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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 Tênis Brasileiro | 17:56

Paralelos

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Enquanto o Aberto da Austrália bomba, duas outras notícias movimentam o tênis. Uma lá fora, outra aqui. Aqui, a organização do Aberto do Brasil anuncia oficialmente, algo que eu já anunciara como bem provável, que teremos Rafael Nadal fazendo sua reentrada no circuito internacional em São Paulo, o que deve deixar os fãs locais do espanhol bem feliz, especialmente após a glamorosa passagem de seu arquirrival pela cidade.

Quem conhece Luis Felipe Tavares, o líder da empresa Koch-Tavares, sabia que não deixaria escapar a oportunidade. Ele é o mais antigo realizador de eventos tenisticos do país, e, após trazer Federer, sabia o impacto que tal presença terá no seu evento e no tênis nacional. Deve ter se armado com seu melhor estoque de charme para ir atrás do respaldo financeiro com seus patrocinadores, já que a pedida do espanhol não foi pouca. Mas, quem o conhece sabe que Tavares é bom de negociação. A pedida, dizem, foi de 1 milhão de Euros, o numero fechado ainda uma incógnita.

Lá de fora chega a notícia que Brad Drewet, presidente da ATP há um único ano – após uma longa busca e cuja indicação causou rusgas até entre Nadal e Federer – anunciou que está se afastando do cargo para se tratar de uma daquelas doenças  malditas – a chamada Doença de Gehrig, assim batizada por ter afligido um dos maiores jogadores de baseball dos EUA. A ATP anunciou que iniciará de imediato a procura pelo substituto, o que deverá movimentar o mundo do tênis masculino, que atravessa um momento delicado por conta das diferenças com a FIT – Federação Internacional de Tênis.

Enquanto isso na Austrália, entre outros, Thomaz Bellucci não se adaptou, mais uma vez, às quadras duras, e quiçá rápidas e, o que é pior, especialmente para ele, deixou de progredir além das primeiras rodadas de um Grand Slams, algo que já foi declaradamente  seu principal objetivo, mas que segue sendo tão fugidio quanto sempre foi.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:22

Iscas

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As chinesas Zheng Zie e Li Na

As chinesas Zheng Zie e Li Na

Fugir da madrugada e fazer os comentários na TV logo cedo tem lá suas vantagens e desvantagens. Hoje perco as semifinais femininas e faço, às 6:30, a primeira semifinal masculina; Marin Cilic x Andy Murray. Vocês decidam se foi para o bem ou para o mal.

O Federer, que é cabeça de chave 1 vai ter um dia a menos de descanso para a final. Os dois jovens, que ainda buscam seu 1º título de GS vão brigar para ver quem vai à final. Murray já esteve lá, no U.S. Open 08 e perdeu. Cilic nunca jogou uma semifinal.

Tênis por tênis Murray está mais adiantado e tem mais recursos. Mas como todos devem ter percebido por agora, só isso não basta na hora da onça beber água em um GS.

Murray tem muito mais a perder e mais pressão. Não sei quantos jornais tem na Croácia, mas sei quantos jornalistas ingleses viajam o circuito em tempo integral. E eles não alisam nem um pouco nas expectativas.

Cilic tem o salutar hábito de jogar em cima da linha e apurando o adversário. Isso pode ou não atrapalhar Murray. Depende da tática escocesa. Provavelmente vamos ver Murray variando a altura da bola e balões não estão descartados. Será que ele vai ficar jogando iscas ou vai atacar?

Dos quatro confrontos entre eles Murray venceu três. Um em Copa Davis, na grama, um em Roland Garros e outro em Madrid, na dura. Perdeu a ultima, no U.S. Open. Avaliem como quiserem.

Um dia os apressados fãs do Davydenko, ou seriam os secadores do Federer?, vão aprender uma ou duas coisas sobre a hora da onça beber água no circuito. Doha é uma coisa, Grand Slam é outra. Três sets é uma realidade, cinco é outra. Por isso, e por outras, nunca vou concordar com a mudança, pedidas por alguns poucos, de três sets em GS.

A cada torneio jogado eu fico pensando com meus botões se o Djoko vai conseguir ganhar outra GS. Sei não. Agora ele deixou em casa o ex-técnico Vajda e trouxe o Todd Martin. Não vi nenhuma melhora que explicasse a decisão. Ele disse que vai variar de técnico, o que é inédito. Pelo o que a cabeça dele aprontou hoje eu não sei se é a melhor opção. Djoko, que abandonou a quadra no ano passado contra Rodick, também nas quartas, quando defendia o título, disse que teve diarréia antes do jogo e vomitou no vestiário no meio da partida. Mas disse que só comeu pasta?? Se desculpa ganhasse jogo conheço um caminhão de gente lá no clube que seriam campeões de Wimbledon.

Essa Azarenka é uma casca de ferida de primeira grandeza. A moça só tem uma coisa na cabeça – e não é o que alguns marmanjos estão a pensar – é atacar toda e qualquer bolinha que passe na frente dela. Ainda vai ganhar o seu GS. Só quero ver quantos.

O Google que se cuide por que a ESPN vai rocknroll na China esta noite. Duas chinesas nas semifinais. É certo que nenhuma das duas é a favorita, mas acabaram com a festa da Venus, Wozniacki, Hantuchova, Szavai, Kirilenko, Bondarenko, Bartoli etc. Qual será a audiência da TV chinesa?

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 12:36

Rivalidade infantil

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Fico na dúvida se Novak Djokovic pisou na bola de maneira bizarra no seu início de temporada ou se foi vítima uma fatalidade.

Ele começou muito bem a temporada de 2008, jogando a Hopman’s Cup sem perder uma partida e vencendo o AO. Com tantos pontos a defender tinha que caprichar no início desta temporada. Não sucumbiu a exibição caça-níquel (e coloquem níqueis nisso) em Abu Dhabi e decidiu ir jogar direto na Austrália. Até aí tudo certo.

Só que o sérvio chegou a Austrália somente no Sábado, o que é forçar a barra, considerando o fuso e a distância, porque quis passar a virada do ano em Monte Carlo com a família, algo que os tenistas logo aprendem a abrir mão, mesmo a contragosto – Nadal passou o réveillon no avião e aposto que não foi o único.

Tentando não mostrar ansiedade com o fato, Novak jogou 9 buracos de golfe no dia anterior a estréia, o que relaxa, mas pode tirar o foco.

A fatalidade foi cair contra Ernest Gulbis na 1ª rodada, o que devia ser a ultima coisa que ele queria em Brisbane. O letão tem a mão pesada e está na minha lista de possíveis explosões no circuito para 2009 – ver o post de ontem. E, para quem não sabe, Gulbis cresceu, tenisticamente, com Djoko. Os dois frequentaram a mesma academia em Munique dos 12 aos 14 anos, um conhece mais o jogo do outro do que a própria mãe e rivalidades infantis são sempre fortes. Esses “clássicos” são sempre uma desgraça, tanto para o tenista que já explodiu como para aquele que está correndo atrás. Ontem foi o dia da caça.

Se o fato servirá de alerta para Djoko veremos. A preparação para o AO já ficou mais difícil para ele. Quanto a Gulbis, a vitória pode abrir a porta da confiança, o diferencial entre o 3º e o 53º tenista do ranking.

 

Djokovic – sempre teatral, desta vez dançou fora da hora.

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