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Posts com a Tag Djokovic

terça-feira, 5 de junho de 2012 Tênis Masculino | 18:15

Cognac, s'il vous plait

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O melhor que Del Potro e Tsonga fazem depois desta terça feira é comprar uma garrafa de Cognac Hennessy Eclipse cada um, eu ia falar para dividirem já a bouteille custa $2000 Euros cada uma, existem algumas bem mais caras, mas com o prêmio de $155 mil Euros garantidos, eles podem se dar a esse luxo para ajudar enfrentar a noite que indubitavelmente irá lhes assombrar.

Delpo tinha dois sets a zero enquanto Federer estava naquele padrão “será que estou despenteando meu cabelão?” quando alguém na arquibancada falou mais alto do que a etiqueta sugere, lhe tirando do estado de estupor, o que acabou lhe irritando, e o fez lembrar que slice também vale quando enfrentando um adversário de 2m de altura. Virou o jogo. Delpo teve dois sets a zero, mas nunca sentiu o gostinho da vitória. Meia garrafa talvez resolva.

Já Tsonga nem uma inteira vai lhe dar a paz que irá buscar entre os lençóis. Talvez melhor mesmo seria um passeio pelo bas-fond de Paris em busca do afeto de alguma perversa que não tenha a menor ideia do significado do anglicismo match-point e seja boa de copo, de ouvido e do que mais a natureza lhe proporcionou.

Nos três primeiros sets, Djokovic lembrou o Djoko de dois anos atrás, correndo atrás de tudo e rezando pelo erro adversário. Tsonga foi muito mais audaz, como apreciaria o conterrâneo Danton “audace, tojour l’audace”. Ia para as bolas vencedoras, de esquerda e direita, do fundo e à rede – um tenista muito mais interessante de assistir. Compreensível – um tinha muito a ganhar o outro muito a perder.

Mas o diabo sempre está à espreita em uma quadra de tênis. Depois de ter quatro match-points, onde se não justificou a idolatria de Danton também não foi nenhuma Mauresmo, Tsonga viu o sérvio crescer das trevas e mostrar que nos Bálcãs o buraco é mais embaixo. Na hora da onça beber água, no finzinho do quarto set, o sérvio encarou o francês, que se fez de morto ao dizer que nenhum deles franceses tinha chances ao título, tática que quase funcionou, assim como encarou a torcida francesa que tentava manter o orgulho local em alta após todas as chibatadas que os europeus em geral veem levando.

Após ver a vaca francônica pular a cerca e invadir o brejo de barro do quinto set, Tsonga desistiu emocionalmente, enquanto Djoko ficou ainda mais forte. O set final foi um passeio, mais tranquilo do que uma promenade pelas ruas de St Germain. Tsonga afirmou que foi a pior derrota de sua carreira. Mas isso ficou para trás. Enquanto Djoko irá tomar um ou dois goles de uma Moet Chandon só para celebrar, Tsonga terá que enfrentar seus fantasmas, o que promete ser pior do que os que enfrentou naquela meia hora do quinto set. Por que é tão humanamente difícil se recompor após uma grande decepção?

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:05

Tá acabando

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Enquanto as mulheres encerram sua temporada – só falta aquele torneio em Bali que eu sinceramente não entendo a sua existência – os homens ainda tem muito chão pela frente. Talvez os rapazes tenham um ponto na sua argumentação sobre o calendário ser extenso demais.

O torneio de Bali me parece mais um prêmio de compensação do que qualquer outra coisa. O critério são as oito melhores tenistas que venceram um evento da WTA, mas não se classificaram para o Masters de Istambul. Parece um tanto forçado, mas as mulheres, ao contrário dos homens, devem achar que o seu calendário está curto. Por outro lado, ir a Bali, jogar tênis no fim de semana e ainda ganhar uma grana não dá para reclamar.

O evento feminino deve ter Bartoli, Hantuchova, Lisicki, Vinci, Garrigues, Petrova e mais duas. A WTA ainda não enviou a lista completa – o evento é jogado de quinta-feira a domingo.

Enquanto isso, 37 dos top 40 tenistas do mundo estarão jogando em Basel e Valencia. É um numero impressionante. Só lembrando, após esta semana teremos Paris, o ultimo Masters 1000 do ano. É o fim da temporada e ninguém quer ficar de fora. Talvez isso deixe mais claro, mas eu duvido, a razão da arquitetura do calendário do Bellucci para os seus críticos.

Para acabar, o World Tour Finals em Londres reunindo os oito cachorrões da temporada onde, vale lembrar, três vagas ainda estão abertas.

Tanto Basel como Valencia são ATP 500, indoors e piso duro. A diferença, eu presumo, é que os suíços devem estar com mais bala para gastar do que os espanhóis.

Na Basiléia estarão Djoko, Murray e Federer, bien sure, Berdich e Fish, todos top 10. O ultimo a entrar direto na chave foi Giraldo #52.

Em Valencia estarão Ferrer, Tsonga, Monfils, Almagro, Simon, Delpo, Dolgopolov e Feliciano – três tpo 10 e mais cinco top 20. O último Andujar 43.

Bellucci decidiu falar alemão esta semana. No primeiro jogo enfrenta o finlandês Jarko Niemenem, um dos tenistas mais regulares do circuito – a gente nunca vê ganhar de ninguém e é o #75 do mundo. Quem ganhar encara o Roger.

Entre a fria Basel e a quente Bali miquei com a chuvosa São Paulo.

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sábado, 16 de outubro de 2010 Tênis Masculino | 14:36

O cool e o ranzinza na China.

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Seis e meia da manhã de Domingo?! Isso é sacanagem. Mas é isso – quem quiser acompanhar a final de Xangai vai ter que acordar cedo. Atenção, não escrevi levantar. Acordar, virar para o lado, ainda na penumbra, ou será ainda escuro com a mudança do fuso horário, pegar o santo controle remoto, que é bom ter pilhas novas, e ligar a TV.

Se for bem cara de pau, e corajoso, pode tentar pedir à formosa ao lado fazer um cafezinho e um lanchinho. Mas se não for acompanhado de muitos carinhos, asseguro, não vai funcionar.

A final na China promete. Roger Federer parece ter acordado para a realidade e voltou a sentir tesão em entrar em quadra e mostrar um tênis digno dos mais exigentes estetas. Não anda dando milho para bode nem quer ver o seu circo pegar fogo. Está jogando muito em termos de garra, com uma consitência como há tempos não fazia, e com a qualidade e beleza que nunca deixou de fazer.

Um detalhe, mero detalhe, entra em quadra já como numero dois do ranking, após derrotar o sempre esforçado Djokovic, que aparenta, às vezes, para seu camuflado e compreensível desespero, estar resignado com o papel de coadjuvante de dois dos maiores tenistas da história.

Do outro lado da rede estará o habilidoso e ranzinza Andy Murray, o que assegura um confronto equilibrado, difícil para ambos, e repleto de talento. É sempre interessante o confronto de dois estilos contrastantes; um Federer atacador e um Murray contra-atacador, mas repleto de qualidade e habilidades.

Não custa lembrar que Murray tem vantagens nos confrontos diretos: 7 x5. Todos eles em quadras duras, como em Xangai. É um verdadeiro confronto, quase uma guerra, pois os dois, apesar do respito, não são grandes amigos.

Se você gosta de tênis, mesmo que seja só para torcer, sempre um quase insosso aperitivo para a imensidão de emoções que um grande jogo de tênis pode oferecer, eu sugiro deixar a preguiça de lado e se deleitar com uma das vantagens que o mundo atual da technologia oferece. E após o espetáculo pode, se o sono bater, voltar a dormir, se a inspiração for maior, sair da cama, ou do sofá, pegar a raquete e ir para a quadra.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 16:02

Vão invadir.

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Apesar das controvérsias é hora de Copa Davis novamente. Quatro jogos este fim de semana determinarão os semifinalistas desta temporada.

A Argentina viaja, mais uma vez, à Moscou, onde joga em quadra dura indoors, contra um time liderado por Davydenko, ou seria por Youzhny? O “soldado” parece ser mais jogador de Davis do que o carequinha. A Argentina vai sem Juan Del Potro – que fase do rapaz após o U.S. Open! – e Juan Del Monaco. Pança Nalbandian vai, mas é outro que não vem jogando e é uma incógnita. Mas é ele quem entra em quadra para enfrentar Davydenko na 1ª partida. Depois, a responsabilidade fica com Leo Mayer. Os russos têm ainda Gabashvili e Kunitisyn

Os times já se enfrentaram em 5 ocasiões e está 3×2 para os russos, que já conquistaram o caneco 2 vezes, enquanto que os hermanos nenhuma. Os russos são os favoritos.

Os chilenos recebem os checos em Coquimbo, o mesmo local onde venceram os israelenses. Só se enfrentaram em uma ocasião, em 1967, quando nossos outros hermanos venceram. E levam uma vantagem ainda maior porque os visitantes chegam sem Berdych e Stapanek. Vão ter que se virar com Hajek, Minar e Dlouhi.

Os chilenos também vão estar desfalcados, já que Gonzalez não joga. Os andinos terão que vencer em casa com Massú, sempre um guerreiro, mas cada vez mais distante de seu melhor tênis e Capdeville. Esta é a quarta de final mais baba dos últimos tempos.

O capitão Guy Forget confessou que estourou o champanhe quando Nadal avisou que não iria jogar as quartas. Mas os espanhóis têm ainda Verdasco e Ferrer que jogam as primeiras simples, além de Feliciano Lopez e Almagro, o bastante para Forget guardar a garrafa. Os franceses vão de Monfils e Llodra para as primeiras simples e têm ainda Benneteau e Simon.

Os espanhóis lideram os confrontos por 5×1 e todas as partidas foram no saibro – desta vez os franceses optaram pela quadra dura indoors, tanto para tirar os adversários de sua zona de conforto, como para o perigoso Llodra poder fazer uma diferença.

Os espanhóis são favoritos, mesmo fora de casa. Mas, se Llodra e Monfils decidirem jogar o que sabem a história pode mudar. Agora, deve ser de perder o sono ter que contar com o maluco do Llodra e o inconsequente do Monfils para vencer um confronto na Davis. Suspende o champanhe e abre o absinto.

O confronto mais interessante, pela história envolvida, é entre Croácia e Sérvia. Os sérvios não queriam ir a Split, mas é para lá mesmo que vão. A torcida lá é conhecida pela agressividade – e se vão ser agressivos, os sérvios são um prato cheio. Por isso a relutância dos visitantes. Djoko tentou ser diplomático afirmando saber que será bem recebido etc..

Para não deixar Djoko e seus camaradas abandonados, cerca de 1000 sérvios vão “invadir” Split, uma das cidades praianas mais famosas na Croácia, para torcer – algo que tenho lá meus receios. Quando os sérvios invadem a terra treme. O estádio tem 10.000 lugares e eu quero ver os croatas abrirem mão de 10% dos ingressos para os inimigos. Mas o Ministro do Interior da Croácia disse que eles estão levando em consideração esse número para acertar a segurança necessária. Uma pena que não consigo ler os jornais locais na internet – esse negócio de Davis é lavado a sério em boa parte do mundo.

Os sérvios vão de Djokovich e Troicky nas simples. Têm no banco Tpisarevic e o ótimo duplista Zimonjic. Os croatas estão sem Ancic e Karlovic, contundidos. Mas têm ainda Cilic e o quase veterano Ljiubicic, que não queria jogar, mas concordou pela contusão de Karlovic. Em um confronto desses não pega nada bem dizer que quer descansar ao invés de jogar.

No site da SporTV, que normalmente tem os direitos da Davis, não fala nada de transmitir qualquer um dos jogos. O que é uma pena, pois eu adoraria assistir Croácia x Sérvia.



Ultraje – para matar saudades dos nossos sérvios

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quarta-feira, 3 de março de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 19:57

Bem vindos.

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Se o confronto de Chile x Israel chama a atenção por conta da tragédia e das emoções, o confronto entre Sérvia x EUA chama a atenção por outras razões.

Os americanos, os maiores vencedores da centenária competição, vivem um dos piores momentos de sua história tenistica e terá que enfrentar um país que tem o atual numero 2 do mundo, um dos melhores duplistas do circuito, um tenista encardido como o segundo singlista e uma tremenda vontade de chutar o traseiro americano. Esse negócio de malhar americano em casa na Copa Davis é uma das coisas mais divertidas que há – e os caras querem acabar com essa possibilidade.

Cheirando a coisa de longe, Andy Roddick pediu para supervisionar uma nova seção de fotos de sua amada de bikini e se recusou a brincar desta vez. O Blake, outro que vinha jogando, quando soube que o confronto seria na terra entrou em coma.

Sobrou para os gigantes Isner e Querrey e o arroz de festa irmãos Bryan, que não renegam uma Copa Davis. A imprensa americana finge que não é com eles e não publicam uma linha sobre o confronto. Para eles só vale se for para vencer. Mas, os tempos da superioridade americana já eram.

O piso será o saibro, o que deve estar causando pesadelos vermelhos nos corações de Isner e Querrey. Que sina. Ter que enviar dois tenistas que dependem de seus serviços para vencerem. Um pretzel durinho para quem adivinhar qual será a velocidade da quadra.

Não acredito que a SporTV vá mostrar esse confronto. Então só vamos poder acompanhar o placar, a não ser que alguém descole um daqueles sites para assistirmos direto de Belgrado.

Tão interessante quanto acompanhar os martírios americanos, será ver como Djokovic lidará com a pressão de vencer em casa. Pois dele o povão não esperará uma boa participação – só vitórias contam.

Além disso, Tipasarevic, que vem jogando bem, gosta mesmo é de jogar nas quadras duras. No saibro também sofre. Há a chance do Troicki jogar, mas aí saberemos que um dos dois acima tremeu. A dupla terá Zimonjic em quadra com alguém.

O que não deve falhar será a torcida sérvia. Vamos ouvir cantorias, aplausos e muita vibração. Boas e ruins. Até porque muita gente que estará nas arquibancadas foi gente que esteve nas ruas desviando de bombas que os aviões americanos jogaram dez anos atrás.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 18:45

Opções

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Poucos anos atrás não havia muito que inventar. Os tenistas tiravam suas férias, onde pensavam e faziam tudo, menos tênis. Voltavam aos treinos para realizar a pré-temporada, o momento quando refazem suas prioridades e estratégias, pensando o que querem e como conseguir.

Passavam cerca de três semanas entre academia e quadra, fortalecendo e protegendo a musculatura, aumentando a velocidade, afiando as raquetes e os golpes. Escolhiam entre os escassos torneios preparatórios e embarcavam para o primeiro GS da temporada. Não havia muito que inventar.

Hoje, se olharmos os melhores, e lá para baixo não é muito diferente, cada cabeça uma sentença e as opções são varias, pelo menos em o que e quantas semanas competir antes do GS.

O Federer jogou uma exibição e um torneio lá nas arábias. O Nadal também. Os dois encheram a mala de petro-dólares, pegaram o avião e fecharam a preparação para a Austrália duas semanas antes. Devem ter parado em alguma ilha do Pacifico para contar a grana e descansar um pouquinho. O Nadal já descobriu que voltou a ser um perigo. O Federer nem tanto.

O Roddick foi a Brisbane para ganhar um torneio e confiança. Se deu bem, apesar de que a competição era amena. O Davidenko, ninguém o convidou para a exibição, foi lá e venceu Doha – acho que foi o que se deu melhor. É um novo Davydenko?

O Murray só jogou a Hopman Cup, um caça níqueis, mas uma maneira de jogar umas partidas tranquilas já na Austrália, o que o Djoko fez uns dois anos atrás, quando venceu o evento e dançou logo no início do AA. Não quis voltar. Ficou só com uma exibição sem vergonha. Delpo, Soderling e Verdasco também – só na maciota, e assim mesmo o argentino se machucou. Este está à meia boca há alguns meses.

São várias cabeças e várias sentenças – não existe mais um consenso. O que fica claro é que os torneios preparatórios que os australianos realizam, ficaram reduzidos aos tenistas do segundo escalão. Os cachorros grandes preferem só aquecer os motores onde lhes molham as mãos bem molhadinhas, o que não é o caso dos preparatórios. Se alguém pensa que eles vão a Doha pelo clima está delirando.

Como escrevi acima, o único cachorrão que se apresentou nos preparatórios, e se deu bem, foi o Roddick. Talvez a nova realidade só sirva para confirmar que os tenistas adoram mesmo uma graninha, o que ninguém pode recriminar.

Talvez sirva também para os australianos pensarem como os ingleses, que fazem um torneio forte, onde vários cachorrões jogam, em Queens e deixam a semana anterior a Wimbledon para treinos leves. Mas ali ninguém pode fazer nada na grama nas semanas anteriores por conta de Roland Garros. O Aberto dos EUA e Roland Garros, possuem uma realidade bem distinta, com um encorpado circuito preparatório, inclusive com eventos da Série 1000.

Pensando bem, os australianos continuam em uma sinuca como sempre estiveram. Mas souberam fazer da adversidade a motivação para realizar o GS mais apreciado pelos tenistas – apesar de ser jogado na pior época, do outro lado do mundo e um fuso horário lazarento.

south-pacific-mapMuitas opções no Sul do Pacífico

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 18:16

Caminha pra um…

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Confiatrix nele. E caminha para o outro. A confiança é determinante para um tenista em qualquer nível. Do aprendiz, ao panga, o 2ª classe e o profissional. O Soderling que o diga. O cara está na dose dupla da Confiatrix.

Djokovic é aquilo que eu levantei após ele vencer Basel e antes de vencer Paris. Será que ele teria pernas para o Masters? Ele disse que ficou bravo de ter que jogar hoje e que não estava 100%. Bem, azar dele.

O sueco deitou e rolou. O jogo foi decidido no 1º set. Após perdê-lo, o sérvio só queria saber qual o restaurante da noite – massa ou sushi? Ele não estava nem um pouco a fim de correr mais dois sets. E Djoko sem vontade não vale muito. O cara ficou dando slicezinhos o 2º set todo!?

Com isso, Robin, que estava de fora e só entrou graças a ausência do Roddick, tornou-se o 1º semifinalista sem perder um set. Não há nada como jogar no lucro total, sem nada a perder. O cara fica perigoso. Mas, chegando a uma semifinal, a expectativa muda e a pressão também. Mas que seria interessante ver o “mala” crescer e se tornar mais um dos cachorros grandes, isso seria.

TENNIS-MEN/FINALS Robin – Confiatrix para o outro..

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terça-feira, 30 de junho de 2009 Tênis Masculino | 14:40

As quartas-de-final masculinas

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Estar entre os oito últimos tenistas de um GS, onde jogam 128, é um feito na carreira de qualquer um, independente do que alguns fãs – que só se distinguem por levantar do sofá para pegar uma cerveja e descer a lenha naqueles que estão na telinha – podem achar.

Nesta quarta-feira se joga as quartas masculinas e temos todo o direito em esperar bons confrontos. Os tenistas já estão ambientados na grama, estão confiantes pelas vitórias conquistadas e ainda não é uma semifinal ou final, sempre momentos mais tensos.

Lleyton Hewitt e Andy Roddick voltam a jogar bem no seu melhor piso, até porque sabem que a grama é a hora para mostrarem serviço. Hewitt é um ótimo contra-atacador e devolvedor, enquanto seu adversário é um excelente sacador. Como a idade deve valer para algo mais do que dores constantes, ambos vem acrescentando outros valores a seus estilos. Hewitt vem melhorando seus voleios, e Roddick sua movimentação e aquela esquerdinha marruda. O ultimo confronto entre eles aconteceu em Queen’s, com a vitória do americano em dois tie-breakers. Se for para arriscar, fico com o americano, pelo momento.

Murray volta à quadra para enfrentar o convidado de luxo de sua federação, o espanhol Ferrero, que abandona as quadras no fim desta temporada e por isso o convite. Apesar da determinação ibérica e de sua direitaça, duvido que Ferrero vá cometer a desfaçatez de cuspir no prato que o alimentou. Murray está cada vez mais à vontade com seu estilo na grama, mas continua sendo uma mala sem alça para os seus fãs, que estão prontos para engolir qualquer abacaxi para acabar com os 73 anos de jejum. Após a vibrante vitória sobre Wawrinka, o cara que o entrevistou em quadra, para o publico presente e a TV, tentou duas vezes levantar a bola para ele agradecer a participação do público em sua vitória. Nas duas o escocês se fez de rogado. Mas é o favorito.

Tommy Hass e Djokovic é a partida. Os dois fizeram a final de Halle, com vitória do primeiro, logo antes de Wimbledon, e vem dali a recém adquirida, apesar de suspeitamente tênue, confiança do alemão. Haas é mais tenista, pelo menos na grama, mas Djoko é mais forte mentalmente. Resta saber qual das duas qualidades vai falar mais alto. Vai ser interessante também acompanhar as mudanças táticas que ambos trarãoapós tão recente confronto. Não acredito em favorito aqui.

A última partida é entre Federer e Karlovic. Pelo menos aqui, todos estão cientes da força e da qualidade de Federer. Além disso, faz algum tempo que não vejo o suíço tão bem em quadra. Está confiante, e por isso indo para suas bolas, inclusive aquelas mais bonitas, que sempre atingem a confiança do oponente. Além disso, não vem dando aquelas viajadas que o marcaram no ultimo ano.

Seu adversário, pode-se até chamar de freguês, já que está 8×1, é o sacador e novo homem Ivo Karlovic. Tive a oportunidade de acompanhar a vitória do croata sobre o então campeão, Hewitt, na 1ª rodada de 2003. Logo após a partida, assisti o croata na sala de entrevista; o rapaz , de tão tímido, não conseguia sequer falar. Ele gaguejava, colocava a mão em cima da boca e ninguém ouvia ou entendia o que ele falava. Foi uma das cenas mais constrangedoras que presenciei. Atualmente, quando vence, fica ali, no meio da quadra, soltinho, sorridente e fazendo uma manivela com seu braço em direção a seu camarote. Não sei o quanto sua nova personalidade vai mudar o retrospecto com Federer, mas como tem uma capacidade única de levar as partidas para o tie-breaker, é bom o suíço ficar esperto.

Ivo e sua manivela e Andy e sua bola.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009 Tênis Masculino | 18:47

Saindo pelo ladrão

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Feder Air voleando, visão cada dia mais rara.

Quando os dirigentes, especialmente os ingleses, começaram a pensar duas vezes em mudar algumas sutilezas no tênis, foi porque ninguém mais aguentava assistir uma partida de tênis em Wimbledon. Eu inclusive.

Os tenistas estavam fazendo tantos aces e forçando tantos erros com seus saques que não saia mais jogo. Era campeonato de saque, algo tão excitante quanto campeonato de enterradas da NBA.

Ivanisevic foi o símbolo dessa era, na qual Pete Sampras deitou e rolou. Talvez alguns de vocês não acompanhassem o tênis na época, mas garanto que era mais chato do que o programa do Jô Soares, inspirado, ou desfile de roupas masculinas.

Depois de muitas confabulações e bem na surdina, como é hábito por lá, deixaram a grama crescer alguns milímetros e pediram à Slangenzer, fornecedora de bolas há décadas, para modificar a borracha e o feltro. Mal sabiam onde estavam se metendo.

Com uma mudança aqui e outra ali – sem falar na revolução liderada pelo Alex Corretja na ATP, mas isso é outra conversa – e com a cada dia mais comprovada teoria da seleção natural – aliás, este ano celebram-se dois centenários do nascimento do velho Charles – o tênis foi mudando para algo que nem o mais desvairado cartola previu. Hoje os caras ganham do fundo da quadra, jogando como as mulheres jogavam já há algum tempo – é a época dos devolvedores, contra-atacadores, corredores.

O cenário saltou aos olhos no início desta década. Em 2000, Sampras venceu, sacando e voleando. Em 2001, Ivanisevic, venceu sacando. Em 2002, Lleyton Hewitt venceu devolvendo e contra-atacando. Em três anos Wimbledon foi da água para o vinho, ou do vinho para a água? Era o começo da revolução. Só não ficou mais gritante porque em 2003 começou a era o Federer, que sabe misturar ambas as culturas. Ufa; e ainda tem gente que o critica – alôôôô!

Os sacadores, que já imperaram nas quadras do All England, ainda fazem uma diferença, mas não são mais os matadores que um dia foram. Karlovic saca 6.96 aces por set (320 no total em Wimbledon), mas não passa da primeira rodada há quatro anos. Ancic saca 4.05 aces por set (336) e Roddick 4.36 (527), mas nunca levaram o título.

Ninguém sabe exatamente onde tudo isso vai dar. O grande confronto de estilos na grama ficou adiado por conta de desistência de Nadal. Outros candidatos surgirão, tanto no estilo contra-atacador como, mais difícil, no estilo mais agressivo. O primeiro grupo tem membros saindo pelo ladrão, o segundo me parece em extinção, se algo não for feito a respeito.

Tirem o suíço e mais alguns desses insistentes e sou obrigado assistir o Djoko vencer o Benetteau em quatro sets indo em direção à rede só para trocar de lado. Vou me fantasiar de garotinha e ir à Quadra 4 gritar e torcer pelo Galã de Praga.

Radek – ele é o cara. Voleador e matador.

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domingo, 14 de junho de 2009 Tênis Masculino | 22:03

Gregos e troianos

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Se existe um caderno de instruções para blog não me enviaram. E provavelmente se me enviassem eu não faria do jeito que os outros quisessem. Por isso vou descobrindo meu caminho, já que o assunto é novo para mim, como deve ser para a maioria, até porque a internet é uma adolescente.

Se por aqui estou tateando, e por conta disso dou minhas acertadas e minhas erradas, no assunto tênis a experiência é bem mais ampla. E, como acontece com qualquer um, em qualquer assunto, continuo aprendendo, até porque mantenho minha mente e meus olhos abertos. Não por isso tenho que concordar com tudo que me é falado ou leio – independente de onde e de quem venha. Até porque senão isso aqui viraria o blog do “Maria vai com as outras” e não mais o do Paulo Cleto.

Quando escrevo que certos tenistas, como Nadal e Djokovic são limitados técnicamente, deve-se entender exatamente isso. Eles têm limitações. Por outro lado, como foi escrito, tem emocionais e mentes fortíssimas, o que os possibilita explorar e alongar esses limites impostos pela ausência de certos talentos e habilidades. Se fossem uns fracos, aceitariam seus limites e nenhum de nós ouviria falar deles.

O outro lado da moeda são tenistas ricos em habilidades e talentos, porem desprovidos de força mental e emocional. Não vou dar exemplos porque vocês nunca ouviram falar deles. Ou até ouviram, mas é melhor deixá-los para lá porque não acrescentam.

Felizmente temos pessoas que sabem ler o que aqui está escrito, mesmo quando eu falho em ser mais claro e detalhista. Talvez porque conheçam um pouco mais do esporte, talvez porque mantenham as antenas mais ligadas, talvez porque não deixem as emoções ofuscar a razão. Como alguns destes últimos mencionaram em seus comentários, a ausência de um arsenal técnico mais amplo não é necessariamente uma condenação a eternidade da mediocridade. Isso depende do indivíduo. Claramente os dois mencionados não aceitaram essa imposição do destino.

Temos no circuito tenistas como Federer, Murray, Gonzalez, Berdich, Monfils, Tsonga, Nabaldian, Gasquet, Safin, Haas e outros com um arsenal mais amplo. Se alguns não são ainda melhores do que são, ou olhado por outro prisma, não melhores do que os dois mencionados, isso fala tão alto sobre gregos e troianos.

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