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Posts com a Tag Federer

terça-feira, 5 de junho de 2012 Tênis Masculino | 18:15

Cognac, s'il vous plait

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O melhor que Del Potro e Tsonga fazem depois desta terça feira é comprar uma garrafa de Cognac Hennessy Eclipse cada um, eu ia falar para dividirem já a bouteille custa $2000 Euros cada uma, existem algumas bem mais caras, mas com o prêmio de $155 mil Euros garantidos, eles podem se dar a esse luxo para ajudar enfrentar a noite que indubitavelmente irá lhes assombrar.

Delpo tinha dois sets a zero enquanto Federer estava naquele padrão “será que estou despenteando meu cabelão?” quando alguém na arquibancada falou mais alto do que a etiqueta sugere, lhe tirando do estado de estupor, o que acabou lhe irritando, e o fez lembrar que slice também vale quando enfrentando um adversário de 2m de altura. Virou o jogo. Delpo teve dois sets a zero, mas nunca sentiu o gostinho da vitória. Meia garrafa talvez resolva.

Já Tsonga nem uma inteira vai lhe dar a paz que irá buscar entre os lençóis. Talvez melhor mesmo seria um passeio pelo bas-fond de Paris em busca do afeto de alguma perversa que não tenha a menor ideia do significado do anglicismo match-point e seja boa de copo, de ouvido e do que mais a natureza lhe proporcionou.

Nos três primeiros sets, Djokovic lembrou o Djoko de dois anos atrás, correndo atrás de tudo e rezando pelo erro adversário. Tsonga foi muito mais audaz, como apreciaria o conterrâneo Danton “audace, tojour l’audace”. Ia para as bolas vencedoras, de esquerda e direita, do fundo e à rede – um tenista muito mais interessante de assistir. Compreensível – um tinha muito a ganhar o outro muito a perder.

Mas o diabo sempre está à espreita em uma quadra de tênis. Depois de ter quatro match-points, onde se não justificou a idolatria de Danton também não foi nenhuma Mauresmo, Tsonga viu o sérvio crescer das trevas e mostrar que nos Bálcãs o buraco é mais embaixo. Na hora da onça beber água, no finzinho do quarto set, o sérvio encarou o francês, que se fez de morto ao dizer que nenhum deles franceses tinha chances ao título, tática que quase funcionou, assim como encarou a torcida francesa que tentava manter o orgulho local em alta após todas as chibatadas que os europeus em geral veem levando.

Após ver a vaca francônica pular a cerca e invadir o brejo de barro do quinto set, Tsonga desistiu emocionalmente, enquanto Djoko ficou ainda mais forte. O set final foi um passeio, mais tranquilo do que uma promenade pelas ruas de St Germain. Tsonga afirmou que foi a pior derrota de sua carreira. Mas isso ficou para trás. Enquanto Djoko irá tomar um ou dois goles de uma Moet Chandon só para celebrar, Tsonga terá que enfrentar seus fantasmas, o que promete ser pior do que os que enfrentou naquela meia hora do quinto set. Por que é tão humanamente difícil se recompor após uma grande decepção?

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:05

Tá acabando

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Enquanto as mulheres encerram sua temporada – só falta aquele torneio em Bali que eu sinceramente não entendo a sua existência – os homens ainda tem muito chão pela frente. Talvez os rapazes tenham um ponto na sua argumentação sobre o calendário ser extenso demais.

O torneio de Bali me parece mais um prêmio de compensação do que qualquer outra coisa. O critério são as oito melhores tenistas que venceram um evento da WTA, mas não se classificaram para o Masters de Istambul. Parece um tanto forçado, mas as mulheres, ao contrário dos homens, devem achar que o seu calendário está curto. Por outro lado, ir a Bali, jogar tênis no fim de semana e ainda ganhar uma grana não dá para reclamar.

O evento feminino deve ter Bartoli, Hantuchova, Lisicki, Vinci, Garrigues, Petrova e mais duas. A WTA ainda não enviou a lista completa – o evento é jogado de quinta-feira a domingo.

Enquanto isso, 37 dos top 40 tenistas do mundo estarão jogando em Basel e Valencia. É um numero impressionante. Só lembrando, após esta semana teremos Paris, o ultimo Masters 1000 do ano. É o fim da temporada e ninguém quer ficar de fora. Talvez isso deixe mais claro, mas eu duvido, a razão da arquitetura do calendário do Bellucci para os seus críticos.

Para acabar, o World Tour Finals em Londres reunindo os oito cachorrões da temporada onde, vale lembrar, três vagas ainda estão abertas.

Tanto Basel como Valencia são ATP 500, indoors e piso duro. A diferença, eu presumo, é que os suíços devem estar com mais bala para gastar do que os espanhóis.

Na Basiléia estarão Djoko, Murray e Federer, bien sure, Berdich e Fish, todos top 10. O ultimo a entrar direto na chave foi Giraldo #52.

Em Valencia estarão Ferrer, Tsonga, Monfils, Almagro, Simon, Delpo, Dolgopolov e Feliciano – três tpo 10 e mais cinco top 20. O último Andujar 43.

Bellucci decidiu falar alemão esta semana. No primeiro jogo enfrenta o finlandês Jarko Niemenem, um dos tenistas mais regulares do circuito – a gente nunca vê ganhar de ninguém e é o #75 do mundo. Quem ganhar encara o Roger.

Entre a fria Basel e a quente Bali miquei com a chuvosa São Paulo.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 Copa Davis | 21:53

Esvaziando a Davis

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Será que os novos ídolos do tênis estão com a intenção deliberada de esvaziar a Copa Davis? Muito se tem falado sobre um novo formato, algo que já escrevi aqui e uma furada, pelo o que a Davis representa para o tênis como um todo.

A verdade é que cada vez mais os tenistas querem jogar cada vez menos. Ou pelo menos preferem se dedicar àquilo que lhes interessa. Quem já disse que tenista é um símbolo do individualismo que beira o egoísmo?

Só para se ter uma idéia a quanto anda essa “participação”, nos próximos confrontos – 5 a 7 de Março, faltam ainda três semanas – cinco dos top 7 tenistas do ranking mundial elegeram deixar seus times na mão, por uma razão ou outra: Federer, Nadal, Murray, Del Potro e Roddick.

Destes, não dá para criticar severamente o americano e o espanhol, sempre disponíveis para seus capitães. O argentino também não parece ser um que vá ficar escapando com frequência, mas está com o pulso machucado. A Argentina enfrenta a Suécia fora de casa e também duvido que Nalbandian compareça.

Já Roddick cansou de carregar o Blake e nem quis ouvir falar da fria de ir a Belgrado enfrentar Djokovic na terra, uma semana antes de Indian Wells e Miami, estes nas duras. Vai sobrar feio para os grandalhões coadjuvantes Isner e Querrey, porque o Blake continua com alergia ao saibro.

Já Murray deve estar cansado de carregar um bando de pernas de pau nas costas, inclusive o irmão. Do jeito que ele aparenta ser, não será a única vez que vai deixar os britânicos falando sozinhos.

Nadal, que precisa economizar o corpo, deve ter pensado; “bem, se o outro (Federer) não vai, eu também posso ficar de fora”, se referindo à indesculpável decisão de Federer de não participar do confronto contra a Espanha. Uma pena, pois o confronto seria histórico. Isso sim é uma esvaziada.

descontentamentoEsvaziando…

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 Tênis Masculino | 13:06

Calibrou

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O que eu achei curioso, considerando que o Blog é de tênis, foi a ausência de comentários sobre as estratégias da final masculina do Aberto da Austrália.

O confronto foi extremamente tático no 1º set, quando foi decidido. Após Federer desenrolar o novelo no set inicial a partida “andou”. O 2º set foi um passeio, até pela decepção e frustração de Murray, e o terceiro foi o mais “aberto” pelas circunstâncias e emocional de ambos .

Murray veio com a idéia de amarrar o jogo. Federer veio crente que encontraria uma resposta com o andar da carruagem. Nos primeiros seis games o escocês manteve seu intento. Mas a partir do momento em que o suíço começou a passar bolas para a paralela e declarar aberta a temporada da correria, o jogo se soltou e Roger pode deixar seu talento e habilidades fluir. E aí ele está em casa.

O segundo set foi um show de um homem só.

O terceiro teve a viajada padrão de Federer quando está na frente do placar e Murray invadindo os limites do risco, já que para ele se tornou tudo ou nada. O homem virou um agressor, papel onde ainda se sente desconfortável. Chegou a sacar para fechar e levar a partida para um quarto set, onde a partida, tenho certeza, voltaria a ser amarradinha, como no início do jogo, pelo menos por um tempo.

Murray não conseguiu manter o padrão, o sempre crucial saque o abandonou, os aces e serviços forçados não fizeram sua parte e a oportunidade escapou-lhe pelos dedos. Alea jacta est.

Federer voltou a jogar como antes de 2008 e até melhor. Ninguém (leia-se Nadal) anda maltratando sua esquerda, consequentemente sua confiança, e assim sua direita voltou a ser uma arma de destruição em massa, como diriam os bélicos gringos.

Para quem ainda não prestou atenção, por conta dessa renovada confiança, Federer voltou a ter a capacidade de movimentação e utilizar os “passos de caranguejo” que o possibilitam fugir da esquerda para dizimar de direita. É um demônio de qualquer canto da quadra com aquele petardo. A primeira bola ele talvez alise, uma segunda raramente, mas o padrão, conseqüência da confiança, talento, velocidade e técnica é que jogou na direita dele vai tomar pancada.

E foi isso que aconteceu quando, após cinco ou seis games no jogo, Federer passou a jogar qualquer esquerda na paralela, Murray devolvia na cruzada e começava a apanhar. O escocês até tentou devolver algumas de volta na esquerda do Mestre. Mas aí já era tarde. O cara já estava no delírio da confiança. A direita já estava calibrada. Assim como calibrou o resto.

Abaixo, exemplos de uma arma de Destruição em Massa

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 12:15

Apagou

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Não há muito que escrever sobre a vitória de Roger Federer na semifinal sobre Jojo Tsonga. O confronto não aconteceu. Ficou claro que as luzes se apagaram prematuramente para o showman francês.

Se foi um caso de exaustão física aliada com depressão emocional ou se algo mais na linha de uma incomoda contusão, fica a critério do freguês. Tsonga me pareceu totalmente vazio, o oposto do que se espera e estamos acostumados a ver do francês.

Durante a partida pudemos observar que o tenista não conseguia sacar com a mesma força e algumas vezes foi flagrado levando a mão ao abdômen como se sentisse algo no local, onde já teve grave lesões no passado.

No entanto, ao contrário de alguns outros tenistas, apesar da insistência dos jornalistas, Tsonga não quis dar desculpas. Insistiu que Federer jogou muito e melhor e que se não estava no seu melhor foi devido às exigências torneio e não devido a uma contusão.

Talvez ainda, como Federer declarou, após perder o primeiro set, quando o seu emocional claramente o incomodou, Tsonga não tenha tido forças para enfrentar a batalha contra O Chefe.

Federer fez o que sabe, devia e se espera de um campeão. Usou da circunstância para acabar com a partida o mais rápido possível, abusando de seu arsenal, distribuindo direitas e surpreendendo junto à rêde, não abrindo as portas da esperança para o oponente crescer, assim como minimizando a vantagem que Murray adquiriu em jogar um dia antes.

TENNIS-OPEN/

Federer – a direitaça.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:22

Iscas

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As chinesas Zheng Zie e Li Na

As chinesas Zheng Zie e Li Na

Fugir da madrugada e fazer os comentários na TV logo cedo tem lá suas vantagens e desvantagens. Hoje perco as semifinais femininas e faço, às 6:30, a primeira semifinal masculina; Marin Cilic x Andy Murray. Vocês decidam se foi para o bem ou para o mal.

O Federer, que é cabeça de chave 1 vai ter um dia a menos de descanso para a final. Os dois jovens, que ainda buscam seu 1º título de GS vão brigar para ver quem vai à final. Murray já esteve lá, no U.S. Open 08 e perdeu. Cilic nunca jogou uma semifinal.

Tênis por tênis Murray está mais adiantado e tem mais recursos. Mas como todos devem ter percebido por agora, só isso não basta na hora da onça beber água em um GS.

Murray tem muito mais a perder e mais pressão. Não sei quantos jornais tem na Croácia, mas sei quantos jornalistas ingleses viajam o circuito em tempo integral. E eles não alisam nem um pouco nas expectativas.

Cilic tem o salutar hábito de jogar em cima da linha e apurando o adversário. Isso pode ou não atrapalhar Murray. Depende da tática escocesa. Provavelmente vamos ver Murray variando a altura da bola e balões não estão descartados. Será que ele vai ficar jogando iscas ou vai atacar?

Dos quatro confrontos entre eles Murray venceu três. Um em Copa Davis, na grama, um em Roland Garros e outro em Madrid, na dura. Perdeu a ultima, no U.S. Open. Avaliem como quiserem.

Um dia os apressados fãs do Davydenko, ou seriam os secadores do Federer?, vão aprender uma ou duas coisas sobre a hora da onça beber água no circuito. Doha é uma coisa, Grand Slam é outra. Três sets é uma realidade, cinco é outra. Por isso, e por outras, nunca vou concordar com a mudança, pedidas por alguns poucos, de três sets em GS.

A cada torneio jogado eu fico pensando com meus botões se o Djoko vai conseguir ganhar outra GS. Sei não. Agora ele deixou em casa o ex-técnico Vajda e trouxe o Todd Martin. Não vi nenhuma melhora que explicasse a decisão. Ele disse que vai variar de técnico, o que é inédito. Pelo o que a cabeça dele aprontou hoje eu não sei se é a melhor opção. Djoko, que abandonou a quadra no ano passado contra Rodick, também nas quartas, quando defendia o título, disse que teve diarréia antes do jogo e vomitou no vestiário no meio da partida. Mas disse que só comeu pasta?? Se desculpa ganhasse jogo conheço um caminhão de gente lá no clube que seriam campeões de Wimbledon.

Essa Azarenka é uma casca de ferida de primeira grandeza. A moça só tem uma coisa na cabeça – e não é o que alguns marmanjos estão a pensar – é atacar toda e qualquer bolinha que passe na frente dela. Ainda vai ganhar o seu GS. Só quero ver quantos.

O Google que se cuide por que a ESPN vai rocknroll na China esta noite. Duas chinesas nas semifinais. É certo que nenhuma das duas é a favorita, mas acabaram com a festa da Venus, Wozniacki, Hantuchova, Szavai, Kirilenko, Bondarenko, Bartoli etc. Qual será a audiência da TV chinesa?

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:32

Nada Real

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Nada de muito interessante aconteceu no Aberto no dia de hoje. A não ser que considerem a visita do príncipe britânico digno de nota. O rapaz parecia mais encabulado do que Federer, que foi escolhido por Jim Courier para fazer as honras da casa e apresentar o Principe William ao mundo do tênis. Já vi o Federer mais a vontade em quadra. E o Principe também.

Apesar de não ser lá grande coisa, com certeza melhor do que a nota acima, a derrota mais uma vez prematura de Ana Ivanovic, desta vez para a argentina Dulko. A moça tem sérias decisões a fazer na carreira e na vida. Um terapeuta, please..

O incidente com Marcos Daniel foi esclarecido e nenhuma surpresa aqui. Um colombiano encheu o saco do tenista, que sempre foi um cara educado dentro e fora das quadras, durante toda a partida. Houve bate boca no final da partida, mas Marco sequer chegou perto do idiota, pois foi impedido. A organização deu o caso como encerrado, após o próprio tenista colombiano depor a seu favor. Mais de 60 pessoas já foram expulsas do recinto nesta edição do AA por má conduta. É de longe o evento que mais tem problemas nesse departamento.

O Tipsarevic é um mágico, mas não conseguiu tirar a vitória da cartola contra o Haas. O sérvio não tem tamanho, nem talento, nem bolas. Mas tem coração e está entre os 40 melhores há anos.

Davydenko 6/3 6/3 6/0 no ucraniano Marchenko. Até onde irá essa avalanche do rapaz? O Youzhni, após os 5 sets com o Gasquet, enfiou 2,1,1 no Hajek. O Federer estava esperto, após as dificuldades com Andreev – fazia seis anos que ele não perdia um set na 1ª rodada de um GS – e não deixou a emoção passar perto de sua quadra.

Como eu disse acima, nada digno de nota, especialmente após as partidaças de ontem.

Amanhã, com Cljisters x Petrova, Henin x Kleibanova, Monfils x Isner, Cilic x Wawrinka as emoções devem melhorar, pelo menos um pouco. Em compensação, sou capaz de ter de encarar Safina x Baltacha, Zeng x Bartoli, Murray x Serra e Karlovic x Ljiubicic (clássico!). É na rodada seguinte que o bicho deve começar a pegar.

TENNIS-OPEN

Principe William – envergonhado ao ser apresentado por Federer ao público e nos bastidores.

TENNIS-OPEN

 

 TENNIS-OPEN

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:46

O sorteio da chave masculina

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A maioria dos tenistas fica apreensiva com a publicação da chave do torneio. Afinal, o rolar dos dados decide a sorte de muitos, para o bem ou para o mal. Alguns – eu sempre suspeito essa afirmação – juram que não olham, mesmo depois que o torneio começa. São adeptos de um susto por vez.

Como sempre, alguns gostaram do sorteio, outros nem tanto e vários devem ter odiado – mas não o confessam nem debaixo de boladas.

Como não odiar o sorteio o Luczak, que enfrenta o Nadal, e o Andreev, que enfrenta o Federer? Voar até o outro lado do mundo para encarar esses malas?! Apesar que existem uns “losers” que adoram pegar essas encrencas logo de cara para poderem dizer que pegaram o favorito ou o campeão. Tem cabeça para tudo.

Federer enfrenta Igor Andreev na 1ª rodada, mas tem Davydenko, o zebrão, nas quartas e, talvez, Baghdatis, uma zebrinha, antes.

Djoko e Gasquet, que voltou jogando bem, podem se encontrar na 4ª rodada. Haas e Tsonga podem colidir na 3ª rodada em um jogo de atacadores. Nessa chave, Marcos Daniel tem um clássico sul-americano com o colombiano Falla – uma partida bem ganhável para o brasileiro. O vencedor encarara o Soderling.

Thomaz Bellucci encara o casca-de-ferida russo Teimuraz Gabashvilli. Não é fácil, mas tem que ganhar essas. O vencedor encara Roddick. Nessa chave tem ainda o Berdich, o Querrey e o Gonzalez.

O Marin Celic vai, infelizmente, acabar com a carreira do mago Santoro. O Delpo, se jogar, por conta de contusão, enfrenta aquele baixinho Russel que quase eliminou Kuerten em Roland Garros. Se vencer, encara o vencedor de Blake x Clement, um jogo que pode ser tanto emocionante como de cortar os pulsos.

O Murray caiu na chave do Nadal, nas quartas-de-final, o que viria a ser uma partidaça, com um monte de coadjuvantes entre eles. Os que podem incomodar são o Monfils, que está mais perto do escocês, e o Isner e o Kohlschreiber que estão perto do Nadal – ou seja, o espanhol não está, como eu, perdendo o sono. Nessa chave temos uma 1ª rodada também tanto imperdível como de cair no sono. Stepanek e Karlovic se enfrentam em mais uma melhor de cinco. Na última, o croata bateu o recorde mundial de aces e fez a proeza de perder o jogo.

angry1

Alguem ao olhar a Chave.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 18:45

Opções

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Poucos anos atrás não havia muito que inventar. Os tenistas tiravam suas férias, onde pensavam e faziam tudo, menos tênis. Voltavam aos treinos para realizar a pré-temporada, o momento quando refazem suas prioridades e estratégias, pensando o que querem e como conseguir.

Passavam cerca de três semanas entre academia e quadra, fortalecendo e protegendo a musculatura, aumentando a velocidade, afiando as raquetes e os golpes. Escolhiam entre os escassos torneios preparatórios e embarcavam para o primeiro GS da temporada. Não havia muito que inventar.

Hoje, se olharmos os melhores, e lá para baixo não é muito diferente, cada cabeça uma sentença e as opções são varias, pelo menos em o que e quantas semanas competir antes do GS.

O Federer jogou uma exibição e um torneio lá nas arábias. O Nadal também. Os dois encheram a mala de petro-dólares, pegaram o avião e fecharam a preparação para a Austrália duas semanas antes. Devem ter parado em alguma ilha do Pacifico para contar a grana e descansar um pouquinho. O Nadal já descobriu que voltou a ser um perigo. O Federer nem tanto.

O Roddick foi a Brisbane para ganhar um torneio e confiança. Se deu bem, apesar de que a competição era amena. O Davidenko, ninguém o convidou para a exibição, foi lá e venceu Doha – acho que foi o que se deu melhor. É um novo Davydenko?

O Murray só jogou a Hopman Cup, um caça níqueis, mas uma maneira de jogar umas partidas tranquilas já na Austrália, o que o Djoko fez uns dois anos atrás, quando venceu o evento e dançou logo no início do AA. Não quis voltar. Ficou só com uma exibição sem vergonha. Delpo, Soderling e Verdasco também – só na maciota, e assim mesmo o argentino se machucou. Este está à meia boca há alguns meses.

São várias cabeças e várias sentenças – não existe mais um consenso. O que fica claro é que os torneios preparatórios que os australianos realizam, ficaram reduzidos aos tenistas do segundo escalão. Os cachorros grandes preferem só aquecer os motores onde lhes molham as mãos bem molhadinhas, o que não é o caso dos preparatórios. Se alguém pensa que eles vão a Doha pelo clima está delirando.

Como escrevi acima, o único cachorrão que se apresentou nos preparatórios, e se deu bem, foi o Roddick. Talvez a nova realidade só sirva para confirmar que os tenistas adoram mesmo uma graninha, o que ninguém pode recriminar.

Talvez sirva também para os australianos pensarem como os ingleses, que fazem um torneio forte, onde vários cachorrões jogam, em Queens e deixam a semana anterior a Wimbledon para treinos leves. Mas ali ninguém pode fazer nada na grama nas semanas anteriores por conta de Roland Garros. O Aberto dos EUA e Roland Garros, possuem uma realidade bem distinta, com um encorpado circuito preparatório, inclusive com eventos da Série 1000.

Pensando bem, os australianos continuam em uma sinuca como sempre estiveram. Mas souberam fazer da adversidade a motivação para realizar o GS mais apreciado pelos tenistas – apesar de ser jogado na pior época, do outro lado do mundo e um fuso horário lazarento.

south-pacific-mapMuitas opções no Sul do Pacífico

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domingo, 10 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 13:18

Carpe Diem, Davydenko

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Nikolay Davydenko sempre foi diferente. Estranho. Nunca foi um dos caras. Nunca foi também um dos malas. Só estranho, longínquo.

Ucranianos e russos não gostam de ser confundidos. Davy nasceu na Ucrânia, mas mora e joga na Rússia. Em Volgograd, que um dia foi Stalingrad e cujo cerco na Segunda Guerra tornou-se o momento pivotal do século passado, descrito por Antony Beevor e tirou meu sono por tantas noites. Lá mora também a Isinbayeva, que bem poderia ter me deixado sem dormir por tantas noites.

Por um tempo, Davydenko tentou, sem sucesso, não ser nem ucraniano nem russo e sim alemão ou austríaco. Queria ser europeu. Não o quiseram. Não sei se se impondo sobre suíços e espanhóis sem muita parcimônia a reação deles vai mudar.

Nikolay sempre foi um tenista tecnicamente completo, sem ser o campeão que prometia. Seus golpes são excelentes. Poucos têm o equilíbrio de forças – drive e backhand – do rapaz. Seu saque não é lá essas coisas, entrega em certas horas, mas é um bom serviço. Sua velocidade é assustadora. Chega bem e bate bem, o sonho de todo tenista – e de todo técnico.

Falta-lhe aquele “Q” dos campeões, como tem faltado a todos os excelentes russos e russas que têm aparecido no circuito. Sei, ele é ucraniano, mas vive na Rússia, joga pela Rússia, talvez até pense como um russo. E russo é pessimista.

O incidente com apostas, e o fato de existir uma máfia russa, não ajudou muito. Se fosse americano, mesmo com o fato de existir uma máfia americana, talvez o pessoal da ATP jogasse por debaixo do tapete. Sendo russo..

Nokolay tem 28 anos, uma idade onde os tenistas equilibram, técnica, emocional e experiência em benefício de suas carreiras – especialmente se o físico fizer parte dessa equipe.

Depois de ser um dos maiores fregueses de Roger Federer, muito pela sua triste característica de entregar a rapadura na hora da onça beber água, livrou-se do “complexo gerulatis” e colocou o suíço na sua caderneta. Junto com o espanhol. É o único tenista a ter cinco vitórias e um saldo positivo contra Nadal, além de tê-lo batido nas ultimas três partidas. Alias, é o segundo tenista a vencer um evento após bater ambos.

Apesar das espetaculares vitórias nos últimos meses, ainda não vejo muitos fãs do russo/ucraniano por aqui. Falta-lhe um título no Grand Slam. Aí então o pessoal pode esquecer a falta de sal na sua personalidade, apesar de que ainda não existem tantos potristas.

Será que o rapaz conseguirá esse feito? Um feito especial devo dizer. Porque faz tempo que um Grand Slam não tem tantos favoritos. Todos jogando bem e sedentos por provar algo – Federer, Nadal, Delpo, Murray, Djoko e Davy, mais uns dois ou três que correm por fora, podem e querem uma casquinha australiana.

No caso de Davydenko, este vai ter que ser um pouco menos russo e ser um pouco mais europeu como ele tanto queria ou quer ser. Ser um pouco mais confiante, um pouco mais audaz, um pouco mais corajoso sob pressão, um pouco mais vibrante, ter um pouco mais de auto-estima. Ser um pouco menos russo. Ser um pouco menos pessimista, ter um pouco menos de “strakh”, esse veneno que os russos adquiriram após tantos anos de frustrações e sapos enfiados goela abaixo.

Pelo o que os últimos meses mostraram, este é momento de Nikolay Davidenko. O rapaz nunca jogou tanto tênis, nunca esteve tão confiante, nunca venceu com tanta autoridade. Talvez seja a hora de deixar de lado aquele bando de pessimistas escritores russos de lado, pegar um volume com as Odes de Horacio e se concentrar em Carpe Diem.

carpe

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