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domingo, 30 de junho de 2013 Tênis Masculino, Wimbledon | 13:07

Domingo do meio 2013

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Domingão chuvoso e preguiçoso. Não vou poder jogar como planejado, o que me deixa frustrado, senão irritado. Futebol na TV só à noite, quando vou torcer a favor do Brasil e contra a Espanha – percebam que não é simplesmente uma redundância. Enquanto isso pesquei o artigo abaixo, escrito em Londres, tambem em um domingo sem jogos em Wimbledon. O ano é de 2003, poucas coisas sobrevivem no tênis desde então – entre elas Federer e o fato de não ter jogos no domingão. Divirtam-se:

No “domingo do meio”, como o chamam os ingleses, não tem tênis em Wimbledon. O porque nem perguntando a eles. Se você o faz, eles te dão aquele olhar 48 e não respondem. A verdade é que não sabem. Simplesmente é, como muita coisa é por aqui, incluindo guiar do lado errado da rua. E por isso continuam sendo. Soa como uma lógica um tanto feminina, mas eles a chamam de tradição.

Aproveito o domingão para fazer o meu passeio. Vejo uma das centenas das lojas da Ladbrokes, a maior cadeia de casas de apostas da ilha. Lá dentro o esperado bando de vagabundos acompanhando uma corrida de cavalo na TV. Cada figura mais gosmenta do que a outra. A loja também recebe muitas pessoas que entram e fazem rapidamente suas fézinhas. Perguntar no o que eles não apostam é mais o caso do que perguntar no o que apostam.

Olhando em um quadro descubro que o atual favorito ao título de Wimbledon é o americano Andy “psicho kid” Roddick, o tenista com o olhar mais demente no circuito. Se alguém de branco prestar um pouco mais de atenção em seu olhar o manda trancar na hora. Mas, como diz o seu novo técnico Brad Gilbert, outro que não pode passar muito perto do Juqueri sem correr perigo, o segredo é focar suas frustrações. Gilbert, ex-técnico de Agassi, afirma, e com toda a razão, que não adianta ser um idiota como Rusedski – ficar gastando saliva xingando o juiz, levar uma multa e ainda perder os contratos de patrocínio. Além de perder a partida. O negócio é focar a raiva onde ela funciona. Ou seja, no adversário. Gilbert afirma que vivia odiando seus adversários desde o dia anterior à partida e, às vezes, no dia seguinte. Com tanta raiva no sistema não é à toa que seus pinos estejam batendo há tempos. Nos EUA é considerado um gênio. Mas no EUA o Bush é o presidente.

O garotão Roddick paga 7/4, enquanto que o segundo colocado, André Agassi, paga 3/1. Amanhã vou descobrir como estão as apostas de um contra o outro, caso aconteça. Mas partida só aconteceria em uma final e Roddick teria que passar antes por Roger Federer, entre outros. Federer é o meu favorito. Muito mais por razões emocionais e estéticas. Um campeão como Federer seria o melhor de todos os mundos. O rapaz é um gentleman. Sua educação, dentro e fora das quadras, é de lord inglês. Daqueles dos romances, porque os de verdade eu não sei não. Além disso, assisti-lo jogar é um prazer. Qualquer individuo que já tentou bater uma esquerda aprecia a arte do suíço. Federer tem um jogo que cobre todas as áreas da quadra. Saca bem, uma forte direita de ataque, bons voleios ( o de esquerda é uma tijolada) e faz absolutamente o que quer com a esquerda. E para ser um campeão na grama é preciso uma boa esquerda. Limpa, breve e precisa. Não é por acaso então que Federer é o terceiro na lista da Ladbrokes, pagando 4/1.

O quarto da lista é o inglês Tim Henman, que empenhou a palavra publicamente que um dia venceria Wimbledon. Graças à palavra empenhada, e a algumas semifinais, é o esportista mais bem pago do país. Com certeza, atrás de David Beckeham, que afinal de contas, como confessou Ronaldo, cheira bem até após uma partida de futebol. Até hoje não decidi se seu atual companheiro de time escorregou ou foi muito macho ao fazer tal afirmação. Atrás dos quatro vem o resto. E, por enquanto, é o que são.

Só por curiosidade, para quem não sabe. 2003 foi o ano em que Federer conquistou seu primeiro título em Wimbledon. E eu ganhei uma graninha a mais….

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:39

Dia cheio

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Estava louco para desligar o computador e as coisas despencando no U.S Open.

Mais um brasileiro disputará uma final de Grand Slam. Desta vez é o gentil mineirinho Bruno Soares que amanhã joga a final das mistas com a russa Ekaterina Makarova, que vem provando ser excelente parceira. Eles enfrentam os checos Cermak e Hradecka, com direito a televisionamento para o Brasil. O jogo acontece na Quadra Arthur Ashe a partir de 13h. Nas duplas mistas, outros sete brasileiros já estiveram em finais de GS: Maria Esther, Thomaz Koch, ambos campeões. Claudia Monteiro, Cássio Motta, Claudia Monteiro, Jaime Oncins e Marcelo Melo foram finalistas.

A última partida de Andy Roddick foi a grande notícia do dia no torneio – está em 2º plano aqui porque vamos priorizar as coisas. O americano nunca me emocionou como tenista, apesar de uma bela carreira e achar interessante como ele se comunicava. Sempre foi excelente sacador, mas só isso não explica a carreira – era um vencedor e sabia tirar leite de pedra com o que tinha. Após vencer seu primeiro e único Grand Slam, o tênis de Roddick foi bom o bastante para se manter entre os 10 melhores por uma década, mas não bom o bastante para lhe dar um 2º Grand Slam. O mais perto que chegou foi na final de Wimbledon, quando Roger Federer “achou” o jogo. Andy vai sonhar o resto da vida com um voleio alto de revés que errou para abrir 2×0 em sets e, acredito, assegurar a vitória.

Quem não perde mais o sono, espero, é o Bob Brett, técnico do Marin Cilic. Com certeza o rapaz, que treinou Gomez, Becker e Ivanesevic, um dia sonhou que o pupilo seria #1 do mundo. Fundamentos técnicos com certeza o croata tem. Mas sempre lhe faltou aquele algo a mais que os grandes campeões tem e lhe permitem ganhar os break points, contra e a favor, jogos perdidos e jogos ganhos, em uma proporção maior do que o inverso – especialmente nos grandes jogos. Hoje Cilic tinha o malamurray pelas narinas, com um set acima e 5×1. Sacou duas vezes para fechar e não conseguiu. Perdeu em quatro sets, sendo que nos dois últimos fez 2 games – a história da carreira do rapaz.

Isso tudo sem mencionar o fato que Roger Federer caminha a passos largos de ser eliminado ainda nas quartas de final pelo checo Berdich. Pelo menos agora está com 0x2 e break abaixo no 3o set, sem aparentar como vai virar o jogo. A maior esperança, cada vez mais tênue, é o Berdich, que até agora jogou muito, dar uma de Berdich.

Roddick – um lutador e carreira vitoriosa.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Tênis Masculino | 23:27

Outro que vai embora

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Parece que o U.S. Open é um bom lugar para encerrar carreiras. Após Clijster avisar ontem à noite que deu para ela, hoje foi o dia de Andy Roddick aproveitar o embalo e anunciar que, após o torneio, ele vai para casa, tratar de sua esposa e seus negócios, que hoje tem a ver com uma academia de tênis no Texas.

Este ano todo Roddick enrolou, jogando com menos tezão e cada vez pior, o que em um circuito competitivo é prenuncio do fim. Ao fim da temporada 2011 ele havia saído dos Top 10 pela primeira vez em uma década. Quando viu, esta temporada, que não iria conseguir reverter o declínio se convenceu de que há outras coisas para se fazer na vida – tem cara que não nasceu para ficar levando pancada de cabeças de bagre em troca de um punhado de dólares.

Como ele ainda está vivo no torneio – bateu um tal de Rhine Williams na 1ª rodada e agora joga com outro teenager, o australiano Bernard Tomic. Uma coisa é certa, a partida será altamente emocional. Imaginem; o maior ídolo do país na ultima década, enfrentando um habilidoso garoto com certo problema de atitude, que pode facilmente pirar com o que deve acontecer na Quadra Central e o público mais agressivo dos GSs. Assim sendo, não seria exatamente uma surpresa que a anunciada aposentadoria não acontecesse amanhã à noite, a partir das 20h de Brasília. Mas, por outro lado, Tomic é um tenista que por esse mesmo problema de atitude adoraria estragar uma festa. A se ver amanhã.

Roddick – a partir de Setembro de pernas para o alto.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Tênis Masculino | 12:43

Nas costas

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O sacador Andy Roddick perdeu na 1ª rodada do Torneio de Cincinnati, para o sacador Jerome Chardy, por conta de dores e espasmos nas costas. É uma contusão que aflige muitos tenistas. É uma contusão que aflige muita gente.

Algumas são crônicas e por conta da recorrência levam a um inevitável fim das carreiras, inclusive precocemente. Roger Federer reclama delas, mas nunca o vi abandonar uma partida por conta. Na verdade, não lembro ele ser atendido em quadra por conta. Talvez o lobo dele não seja tão feroz.

Eu tenho dores nas costas desde um acidente na juventude. Quando bate o frio, trava que é uma beleza. Pegar um mínimo de vento encanado é prenuncio de problemas. Por conta, evito sentar de costas para janela ou porta em dias mais frescos e uso muito mais agasalho do que as outras pessoas.  Alguns engraçadinhos sempre fazem piada a respeito.

Tenho que estar atento ao colchão que uso, e o que uso foi escolhido a dedo. Vivo alongando as costas. Tempos atrás fiquei com dores recorrentes que melhoraram após sanar um foco de inflamação.

Atualmente, por conta de problema crônico na cartilagem de um dos joelhos, jogo bem menos do que antes. Evito jogar dias seguidos, o melhor mesmo é um dia de intervalo entre eles. Quando o intervalo é maior o corpo cura que é uma beleza. O problema maior é muito tempo em quadra e o correr sem medo, algo que não acontece mais. Com isso não jogo tantos sets e, consequentemente, as dores nas costas praticamente diminuíram – há mesmo males que vem para o bem.

Por que o que pegava mesmo as costas é o saque. Nos últimos anos tive que mudar drasticamente o serviço, vergando bem menos as costas como aprendi e gostava. O resultado é que o meu saque aberto no lado da vantagem, que era o meu melhor, foi dar um passeio e não voltou mais. O saque reto no lado do iguais, se não compensa, pelo menos é bem confiável e não comprometido pela mudança.

Não sei, e não acho, que a contusão de Roddick seja por conta de seu saque. Até porque seu serviço tem bem pouco o dobrar das costas e bastante dos joelhos. Imagino que tenha mais a ver com a idade e com o descaso do atleta com seu físico. Lembrando, ele nunca foi um tenista que investiu muito nesse aspecto do seu tênis, a não ser a poucos anos atrás quando seu então novo técnico o convenceu.

Na ocasião, o seu tênis levou uma injeção e ele foi àquela célebre final de Wimbledon, perdendo para Federer, o que deve ter despedaçado seu coração e roubado sua vontade de continuar a trabalhar com o afinco que um tenista profissional necessita. Depois de cuidar de dores no ombro recentemente, ficar fora dos 20 melhores do ranking em mais de uma década, e completar 30 anos na semana do US Open, Roddick terá que fazer, em breve, uma decisão na vida. Ou encara o fato que a vida atlética não vai ficar mais fácil, pelo contrário, e encontra a disciplina para trabalhar de acordo, ou começa a pensar como vai administrar a vida longe das quadras. Não o vejo lidar bem em virar menininha de cachorrões que sempre foram fregueses.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Masculino | 12:47

Cascudo

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Que cascudo tomou o Roddick do Djokovic. Não sei se por conta de estarem jogando indoors (o teto fechado) ou se a grama que está lenta, o fato é que o saque do americano não importunou o sérvio. Por instantes, pareceu que os slices de Roddick poderiam ajudá-lo – mas ele não tem mais as pernas para fugir da esquerda e atacar de direita como necessário. O jogo foi um verdadeiro passeio pela grama. Ele espera o vencedor de Hewitt e Cilic.

Novak – dicostas..

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quarta-feira, 25 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:52

Zebras na grama?

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Amanhã, quinta-feira, saem as chaves olímpicas e os sonhos de muitos começam a ficar mais reais, ou mais próximos de pesadelos. O torneio olímpico é de várias maneiras diferente de outros eventos e essas diferenças mexem com as probabilidades e planejamentos padrões. Fica um pouco mais próximo de um samba do crioulo do que de um Wimbledon normal.

A chave é menor, exatamente a metade, com 64 tenistas e uma rodada a menos, o que é mais o perfil de um Master Series do que um Grand Slam. O evento é jogado em 9 dias, novamente mais para o perfil de um MS. Mais crítico é o fato de que existem muito mais pangas na chave do que um torneio normal, por conta dos limites de tenistas por país e a distribuição de convites para alguns cabeças de bagre – o que não é o caso do Bellucci.

Além disso, as partidas são jogadas em três sets – só a final masculina é melhor de cinco sets – sendo esta uma grande diferença técnica do evento, uma janela de oportunidade para alguns tenistas e um sinal de perigo para outros. Por que?

Ninguém sabe como estará a grama, mas não seria surpresa se estiver de alguma maneira mais instável do que o normal. Em jogos em três sets são mais fáceis de acontecerem surpresas do que em cinco sets. A zebra pode sair dando pancada em tudo que lhe aparece pela frente e existe menos tempo hábil para o favorito entrar, ou voltar, no jogo e fazer valer seu favoritismo. É bem mais simples manter a surpresa, assim como a agressividade, por um tempo menor. Além disso, o saque falará bem mais alto do que o normal, pela mesma razão. Dois fatores que podem favorecer fantasmas e sacadores.

Por aí que entra, entre outros, o tal de Andy Roddick, que passou os últimos meses jogando como um aposentado e venceu dois eventos desde Junho (Eastbourne e Atlanta). Ele sabe que se conseguir aliar sua experiência na grama e 9 dias de grandes serviços pode incomodar muita gente, inclusive tenistas que se impõe graças à regularidade de fundo de quadra e não de grandes serviços. Eu não ficaria surpreso, pelas mesmas razões, se o torneio tivesse também bem mais voleios do que os últimos Wimbledon. Infelizmente não vai ser tão fácil conferir, já que acho que vamos ver muito pouco tênis nas telinhas.

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sábado, 23 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:10

Interessantes

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Dois resultados interessantes das quatro finais jogadas hoje nos preparatórios para Wimbledon.

As pazes de Andy Roddick com a vitória, ao vencer o torneio de Eastbourne, e a vitória da veterana de 21 anos, a austríaca Tamira Paszek.

Roddick porque fazia muito tempo que não vencia nada – 16 meses sem títulos e seis torneios sem vitórias, além de jogar pouquíssimos eventos. Na semana passada saiu rapidinho de Queens e praticamente implorou, segundo suas palavras, o último convite do evento em Eastbourne, onde não havia se inscrito. Não se arrependeram os organizadores nem ele. O americano, que chegaria a Wimbledon mais por baixo do que capacho, renova as baterias para um dos torneios onde seu saque, sua maior arma, fala mais alto.

Paszek gosta da grama, apesar do seu saque horrível e a ausência de voleios dignos do nome. Nessas horas entrego a Deus e penso – sont les femmes. Tamira tem a seu favor uma tremenda direita flat, golpe em que tem confiança ímpar. Já no ano passado havia chegado às quartas em Wimbledon, o que mostra certa intimidade com o pasto. Sua vitória sobre Carrie Bartoli nas semis e sobre a perigosa alemã Kerber na final, onde salvou 5 MP, em uma chave que tinha tenistas como Kvitova, Pavlyuchenkova, Safarova, Hantuchova e Radwanska deve lhe dar confiança bastante para ir a Londres. Quem deve ter tremido em seus sapatos brancos, pelo resultado da austríaca, foi a dinamarquesa Caroline Wozniacki, aquela que foi a #1 do ranking feminino (aíí meus sais), sua adversária na primeira rodada no SW19.

Tamira – agradendo aos céus, e à direita.

Roddick – voltando a voar.

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quinta-feira, 14 de junho de 2012 Olimpíadas, Tênis Masculino | 11:54

Ohh céus…

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É fato que a grama iguala o jogo, mas também não era para tanto. Os Andys serem derrotados na 1ª rodada de Queen’s foge um pouco demais ao esperado.

Roddick, derrotado por Roger Vasselin 6/4 4/6 7/5, vem flertando com o açoite já faz algum tempo. Daqui a pouco entrará em quadra com apetrechos de couro. Não tem mais a mesma pegada e na mesma proporção que sua técnica e resultados saltitam em direção ao brejo, afina o sarcasmo e as tiradas pseudos inteligentes quando confrontado com os resultados. Tenistas nunca gostaram de confrontos vindos de jornalistas. Quando perde então ficam mais sensíveis. Como não podia deixar de ser, a toda derrota, e elas se tornaram frequentes, Roddick é inquirido sobre a aposentadoria. Mais de uma vez foi rude. Na melhor das hipóteses sai pela tangente, o que deixa a questão em aberto e um campo fértil para a especulação. Na derrota de ontem o americano sacou 79% de 1º serviço em quadra, o que é excelente, especialmente na grama, onde o saque fala alto. Perdeu porque está fora de forma, algo que andou jurando de pés juntos em Miami resolveria até a temporada de grama, e porque não tem mais a mesma determinação, em quadra e fora dela, de antes. Um dia esse quesito terá o reconhecimento de sua importância na vida, no esporte e no tênis.

Esse mesmo quesito tem sua importância na derrota de Murray para Nicolas Mahut por 6/3 6/7 7/6. Mahut é um dos bons voleadores do circuito, o que ajuda na grama. Se bobear ele leva. Murray bobeou, para variar. Além disso, o escocês desce em Heathrow e começa ter ataque de ansiedade ao passar pela primeira banca de jornais – e como tem banca, e jornais, na Grã Bretanha. Não é segredo nenhum que sou fã do talento e habilidades de Murray. Mas ele rema com um vigor alucinante na direção contraria do que seria bom para ele, o que torna sua vida um inferno desnecessário. Talvez seja algo acima de suas forças, talvez seja os deuses sendo irônicos, talvez ele seja teimoso. Sei lá. O fato é que seus fãs tem que ser piratas de um olho só. Um olho aberto para seus talentos e habilidades e um bem tapado para suas lamurias, expressão corporal, negativismo. Um chato de raquete em punho, que ainda foi lá e contratou aquela “simpatia” em forma de técnico Ivan Lendl, que a esta altura deve estar se questionando em N formas, e que pouquíssimo, se em algo, acrescentou ao tênis do Hardy das quadras.

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terça-feira, 27 de março de 2012 Tênis Masculino | 20:23

Murray passeia, Roddick danca.

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Assisti o jogo do malamurray contra o empurradinhosimon e tenho ca minhas duvidas que o cara conseguira vencer seu primeiro GS em breve. Torco para que sim, mas duvido. Mas hoje passou rapidinho pelo frances, apos algumas interminaveis trocas de bola. No fim do primeiro set, uma brasileiro gaiato gritou para um amigo do outro lado da quadra: “ganho dos dois, eles so passam bolas”, isso enquanto eu tentava explicar o valor, ou pelo menos a logica, do tenis de contra-ataque para minha cetica esposa.

Assisti a partida ao lado da gangue do escoces, ali com a carinha na quadra – depois coloco uma foto. Um dos preparadores fisicos do Murray fica na sua orelha direto, dizendo coisas positivas. Lendl nao para de falar com os vizinhos, mas nao fala uma palavra com o pupilo. A namorada ajuda na motivacao e sofre baixinho. 

Pelo seu lado, Murray reclama e fala sozinho o tempo todo. 95% do tempo coisas negativas, se ele fosse alguem que conhecesse provavelmente dava um tiro no cara de tao chato. Reclama com o juiz, do publico, do tempo, das bolas, das linhas, mas reclama, acima de tudo, dele mesmo. O verdadeiro mala. Para ganhar seu primeiro Slam tera que vencer todos os seus adversarios, mas, mais dificil, vencer a si proprio. Mas no 3×3 do 2o set virou para a gangue e falo: “Agora!!” Dito e feito. Jogou muito e quebrou em 0x40. Pelo menos mata a cobra e mostra o pau.

Roddick saiu da quadra central zunindo e marcou a entrevista para quase que imediato. Deve estar querendo sumir do clube! Conseguiu o mais dificil – bater Federer. E ai encontra uma maneira de perder para o Pico Monaco.

Os argentinos torceram e cantaram nas arquibancadas no primeiro set, quando a partida parecia que iria para o Breaker e seria durissima. O americano deixou escapar, perdendo o saque no 5×6 – coisa de junior. Nao se recuperou, jogou um pessimo 2o set, nao fez mais nada e nao deixou os argentinos sequer se empolgarem. O 2o set parecia um velorio ao som de um tango a meia luz. Roddick vai se xingar ate Wimbledon. Se contar algo diferente na entrevista eu conto pra vcs.  Duvido, ele nao ‘e chegado a desculpas

Logioco, este computador tem um teclado para ingles e nao para o portugues.

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terça-feira, 6 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:22

Um luxo

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Há exibições e há exibições. Geralmente elas não valem o esforço de sair de casa e algumas nem de se ligar a TV – sou mais um confronto acirrado entre pangarés.

Mas a de ontem, no Madison Squere Garden, em New York, e televisionada pela ESPN-HD valeu o tempo, inclusive a invasão na madrugada.

Primeiro porque se os tenistas normalmente perdem a mão e avacalham demais quando se “exibem”. Ontem foi diferente até pelo palco e pela cidade, onde já dizia Frank “if you make there you make it anywhere”, não é local para se errar a mão sem pagar um preço caro. Os quatro envolvidos deixaram isso bem claro pelos esforços, pelas atitudes e declarações.

Todos eles foram unanimes, e bem treinados, em enaltecer o MSG, mais famoso local esportivo/entretenimento no planeta. Ficou até constrangedor tanta insistência e confete. Mas, afinal, ninguém quer perder a boquinha que paga bem e dá uma tremenda visibilidade.

Todos se saíram bem, uns melhores do que outros. As moças jogaram em um limbo entre a exibição e o sério, mais pela primeira, até porque Caroline é uma brincalhona. Apesar de ter sido a que mais “sentiu” a quadra não se apertou, se divertiu e não se preocupou com o fato que Maria Sharapova jogava sério e para ganhar – o que mais se esperaria?

O ponto alto da partida das moças foi quando Caroline perguntou ao público se não havia “algum gostosão no local para dançar com ela”. Mais do que depressa, seu namorado, o campeoníssimo Rory McIlroy, atual #1 do mundo do golfe, com uma tremenda carinha de cachorro rejeitado e surpreso pela audácia, se ofereceu antes que algum bonitão quisesse ver o que a Dinamarca tem para oferecer além do Noma. Bem à vontade, o rapaz não dançou, mas pegou a raquete da namorada e jogou um ponto, e venceu, contra a russa de 1,88m, no que fez muito bem. Foi dormir pensando, “huuumm, tonight Rory 2 x WTA girls 0!”

A partida entre Federer e Roddick foi outro departamento. Deveriam evitar um jogo masculino depois do feminino. A velocidade de bola e de corpos fica gritaaaaante.

Roddick não vem ganhando nem no truco contra a mulher, a quem, infelizmente, não vi no local. No tênis então não está mais nem entre os 30 melhores do mundo. Ele sabia que ontem, apesar das circunstâncias, era uma oportunidade de redenção.

E o americano foi o melhor da noite. Sacou como nunca – valeu o ingresso só pela aula de saque. Foi brincalhão, pelo menos no seu humor, que pode não ser muito afiado, mas é americano. Foi simpático com o público. Foi reverente com o adversário, mas deixou claro que estava com toda intenção de ganhar a tal exibição. Federer jogou bem, ficou de coadjuvante para as brincadeiras, sorria o tempo todo, mesmo sem saber porque, não tentou roubar o papel principal de Andy, tentou levar para o 3º set, mas não se desesperou por não conseguir.

Foi um espetáculo que valeu pelo o que se propôs que era uma noite de luxo, numa cidade onde o luxo é praxe, tendo como protagonista um esporte que é um luxo permanente e estrelas que sabem valer essa qualidade.

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