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terça-feira, 8 de março de 2016 Tênis Feminino | 11:43

Mel donium

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Maria Sharapova não deve esperar muita simpatia nos vestiários de Indian Wells, torneio que começa na California, já que sempre fez questão de deixar claro que não têm, nem quer, amigas no circuito.

 

Mas, a maioria dos tenistas que se manifestaram – não foram tantos, por enquanto – foram simpáticos a ela. A única que vociferou contra foi Jeniffer Capriati.

 
Os outros estão mencionando que foi um “erro honesto”, já que o tal Meldonium não era proibido até o ultimo dia de 2015. A moça, óbvio, não leu a atualização do AMA (Agencia Mundial de Antidoping). Nem ninguém de seu time – isso se seu time sabia que ela tomava o remédio. Ou, ainda, calcularam mal o tempo que o remédio sairia do sistema da moça – o Aberto da Austrália, onde foi colhido a amostra, é logo no início do ano.

 
Ela disse que toma Meldonium faz 10 anos e que foi indicado pelo seu “médico familiar”. Para reposição de magnésio, diz ela. Ao informar que toma há dez anos, teoricamente, se afasta daqueles que começaram a tomar para se dopar. O tratamento indicado pelo fabricante é de apenas tres a quatro semanas.

 
O fato é que a AMA proibiu o remédio porque uma série de atletas do leste europeu, russos em particular, começaram recentemente apresentar traços desse remédio nos exames antidoping. O AMA ficou curiosa e foi atrás dos benefícios paralelos do tal Meldonium. Bingo; e por isso o proibiu. A eterna luta entre a AMA e o WADA e os enganadores, que estñao sempre tentando ficar um passo à frente da instituição

 

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Então, Maria tomava algo que a ajudava melhorar seu desempenho, que é a idéia do doping, só que a droga, que não é usada fora do leste europeu, estava fora do radar. Ao seu ver, então não havia problemas. Mas a intenção, que era ter uma vantagem sobre suas “colegas”, era clara.

 

 

No entanto, a moça recebeu a atualização da AMA, e para seu azar, não se atentou e dançou.

 

No seu jeito Maria de ser, ela fez a conferencia de imprensa e admitiu que tomava, assumiu a responsabilidade de seu ato, lembrando o moto que a FIT insiste em lembrar os tenistas: “você é responsável pelo o que coloca em seu corpo”.

 
Ela foi bem na conferencia, sempre foi ótima de marketing e na arte de se expressar, e o fato de admitir que tomava e assumir a responsabilidade de seus atos deve ajudar na hora que a FIT definir sua pena. Seus patrocinadores, entre eles Nike, Porsche e Tag Heuer no entanto, seguindo o rito, começaram a pular fora do barco e suspenderem os contratos.

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