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sexta-feira, 11 de abril de 2014 Juvenis, Light | 16:32

Fantasie

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Freud dizia que as fantasias sexuais nos levavam às cenas mais primitivas. O doutor vienense explorou, com certa controvérsia, esse aspecto humano, sendo por vezes massacrado pelos seus contemporâneos, pela audácia na abordagem. Porém, convenhamos, o tema exige uma boa dose de audácia, pois é raramente lidado de maneira aberta e transparente no dia a dia e investiga nossas mais secretos pensamentos e fantasias.

Como nao podia deixar de ser, os elementos ofertados por Freud para pensarmos as fantasias nos leva a um universo de questionamentos. Freud flertou por um tempo, nao vou entrar em detalhes, com a teoria que as fantasias estariam ligadas às nossas lembranças, mais precisamente à nossa percepçao de acontecimentos passados e até antepassados. E aí sabemos que nao existem regras. Se cada um enxerga o presente da maneira que mais lhe convêm, ou talvez nao, já que os neuróticos sao cada vez mais numerosos, considerem a flexibilidade existente sobre a imaginaçao do que aconteceu no passado muitas vezes distante.

Freud “brincou” com a idéia de que as fantasies/teoria da seduçao teriam dois momentos distintos. O primeiro seria na chamada cena de seduçao, onde haveria uma certa inocência por parte do afetado (criança) e uma açao mais ativa por parte do adulto. Na ocasiao, o pai da psiquiatria foi pressionado por vários críticos. Pouco tempo depois mudou a teoria – uns dizem que por conta da pressao exterior, outros que por conta de uma profunda auto-análise. A mudança sugeria que a tal cena de seduçao seria de fato inexistente, sendo sexual unicamente por parte do adulto e nao da criança já que o jovem nao teria entao condiçoes de entender o evento como sexual.

Só quando surge a segunda cena, anos mais tarde, quando a criança faz a associaçoes que remontam à lembrança da primeira cena, causando o recalque, que a explosao sexual, no já adulto, é deflagrada. Como veem, o assunto, além de fascinante, abre inúmeras portas, algumas que Freud, e outros, tanto abriram como fecharam.

E onde quero chegar com essa elucubrações sexuais. A origem foi uma foto, que publico abaixo, de um garoto Dimitrov com uma jovem Sharapova. Todos os atletas até se cansam de assinar autógrafos e tirar fotos com fas. Faz parte do dia a dia. Alguns fazem com prazer, outros nem tanto. Já ouvi várias pessoas reclamarem da postura da Sharapova. Talvez tenha sido o dia, as circuntâncias ou mesmo a pessoa?

Em ambas as fotos ela me parece bem alegrinha, assim como o garoto, afinal ao seu lado uma campea e bela loira. A questao é de como ela o via. Eu diria que na primeira foto ele tem uns 13/14 anos e ela uns 17/18 aninhos. Eles tem quatro anos de diferença. É óbvio que nessa idade a diferença era gritante e jogava com interessantes discrepâncias amenizadas nos anos seguintes.

Na primeira foto, será que o Grigor era tao inocente quanto demonstrava seu sorriso juvenil? E a Maria, nao me pareceu nem um pouco amuada ou mesmo constrangida em se inclinar carinhosamente para o garoto. Na segunda foto, quase dez anos depois, ele se inclina, felizinho, orgulhoso, quase deslumbrado. Maria, retraída, contente, tranquila, fêmea, segura. Como será que eles olham  para esse foto de anos atrás. Que fantasias podem tais lembranças causar?

Ou pode, como toda a psicologia permite, somente ser devaneios meus.

Maria_Sharapova7613

 

 Esta está ligada à lembrança, à percepção de acontecimentos passados reais,

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domingo, 3 de maio de 2009 Copa Davis, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:58

Fim de semana

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Monte Carlo mais lento, Roma mais rápido. Madrid mais rápido, Paris nem tanto. Para Nadal, pouca ou nenhuma diferença faz. Hoje ele é o homem a se bater, e não parece haver adversário para ele. Muito menos no saibro. Alguma coisa teria que mudar, drasticamente, na sua cabeça, ou na de alguém, para seus adversários enxergarem alguma luz.

Com a vitória em Roma o espanhol, de 22 anos, arregimenta 15 títulos nos Masters 1000. Mais dois iguala Agassi, que se aposentou aos 32 anos. Agora são 30 vitórias consecutivas no saibro. E em Roma não perdeu um set. E o mar de pontos que o separa de Federer continua em maré alta.

O Djokovic que, como eu já escrevi, tem a mente muito forte, consegue levar o samba até o ponto onde é obrigado a encarar a besta de frente. A cabeça do sérvio é ótima, mas ainda não tão ótima quanto a do Animal Nadal. Pelo menos nas horas da onça beber água. Algo que o vice-campeão teve a humildade de reconhecer após a derrota; para sua agonia.

A pressão sobre Djoko era grande. Lutava não só pelo título, mas para fechar a porta por onde acabou entrando o escocês bagaceiro. Ao invés de passar Federer – ele teve três oportunidades nos últimos meses – Novak será passado para trás no ranking por um adversário que ainda não se encontrou na temporada de saibro. C’est la vie.

Gaston Gaudio, que a esta altura eu pensava estava se dedicando a pesca nas águas gélidas da Patagônia, voltou a vencer lá pelos lados do Saara. Um torneio pequeno, mas para ele uma vitória gigantesca. A cabeça desse rapaz consumiria vários charutos de Freud. O que será que ainda o leva a insistir se cada vez que chega lá joga tudo fora? Será que é tão difícil parar? Podia pedir umas dicas para o Coria, já que esse o ajudou mais do que se fosse seu pai.

Freud pediria uma linha de crédito em Havana ou queimaria seu divã se tivesse que percorrer o circuito de tênis por uma única temporada. Ou alguém sabe explicar, de uma maneira que eu e vocês entendamos, o que se passa pela cabeça do quase, quaaaaase, melhor da história, Roger Federer?

E provavelmente Sigmund colocaria sua barba de molho tentando entender o tênis feminino. No primeiro torneio, em Stuttgart, como número 1 do mundo, Dinara Safina foi derrotada na final pela freguesa Svetlana Kusnetsova. Dinara havia vencido os últimos quatro confrontos entre as conterrâneas. Foi só virar numero 1 do mundo que o encanto acabou.

Um só Freud seria pouco no circuito.

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