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Posts com a Tag bellucci

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:10

Bom dia!

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Não dá para deixar passar. Quatro brasileiros venceram partidas pela 1ª rodada em torneios da ATP. Em Santiago, Chile, Ricardo Melo bateu o uruguaio Pablo Cuevas, que vem jogando bem, em dois sets. Uma surpresa. Thomas Bellucci passou pelo seu carrasco na Copa Davis, Nicolas Lapentti, o que, espero, não seja mais considerado uma surpresa.

Uma grata surpresa, que também espero deixe de ser em breve, foi a vitória João “Feijão”, que passou pelo qualy e, na 1ª rodada, eliminou Simon Greul, 67# do ranking, sua melhor vitória na carreira.

Para não ficar atrás, mas em outras paragens, Thiago Alves foi à África do Sul e derrotou o ucraniano Oleksandr Dolgopolov em três sets. Não sei se foram as estrelas, alguma inspiração especial ou se o prenuncio de coisas melhores no horizonte, mas o fato, acrescentado à conquista do garoto Thiago Fernandes deixa o nosso mundo do tênis em alegria.

E em dez dias temos o Aberto do Brasil na Bahia.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:46

O sorteio da chave masculina

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A maioria dos tenistas fica apreensiva com a publicação da chave do torneio. Afinal, o rolar dos dados decide a sorte de muitos, para o bem ou para o mal. Alguns – eu sempre suspeito essa afirmação – juram que não olham, mesmo depois que o torneio começa. São adeptos de um susto por vez.

Como sempre, alguns gostaram do sorteio, outros nem tanto e vários devem ter odiado – mas não o confessam nem debaixo de boladas.

Como não odiar o sorteio o Luczak, que enfrenta o Nadal, e o Andreev, que enfrenta o Federer? Voar até o outro lado do mundo para encarar esses malas?! Apesar que existem uns “losers” que adoram pegar essas encrencas logo de cara para poderem dizer que pegaram o favorito ou o campeão. Tem cabeça para tudo.

Federer enfrenta Igor Andreev na 1ª rodada, mas tem Davydenko, o zebrão, nas quartas e, talvez, Baghdatis, uma zebrinha, antes.

Djoko e Gasquet, que voltou jogando bem, podem se encontrar na 4ª rodada. Haas e Tsonga podem colidir na 3ª rodada em um jogo de atacadores. Nessa chave, Marcos Daniel tem um clássico sul-americano com o colombiano Falla – uma partida bem ganhável para o brasileiro. O vencedor encarara o Soderling.

Thomaz Bellucci encara o casca-de-ferida russo Teimuraz Gabashvilli. Não é fácil, mas tem que ganhar essas. O vencedor encara Roddick. Nessa chave tem ainda o Berdich, o Querrey e o Gonzalez.

O Marin Celic vai, infelizmente, acabar com a carreira do mago Santoro. O Delpo, se jogar, por conta de contusão, enfrenta aquele baixinho Russel que quase eliminou Kuerten em Roland Garros. Se vencer, encara o vencedor de Blake x Clement, um jogo que pode ser tanto emocionante como de cortar os pulsos.

O Murray caiu na chave do Nadal, nas quartas-de-final, o que viria a ser uma partidaça, com um monte de coadjuvantes entre eles. Os que podem incomodar são o Monfils, que está mais perto do escocês, e o Isner e o Kohlschreiber que estão perto do Nadal – ou seja, o espanhol não está, como eu, perdendo o sono. Nessa chave temos uma 1ª rodada também tanto imperdível como de cair no sono. Stepanek e Karlovic se enfrentam em mais uma melhor de cinco. Na última, o croata bateu o recorde mundial de aces e fez a proeza de perder o jogo.

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Alguem ao olhar a Chave.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 Tênis Brasileiro | 16:29

Chave e chuva.

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Aquele pessoal que se encontrou em Copenhagen é melhor começar a se entender. Qualquer pessoa que não saiba, e assimile, o fato de que o clima está mudando drasticamente ou é cego ou não está por aqui há tempo o bastante para enxergar as diferenças. Eu, como milhares de outras pessoas, desci a serra em direção ao mar em procura do sol neste fim de ano e estou há horas ouvindo o barulho da chuva nas árvores. E não estou em Ubachuva.

Nem tudo muda. Uma que não mudou muito foi a lista de inscrição para a chave do Aberto do Brasil que acontecerá, novamente, na Bahia. Imagino que os organizadores flertem com a idéia de trazê-lo para o sul-maravilha há algum tempo, o que daria uma outra tonalidade ao evento.

Pensei que isso talvez acontecesse com a saída do Banco do Brasil como patrocinador, já que o banco era o maior interessado em mantê-lo por lá. Mas, mesmo com a saída do patrocinador, o evento permaneceu na Costa do Sauípe e para tal razões devem ter havido. Talvez com a vitória do Rio de Janeiro nas Olimpíadas a enredo se ajuste.

O torneio encontrou seu nicho, os tenistas são mesmo esses que se escrevem e não há nenhuma novidade especial. Quanto a outros tenistas com ranking melhores – um dos leitores mencionou a presença de Haas em Santiago – tenho certeza que os organizadores adorariam fazê-lo se alguém desse o dinheiro que esses tenistas exigem para aparecer. Foi-se o tempo em que se podia pagar U$300 mil para um tenista comparecer.

A lista é liderada pelo espanhol Ferrero, que disse no meio da temporada, após um série de derrotas prematuras, que encerraria a temporada no fim do ano. Mas foi só tirar a pressão de cima de si que voltou a ganhar. Se ele para eu não sei, mas está inscrito. Além disso, tem uma casa em condomínio vizinho ao Sauípe. Talvez já fique por lá.

Almagro é outro que tem uma quedinha pela Bahia. Talvez aquele jeito baiano lhe fale alto. O francês Mathieu também está inscrito. Se vem é outra estória. O rapaz é aquilo que se pode chamar de instável.

O russo Andreev adora vir por aqui, o que é uma certa incógnita. Já cheguei a escrever que ele poderia se dar bem no Sauípe, só para vê-lo perder na 1ª rodada. O romeno Hanescu é um que se alguns planetas se alinharem pode surpreender. Bota planeta nisso.

Pablo Cuevas pode ser uma surpresa – até para ele mesmo. O uruguaio vem melhorando e vencendo alguns jogos difíceis, ainda sem estourar. Como joga perto de casa pode se inspirar.

Um nome bem interessante, que deve despertar o interesse da imprensa, é o francês Richard Gasquet. É desnecessário elogiar seu talento e sua habilidade, mas a cabecinha.. No entanto ele tem algo a provar após ser inocentado por conta daquele beijo da mulher aranha. Mas toda vez que ele se sentiu pressionado, miou.

O italiano Fabio Fogini é outro que tem nome e jogo, mas os italianos, por alguma razão, nunca conquistaram nada por aqui. Finalmente, teremos Nicolas Lapentti, outro que havia dito que abandonaria o circuito no fim de 2009 e que o feito comandado pelo Chico deu-lhe uma sobrevida, conforme ele mesmo admitiu e agradece.

Direto na chave teremos dois brasileiros: Thomas Bellucci e Marcos Daniel. A lista deve aumentar com os quatro convites dos organizadores, que serão divulgados aos poucos. Devem guardar uns dois até o ultimo instante para os Haas da vida. Além das quatro posições que serão preenchidas pelo qualyfing.

A torcida, porque não deve ser uma expectativa, é que Bellucci consiga vencer em casa. Não é tarefa fácil, mas é um dever de casa. E depois de 23 horas ininterruptas de chuvas vou tentar postar este texto. Arrfff!!..

E amanhã conto aquela historinha do Federer que prometi há tempos.

Abaixo a lista completa divulgada pela ATP:

Juan Carlos Ferrero (ESP) – 23
Nicolas Almagro (ESP) – 26
Albert Montañes (ESP) – 31
Paul-Henri Mathieu (FRA) – 33
Igor Andreev (RUS) – 35
Thomaz Bellucci (BRA) – 36
Horacio Zeballos (ARG) – 45
Victor Hanescu (ROM) – 48
Pablo Cuevas (URU) – 50
Jose Acasuso (ARG) – 51
Richard Gasquet (FRA) – 52
Fabio Fognini (ITA) – 54
Simon Greul (ALE) – 59
Potito Starace (ITA) – 62
Frederico Gil (POR) – 69
Oscar Hernandez (ESP) – 70
Daniel Gimeno-Traver (ESP) – 72
Juan Ignacio Chela (ARG) – 73
Peter Luczak (AUS) – 77
Paolo Lorenzi (ITA) – 84
Marcos Daniel (BRA) – 87
Marcel Granollers (ESP) – 91
Nicolas Lapentti (EQU) – 97

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domingo, 27 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:48

Destaques de 2009

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Posso até confessar minha preguiça, mas não fujo aos meus deveres. Abaixo os destaques de 2009. Se alguém quiser acrescentar…

O MELHOR
Roger Federer conseguiu sair do feitiço do espanhol Rafael Nadal – graça aos seus inúmeros talentos, alguns erros estratégicos do espanhol e a ajudinha de um sueco – virou a mesa e conseguiu aquilo que alguns começavam a duvidar. Dono de inúmeros recordes, se solidificou como o melhor da história, segundo muita gente que entende do riscado.

Wimbledon 2008

A MELHOR
Pelo menos tecnicamente, Serena Williams mostrou que não tem adversárias a sua altura. Sempre que a coisa aperta, ela sobe o padrão, na mesma proporção que suas principais adversárias descem. E no fim do dia é isso que distingue os campeões.

O MOMENTO – A vitória de Robin Soderling sobre Rafael Nadal em Roland Garros, escancarando algumas raras fragilidades do espanhol, mudando o curso da temporada, tirando o espanhol do topo do ranking a abrindo as portas para o suíço deitar e rolar.

A SURPRESA – A volta de Kim Cljisters. E não adianta pensar que foi só porque as adversárias amarelam. Ela bateu também, em partida memorável, Serena Williams. E não adiante dizer que foi com a ajuda daquela juíza de linha fantasma, porque ela iria ganhar de qualquer jeito.

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O GATO – O tenista que melhor deu o pulo do gato foi o argentino Del Potro. Comendo pelas beiradas foi subindo de produção e ganhando confiança, culminando no U. S. Open, em especial naquela inesquecível final contra Federer. O que ele deu de pancada aquele dia levou o padrão do tênis a um novo patamar. Uma pena que ele tenha desperdiçado o momento e jogado o resto da temporada fora.

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PARA VER DE NOVO – A final de Wimbledon, deixou claro, mais uma vez, que o tênis está, pelo menos para aqueles que entendem um mínimo do riscado, um degrau acima dos outros esportes em termos da simbiose qualidade/emoção. Aliás, os ingleses devem estar estáticos. A final, que raramente é um momento de alto padrão técnico em um torneio, foi o momento máximo da temporada dois anos seguidos. E ambas partidas entre as melhores da história.

TENNIS-WIMBLEDON/

A FAÇANHA – A vitória de Rafael Nadal no Aberto da Austrália. Bater o conterrâneo Verdasco naquela partidaça pela semifinal e depois encontrar forças, físicas e mentais, para bater um Federer babando por uma vitória, em um piso onde este era franco favorito, é um feito que não pode ser menosprezado em sua magnitude. Que o digam as lágrimas de Federer.

SAUDADES – Marat Safin, Fabrice Santoro e Amelie Mauresmo, três tenistas extremamente talentosos, não competem mais profissionalmente. Os três vão fazer falta. Safin ameaça de jogar os torneios de veteranos, o que não deixaria de ser uma surpresa. Se é para competir que vá jogar com os melhores.

BRASILEIROS – O destaque fica restrito a Thomaz Bellucci, que sentiu o bafo no cangote, soube controlar os nervos e mudar o rumo de sua temporada. Entrou e deve se consolidar entre os 40 melhores do mundo. A partir daí é um novo desafio e ele também é novo. Marcos Daniel teve o seu melhor ano e não deixa de ser legal ver um tenista veterano mostrando amor pelo esporte e vontade de melhorar.

Tennis - Allianz Suisse Open Gstaad 2009

ASSUSTADOR – A maneira como as tenistas tops continuam amarelando emocionalmente nos momentos importantes das partidas e dos torneios. Onde estão as Grafs da vida?

PARA ESQUECER – Vocês podem escolher. A derrota do time “comandado” por Chico Costa ou a cafajestada de Serena no U.S. Open. A primeira pela incrível oportunidade perdida dentro de casa contra um time bem ganhável e a segunda pelo fato, pelo palco, pela violência e pela cara de pau de se fazer de boba quando confrontada.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:28

De beca

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Abaixo publico a foto do time espanhol, todo de beca, ao ser recebido pelo PM Zapatero. Alguem aí pega uma gravata para o Ferrero, que parece caiu do caminhão, já que o Tommy foi bem de improviso e fashion. Logo abaixo o time completo, simples e duplas no Masters de Londres.

O fato, a foto e o encontro com alguns tenistas presentes na premiação de ontem me lembraram da dificuldade que os jogadores têm em se vestir formalmente quando a circunstância exige. Ao ver Thomas Bellucci, Andre Sá, Marcelo Melo e Bruno Soares vestidos de terno e gravata, mencionei na conversa que em época de Copa Davis a fila era grande no meu quarto para fazer nó de gravata. Bellucci disse que o fato permanece.

Sá, que não tem intenções de parar tão cedo, mas já começa a olhar o seu futuro dentro do tênis, como abordarei em breve, era o mais à vontade e elegante com o terno. Segundo a percepção de Bellucci, que até ontem à noite ainda abotoava os três botões do paletó, Sá se destaca em função da idade e o know-how adquirido. Mas todos têm seus truques; o de Sá é usar sempre a mesma gravata, cujo nó nunca é desfeito.

Pessoal, estou adorando as congratulações deixadas por vocês, mas não se esqueçam que agora é a hora de levantar as pautas especiais. A primeira delas é sobre a “Melhor Partida” do ano. Talvez, melhor dizer a “Mais Importante” partida da temporada. Eu já tenho a minha favorita em mente, mas aceito indicações e lembranças, porque não é raro algo escorregar pelas alamedas da memória.

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fopreFoto dos engravatados no Masters de Londres e mini foto, ainda não consegui o arquivo completo da PoaPress, do evento de ontem, com os engravatados nacionais.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009 Tênis Masculino | 14:52

Seis brasileiros nas chaves

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Vamos ter três brasileiros nas chaves de simples e também na de duplas. Já estivemos melhores e pior. Bellucci foi o único a entrar direto, mas com seu ranking atual já não entraria mais. Em compensação, Marcos Daniel entraria. Só lembrando, o ranking usado para determinar quem entra direto na chave principal é o de 42 dias do início do torneio.

Fiquei triste por Thiago Alves, que perdeu a vaga por 10/8 no terceiro set, mas fiquei contente por Franco Ferreiro, que passou com contundência pelo qualy. É o melhor momento na carreira do rapaz que, como escrevi outro dia, criou em mim, nos seus tempos de juvenil, a expectativa de que poderia se dar bem como profissional.

A Copa Davis tem essa força, tanto de ajudar como, especialmente, prejudicar confiança e carreiras. Felizmente, no caso de Franco está tendo uma influencia positiva. Fica a nova expectativa que desta vez o gaúcho saiba aproveitar a janela de oportunidade que se abre.

Os mineiros duplistas fizeram as pazes com a vitória, também após a apertada vitória na Davis, e já estão na final do Torneio de Kitzbuhel, uma charmosa cidade nas montanhas da Áustria. O torneio não é dos mais difíceis, pelo menos para o padrão Mello/ Sá, mas não poderia ser um melhor treino para Roland Garros, fora o checão, os passeios pelo Lago Negro e os jantares no centrinho histórico. Bruno Soares já está treinando em Paris e jantando nas Champs-Elysée ou em St. Germain.

A chave das duplas só será feita na segunda-feira, mas já sabemos que Bellucci joga com o argentino Vassalo Arguello, um tenista melhor classificado do que ele – bem, praticamente qualquer um na chave o seria – e que o bateu em duas das três vezes que se enfrentaram. Mas é bem melhor do que enfrentar o Nadal, como aconteceu no ano passado. Além de ser um tenista bem ganhável para o padrão do tênis de Bellucci.

Marcos Daniel, que bateu seu ultimo adversário no qualy por 6/0 6/1 vai entrar em quadra confiante. Os qualys ainda não foram sorteados na chave, serão hoje ou amanhã, mas tem alguns joguinhos gostosos, tanto para ele que está confiante com seus recentes resultados, como para Ferreiro, que estréia no torneio vindo pelo caminho mais difícil. Vamos ver como a sorte joga seus dados.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009 Copa Davis | 22:07

Um problemão, para eles.

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Só para quem não sabe, hoje, na abertura do confronto pela Copa Davis, entre Brasil e Colômbia, o nosso número 1, Thomas Bellucci, bateu o número 2 da Colômbia por 7/6 3/6 7/6 6/2. Em seguida, Franco Ferreiro, número 2 do Brasil, entrou em quadra para enfrentar o número 1 da Colômbia, Santiago Giraldo. A partida foi interrompida, por falta de luz natural, com a vitória parcial do brasileiro por 6/3 6/4 6/7 e 5/5. Franco teve chance de vencer em três sets, mas os nervos o traíram, algo natural para um tenista que faz sua estréia defendendo o Brasil na Copa Davis. A partida segue amanhã às 12h, e em seguida se joga as duplas, onde o Brasil é franco favorito. Ou seja, uma vitória de Franco, teoricamente só falta dois games, sacramenta a vitória brasileira. 

Já escrevi sobre o tema anteriormente, mas não custa relembrar. O sorteio da ordem dos jogos na Copa Davis é muito mais importante do que possa parecer à distância. Hoje em dia essa importância foi amenizada por conta das modificações feitas no terceiro dia, já que não há mais sorteio na ordem dos jogos nesse dia. Com isso, a importância ficou restrita ao primeiro dia, mas ainda assim é vital. Como?

No confronto atual o sorteio favoreceu, e muito, o Brasil. Com a ausência de Marcos Daniel e a utilização do inexperiente de Franco Ferreiro, a responsabilidade sobre Thomaz Bellucci, nosso número 1, aumentou. Se ele correspondesse, nossa vantagem se confirmaria.

Porque uma coisa é um tenista como Ferreiro entrar em quadra com o time em vantagem e outra é ele entrar em quadra arcando com o ônus da derrota do melhor do time. Com a derrota ele poderia se sentir encurralado. Com a vitória de Bellucci ele se sente bem mais à vontade. Sabe que dele não é esperado vitórias, mas se vierem, ótimo. Esse deve ser o cenário emocional em seu íntimo.

O Bellucci ganha os dois jogos e a dupla confirma a vitória do time. O que o número 2 fizer de bom é lucro. (A não ser quando enfrentando o também numero dois, numa possível decisão do confronto, quando então se espera que ele apresente seu melhor tênis e vença, por ele e pelo time.)

É uma pressão enorme sobre o primeiro do time, especialmente quando ele joga as duplas também. Por isso, Gustavo Kuerten odiava jogar as duplas, que o cansavam para o terceiro e decisivo terceiro dia, mas o fazia porque sabia que ou ele ganhava seus três pontos ou time ia para o brejo.

São dois cenários muuuuito distintos para se jogar, em um esporte onde um braço solto ou preso determina a vitória ou a derrota. Mas já que Bellucci  entrou em quadra e agüentou o rojão – e aqui entram os parabéns por essa sempre difícil vitória, em especial fora de casa -, ele, Ferreiro, entrou em quadra no lucro. E o estilo do gaúcho ganha muito, ou perde bastante, com essas diferentes circunstâncias.

A última vez que participei de um time brasileiro foi na vitória do Sul-Americano de 18 anos, em 2001 ou 2002, quando o time era formado por Marcelo Mello e Franco Ferreiro. O Brasil venceu a Argentina na final, o que é sempre um feito, e eu fiquei deveras impressionado com o espírito e a personalidade de Ferreiro. Achava que ele tinha um potencial enorme dentro do tênis – mais do que nada por conta de seu espírito guerreiro – que, infelizmente, não se concretizou.

Mas o rapaz, de quem sou fã, especialmente quando ele para de se lamentar e joga como homem, parecia perfeito para competições coletivas, pois vibrava muito, abraçava a responsabilidade e, claramente, se inspirava pelo espírito da competição, muito distinta da participação individual. Um típico e bem vindo jogador de Copa Davis.

Por isso, não vejo como surpresa a sua performance de hoje contra o número 1 da Colômbia. A grande questão, que nós, o resto do time, e em especial ele, vamos dormir com, é como será a continuação do jogo de amanhã. Nessa hora a intervenção do capitão é fundamental, pois é necessário convencer o intimo de nosso tenista que, se ele tem um probleminha para amanhã, seu adversário tem um problemão. 

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terça-feira, 10 de março de 2009 Copa Davis, Tênis Masculino | 19:28

PEGADINHA?

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Os colombianos escolheram enfrentar o Brasil pela Copa Davis, em maio, no saibro de Tunja, a 2.775 metros de altura. Talvez surpreenda o saibro, mas não surpreende, em nada, a cidade. Para quem já jogou em Bogotá, um pouco mais baixa, sabe o inferno que é tentar colocar a bola em quadra – a bolinha voa mais do que a galinha do Cidade de Deus – descontroladamente.

Se não gostaram da cidade, os brasileiros devem ter adorado a escolha do saibro. Marcos Daniel, os colombianos praticamente o escalaram, está sempre se dando bem na altitude colombiana. Talvez até por isso os adversários tenham saído de Bogotá – Daniel reina por lá. Bellucci também deverá fazer a festa com seu saque naquela altitude. Vocês têm idéia do quanto o saque do rapaz vai andar? Além disso, os nossos Mello e Sá adoram o jogo/força nas duplas.

O melhor tenista deles, Alejandro Falla, bateu Bellucci no ano passado sobre uma quadra dura – em Indianápolis e perdeu de Daniel no saibro. O segundo deles, Santiago Giraldo, é um tremendo freguês do Daniel – 8×1, sempre no saibro. Contra Bellucci ele tem 2×1 também no saibro.

É lógico que alguma pegadinha deve ter na escolha pelo saibro dos colombianos – eles podem ser loucos, mas não tanto. Mas eu ainda estou procurando.

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sábado, 14 de fevereiro de 2009 Tênis Brasileiro | 17:32

A primeira ninguem esquece

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Daqui a pouco Thomaz Bellucci joga sua primeira final de ATP Tour, contra um tenista que gosta e entende as quadras de saibro, tem muita experiência, já foi top 10, tem golpes sólidos e variados do fundo da quadra e é muito rápido.

Será que o brasileiro tem arsenal para batê-lo? O interessante do tênis é que ninguém morre na véspera e o espanhol, favorito, terá que fazer tudo muito direitinho para bater o brasileiro ajudado por sua participante torcida.

Robredo é completo do fundo da quadra e cobre muito bem todos os cantos com sua velocidade. Uma pergunta é se o poderoso saque e a penetrante direita do paulista poderão minar a vontade e a estabilidade ibérica. Outra questão, técnica, é se o espanhol conseguirá, regularmente, “encontrar” a esquerda de Bellucci, que continua muito errática para o nível que ele pretende e que sua torcida ansiosamente aguarda.

Bellucci terá que imprimir muita velocidade e força ao jogo, porque nas trocas mais longas de bola o espanhol o induzirá ao erro com suas corridas e variações de bolas. Para tal, o paulista terá que jogar depreendido, algo ainda mais difícil para uma final.

É difícil esperar que Robredo entregue o ouro, a não ser que algo fora do normal aconteça – tipo participação da torcida ou outro incidente. O mais provável é que ele tente fazer o jogo render e oferecer corda para o brasileiro se amarrar emocionalmente.

Como dizem, A Final é sempre uma partida totalmente diferente das outras do torneio, onde o emocional conta ainda mais. Bellucci é um tenista tranqüilo, porem, dito isso, hoje, momento máximo de sua breve carreira, ele terá que trazer algo mais à quadra emocionalmente para conquistar seu primeiro título. E é exatamente isso que nós, seus torcedores, vamos torcer para que aconteça.

 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 Tênis Brasileiro | 23:32

Gostei

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Bela vitória do Thomaz Bellucci na Bahia. Pelo menos imagino que tenha sido, pois aqui na minha TV a Sportv largou o tênis e foi para o futebol no início do terceiro set?! No entanto, para bater o Ferrero, que claramente estava a fins de jogo, o rapaz tem que ter jogado bem – como já havia feito no 1º set e vacilado no 2º.

Esse tipo de vitória é o que o tenista precisa para adquirir o ritmo e a confiança necessários para crescer no torneio e no circuito. Com a vitória do português Frederico Gil sobre Almagro fica ainda melhor a chave do brasileiro. É mais confortável ir dormir pensando em enfrentar um jogador ainda em formação e sem nenhum título no circuito, do que enfrentar o atual campeão do torneio.

Gostei também do Thomaz declarar que não vai se acomodar com o resultado, o que deixa claro que está ciente do perigo de rir antes da hora. Gostei também de como está utilizando seu saque mesmo no saibro lento e como não se abalou após perder o foco e o segundo set. Não muito tempo atrás o brasileiro se perdia um pouco nessa situação. Agora é aguardarmos o português, que é regular, tem boa esquerda e uma direita sujeita a ataques. É por lá que a fera deve entrar. 

 

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