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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Copa Davis, História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:15

Brasil x EUA na Davis

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Sorteio é sorte, óbvio ululante, diria o Nelson, algo que o Brasil não teve no esta manhã em Londres. No sorteio saiu EUA. Por conta da alternância de local, o confronto acontecerá na terra do Tio Sam, de 1 a 3 de fevereiro. Para quem não lembra ou não era nascido, o último confronto entre os dois países foi em 1997, três meses antes de Gustavo Kuerten conquistar seu primeiro Roland Garros.

O sorteio é um balde de água fria em duas esperanças que o time brasileiro tinha. Jogar em casa e contra um time mais frágil. Não precisava ser as duas – uma das alternativas já estava bom. Não veio nenhuma.

O EUA é o país com mais títulos na Copa Davis, mas está longe de ser a força que um dia foi. Seu principal jogador na última década, Andy Roddick, largou a raquete no último U.S. Open. Ainda assim é um time de respeito e jogando em casa. Eles têm tenistas como Isner, Fish, Harrisson, Querrey e os irmãos Bryan. Posso garantir que eles não irão escolher a terra como piso.

Os dois países se enfrentaram em quatro oportunidades. Em 1932 na grama de Forest Hills, quando o time brasileiro tinha Nelson Cruz, Ricardo Pernambuco e Último Simone, e os EUA tinham, entre outros Frank Shields que, para quem não sabe, foi o avô de Brooks Shields.

Em 1957 aconteceu em Boston, na grama do tradicional Longwood Club. O Brasil tinha o clássico Carlos Fernandes que, até onde sei, segue dando aulas no Clube Paulistano em São Paulo. Armando Vieira, excelente tenista que nos deixou há pouco tempo, e era membro do Last 8 em Wimbledon. Jose Aguero, filho do icônico Jose Aguero, professor no tradicional Country Club do Rio de Janeiro por mais de 60 anos e formador de uma geração de tenistas cariocas.

Em 1966, enfrentamos os gringos em casa pela 1ª vez. O jogo foi em Porto Alegre e foi uma das grandes vitórias do Brasil na Davis. Um confronto que fez história no tênis nacional. Os jogos foram no Clube Leopoldina e o time brasileiro foi liderado por Edson Mandarino, o herói do confronto, e Thomas Koch, então com 21 anos. Mandarino venceu as duas simples.

Em 1997 jogamos em Ribeirão Preto. Gustavo Kuerten, 20 anos, tinha recém passado a titular, Meligeni na outra simples e Jaime Oncins nas duplas. Os americanos tinham Courier, atual capitão americano e bi-campeã de Roland Garros, MaliVay Washington e a dupla O’Brian/Renemberg. Foi um dos grandes eventos da Davis no Brasil. Kuerten ganhou o 1º set contra Washington, perdeu dois TB seguidos e o 4º set. Meligeni perdeu em 5 sets para Courier. Oncins/Kueten mataram a dupla em três sets. Mas Kuerten perdeu em 4 sets para Courier no 4º jogo. Faltou-lhe um pouco de experiência. Mas, deu-lhe a confiança de saber que podia enfrentar cachorrões de igual para igual – até então jogava os torneios menores – e vencer Roland Garros três meses depois.

E essa tradição e história que o Brasil enfrentará e continuará a escrever na 1ª rodada da Copa Davis em 2013.

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quarta-feira, 3 de março de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 19:57

Bem vindos.

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Se o confronto de Chile x Israel chama a atenção por conta da tragédia e das emoções, o confronto entre Sérvia x EUA chama a atenção por outras razões.

Os americanos, os maiores vencedores da centenária competição, vivem um dos piores momentos de sua história tenistica e terá que enfrentar um país que tem o atual numero 2 do mundo, um dos melhores duplistas do circuito, um tenista encardido como o segundo singlista e uma tremenda vontade de chutar o traseiro americano. Esse negócio de malhar americano em casa na Copa Davis é uma das coisas mais divertidas que há – e os caras querem acabar com essa possibilidade.

Cheirando a coisa de longe, Andy Roddick pediu para supervisionar uma nova seção de fotos de sua amada de bikini e se recusou a brincar desta vez. O Blake, outro que vinha jogando, quando soube que o confronto seria na terra entrou em coma.

Sobrou para os gigantes Isner e Querrey e o arroz de festa irmãos Bryan, que não renegam uma Copa Davis. A imprensa americana finge que não é com eles e não publicam uma linha sobre o confronto. Para eles só vale se for para vencer. Mas, os tempos da superioridade americana já eram.

O piso será o saibro, o que deve estar causando pesadelos vermelhos nos corações de Isner e Querrey. Que sina. Ter que enviar dois tenistas que dependem de seus serviços para vencerem. Um pretzel durinho para quem adivinhar qual será a velocidade da quadra.

Não acredito que a SporTV vá mostrar esse confronto. Então só vamos poder acompanhar o placar, a não ser que alguém descole um daqueles sites para assistirmos direto de Belgrado.

Tão interessante quanto acompanhar os martírios americanos, será ver como Djokovic lidará com a pressão de vencer em casa. Pois dele o povão não esperará uma boa participação – só vitórias contam.

Além disso, Tipasarevic, que vem jogando bem, gosta mesmo é de jogar nas quadras duras. No saibro também sofre. Há a chance do Troicki jogar, mas aí saberemos que um dos dois acima tremeu. A dupla terá Zimonjic em quadra com alguém.

O que não deve falhar será a torcida sérvia. Vamos ouvir cantorias, aplausos e muita vibração. Boas e ruins. Até porque muita gente que estará nas arquibancadas foi gente que esteve nas ruas desviando de bombas que os aviões americanos jogaram dez anos atrás.

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