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Posts com a Tag fernando verdasco

quinta-feira, 4 de julho de 2013 Wimbledon | 12:57

Epopéia

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Este post era para ter aparecido ontem.

Este, e todo Wimbledon, será uma epopeia na carreira de Andy Murray. Com o peso sobre os ombros, da nação que inventou o Tênis como é conhecido atualmente, o escocês, que é complexo e denso emocionalmente, não terá tarefa fácil para chegar ao título que a Grã Bretanha dele espera. Australian Open, U.S. Open e Roland Garros são todos bem vindos, mas o que importa mesmo é Wimbledon.

O peso da expectativa travou o rapaz nos dois primeiros sets contra o surpreendente Fernado Verdasco. Conseguiu encontrar dentro de si a fibra necessária para virar um jogo que nem seu publico mais acreditava. E, na hora da onça beber água, nos submundos do quinto set, jogou para ganhar melhor do que o oponente, que jogou sem pressão. A próxima rodada, na semifinal, enfrenta o fantasmaço polonês Jerzi Janowicz, talvez o mais perigoso sacador do circuito, agressivo, bom voleador, carismático e que, dependendo desta semana, pode estourar no circuito. Murray é, junto com Djoko, o melhor devolvedor do circuito e extremamente eficiente no contra ataque. O confronto de estilos é sempre espetacular e emocionante.

A surpresa maior é por conta de ver Juan Del Potro na semifinal – contra Djokovic. O argentino passou tranquilamente pelo operário Ferrer, o que não chega a ser uma surpresa, na grama. Espero que a contusão no joelho não se agrave depois de esfriar. Contra o sérvio vai precisar de tudo e mais um pouco que puder tirar da cartola. Não custa lembrar que o argentino bateu o sérvio aí nessa quadra na decisão do 3o lugar das Olimpiadas em 2012. Mas, ainda acho que Djoko é o favorito.

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segunda-feira, 1 de julho de 2013 Wimbledon | 15:10

Surpresas

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Surpresas é o que não falta em Wimbledon. Não sei se fico mais surpreso com a derrota de Serena Williams para a alemã Lisicki, não por esta, mas pela primeira, ou com o fato de Verdasco estar vivo e progredindo nas quartas de final.

Pela temporada que vinha tendo, Serena era a favorita, disparado, especialmente na grama. Mas hoje contra a alemã ela jogou sem sangue nos olhos, sua mais marcante característica.

Qualquer dia desses eu iria escrever que a provável razão de sua ótima temporada é o amor. A moça está no maior affair com seu técnico o francês Patrick Mouratoglu e está de bem com a vida, o que ajuda nos mais diferentes aspectos da vida. Faz o maior sentido.

Pela sua atuação tranquilamente apática de hoje, sem buscar pelas as profundezas de seu dark emocional, eu também posso tirar o amor da manga e usar mesmo argumento. Afinal, briga-se menos quando se está amando. Dois lados da mesma moeda.

O que me incomoda um pouco é o fato de que onde quer que a moça vá a torcida é contra. Será que ela é tão chata assim? Ela já foi bem mais arrogante e marrenta, está mais light; mas não é nenhuma Aninha, em quadra ou fora.

Para mim parece que existe certo preconceito com a moça. Como ela nunca ajudou, dá nisso. Afinal, Arthur Ashe, era tudo menos um Uncle Tom, ou Pai Thomaz. Era bem verbal sobre os direitos dos negros, em uma ápoca eles eram desrespeitados descaradamente, especialmente em seu país, o que marginalisava certos fãs do tênis americanos. Mas ele sempre fez questão de se comportar como um gentleman, dentro e fora da quadra, até para não perder a razão e o direito de sua postura. O que não impedia de representar, e bem, sua raça entre os afro-descendentes. Para quem não sabe, Mike Tyson tem o nome do tenista tatuado no corpo. Ashe sempre foi extremamente respeitado em qualquer lugar que fosse, tirando a Africa do Sul de então, e nunca lhe faltou o respeito, a simpatia e a torcida do público.

Verdasco vem sendo uma carta fora do baralho há algum tempo, parecendo desmotivado e sem a vontade que identifica os espanhóis. Seu último título foi em 2010. Já foi top10 e hoje é #54., ao mesmo tempo que tem o melhor ranking de duplas da carreira, o que o ajudou a voltar ao foco. Agora, aos 29 anos, dá uma revigorada na carreira, chegando às quartas de final de um Grand Slam na grama, seu piso menos favorito. O espanhol está de volta.

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terça-feira, 30 de outubro de 2012 Tênis Masculino | 13:59

Papelão

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Essa derrota do Fernando Verdasco é uma das piores facetas do tênis profissional e uma das piores coisas que um tenista pode fazer em quadra. Visivelmente sem condições de jogo, por razões ainda desconhecidas e que nada importam, o espanhol foi derrotado 6/1 1/1, quando, finalmente, Verdasco saiu da quadra. Nos primeiros cinco games o espanhol fez um único ponto!

Sem condições de jogo o tenista não deve entrar em quadra, já que é um profissional com a obrigação de apresentar o seu melhor e lutar pela vitória. Existem regras claras sobre isso no regulamento do circuito d ATP.

No entanto, entrou em quadra, ofendeu o público, que pagou para entrar, o adversário, o esporte e os colegas de trabalho. Vale lembrar que, por ser 1ª rodada, se o espanhol tivesse um pouco de vergonha na cara, pedia para não jogar, fazia o exame médico ou mental, sei lá, e deixava um lucky loser – um tenista que perdeu na ultima rodada do qualy e que fica como um otário nos vestiários esperando que alguém na situação do espanhol se escuse e abra alas para alguém com disposição e condições de se apresentar em mega torneio profissional.

Não vejo como isso poderia fazer uma diferença, para um cara que já ganhou milhões no esporte, mas para perder na 1ª rodada o tenista leva quase 9 mil Euros, mais hotel e alimentação. Talvez não faça muita diferença para ele, mas para quem ficou de fora pode fazer. No caso, suspeito que o alemão Benjamin Becker.

Só quero ver se algo será feito pela ATP – duvido, porque eles geralmente têm receio de aplicar as regras em algo “subjetivo” e levar uma tamancada do atleta. A ver…

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sexta-feira, 11 de maio de 2012 Tênis Masculino | 01:14

E agora, Ion?

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Quando Rafa Nadal venceu o 2º set levantei e fui ao clube fazer minha ginástica. O sentimento era que já tinha visto aquele filme antes. Quando comecei a fazer minha bicicleta, Rafa parecia ter a partida sob controle. Quando cheguei ao transport, ele sacava para fechar a partida pela primeira vez. No fim das contas tive que alongar o exercício porque para o caldo engrossou e aonde eu iria, na área dos pesos, não tem TV.

Nos últimos dois games o pessoal se aglomerava debaixo da TV. Eu pensava com meus botões; não me falta ver mais nada. Assistir o Animal Nadal perder, de forma bisonha, cinco games seguidos, na hora da onça beber água, para um de seus maiores fregueses, é mais do que uma cena rara – é bizarra.

A quadra azul tem sim algo a ver com a história. Mas não como uma desculpa. Essa cova o senhor Nadal cavou para si. Ficar alimentando essa polêmica toda em um torneio no quintal de sua casa não é a melhor preparação para um evento.

A quadra está escorregadia. Talvez mais do que devesse. Isso traz um componente a mais que os jogadores não estão acostumados. Reclamam os que perdem – será que Bellucci falou mesmo que ira levar chuteiras? – reclamam os que querem manter o status quo. Os que vencem agradecem e beijam a quadra. Ou seja; “quero a quadra exatamente do jeito que eu sempre ganho. Se fizerem algo diferente, eu pego a raquete e vou para casa”.

Aonde eu quero chegar é que algum curto circuito deu no Animal para ele simplesmente brochar daquela maneira na hora de fechar. Até ali, Verdasco tinha jogado muito bem, especialmente no 1º set, colocando o espanhol na defensiva. Nadal tinha dificuldades em chegar nas bolas, até porque a bola está andando bastante, como deve andar quando não se está na altura do mar. Eu queria só ver se esse circuito fosse jogado em outras cidades não a altura do mar como seriam diferentes as partidas e os estilos.

De qualquer maneira, Verdasco conseguiu acabar com a série de 13 derrotas – isso é que é freguesia – porque estava determinado a acabar com ela. E quando viu Nadal começar a vacilada ficou ainda mais confiante a começou a limpar as linhas. No fim das contas é isso – Verdasco ganhou porque jogou melhor na hora da onça beber água, o que, até hoje, era a marca registrada de seu oponente.

O fato é que essa derrota botou fogo de vez na polêmica. Ion Tiriac apostou e dessa vez parece que não vai levar. Ele conseguiu colocar praticamente todos os tenistas do outro lado da balança e deu a eles, que já vem buscando uma razão para se rebelarem, uma causa mútua.

É um fato que as quadras da Caixa Mágica sempre deixaram a desejar. Elas são construídas especialmente para o evento – o local abriga uma série de outros espetáculos durante o resto do ano. Essa transitoriedade não permite que as quadras se acomodem e atinjam sua maioridade. O piso escorregadio já era uma questão no ano passado e não foi acertado para este ano. O pessoal da manutenção parece perdido a respeito, chegando ao ponto de molhar a quadra durante o set, algo que nunca acontece – geralmente é no final dos sets.

Só que com essa conversa toda de “saibro azul” e a ausência de uma anuência dos “donos do circuito” – os líderes do ranking -, a polêmica deixou de ser o piso escorregadio, que é a questão, para a cor do piso, que não é a questão mas que chama, ou desvia, a atenção.

Com tudo isso, resta saber o que o Brad Drewet, o Presidente que Roger Federer bancou a colocou na ATP que chegoua Madrid na 3ª feira, vai fazer sobre a chiadeira de Rafael Nadal, que tornou toda a polêmica em uma questão política, que é o que queria, ao anunciar aos quatro ventos que no azul ele não joga mais. E agora, Ion?

Entre e “curta” a página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Fernandao gostou tanto do azul que até beijou…

Rafa não parece ter gostado nem da derrota nem do beijo….

Horas depois publicou essa foto na Face dizendo que já chegara a Mallorca..

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 09:52

Touradas em Barcelona

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Com certa frequência leio e ouço aquelas bobagens ditas na nossa mídia, porque falar não paga imposto, de que uma das razões do sucesso espanhol é como todos eles se dão muito bem. Parece que é mais história para inglês ver ou brasileiro ouvir.

Fernando Verdasco, titular da Copa Davis e 8º do ranking mundial entrou em conflito com alguns de seus conterrâneos, incluindo o capitão do time da Davis.

Seja porque, o espanhol, que anda meio tosco de jogo e da cabeça – talvez uma coisa tenha a ver com a outra, decidiu não se inscrever no Torneio de Barcelona, realizado no Clube mais antigo e tradicional da Espanha. Com o evento se aproximando, decidiu pedir um convite aos organizadores. E eles têm cinco! Aí o bicho pegou.

O pessoal do evento recusou, dizendo que o tenista se recusou a se inscrever no evento e agora veio pedir convite. Verdasco faz ouvidos de mercador ao argumento e parte ao ataque, dizendo que o pessoal do evento é isso e aquilo e se não o querem ele não vai e prefere ir ao Estoril.

Ele acusa alguém do torneio e o capitão da Davis e diretor do torneio Albert Costa de estarem por trás da recusa.

O que pode estar por detrás disso, que não passa de considerações imaginações de quem viveu os dos lados do circuito:

Em 2010 Rafael Nadal elegeu não jogar o evento, o que foi um baque para os organizadores.

O campeão foi Verdasco, batendo Soderling na final em partidaça de três sets.

Este ano, Verdasco começa a negociar com o evento, provavelmente pedindo uma bela grana para defender o título.

Os organizadores fecham com Nadal, que pouco não custou, e osoutros espanhóis o que, talvez, irrite ainda mais Verdasco.

Verdasco insiste, não leva, blefa e não se inscreve. As negociações prosseguem.

O torneio fecha com o vice Soderling, Murray, Ferrer, Berdych, Melzer, Monfils e outros o que não custou pouco.

O processo todo causa enorme desgaste entre todos envolvidos.

João Lagos que não tem nada com o assunto contrata o espanhol. Como não é bobo, deve ter pagado bem menos do que o espanhol queria dos conterrâneos.

Com a distribuição do ultimo convite, fica publico que o atual campeão não irá defender o título – o caso vai parar na mídia.

Não sei se tem algo a ver, mas Verdasco é de Madrid.

Verdasco – anda meio estranho.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 13:09

Novos sabores

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O brasileiro Thomaz Bellucci joga esta noite em Acapulco uma daquelas primeiras rodadas temidas por todos. Thomaz, #36 do ranking, ficou a uma posição de ser cabeça de chave no torneio, e com isso ter uma posição privilegiada na chave. O ultimo cabeça de chave foi o argentino Juan Chela, #37 do ranking.

Com isso, o brasileiro, um tenista com a mão pesada, perigoso e respeitado, ficou solto na chave. Ruim para ele e ruim para seu adversário, o cabeça de chave #2 Fernando Verdasco. O fato não é confortável para nenhum dos dois.

Para o brasileiro, pela óbvia razão de enfrentar um dos favoritos do evento e #9 do mundo. Para o espanhol por que enfrenta um tenista perigoso que, em uma das raras oportunidades na temporada, jogará sem a responsabilidade da vitória.

Sem a responsabilidade em termos. É óbvio que nas casas de aposta Thomaz não é o favorito – nem na sua cabeça. No entanto, pelo andar da carruagem, Bellucci adoraria vencer esta partida. Primeiro porque está precisando vencer partidas – seu ranking começa a sofrer o impacto das derrotas. Depois deve estar ansioso para mostrar, e ver, que sua parceria com Passos está no caminho certo, além de que é a típica partida boa de vencer para se receber uma confiança na veia.

Por outro lado, teoricamente, o espanhol estará “esperto” por conta da chacoalhada que levou do Raonic na 1ª rodada em Memphis. Além disso, a teórica vantagem que o paulista teria, por estar vindo de torneios no saibro e uma semana de descanso, o espanhol recuperou tendo mais dias disponíveis para treinar no saibro, além de descansar a cabeça e o corpo.

Com esse cenário colocado, a partida ganhou novos sabores, o que pode ser um prato mais interessante a ser aproveitado no início desta madrugada pelos fãs do brasileiro.

Para aproveitar nesta madrugada.

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