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Posts com a Tag Bruno Soares

quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:04

Tamborim x Balalaica

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Lá nos cafundós da Rússia o Brasil tentará, mais uma vez, voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis. Infelizmente desde o fim da era Gustavo Kuerten a equipe tem colecionado uma série de fracassos e desiludido as expectativas. Fica a ver se será lá nos cafundós que isso se acertará, mas só o peru morre na véspera.

A equipe formada pela CBT é encorpada, preenche os requisitos da competição atual e a formação de uma equipe moderna. Pelo menos em termos de cargos e infra-estrutura está tudo lá e mais um pouco. Se os escolhidos são os melhores é o que determina o sucesso ou não.

A dificuldade real começa por jogar fora de casa, em um país que conseguiu formar uma certa tradição nos últimos anos. O problema ameniza quando se verifica que os russos não têm mais um time temível, nem os indivíduos que faziam a diferença. Foram-se Kafelnikov, Safin e Davydenko. Ainda resta Youzhni, que não queria jogar e o técnico trouxe no laço e na chantagem emocional. Mas, mesmo ele já não é o mesmo perigo, apesar de ser um “jogador de Davis”.

O Brasil não surpreendeu com seus singlistas. Bellucci e Ricardo Mello são as melhores opções. Bellucci porque é o nosso melhor tenista – ver o ranking – mesmo não tendo mostrado o tal espírito de Copa Davis. Ricardo todo mundo sabe do que é, ou não, capaz. E já mostrou que cresce na competição, o que conta. Desta vez o técnico/capitão levou dois singlistas e dois duplistas, formação ideal e com seus riscos. Se um dos singlistas ficar dodói é um problemaço.

Os russos surpreenderam. Escalaram Youzhny, nenhuma surpresa aí, que enfrenta Melo. Mas, deixaram Tursunov fora e colocaram Andreev para enfrentar Bellucci. Das duas uma: ou o técnico/capitão Tarpicshev, que manda mais no tênis russo do que o pessoal da antiga KGB, sabe algo que não sabemos, o que não seria nenhuma novidade, ou a arrogância do Capitão pode custar caro.

Técnico surpreender a todos não é nenhuma novidade. Ele sabe todas as cartas do baralho e nós só sabemos as que ele quer mostrar. Mas, se ele quis poupar o Tursonov, por alguma razão, ou mesmo para as duplas, achando que o Youzhny ganha de qualquer jeito do Mello e o Andreev pode bater o Belo, o Czar pode cair do cavalo legal.

Mais uma vez o sucesso do nosso time passa pelo Bellucci. Ou ele joga ou nós toma. O Ricardo perder é esperado, mas, pelo o que jogou com o Simon em Nova York, dá para fazer uma fezinha bacana no campineiro. O jogo do Thomas é mais para ele do que para o adversário. O cara não joga bem faz tempo, tem um ranking bem pior e na única vez que se enfrentaram o brasileiro venceu (Gstaad 09). Os dois se dão melhor no saibro – então o Belo que ganhe.

Considerando um 1×1 após a sexta-feira, a perestroika russa pode azedar nas duplas do sábado. Os nossos – Melo/Soares – são mais duplistas, independente de quem entre em quadra pelos russos. O que é legal, mas tem um detalhe: a responsabilidade da dupla pão de queijo. Precisam ganhar ou vencer.

O terceiro dia eu deixo em aberto. Só garanto uma coisa. Se o Brasil abrir 2×1 para o Domingo, o tamborim pode tocar mais alto do que a balalaica e o estádio de Kazan pode se tornar um Gulag para Tarpicshev e seus camaradas.

A garotada vai invadir e pode tomar conta.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:57

Zebra em Washington

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Só pude acompanhar pela internet, mas os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo acabam de bater os irmãos Bob e Mike Brian, cabeças de chave 1 e os maiores vencedores na história das duplas profissionais, por 7/6 6/3.

A partida era válida pela 1ª rodada do Torneio de Washington. Os mineiros, que já garantiram U$ 8.050, 00 de prêmio, enfrentam agora os israelenses Ram e Erlich.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:00

Zanzando

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Pela ferrenha discussão de dois leitores, a decisão de onde a dupla mineira Mello/Soares jogará tem importância. Talvez.

Talvez tenha importância a curiosidade de saber o que influi e prioriza uma escolha dessas.

As duplas, ao contrário das simples, não exigem 42 dias de antecipação para a inscrição. Por isso, a programação dos tenistas é mais flexível. Mas, não totalmente.

Eles decidem suas viagens bem antes, seguindo uma estratégia, que pode variar, inclusive de metas.

Além disso, há toda a logística envolvida. Vocês lembram a ultima vez que programaram uma viagem internacional? Passagens e reservas é só uma parcela.

Na minha cabeça, após a concretização de dois títulos, faz mais sentido continuar no saibro. Mas lembro que há dois anos Mello/Sá fizeram a mesma escolha. Com certeza decidiram isso bem antes. Acharam melhor não mudar.

Fui lá olhar o calendário e me surpreendi um pouco. Uma boa razão para mudar de continente e piso seria a premiação e pontos.

No entanto, a premiação de Memphis (U$1.100m) é bem semelhante à de Acapulco (U$955). E a de Buenos Aires (U$475) é até um pouco mais alta do que a de Delray Beach (U$442). A ordem dos torneios não altera o produto.

A diferença pode estar na decisão, que desconheço, dos mineiros optarem por Dubai ($1.619), mais uma mudança de continente e fuso, mas que muda o panorama financeiro.

O que ficou claro é que no saibro latino americano os adversários são mais frágeis e menos motivados dos que os que eles enfrentaram no hemisfério norte, onde há mais especialistas em duplas zanzando pelos eventos.

No mais, o próprio Marcelo Mello mostrou sua indignação ao mencionar que saía da Bahia para o frio de Memphis. Sei lá, Buenos Aires é terra de Gardel e Piazolla, Memphis de Elvis e BB King. Talvez essa seja a preferencia musical dos garotos.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro | 12:20

Gatos

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Quem não tem cão caça com gatos – ou gatos. Como nenhum tenista brasileiro se animou a vencer o Aberto do Brasil, dois mineirinhos decidiram que seria de bom tom conquistar o título de duplas. Afinal, a organização já havia priorizado as duplas. E quem não tem irmãos Bryan vai de Melo e Soares, o que está de bom tamanho.

A dupla pão de queijo já havia vencido o torneio anterior, em Santiago. Mesmo com a confiança bombando, a dupla suou em bicas para vencer as duas primeiras rodadas. Na 1ª venceram por 13/11 no TB do 3º set. Na 2ª por 10/8. Mais confortáveis em quadra e sentindo que o momento era realmente bom passearam nas semis e na final, quando bateram Andujar e Gimeno-Traver. Aliás o segundo fez todo o discurso da dupla na premiação, enquanto o primeiro, que tem uma carinha de bobo esteve mais perdido do que cego em tiroteio do Tarantino.

Para quem só conquistou um título desde que estão juntos, dois seguidos devem operar maravilhas no animo. Imagino que os dois agora partem para Buenos Aires e Acapulco, os dois últimos eventos sobre o saibro até a Europa, e que os coloca como favoritos em ambos. É hora de cacifar na confiança e no embalo com mais vitórias e títulos.

Girafa e Bruno – compenetrados e vencendo

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:26

Os melhores da CBT e da Revista Tênis

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A CBT e a Revista Tênis premiaram ontem “Os melhores de 2010” em uma premiação que não foi tão ampla quanto em 2009, mas que serve o seu maior propósito que é salientar os melhores do mundo tenistico brasileiro.

Como “jornalista” – essa tarja nunca me caiu de maneira tranquila – fui convidado a votar. Fiquei contente em descobrir que a quase totalidade de meus votos foram espelhados pelos outros convidados.

Abaixo a lista dos premiados:

Sênior Feminina:Simone Vasconcellos
Sênior Masculino: Roger Guedes
Juvenil Feminino: Bia Haddad Maia

Juvenil Masculino: Tiago Fernandes
Cadeirante Feminino: Rejane Cândida
Cadeirante Masculino: Carlos Jordan dos Santos
Treinador: João Zwetsch
Torneio Infantojuvenil nacional: Brasileirão
Torneio Infantojuvenil internacional: Copa Gerdau
Torneio Future: Clube Paineiras
Torneio Challenger: Etapa de São Paulo da Copa Petrobras
Jogo-exibição: Gustavo Kuerten vs. Yevgeny Kafelnikov
Torneio Sênior: Grand Champions
Torneio brasileiro da ATP: Aberto do Brasil – ATP 250 da Costa do Sauípe
Duplista Feminino: Maria Fernanda Alves
Duplista Masculino: Bruno Soares
Melhor Tenista: Ana Clara Duarte
Melhor Tenista: Thomaz Bellucci
Melhor Tenista Geral: Thomaz Bellucci

Não vejo nenhuma injustiça e nenhuma surpresa na lista. Minto; talvez a premiação de João Swetsch. Não por alguma falta de Joãozinho, mas pela ausência de Larri Passos que, por mais de uma razão, é considerado, e reconhecido, o nosso melhor treinador.

Se for olhar com uma lupa, vi meu voto contrariado uma única vez, sendo que deixei de votar em três ocasiões por não me sentir com o necessário conhecimento para fazê-lo.

Um setor que poderia ser polêmico, pelo equilíbrio de forças e resultados – duplas profissionais masculinas – me deixou também feliz com o resultado. O mineiro Bruno Soares levou o prêmio.

Fiquei feliz com a premiação do Bruno porque há tenistas e tenistas. Homens e homens. Caráter e caráter. Bruno Soares pode estar tranquilo, porque está onde todos os homens gostariam de estar. Entre os melhores de seus ofícios e com um caráter e uma personalidade no par com seu ofício.

Infelizmente, neste segundo ano de premiação, a CBT e a Revista Tênis tiveram que ceder e não premiar os melhores da imprensa. O prêmio que recebi em 2009 ficou um pouco triste sem seu par.

Bruno Soares – um exemplo no mundo do tênis.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:04

No paraíso

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Ao mesmo tempo em que acontece a final da Copa Davis em Belgrado, em Mogi das Cruzes a CBT organiza o Correio Brasil Masters Cup, evento que reúne os melhores do Brasil em evento-exibição que leva o nome do principal patrocinador da CBT.

O evento é realizado no Paradise Golg & Lake Resort, um belo hotel com treze quadras de tênis e várias outras opções de lazer.

O formato são os sete melhores profissionais do país mais um juvenil convidado, no caso o Augusto Laranja. Quem defende o título é Thomaz Bellucci. Todos os tenistas convidados comparecerão, com a exceção do contundido Marcos Daniel. No passado, tivemos eventos similares no fim da temporada, mas agora a CBT tem usado de sua musculatura para convencer os tenistas a jogarem. Normalmente, para esse tipo de eventos, os tenistas exigem uma garantia, além do prêmio, que não costuma ser dos maiores.

Imagino, porque não troquei essas figurinhas com ninguém, a CBT utiliza do fato de pagar uma parte das despesas de viagem de todos eles durante a temporada para convencê-los a participar, o que me parece mais do que justo.

Alem de jogar de sexta-feira a Domingo em Mogi, os tenistas estão, desde quarta-feira em São Paulo, realizando diversos testes físicos sob o patrocínio da CBT e a supervisão do preparador-físico do time da Copa Davis, Eduardo Faria. São três dias seguidos de testes. Sobre o assunto, Faria e o supervisor da CBT Paulo Moriguti ficaram de me enviar detalhes sobre o trabalho.

Ontem eles passaram a tarde em uma das quadras do Clube Pinheiros, onde Faria trabalha, fazendo testes em quadra, feito em total clima de confraternização, dos quais publico algumas fotos abaixo.

Todos eles estão voltando de suas férias e esta semana é o começo do trabalho da pré-temporada. Por isso, nenhum deles estará ainda em sua melhor forma este fim de semana, já que o trabalho de pré-temporada visa os torneios do início do ano e ter uma base do que utilizarão no primeiro semestre de 2011.

Quem estiver nas redondezas de Mogi não deve perder a oportunidade de ver nossos melhores tenistas em um local bem interessante.

No Clube Pinheiros – Bruno Soares, Andre Sá, Thiago Alves, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo, Ricardo Mello, Franco Ferreiro e Caio Zampieri, Edu Faria e Cassiano Costa, preparadores.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:02

Genética

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Já coloquei aqui, em mais de uma oportunidade, que as verdadeiras razões para o tenista abandonar a carreira estão longe das quadras. Muito mais do que a deterioração física é o “saco” que explode bem antes das pernas irem embora. E os problemas com as viagens e derivados – que são semanais, quando não diários – são os mais desgastantes.

Olhando um vídeo postado pelo Marcelo “Girafa” Mello, com a perene presença do simpático parceiro Bruno Soares, me lembrei dessas agruras. E assistindo a primeira parte dele, onde o mineiro conta sobre um “probleminha” que teve com seu passaporte, me recordei de algo semelhante do seu irmão-técnico Daniel Mello, que acompanhei, como chefe de equipe, nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg.

Naquela ocasião, recebi e repassei a orientação a todos os membros da equipe que era terminantemente obrigatório o uso do crachá dos Jogos em tempo integral, já que diariamente passávamos por dezenas de check-points em nossas peregrinações entre dormitórios, refeitórios, transporte, vestiários, ginásios, quadras etc.

No primeiro dia, fiz uma mini palestra com os atletas, enfatizei os pontos e saímos para pegar o transporte oficial em direção às quadras de jogos, do outro lado da cidade, com transporte que obedecia horários rígidos e pontuais.

E não é que subo no ônibus, me instalo na janelinha e quando me dou conta, aquele zum-zum-zum lá fora. Por quê? O Daniel Mello tinha esquecido seu crachá no dormitório. Ensandeci. Virei para o garoto e disse que era bom ele correr, pegar o crachá e voltar antes do ônibus sair ou que pegasse o ônibus para o aeroporto.

Com a ajuda do jeitinho – maldito e bem dito seja – conseguimos segurar o buzanca, até porque estava vazio, até o ofegante mineiro voltar. Não preciso dizer que o garotão, que é ótima pessoa e hoje pai de família, além de técnico da equipe mineira, foi alvo de gozações por um bom tempo, além de “pagar” vários “castigos”.

O video do Girafa me deixou a duvida se a genética é assim tão forte. Sem o consentimento formal do rapaz, “puxo” o vídeo e o publico aí abaixo. Vale também pela curiosidade do dia a dia dos tenistas “on the road”.

Em tempo, os dois estão na semifinal de Tókio, após baterem a dupla cabeça de chave #1.

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terça-feira, 15 de junho de 2010 Light, Tênis Masculino | 12:23

Quem?

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Daqui a pouco tem estréia do Brasil na Copa. Vou receber alguns amigos para acompanharmos pelo telão, logo após degustarmos um penne ao pesto, uma das especialidades da casa, já que planto e colho o próprio manjericão.

Enquanto cheio de alegres expectativas, tenho minhas duvidas quanto ao sucesso do time. Pelo menos não teremos aquela viadagem da última copa, onde cada um dos presentes estava mais preocupado com seu marketing pessoal do que com o título. A começar pelo Parreira o que foi uma grande decepção. Como o universo vive de ações e reações, hoje o Dunga é o chefe.

A minha maior dúvida, pelo menos antes da bola rolar pela primeira vez conosco em campo, é saber quem vai “liderar” esse time. Ao liderar eu quero dizer quem vai assumir a responsabilidade de fazer o nosso time ganhar, o que, na maioria das vezes, se traduz em enfiar, ou passar, a bola nas redes adversárias. Porque enquanto Dunga liderava o time em 1994, uma responsabilidade também vital a um time vencedor, foi o Romário que assumiu a responsabilidade de tornar a vitória uma realidade. Assim como fizeram Didi, Pelé, Garrincha e Vavá em 58, Garrincha e Amarildo em 62, Gerson, Pelé e Jairzinho em 70, Rivaldo e Ronaldo em 2002.

Esses nomes não tiram os méritos dos outros em campo, pelo contrário, já que são necessário 11 ou mais para vencer uma partida e um campeonato. Mas todo time campeão precisa de um jogador que paire acima dos outros, a quem estes olhem e procurem na hora da onça beber água. E que, acima de tudo, não só assuma a responsabilidade de agir, mas que tenha a técnica e a força para resolver.

Imagino que muitos vão falar; é o Kaká. Só que Kaká esteve em campo na última Copa e, apesar de estar em uma posição crítica em campo, também se eximiu. Além disso, nunca me marcou como um jogador de chamar a responsabilidade de fazer seu time vencer uma competição. Mas, é um enorme talento, foi eleito o melhor do mundo e, aos 28 anos, essa é a sua hora. Se não brilhar, me pergunto mais uma vez – quem vai fazer nosso time vencer?

Falando em vencer, a dupla pão de queijo Marcelo Melo e Bruno Soares, venceu os cabeças de chave 1 – Kubot e Marach – na grama de Eastborne. Com a vitória sobre os irmãos Bryan no saibro de Paris, espero que eles adquiram ainda mais confiança para aumentar a constância de suas vitórias, uma necessidade para conquistar títulos, justamente às portas de Wimbledon.

Maicon – um cara que gosta de decidir.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:28

De beca

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Abaixo publico a foto do time espanhol, todo de beca, ao ser recebido pelo PM Zapatero. Alguem aí pega uma gravata para o Ferrero, que parece caiu do caminhão, já que o Tommy foi bem de improviso e fashion. Logo abaixo o time completo, simples e duplas no Masters de Londres.

O fato, a foto e o encontro com alguns tenistas presentes na premiação de ontem me lembraram da dificuldade que os jogadores têm em se vestir formalmente quando a circunstância exige. Ao ver Thomas Bellucci, Andre Sá, Marcelo Melo e Bruno Soares vestidos de terno e gravata, mencionei na conversa que em época de Copa Davis a fila era grande no meu quarto para fazer nó de gravata. Bellucci disse que o fato permanece.

Sá, que não tem intenções de parar tão cedo, mas já começa a olhar o seu futuro dentro do tênis, como abordarei em breve, era o mais à vontade e elegante com o terno. Segundo a percepção de Bellucci, que até ontem à noite ainda abotoava os três botões do paletó, Sá se destaca em função da idade e o know-how adquirido. Mas todos têm seus truques; o de Sá é usar sempre a mesma gravata, cujo nó nunca é desfeito.

Pessoal, estou adorando as congratulações deixadas por vocês, mas não se esqueçam que agora é a hora de levantar as pautas especiais. A primeira delas é sobre a “Melhor Partida” do ano. Talvez, melhor dizer a “Mais Importante” partida da temporada. Eu já tenho a minha favorita em mente, mas aceito indicações e lembranças, porque não é raro algo escorregar pelas alamedas da memória.

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fopreFoto dos engravatados no Masters de Londres e mini foto, ainda não consegui o arquivo completo da PoaPress, do evento de ontem, com os engravatados nacionais.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 17:30

Pão de queijo

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Era uma morte anunciada que se concretizou. Marcelo “Girafa” Melo encerrou sua parceria com Andre Sá e assumiu o casamento com o amigo Bruno Soares, cujo parceiro, Kevin Ullyet, abandonou o circuito. Os três são mineiros, amigos de longa data e, com certeza, devem ter conversado sobre o assunto mais de uma vez.

Até hoje a experiência de André ditou o ritmo da dupla mineira que, como toda dupla, deve ter mais de um componente em comum e mais ainda qualidades que se completam. Na dupla Sá/Melo, apesar da idade e pelo atleticismo natural, o primeiro é o ágil e o segundo, pela envergadura, o ancora. Seguindo essas características a dupla foi formada e teve sucesso.

É óbvio que não são só essas características que devem casar para a formação de uma dupla de sucesso. Diferentes tenistas trazem diferentes características para a parceria e é sempre uma incógnita se a parceria funcionará.
Na dupla Melo/Bruno, o segundo terá que forçar um pouco mais a característica de movimentar pela quadra, intimidando e atrapalhando adversários. Marcelo é mais parado – intimida pelo tamanho, mas não vai ficar varrendo a quadra.

Outra característica, que com certeza foi conversada e determinada, é sobre quem jogará no “deuce” e quem jogará na “vantagem”, já que, atualmente, ambos jogam na vantagem. É mais difícil jogar no “deuce”, pois é preciso bater a devolução de dentro para fora. Por isso, eu diria que Marcelo deve ir para lá, já ele bate a esquerda com as duas mãos. Ao mesmo tempo, a melhor bola de Bruno é exatamente a direita na diagonal, onde ele faz misérias, enquanto sua esquerda é mais fraca. No “deuce” ele ficaria mais vulnerável. De qualquer maneira, essa caracteristica e escolha será fundamental no sucesso da dupla.

O fator determinante para a parceria mineira é o fato de ambos serem bem amigos e terem praticamente a mesma idade (26 anos). Eles viajam juntos há tempos e se conhecem desde os tempos de juvenil. Esse carinho mútuo faz uma diferença enorme no emocional de quem tem que viajar e trabalhar junto e de quem tem que constantemente estar se motivando e perdoando.

Resta ver se funcionará tecnicamente, que é o que determinará a permanência da parceria. Ambos gostam do que fazem e ainda têm muito gás. Duplistas podem jogar bem mais tempo do que singlistas e, se tudo correr bem, a dupla pão de queijo pode ficar junta por uma década.

DSC02649 Bruno – simpatia e categoria.

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