Publicidade

Posts com a Tag bernard tomic

quarta-feira, 26 de março de 2014 Juvenis, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:42

Cabeçada

Compartilhe: Twitter

“Os pais sao o câncer do tênis”. Esta é uma frase de Billie Jean King, super-campea americana que dá o nome ao complexo onde é jogado o US Open. Mais do que uma verdade é uma frase de efeito, coerente com o perfil marketeiro da autora. A verdade é que os pais tanto fazem como destroem, em especial nos tempos de juvenis. Que fique claro, sem o apoio familiar nao tem tenista que progrida. Com os pais massacrando e cobrando nao tem emocional que resista.

Já escrevi anteriormente sobre o assunto, que é crítico e extenso, provavelmente voltarei a faze-lo, mas hoje é mais sobre uma ramificaçao, uma curiosidade do problema.

Quando eu era garoto nao gostava que meu pai assistisse meus jogos. O cara ficava ali nas arquibancadas com aquele olhar ameaçador, o que nao fazia nem um pouco bem para meu ego, que era impiedosamente massacrado pelo adversário e suas malignas intençoes. Nao pensem que qualquer argumento meu o fazia mudar de opiniao sobre ele estar lá. Se ele quisesse, assistia, se nao quisesse nao assistia.

Assim sendo, entendo tenistas, jovens e nao tao jovens, que tenham um pé atrás com a presença de seus progenitores nas arquibancadas. Normalmente o assunto é uma questao entre os juvenis, quando os atletas ainda estao marcadamente sob a influência paterna. Essas intervençoes acontecem tanto com as meninas como com os meninos. A diferença é que as meninas “aceitam” essa influencia por mais tempo e mais passivamente. Os rapazes sao mais rebeldes, e com a testosterona presente e inflamando, os arrancas rabos com os pais podem ficar punks. Quando sao as maes as envolvidas o negócio é mais tranquilo. Teoricamente esse pesadelo termina quando os rebentos vao para o profissionalismo. Teoricamente.

Miami deve ter alguma coisa no ar que instiga esse conflito. Três anos atrás presenciei, quando na sala da TV do estádio, imagens e audio de uma quadra secundária, onde o australiano Barnard Tomic negociava com o juiz de cadeira a expulsao do pai das arquibancadas. Foi uma conversa surreal e única nos anais do tênis. Tomic chegou a pedir que o juiz mandasse o pai embora. Quando o juiz retrucou que ele deveria fazê-lo, o rapaz retrucou que nao adiantaria. Por fim, o juiz deu, a ele tenista, uma advertência por “coaching”, já que o pai falava com ele, e nao eram instruçoes. Tomic virou para o juiz e agradeceu, sinceramente. A continuaçao dessa novela mórbida entre o tenista e seu pai culminou com o doidao agredindo o técnico do garoto com uma cabeçada e, por isso, sendo suspenso de todo o circuito da ATP.

Esta semana foi a vez do Jonh “Meia” Sock brigar com o pai durante um jogo em Miami. O pai devia estar atormentando a cabecinha já atormentada do Joao Meia e levou um cartao vermelho do filho. Este nem pediu a intervençao do juiz. Foi logo virando para o pai, em uma troca de lados, e dizendo para o progenitor “dar o fora”. Repetiu a ordem duas ou três vezes e as câmeras mostraram que o pai obedeceu rapidinho.

A realidade dos pais problemáticos espirra na personalidade dos filhos. Tomic é um garoto com uma atitude sofrível – passa a mensagem que nao gosta do jogo. Mas seus problemas e atitudes sao muito mais com ele mesmo do que com adversários, árbitros ou publico. Sock carrega o pressao dos EUA nao terem mais um grande tenista e terem nele um tenista, quando muito, mediano, e nas quadras duras – porque no saibro… É um garoto temperamental e mascarado e joga bem menos do que imagina. Sobre seu pai nada sei. Só imagino que nao tem a mesma cabeçada do TomicPai, já que o filho nao tem muito respeito ou medo dele.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 28 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 14:56

Continua..

Compartilhe: Twitter

Sim, o pai do Tomic não pode ver ao vivo seu filho desistir na 1a rodada por conta de dores na panturrilha. O cabeçudo está proibido de entrar em qualquer evento de tênis – da ITF ou da ATP – até seu caso de agressão ser julgado em Madrid em Outubro. Lembrando, ele deu uma cabeçada em um tenista que treinava seu filho – coisa de gente fina, algo que pai Tomic já mostrou ser há um bom tempo. Estavam todos no circuito esperando um escorregão do cara, ele deu e agora não tem nenhum amigo para lhe estender a mão. Com certeza, o assunto não deve estar fazendo nada bem para a cabeça do tenista, que já não tinha a melhor delas anyway, e vinha tendo um bom começo de temporada. A ver como fica o assunto todo. A cabeça do rapaz, que é mais uma vítima no assunto, e o julgamento em Madrid e suas consequencias.

Durante a entrevista pós jogo Tomic se recusou a responder perguntas sobre o assunto. Só divulgou via seu agente que “o pai está em Paris, continua sendo seu pai, seu técnico e que o ama muito”. Adivinhem quem escreveu.

Autor: Tags:

terça-feira, 7 de maio de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 14:34

Malaman

Compartilhe: Twitter

Já escrevi, e escreveram, tantas vezes que os pais são a câncer do tênis – uma verdade com boas exceções que só confirmam a regra – que chegou a ser uma lamúria e não uma notícia. A agressão do pai de Bernard Tomic ao rapaz contratado para bater bolas com o filho nos torneios é a nova história de terror do circuito.

Essas histórias acontecem mais no circuito feminino. Normalmente os rapazes logo dão um chega pra lá nos pais/malas quando tem idade para tomar uma cerveja. Mas família Tomic parece ser única de mais de uma maneira. Eles sempre criaram problemas, desde os tempos de infanto-juvenis, quando começou a ficar clara a facilidade do filho em bater na bola. O pai sempre criou confusões e brigas lá pela Austrália. O fato do filho não estar jogando o que ele pai esperava – ele acha que tem o novo Federer nas mãos – só deve fazer as coisas piores.

Vale lembrar que quase sempre que temos um pai dessa natureza o perfil é semelhante. Um homem de pouca educação/formação – o Tomic era chofer de taxi ou caminhoneiro – ignorante metido a violento, e totalmente incapaz de trazer para casa valores nem de longe próximos aos de um tenista. Pierce, Dokic, Capriati, Tomic são espelhos.

Ao que se sabe, o pai Tomic já tinha metido a mão no filho em Monte Carlo, o que criou um clima. No avião para Madrid a coisa continuou feia. No hotel seguiu e acabou na rua, com ameaças de não pagar o que deve, uma cusparada na cara e uma cabeçada no nariz que deixou desacordado na rua o tenista francês Thomas Drouet, rebatedor contratado do filho. O fato de terem um rebatedor, algo normal entre as cachorronas e mais raro entre os cachorrões, pelo menos nos torneios, mostra a personalidade da família. Eles não querem muita sociabilidade, que é o que as mulheres odeiam descaradamente – em quadra só adversárias.

Tomic-Pai foi preso, deu suas declarações, parece que passou uma noite na cadeia, foi solto, foi para o Monaco e a polícia está fazendo novas investigações, já que o pai disputa as acusações. Tomic terá que comparecer à corte em Madrid no dia 14 de maio.

O filho pouco tem dito, dizem que admitiu à agressão do pai. Parece que Dolgolopov e Tipsarevic também presenciaram. Em Miami do ano passado eu já havia presenciado, e escrito aqui, um estranho incidente onde Bernard pediu ao juiz que ordenasse ao pai que abandonasse as arquibancadas, já que o estava ofendendo e atrapalhando – algo que se vê aos montes nos torneios juvenis, lá e por aqui.

A ATP também fará investigações e o agredido tem pedido publicamente que o agressor seja proibido de comparecer aos eventos, algo que já aconteceu com os mencionados acima. Enquanto isso, Bernard tem sua carreira prejudicada, óbvio. Veremos se acaba em pizza. Minha aposta é que a justiça espanhola lavará as mãos e a ATP, se muito pressionada, dê uma leve suspensão ao malaman.

ATUALIZAÇÃO – A ATP não dará mais credenciais a John Tomic até segunda ordem. Não foi divulgado até quando vale a decisão. Como Roland Garros está chegando em breve saberemos se a FIT acompanhará a decisão. Não foi um banimento, pelo menos por enquanto, sendo assim, teoricamente o pai pode comprar ingresso e entrar no local.

Drouet saindo da justiça.

O mau encarado Tomic pai.

Autor: Tags:

sábado, 19 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 11:35

Tomic

Compartilhe: Twitter

Os australianos estão todos contentes pela postura de Bennie Tomic na derrota, em três sets, para Federer. Afinal, ele não barbarizou, não largou ostensivamente a partida, jogou um ótimo set – o segundo – quando teve suas chances de vencer e ainda deu uma entrevista equilibrada onde elogiou o oponente e não fez nenhuma declaração controvertida. Mas…

Que o australiano é um talento diferenciado eu escrevo desde de ele tem 16 anos, sempre com alguma controvérsia para apimentar o texto. Até aí nenhuma novidade. O jogo de hoje continuou sem novidades.

Ele confessa que se distraiu, para não dizer intimidou, ouvindo a lista de títulos de Federer no bate bola, jogou de igual para igual o segundo set, quando não existia tanta pressão, teve suas chances e não conseguiu cacifar. Até aí tudo bem.

O fato, não vou escrever problema, é que no 3o set Tomic mostrou mais uma vez a sua grande questão. Ao se ver dois sets abaixo, abaixa a guarda e entrega a rapadura. Levou 6×1. E a luta?

É nesse detalhe que Tomic deixa transparecer a falta em sua personalidade e a razão para não deslanchar na carreira, não cacifando seu potencial e assim frustrando seus fãs. Mudou? Ainda não. Só deu uma melhorada, apazigou seus críticos locais e uma lustrada na reputação.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:58

Expectativas

Compartilhe: Twitter

Início de temporada é interessante para ver se alguém voltou ao circuito com uma motivação diferenciada, uma confiança exacerbada, um preparo físico mais pungente, um golpe menos atávico, algo que nos acene com maiores alegrias e possíveis delírios sofasisticos.

O Davydenko dar uma aula ao Ferrer no Quatar e ainda contar prosa não é exatamente o que eu esperava. Mas, o russo afirmar que o espanhol, #5 do ranking, nunca o incomodou, por mudar pouco o ritmo e a forma de jogar, nos oferece uma mensagem sublimar sobre a mesmice que por vezes o tênis atravessa em termos de criatividade e estilo – o que explica o sucesso Federer.

Quando vi o resultado do jovem Harrison, batendo facilmente o Isner, pensei das duas uma: o garoto aprendeu e vai deslanchar, ou o Isner, de quem tenho maiores expectativas que a maioria dos fãs do tênis (em 2012 já ficou uns 4 meses no Top10), vai esvaziar a minha bola. Logo em seguida o Harrison toma um cascudo do Benneteau e o Isner diz que vai se afastar das quadras por conta de uma contusão no joelho, uma má notícia para qualquer um, pior para um tenista de 2m. Tudo se explica, caí do horse e sorte de Bellucci e companheiros.

O tal do australiano Bernard Tomic, outro talento com um jeito Rios de ser – não sei alguns desses talentosos pensam que devem, ou podem, como padrão, serem grandes babacas – começou bem o ano. Ganhou do Djoko em uma exibição – uma exibição sim, mas é melhor do que perder – e agora está na semi em Sidney. O rapaz anda mais sujo que pau de galinheiro em seu país e vem perdendo o respeito no circuito. Levou uma chamada elegante do Federer sobre seu comprometimento, o que mostra que o suíço sabe que ele pode jogar, mas não está jogando.

Esta semana Patrick Rafter, capitão da Davis da Austrália, e sempre visto como bom moço, avisou que o rapaz Tomic está fora de seus planos no curto prazo, por conta das babaquices que vem aprontando, dentro e fora das quadras, inclusive “largando” jogos, na Davis e no circuito. O papelão de Tomic, que largou o jogo em Hamburgo, na Davis, contra Mayer, (se borrou total) jogou a Austrália fora do Grupo Mundial e originou uma grande briga entre ambos – aliás, conheço bem esse fime.

Ninguém se bica com o rapaz, lembram que uma vez ele se recusou a treinar com o malahewitt em Wimbledon, uma roupa suja que acabou sendo lavada em publico, teve problemas com a polícia australiana por conta de suas aventuras automobilísticas, vive em guerra com a federação local e em Miami 2012 pediu ao juiz que expulsasse seu pai, o mala-mór, das arquibancadas.

Levar porrada de tudo quanto é lado mexe com qualquer um. Um tenista pode abaixar a cabeça e entrar mais no buraco ou pode usar o fato para se motivar. Com o perfil de Tomic, a minha expectativa que ele enxergue o mundo todo como errado e habitado por gente da pior espécie e que ele, coitadinho, é um incompreendido e perseguido, e por isso vai assumir missão de provar que é o cara e o resto um bando de idiotas que se exploda. Pode dar certo, afinal o mundo não é politicamente correto e, como dizia o filosofo, o inferno são os outros.

Tomic – por enquanto,  talento sem comprometimento.

Tomic e Rafter – comunicação ruim.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 9 de outubro de 2012 Curtinhas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:19

Dupla perfeita

Compartilhe: Twitter

Isto não é um Post – é um twipost.

Não me passou desapercebido, apesar de que poderia, a parceria, e consequente derrota, da dupla (im)perfeita Bellucci/Tomic, perdendo para Butorac/Petzschner na 1a rodada de Xangai por 6/0 6/1, um resultado quase inacreditável nas duplas. Das seis ou sete vezes que sacaram venceram só um serviço!? E olhem que Thomaz tem uma patada de saque e Tomic não é mal voleador.

Fico imaginando a cara dos dois a cada game de serviço perdido e as conversas para novas definições táticas na virada. Agora, quem foi que teve a idéia que Bellucci e Tomic podiam jogar juntos – e não estou falando sobre a técnica de ambos.

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Tênis Masculino | 13:40

Hooning

Compartilhe: Twitter

O australiano Bernard Tomic, o Neymar do tênis australiano, vai conseguir transformar seu talento e habilidades em uma carreira vitoriosa e de sucesso?

Suas vitórias como juvenil e seu sucesso como um novo “kid on the block” insinuam que sim. A questão é se conseguirá baixar sua bola fora das quadras. Ele e seu pai já tiveram inúmeros problemas com as autoridades do tênis, na Austrália e fora. Mais de uma vez teve sua orelha puxada pelas autoridades tenisticas. Boa parte do ônus tem sido colocada sobre seu pai, uma daqueles pais que gostam de tomar conta da carreira e do tênis do filho, batendo de frente com todos e desconsiderando o esporte em si, respaldados somente pelo talento e resultados do filho.

O problema ficou mais amplo agora porque o filho, amparado pelo pai, começaram a bater de frente com as autoridades fora do tênis também. Mais claro, com a polícia.

Tomic, 19 anos, tem carteira de motorista e uma permissão especial; jovens tem placas diferenciadas e, mesmo com carteiras, não podem guiar carros acima de determinada cilindrada, por isso a permissão, especial e condicional. Em Dezembro, em duas ocasiões, Bernard, que dirige uma BMW M3 amarela limitada em velocidade eletronicamente, foi parado, e multado, pela polícia por “hooning”, uma expressão australiana para quem está “aprontando” com o carro. Subjetivo, mas todo mundo sabe o que é; lá ou aqui.

Na semana passada a polícia o parou e multou. Na segunda vez, em menos de 2hs, ele simplesmente fugiu e se refugiou na casa do pai. Este entrou em sério bate-boca com os policiais e a coisa toda vai para a justiça. Dia 14 ele terá que comparecer perante um juiz.

Como tem pouco tempo de profissional, ainda é cedo para avaliar o quanto o garoto é problemático ou só mais um perseguido pelo resto do mundo. Talvez aquele pequeno incidente no AO – onde durante uma partida interrompeu, rapidamente um ponto, algo que seu adversário percebeu, e por isso prejudicado, mas o juiz de cadeira não, e quando questionado pelo adversário se fez de “migué” – seja uma antecipação do que pode vir por aí.

Autor: Tags:

domingo, 22 de janeiro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:49

Campanha

Compartilhe: Twitter

O meu colega de transmissões, Ari Aguiar, lança a campanha, “Dá um slice, Wozniacki!”, campanha que só teria menos resultados do que seu eu lançasse a campanha “Um saque e voleio, please, Caroline”.

A moça, dona de um tênis unidimensional, seria um porre de assistir se não fosse por um quesito. Ela é extremamente disciplinada, o que é, e sempre será, uma qualidade, dentro e fora das quadras. Imagino que os fãs da escandinava sejam os mesmos do ibérico Nadal. Será que a minha mulher também acha ela uma “fofa”?

Após as partidas de hoje, Ari me perguntou se eu não acho que o arsenal de habilidades de um tenista como o do australiano “Neymar Atômico” não lhe confunde a cabeça. Um bom ponto e uma pena que ele não tenha perguntado durante a partida – eu adoro essas pautas durante a transmissão.

É um fato que, especialmente no início das carreiras, os mais talentosos e habilidosos se confundam com a variedade até estabelecer o seu “modus operandis” e mesmo assim há controversas – Murray acha que estabeleceu o seu MO, enquanto seus críticos acham que deveria continuar procurando. Até mesmo o Federer passou por esse momento, não vejo porque com o australiano seria diferente. Que ele vai jogar muito é um fato – ele tem o espírito competidor, além da “mão”. Resta ver o quanto de espírito estamos falando.

Hoje, Tomic tentou enrolar o suíço Federer com seus slices. Federer não se apertou – não lhe falta arsenal para enfrentar quem quer que seja. Mas, depois de uma dupla falta no 30×30, 4×4, 1º set, Tomic abriu as pernas. É verdade que houveram também várias bolas espetaculares do campeão para lhe ajudar na decisão – mas isso não é novidade, especialmente quando o suíço começa a viajar na confiança. Aliás, até com ele se pode lançar uma campanha – “Aposentar pra que, Federer?”.

Caroline – tentando sair da caixa.

Roger – já fora da caixa.

Autor: Tags: , , ,

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Tênis Masculino | 17:53

Out of the box

Compartilhe: Twitter

Hoje tive uma discussão com um amigo. Adoro discutir com amigos; podemos falar o que quisermos sem maiores preocupações – pelo menos enquanto a discussão for teórica e não pessoal.

Discutíamos tênis, o que mais seria em semanas de Grand Slam? Discutíamos a partida entre Dog Dog e o Garoto Atômico. Ele odiou. E como todo passional, odiou muito. Eu adorei, e como todo admirador do talento natural e das habilidades impares, adorei muito.

Infelizmente, só quem tem a ESPNHD pode acompanhar a partida. Quem viu, viu, que não viu vai ter que esperar uma próxima oportunidade.

Os dois tenistas tem habilidades que fogem do padrão, especialmente o padrão que domina e assola o tênis atual. É só passear pelos torneios infanto-juvenis e constatar que a única coisa que o sabem e querem fazer é dar na bolinha como se ela fosse a culpada de todos os pecados do mundo. Entre os profissionais essa realidade não fica muito distante.

DogDog quase deixou Novak Djokovic louco no Aberto dos EUA quando abriu a lata de lixo e a entornou na quadra central. Atrofiou o Djoko. Ele é capaz de dar esquerdas slices que mudam mais de trajetória que um chute do Nelinho.

Tomic é a nova e grande esperança dos australianos. À parte do talento e das habilidades, Tomic tem a personalidade de um jogador. Me lembra muito o Neymar, no jeito e no talento. Mas tem uma personalidade “problemática” – deu uma “garfada” no Dog em uma questão sobre desafio que pegou muuuito mal.

O australiano é também capaz de cortas salames por horas. Pode também, em um piscar dos olhos, passar para uma bola flat e acelerar a bichinha. Sabe mudar o ritmo como outros mudam de meias e não se aperta junto à rede. É maravilhoso assistir um tenista que pode tirar o peso e em seguida acelerar. Todas essas qualidades fazem tambem parte do arsenal do ucraniano. O que os dois jogaram de “quadradinho” deu mais tempo e bolas do que somado todas as outras partidas de ambas as chaves, do começo ao fim do torneio.

Os dois nos ofereceram um espetáculo inusitado, repleto de bolas alternativas, golpes inesperados – um tênis “out of the box” e multi dimensional que só encontra espelho no de outro maluco, o MalaMurray.

Meu amigo não gostou, assim como iamagino que muitos leitores também não. Felizmente, os comentaristas do video abaixo – dois ex-tenistas, tambem adoraram.

Só tenho uma coisa para lhes dizer. Eu estou cheio de comer feijão como se fosse caviar, assistir blockbuster americano como se fosse “cinema”, ouvir “bate estaca” como se fosse musica e acompanhar neguinho dando porrada na bolinha como se fosse tênis. Quero ver tenista em quadra pensando no que vai fazer, montando, mudando e adaptando estratégias, buscando e explorando alternativas para o que virou padrão.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Tênis Masculino | 14:21

Acrobacias

Compartilhe: Twitter

Ontem tive um jogo longo e difícil. Por conta dos meus afazeres dos últimos meses, venho jogando mais no fim da tarde do que na hora do almoço com o sol a pino, um cenário bem distinto. Além disso, por conta da ultima cirurgia no joelho fazia tempo que não me arriscava a correr tanto e por tanto tempo. O corpo sente.

À noite fui assistir Varekai, o ultimo espetáculo do Circo do Sol, que ficará em São Paulo por um bom tempo e um ano pelo Brasil. Uma temporada que daria para curar um joelho. O espetáculo é legal, mas não é espetacular, o que é de certa forma uma ambiguidade espetacular. O show tinha uma acrobata, suspeito que russa, de se tirar o chapéu, segundo meu enteado, que entende do assunto. Eu que entendo de acrobacias concordo. Minha mulher preferiu os acrobatas. Bem, ela é fã do Nadal…

Pensei que meu corpo fosse sentir mais. Acordei às 5:45h da manhã e decidi que, por ser dia após feriado, não levantaria da cama tal hora. As próximas duas horas foram passadas debaixo das cobertas naquele limiar mágico que Varekai retrata e que eu adoro entrar, sair, entrar, sair…..

Esse Florian Mayer é um alemão que se fosse brasileiro já teria sido crucificado pelos fãs há tempos. Gosto de vê-lo jogar – é habilidoso, dono de um tênis não ortodoxo e o rei da “esquerda cachorrinho”. Mas inconstante. Talvez sem a força técnica necessária para ser mais constante. Um belo tenista de qualquer maneira e atual #23 del mundo. Nadal não aguentou tanta variação de jogo, algo que escrevo há tempos ser uma das coisas que mais desconcerta o espanhol.

Rafael mesmo falou que o Nadal de 2011 não seria páreo para o Nadal de 2010. Resta ver o que será o Nadal de 2012.

Não vi e gostaria de saber o que aconteceu na derrota de Tomic para DogOpolov. O placar de 5/7 6/1 6/0 indica que algo de diferente se passou. Ou não, considerando que são dois dos mais malucos de cada lado da rede. Mais dois que se brasileiros já teriam ido para a cruz.

Florian – um olhar diferente.

Autor: Tags: , , , ,