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Posts com a Tag caroline wosniacki

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Tênis Feminino | 14:02

De mal a pior

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“Você pode enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas todo o tempo. Mas nao pode enganar todos o tempo todo”. É claro que a célebre frase de Lincoln tinha a ver com a política de seus tempos e nada a ver com o tênis e Caroline Wozniack, que perdeu na 1a rodada do AO para a cazaque Putintseva.

 

A simpática e sorridente dinamarquesa já foi #1 do ranking, assim como a Safina, e isso diz algo a respeito do ranking feminino. Só que uma hora a realidade chutou a porta e aí o bode sentou na sala. Ou foi o pai dela??

 

Quando se tornou #1 do ranking fazia duas coisas na vida: batia todas as bolas cruzadas e tirava fotos rindo à toa. O joguinho dela sempre foi limitado e medroso, algo que eu dizia do início e me criticavam por conta. Sei! Bem, a minha mulher gosta dela, então vou parar por aqui.

 

Ela tentou algumas mudanças, alguns novos técnicos, mas nunca abriu mão da presença do pai que, segundo todos os técnicos, era quem impedia o progresso. O fato é que perdeu a confiança; as adversárias progrediram e ela estacionou.

 

Uma estatística explica bem o que Lincoln dizia: Desde 2011 sua participação no Aberto da Austrália foi: semifinal, quartas, oitavas, terceira rodada, segunda e primeira! Só espero que não chegue em 2017 perdendo na última do qualy.

 

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:41

Pais e tenistas

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Não é de hoje que o relacionamento entre tenistas, pais e técnicos é para lá de delicado. No masculino, normalmente, os pais acompanham e ajudam até terem segurança de que o filho está em boas mãos, a maior parte das vezes ainda no juvenil. Depois aparecem para bater palmas, até porque a maioria trabalha.

Há alguns, talvez por falta do que fazer, ou porque querem gozar com a raquete alheia, querem se manter como técnicos, mesmo que colocado em perigo o papel de pai e a carreira do filho. Estes, eventualmente levam um chega pra lá do filho. Estou aqui pensando se tivemos algum pai que se manteve como técnico mesmo depois da hora de passar o bastão? Não que me lembre. Por agora temos o Tomic, mas ele ainda é um garotão, apesar do pai ser um entrão – a ver.

Entre as mulheres o assunto muda. Os pais, e às vezes as mães, querem ficar bem mais envolvidos. Às vezes como pai e mãe de jogadora, que são aqueles que viajam para cima e para baixo com a filhota, o que não é um mau negócio, de novo, para quem não tem o que fazer. É até bem compreensível, já que os perigos que rondam o circuito feminino são mais sutis e marcantes. Por exemplo, o pai, e o irmão da Sabatine viajavam para cima e para baixo com a moça, palpitavam na carreira, mas não na parte de quadra. O da Graf tinha o mesmo perfil. O problema é quando o pai inventa de querer ser o técnico também. De repente, do nada, passam a ser “entendidos” no assunto. Algumas mães também se metem a técnicas, mas é mais raro.

Algumas filhas conseguem se libertar das amarras. Outras carregam a mala pelo resto da carreira. A bem da verdade, às vezes o relacionamento é bom para a filhota – eu achava legal a mãe da Dementieva nas arquibancadas, mesmo sem saber dos detalhes, mas nunca soube que ali havia problemas. Mas Eleninha, que teve ótima formação técnica ficou devendo em resultados por conta de sua fragilidade emocional na hora da onça beber água.

Agora, a Cruzadinha Wosniacki, que tem um relacionamento marcante com o pai/técnico, que manda na filha de manhã, de tarde e de noite, acharam por bem contratar um técnico depois de mais de 1 anos liderando o ranking sem vencer um GS. O espanhol Ricardo Sanches, que já deveria ter aprendido sua lição de casa quando foi despedido pela Jankovic, preferiu acreditar em Papai Noel.

Dançou depois de dois meses, o que evidencia como funciona a cabeça do pai, e agora sai se lamuriando que nem criança pela mídia. Oras, achou que tinha se metido aonde? Que o papai Wosniacki iria entregar de mão beijada a sua criança para o primeiro espanhol que aparecesse?

Abaixo, uma listinha de tenistas que tiveram os pais como figuras marcantes na carreira. Você lembra, ou sabe, como eram/são esses relacionamentos?

Graf, Sabatini, Cris Evert, Seles, Sanchez, Sharapova, Dokic, Pierce, Bartoli, as Williams, Jankovic, Lisicki, Andre Agassi, Chang, Connors, Murray só para lembrar alguns poucos.

Pai e filha Wozniacki

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domingo, 28 de agosto de 2011 Tênis Feminino | 15:46

Como você fez?

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Às portas do ultimo Grand Slam da temporada, com a inconveniência do clima hostil que abate a região de N. York, leio a notícia que Caroline Wozniacki venceu o Torneio de New Haven neste sábado, pelo quarto ano consecutivo.

Bem, parabéns!

A moça nunca ganhou um Grand Slam e, ao contrário de alguns reconhecidos pontos do bom senso, se prepara para o difícil evento jogando um torneio menor, ao invés de guardar suas energias e o foco para o prato principal. Não pensem que a moça estava sozinha na tradicional Yale, cujas quadras recebem o evento. Lá estavam Na Li, Schiavone, Bartoli, Radwanska, Kuznetsova e Jankovic, entre outras. É lógico que as irmãs Williams e Sharapova não apareceram. Eu fico me perguntando se alguma dessas que jogaram esse torneio pensa seriamente em vencer o U. S. Open.

Não custa lembrar que para ganhar um GS é preciso ganhar sete partidas ao longo de uma quinzena, algo que não fica mais fácil se o tenista tiver jogado cinco jogos na semana anterior. E que, no tênis atual, existe uma galáxia de diferença de importância entre ganhar, por exemplo, o Torneio de New Haven e o U. S. Open.

Cada um tem sua estratégia de como administrar a carreira, o calendário e o ranking, como bem vimos nas críticas de alguns dos leitores ao calendário de Bellucci, críticas que não endosso. No entanto, com mais esta escolha de “cruzadinha” Wozniacki, fica um pouco mais claro uma das razões da moça ser a 1ª do ranking, vencendo, mais do que qualquer outra, inúmeros torneios, mas fracassando nos grandes eventos, que é quando os grandes campeões são forjados.

Talvez, porque não, seja mais uma razão para ela investir no recente relacionamento com o irlandês Rory McIlroy, jovem golfista que, apesar da pouca idade (22 anos) e ainda escassos títulos na carreira, surpreendeu o esporte ao vencer, em Junho, o U.S Open de golfe. Talvez ele possa inspirar, ou ensinar, uma coisa ou outra à moça.

Caroline e Rory – conversando sobre Grand Slams

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sábado, 15 de janeiro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:48

Viking em saia justa

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A viking Caroline Wozniacki, numero 1 do ranking, chega a Melbourne com um urubu nas costas. Sua primeira declaração foi que não tem nada a provar no torneio – a moça é mais uma que chega ao topo do ranking sem nunca vencer um Grand Slam. Tá bom!
 
Para piorar, tomou uma fubecada em Sidney logo na 1ª rodada para a baixinha encardida, e bonitinha, Cibulkova. Afirma, com a mesma carinha de priminha do Pinóquio, que não sentiu a derrota. Tá ficando melhor!
 
Como se piorar não melhora, vai enfrentar, logo na 1ª rodada, a bonitinha e perigosa Gisela Dulko que não é milongueira mas é argentina. Supostamente, deve saber utilizar uma oportunidade para fazer sofrer uma viking. A ESPN mostra a partida, amanhã, Domingo, após a partida da Shatapova, às 23h.
 
Para completar não fica melhor. Caroline tem sim muito a provar na Austrália, e em todos os GS, enquanto for #1 do ranking da WTA, uma daquelas piadas do circuito feminino. Se não, corre o risco de viver a mesma maldição de Jelena Jankovic ou, pior, Dinara Safina, que de #1 desapareceu no ranking após uma montanha de duplas-faltas e tentativas de viver como #1 sem vencer GS.
 
Tudo isso colocado, a moça é lutadora e focada, emagreceu (a não ser que engordou de novo) é jovem e está aprendendo, sabe endurecer sem perder a ternura, o que a faria uma favorita entre alguns argentinos e tem um pai que é uma fera. Mas ainda tem que aprender a vestir a armadura da responsabilidade, bem mais pesada que os vestidinhos justinhos da filhinha do Paul McCartney.

Caroline e a vida dura da tenista.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:38

Desleixo

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Um dia interessante em Wimbledon. Andy Roddick perder para um chinês desconhecido, #82 do mundo, 9/7 no quinto é sempre uma surpresa – em especial na grama, onde seu saque fala alto. O americano pagou o preço pelo desleixo com a carreira nas ultimas semanas. Não jogou absolutamente nada durante a temporada de saibro – só participou de Roland Garros – salvando tudo para a grama. Chegou na hora da onça beber água não tinha nada para mostrar.

Assisti uma parte da partida entre Djoko e Hewitt. Bem interessante. Gosto de ver dois grandes competidores se digladiando. Os dois jogam bem mais do que seus respectivos arsenais normalmente permitem. Se conseguiram o sucesso que conseguiram foi, acima de tudo, pela competitividade. São partidas que, se não enchem os olhos, enchem o coração. Algo que a dupla Federer/Nadal caracteriza bem.

Mais uma vez a confiança absoluta, ou a falta dela, fez a diferença. No 4/4 do quarto set, Hewitt sacou no 30/30 e errou uma esquerda fácil, no centro da quadra, porque não se posicionou – os pés travaram. No ponto seguinte cometeu uma dupla falta e beijou adeus à partida.

Gostei de ver a vitória da checa Petra Kvitova, #62 no ranking, sobre a #3 do mundo Caroline “cruzadinha” Wozniacki. O estilo da dinamarquesa remete aos tempos da “rainha das paparras” Arantxa Sanches. A diferença é aquele par de pernas e os ombros grandes– mas o estilo é a mesma coisa sem graça. Um tempo que não me traz nenhuma saudade. E a checa enfiou a mão na bola, cruzadas e paralelas, com audácia e confiança.

Nesta terça-feira as mulheres tomam conta das quadras principais e os homens descansam. Muitos juvenis em quadra, inclusive os brasileiros, e duplas para ninguém botar defeito. Os cachorrões voltam na quarta-feira.

Andy vacilou e teve que tirar o boné para o adversário. Djoko voltou a dar uma de Huck. Lu surpreendeu até a si próprio. Soderling segue sem cara de muitos amigos. Caroline jogou abaixo das expectativas.

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