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Posts com a Tag Del Potro

terça-feira, 5 de junho de 2012 Tênis Masculino | 18:15

Cognac, s'il vous plait

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O melhor que Del Potro e Tsonga fazem depois desta terça feira é comprar uma garrafa de Cognac Hennessy Eclipse cada um, eu ia falar para dividirem já a bouteille custa $2000 Euros cada uma, existem algumas bem mais caras, mas com o prêmio de $155 mil Euros garantidos, eles podem se dar a esse luxo para ajudar enfrentar a noite que indubitavelmente irá lhes assombrar.

Delpo tinha dois sets a zero enquanto Federer estava naquele padrão “será que estou despenteando meu cabelão?” quando alguém na arquibancada falou mais alto do que a etiqueta sugere, lhe tirando do estado de estupor, o que acabou lhe irritando, e o fez lembrar que slice também vale quando enfrentando um adversário de 2m de altura. Virou o jogo. Delpo teve dois sets a zero, mas nunca sentiu o gostinho da vitória. Meia garrafa talvez resolva.

Já Tsonga nem uma inteira vai lhe dar a paz que irá buscar entre os lençóis. Talvez melhor mesmo seria um passeio pelo bas-fond de Paris em busca do afeto de alguma perversa que não tenha a menor ideia do significado do anglicismo match-point e seja boa de copo, de ouvido e do que mais a natureza lhe proporcionou.

Nos três primeiros sets, Djokovic lembrou o Djoko de dois anos atrás, correndo atrás de tudo e rezando pelo erro adversário. Tsonga foi muito mais audaz, como apreciaria o conterrâneo Danton “audace, tojour l’audace”. Ia para as bolas vencedoras, de esquerda e direita, do fundo e à rede – um tenista muito mais interessante de assistir. Compreensível – um tinha muito a ganhar o outro muito a perder.

Mas o diabo sempre está à espreita em uma quadra de tênis. Depois de ter quatro match-points, onde se não justificou a idolatria de Danton também não foi nenhuma Mauresmo, Tsonga viu o sérvio crescer das trevas e mostrar que nos Bálcãs o buraco é mais embaixo. Na hora da onça beber água, no finzinho do quarto set, o sérvio encarou o francês, que se fez de morto ao dizer que nenhum deles franceses tinha chances ao título, tática que quase funcionou, assim como encarou a torcida francesa que tentava manter o orgulho local em alta após todas as chibatadas que os europeus em geral veem levando.

Após ver a vaca francônica pular a cerca e invadir o brejo de barro do quinto set, Tsonga desistiu emocionalmente, enquanto Djoko ficou ainda mais forte. O set final foi um passeio, mais tranquilo do que uma promenade pelas ruas de St Germain. Tsonga afirmou que foi a pior derrota de sua carreira. Mas isso ficou para trás. Enquanto Djoko irá tomar um ou dois goles de uma Moet Chandon só para celebrar, Tsonga terá que enfrentar seus fantasmas, o que promete ser pior do que os que enfrentou naquela meia hora do quinto set. Por que é tão humanamente difícil se recompor após uma grande decepção?

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Tênis Masculino | 13:29

3 em 1

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Uma semana com três torneios não é tão frequente e é uma ótima oportunidade de se fazer um impacto no circuito. Até pela simples aritmética de que mais chaves dilui a dificuldade. E também porque nessas semanas, a não ser que aja grana sobrando, os big dogs ficam em casa treinando para torneios maiores.

Com esse cenário, tenistas que estão fora do radar da maioria dos fãs fazem sua festa – nada mais justo. É preciso saber aproveitar as oportunidades quando elas surgem.

Com os três eventos acontecendo na Europa a concentração fica ainda maior; os americanos continuam se encolhendo na hora de sujar os sapatos na terra.

No Estoril, o hermano Del Potro colocou mais uma taça na estante, batendo Richard Gaquet na final. Um bom resultado para Thomaz Bellucci – Gaquet jogou bastante até Domingo e não levou a final. Não é raro o tenista sentir no início da semana seguinte. Mas o brasileiro estará pressionado em defender os pontos que já foram e o jogaram na 69ª colocação do ranking, o seu pior em mais de três anos.

Em Munique, um torneio que tradicionalmente atrai os tenistas da Europa Oriental e é jogado em condições pesadas, o dono da casa, Kohlschreiber, aproveitou para vencer pela segunda vez o torneio – o 1º foi em 2007, 1º título do alemão. É sempre legal vencer em casa e, no meu caderno, mostra personalidade.

Em Belgrado fica a curiosidade da ausência de Djokovic (Marko jogou, mas isso definitivamente não conta e se conta é de maneira negativa) e seus amigos Janko, Viktor e Nenand – amigos, amigos, negócios à parte. Como será que a imprensa local lidou com o fato? A chave estava uma baba bem doce, pelo menos para o padrão que os sofasistas estão acostumados a acompanhar na TV. O italiano Andreas Seppi, de 28 anos, havia vencido um único torneio na carreira; e na grama de Eastbourne, o que tem que ser a zebra mais listrada que já vi. Aproveitou o fato de ser cabeça de chave #2 para melhorar o currículo.

São três torneios da Série ATP 250, o que não é nenhuma Brastemp, mas os pontos contam iguais, independente das presenças e ausências. Os vencedores aproveitaram a oportunidade, merecem o prêmio e as láureas, além de que os pontos vão ficar no computador nos próximos 12 meses.

Achei bom colocar uma foto do Andreas Seppi, porque não sei quando terei outra oportunidade.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:22

Foram-se

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Foram-se nesta 2a feira, entre outros, Gasquet e sua deliciosa esquerda, Caroline seu ranking e suas cruzadinhas, Venus seus títulos e suas ridículas ceroulas, Serena sua garra e intimidações, Del Potro sua periculosidade e bolas retas, Llodra seus voleios e maluquices, Youzhny sua esquerda e continências, Berdich seu vice e inconstâncias, Petrova sua elegância e tremedeiras, Kubot e suas fantasmices, Aninha e Petkovic com suas danças, caras e bocas.

Atenção no curto prazo à Petra Kvitova e no longo prazo à Bia Maia.

Venus e o que é isso? Berdich reclamando. Petra e seu talento.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010 Tênis Masculino | 13:47

Ansiedade

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A ansiedade é um sentimento desagradável que serve tanto para nos paralisar como nos motivar. Vá ser ambíguo mais adiante.

Na maior parte das vezes, as pessoas se referem à ansiedade como algo negativo, no entanto, ela é também uma força que nos leva a procurar novos caminhos para situações que não estão agradando. Como em tudo, o equilíbrio é o caminho para não cairmos no abismo da depressão nem da euforia juvenil.

O argentino Juan Del Potro deve ter explorado, como outros atletas antes dele, esses limites nos últimos meses. Desde o começo do ano – não joga desde o Aberto da Austrália – vinha sofrendo com dores no pulso e em Maio finalmente cedeu à realidade de uma cirurgia. Como quase sempre é o caso, o atleta tenta adiar o máximo uma intervenção cirúrgica, o que nem sempre é uma má idéia. Segue a ambiguidade. Isso sem mencionar que o fim da temporada passada, após o U.S. Open não foi nada para se orgulhar.

O argentino chegou a 4º do mundo dando na bola como poucos tenistas e sua maior conquista foi o Aberto do EUA, que o colocou no mesmo canil dos cachorrões do circuito. O primeiro fato tem bastante a ver com os problemas de seu pulso e o segundo com o recém aumento do nível de ansiedade.

Quando o atleta fica longe das competições, muita coisa ruim pode invadir sua mente em função dessa ansiedade. Chegou-se a falar que Del Potro estaria deprimido, que é um passo além da ansiedade clínica, algo que nunca foi admitido ou comprovado. Por outro lado, a ansiedade também deve ter feito com que ele procurasse se curar o mais rápido possível, considerando que a fisioterapia é fundamental em qualquer reabilitação.

Recentemente os americanos divulgaram que Del Potro jogaria o U.S. Open, algo que não foi confirmado pelo argentino. Aquela velha história de quando não há suficiente informação fornecida pela demanda acabam surgindo os boatos e versões.

O que é fato, e dos bons, é que Delpo voltou a bater bola nesta segunda-feira. Não foram muitas, nem fortes, mas um retorno a empunhar uma raquete, o que já deve estar de bom tamanho para o tenista.

Seu técnico, o tenista Franco Davin, está ao seu lado administrando a volta e a ansiedade do pupilo, porque tentar fazer muito, muito cedo, pode agravar a contusão, como a história mostra.

Delpo não deve jogar o U.S Open, até porque uma volta dessas é complicada, clinica e tecnicamente. O ranking do rapaz deve despencar após o evento e duvido muito que ele vá querer estar presente e sem condições de defender o título. Não sei nem se vai querer assistir pela ESPN. Afinal, há que se controlar a ansiedade.

Delpo, sorrindo em quadra na última segunda-feira.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 Copa Davis | 21:53

Esvaziando a Davis

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Será que os novos ídolos do tênis estão com a intenção deliberada de esvaziar a Copa Davis? Muito se tem falado sobre um novo formato, algo que já escrevi aqui e uma furada, pelo o que a Davis representa para o tênis como um todo.

A verdade é que cada vez mais os tenistas querem jogar cada vez menos. Ou pelo menos preferem se dedicar àquilo que lhes interessa. Quem já disse que tenista é um símbolo do individualismo que beira o egoísmo?

Só para se ter uma idéia a quanto anda essa “participação”, nos próximos confrontos – 5 a 7 de Março, faltam ainda três semanas – cinco dos top 7 tenistas do ranking mundial elegeram deixar seus times na mão, por uma razão ou outra: Federer, Nadal, Murray, Del Potro e Roddick.

Destes, não dá para criticar severamente o americano e o espanhol, sempre disponíveis para seus capitães. O argentino também não parece ser um que vá ficar escapando com frequência, mas está com o pulso machucado. A Argentina enfrenta a Suécia fora de casa e também duvido que Nalbandian compareça.

Já Roddick cansou de carregar o Blake e nem quis ouvir falar da fria de ir a Belgrado enfrentar Djokovic na terra, uma semana antes de Indian Wells e Miami, estes nas duras. Vai sobrar feio para os grandalhões coadjuvantes Isner e Querrey, porque o Blake continua com alergia ao saibro.

Já Murray deve estar cansado de carregar um bando de pernas de pau nas costas, inclusive o irmão. Do jeito que ele aparenta ser, não será a única vez que vai deixar os britânicos falando sozinhos.

Nadal, que precisa economizar o corpo, deve ter pensado; “bem, se o outro (Federer) não vai, eu também posso ficar de fora”, se referindo à indesculpável decisão de Federer de não participar do confronto contra a Espanha. Uma pena, pois o confronto seria histórico. Isso sim é uma esvaziada.

descontentamentoEsvaziando…

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sábado, 28 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 23:26

Motivação extra

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Confesso que não presto atenção nos “bolões” dos leitores, mas duvido muito que alguém tenha sido macho de colocar Del Potro x Davydenko na final do Masters. E se aparecer uma nota preta no ucraniano/russo nos sites aposta ingleses, podem apostar que foi a mãe ou, mais provável, a mulher dele que, ao contrário dele, não esconde suas emoções. Fico só imaginando o carequinha lidando com aquela bomba russa – bem vamos ficar na realidade.

Esse negócio dos leitores ficarem criando desculpas para o suíço ou então tentando convencer alguém de que o cara não é mais o mesmo é delírio de torcedor. E como eu já escrevi antes, e o Belluzzo não me deixa mentir, fanatismo é um passo além da ignorância.

O fato é que Federer já estava mentalmente contente com a temporada, apesar de pela cara que fez ao cumprimentar o adversário no final da partida das duas uma: ou não gosta nada do carequinha ou ficou chateado com a derrota. Do outro lado da rede, Nikolay não mostrou a menor emoção.

De qualquer maneira, um pouco que estivesse fora do eixo foi o bastante para abrir a porta ao Davydenko que jogou muito tênis, sim senhor. Além disso, ele que é meio amarelão em grandes momentos, jogou muito na hora da onça beber água. Aguentou a pressão que nem gente grande e jogou um 30×30 no último game, aquele da direita cruzada no contra pé, como um campeão.

Del Potro e Soderling têm o mesmo tênis. Assistir um ou outro na final não vai fazer grande diferença. Prefiro o argentino por questões geográficas. Comendo por fora, não se pressionando por vitórias e com aquela mesma cara de paisagem de sempre chegou lá. Em nenhum momento demonstrou querer tanto esse título como os outros. Talvez por isso chegou à final.

No entanto, amanhã Delpo tem uma motivação extra. Mostrar ao Nalbandian, e aos fãs argentinos, que não é só o Pança que ganha o Masters. No entanto, eu talvez tenha uma motivação extra em ver o Davydenko vencer – ver como é a cara dele vibrando, o que, espero, só a mulher dele conhece.

TENNIS-MEN/FINALSTENNIS-MEN/MASTERS

Vamos deixar algo bem claro: NINGUÉM bate Nikolay Davidenko 13 vezes seguidas!!

Vem cá, meu carequinha!

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 22:42

Dói!

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Os ingleses ficaram sem seu jogador nas semifinais por um game. E, pior, justamente por conta de um argentino.

Faz tempo que um grupo não era decidido por um placar tão apertado. O saldo favorável de games de Federer foi quatro, Del Potro dois e Murray um. Com certeza, o escocês vai ficar, mesmo que inconscientemente, fazendo contas durante a noite. “Qual foi mesmo o game que eu não deveria ter perdido?” Ou quais deveria ter feito – uma má lembrança será como “largou” o terceiro set contra Federer (6×1).

Para azar do Murray houve o empate de três tenistas – se tivesse empatado só com Delpo ele estaria na semifinal por ter vencido o confronto deles. E não me venham com teorias conspiratórias entre Federer e Delpo!

O que deve tirar mais o sono de Murray, além de ficar de fora de sua própria festa, é ver Delpo, com quem tem uma encardida rivalidade, mais uma vez lhe dar uma rasteira. A maior delas, lógico, o fato do argentino ter conquistado um GS antes dele. Isso sem falar que o argentino vai se aproximando de seu ranking.
Como sempre acontece, Murray vai esnobar a derrota e o fato e ficará falando do sucesso de sua temporada e das expectativas para a próxima. Mas que dói, dói.

mur

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terça-feira, 24 de novembro de 2009 Light, Masters, Tênis Masculino | 12:50

Savile Row?

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Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.

Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.

Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

TENNIS-ATP-MASTERS

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 12:01

Pinóquio

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O primeiro dia do Masters não trouxe maiores surpresas a não ser pelas atuações abaixo do padrão dos envolvidos. Federer errou mais do que se espera, especialmente na direita de ataque. Talvez o fato de ter perdido duas partidas seguidas teve alguma influencia na sua confiança. Mas lembrando o velho Federer, encontrou uma maneira de perder a terceira seguida. Ficou no ar a pergunta se o diferencial foi a sua mágica ou o Verdasco deixando escapar, mais uma vez, uma grande vitória.

O confronto entre Delpo e Murray prometia pela rivalidade entre os dois. Os dois não se bicam há tempos. Como deixaram de ser garotos brigando por uma rodada e se tornaram campeões lutando por grandes títulos e pelo topo do ranking, deixaram as picuinhas de lado e passaram a se respeitar, o que é bom e todo mundo gosta. Um lá outro cá.

O jogo não foi lá grande coisas. Como Murray lembrou, ambos não jogaram muito desde o U.S. Open. Um porque estava contundido, outro porque deu uma bobeada em sua carreira, após seu primeiro grande título, que ainda vai se arrepender.

No final Murray foi menos ruim. O que achei interessante foi a declaração do argentino sobre a interrupção causada por um sangramento em seu nariz. “Não foi nada demais. “É que tenho um nariz bem grande – esse é o problema”. Falou, Pinóquio.

lascado_pinoquio_02

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009 Tênis Masculino | 20:30

Nostradamus de Las Vegas

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Enquanto tenista, Andre Agassi sempre foi um dos mais articulados nas entrevistas. Era capaz de expor um raciocínio com mais claridade do que a maioria, até porque esta, praticamente em qualquer área, é feita de pessoas que ou não tem muito a dizer ou tem dificuldades em fazê-lo.

Nunca ouvi um tenista se alongar nas táticas e estratégias do jogo com a mesma clareza do americano. Até por conta dessa capacidade, foi o maior marqueteiro da história do tênis.

Agassi afastou-se do mundo do tênis após encerrar a carreira e tentou aumentar a sua fortuna – possivelmente a maior entre os tenistas, especialmente se somada à de fraulein – tentando uma grande tacada imobiliária que foi para a cucuia.

Coincidência ou não, após a bancarrota, que começou a tomar forma no ano passado (fiz um post a respeito), o rapaz faz um estratégico e pensado retorno ao mundo do tênis: inauguração da quadra coberta em Wimbledon, presença ostensiva em Wimbledon e U.S. Open (onde recebeu convidados pagantes em um mega-camarote), estréia em torneios Masters (derrotado na final na semana passada) e agora declarações bombásticas sobre o futuro do tênis, mais especificamente sobre tenistas.

O Nostradamos de Las Vegas anunciou que a carreira de Federer e Nadal está perto do fim. Bem, dito dessa maneira até a D. Ruth acerta,apesar de que a contragosto. A mãe do suíço, quando de visita a São Paulo também já falou que o filho não jogará para sempre (outro post meu sobre o assunto).

Quanto ao Nadal, também nenhuma novidade. Todos sabem, até seus maiores fãs e defensores, que o espanhol sofre de sérios problemas no joelho, razão alegada pelo americano para encurtar a carreira do Animal. Até ai morreu Dolores. Os fãs podem falar o que quiser. Um comentarista também pode arriscar seus pitacos. Pelo jeito um ex-tenista também pode fazer suas previsões, mesmo sabendo da repercussão da declaração, até por ter sido um dos maiores ídolos do esporte e contemporâneo de todos esses que estão aí. Mas ficar secando um cara que até há pouco era #1 do mundo, já mostrou que é capaz de vencer GS na terra e na grama (desdizendo o que o careca declarou também publicamente) talvez seja um pouco demais.

Suas declarações não exigiram muita pesquisa, raciocínio ou insight. Dizer, nas atuais circunstâncias, que os sucessores devem ser Murray, Djokovic e Del Potro não exige mais do que uma simples conferida no site da ATP na seção de ranking.

Para um atleta com o gabarito, e a tal capacidade de articulação mencionada no início deste post, eu esperava algo mais rebuscado, audaz e inovador, e talvez um pouco mais de cortesia e respeito com os tenistas que estão, com tanta propriedade, comandando o circuito. Será que ele esqueceu o quanto ele mesmo alongou sua carreira, até com razoável sucesso.

Ou será que Agassi, que perpetuou o moto “Image is everything” no cenário esportivo está, por alguma razão ainda desconhecida e anunciada, tão necessitado de ganhar algum destaque na imprensa internacional?

Agassi na cermônia de abertura do US Open 2009

Agassi na cermônia de abertura do US Open 2009

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