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quinta-feira, 30 de julho de 2009 O Leitor no Torneio | 10:43

O leitor em Hamburgo

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Como em outras ocasiões, publico a visita de um leitor a um torneio internacional, desta vez em Hamburgo e o leitor Thiago Gaspar que, como vemos nas fotos abaixo, veste a camisa e não hesita em deixar os alemães saberem de onde vem. O rapaz não enviou um texto contando estórias – fica devendo – mas mandou boas fotos. Deu até para matar umas saudadezinhas que tenho do local – uma hora preciso contar umas histórias do lugar, só preciso ser lembrado. Abaixo o email do Thiago, a quem, em nome de todos, agradeço o trabalho e a cortesia.

Cleto, boa tarde.
Dê uma olhada nas fotos.

Como eu havia dito o campeonato não foi o mesmo de antigamente, de qualquer forma é sempre bom estar presente em um campeonato de alto nível. Ahh, e depois dos jogos eu estava voltando para Stuttgart e parei para comer alguma coisa na estrada. E adivinha quem sentou na mesa do meu lado? O Davidenko!!! hahaha

Parabens pelo blog mais uma vez
Um abracao,

Thiago Gaspar


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domingo, 26 de julho de 2009 Tênis Masculino | 19:57

Decadência.

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Originalmente eu iria viajar este fim de semana. Depois de uma breve pesquisa na internet sobre o tempo mudei de idéia. Não ia aguentar ficar à beira mar vendo a chuva cair. Ficar em São Paulo não foi muito melhor. O tempo estava horrível e não consegui chegar perto de uma quadra. O que me restou foi ir para os estúdios da ESPN trabalhar um pouco. A única vantagem da chuva é que deixa a quadra de saibro uma maravilha por uns dois dias após parar de chover. Muitas vezes o pessoal dos clubes não rega as quadras como deveria e as quadras de saibro acabam por morrer e virar quadra de tijolo, o que é bem distinto e irritante.

Enquanto o circuito do saibro europeu dá seus últimos suspiros com a chegada de Agosto – os últimos torneios acontecem nesta semana, em Gstaad e Umag – o circuito americano de verão ressuscita as quadras duras. A paridade dura duas semanas. Hoje tivemos as finais de Indianápolis, na dura, e Hamburgo, no saibro, dois eventos que já viram dias melhores.

Indianápolis foi um belo torneio um dia – existe desde os anos 20 e nos anos sessenta era a casa do U.S Open de Tênis de Saibro, status que perdeu em 74 após optar pelas quadras duras, acompanhando a tendência americana de então. Nos últimos anos se distinguiu mais pela força da sua organização e tratamento aos tenistas do que qualquer outra coisa. Agora é um torneio da série “250”, a mais fraca do circuito. A chave acompanha.

Este ano teve uma final, mostrada pela ESPN e comentada por este blogueiro, entre dois tenistas quando muito do terceiro escalão; Ginepri, campeão e Querrey vice. Roddick era para ser a estrela, mas pulou fora por contusão. Contataram Blake, que exigiu a mesma garantia do vice de Wimbledon; o mandaram catar coquinhos. Ficaram com Querrey e Cia. Decadence.

O torneio de Hamburgo teve destino mais triste ainda. Um dos mais tradicionais do mundo, jogado desde 1892 e até pouquíssimo tempo um dos melhores do mundo, sendo um dos primeiros a investir em um estádio com teto retrátil. Sempre foi um “must” no circuito europeu, reunindo os melhores do mundo. A cidade é riquíssima e o público um verdadeiro conhecedor do jogo. Mas algo mudou nos anos recentes e Hamburgo não conseguia mais lotar as arquibancadas. Talvez o fato de a Alemanha não ter mais um vencedor – homem ou mulher – no circuito. Especialmente comparando com a ainda recente era Becker/Graf.

Acabou sendo escolhida pelos executivos da ATP, que queria mexer no calendário e expandir na China, para perder o status de estar entre os nove melhores torneios do circuito. Os alemães, que não são os mais simpáticos, para não chamar ninguém de arrogante, dançaram nos bastidores. Tentaram um conflito judicial com a ATP, mas perderam também nos tribunais.

Este ano, tentando melhorar a imagem, chamaram um ex-tenista para dirigir o evento. Escolheram Michael Stich – uma escolha um tanto quanto disputada. Não dá para dizer que Stich tenha deixado muitos amigos no circuito. Tiveram que se contentar com um evento de uma categoria abaixo, sem os seis melhores do mundo e, abracadabra, como campeão Nicolay Davidenko, após dois anos assistirem finais entre Federer e Nadal. Dekadenz.

O Estádio da Rothembauchausse.

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