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Posts com a Tag Franco Ferreiro

quarta-feira, 27 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:37

Injeção

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A confiança do tenista é algo tão tênue e misterioso que não existe uma regra única para como conquistá-la ou perde-la. No entanto, uma das variáveis mais conhecida para ela chegar é a vitória apertada – aquela conquistada na hora da onça beber água.

Foi isso que Thomaz Bellucci conquistou hoje, mais uma vez, ao bater o francês Roger Vasselin em Portugal em quase três horas de jogo e salvar dois match-points. O adversário em si não é nada em especial. Mas a vitória, repleta de dificuldades, alternâncias (Thomaz sacou para fechar no 2º set) , catimbas, pode dar uma injeção na veia do brasileiro.

Como ele vem batendo na trave a alguns jogos e agora está nas quadras onde está mais confortável, talvez o conjunto faça a diferença que ele e o técnico Passos estão esperando.

Enquanto isso, Ricardo Melo conseguiu uma boa vitória, sobre John Isner, sempre mais vulnerável no saibro, mas sempre um perigo. Porém não conseguiu se inspirar e vencer um tenista mais frágil, mas sempre perigosos, como o desconhecido Blaz Kavic.

A dupla campeã de Blumenau e Santos, Andre Sá e Franco Ferreiro, fizeram uma longa viagem até Belgrado em cima da hora, por conta da final em Santos, e perderam logo de cara, o que não chega a ser uma surpresa. Muito vôo, muito fuso horário, muitos erros.

Bellucci – mais uma injeção de confiança

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sexta-feira, 22 de maio de 2009 Tênis Masculino | 19:10

O sorteio dos qualys

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No ano passado foi Thomaz Bellucci, agora o Marcos Daniel. É bom a confederação começar enviar alguém para supervisionar o sorteio em Paris.

O jeito é o gaucho fazer como dizia a ministra; relaxa e goza. É uma batalha um tanto inglória, a não ser que o animal traga algum problema insolúvel para a quadra. Senão, o que resta ao gaucho é fazer uma boa apresentação, distribuir com inteligência os seis convites para o melhor lugar em quadra a quem tem direito, tentar pegar uma grana de algum patrocinador que tenha vontade de ficar na TV mundial um par de horas e reservar um bom restaurante para celebrar o jogo, independente do resultado.

Franco Ferreiro pegou Feliciano Lopez. A boa noticia é que o espanhol não é nenhum grande perigo no saibro, mas também sabe incomodar com seu belíssimo serviço e slices de esquerda. É uma partida bem “jogavel”. Se Franco souber aproveitar e for disciplinado em sua estratégia, pode incomodar e surpreender.

Thiago Alves ainda tem uma chance, dependendo de quantos tenistas desistirem de jogar a primeira rodada e depois de o sorteio lhe favorecer.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009 Tênis Brasileiro | 15:06

Hoje em Roland Garros

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Os dois brasileiros, Thiago Alves e Franco Ferreiro, venceram suas partidas pela segunda rodada do qualy. Na ultima rodada Franco vai encarar o americano Amer Delic e Thiago o polonês Lukasz Kubot.

Marcos Daniel contra Ivan Dogic (Croácia) e Ricardo Hocevar contra Lucas Rosol (Rep Checa) jogam suas segundas rodadas amanhã.

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sábado, 9 de maio de 2009 Copa Davis | 13:49

Contundente

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O retorno de Franco Ferreiro à Quadra Central de Tunja não podia ser mais contundente e bem vindo. Com o jogo empatado em 5 x 5 no quarto set, os dois tenistas não tentaram maiores artes do que manter seus respectivos serviços.

Mas quando se deu inicio ao tie-break, Franco mostrou do que é feito e me relembrou do por que eu gosto da sua personalidade desde os tempos de juvenil. Mostrando o espírito exigido pela Copa Davis, vibrou após cada ponto conquistado, foi arrojado quando a situação de apresentou, ao contrário do adversário que se encolheu no game decisivo, foi disciplinado taticamente, variando os efeitos na sua esquerda, indo para bolas vencedoras com a direita e surgindo na rede para pressionar e forçar erros, como aconteceu no match-point.

Franco soube aproveitar a pressão sobre seu adversário, já que uma segunda derrota colombiana nas primeiras simples praticamente sela a vitória brasileira. Acho muito difícil Mello e Sá perderem as duplas ainda hoje e mesmo que isso acontecesse Ferreiro e Bellucci ganham, com certeza, um dos pontos amanhã.

Estendo meus parabéns ao resto da equipe, inclusive sua direção. Souberam administrar a vantagem de Ferreiro, assim como souberam administrar seu emocional para ele criar essa vantagem. Percebi pela TV um dos executivos da CBT fazendo mais um dos padrões que, modéstia à parte, criei em nossas equipes.

O time estava todo sentado em camarote, conforme se exige, que fica de um dos lados da quadra, mas um membro do time fica no outro extremo da quadra para ficar perto de nosso jogador quando ele estiver daquele lado. E deu para perceber que o tal executivo sabia exatamente o que fazia, já que aplaudia e motivava verbalmente Ferreiro quase que em tempo integral. Uma vitória se constrói em cima de detalhes, muitos longe dos olhos do público, e fico feliz em ver nosso time progredindo e vencendo mesmo em situações adversas.

Agora é torcer pela dupla mineira e partir para o abraço nas alturas dos Andes colombianos.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009 Copa Davis | 22:07

Um problemão, para eles.

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Só para quem não sabe, hoje, na abertura do confronto pela Copa Davis, entre Brasil e Colômbia, o nosso número 1, Thomas Bellucci, bateu o número 2 da Colômbia por 7/6 3/6 7/6 6/2. Em seguida, Franco Ferreiro, número 2 do Brasil, entrou em quadra para enfrentar o número 1 da Colômbia, Santiago Giraldo. A partida foi interrompida, por falta de luz natural, com a vitória parcial do brasileiro por 6/3 6/4 6/7 e 5/5. Franco teve chance de vencer em três sets, mas os nervos o traíram, algo natural para um tenista que faz sua estréia defendendo o Brasil na Copa Davis. A partida segue amanhã às 12h, e em seguida se joga as duplas, onde o Brasil é franco favorito. Ou seja, uma vitória de Franco, teoricamente só falta dois games, sacramenta a vitória brasileira. 

Já escrevi sobre o tema anteriormente, mas não custa relembrar. O sorteio da ordem dos jogos na Copa Davis é muito mais importante do que possa parecer à distância. Hoje em dia essa importância foi amenizada por conta das modificações feitas no terceiro dia, já que não há mais sorteio na ordem dos jogos nesse dia. Com isso, a importância ficou restrita ao primeiro dia, mas ainda assim é vital. Como?

No confronto atual o sorteio favoreceu, e muito, o Brasil. Com a ausência de Marcos Daniel e a utilização do inexperiente de Franco Ferreiro, a responsabilidade sobre Thomaz Bellucci, nosso número 1, aumentou. Se ele correspondesse, nossa vantagem se confirmaria.

Porque uma coisa é um tenista como Ferreiro entrar em quadra com o time em vantagem e outra é ele entrar em quadra arcando com o ônus da derrota do melhor do time. Com a derrota ele poderia se sentir encurralado. Com a vitória de Bellucci ele se sente bem mais à vontade. Sabe que dele não é esperado vitórias, mas se vierem, ótimo. Esse deve ser o cenário emocional em seu íntimo.

O Bellucci ganha os dois jogos e a dupla confirma a vitória do time. O que o número 2 fizer de bom é lucro. (A não ser quando enfrentando o também numero dois, numa possível decisão do confronto, quando então se espera que ele apresente seu melhor tênis e vença, por ele e pelo time.)

É uma pressão enorme sobre o primeiro do time, especialmente quando ele joga as duplas também. Por isso, Gustavo Kuerten odiava jogar as duplas, que o cansavam para o terceiro e decisivo terceiro dia, mas o fazia porque sabia que ou ele ganhava seus três pontos ou time ia para o brejo.

São dois cenários muuuuito distintos para se jogar, em um esporte onde um braço solto ou preso determina a vitória ou a derrota. Mas já que Bellucci  entrou em quadra e agüentou o rojão – e aqui entram os parabéns por essa sempre difícil vitória, em especial fora de casa -, ele, Ferreiro, entrou em quadra no lucro. E o estilo do gaúcho ganha muito, ou perde bastante, com essas diferentes circunstâncias.

A última vez que participei de um time brasileiro foi na vitória do Sul-Americano de 18 anos, em 2001 ou 2002, quando o time era formado por Marcelo Mello e Franco Ferreiro. O Brasil venceu a Argentina na final, o que é sempre um feito, e eu fiquei deveras impressionado com o espírito e a personalidade de Ferreiro. Achava que ele tinha um potencial enorme dentro do tênis – mais do que nada por conta de seu espírito guerreiro – que, infelizmente, não se concretizou.

Mas o rapaz, de quem sou fã, especialmente quando ele para de se lamentar e joga como homem, parecia perfeito para competições coletivas, pois vibrava muito, abraçava a responsabilidade e, claramente, se inspirava pelo espírito da competição, muito distinta da participação individual. Um típico e bem vindo jogador de Copa Davis.

Por isso, não vejo como surpresa a sua performance de hoje contra o número 1 da Colômbia. A grande questão, que nós, o resto do time, e em especial ele, vamos dormir com, é como será a continuação do jogo de amanhã. Nessa hora a intervenção do capitão é fundamental, pois é necessário convencer o intimo de nosso tenista que, se ele tem um probleminha para amanhã, seu adversário tem um problemão. 

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 10:38

A chavinha

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A última oportunidade que trabalhei com a CBT foi como técnico especial no Sul Americano masculino de juvenis, realizado no Clube Sírio em São Paulo, acredito em 2002. Na ocasião o time brasileiro era formado por Marcello Mello e Franco Ferreiro. O Brasil venceu o evento, batendo na final a Argentina que tinha o 1º do ranking mundial, Brian Dabul.

Franco bateu Dabul nas simples, numa grande surpresa, e os brasileiros venceram as duplas. Na ocasião, me chamou a atenção a intensidade, o saque forte e os bons golpes de fundo do tenista gaúcho. Infelizmente, as expectativas não se confirmaram nos anos seguintes, aquele ainda era o seu primeiro ano no juvenil, inclusive no profissional.

Franco se transformou em um tenista “tímido”, pelo menos se considerarmos o “fogo nos olhos” daquele sul-americano. Agora, pela primeira vez, consegue chegar às quartas-de-final de um torneio da ATP, em Buenos Aires, enfrentando hoje Tommy Robredo.

Independente do resultado, deixo aqui os meus parabéns, assim como meus votos de muito sucesso daqui para a frente, inclusive no jogo de hoje. Tenho, no meu intimo, que se Franco conseguir “ligar” aquela “chavinha” ainda pode ter e dar muitas alegrias no circuito, porque tem o potencial para isso.

Franco Ferreiro sorrindo novamente.

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