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Posts com a Tag gustavo kuerten

segunda-feira, 26 de março de 2012 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:22

Brasileiros – jovens e vets

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O torneio é em Miami, mas as notícias são de brasileiros. Um deles jovem, talentoso e uma jovem promessa de nosso tênis, o outro veterano, aposentado e o ícone das novas gerações.

Gustavo Kuerten veio a Miami para alguns negócios particulares e aproveitou para dar uma sondada na onda de eventos que podem acabar acontecendo no Brasil por conta da Copa do Mundo e, principalmente, das Olimpíadas.

Dentro da conversa que tivemos o Catarina pode precisar alguns assuntos e deixou no ar outros, porque provavelmente as coisas ainda estão no ar.

Perguntei na lata se ele havia sido convidado para jogar com Federer e ele foi bem claro ao dizer que sim e quer muito fazer esse jogo. Fez algumas brincadeiras sobre preparação física etc, mas ficou claro que está excitado a respeito da possibilidade.

Dentro das imprecisões e não oficialidade da conversa, o que transpareceu é que os ingleses não querem abrir mão do Masters e a ATP adora a grana toda que está ganhando em Londres. Talvez o evento venha para o Brasil, talvez não. Talvez em 2014, talvez após as Olimpíadas. Talvez interesse à ATP abrir uma frente forte no continente, talvez nem tanto. Mas há a possibilidade mais real de um evento menor, um 250 ou 500, vir para o Rio de Janeiro em breve. A dificuldade é encontrar uma data que se encaixe dentro da turnê latino-americana. O que pareceu ser certo é que um torneio da WTA virá para o Brasil em breve.

A outra notícia, uma que me sinto particularmente alegre em dar é a da excelente temporada que vem tendo um tenista jovem e talentoso que treina no Clube Pinheiros, em São Paulo, o maior clube do país na formação de atletas.

Antonioni Fasano ganhou três semanas atrás o Torneio da Argentina do circuito COSAT (Gira Sul-Americana) – sempre interessante ganhar um evento na casa dos hermanos – e este fim de semana foi finalista na Copa Gerdau, o maior evento juvenil da América Latina, perdendo a final para outro talento brasileiro, Orlando Luz, no tie-break do terceiro set. Ambos estão na faixa de 13-14 anos e devem fazer um impacto no nosso tênis infanto-juvenil nos próximos anos.

Para aqueles que se surpreendem com a ausência de fotos, e filmes, aqui de Miami, espero amanhã encontrar em alguma loja o fio para poder download para o meu computador. Sim, eu o esqueci no Brasil…

Como não posso download a foto do Kuerten, temos a foto do Fasano.

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segunda-feira, 5 de março de 2012 História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 17:41

Hall of Fame

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Tudo indica que Gustavo Kuerten será “indicado” em breve para o “Hall of Fame”, instituição americana dedicada em preservar a memória do tênis e honrar heróis desse esporte, igual a instituições similares no American Football, Baseball e Rock’n’roll etc.

A do tênis é localizada na sede do Newport Casino, em Newport, Rhode Island, bonito clube sede de um dos torneios mais antigos do mundo e o único realizado em grama nos EUA, com 13 quadras de grama mantidas a pão de ló. O museu da instituição passou recentemente por uma reforma de U$7.5m e oferece uma variedade incrível de parafernália tenistica. Vale uma visita, especialmente na época do torneio, na semana seguinte de Wimbledon, para alguém que se considere um real fã do tênis.

A única brasileira já convidada, que eu saiba, é Maria Bueno, que foi indicada em 1978, 20 anos após seu primeiro título em GS e três anos depois de começarem a convidar estrangeiros. No ano passado ela recebeu o anel simbólico relembrando e homenageando a sua “introdução” no Hall of Fame.

Gustavo Kuerten deve receber formalmente a comunicação da “indicação” em São Paulo, nesta quinta-feira dia 8 na sede de seu patrocinador, o Banco do Brasil.

A Quadra Central do Clube em Newport quando inaugurado em 1881. Abaixo a mesma quadra atualmente

Paredes do Museu do Hall of Fame.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:03

Duvida

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Fiquei um tanto triste em ver tão poucas pessoas ontem nas arquibancadas do Ibirapuera, onde acontece a Final dos Chalengers. É aquilo que falo; as pessoas gostam de tênis, mas não saem de casa para acompanhar bons jogos. Eles querem festa, grandes nomes, grandes acontecimentos, badalação.

Talvez a maior falta de carisma de Thomaz Bellucci não motive o publico a ir torcer, que é o que a grande maioria gosta de fazer. Poucos são apaixonados pelo esporte para curti-lo independente do “nome” em quadra. Já eu gosto até de ver o pangas disputando uma duplinha no clube. Se há disputa já está bom, com qualidade melhor ainda.

Fica a duvida se o evento no Rio de Janeiro, que começa hoje, vai conseguir atrair mais gente ao Maracanãzinho. Se for pelo raciocínio acima a resposta é sim. E mais ainda no sábado, com Gustavo Kuerten em quadra. O que é uma pena, já que é solidificação do que escrevi no primeiro parágrafo.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:01

Dois em uma

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Não raro há uma rivalidade um tanto azeda entre promotores de eventos. Nem todos e nem sempre. Alguns até que administram bem a competição. Outros são mais míopes a respeito.

Imagino como anda as relações dos organizadores dos eventos ATP Challengers Finals e o do Rio Champions, ambos acontecendo na mesma semana de 16 a 20 de Novembro.  O de São Paulo foi divulgado há algum tempo e o segundo somente esta semana. Imagino que os organizadores deste não conseguiram negociar outra data.

O primeiro é um evento oficial da ATP e organizado pela Koch-Tavares, que deve arregimentar bons tenistas em atividade – teoricamente os 7 melhores tenistas da temporada no circuito Challengers, considerando os pontos de no máximo 10 torneios. Terá também a participação de Thomaz Bellucci, o melhor do Brasil na atualidade, como convidado.

O torneio será realizado em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, e distribuirá um total de U$220.000,00 em prêmios, para oito tenistas, além de pontos para o ranking, o que deve assegurar uma boa grana para a rapaziada e jogos bem disputados. Em termos de competição a expectativa é que o evento seja muito bom.

O segundo evento é uma “exibição”, organizado por um “pool” de promotoras, acontecendo no Rio de Janeiro, entre 17 e 19 de Novembro, no Maracanazinho. Reúne tenistas aposentados – alguns do primeiro time outros nem tanto. Faz parte de um circuito administrado pelo ex-tenista Jim Courier. O evento assegura uma grana a cada participante e os resultados são mais decididos na amizade e nos interesses do organizador, que tenta acertar o gosto do público. Tenistas com muito sangue nos olhos não são tão bem vistos.

A idéia é oferecer um espetáculo e uma diversão ao público tendo o tênis como ingrediente. Vale mais o nome, e o imprescindível know-how para o espetáculo, do que a forma técnica atual. O evento deste ano traz, por enquanto, Ivanisevic, Moya e Gaudio todos com um GS no portfólio. Terá ainda Lapentti, Marcos Daniel, que recém se aposentou, e Meligeni, que venceu o evento em 2010.

Além desses seis, que vão fazer um bem bolado entre eles, o evento terá uma partida hour concourse entre Gustavo Kuerten e Alex Corretja, que fizeram a final de Roland Garros em 2001. Kuerten provavelmente não se interessou em participar do “torneio”, mas viu com bons olhos uma reedição da final de Roland Garros.

Apesar de acontecerem em cidades diferentes os torneios vão dividir o interesse dos fãs brasileiros. Só vejo conflito na grade da TV, já que a informação que tenho o SporTV mostra ambos. O conflito das datas se traz um incomodo para os organizadores, faz a delícia dos fãs paulistas e cariocas do tênis, nos presenteando com dois ótimos eventos, se bem com características distintas. Só uma pena que na mesma semana.

Abaixo o Ibirapuera e mais abaixo o Maracanãzinho.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Copa Davis, História, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:08

Pegou?

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O Animal Nadal queimou os dedos da mão direita ao pegar em um prato quente que lhe foi servido em um restaurante em Cincinnati. Fico imaginando se o restaurante insistiu em cobrar aquele absurdo que vem virando padrão nos States, variando de 15 a 25% de serviço sobre a comida – os caras são abusados. Por conta disso, o espanhol está usando proteção nos dedos e mencionou o assunto na entrevista após bater Benneteau.

A história me lembrou de outra ainda mais curiosa e interessante.

Em 1997, no confronto de Copa Davis entre Brasil e EUA, em Ribeirão Preto, o time brasileiro estava alojado em uma tremenda casa, no alto de uma colina. Só os tenistas e a pequena equipe técnica. O pessoal de serviço da casa vinha durante o dia e saia à noite. A cozinheira, que seguia nossas indicações de cardápio, preparava e servia o jantar para cerca de 10 pessoas e depois partia e só voltava pela manhã.

Na noite anterior à estréia, como acontecia todas as noites, um pouco antes de deitar os tenistas visitavam a cozinha para fazer um lanchinho. Na manhã seguinte, Gustavo Kuerten jogaria contra Malivai Washington. O catarina foi preparar alguma coisa no forninho, usou um prato de vidro e quando foi retirar o prato deu aquela escorregada mental pegando o prato com a mão direita. O seu grito gerou o maior banzé na casa.

Eu olhava aquela bolha crescendo e pensava fo……  Logo após ligar para o médico, tratei de avaliar o tamanho do problema – foi aí que o drama deu lugar à comédia. Eu queria que Kuerten pegasse a raquete e visse se a bolha estava atrapalhando ou não. Como o local era no polegar, um pouco para cá ou para lá fazia uma enorme diferença. Mas não é que o cara não sabia como segurava a raquete??!! Eu olhava para ele e perguntava – como não sabe? Ele respondia – não sei pô, só jogando! Eu coloquei a raquete no chão, falei para ele olhar para os lados, pensar em outra coisa, abaixar, pegar a raquete e ver se incomodava. Ele fazia, virava para mim e dizia – não sei! Só jogando!

Ficamos naquele papo de louco por um tempo até que não me restou alternativa. A casona tinha, além de um belo campinho de grama, onde tirávamos um gol a gol após o almoço, uma quadra dura de tênis. Às 22:30h ligamos as luzes, pegamos um balde de bola, e as raquetes, e lá fomos nós para a quadra. Algumas bolas foram lançadas na direção do tenista que no instinto fez a sua pegada, bateu algumas direitas, esquerdas e sacou. Com um sorriso de alívio virou para nós e anunciou: não pega!!

Só como curiosidade, para quem não conhece a história do nosso tênis. O Brasil perdeu por 4×1 para os EUA de Washington, vice em Wimbledon, Courier, bi em Roland Garros e Austrália, finalista em Wimbledon e US Open, e a então dupla #1 do mundo O’Brian e Reneberg. Kuerten perdeu para Washington 3/6 7/6 7/6 6/3, Meligeni perdeu para Courier 3/6 6/1 6/4 4/6 6/4, Kuerten e Oncins bateram O’Brian/Reneberg 6/2 6/4 7/5 (uma aula de duplas!), Courier bateu Kuerten 6/3 6/2 5/7 7/6 – este TB foi longo e se fosse para o quinto seria uma beleza! A quinta partida, mais uma derrota de Meligeni, para o duplista O’Brain, ocasião também de um incidente que mostrou bem o caráter do tenista, e uma hora eu contarei, e que sacramentou o afastamento entre eu e ele.

O confronto aconteceu em Fevereiro de 1997 e colocou um fim a 10 anos de invencibilidade do time brasileiro jogando em casa, um recorde do qual me orgulho e que não será batido tão cedo. Três meses depois, Gustavo Kuerten começava sua marcha para glória em Paris.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:39

Dois 250 e uma 10

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Enquanto chegam notícias de que Elena Dementieva vai se casar este sábado com o sortudo Maxim Afinogenov, jogador de hockey profissional, acontece na Europa alguns dos últimos torneios da temporada européia sobre o saibro.

Não sei bem o que Eleninha viu no marmanjo, mas acho que lhe faltou rodar um pouco mais o mundo e conhecer um pouco mais de pessoas antes de se comprometer dessa maneira.

O Aberto da Suécia, em Bastad, é um torneio tradicional realizado desde 1948, o qual, como dizem os coinneseurs, was a very good year. Durante muito tempo não era o principal evento na Suécia, este era jogado indoors no fim da temporada, mas era mais charmoso e querido.
 
Jogar sobre o saibro e no meio de verão já bastavam para garantir seu sucesso. Aliado ao fato de que seu estádio fica a um lob das areias da praia ajuda ainda mais. Para coroar, o lugar é repleto de turistas nórdicos, especialmente as suecas, que sempre garantem um calor independente da estação do ano.
 
O evento nunca cresceu e perdeu um bocado de seu status a partir dos anos 90 – atualmente é um ATP 250. No seu ilustre passado recebeu os melhores tenistas suecos, de Borg a Wilander, Gustafsson e Soderling, todos campeões por lá, comme il faut, além de inúmeros ícones do tênis, como Nastase, Rosewall, Orantes, Santana, Emerson, Ayala, todos campeões. Já em 1995, Fernando Meligeni venceu, batendo o dinamarquês Christian Ruud na final.

Já o Torneio de Stuttgart é um torneio que acontece, de uma maneira ou outra, na cidade, desde o começo do século passado. Já foi um pouco de tudo e mudou de mãos outro tanto. Dos anos oitenta, até poucos anos atrás, foi um dos bons torneios sobre o saibro europeu. Hoje está mau das pernas, sendo também um ATP 250. Gustavo Kuerten venceu em 98 e 01. Ele e Meligeni venceram as duplas em 97, Jaime Oncins e Daniel Orsanic em 99 e Carlos Kirmayr e Belus Prajoux foram vice em 1978. Sempre foi um torneio gostado pelos tenistas, até porque oferecia um tremendo desconto, quando não um total desconto, nos carros Mercedes a quem participava.

A cidade, considerada o berço da indústria automotiva, é a sede da Mercedes e da Porsche e sempre ofereceu aos tenistas um passeio à fábrica da primeira e a oportunidade de testar carros, até os de corrida, nas pistas de teste locais, o que sempre deixou os jogadores excitadíssimos. Vários iam ao evento só por essa oportunidade.

 Estádio em Bastad – a um lob da quadra

E como perder uma das últimas oportunidades de postar uma foto da Eleninha!?

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domingo, 1 de maio de 2011 Masters, Tênis Masculino | 18:48

Três em um

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Novak Djokovic segue com seu ano perfeito. Sua auto estima deve estar nas nuvens. Esta semana foi especial, por jogar em casa e por fechar o circulo iniciado com a conquista da Copa Davis na mesma Belgrado. Se o rapaz abandonasse a carreira tenistica esta semana, se elegia presidente da Sérvia na semana seguinte.
 
Imagino que o nosso amigo Marin A esteja tomando um Malbec antes de vir comemorar no Blog a vitória de Juan Del Potro. Se eu estou feliz por ele Delpo, imaginem a torcida argentina. Aos poucos, o rapaz vai readquirindo sua forma, seu físico, seus calos, sua confiança. A vitória, contundente, sobre um saibrista da categoria de Verdasco, que estava super motivado, por conta dos incidentes de Barcelona e pelos pontos a defender, deixa claro a sua volta aos ranking dos melhores. Nesta toada, Delpo estará pronto a fazer estragos nas quadras duras dos EUA, onde tem se dado melhor.
 
Um número surpreendente: Davydenko conseguiu, com a conquista de Munique, ultrapassar o numero de títulos de Gustavo Kuerten. A diferença é que Kuerten conseguiu brilhar em dois grandes palcos. O brasileiro dorme com três taças de Roland Garros em sua casa, além daquele belíssimo troféu de cristal que ergueu em Lisboa. Além de poder contar para seus netos que foi numero 1 do mundo. Davydenko venceu o Masters em 2009, mas o mais longe que chegou em GS foi à semifinal. São excelentes números, o bastante para orgulhar qualquer um. Mas é um detalhe interessante, e inesperado, ele ter passado Kuerten em títulos.
 

 

Davydenko no seu melhor momento.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011 Tênis Masculino | 00:10

Respeito

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Algumas não tão distantes décadas atrás, o maior prêmio que o campeão do Torneio de Monte Carlo levava para casa era o convite para se juntar ao quadro de associados do Monte Carlo Country Club, finérrimo local do evento.

O clube é um dos mais tradicionais da Europa e um dos de mais difícil acesso. Ser convidado para dividir as quadras de saibro com o creme de la creme européia foi sempre um motivador maior para os tenistas de então. Imagino que nem por isso o clube agora ofereça um sétimo título de sócio à família Nadal e nem o espanhol imagine abrir mão dos Euros 438 mil a quem tem direito pela conquista.

Apesar de ter o título de Aberto de Monte Carlo, a família real ser patrona do torneio e do nome do clube, este não fica no Mônaco e sim já dentro do território francês. Essa é uma daquelas coisas difíceis de explicar na geografia européia, assim como Andorra, Liechetstein e San Marino.

O torneio é jogado há mais de 100 anos, sendo um dos mais tradicionais do circuito. Por lá já venceram Nicola Pietrangeli, italiano que a TV mostrava sentado atrás do Príncipe durante a final, Bjorn Borg, Ilie Nastase, todos por três vezes, entre tantos grandes nomes do tênis, não esquecendo que Gustavo Kuerten faturou duas vezes, em 1999 e 2001, o que deve dar uma saudade danada em Larri Passos e nos torcedores brasileiros.

Rafael Nadal atualmente se sente mais à vontade por lá do que Airton Senna em sua época. Vencer qualquer coisa sete vezes seguidas deve ser uma satisfação ímpar e mais uma razão para Nadal não gostar de Robin Soderling nem quando este deixa a sala.

A final de verdade em Monte Carlo foi a semi contra Andy Murray que, pelo menos, tinha pretensões de vencer. David Ferrer não tem essa pretensão há um bom tempo. Dá para ver o seu respeito pelo companheiro de time na Copa Davis e dá para sentir, mesmo pela TV, que Ferrer não tem a menor intenção de desafiar o ídolo maior da Espanha. Respeito ganha jogo, sim senhor, e ganha mesmo antes de se entrar na quadra.

Ferrer e Nadal, amizade de cartas marcadas.

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sábado, 11 de dezembro de 2010 Light, Tênis Brasileiro | 10:31

No Rio relembrando Lisboa

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Acontece hoje no Rio de Janeiro a partida exibição entre Gustavo Kuerten e Andre Agassi. O evento fecha, com uma chave de ouro, a temporada brasileira de tênis, enquanto abre uma longa temporada de eventos de uma empresa que veio para imprimir sua marca nos muitos eventos que o país deve receber até as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Gustavo Kuerten e Andre Agassi não chegaram a construir uma rivalidade marcante em quadra, até porque são de gerações diferentes. São seis anos de diferença. O bastante para Kuerten crescer sob a sombra do sucesso de Agassi, que ganhou seu primeiro torneio, logo na Bahia, quando o brasileiro tinha 11 anos.

Mesmo assim, se enfrentaram onze vezes, o que é uma rivalidade de bom tamanho. O saldo final favorece Agassi, com sete vitórias. Uma curiosidade é que o primeiro confronto, em Memphis 97, antes mesmo de sua primeira vitória em Paris, a vitória foi de Kuerten. E a segunda também, meses depois, em Cincinnati, já após a conquista de Roland Garros. Vale lembrar que, naquele ano, Agassi sofreria oito derrotas em primeiras rodadas, fazendo o nome e a confiança de vários. Coisas do Agassi. Dessas onze, somente uma foi em um Grand Slam – Wimbledon 99 – com vitória em três sets do americano.

Mas a grande e inesquecível vitória do brasileiro aconteceria no Masters de Lisboa em 2000. Os dois se enfrentaram na primeira rodada, com vitória americana. Mas o destino, e o sistema de grupos, quiseram que os dois se enfrentassem novamente na final – veja o Post de dias atrás aqui no Blog.

A vitória brasileira foi a que ficou na história e na lembrança dos fãs do brasileiro. Por ter sido a final de um Masters, dado o ranking de numero 1 para o brasileiro pela primeira vez, e sacramentado o fato de Kuerten bater os dois nomes sagrados – Sampras e Agassi – em um mesmo evento. O torneio foi, segundo escrevi várias vezes através dos anos e a recente declaração do brasileiro, o momento máximo de sua carreira em termos técnicos.

Hoje eles se enfrentam no Ginásio do Maracananzinho, o que vai nos deixar com saudades da Arena O2. Aos 40 anos, Agassi está longe de seu melhor tênis, assim como Kuerten com suas limitações físicas. A partida de hoje é mais uma celebração do que qualquer outra coisa, com algumas ações paralelas, como um evento desses possibilita e uma empresa do porte que a GEO Eventos promete ser pode entregar.

Quem sair de casa para assistir dois ídolos e expoentes do nosso esporte, e ainda curtir uma divertida partida de tênis, deve se sentir plenamente satisfeito – só não tenha a expectativa que será um confronto altamente competitivo.

Os ingressos estão quase todos vendidos – leio que só mais caros não estão vendidos. Afinal, o tênis é um esporte de elite (ou burguês, como diz o Presidente), ou não?

Agassi e Kuerten – o careca e o cabeludo.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 História, Masters, Tênis Masculino | 14:19

10 anos

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 Como hoje, primeiro dia da final da Copa Davis entre Sérvia e França, comemora-se dez anos da conquista de Gustavo Kuerten no Masters de Lisboa, sobre Andre Agassi, que lhe deu tambem, pela primeira vez, o título de melhor do mundo.

Na ocasião passei a semana em Lisboa escrevendo sobre o evento.  Como homenagem e lembrança do fato, publico abaixo a cópia da minha coluna no “Jornal da Tarde” sobre essa final. Com um pouco de boa vontade vocês conseguem ler o texto.

 

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