseguem o sucesso almejado, e ainda assim querem uma carreira no tênis, vão jogar duplas.

É óbvio que os especialistas em duplas têm uma vantagem por estarem treinados e focados nesse jogo onde a geometria fala mais alto do que a força. Mas não podemos que os cachorrões têm mais repertório e solidez de golpes, além de uma confiança em outro nível. É só lembrar que nas últimas Olimpíadas os campeões foram Federer e Wawrinka – eliminados nas simples mais cheios de vontade em conquistar uma medalha para seu país. Aliás, Federer confirmou que vai estar no time da Copa Davis no confronto em casa contra Portugal. É o exemplo de Nadal e Djokovic inspirando.

O perna de pau Andy, o sarado Djoko e as meninas treinando e se divertindo em Indian Wells.

Autor: Tags: , , ,

Tênis Masculino | 01:07

O leitor em Indian Wells

Compartilhe: Twitter
Como já aconteceu em outras ocasiões, publico o relato de um leitor presente a um evento – Indian Wells.
No ano passado, Gabriel Dias já nos enviou fotos e um texto de sua visita ao evento. Abaixo seu texto e fotos.
 
Saudacoes galerinha,
 
Bom, meu nome e Gabriel e escrevi ano passado para o Blog do Cleto sobre minha experiencia aqui em Indian Wells. E vou compartilhar com voces fanaticos por tenis, assim como eu, minhas experiencias aqui em Indian Wells esse ano.
 
Eu moro a uma hora e 45 minutos do complexo de indian wells pois estudo e jogo tenis numa universidade aqui na California. Vai fazer 2 anos que moro nos Estados Unidos e tenho vivido experiencias incriveis com o tenis e com outras coisas tambem.
 
Ontem, sexta feira, vim aqui pra Indian Wells. Testemunhei a queda dos Brasileiros na dupla para os Murray’s. Torci muito, mas os ingleses foram bem no match tiebreak. Vi bastante brasileiro no jogo tambem. Vi tambem o ultimo jogo da noite, James Blake tirando um australiano gigante. Vi o Isner e Querrey ganhando do Zimonic e Llodra no match tiebrake, e tambem o Verdasco treinando nas quadras junto com o tipsarevic.
 
Nao tem coisa melhor que as quadras de treino, porque vc pode ver os jogadores de pertinho, com quase ninguem vendo, os jogadores discontraidos, fazendo brincadeirinhas e tudo mais. Encontrei com o Larri no players lounge onde so pessoas com credencias tem acesso. E eu como um mero estudante nao poderia ficar de fora. Na minha faculdade aqui nos estados unidos o nosso jogador que joga de numero 1 pela nossa faculdade conhece a Radawanska de tempos em que jogavam torneios juniores pela Europa. E eu o pedi para que ele a pedisse que me colocasse na sua lista de convidados para que eu pudesse entrar no players lounge, nas quadras principais sem pagar. Ate porque estudante é tudo quebrado mesmo, entao ficaria dificil vivenciar esse torneio do jeito que eu estou o vivenciando no momento.
Ele a pediu e ela me colocou na lista de convidados dela e ganhei a credencial onde tenho acesso a todos os lugares do torneio, exceto onde os jogadores fazem entrevistas e ao vestiario dos jogadores. Do resto tenho acesso a todas as dependencias do complexo de Indian Wells. E a partir de agora, sou Radawanska desde de criancinha.
 
Estou agora no players lounge onde tem inumeros computadores, com jogos de fliperama, sinuca, tennis de mesa, sofas, comida, frutas. E é claro, varios jogadores. Tirei foto com o Larri ontem, muito simpatico e tambem gente finissima, conversamos rapidamente e desejei boa sorte ao Belucci. Tirei foto com o Marin Cilic ontem a noite, o cara é sensacional. Pedi para que o outro brasileiro amigo meu tirasse a foto pra mim, pois ele tambem tem uma credencial pelo mesmo motivo e quando fui pedi para o Cilic tirar uma foto comigo, eu cheguei e perguntei se ele se importava tirar foto comigo, dai ele nao falou nada me abracou pra tirar a foto e falou que Sim, que se importava. Daí damos risadas e quando foi a hora de tirar a foto a maquina nao saiu o flash, dai pensei, que azar o meu, o cara aqui e a maquina nao quer pegar, dai coloquei o flash rapidao e dai fomos tirar a foto de novo e derrepente, a camera estava com a memoria cheia, nao acreditei. Dai fiquei com vergonha de ficar enchendo muito o saco dele e falei que tiraria a foto com ele depois pois vinha hoje tambem, mas dai ele simpaticamente falou que eu tinha muito azar e tambem falou que nao, que eu ia tirar a foto agora, dai falou, apaga ai as fotos que vc tirou na Ivanovic que eu sei e vamo tirar essa foto. Dai apaguei a primeira foto que eu vi e finalmente tirei a foto com ele. Dai quando tiramos a foto ele falou rindo, pow cara finalmente essa foto saiu. Desejei sorte a ele e ele falou valeu e falou que era pra eu estar preparado da proxima vez. Agradeci e apaguei umas fotos que nao tinham nada a ve para que aquilo nao se repetisse.
 
Encontrei nos corredores tambem o Carlos Bernades, conversei com ele um pouquinho e ele falou que estava indo embora amanha pois estava cansado porque nao descansava desde o Australia open. Gente boissima.
 
Mais a noite, fui jantar eu e o Victor. Jantamos, claro, onde todos os jogadores fazem suas refeicoes e quem estava do nosso lado jogando baralho com o Wawrinka e mais 2 caras que acho serem os coaches ou amigos. Nada mais nada menos que ele, o melhor da historia. Roger Federer. Eu nao conseguia comer, nem fazer nada, estava meio que sem reacao. Pois nao acreditava estar na mesa ao lado da do Federer. Ele estava tranquilao jogando baralho com o Wawrinka. Estavam rindo e tudo mais. Bem descontraidos. Nao tive coragem de pedir pra tirar foto AINDA pois ele estava com os amigos la num momento que eu achei nao ser apropriado. E como eu viria hj, sabado e domingo e depois pensei comigo mesmo que teria outras oportunidades.
 
Depois saimos e fomos pintar nossos corpos com a bandeira da Suica para torcer para o Federer e Wawrinka que iriam jogar duplas depois. Foi super 10, gritamos muito e viramos meio que celebridades, todos queriam tirar foto com a gente pois estavamos todos pintados. No final do jogo, o federer e wawrinka agradeceu agente olhando para a gente la em cimao pois nem todos tinham credenciais e tambem estavmos em 8, todos do time de tenis. Ele autografou as bolinhas a advinha onde ele jogou 2 das 4 bolinhas que eles autografaram, jogou em nossa direcao as duas, mas nao conseguimos pegar nenhuma delas.
 
Vi na sexta feira a Aninha Ivanovic ganhar em 3 sets na quadra central, de pertinho. Ela e realmente uma belezura. Como a moca joga bem, uma coisa de louco seu jogo de pernas, uma movimentacao de se admirar e aplaudir. E quem esta la na primeira fileira tambem – O Djokovic. Pelo jeito estao bem amigos.  Enfim, ainda bem que ela ganhou, porque minha meta e tirar uma foto com ela com o Nadal e Federer.
 
Hoje tem belucci nas duplas, vamo lá torcer na primeira fileira. Hoje tambem assistimos a Wozniack jogar com a Sloane Stephens, uma americana de 17 anos que por sinal foi com 14 anos jogar future no brasil, ela e mais 3 americanas. Eu lembro disso pois estava no Centro de treinamento Kirmayr em serra negra onde o torneio acontecia, tirei foto com ela quando ela tinha 14 anos, e agora ela com 17 anos, a vi na quadra central de indian wells jogando com a Wozniack agora a pouco. Uma sensacao legal. Hoje tambem vi o Del Potro ganhar do Ljubicic na quadra central nas primeiras fileiras. Os caras jogam muito e sao muito mais fortes ao vivo que pela tv.
 
Nao vou escrever mais pois o Nadal esta jogando e vou la ve-lo dar seus spins alto na esquerda do adversario.
 
Bom, o dia esta so comecando, sessao noturna esta para comecar.
 
Abracos a voces que ficam, pois eu, vou ver o Nadal.

 

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 9 de março de 2011 Tênis Masculino | 15:25

Mega evento

Compartilhe: Twitter

A grande ambição do torneio de Indian Wells sempre foi se tornar um Grand Slam. Aliás, essa sempre foi também a ambição do Torneio de Miami. Ambos foram criados e cresceram sobre a tutela de tenistas que aproveitaram de suas influencias na ATP para conseguirem as datas e crescerem.

Os dois eventos têm uma rivalidade surda, até pela grande proximidade das datas e o fato de ambos serem nos EUA. Ameniza o fato de serem nas duas costas opostas do país.

Se o Brasil fosse o México, o “nosso” evento seria Indian Wells e não Miami. É difícil encontrar brasileiros que tenham feito o caminho até o deserto da Califórnia para acompanhar o evento. A não ser aqueles que já estão por lá por outras razões. Enquanto que em Miami é capaz de ter mais brazucas do que no Sauípe.

Uma pena, porque o evento na Califórnia é excelente. Em alguns sentidos até melhor do que o de Miami. Um deles é o estádio, muito maior e confortável do que o de Key Biscayne. São 16 mil pessoas, semelhante a Roland Garros ou Wimbledon.

Ambos foram vendidos pelos donos originais que não conseguiram aguentar a alavancagem para crescerem como necessário. Apesar das ajudas municipais que ambos tiveram, tanto com a cessão do terreno como na construção dos locais.

Indian Wells, após muitos problemas financeiros, acabou sendo comprado pelo bilhardário tenista Larry Ellisson, dono da Oracle. E o cara quer que o evento seja cada vez maior. Este ano distribui U$3.645 milhões em prêmios. O ano passado o torneio recebeu 340 mil pessoas em 12 dias, uma marca melhor do que a de Paris e Londres. Nenhum outro evento Masters 1000 chega a 300 mil. E não é uma questão de ter ou não publico e sim uma questão de infra-estrutura.

O evento, que começa amanhã, inaugura a temporada dos Masters 1000 em 2011 e, entre outras coisas, pode definir o numero 2 do mundo entre os homens e a numero 1 entre as mulheres.

O estádio em Indian Wells

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última