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Posts com a Tag ATP

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 Tênis Masculino | 22:58

Vale a regra?

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Agora que as transmissões de torneios vão emplacar, vale ressaltar a mudança, sutil, porém importante da regra dos 25 segundos que está sendo imposta pela ATP. Ela existe desde os anos 80, quando um mala sem alça chamado Mark Dickson, quase levou o publico a loucura com o ritual de seu saque. Isso porque antes dele não existia uma regra clara sobre o tempo para iniciar o ponto, porque não existiam os malas que existem atualmente em quadra. Os caras pegavam as bolinhas e sacavam.

Dickson não fazia muito mais do que sacar no seu jogo e por conta disso ficava ali na linha batendo N bolinhas a cada saque, como se fosse um Djokovic enfrentando um match point que valia a honra da mãe. Eram 30, 40, batidas por saque, e o cara errava 1º saque como todo mundo. Só que um dia o fulano caiu na Quadra Central do US Open e seu jogo foi televisionado para a TV costa a costa nos EUA. Os telespectadores foram à loucura e a imprensa caiu de pau. No mês seguinte tínhamos a regra dos 25’.

Só que essa é uma daquelas regras/leis que os brasileiros gostam de dizer que não “pegou”. E não pegou mesmo. Os juízes de cadeira não tinham coragem de enforçá-la e, quando o faziam, os tenistas agiam como se os juízes fossem ladrões. Nadal e Djoko são especialistas em usar e abusar dessa contravenção e aproveitar seu status de estrelas para levar vantagem sobre adversários impotentes.

Sabe-se lá quem tomou coragem lá na ATP; o fato é que é os juízes voltaram machos de dar dó. Uma em cada 15 vezes eles chamam os burladores à fala e ainda ouvem o que não querem.

Para facilitar a vida dos juízes de cadeira a ATP mudou também a regra. Continua 25 segundos de intervalo, contando logo após o término do ponto até o momento que o sacador bate na bolinha para sacar.

Vale lembrar os sofasistas, e muitos tenistas também, que o jogo deve ser no ritmo do sacador e não do devolvedor – sempre dentro dos 25’, algo que só vi valer no squash.

Na primeira vez que não sacar no tempo o sacador será advertido. Na 2ª vez perderá um saque. Na terceira e em todas as outras a mesma punição.

Como sempre, questões irão surgir. Qual o tempo para sacar entre 1º e 2º saque? Mais importante, e esta aposto que logo irá criar enormes confusões e só quero ver como o juiz agirá:

Logo o sacador dirá que se atrasou porque esperava pelo adversário que não estava pronto. E aí, José? Começará uma onda de sacador correr para o centro e servir antes do adversário estar pronto? E este, poderá chiar? E a regra de que tem que acompanhar o ritmo do sacador, como fica?

A regra é boa, só que a ATP não quer ter o ônus do bônus. Esse negócio de chamar uma a cada 10 vezes que há a infração só deixa o pessoal mais revoltado quando a punição aparece. O certo seria a regra ser imposta todas as vezes em que a infração acontece – poderiam até colocar um relógio como existe no basquete ou no futebol americano. Traria um pouco mais de emoção. Lógico que os tenistas chiariam, como chiaram quando veio o tie-break e o desafio. Os jogadores teriam que se adaptar a realidade, como já está nas regras! Basta os responsáveis agirem como tais e não como burocratas protegendo seus empregos.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:47

Aumento não.

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Ficar sem computador é uma experiência traumatizante nos dias de hoje. O meu laptop está mais institucionalizado em minha vida do que a TV e o jornal, que leio pela net. Mas o bichinho dá problemas e quando dá eu fico fora do ar.

Você declinaria um aumento de salário mantendo o mesmo serviço? Pois é, nem você nem ninguém. Só o Conselho a ATP. Eles rejeitaram um aumento de U$800.000 na premiação de Indian Wells, talvez o maior dos Masters Series atualmente. Os tenistas, quando descobriram, foram à loucura.

O Conselho da ATP reúnem três representantes dos tenistas e três reps dos torneios, que são os caras que trabalham para juntar dinheiro e distribuir para os tenistas etc. Esses dois grupos tão distintos quanto podem ser, convivem em um relacionamento sempre tenso e não tão amistoso, salvando-se na aparência e na necessidade mútua.

O tal milionário dono de Indian Wells queria colocar mais U$1.6M de premiação nas primeiras rodadas, nos eventos feminino e masculino. A ATP rejeitou, não sei ainda da resposta das mulheres. Sabendo como elas são com dinheiro posso imaginar

Os três reps dos torneios rejeitaram, enquanto os três dos tenistas aprovaram. O voto de minerva seria do Presidente da ATP, que se absteve, o que foi o mesmo que votar pela rejeição. Como é? Se absteve?! Isso vai pegar muuuito mal nos vestiários. Alôo Federer, o cara é sua indicação, como é que fica?

No início do ano Indian Wells já tinha aumentado em $1m a premiação, em uma distribuição que fugiu das regras da ATP. Agora queria aumentar, fugindo novamente, desta vez para equilibrar o que havia feito. Desta vez o aumento era focado nas primeiras rodadas – o que vai revoltar os carinhas que perdem nas três primeiras rodadas. E esse foi o argumento dos donos dos torneios – fora das regras. E por que não rejeitaram a primeira vez? Aí você já está querendo saber demais.

O fato é que um evento ficar aumentando a premiação dessa maneira coloca uma pressão nos outros eventos. E esse pessoal odeia esse tipo de pressão. Especialmente em tempos em que a conversa de uma greve por aumento de premiação ainda impregna o ar nos vestiários, um assunto longe de resolvido, que deve voltar à pauta com a decisão do Conselho. Até porque os Grand Slams aumentaram os prêmios para 2013, enquanto que os tenistas dizem que o problema a ser resolvido é na maioria dos eventos, ou seja, no ATP Tour.

O surpreendente, ou não, foi a abstenção do presidente na votação. Lembrando, Brad Drewit é um ex tenista, que perdia nas primeiras rodadas, mas que cresceu na ATP sendo Diretor do Masters Cup, o que exigiu uma boa dose de política. É um Federer Man, o que contrariou, entre outros, Rafa Nadal, que não o queria presidente. E o perfil suíço é a neutralidade, o “veja bem”, a manutenção dos status quo, enquanto o perfil espanhol seria mais para um Pizarro colocando suas renvidicações para Atahualpa.

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terça-feira, 24 de abril de 2012 Masters, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:59

Torneios no Brasil

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O Brasil começa aos poucos voltar ao circuito internacional de eventos tenisticos, como esteve tão bem nos anos 80 e 90. Naquela época, impulsionado por alguns poucos empreendedores que, com a cara e a coragem, realizaram eventos que estavam fora das possibilidades da realidade do país então. Desta vez, na crista da onda dos dois grandes eventos esportivos mundiais: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

A Confederação Brasileira de Tênis já havia anunciado em Março a realização de um evento da WTA para o ano que vêm. Depois de décadas de marasmo da entidade oficial, esta consegue um evento de porte, o primeiro na história da entidade, algo que é bem comum na Europa e América do Norte – a entidade máxima do país assumir e realizar eventos. A CBT é dona da data, mas pode até negociar uma parceria.

Ainda não há maiores detalhes se a CBT vai de fato ficar com o ônus e o bônus do evento que ainda não tem data definida. Fala-se no início do ano, próximo aos eventos que acontecem no circuito masculino em nosso continente.

Esta semana confirmou-se aquilo que eu já havia escrito, de que o Brasil ficaria com o Torneio de Memphis, um ATP 500. O evento será no Rio de Janeiro em local ainda não definido e só a partir de 2014. O evento é da parceria IMG e Eike Batista, a tal de IMX, que aos poucos vem se estruturando para fazer acontecer.

O ATP 500 não era exatamente o sonho de consumo de Eike, que gosta de números bem mais altos, mas é o que ele vai ter que se contentar por agora. O futuro a Deus pertence, e nos mundos dos negócios muita grana e contatos ajudam ainda mais.

O sonho dos brasileiros no alto escalão do tênis e das finanças é o Masters da ATP que acontece atualmente em Londres. Mas esse é um evento extremamente caro. São cerca de U$60 milhões de garantia para a ATP, que usa esse valor para equilibrar suas contas. Por enquanto não apareceu ninguém com o checão para segurar essa onda. Mas as conversas e negociações estão vivas e ainda existe a pequena possibilidade do evento ser realizado aqui mais próximo das Olimpíadas.

Infelizmente aquilo que era possível, de o ATP500 acontecer junto com um evento feminino, como é a tendência internacional, não aconteceu, por enquanto. O evento da CBT segue acontecendo, mas nada a ver com o evento masculino. Pelo menos por enquanto.

Correndo por fora, e com força, a possibilidade de que o Masters feminino, atualmente realizado em Istambul, venha para o Brasil. Tal evento seria extremamente interessante, pelo momento que o tênis feminino atravessa, mais competitivo e aberto que o masculino.

A empresa XYZ, talvez a mais encorpada empresa de eventos do país, está negociações com a WTA, em parceria com a CBT, e o assunto está vivo e andando. Eles estiveram em Istambul e as conversas foram bem proveitosas. O Masters feminino não é tão caro quanto o masculino, mas pode-se falar em cerca de U$30 milhões de custos fixos.

Mas, tanto nessa negociação, como na do masculino, muita água irá correr por baixo da ponte, até pelas dificuldades existentes e as realidades que mudam com velocidade. As entidades gostam de ficar com os bônus e repassar os ônus, algo que os chineses, que realizavam os Masters recentemente e estavam ansiosos por entrar no cenário mundial, acostumaram bem mal as entidades. Do jeito que estas colocam números e obrigações, é inviável correr atrás desses valores só com bilheteria, como fazem os ingleses, que tem uma tremenda tradição em torneios de tênis. Os direitos de TV e publicidade são da entidade. Todos os custos dos organizadores locais. Um desequilíbrio difícil de administrar. Mas agora o Brasil tem cacife, financeiro, político e de momento, e as negociações vão continuar.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Light, Tênis Masculino | 11:43

Um a menos

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Uma notícia, que não sei bem se boa ou ruim, é que o holandês Richard Krijicek, ex top 10 e campeão de Wimbledon e atual diretor do Torneio de Rotterdam, parece ter abandonado suas intenções de ser escolhido como o próximo presidente da ATP – o atual sai no fim deste ano. Richard era o favorito ao cargo que é o principal do tênis masculino.

Nos últimos muitos anos a ATP vem sendo gerida por executivos pescados em diversas áreas do esporte e mesmo fora delas. O ultimo que realmente fez uma diferença foi Mark Miles – de lá para cá nenhuma unanimidade.

A razão da desistência de Krajicek, que não é oficial, seria a falta de suporte dos membros do Conselho da ATP, que arregimenta representantes de tenistas e dos donos de torneios, sendo que estes são funcionários de empresas com vários interesses no bussiness/tennis.

Pelo jeito alguém, ou um dos setores, não quer o holandês encabeçando a ATP. A escolha é quase similar a de um presidente eleito por donos de empresas e sindicatos de empregados. Que tipo de personalidade vocês acham que é escolhida?

Krajicek – ele não.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011 Tênis Masculino | 14:15

Maiores prêmios

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A ATP informa que nos próximos três anos haverá aumento na premiação de seus eventos – que não inclui os Grand Slams. O total distribuído passará os U$90 milhões em 2014. Só os Masters 1000 terão um ajuste de 9% no período. Os outros, menos.
No entanto, ATP Tour Finals receberá 30% de aumento até 2014, indo de um total de U$5m para U46.5m, mostrando que eles pretendem dar um turbo no evento que agora é jogado em uma arena condizente para um publico idem. Por enquanto chega de aventuras chinesas, que, eplo jeito, teve seu valor quando aconteceu.

A ATP, como não poderia deixar de ser, vende a decisão como uma grande conquista. Ela perdeu o patrocínio de 12 anos da Mercedes, mas trouxe o da Corona, estendeu o da Ricoh e trouxe o da Fedex. Porém, se considerarmos a inflação o assunto não é tão assim um sucesso. Mas não deixa de ser positivo para o esporte. Como sempre, há muita coisa por detrás, inclusive o recente anuncio que o presidente da ATP Adam Helfant deixará o cargo no fim do ano. Ele chegou há dois anos, e sua estadia é bem menor do que o normal e o esperado.

Informes não oficiais dizem que o problema da não renovação foi salarial. A ATP fez uma oferta que não foi aceita por Helfant. Nesses casos, quando há uma vontade mútua, negocia-se, o que não aconteceu. Mas, como é quase sempre o caso, a realidade não é divulgada.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010 Tênis Masculino | 17:21

Charutos não

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Depois de muita controvérsia, a ATP forçou a mão e proibiu o Aberto de Basel (Basiléia) de continuar sua parceria de 17 anos com a Davidoff, empresa suíça de diferentes produtos de tabaco.

A imprensa suíça vinha pressionando o evento e já haviam até colocado Roger Federer na berlinda. O suíço nasceu em Basel, foi pegador de bola no evento, venceu o torneio e tem uma ligação especial com o campeonato. Na ocasião se esquivou de comentar a polêmica sobre um fabricante de cigarros e charutos patrocinar um torneio de tênis.

Não se sabe como foi os bastidores das negociações. Mas ao aceitarem o “up grade” do torneio para “ATP 500” em 2009, os organizadores cederam os direitos de TV à ATP. No ano passado a ATP já tinha tido problemas com a transmissão do evento.

O problema é que a ATP avisou os suíços que busquem outro patrocinador – alegando regras internacionais que proíbem o patrocínio de tabaco em competições esportivas e seus televisionamentos – na bacia das almas. O evento acontece em Novembro e só informaram os organizadores em Junho. Os suíços protestaram, porque é difícil encontrar um patrocínio da noite para o dia, especialmente considerando que a parceria entre o torneio e a Davidoff durava 17 anos, o que caracteriza demais o evento com a marca, pelo menos em solo suíço.

No fim da história, em 2010 o torneio ainda terá a marca Davidoff, pela última vez, encerrando uma das mais longas associações de evento e marca no circuito da ATP.

Charutão não.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:51

Jack

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Não vi, mas gostei. Assim foi a vitória do Thomaz Bellucci sobre o chileno Paul Capdeville no Aberto de Santiago do Chile.

Pelo que sei, Thomas foi inconstante e irregular, algo que ainda aflige e atrapalha seu desenvolvimento e suas vitórias. A boa notícia é que agora ele consegue encontrar uma maneira de ganhar essas partidas.

Uma vitória por 7/5 no terceiro set e quase três horas de jogo é sempre uma vitória da perseverança, da força mental, da confiança. Lembram quando Thomaz perdia essas partidas?

A cada evento Bellucci solidifica esse passo em sua carreira, o que é vital e nem sempre fácil. Um próximo passo seria vencer essas mesmas partidas com uma maior facilidade, menos tempo em quadra, menos desgaste dentro do torneio. Bem, como dizia Jack, uma coisa de cada vez.

gameimage Jack, por partes.

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domingo, 18 de outubro de 2009 Tênis Masculino | 20:00

Jupiter e Marte

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Com a vitória de Nikolay Davidenko em Xangai, me vejo encarando a rara tarefa de escrever sobre o russo/ucraniano/alemão/austríaco ou seja lá o passaporte que ele está carregando esta semana. Faz-me lembrar a mulher de um tenista amigo meu que tinha três passaportes na bolsa. Chegava a um país, olhava a fila da polícia e escolhia a mais curta. Quando chegávamos ao carrossel das bagagens, sempre de mau humor pela viagem e os empecilhos por conta, encontrávamos ela de bom humor pela traquinagem.

Voltando ao Davydenko, não dá para escrever que ele venceu um grande torneio, que é o que são, supostamente, os Masters 1000 – nunca estou certo do atual nome desses eventos. A ATP é mais indecisa que as minhas primeiras namoradas; aliás, na surdina, esta semana eles acabaram com a “Corrida”, aquele sistema de ranking que poucos anos atrás eles inventaram e defenderam com unhas e dentes como se fosse a grande invenção desde a penicilina ou a internet. O pior é que esses caras ganham, e bem, para ter essas idéias. Bem, os políticos fazem ainda pior e o custo é muuuito maior. Aliás, alguém viu a cara do querido Gov. Serra na premiação da F1, quando decidido em não sair de cena, após entregar o prêmio, acabou levando, involuntariamente, um banho de champanha do vencedor? O que um homem em campanha é capaz de fazer.

Voltando ao Davydenko, não dá para dizer que foi um grande torneio, por conta das oito ou nove contusões e afins. Mas também não dá para fazer pouco caso de um campeão que bate Djokovic nas semifinais e Nadal na final. Djokovic pode ter dado uma viajada no próprio sucesso e perdido um pouco o foco na semi, já que com a vitória nas quartas-de-final ele voltou a ser o número 3 do ranking, a partir de amanhã, passando o grande favorito dos leitores, Andy Murray.

Voltando ao Davydenko, não assisti a final. Acompanhar torneio que acontece no fuso horário inverso ao nosso, eu faço uma vez por ano, durante o AO, e sou pago para isso. E ainda reclamo barbaridades. Do contrário, negativo. Esse negócio de mexer com o meu horário de sono nunca têm bom fim e por isso evito mais do que comer tarde, o que sempre soube que me faz mal e ainda marco bobeira. Minha mulher dorme cedo e não tenho maiores motivações para fugir do meu horário, que não deve, never, como diria a Maysa, passar da 1:30 h e never madrugar.

Ainda sem voltar ao Davydenko, me chama a atenção a derrota do Animal Nadal na final. O espanhol é touro de chegada e não é homem de deixar escapar oportunidades. Não importa que a quadra seja rápida e o público tenha pouca cultura tenistica, o espanhol precisava desta vitória para readquirir sua confiança. Aliás, essa ênfase que a ATP deu aos chineses tem uma única e$plica$ão e todo mundo sabe qual é. Graças a Deus acabou o contrato do Masters na China. Era o fim da picada, esse prestigioso evento ser jogado lá. Será melhor em Londres, onde o público sabe apreciar o que vê e, espero, os tenistas se inspiram e subam o padrão. Mas já há rumores de um novo mega evento na China. O mundo não muda e um dos ditos favoritos dos gringos permanece: “Money talks, bullshit walks”.

Voltando ao Davydenko, se esse rapaz tivesse um pouco mais de personalidade, carisma e aquele salzinho mágico dos grandes campeões, poderia ser um grande tenista, por conta da solidez e força de seus golpes de fundo de quadra e da velocidade de seus pés. Mas, como não têm, continua sendo um ótimo tenista que, na circunstância correta e quando os planetas se alinham de determinada maneira, pode vencer qualquer um – com exceção do suíço, né!? O que já é muito mais do que se pode dizer sobre a esmagadora maioria dos mortais.

TENNIS-MEN/MASTERS

When the moon is in the Seventh House
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars

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terça-feira, 10 de março de 2009 Tênis Masculino | 19:32

CRISE

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A esta altura todos sabem que existe uma crise – apesar de a bolsa estar subindo hoje, e só sobe porque o presidente do Banco Central Americano disse que ela talvez termine este ano. Por conta disso, todos estamos fazendo ajustes em nossas vidas, especialmente nas contas a pagar.

Os torneios de tênis, mundo afora, também. Não exatamente como queriaM, mas agarrando o que puderem. Os diretores dos torneios da ATP queriam cerca de U$12,5 de desconto na premiação. Só que mexer no bolso de tenista é das tarefas mais difíceis do planeta. O Conselho da ATP disse que nem pensar.

Esta semana a ATP disse que vai dar um desconto de 25% nas tarifas que cobra dos eventos. É um total de U$3 milhões somados todos os eventos. É bem menos do que os homens queriam, mas quem não tem cão vai com gato mesmo. Para os torneios o desconto é pequeno, para a ATP cerca de 25% das suas entradas.

Este ano, o aumento na premiação dos torneios foi de 18%, mais do que qualquer inflação. É um terço de aumento no total desde 2003 – e ainda tem neguinho que não se mata em quadra.

Como a maioria dos patrocinadores é banco, montadora e empreendimentos imobiliários, alguns dos setores mais atingidos pela crise, a situação está preta. A ATP está sem um patrocinador do circuito – desde que a Mercedes-Benz saiu, enquanto que a WTA ainda tem o seu; a SonyEricsson, que joga algum $$ nos torneios. Por isso, a WTA não vai dar nenhum desconto.

A primeira atitude dos diretores dos eventos é mandar a mensagem aos agentes dos tenistas que as garantias – aqueles por fora que os tenistas levam independente de seus resultados – vai cair muito. Boa parte dos cabeças-de-chave dos torneios, fora os nove maiores, paga. Agora vai pagar menos ou não pagar. Chii!! mexeram no bolso dos jogadores!!!

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:05

Piscaram

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Os dirigentes dos Emirados Árabes piscaram. Com a comoção e a pressão por todo o mundo esportivo, o pessoal achou melhor aprovar o visto de entrada do israelense Andy Ram para o Torneio de Dubai que começa nesta segunda-feira. O anuncio foi feito pelo novo presidente da ATP Adam Helfant hoje.

O governo árabe declarou que foi feito uma “acomodo especial para o caso e que isso não deve ser visto como algo que muda a posição dos EA com Israel, com quem não tem relações diplomáticas. O acomodo deve ser visto como um esforço dos EA em organizar e receber eventos esportivos e culturais e educacionais sem colocar limites nas participações de indivíduos de qualquer país representado nas Nações Unidas.”

O assunto do torneio da ATP fica resolvido e resta saber como a WTA vai lidar com o seu assunto, já que foi o circuito feminino que serviu de tubo de ensaio e pagou o pato.

O assunto do banimento de atletas israelenses é mais uma conseqüência da ofensiva israelense em Gaza onde quase 1300 palestinos foram mortos.

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