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Posts com a Tag andy murray

quarta-feira, 6 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:15

Showdown no OK Curral

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Escrever sobre jogos do Nadal torna-se repetitivo e sem graça. O cara não deixa os confrontos nem se tornarem, no mínimo, interessantes. Não perde sequer um set quando adentra o palco vermelho.

O Almagro é um ótimo tenista, perigosissimo na terra, mas quando vê o Animal do outro lado da rede vira menininha. Hoje até que tentou, no primeiro set, colocar um shortinho para enganar. Mas após perder o primeiro set no TB voltou para o vestidinho e miau.

O MalaMurray, o judas favorito de alguns sofasistas que babam em ovos nadalenhos, ainda não decidiu o quanto perigoso quer ser no saibro. Tem dias que ele põe a fantasia da “drama queen”, outros que dá uma aula de tênis para o coitado do outro lado e ainda outros em que flerta com a grandeza para terminar na pobreza.

O Ferrer é o antonimo do escocês. Tracem uma linha horizontal de um lado ao outro do quarto e terão a variação da determinação do espanhol através de uma partida. A não ser quando enfrenta o Animal no saibro ou o Federer na rápida. Aí, até ele vacila.

As mulheres, ahh as mulheres! Big Mary Sharapova continua surpreendendo pela qualidade. Ela aprendeu a jogar no saibro e vem depurando a cada jogo essa qualidade. Ela não tem mais aquela ansiedade, que vinha da falta de confiança em sua refularidade, de terminar o ponto de imediato. Aprendeu a “mexer”a bola. Como já pegava pesado e tem uma espirito guerreiro de primeirissima grandeza, alguém vai ter que se superar para batê-la em Roland Garros. E vai ficar mais difícil ainda quando forem para a grama.

A minha professorinha vacilou, porque teve chances de vencer, e dançou. Kvitova é mais tenista que a russa/cazaque Shvetova; conseguiu administrar seus altos e baixos e passar para a semifinal. A checa tem golpes poderosissimos e pode varrer qualquer uma da quadra. O problema da moça é que nem sempre entra tudo, já que joga bem reto. Às vezes nada entra. Mas que habilidade, que arsenal. Hoje, ela definiu a partida. Quando entrou, ponto dela, quando não, ponto da outra.

Shvetova tem o melhor par de pernas do circuito. Para não ficar no subjetivo, que é o meu e o seu gosto, me refiro à sua movimentação. A mulher é uma égua de tres anos. Ela não tem golpes contundentes, mas sua destreza em quadra é para dar inveja à muitos dos homens, sem falar no mulheril lentão. Além disso, tem um sorriso lindo, dentro e fora de quadra, onde assume uma persona bem distinta da que vemos entre as linhas.

Amanhã os homens descansam. Às 9h, Stosur x Errani na Quadra Central e a seguir Sharapova x Kvitova.

Na primeira, uma partida de duas moças com muitas pernas, ótima movimentação, fortes e dois estilos distintos. A australiana atacadora e a italina contra atacadora.

Sharapova e Kvitova é uma partida para pegadores e juizes de linha acompanharem com atenção redobrada para não sobrar para eles. O bicho vai pegar e a bola vai andar. As duas são de ir pro pau e salve-se quem puder e leva quem acertar mais. A única possibilidade de não ser um verdadeiro showdown no OK Curral é se o técnico de Kvitova lembrar que existe slices e convencer a pupila que essa seria uma maneira interessante e sutil de tirar a Shatapova, perdão, esse meu teclado vida própria, de jogo. Mas talvez eu esteja pedindo demais.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Tênis Masculino | 16:59

Duas boas partidas

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Duas grandes partidas em Roma para quem ligou a TV. A vitória de Del Potro sobre Llodra – 7/5 3/6 6/4 – com o francês indo à rede no seu saque e no do outro tambem. Alguns pontos maravilhosos para nos lembrar de como é legal pelo menos um dos tenistas indo à rede. Até o fim não dava para saber quem levaria. O argentino teve até que se estrebuchar no chão para vencer – e não era a quadra escorregadia!

O confronto entre Murray e Nalbandian parecia que seria rapidinho após o escocês vencer o primeiro set sem esforço, graças aos mutos erros do hermando, por 6/1.

Mas Nalbandian encontrou uma forma de jogar, sem errar e assim mesmo forçando, e levou a partida para a negra. E esta também não dava para saber que levaria. No 5×5 Nalbandian ficou em 0x40 no seu saque, salvou dois BP, mas Murray mandou uma paralela na fita da rede que choramingou para o outro lado. O ultima game também foi uma correria, mas o escocês não deixou escapar – 6/1 4/6 7/5.

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 Tênis Masculino | 14:49

Cego não

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A vitória do canadense Milos Raonic sobre o escocês MalaMurray em Barcelona tem que ser considerada tanto uma surpresa, como mais um passo importante na carreira desse tenista que, aos poucos, mostra ser um candidato a grandes feitos no circuito.

Não é nenhuma novidade que Murray planejava fazer um impacto na temporada sobre o saibro. A expectativa que ele carrega é enorme, especialmente após a contratação de Ivan Lendl, que até agora não agregou muito. Por enquanto, são mais expectativas do que resultados e a derrota prematura um passo atrás.

Já o canadense, veio para o saibro sem essas mesmas expectativas, após uma contusão que o tirou de Miami, e por se acreditar que seu estilo “sacador” é mais apropriado para as quadras rápidas, o que segue sendo um fato. Mas, Raonic entende o jogo, tem boa postura em quadra, sabe tirar proveito de sua bomba-sacadora e sabe como pressionar o adversário em seu próprio serviço, arriscando e oprimindo. Ele já havia batido Almagro na 3ª rodada em Barcelona, o que também não é fácil, e, não se esqueçam, chegou à final do Estoril no ano passado, o que prova que não é nenhum cego na terra.

É interessante que tanto Murray, que só havia perdido oito games nas duas primeiras partidas, como Raonic têm uma história com Barcelona. Andy morou e treinou lá quase dois anos quando juvenil e Milos tem na cidade uma base para treinar com seu técnico Galo Branco, esta a parceria mais inesperada do circuito. Galo Branco só jogava no saibro, nunca foi à rede, sacava “american twist”, corria como um coelho e só batia de direita, esta a única característica que tem com o pupilo.

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Raonic – atenção para o dedinho do “sacador”.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012 Tênis Masculino | 15:13

Trocando bolas

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Semifinais definidas e praticamente sem surpresas em Monte Carlo.

Rafael Nadal derrotou pela oitava vez consecutiva o suíço Wawrinka, que vinha batendo espanhóis em escala – que inferno na terra deve ser enfrentar o Animal no barrão.

Djoko deve ter gostado de ver o holandês Haase derrotar o Bellucci. Afinal o brasileiro lhe deu um certo trabalho no saibro. Mas como é que o holandês vai incomodar o sérvio – ele não tem golpes para isso e se é para trocar bolas…

Assisti o MagroSimon derrotar o Jo-Tsonga em uma partida definida mesmo antes de começar. Como o Tsonga vai bater o Cara de Blefe nessa quadra? Tsonga nasceu para decidir os pontos em 4 bolas, máximo. O Simon começa aquecer depois da quinta.

Não vi o Berdich derrotar o Murray. Pelo placar, 6/7 6/2 6/3, deve ter sido mais uma derrotamurray. Sei lá, esses dois se enfrentando não dá para colocar um real suado no resultado. Pelas circunstâncias, deveria dar o escocês, mais regular e corredor, mas o cara é mesmo imprevisível e o affair dele com o Lendl, que, atentem, nunca treinou ninguém, me parece que vai dar no mesmo mar que o do Belo e o Larri.

Nas semifinais, Djoko enfrenta Berdich e Nadal encara Simon. Da mesma maneira que o Tsonga não tem um jogo para derrotar o compatriota, este não tem bola para enfrentar Nadal. Vamos ver longas trocas de bola, mas no fim delas o espanhol deve levar vantagem porque tem mais força nos golpes. “Quer trocar 589999 bolas, mon ami?”. “Bamos lá, mas, no fim das contas, tenho o ganchão e você não!”

Djoko e Berdich parece algo definido por conta do placar entre os dois – 8×1 para o sérvio. Novak tem os golpes de contra ataque para aguentar os mísseis tchecos, assim como a velocidade para fazer a transição da defesa para o ataque quando surge a oportunidade. Sem contar a confiança atual. Mas jogo é jogo, e, detalhe – nunca se enfrentaram no saibro! E a única vitória de Berdich foi na grama de Londres.

Agora, se Nadal e Djoko passarem para a final até Netuno deve sair de seu sofá no Mediterrâneo para acompanhar o conflito. Imaginem esses dois trocando bolas no barrão monegasco! E pensar – ai meus sais – que até outro dia a final de Monte Carlo era decidida em cinco sets.

Djoko, mesmo de luto é duro na queda.

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terça-feira, 27 de março de 2012 Tênis Masculino | 20:23

Murray passeia, Roddick danca.

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Assisti o jogo do malamurray contra o empurradinhosimon e tenho ca minhas duvidas que o cara conseguira vencer seu primeiro GS em breve. Torco para que sim, mas duvido. Mas hoje passou rapidinho pelo frances, apos algumas interminaveis trocas de bola. No fim do primeiro set, uma brasileiro gaiato gritou para um amigo do outro lado da quadra: “ganho dos dois, eles so passam bolas”, isso enquanto eu tentava explicar o valor, ou pelo menos a logica, do tenis de contra-ataque para minha cetica esposa.

Assisti a partida ao lado da gangue do escoces, ali com a carinha na quadra – depois coloco uma foto. Um dos preparadores fisicos do Murray fica na sua orelha direto, dizendo coisas positivas. Lendl nao para de falar com os vizinhos, mas nao fala uma palavra com o pupilo. A namorada ajuda na motivacao e sofre baixinho. 

Pelo seu lado, Murray reclama e fala sozinho o tempo todo. 95% do tempo coisas negativas, se ele fosse alguem que conhecesse provavelmente dava um tiro no cara de tao chato. Reclama com o juiz, do publico, do tempo, das bolas, das linhas, mas reclama, acima de tudo, dele mesmo. O verdadeiro mala. Para ganhar seu primeiro Slam tera que vencer todos os seus adversarios, mas, mais dificil, vencer a si proprio. Mas no 3×3 do 2o set virou para a gangue e falo: “Agora!!” Dito e feito. Jogou muito e quebrou em 0x40. Pelo menos mata a cobra e mostra o pau.

Roddick saiu da quadra central zunindo e marcou a entrevista para quase que imediato. Deve estar querendo sumir do clube! Conseguiu o mais dificil – bater Federer. E ai encontra uma maneira de perder para o Pico Monaco.

Os argentinos torceram e cantaram nas arquibancadas no primeiro set, quando a partida parecia que iria para o Breaker e seria durissima. O americano deixou escapar, perdendo o saque no 5×6 – coisa de junior. Nao se recuperou, jogou um pessimo 2o set, nao fez mais nada e nao deixou os argentinos sequer se empolgarem. O 2o set parecia um velorio ao som de um tango a meia luz. Roddick vai se xingar ate Wimbledon. Se contar algo diferente na entrevista eu conto pra vcs.  Duvido, ele nao ‘e chegado a desculpas

Logioco, este computador tem um teclado para ingles e nao para o portugues.

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domingo, 18 de março de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:37

Dólar furado

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Acho gozado como alguns leitores, se assim posso chamá-los, ficam me cobrando um Post após a conquista deste ou daquele tenista.

Por vezes me acusam de nadalista, por vezes de federista, por conta de eu não preencher suas expectativas, seja lá de que ordem for, com minhas escritas. E não preencho mesmo, até porque não é para isso que estou aqui e não é para isso que me propus a escrever.

Deve ser uma extensão do que acontece por aí em Blogs de futebol, que é a única linguagem que esse pessoal conhece. Acham que quando seu ídolo vence alguém tem que babar um ovo para seus rasos deleites – beeem, estão no local errado e, pior, talvez no esporte errado.

Federer vem jogando bem desde o fim da temporada passada. O ajudou o fato de que tem sido a temporada de quadras mais rápidas do que as de saibro que se avizinham. Deve ter cooperado o fato que, ao colocar os dois pés nos anos trinta, alguns fatos relevantes começam a lhe ficar mais claros. Por exemplo, deve ter lhe aguçado a atenção o fato de que não vence um GS há dois anos, e se não está alguém mais está, algo que, imagino, seja difícil para o orgulhoso suíço administrar. E o tempo está ficando curto, já que será mais difícil ainda no ano quem vem.

Uma das coisas que ele melhorou é o fato que começou a admitir que alguns jogos são vencidos também pelo uso da estratégia e não só pela intuição – antes tarde do que nunca e quem sabe para sempre.

É surpreendente como Federer consegue manter o nível físico aos 30 anos. Isso diz muito sobre seu estilo em quadra e sobre o seu trabalho duro na academia, o que lhe ajuda prevenir contusões e a continuar se movimentando de forma magnífica. Tenho certeza que nem 1% dos leitores tem a menor ideia da exigência física que é sair do chão, o quanto ele sai, para sacar – especialmente mais no fim das partidas e dos torneios. Isso, entre outras coisas.

Indian Wells deve lhe dar uma confiança a mais, o que, no seu caso, já não é pouca. Afinal, foi seu quarto título no deserto. Ali seu jogo rende e ele, e os outros, sabem disso, um casamento de conhecimentos que lhe cai muito bem.

É divertido pensar que o seu jogo mais complicado em IW foi contra Thomaz Bellucci, para a frustração dos críticos deste. Mais divertido ainda o fato de que os sofasistas se divertem em cutucar o comentário – que eles totalmente mal interpretaram – de que Thomaz tem arsenal técnico para enfrentar a todos. IW e Madrid deixaram isso claro para quem quer enxergar. Mas também ainda falta ao brasileiro enxergar alguns detalhes que faz com que existam tantos céticos sobre seu tênis.

Eu sei lá o que deu no Nadal ontem, mas o fato é que foi uma das piores partidas que já vi do espanhol. Faltou aquilo roxo, o que serviu para evidenciar, ainda mais, o tenista mediano que seria o espanhol sem a sua magnífica e incomparável raça. Não sei o quanto o vento teve a ver com o fato – ventava para os dois e até achei que podia atrapalhar mais o suíço – mas o fato é que Rafa parecia sem “aquela” vontade que sempre foi seu diferencial. Alias, achei também que pegou bem mal aquilo de ir ao banheiro na hora do adversário sacar para ganhar o jogo, enquanto as nuvens fechavam suas cortinas e ameaçavam interromper a partida a qualquer instante. Sei não…

Eu não tinha muitas duvidas sobre quem seria o vencedor da final. Durante o Aberto da Austrália, na TV, eu disse que o Isner era o tenista que mais tinha melhorado no ultimo semestre – deixou de ser um mero sacador para ser um tenista que também consegue se impor  com a bola em jogo. Mas hoje jogava sua primeira final de Masters 1000 e Federer sabia disso – assim lhe mandou a conta rapidinho, com pressão e tudo.

Como estou indo a Miami, achei tudo muito bom. Nadal vai estar mordido e um pouco mais em ritmo após jogar e vencer as duplas em IW – aliás essa era sua estratégia. Murray deve estar deixando as quadras da Universidade de Miami carecas de tanto treinar. Djoko com certeza ligou para seu Omã e pediu refil para sua caixinha de Confiatrix. Federer jogou os cabelos rebeldes para trás, pegou o checão e o troféu da semana , chamou Mirka e as gêmeas, subiu no seu jatinho particular e está a caminho da Flórida com um sorriso nos lábios que só os tolos ou vencedores têm. E eu ainda torço para que um tenista em quem ninguém aposte um dólar furado vença o ultimo grande evento antes da temporada européia, só para eu voltar a sentir o prazer de uma surpresa. Esta semana foi perto.

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segunda-feira, 12 de março de 2012 Curtinhas, Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:29

Surpresas

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Como qualquer um, adoro boas surpresas. Uma vitória de Thomas Bellucci sobre Jurgen Melzer na quadra dura tem que ser considerada uma. Pelo menos pelo o que o brasileiro vinha apresentando em geral desde São Paulo e sua renegação às quadras duras. Como eu já disse antes que ele pode se dar bem nesse piso, pelo arsenal que tem, fico surpreso com a vitória, mas não com o resultado.

Não vi, mas o fato do Melzer não ter cumprimentado direito o brasileiro não é surpresa, ou vocês acham que ele é o MalaMelzer à toa? Talento ele tem de sobra, chatice idem. Mas sua aversão pode ter outra razão.

Vários tenistas tiveram que abandonar o torneio por conta de um vírus que está atacando Coachella Valley, a área de Indian Wells. Os tenistas têm dito que o problema é um vírus estomacal. A organização e as autoridades médicas locais insistem que é um vírus que se autoconsome no período de 24 a 48h é transmitido pelo ar e por contato e não por comida.

Os oito tenistas que abandonaram o evento por conta disso até agora são Zvonareva, Seppi, Kohlschreiber, Rybarikova, Mattek-Sands, Vania King, Monfils e Melzer, que abandonou as duplas após as simples. Federer também reclamou de febre, mas não passou disso. As autoridades dizem que há uma alastro por todo o estado da Califórnia e que muitos jovens têm faltado à escola por conta. Além de tenistas, pegadores de bola, juizes de linha e jornalistas foram atendidos e alguns hospitalizados. A ver se haverá novas baixas no torneio.

Outra surpresa foi a derrota de Murray, que não reclamou de febre ou mal estar. Só sentiu o golpe e que vai avaliar as razões da derrota. O fato é que o espanhol Garcia-Lopez jogou muito tênis e mereceu a vitória, algo que alguns fãs sofasistas tem dificuldades de entender. Para estes o esporte só tem graça se desenvolvido dentro de suas (deles) expectativas. Na verdade, a graça do esporte está justamente na competição e mais no improvável do que no esperado. Mas é mais fácil torcer do que entender.

Uma surpresa final foi o incidente que passou despercebido por muitos, mas não por um jornalista canadense, Tom Tebutt, um dos mais veteranos e respeitados do circuito.

Ele acompanhava o jogo de Llodra e Gulbis quando o francês usou o idioma de Montaigne para ofender uma chinesa que torcia pelo adversário, fato que o jornalista reportou em seu tuiter. O fato, junto com outro – Llodra ofendeu uma pegadora de bola e o supervisor desta durante a partida – levaram o torneio a multá-lo em U$2.500,00.

Não sei o que levou Llodra a tais indesculpáveis baixarias, mas o cara devia estar de mal com a vida para arrumar tanta confusão junta. No entanto, dois pequenos adendos que se não explicam talvez elucidem.

Não sei se é o caso, mas certos torcedores parece que fazem questão de “entrar na cabeça” de um tenista na maneira como torcem. Às vezes um único chato atrapalha mais do que 5 mil torcedores contra. Isso acontece muito em torneio juvenil e eventos menores.

Dá para perceber que quase todas as pegadoras em Indian Wells são bonitinhas, mas nem todas eficientes. Algumas não conseguem lançar uma bola e muito menos pegá-las quando elas chegam mais fortes. Vai ver as prioridades do francês não são as mesmas dos organizadores. Mas educação cabe em todo lugar. O assunto parece ter trazido mais incovenientes do que foi divulgado, até pela derrota de Llodra nas duplas, em parceria com Zimonic, perdendo para Nadal e Lopez, o que é uma surpresa sem tamanho.

Uma pegadora, uma toalha e Roddick

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sexta-feira, 2 de março de 2012 Light, Tênis Masculino | 14:32

2a semifinal em Dubai

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Boa vitória de Roger Federer, muito à vontade no piso rápido de Dubai – acho que ele que determinou a velocidade da quadra – sobre Juan Del Potro, por 7/6 7/6.

Por alguns instantes pensei que teríamos um terceiro set. O Hermano teve 6/2 no TB e sacou duas vezes para ir à negra. Mas o jogo é do capeta e aposto que nem ele, nem o Roger, sabem como deixou escapar. Só sei que no 2º set point no serviço do argentino, e melhor ponto do jogo, Federer deu mais slices do que na partida toda (só um pouquinho de exagero).

A final vai ser legal. Roger está jogando muito, enquanto Murray está querendo jogar muito. Federer adora jogar solto e atacar nesse piso. Murray adora contra-atacar nas mesmas circunstâncias. Um conflito de estilos onde quem ganha com certeza é o público.

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Light, Tênis Masculino | 12:22

1a Semi em Dubai

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Assisti a 1ª semifinal de Dubai, com a vitória de MalaMurray sobre O Djoko por 6/2 7/5. Surpreendente! Sim e não. Sim pelo momento, alias bem mais do que um momento, do sérvio. Não pela qualidade do escocês que melhorou mas ainda não sacramentou sua melhora.

A partida estava uma aula – neste instante posso imaginar uma cara leitora abandonando a página – e Murray, que abriu 2×5 no 2º set, teve a oportunidade de fechar em seu serviço no 5×3. Fez uma lambança monumental, digna de alguns pangas que conheço lá no clube. Em menos de 1 minuto entregou a rapadura.

Mas sem estresse. Novak devolveu a cortesia no 5×6 e tudo acabou como os torcedores do britânico queriam.

Aliás, um aparte do que escrevi anteriormente. Estádio lotado e publico bem participativo, o que deixa os tenistas e os espectadores ainda mais “dentro do jogo”.

Agora, o Apolo do tênis tenta subjugar a Torre de Tandil decidindo quem enfrenta o MestreMalaMurray.

Djoko, assustado com o que se passou na semifinal.

Produção do Producer

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Tênis Masculino | 22:56

Por que?

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Uma grande partida deve ser jogada em um grande cenário, sob circunstâncias excepcionais, com participantes de qualidade, ser repleta de drama, emoção, entrega, técnica, um publico participativo e interessado e ter consequências de toda espécie. Essa foi a partida entre Djokovic e Murray, a melhor de todas no atual Aberto da Austrália.

A presença de Lendl no camarote de Murray fez uma diferença? Fez. Murray lutou, como muitas vezes fez, mas deixou de lado o negativismo e a choradeira, que eram seu maior calcanhar de Aquiles. Teve uma ou outra vez que quis escorregar, mas logo se recompôs e voltou a focar na tarefa. Seu técnico era um verdadeiro “poker face”.

Murray bobeou? Sim, e não foi pouco. Mas uma partida de quase 5h exige um esforço mental impossível de manter o foco em tempo integral. Até mesmo esse leão Djokovic deus suas escorregadas e quase virou a vaquinha do brejo. Mas deu um jeito de ganhar!

Quem viu, viu, e eu não vou dissecar tudo o que aconteceu, especialmente com quase 700 comentários, mesmo que a maioria não sirva para nada. Se alguém for esperto, pesque o que presta.

Se até gente que, teoricamente, deveria entender do assunto e senta no sofá, porque não meus caros e queridos leitores?!

Bate-Prontos

O Murray e o Djoko vão sonhar com aquela direita paralela no BP do 5×5 no 5º set. Só que o Murray vai acordar e pular da cama. O Djoko vai virar de lado e continuar a dormir o sono da paz.

Por que Murray não saca bem do começo ao fim jogo? Por que só na hora que está com o pé na jaca?

Onde o sérvio vai buscar aquela força interior? Até onde a sua confiança vai seguir lhe tirando de apertos e lhe dando vitórias quase impossíveis?

Por que o Murray faz só uma coisa ou outra? Se movimentar muito bem ou soltar o braço e ir para as bolas vencedoras. Não dá para fazer as duas ao mesmo tempo e ganhar o jogo?!

O Djoko é um dos tenistas que melhor troca a direção da bola que já vi jogar, Graças à qualidade técnica de seus golpes e a disposição para aceitar a correria que tal estratégia exige.

Por que Murray sacou o serviço mais rápido a 215km/h, e Djoko e 195, enquanto a média de 1º serviço do escocês foi 184(2º=139) e do sérvio 190(157)?

Vamos explicar para quem não entendeu: o numero, teoricamente anormal de “erros não forçados” dos dois tenistas tem uma razão e uma explicação muito clara – (Murray 86, Novak 69). E não é por conta de deficiência técnica dos dois tenistas.

Segundo os parâmetros utilizados, mesmo que os caras troquem 20 bolas, se a 21ª for um erro será contabilizado como não forçado. Quem não passou a vida no sofá não sabe que após umas 10 trocas de bola o negócio vira um martírio, físico e mental indescritível. E isso foi um padrão nessa partida. Considerar tais erros como “não forçados” é dar às estatísticas uma leitura que elas não têm. Isso sem falar que ficaram quase 5h em quadra disputando pontos longos.

Sabem quantas vezes foi executado um “saque/voleio” na partida? Uma única, em quase 5h. Não é a toa que o Djoko se desculpou com o mestre Laver. Este só sorriu. E não chorou.

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