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Posts com a Tag Copa Davis

domingo, 3 de fevereiro de 2013 Copa Davis | 13:34

Oportunidade

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Convenhamos algo; e ruim para o Belo jogar em quadras rapidas, como a de hoje, por diferentes razoes tecnicas: grip forehand radical, falta de habito de ganhar pontos pela via rapida, falta de confianca junto a rede, fuga premeditada de eventos nesse piso, cada dia mais raros e a crena ate hj inabalavel de que se eh saibro eh bom, se eh rapida eh ruim.

Por outro lado, o Isner esta tt fora de jogo. Esta se mexendo pior do q eu em um mal dia, sem confianca nos golpes de fundo, sem ritmo, rezando para acabar os pontos e o jogo. Continua sacando muito, que eh o minimo q pode fazer e indo assombrar junto `a rede que eh o que lhe resta fazer. Mas, sem duvidas, eh uma excelente, e bota excelente nisso, oportunidade para o Belo virar a mesa e ganhar um pouco de respeito de companheiros e fas.

Alem disso, o brasileiro tem um dos melhores saque do circuito para esse tipo de quadra – so q parece nao saber e ninguem conta para ele. O saque aberto seco no iguais, o saque no corpo com slice no iguais, o no corpo e o aberto com slice na vantagem, tudo misturado com pitadas de porradas. Se usar essas WMD do comeco ao fim, usar seu forehand para mover o adversario de um lado ao outro, sem dar duas bolas do mesmo lado para evitar subidas `a rede e forcar erros, usar com calma e angulos o slice no rev’es, e mais calma ainda, so colocando, o seu reves chapado, entao ter’a bem mais do que uma simples chance – pode ganhar o jogo sem grandes dificuldades. O uso do slice colocado cruzado e curto paralelo vai mostrar a sua determinacao de ser estrategico. Se trouxer a caixa de ferramentas adequada para o confronto, e utiliza-la, saberemos que quer a vitoria e nao meramente participar.

‘Obvio que tao importante quanto a caixa de ferramentas eh a necessaire de emocoes e postura, que eh o primeiro passo para uma boa apresentacao na Copa Davis.

Bellucci x Isner `as 15h na SporTV

Para quem nao percebeu – diretamente do meu ipad.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Copa Davis, História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:15

Brasil x EUA na Davis

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Sorteio é sorte, óbvio ululante, diria o Nelson, algo que o Brasil não teve no esta manhã em Londres. No sorteio saiu EUA. Por conta da alternância de local, o confronto acontecerá na terra do Tio Sam, de 1 a 3 de fevereiro. Para quem não lembra ou não era nascido, o último confronto entre os dois países foi em 1997, três meses antes de Gustavo Kuerten conquistar seu primeiro Roland Garros.

O sorteio é um balde de água fria em duas esperanças que o time brasileiro tinha. Jogar em casa e contra um time mais frágil. Não precisava ser as duas – uma das alternativas já estava bom. Não veio nenhuma.

O EUA é o país com mais títulos na Copa Davis, mas está longe de ser a força que um dia foi. Seu principal jogador na última década, Andy Roddick, largou a raquete no último U.S. Open. Ainda assim é um time de respeito e jogando em casa. Eles têm tenistas como Isner, Fish, Harrisson, Querrey e os irmãos Bryan. Posso garantir que eles não irão escolher a terra como piso.

Os dois países se enfrentaram em quatro oportunidades. Em 1932 na grama de Forest Hills, quando o time brasileiro tinha Nelson Cruz, Ricardo Pernambuco e Último Simone, e os EUA tinham, entre outros Frank Shields que, para quem não sabe, foi o avô de Brooks Shields.

Em 1957 aconteceu em Boston, na grama do tradicional Longwood Club. O Brasil tinha o clássico Carlos Fernandes que, até onde sei, segue dando aulas no Clube Paulistano em São Paulo. Armando Vieira, excelente tenista que nos deixou há pouco tempo, e era membro do Last 8 em Wimbledon. Jose Aguero, filho do icônico Jose Aguero, professor no tradicional Country Club do Rio de Janeiro por mais de 60 anos e formador de uma geração de tenistas cariocas.

Em 1966, enfrentamos os gringos em casa pela 1ª vez. O jogo foi em Porto Alegre e foi uma das grandes vitórias do Brasil na Davis. Um confronto que fez história no tênis nacional. Os jogos foram no Clube Leopoldina e o time brasileiro foi liderado por Edson Mandarino, o herói do confronto, e Thomas Koch, então com 21 anos. Mandarino venceu as duas simples.

Em 1997 jogamos em Ribeirão Preto. Gustavo Kuerten, 20 anos, tinha recém passado a titular, Meligeni na outra simples e Jaime Oncins nas duplas. Os americanos tinham Courier, atual capitão americano e bi-campeã de Roland Garros, MaliVay Washington e a dupla O’Brian/Renemberg. Foi um dos grandes eventos da Davis no Brasil. Kuerten ganhou o 1º set contra Washington, perdeu dois TB seguidos e o 4º set. Meligeni perdeu em 5 sets para Courier. Oncins/Kueten mataram a dupla em três sets. Mas Kuerten perdeu em 4 sets para Courier no 4º jogo. Faltou-lhe um pouco de experiência. Mas, deu-lhe a confiança de saber que podia enfrentar cachorrões de igual para igual – até então jogava os torneios menores – e vencer Roland Garros três meses depois.

E essa tradição e história que o Brasil enfrentará e continuará a escrever na 1ª rodada da Copa Davis em 2013.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Copa Davis, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:36

Métodos, estilos e personalidades

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O leitor Edu, ele não oferece mais informação do que isso, me pergunta como um técnico de Copa Davis consegue implementar uma metodologia ou estilo para um jogador que já possui um técnico, onde muitas vezes este possui um estilo distinto do seu? Uma pergunta interessante, cuja resposta daria um livro. Sendo assim, vamos a uma mais breve.

Antes, uma informação. Esta semana os dois capitães dos times finalistas da Davis saíram de seus times. Por razões distintas. Tito Vasquez saiu porque a federação argentina quer um rodízio e, principalmente, porque seu relacionamento com os tenistas não é totalmente harmonioso. Vamos deixar algo claro: dificilmente é totalmente harmonioso esse relacionamento. Ele sobrevive se uma série de variáveis funcionarem.

Se o relacionamento entre as partes for de respeito mutuo e, principalmente, de respeito à hierarquia, se os tenistas forem comprometidos com o evento acima de seus interesses pessoais, as chances são maiores. No caso dos argentinos, eles têm uma situação entre os dois principais tenistas e não é de hoje. Além disso, Nalbandian é um personagem de personalidade muito forte e não necessariamente um agregador. Tito Vasquez declarou que ele é um líder negativo, o que é um problemaço.

No entanto, Nalbandian tem o espírito da competição, enquanto que Del Potro ainda está devendo mostrá-lo, para o time e para ele mesmo. Alguém aqui no Blog disse que Delpo foi o protagonista do confronto. Acho que foi mais no de coadjuvante de luxo. Na Davis, ou no tênis, a diferença está em vencer e não em jogar bem. Uma coisa é lutar, jogar bem, fazer um bom papel, perder no quarto ou quinto set e voltar para o vestiário, que fica pior do que velório nessa hora, com cara de bunda. O pessoal pensa – “é fo.., a coisa vai mal e vai ficar pior porque sobrou pra mim”.

Outra coisa é o cara que encontra um jeito de vencer em quadra, contra adversários melhores ou piores, o que nunca é fácil, volta para o vestiário, olha todo mundo na cara e diz – “pessoal, eu fiz o meu ponto, bola pra frente!”  Os carinhas olham pra ele e pensam – “ele é o cara, a nossa inspiração, vamos atrás!” O Delpo já é um jogadorzasso e ainda vai aprender a lidar com a pressão sobre o cachorrão, que é diferente da sobre o tenista mediano que não tem a responsa de decidir. O duro mesmo é o cara que não ganha um jogo que faça a diferença, só dá menos desculpas do que entrevistas se auto-elogiando, quando não está jogando a culpa de seus fracassos em outros.

A saída de Carlos Costa tem outro perfil. Uma dica foi a imediata recusa de Carlos Moya sobre a possibilidade de aceitar um convite. A razão fica escancarada com a notícia de que Nadal, Ferrer, Verdasco e Feliciano não jogarão a Davis em 2012 – a razão alegada é o desgaste e por ser um ano de Olimpíadas. Esse time é um dos mais fortes da história porque tem liderança. E essa liderança chama-se Rafael Nadal, esteja em quadra ou não. O cara é uma inspiração e não tem o menor receio de abraçar a responsabilidade de ser o líder. Ele foi o primeiro a avisar que estaria fora. Os outros seguiram.

O que me lembra uma história pessoal na Davis. Em um momento pontual de transição o time estava sem um #1 contundente e, consequentemente, sem um líder. Como o próximo confronto seria em casa contra um grande time e estávamos a uma década sem perder em casa, tive uma conversa com o então #1 brasileiro no ranking sobre a necessidade de termos um líder que pudesse inspirar. O cara quase morreu. Pirou! Começou a falar pelos cotovelos, balançando os braços e arrumando os cabelos e a dar todo tipo de desculpa, culminando com a que estava ali para ser mais um e não para ser responsável por nada. Foi a primeira e única vez que vi um tenista agindo daquela maneira, até porque das outras vezes não tive a urgência de fazer uma escolha vergonhosa como aquela. Foi um dos maiores banhos de água fria que tomei na carreira. O tenista, óbvio, fixou-se no papel de coadjuvante, mas sempre tentando se vender como protagonista.

Quanto aos espanhóis, o cargo de capitão/técnico torna-se agora a maior batata quente do país. Quem vai querer herdar um cargo que do time campeão ninguém vai aparecer para jogar? Costa pediu para sair; óbvio que não oferecendo estas razões.

Um técnico de Copa Davis não traz, ou não deveria trazer, uma metodologia de estilo para cada tenista para a Davis. Não há tempo para isso e nem é a exigência. O que é necessário é o técnico trazer uma filosofia de trabalho, responsabilidades e comprometimentos com o esforço coletivo que deve ser abraçada por todos. Vale lembrar que tenista é um ser extremamente individualista e, às vezes, com certa dificuldade para se adaptar ao coletivismo.

Talvez uma das melhores coisas que deixei no time brasileiro foi a cultura do time acima do individuo, algo que sempre foi regra enquanto estive lá e que, mesmo depois de minha saída, continuaram mantendo a tradição, segundo tenistas que permaneceram no time se apressaram em me dizer. A coisa foi sendo passada de geração para geração e, pelo menos até onde sei, segue sendo uma verdade, talvez diluída pelo tempo.

No entanto, o cargo exige uma personalidade que lidere os tenistas fora das quadras – que é bem distinta da liderança dentro da quadra, que é sempre exercida por um ou mais dos atletas – e que, por vezes, demanda também bater de frente com atletas que atentam mais para seus interesses pessoais do que para os do time.

O trabalho final do técnico é saber, e conseguir, inspirar os atletas a apresentarem um desempenho acima de seu padrão, por conta de tudo que está envolvido – a oportunidade, única no tênis, de competir por um grupo e o país. Essa responsabilidade é a verdadeira diferença entre a Copa Davis e as outras competições do tênis, a razão da emoção e da pressão que toca os atletas. Sob essa luz, uns crescem, outros encolhem. C’est la vie.

O ESPÍRITO DA COPA DAVIS


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terça-feira, 29 de novembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 20:32

Um duplista, por favor.

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Se olharmos o site da FIT, o time argentino escalado para a final deste fim de semana é: Nalbandian, Delpo, Monaco e Chela. Será?

Suponho que a definição dos quatro, e a consequente escalação das duplas, estejam mexendo com o sono do técnico Tito Vasquez. Por que?

Porque não seria demais pensar que as duplas, para variar, sejam determinantes no confronto – pelo menos para os argentinos.

Sim, eu sei que tudo o mais desconsiderado, o momento não poderia ser pior para os ibéricos e melhor para os hermanos. E vamos deixar uma coisa bem clara. Na Copa Davis é a única hora em que sou torcedor no tênis – no mais é só delírio de leitores, o que não é nada raro. E nesta final, assim como na de 2008, uma das derrotas mais amargas da história, sou Argentina. Por que? Ora porque…

Voltando ao Tito, às duplas e ao site da FIT. Mesmo com as dificuldades de Nadal, dizendo, e depois desdizendo, que perdeu o tezão, o cansaço do Ferrer, sim ele também cansa, as viagens do Verdasco, que perdeu um pouco o prumo, esse time é copeiro e não é time para se apostar contra – muito mais jogando em casa. Por isso, fica difícil, bem difícil, de imaginar os hermanos encontrando uma maneira de ganhar três partidas de simples contra Nadal e mais um. Tarefa nada fácil, hum hummm!

Por isso as duplas. Fica um pouquinho mais fácil de acreditar em duas vitórias nas simples e a consagradora, emotiva e indicadora de rumo (porque no meu raciocínio seria 1×1 no 1º dia e então as duplas….) duplas

E quem jogaria as duplas? Quem assumiria essa responsabilidade e entregaria a carta?! Os argentinos não tem uma dupla formada como o Brasil ou os EUA, como exemplo. Aliás, nem os espanhóis.

O melhor deles é o Nalbandian, que é uma incógnita. Além disso, ele teria que jogar os três dias, o que não é tão legal para o Pança – no caso de um 2×2 ele teria que enfrentar o Ferrer no terceiro dia – já imaginou? O Chela também joga uma duplinha. Mas já imaginou o Chela com aquele ar blasé vencendo uma partida emotiva como será a dupla?? O Monaco, depois daquela palmeada – não sei não. O Delpo jogando três dias, após todas as suas contusões, inclusive a torção no joelho no ultimo fim de semana?

Os hermanos tem lá uma dupla que é o Zeballos e o Schwank  – mas nenhum dos dois está na equipe oficial. Zebalos nem viajou. Schwank está em Sevilha!!

Aí eu pergunto: será que o Tito vai dar uma milongada e mudar a lista até quinta-feira, na hora do sorteio, que é quando pode fazê-lo? A essa altura, e com as dificuldades à vista, toda milongada será pouca.

Time argentino – falta um??!

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 12:32

Até daria

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Se Rafael Nadal saiu de Paris por conta da Copa Davis, Juan Del Potro não deixou por menos. Se não houvesse a reedição da final contra a Espanha – uma derrota atravessado na garganta dos hermanos – com certeza Delpo não teria se retirado no ultimo Master 1000 da temporada por conta de uma dor no ombro que o vem incomodando.

Nas ultimas duas semanas ele chegou à final de Viena e à semi de Valencia, o que deve solidificar seu ranking entre os 10 primeiros para a temporada, que foi um sucesso. No inicio do ano, após o Aberto Austrália, estava como #485 do ranking!

Matematicamente o argentino ainda podia se classificar para o Master de Londres, por isso não se pode dizer que foi uma decisão fácil. Mas, como eu já disse antes, o seu não comprometimento total com a final de 2008, pelo menos no ponto de vista de seu companheiro de equipe Nalbandian, deve ter pesado ainda mais na decisão. Ele deixou claro que a dor no ombro existe, mas até daria para jogar Paris em uma situação normal. Mas com certeza ele não quis correr o risco de piorar e depois ter que ouvir insinuações a respeito de quem quer que fosse.

Com isso, Delpo deve voltar à Argentina para se colocar a disposição do técnico Tito Vasquez, esquecer as quadras duras temporariamente e focar nas quadras de saibro que, se não é o seu forte, é onde será decidida a Copa Davis.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 16:13

Escolha

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Rafa Nadal mandou um au revoir para os franceses e avisou que não joga o Aberto de Paris na próxima semana. Os Masters 1000 são obrigatórios para os tenistas que para eles se classificam, a não ser que contundidos – algo que não é o caso do espanhol. Ele mesmo nos informa no seu facebook que não joga Paris porque quer se preparar para o restante da temporada: o Masters de Londres e a final da Copa Davis. Ele avisa também que tem treinado bastante nas ultimas duas semanas com um juvenil chamado Frederico, o que deixa evidente que machucado não está.

O Aberto de Paris, jogado na semana que vem, é jogado sobre um piso rápido, o qual Rafa nunca venceu e que não deve fazer parte de sua lista de favoritos. Fatos que provavelmente têm algo a ver com a sua estratégia. Londres é jogado duas semanas depois e a final da Davis imediatamente na semana seguinte. O primeiro é jogado em piso duro indoors e a Davis em saibro coberto.

O assunto todo é uma sinuca de bico – eu me refiro à final Copa Davis, um evento capital e tão tarde na temporada. Esse é bem o caso do Calendário não amigável que os tenistas tanto reclamam. Nadal decidiu priorizar o Masters e a Davis, o que deixa evidente, mais uma vez, onde está seu coração. Lembro que esse assunto foi a razão principal da desavença entre Nabandian e Del Potro na final da Davis jogada em Mar Del Plata.

Os cachorrões estão jogando esta semana, jogam Paris e Londres, o que comprova que o foco deles é Paris e, mais ainda, Londres (só Federer que tem suas razões especiais para jogar, e ganhar, em Basel).

O ultimo torneio jogado por Nadal foi Xangai, na 2ª semana de outubro, duas semanas atrás, derrotado precocemente na 2ª rodada pelo alemão Mayer. Obedecendo as contas que os cachorrões fazem, Nadal até poderia jogar Paris, já que descansa também esta semana. Como no Masters lhe é assegurado jogar no mínimo três partidas, ele deve então adquirir algum ritmo para o evento e a semana seguinte. Mas é a final da Davis que deve ter falado mais alto, mais uma razão para os espanhóis tirarem o chapéu para seu ídolo.

Nadal e a Copa – gosta tanto que se pudesse comeria.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Copa Davis, História, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:08

Pegou?

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O Animal Nadal queimou os dedos da mão direita ao pegar em um prato quente que lhe foi servido em um restaurante em Cincinnati. Fico imaginando se o restaurante insistiu em cobrar aquele absurdo que vem virando padrão nos States, variando de 15 a 25% de serviço sobre a comida – os caras são abusados. Por conta disso, o espanhol está usando proteção nos dedos e mencionou o assunto na entrevista após bater Benneteau.

A história me lembrou de outra ainda mais curiosa e interessante.

Em 1997, no confronto de Copa Davis entre Brasil e EUA, em Ribeirão Preto, o time brasileiro estava alojado em uma tremenda casa, no alto de uma colina. Só os tenistas e a pequena equipe técnica. O pessoal de serviço da casa vinha durante o dia e saia à noite. A cozinheira, que seguia nossas indicações de cardápio, preparava e servia o jantar para cerca de 10 pessoas e depois partia e só voltava pela manhã.

Na noite anterior à estréia, como acontecia todas as noites, um pouco antes de deitar os tenistas visitavam a cozinha para fazer um lanchinho. Na manhã seguinte, Gustavo Kuerten jogaria contra Malivai Washington. O catarina foi preparar alguma coisa no forninho, usou um prato de vidro e quando foi retirar o prato deu aquela escorregada mental pegando o prato com a mão direita. O seu grito gerou o maior banzé na casa.

Eu olhava aquela bolha crescendo e pensava fo……  Logo após ligar para o médico, tratei de avaliar o tamanho do problema – foi aí que o drama deu lugar à comédia. Eu queria que Kuerten pegasse a raquete e visse se a bolha estava atrapalhando ou não. Como o local era no polegar, um pouco para cá ou para lá fazia uma enorme diferença. Mas não é que o cara não sabia como segurava a raquete??!! Eu olhava para ele e perguntava – como não sabe? Ele respondia – não sei pô, só jogando! Eu coloquei a raquete no chão, falei para ele olhar para os lados, pensar em outra coisa, abaixar, pegar a raquete e ver se incomodava. Ele fazia, virava para mim e dizia – não sei! Só jogando!

Ficamos naquele papo de louco por um tempo até que não me restou alternativa. A casona tinha, além de um belo campinho de grama, onde tirávamos um gol a gol após o almoço, uma quadra dura de tênis. Às 22:30h ligamos as luzes, pegamos um balde de bola, e as raquetes, e lá fomos nós para a quadra. Algumas bolas foram lançadas na direção do tenista que no instinto fez a sua pegada, bateu algumas direitas, esquerdas e sacou. Com um sorriso de alívio virou para nós e anunciou: não pega!!

Só como curiosidade, para quem não conhece a história do nosso tênis. O Brasil perdeu por 4×1 para os EUA de Washington, vice em Wimbledon, Courier, bi em Roland Garros e Austrália, finalista em Wimbledon e US Open, e a então dupla #1 do mundo O’Brian e Reneberg. Kuerten perdeu para Washington 3/6 7/6 7/6 6/3, Meligeni perdeu para Courier 3/6 6/1 6/4 4/6 6/4, Kuerten e Oncins bateram O’Brian/Reneberg 6/2 6/4 7/5 (uma aula de duplas!), Courier bateu Kuerten 6/3 6/2 5/7 7/6 – este TB foi longo e se fosse para o quinto seria uma beleza! A quinta partida, mais uma derrota de Meligeni, para o duplista O’Brain, ocasião também de um incidente que mostrou bem o caráter do tenista, e uma hora eu contarei, e que sacramentou o afastamento entre eu e ele.

O confronto aconteceu em Fevereiro de 1997 e colocou um fim a 10 anos de invencibilidade do time brasileiro jogando em casa, um recorde do qual me orgulho e que não será batido tão cedo. Três meses depois, Gustavo Kuerten começava sua marcha para glória em Paris.

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domingo, 10 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:16

Direitinho

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Não há muito a escrever sobre a vitória brasileira em Montevideu. Depois que Pablo Cuevas sequer entrou em quadra, por conta de uma contusão no joelho, o confronto foi definido antes mesmo de começar. Afinal, o Brasil tem um tenista entre os 30 melhores do mundo e o Uruguai, sem Pablo, não tem ninguém. E o Brasil tem ainda três excelentes duplistas para sobrar e escolher.

Os brasileiros fizeram tudo direitinho, do começo ao fim. Lidaram com a ausência de Ricardo Melo que, ao que ouço, e que um dos meus leitores comentou en passant e com autoridade, foi jogar o torneio inter cidades nos EUA. Ricardo havia assinado um contrato com o time no ano passado e com a mudança das datas da Copa Davis não conseguiu sair do compromisso.
 
O capitão também assumiu a responsabilidade de não levar uma dupla formada e ficar com as opções táticas, tanto para as simples como para as duplas, o que funcionou. Mas, como escrevi, com o abandono de Cuevas tudo ficou bonito e fácil.

Adorei ver a foto de todo o time em quadra, sorrindo e celebrando, dentro do tradicional Carrasco, local onde, como capitão, vencemos o Uruguai, quando este tinha um time forte, em um dos mais dramáticos confronto da minha carreira. Mas isso fica para outra oportunidade. Hoje é celebrar Brasil 5 x Uruguai 0 e torcer por um bom sorteio na terça-feira para definir o adversário, e o local, da repescagem.

Possíveis adversários: Austria, Chile, Croácia, Rep. Checa, India, Russia, Suíça e Israel.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 22:35

Bonito

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Agora ficou bonito. Maravilhoso, para falar a verdade. Com o abandono de Pablo Cuevas, por conta de problemas no joelho as chances uruguais despencam. Rogerio Silva que tinha uma encrenca pela frente, agora enfrenta Marcel Felder, que apesar de brigador está a muitas luas de distância do titular. E o adversário de Thomas Bellucci, o #2 dos platinos, Martin Cuevas, está ainda mais distante do irmão original.

Do lado brasileiro, a mudança maior é que agora passa a existir uma expectativa de vitória sobre Silva que, com uma vitória, entrega a Bellucci a enorme possibilidade de o Brasil abrir 2×0 logo de cara. Aí é só correr para o abraço na Sábado, dia das duplas e, provavelmente, dia da decisão.

Ficou bonito para o brasileiro.

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Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:41

Sem entender

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Acho que o atual capitão do time brasileiro na Copa Davis, João Swetsch, ficou um tanto ressabiado na última edição da Copa Davis. Além disso, mais do que acho, há coisas na escalação do time que enfrenta o Uruguai, em Montevidéu, que não ficaram claras e que não sou eu que vou tentar explicar.

Digo que ficou ressabiado porque decidiu que queria ter um terceiro singlista no time, que pudesse também jogar duplas, abrindo mão de uma dupla formada e aí ficando sem um terceiro singlista para uma eventualidade.

No ultimo confronto, contra a Índia, ficou claro que Thomas Bellucci entrou em quadra para sua segunda partida, que acabou abandonando sem condições, físicas ou emocionais, escolham. A decisão do técnico de colocar o tenista em quadra não tinha o aval do jogador, o que terminou por gerar um estresse entre ambos que deu no que deu. Desta vez, João decidiu que quer ter uma opção tática, já que João Sousa pode jogar simples e duplas, assim como Bellucci e, óbvio, o bom mineiro Bruno Soares que seria sempre o homem fixo das duplas.

O que eu não sei explicar é o porque Ricardo Mello, de longe o mais experiente dos atuais tenistas brasileiros, e o que mais mostrou, até agora, captar o espírito da competição, ficou de fora. Especialmente lá pelo La Plata, onde o bicho pega. Li algo no sentido que ele poderia voltar ao time e que este confronto não era bem o caso, mas nada que explicasse.

Com a ausencia de Ricardo aumenta a responsabilidade de Thomas e Rogério Silva é colocado em quadra para levar o seu tênis combativo a importunar o adversário. Ele joga o primeiro jogo contra o Pablo Cuevas que é o melhor tenista uruguaio e um perigo até para Bellucci, mas que está sem jogar desde Paris por conta de problemas no joelho – sua condição física é uma incógnita. De qualquer maneira, se Rogério conseguir afinar seu emocional pode incomodar, e por que não ganhar, já que não há expectativas e pressão de vitória nessa partida.

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