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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Masters 1000, Novak Djokovic | 20:01

A distância

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A distancia entre o céu e o inferno na vida de um indivíduo é medida pela diferença entre aquilo de melhor que ele poderia ser e o que de fato foi. O único abrandamento a essa perspectiva é se o indivíduo fizer de caso pensado a decisao de nao explorar seus limites, cedendo à prerrogativas pessoais, algo que requer ou coragem ou inconsequência, sendo difícil julgar à distância qual das duas prevaleceu.

Quem segue há tempos meu Blog sabe como enalteci o tênishabilidoso e tático de Andy Murray, sendo tal louvação criado certa ferrenha oposiçao por parte de uma pequena leva de sofasistas que mal podiam distinguir um slice de um top spin. Nos idos tempos, o mundo ainda se dividia entre o bem e o mal e Federer e Nadal. Hoje está cada dia mais difícil para as pessoas distinguir os primeiros, para mim nunca houve duvidas, e a nada temperada rivalidade FeDal está cada dia mais próxima de ter seus dias contados.

A rivalidade entre Djokovic e Murray vem tentando se firmar e substituir aquela que deve passar para a história como a maior de todas. Pelo menos por parte de Novak Djokovic. Porque, ao contrário do que muitos, pelo menos os que cabiam dentro de uma Romi Isetta, podiam imaginar, Murray está perdendo sua carona na história. Ele tornou-se um grande jogador, um tenista tecnicamente gostoso de assistir, mas quase impossível de se torcer por ele por conta de quase esquizofrenia em quadra. Ainda está longe de encontrar o caminho da grandeza, algo que Djoko vem buscando incessantemente, mesmo com suas limitaçaoes que, para ele, um grande guerreiro, só servem de motivaçao, nunca de empecilho.

Murray, por outro lado, se entregou á pequenez. Investiu como nenhum no preparo físico e se tornou o maior buscador de bolinhas do circuito. Corre como um cavalo para os lados, para a frente e para trás, dura mais do que qualquer um em um ponto. Mas quando tem que mexer os pés, para dar dois ou três passos de ajustes para definir pontos importantes, prefere a letargia. Consequentemente se posiciona com erro e perde pontos ridículos de fáceis para sua capacidade. Ele joga de igual, técnica e fisicamente, com os melhores do mundo, mas carece de uma mentalidade que faça face aos cachorroes. Se permite alternâncias de qualidade que um jogador com mais altas ambiçoes nao pode se permitir. Por isso morre na praia da magnificência.

Na final de Miami, do outro lado da rede, seu adversário, que conhece seu jogo e estilo melhor do que a palma da própria mao, entra em quadra com o jogo ganho. Para isso, carrega tao somente a certeza de que deve jogar o seu melhor, com disciplina e constância, que o MalaMurray entrega a rapadura na hora da onça beber água.

Nao custa lembrar os dois se conhecem desde os tempos de infanto-juvenil e formam uma das mais longevas rivalidades. Além disso, tem somente uma semana de diferença de idade (Murray sendo o mais velho) entre eles. Do total de confrontos com profissionais, Djoko tem 18 vitórias e 8 derrotas, tendo vencido as ultimas sete; das ultimas onze venceu dez, sendo a exceçao a final de Wimbledon2013 – onde Murray tinha uma motivaçao extra – o que deixa ainda mais evidente o meu ponto.

Murray melhorou consideravelmente quando sob a tutela de Lendl, mas nem tanto sob Mauresmo, mais uma “decisao Murray” no seu caminho. A única coisa nova que apareceu recente foi a direita angulada, que cria um buraco na quadra adversária mas, por outro lado, perdeu a direita paralela, que é o complemento da jogada.

Já Novak fez mais uma de suas cartadas na busca do topo do ranking e da história, ao contratar Boris Becker. Duvido que Becker acrescentou muita coisa no aspecto técnico, e nem acho que foi para isso que veio. Talvez o saque – com certeza nao o smash! Que vergonha esse golpe do servio, parece um 3a classe em mau dia.

Mas Djokovic compensa essa e outras carências – como o saque, os voleios e a dificuldade de lidar com bolas sem peso – com outras importantes qualidades. O cara é uma Rocha de Gibraltar nos golpes de fundo, tem um preparo físico impecável, uma mobilidade e elasticidade de bailarino, uma vontade de ganhar ímpar (e aí acaba com seu PatinhoMurray) e entende a capacidade, e necessidade, de manter o padrao de qualidade durante um jogo e um torneio.

Considerando o conjunto da obra, Novak Djokovic segue sendo o melhor tenista da atualidade, especialmente quando colocado dentro do contexto de um campeonato. Sua maior qualidade é que entendeu, muito cedo na carreira, a importância que todo o aspecto mental acrescenta à carreira e ao jogo. É um tenista de limitadas habilidades, mas soube, melhor do que qualquer outro, colocar diferentes peças do quebra-cabeça no lugar e se tornar um magnífico atleta-tenista. Esse vai dormir tranquilo quando ao encerrar a carreira e enxergar o que poderia ter sido e o que foi. Enquanto isso, fica de exemplo para um universo de maricotes que por ter um pingo de talento/habilidade se acham os reis das cocadas pretas – uma das minhas delícias favoritas.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 Aberto da Austrália | 18:29

Doeu?

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Recebi uma provocação do Andre Sá via twitter. O rapaz quer saber o que acho sobre as “milongadas” do sérvio Djokovic na final. Nao escrevi ainda sobre a final e aproveito o cutucao para me mexer.

Vou escrever sobre as milongas sérvias, mas deixou claro que nao acredito que seja por isso que o servio venceu. Quando muito foi por isso que o MalaMurray perdeu; mas aí sao outros quinhentos.

Os dois primeiros sets fizeram promessas que o jogo nao pode cumprir. Até porque entraríamos em uma possível final de sete horas, algo sem precedentes. Os dois tenistas jogaram o fino do tênis, em nível de competitividade, atleticismo e técnica raramente visto. Digno de uma final e de nossas expectativas. Pensei em dar um pulo na piscina após o TB para dar aquele “bom dia”, mas conheço o meu gado. Esperei os primeiros games do 3o set para ver para onde a coisa iria.

Nenhuma surpresa Djoko perder um pouco a concentraçao por instantes, após deixar escapar um 2o set disputadíssimo onde teve suas chances, e junto perder o seu serviço. O estranho foi o que aconteceu em seguida. Todo mundo, menos aquela fanática torcedora do Djoko, sabe que o rapaz adooora dar umas milongadas. Muito antes de nós sabe o Murray, que o conhece desde os 12 anos. Por isso a surpresa do escocês cair no velho truque “ops, senti alguma coisa e quase caí no chão como um aleijado, mas daqui a dois games vou sair correndo, dar porrada para todos os lados e te pegar desprevinido para virar o jogo”. O pior é que ele faz essa encenaçao tao mal que chega a ser ridículo hilário. Só continua por que alguns ainda caem.

De verdade o Murray se distraiu com as macaquices do rapaz, segundo declarou, mais de uma vez, na entrevista após ser perguntado de várias maneiras pela imprensa. Sempre sem ser agressivo ou incriminatório. Nao que ele achasse que o cara estava contundido ou morrendo. Simplesmente deve ter pensado; esse cara vai tentar novamente essa baixaria? É, o cara tentou, você piscou, se distraiu, perdeu a vantagem, se enfureceu em ser tao patinho e nao conseguiu voltar ao mesmo nível de concentração. Adios título em Melbourne.

A imprensa pegou no pé do rapaz que, como sempre, se fez de morto e surpreso: quem eu?? Passei mal, essas coisas acontecem etc.

Convenhamos. A atitude é tao pueril – esse truque se faz no infantil ou na 4a classe e aquele pessoal já nao está mais caindo. Atrapalha? Sim, mas também nao é nada assimmmm. Até Kuerten pedia atendimentos a fisioterapeutas em momentos cruciais de Roland Garros ( e nao me refiro após ele ter tido a contusao que, com certeza, doia muito), mas sem apelar para “mancadas” e cara de quase desmaio. As baixarias que McEnroe, Connors e outros eram bem piores e cafajestes. Insisto, o Murray perdeu o jogo porque se enfureceu por ter caído como patinho, perdido a concentraçao e a vantagem de 2×0 no início do 3o set.

A partir daquele momento Djoko nao “sentiu” mais nada, e nem precisou. O outro se auto flagelou até o fim da partida como se tivesse 12 anos e ele jogou como o melhor do mundo. Isso nao quer dizer que Djoko nao chamasse o fisioterapeuta se a coisa nao funcionasse logo de cara e entao fizesse cara de quem iriam morrer em dois minutos enquanto ficasse deitado na quadra. Ou pedido para ir ao vestiário “se alongar”, ou retocar a maquiagem como as garotas cansam de fazer.

É isso aí Andre. Ja ví, já vimos, isso antes, por parte do Djoko e de outros, e outras, também. Nao é, nem de perto, das piores coisas que alguém pode aprontar em quadra. É idiota e assim deveria ser tratado. Ignora e aproveita para fazer mais uns games em cima do cara, ou pergunta, bem alto e com um sorriso cínico no rosto, se o cara vai morrer agora ou mais tarde. O resto é uma bobagem que um verdadeiro campeao nao se permitiria cair em uma final de GS, e, quiçá, segundo o padrao ético da pessoa, algo que um campeao também nao recorreria para vencer.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 Sem categoria | 12:43

Surpresa?

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Surpresa? Nao! Berdich, neste torneio, jogou como nunca e, na hora da onça beber água, perdeu como sempre. Chegou à semifinal sem perder um set. Arrancou o 1o set de Andy Murray na marra. No início do 20 set, quando deveria pisar no acelerador, afinal valia vaga na final de um GS, jogou como uma menininha. Levar um 6/0, após brigar mais de uma hora para vencer o set anterior, em uma semi de GS, é coisa de juvenil.

No terceiro lembrou que o jogo era de campeonato, mas a viagem continuou e o passeio de Murray também. Aí o cara acorda para a realidade no 4o set  e quer virar o jogo. Acha que do outro lado da rede está o ·90 do mundo? Murray entrou com a faca nos dentes e assim ficou até o fim – sem perdao.

O banho final da realidade berdichiana foi na 4×4 do 4o set. Mostrou mais uma vez que treme nos graaandes momentos. Jogou muito mal, dupla falta à la sharapova no 15×30 e uma esquerda medrosa no 15×40. Ciao.

Murray nao se fez de rogado. Cravou o prego no caixao como manda o figurino. Nao deu uma frestinha no game. O Berdich que vá sonhar com aquela escancarada no 2o set pelos próximos meses.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 Aberto da Austrália | 14:04

O ex.

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Bem, graças à SKY, hoje podemos gravar programas e assistir quando quisermos – e sem comerciais!. Por isso devo assistir algo da partida pelas semis entre Berdich e Murray. Um confronto que promete. À parte da rivalidade, no bom sentido, entre ambos, e a disputa direta pelo ranking – Murray é #6 e Berdich #7 – os dois atualmente tem um crucial detalhe a mais a considerar. Pelo menos assim pensa o resto do mundo.

No ano passado, quando Murray anunciou a contrataçao de Amelie Mauresmo como técnica – e só podia ser ele, que adora ter a mae nas arquibancadas, a faze-lo (quanto será que a mae teve a ver com a decisao??) o seu circulo íntimo nao gostou nada. E chiaram. Em um primeiro momento Andy conseguiu contornar a situaçao. Mas nao durou.

Primeiro foi-se o preparador físico – aquele careca que sempre estava por perto – e em Novembro, após uma longa conversa, foi-se Daniel Valverdu, ex colega de treino na Espanha e que ficou cinco anos a seu lado como hitting partner (o cara que o aquece, treina com o tenista, come com o tenista e só, espero, nao dorme com o tenista – as mulheres top só treinam com eles, e nunca entre elas). O venezuelano se dava super bem com Ivan Lendl, com quem foi esperto o bastante para aprender. Mas o relacionamento com Mauresmo nao vingou e os dois acharam melhor a separaçao.

Meados de Dezembro Berdich descartou seu antigo técnico e o preparador físico. Contratou um preparador croata e Valverdu. Com a mudança radical, e na temporada que completará 30 anos, já devia estar pensando em dar um upgrade na carreira. Também chacoalhou a árvore.

Um detalhe – e isso já é lógica minha e nao um fato que eu tenha lido ou ouvido.

Nao é grande segredo que Berdich esticava um olho na direçao de Lendl, seu conterrâneo, desde de que este abandonou o barco de Murray. Deve ter insistido quando decidiu fazer e reviravolta na carreira. Lendl nao quer saber de viajar mais. É bem possível que Berdich tenha ouvido de Lendl que Dani Valverdu era o cara. Vale lembrar que o técnico declarou, mais de uma vez, a importância de Daniel no seu trabalho e na carreira de Murray e que tinha gostado muito de trabalhar com ele, Dani. Berdich comprou a idéia.

A vitória de Berdich sobre Nadal, que teve lá seus petelecos táticos, mostra o dedo de Valverdu. Na sua ultima entrevista no AO, Murray teve que responder a várias perguntas sobre o assunto. Se esquivou, dizendo que enfrentaria Berdich e nao o ex-técnico. Nao foi nem um pouco indelicado com o rapaz.

Mas deixou seu cutucao: disse que se Daniel sabe bastante de seu jogo, ele sabe o que Dani pensa do jogo de Berdich; “porque ele me disse”. Ouch

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domingo, 22 de junho de 2014 Tênis Masculino, Wimbledon | 20:41

Começa na grama

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Nao é fácil escrever sobre tênis no meio da Copa do Mundo, especialmente esta sendo no Brasil. E nao será fácil escrever sobre Wimbledon durante a Copa, algo que já fiz em épocas de Jornal da Tarde e Estadao, algumas in loco. Aliás, é difícil fazer muitas outras coisas após as 13h durante a Copa.

Sao dois grandes eventos esportivos que disputam a atençao do fa dos esportes. Imagino que por aqui a SporTV manterá a tradiçao de mostrar o centenário torneio em dos seus canais, mesmo nos horários dos jogos. Mesmo no horário dos jogos do Brasil? É preciso ser fanático mesmo para ignorar a seleçao e assistir dois gringos na grama sagrada. A ver.

Os ingleses vao ter menos conflitos nessa área. Antes é preciso enfatizar que eles sao graaaandes fas do futebol, e do tênis, e a cobertura jornalística da Copa do Mundo é maciça e forte por lá – assim como Wimbledon. Se por um lado o interesse se arrefece por conta da saída prematura do time inglês no futebol, por outro perdem o maior gancho jornalistico de Wimbledon, que era o fato de um britânico nao vencer Wimbledon há décadas. Alias, conforme o resultado do referendo de setembro, quando a Escócia vota para decidir se se torna um estado independente ou nao, pode ressucitar a triste realidade que um súdito da rainha nao vence há muito tempo por lá.

Se por um lado os jornais ingleses perdem o gancho do derrotismo, ganham o gancho bem mais positivo que o atual campeao é um britânico. E isso está gastando muita tinta na Gra Bretenaha. Se Murray sentia, e acusava, a pressao antes do título, agora vai queimar as pestanas. Se o temperamento do rapaz fosse outro eu diria que agora ele sabe o caminho das pedras e um segundo título ficaria mais fácil. Nao fácil; mais fácil.

Nao podemos esquecer que o tênis sobre a grama, mesmo esta nao sendo mais o que era antes, quando tangia a loteria, especialmente nas primeiras rodadas, quando a relva ainda estava intacta e rápida, o que causava com que alguns favoritos, ainda nao acostumados com o piso, sofressem nas maos de alguns fantasmoes. Ainda acontece, porém com menos frequencia. Mesmo assim, em Wimbledon é sempre de bom tom redobrar as atençoes e dar menos milho à bode nas primeiras rodadas.

Tradicionalmente, e eles adoram as tradiçoes, quem abre o torneio é o atual campeao. Assim sendo, nesta 2a feira, às 13h locais, o talentoso escocês deve levantar o público quando entrar em quadra, em um mais do que devido respeito pelo conquistado pelo rapaz e, especialmente, por ter enterrado de vez aquela caveira de décadas. Seu adversário é um belga sem muita expressao, David Goffin, garoto que já fez Federer suar em frio em outra ocasiao.

Se Murray passar pelo belga, nao imagino o contrário, nao vejo quem possa incomodá-lo nas próximas rodadas, já que lhe daria tempo e quilometragem para “entrar” no torneio, amenizando assim a pressao. Pelo menos até as 8as, quando aparecem adversários mais encorpados como Ferrer, Thiem, Dimitrov. Mas, nao esqueçamos, estamos falando de Andy Murray – e com ele a torcida é sempre com emoçao.

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quarta-feira, 18 de junho de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Wimbledon | 20:38

Os cabeças em Wimbledon

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Os ingleses anunciaram hoje os cabeças de chave em Wimbledon. Eles continuam se auto autorizando a fazer essa escolha conforme seus próprios parâmetros. Sao os únicos a fazê-lo, já que os americanos arquivaram o assunto após muitos protestos.

E qual esse critério dos ingleses? Seguinte:

1-Pegam os pontos do ranking ATP de 16 de junho
2-Acrescentam 100% dos pontos ganhos em todos os torneios sobre grama nos últimos 12 meses.
3-Acrescentam 75% ganhos no melhor resultado sobre grama nos últimos 12 meses anteriores aos 12 meses acima.

O interessante é que essa fórmula só vale para a chave masculina. A feminina obedece o ranking da WTA.

É justo? Sobre justo sabedoria popular tem um ditado grosseiro. É injusto? Nao – nem tanto, a nao ser por aquele último quesito. Mas é como é.

Vejam como sao os top13 da ATP:
1-Nadal
2-Djoko
3-Wawrinka
4-Federer
5-Murray
6-Berdich
7-Ferrer
8-Del Potro
9-Raonic
10-Gulbis
11-Isner
12-Nihokori
13-Dimitrov
14-Gasquet
15-Fognini
16-Youzhny

Vejam como ficou em Wimbledon:
1-Djoko
2-Nadal
3-Murray
4-Federer
5-Wawrinka
6-Berdich
7-Ferrer
8-Raonic
9-Isner
10-Nishikori
11-Dimitrov
12-Gulbis
13-Gasquet
14-Tsonga
15-Janowicz
16-Fognini

E quais as consequências disso? Esse ano até que muita. Andy Murray, o atual #5 do ranking da ATP, é o mais favorecido – nao esquecer que é o atual campeao. Em Wimbledon será #3. Poderia, pelo ranking ATP, cair contra um dos quatro primeiros ainda nas 4as de final. Agora só pegará um dos top dois nas semifinais. Ajuda.

Wawrinka o que leva a pior. Vai cair na rede.

Para Nadal e Djoko nao importa – é mais uma questao de status.

Bom também para Tsonga e Janowicz que estao entre os 16 cabeças. Ruim para Youzhny, único que dançou nessa.

As mulheres nao entram nessa história, provavelmente porque os organizadores acreditam que nao faz nenhuma diferença os estilos femininos de jogar na terra ou na grama. Aliás, no tênis feminino só tem praticamente um estilo, onde, entre outras coisas, o saque, cam rarissimas exceçoes, nao é um diferencial. Mas nenhuma delas vai ganhar a vida sacando e voleando.

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domingo, 8 de junho de 2014 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:57

No vestiário nao

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Andy Murray sempre foi fora da caixa. Enquanto outros contratam ex grandes jogadores, ele contrata uma ex grande jogadorA – a francesa Amelie Mauresmo. As reaçoes de seus companheiros/adversários será de, no mínimo espanto.

Desde que Andrei Chesnokov apareceu no circuito com Tatiana Naumko que eu nao me lembro de outro tenista ter uma técnica. A nao ser que vocês contem com o supermala Jeff Tarango e sua mae.

Os rumores já existiam, já que a moça andava assistindo os jogos dele em Paris.

Uma das prováveis razoes da escolha é ele ser uma tarada por preparfo físico, assim como Andy. Em 2011 ela correu a maratona de New York em 3.40h.

Mas, talvez, a principal razao é ela ser muito bem considerada no circuito pelo seu jeito, seu posicionamento e sua cultura.

Ela já teve uma pequena experiencia como técnica, ajudando Marion Bartoli vencer seu único Grand Slam em Wimbledon no ano passado.

Amelie adora um bom vinho, é um amor de pessoa e tem uma cultura bem acima da média das tenistas profissionais.

Mesmo sendo lésbica assumida, duvido que Amelie vá conseguir ter conversas de vestiário com seu pupilo.

 

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 08:21

Na primeira fila

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Quase todas as quadras de Roland Garros tem uma seçao, maior ou menor, para acomodar a imprensa e a área dos jogadores, onde sentam os mesmos e convidados. Digo maiores e menores porque algumas sao minúsculas. Digo quase todas porque nao estou tao certo de que todas tem. E se tem sao poucos os que sabem onde elas ficam. Se for depender do pessoal que atende e orienta a entrada do publico estamos perdidos, porque estes muitas vezes nao sabem nem que existem.

Algumas dessas áreas oferecem aquilo que considero o maior privilégio de se assistir um jogo ao vivo em um GS. A oportunidade de acompanhar um cachorrao, ou mesmo uma cachorrona, a pouquissimos metros de distância. E das ofertas de Roland Garros, as minhas favoritas sao as das quadras 1 e 2. A primeira porque a imprensa pouco vai por ali, apesar dos ótimos jogos que lá acontecem e a entrada na quadra ser rápida.

Nessa quadra, quase sempre a imprensa presente senta a partir da segunda fila – sao umas seis filas formando um pequeno retângulo. Acredito que nao ficam na primeira porque é perigoso. Nao sao poucas as vezes que o tenista quase acaba no seu colo, ou pior, que sua raquete passa por perto de seu rosto. Mas é uma sensaçao única.

Ali voce enxerga tudo que o tenista que está próximo faz. Ouve tudo o que ele fala ou resmunga e, acreditem, eles falam o tempo todo entre os pontos. Alguns mais outros menos. Se prestar atençao ouve o que eles pensam.

Ontem foi um excepcional nesse quesito. Após acompanhar Nadal e Thien lá de cima, onde posso escrever ao mesmo tempo, fui vagar pelas quadras. Três partidas preencheram minha tarde e saciaram meus desejos tenisticos.

Acompanhei Murray e o australiano Matosevic do perigoso assento da q1, Bellucci e Fognini da segunda fileira da quadra4, e Verdasco e Cuevas na primeira fila da q2.

A única dessas partidas que pegou fogo mesmo foi a última, quando o uruguaio abriu 2×0 e o espanhol virou e venceu no quinto com quase 4hrs de jogo. O publico lotara a quadra2, que é a quadra mais “gostosa” do complexo, porque é bem fechadinha, ao mesmo tempo que oferece um bom número de assentos, o bastante para a participaçao do público fazer uma diferença. O jogo foi pegadissimo, com muita correria. No final Verdasco conhece melhor o caminho das pedras desses momentos, além de ter um preparo físico superior, o que fez a diferença. Um detalhe curioso é que no tal chiqueirinho se espremiam, sentando ombro a ombro, os amigos, técnicos e convidados de ambos tenistas, com todos torcendo e falando pelos cotovelos com os jogadores. Um jogao!

A partida de Bellucci nao me emocionou e impressionou como a anterior. Pensei que poderia acontecer ao contrário, pela qualidade do oponente – Fognini. O italiano está com tremendo tempo de bola e usa muito bem a força da bola alheia para fazer a sua andar – uma questao de talento.

Duas coisas faltaram para Bellucci, que haviam sobrado na abertura. Confiança e administraçao tática.

Ao meu lado, durante um tempo, assistiu a partida o amigo e comentarista da SporTV, Narck Rodrigues, ex tenista que sabe tudo da bolinha, e os pensamentos em pouco divergiam, até para nao dar a impressao que falo por ele. A pergunta que sempre fica é o porque da oscilaçao emocional, consequente técnica do nosso tenista.

Bellucci tem as bolas – o problema que surge é quando e quais usar. Se tem jogo que ele escolhe melhor e jogo que ele escolhe pior, só pode ser por conta de alteraçoes emocionais. E fica difícil dizer se a confiança despenca conforme as coisas saem erradas ou se é o inverso. Mas, seu problema maior segue sendo as escolhas táticas e mesmo estratégicas de como jogas seu tênis. Sao opçoes muito estreitas para o tamanho de seu potencial.

De qualquer maneira, olhando pelo lado positivo, o vi rápido, sem dar sinais de cansaço, apresentando novas bolas, especialmente no lado do revés. Fica claro que trabalho nao falta. A carência é outra.

O mais divertido da tarde – e atentem que optei por nao acompanhar a Aninha na Central e a Giorgi na q2 – foi assistir MalaMurray na q1. Um espetáculo. O escocês é um tenista diferenciado em vários sentidos e poderia escrever uma dissertaçao a respeito.

O fato que acompanha-lo a essa distância, vejam a foto que tirei na minha página do Facebook -https://www.facebook.com/paulo.cleto.33 – é um privilégio, uma viagem, uma oportunidade impar.

Murray tem golpes extremamente bem montados, uma habilidade ímpar que ele nao hesita em usar das mais variadas maneiras, um preparo físico exuberante que o leva a fazer coisas inimagináveis e seus oponentes à frustraçao, e um conhecimento e raciocínio tático de se tirar o chapéu – o cara pensa o tempo todo.

A sua força física é tanta que lembra a força de um bailarino consolidado. Ele constantemente se movimenta, antecipa, procura a bola, recupera, que é uma arte preciosa no tênis. Seus golpes sao variados ao esgotamento. Seu revés pode ter a abertura normal e longa, pode ser curta ou extremamente curta, como na devoluçao de saque quando ele invade 3 a 4 metros para devolver o petardo de um sacador como o Matosevic. Dos dois lados ele pode usar o top para dar altura e profundidade, pode ser reto para acelerar e atacar, pode ser um slice de esquerda para mudar o ritmo ou se defender. Pode ser um curtinha venenosa ou uma paralela como uma bala. Os seus jogos poderiam custar o dobro dos outros que ainda valeriam a pena – ele e Federer em quadra nao tem preço.

Agora ele também está virando sacador, o que lhe ajuda bastante. Ele diz que ainda está a procura de um técnico, mas nao é algo que vai decidir durante um torneio. Será que irá inaugurar um nas duas semanas que separam RG de Wimbledon? E a pressao?? O interessante é que ele está tao ciente do fato que dá para ver que está prestando mais atençao ao seu jogo e, em especial, à sua postura em quadra. Fala o tempo todo. A cada ponto. Mas ao contrário de antes, quando reclamava demais consigo, pelo menos ontem ficava o tempo todo se motivando. Uma mudança que pode ser crítica para um tenista com seu perfil e que lhe deixa ainda mais perigoso.

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quinta-feira, 27 de março de 2014 Masters 1000, Tênis Masculino | 12:34

Invasao

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Bem, vamos lá. Sobre a barbaridade que aconteceu na partida Djokovic x Murray ontem.  A invasao houve, foi clara e na cara do juiz de cadeira, que é mais um bundao com medo de tomar decisoes, algo que sempre foi, nao sei se ainda é, prioridade na hora de escolher esses caras.

Nao pode encostar na rede, nem com a raquete nem qualquer parte do corpo que perde o ponto. Se pode passar a raquete do outro lado da rede, para bater uma bola, se ela tiver tocado na sua quadra antes e por conta de um efeito tiver passado para o outro lado da rede. Aí se pode esticar o braço e golpear a bola.

O que o Djokovic fez é totalmente ilegal – tocar na bola do outro lado da linha imaginária da rede, antes de ela cruzar a mesma. O juiz viu e se borrou e, nao sei se pior, o Djoko sabe – foi quase que a extensao toda da raquete do outro lado, e deu uma de miguelao, o que caracteriza uma garfada monumental no adversário, no caso um “amigo” dele.

Pior foi o juiz tentando, e fracassando, explicar a idiotice que fez para o Murray que nao sei nao foi à loucura pelas bobagens que ouviu de quem deveria saber o que fala.

Pior mesmo foi o Djoko tentar “convencer” o mundo em entrevista, ainda dentro da quadra, que ele nao tem certeza de como é a regra. O que, profissional, #2 do mundo e nao sabe a regra – especialmente depois de perder aquela semifinal de Roland Garros exatamente por ter tocado a rede?? Nao sabe a regra – brincalhao!

Qualquer panga sabe essa regra no tênis, mas um profissional se engasgar todo na explicação pega muito mal para sua reputaçao. Isso, dois dias depois de “dar” um ponto para Robredo e fazer o maior comercial que “isso é fair play e, pra mim, parte do jogo” no estilo eu sou muito legal. Sei – só que alí, um ponto nada importante – o desafio mostraria em segundos que o juiz estava errado. No jogo com Murray nao podia haver desafio e era o primeiro ponto do 5×5, saque Murray, do 1o set equilibradissimo – após a discussáo Murray perdeu rapidinho os pontos seguintes e o set.

Veja no link abaixo todo o incidente, começando com a entrevista de Djoko, onde ele se complica todo, e veja o quanto ele atravessou para bater na bola e como tentou convencer seu amigo Murray que nao tinha feito nada errado, mesmo com o telao do estádio mostrando a barbaridade.

http://espn.go.com/tennis/story/_/id/10680024/sony-open-tennis-did-novak-djokovic-racket-cross-plane-net-andy-murray

 

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quarta-feira, 19 de março de 2014 História, Tênis Masculino | 17:18

Nenhuma surpresa

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A parceria Andy Murray e Ivan Lendl sempre me pareceu que teria um prazo de validade deveras curto, algo que enxergo também na de Becker com Djokovic. Era algo mais na linha de ambos terem razoes imediatas e de curto prazo do que uma parceria que visava a solidificaçao de carreiras; a de tenista de Murray e a de técnico de Lendl.

Além disso, temos ali um caso de duas pessoas de gênios e humores difíceis, personalidades nada agregadoras e individualistas ao extremo, como quase todo os tenistas, mas algo que Lendl aprimorou com zelo.

A simpática dupla teve seu grande momento quando Murray, finalmente, venceu Wimbledon no ano passado. Mas após essa vitória, que ficará marcada na história do tênis britânico – é só lembrar de Fred Perry – Murray se decidiu por uma cirurgia nas costas, por algo que lhe incomodava desde o início do ano.

Murray começou o ano afirmando que nao sabia quando voltaria a jogar seu melhor tênis. Estamos em Março, a temporada pegando fogo e até agora nao conseguiu deslanchar – sem contar as derrotas inesperadas.
E quando se começa a perder, em um ambiente de cabeças duras, algumas vao rolar.

Nas ultimas semanas Lendl competiu algumas vezes no circuito dos veteranos. Ele ficou 14 anos afastado do tênis, afirmando que era por conta de dores nas costas. Talvez. Em 2010 jogou alguns poucos eventos e começou a fazer eventos tenisticos – as exibiçoes de tenis no Madison Square Garden como Sampras x Federer. O fato é que estava mais ligado no golfe e ninguém no tênis o queria por perto. Quando Murray o chamou ele topou, sabendo que voltaria nao só ao circuito como, principalmente, aos noticiarios e isso o tiraria do ostracismo – funcionou.

Hoje qualquer jovem sabe quem é Ivan Lendl e ele tem, novamente, seu nome associado ao sucesso. Ele, que nunca foi o cara mais paciente ou simpático, nem primava pelo esforço de socializar, preferindo sempre a ironia e o sarcasmo com seus amigos de vestiário, talvez tenha chegado à conclusao que nao precisa mais aguentar o humor de alguem tao semelhante nos atributos emocionais. Além disso, a grande história parceria Murray/Lendl já foi escrita. O checo avisou que chegou a hora de priorizar seus projetos e pulou fora. Mas, comme il faut, sem causar nenhuma estranheza ou mal estar. Murray diz que vai pensar bem sua próxima escolha.

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