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Posts com a Tag andy murray

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Light, Tênis Masculino | 14:34

Cumprimento

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Onde há fumaça quase sempre há fogo.

Eu já declarei, mais de uma vez, minha admiração pelo tênis de Andy Murray. Mas o rapaz parece sofrer com a rejeição de uma parte da torcida pelo seu jeito de ser. Sempre relevei isso, até porque simpatia às vezes esconde um mau-caratismo maior do que o mau humor.

Mas não me passou despercebido como ele cumprimentou Marin Cilic após a derrota. Como escreveu outro britânico, e como está à entrada da Quadra Central de Wimbledon;  If you can meet with Triumph and Disaster and treat those two impostors just the same..

Murray e Cilic – olho no olho?

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 Tênis Masculino | 13:48

Boas rodadas

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Se eu fosse obrigado a escolher uns poucos dias para acompanhar um Grand Slam minha escolha seria pelas rodadas das oitavas e as quartas de final do torneio. É aí que se concentra a melhor relação de custo beneficio do evento.

Essas duas rodadas oferecem os melhores tenistas do evento após a depuração da primeira semana do torneio. Semifinal é muito legal, mas as opções já afinaram. A final nem sempre tem a mesma qualidade das rodadas anteriores.

Marin Cilic jogou em um padrão impressionante. Conseguiu manter a concentração e o padrão enquanto Murray ofereceu mais resistência – no 1º set – e mesmo quando o escocês abandonou a luta, a partir do 2º set. É incrível como um atleta com sua altura, 1.98m, consegue se movimentar daquela maneira. Especialmente para fugir da esquerda e agredir de direita. Parece um caranguejo correndo lateralmente, que é o estilo Nadal. Uma belíssima vitória orquestrada pelo técnico Bob Brett, um velho amigo de longa data.

O que o Fernando Gonzalez e o Jo Tsonga deram nas bolinhas não é real. Os dois batem muito forte sem perder acuidade. É outro tênis, muito distinto daquele jogado menos de 10 anos atrás. Olhem o vídeo da final entre Gustavo Kuerten x Sergi Brugera, parece em câmera lenta. Ou as dificuldades atuais dos ex-números 1 do mundo Leyton Hewitt e Juan C. Ferrero.

A partida de Rafael Nadal contra Gael Monfils foi o que o espanhol precisava para “voltar” ao circuito. Durante dois sets os dois jogaram um tênis de outro planeta, com correrias e pancadarias que poucos podem ou se arriscam realizar. Monfils tentou bater Nadal no jogo deste, com longas trocas de bolas, pouco se importando com táticas e apostando na correria. O garotão agüentou dois sets. Nadal, que tem a mesma idade, mas é feito de outro material, saiu da quadra inteiro.

Hoje tem mais e amanhã também.

Cilic – alto, rápido, forte e tranquilo.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009 Tênis Masculino | 09:27

A chave de Cincinnati

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Olhando a chave de Cincinnati, o segundo M1000 nas quadras duras americanas se preparando para o U.S. Open, percebe-se que:

Roger Federer só tem freguês na chave, mas terá que enfrentar a garra de Andy Roddick, louco por uma revanche, desta vez na frente de seu publico, mas não ainda no seu palco favorito, nas quartas-de-final.

Andy Murray e Juan Del Potro, finalistas no Canadá, podem se encontrar em uma outra quartas-de-final.

Rafael Nadal enfrenta Gael Monfills na sua segunda rodada. Quem vencer pode enfrentar Tsonga. Chave encardida.

Novak Djokovic e Nikolai Davydenko estão na mesma chave. Assim como James Blake, Nicolas Kiefer, Gilles Simon e John Isner. Aiii, meus sais!

Como a chave foi feita antes da segunda-feira, Nadal ainda é o segundo cabeça de chave e Murray o terceiro.

Este torneio é ainda mais importante do que o Aberto do Canadá como preparatório ao U.S Open. Quem será que vai mostrar serviço? Será que alguém pode correr por fora?

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sábado, 15 de agosto de 2009 Tênis Masculino | 20:07

O cara.

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O cara já é o segundo do ranking mundial, um tenista dos mais habilidosos e inteligentes e completos do circuito. No entanto, uma boa parte dos meus leitores não só não o aprecia como descaradamente desgosta do rapaz. Vai entender.

O pessoal diz que ele é um “passador de bola”, “mala” e lhe atribui outros adjetivos não elogiosos. Raríssimo eu ler elogios ao Murray. Além de não gostarem do jogo do rapaz, não gostam de sua personalidade que, concordo, não é das mais charmosas ou divertidas.

Mas, como já escrevi anteriormente, opinião que, noto, sempre foi recebidas com respeito e despeito, sou fã do tênis do Andy.

As razões são simples. Primeiro porque é um dos tenistas que mais pensa em quadra na atualidade, o que demonstra uma inteligência acima da média, pelo menos em quadra. Além disso, é um verdadeiro tenista/camaleão, sabendo acomodar seu arsenal conforme o adversário. Faz isso não só pela inteligência, como também pelo extenso arsenal que possui. É dono de um tênis vistoso, elegante, suave, misturado com uma força que surge quando necessária e uma habilidade física excepcional. Como escrevi acima, um dos mais completos em quadra atualmente.

Confesso que, às vezes, acho que passa do limite na insistência em tentar “enrolar” o adversário com suas bolas enjoadas. Mas como é jovem, dou-lhe um bom crédito por estar em fase de aprendizado, especialmente considerando que seu estilo é refinado, eclético (gostou, Matteoni?) e nada burocrático. Por conta dessa riqueza de talento, vai demorar um pouco mais para organizar tudo isso, ao contrário de tenistas unidimensionais.

Comendo por fora já é o 2º do mundo, só que ainda virgem em títulos de GS. Se continuar a aperfeiçoar seu estilo, seu volume de jogo e seu mental – seu verdadeiro, ainda, calcanhar de aquiles, pode sanar essa deficiência já no próximo GS, o que, para mim, não seria nenhuma surpresa.

Mais uma coisa. Se consegue essa façanha ainda esta temporada, preparem-se seus “não fãs”; porque uma vez confiante, embalado e motivado, ele passará a ser “o cara” do circuito.

Murray – conjunto e equilíbrio de talentos e habilidades.

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sexta-feira, 3 de julho de 2009 Tênis Masculino | 15:15

Andys

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Andy, o Roddick, jogou acima do que vem jogando, utilizando a maior extensão de suas capacidades. Andy, o Murray, sentiu a pressão, como esperado, e jogou um tanto abaixo de suas capacidades. O resultado colocou o americano na final, para alegria de seus fãs e do outro finalista, que vem abrindo um champagne atrás da outra há mais de um mês.

Apesar do número de aces, Murray sacou abaixo do que devia, oscilando demais. Uma hora ace, outra empurradinho. Aliás, a oscilação é que o impediu de estar na final de Wimbledon. Nas horas importantes o escocês não sacou, a não ser um determinado momento do segundo set. Pior ainda é sua insistência em dar slices em pontos importantes e não usar aquela esquerdona top spin, que faz estragos tanto na paralela como na cruzada. Da mesma maneira, a insistência em devolver saques slices de direita, deixando a bola no meio da quadra, mesmo quando não há necessidade. O escocês ainda tem que aprender como usar todo seu arsenal em todos os momentos da partida.

Roddick é exatamente o outro lado da moeda. Um tenista com um ótimo técnico, que lhe vem ensinando utilizar seu arsenal da melhor maneira em todas as horas. Com ele Roddick aprendeu pouco tecnicamente e muito taticamente. Saca bem, e todo mundo sabe, mas não tem mais a ansiedade de fugir da direita como o diabo da cruz, e sabe o que fazer, mesmo que não seja demais, com sua esquerda quando forçado a batê-la. Tem também mais confiança em ir à rede e não inventar quando chega lá. Na grama, junto à rede, tudo que se precisa é um ângulo e uma caricia. Acima de tudo aprendeu, até pela idade, que um tenista com seu saque não precisa se desesperar tão facilmente.

A presença de Murray garantiria a emoção da final, pela carência de 74 anos dos britânicos e pelo seu retrospecto positivo com Federer. Como o inverso é a verdade no confronto Roddick x Federer – pode-se até chamar de freguesia – a emoção pode ficar restrita a Federer e seus recordes. Mas ninguém morre na véspera, e precisamos ver tanto como vai estar o suíço no dia que pode vir a ser o mais importante de sua carreira, como Roddick no melhor momento emocional de sua carreira.

Andy, o Roddick, final merecida.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009 Tênis Masculino | 20:02

São Jorge

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Apesar da divertida final de Halle, assim como foram também as semifinais, o evento da semana passada foi a vitória de Andy Murray em Queens. Foram 71 anos sem um britânico vencer o torneio, o que deve ter sido uma afronta e tanto no ego do pessoal da ilha. A vitória em Queens, um clube de elite, ali perto de Earl’s Court, melhorou o astral do pessoal; mas eles precisam mesmo é de um título em Wimbledon para fazer as coisas voltarem a ser como eles imaginam ser.

Para isso, Murray terá que fazer o que nenhum outro britânico fez nos últimos 73 anos. O último a fazê-lo foi Fred Perry, coincidentemente o fundador da empresa que hoje veste e patrocina o tenista escocês. Uma vitória de Murray seria uma interessante homenagem ao antigo campeão, não só pelo uniforme, como por 2009 ser o ano em se celebra o centenário do nascimento de Perry.

As roupas de Fred Perry um dia foram, junto com as da Lacoste, o máximo do luxo em uma quadra de tênis. As camisas pólos com os “Louros da Vitória” sobre o lado esquerdo do peito, eram ultra-chique e vestiram muitos dos campeões do passado. Juntando referencias, de ontem e de hoje, os designers da Fred Perry desenharam as roupas que Murray irá usar em Wimbledon remetendo ao classicismo de passado. A roupa, além de uma lamina de barbear e uma escova de cabelos até conseguiram amenizar a aparência de “mano” do tenista escocês/bagaceiro.

Aqui à distância será impossível avaliar o cenário e a conseqüente pressão que o rapaz sofrerá para vencer em Londres. Durante a ultima década, Tim Henman até que tentou fazer o melhor das circunstâncias, aliviando as expectativas e lidando com a pressão – só conseguiu chegar às semifinais, em uma delas batendo o mineiro Andre Sá na Quadra Central; alias ele só jogava lá, assim como acontecerá com Murray.

Se existe algo que não falta em Londres são jornais – e bons jornais. E se existe outra coisa que não falta em Londres são jornais sensacionalistas – uma tradição britânica mantida a unhas e dentes e baixarias; estes, eu acredito, até torcem contra, para poderem escrever merda e venderem mais jornais.

Além disso, a BBC realiza uma das maiores coberturas televisivas de um evento esportivo e praticamente todas as TV do país estão ligadas nos televisionamentos, que duram umas 10 horas por dia. Com os recentes resultados de Murray e o inchaço das expectativas isso tudo deve aumentar. A coisa fica parecida com o cenário de Brasil durante uma Copa do Mundo, só que toda a expectativa em cima de um indivíduo.

Assim como foi com Perry, Murray não é exatamente o campeão que os esnobes do All England Club gostariam de ter. Aliás, os ingleses em geral não vêem com bons olhos seu jeitão, sentindo saudades do estilo correto do bom menino Henman, que era um “stiff” por conta dessa expectativa. Perry veio de uma família da classe trabalhadora e não era considerado “um dos rapazes”. O jeito escocês de ser de Murray também não cai muito bem com os ingleses.

Assim como Lacoste usou o crocodilo, seu apelido, como símbolo de sua roupa, Perry quis usar o cachimbo, do qual era fã e fumante (por aí vocês vêem o quanto o esporte mudou), mas foi convencido a mudar pela “Coroa de Louros”. Com certeza a mudança salvou seu negócio – podem imaginar uma fabrica de roupas esportivas com um cachimbo no peito?

Talvez a repaginação de Murray, remetendo aos dias de então – como faz Federer, especialmente em Wimbledon – seja um prenuncio de maiores glórias para o escocês em Londres e de então poder a vir a ser amado por todos os frustrados súditos sob a bandeira de São Jorge.

Fred Perry, o último inglês a vencer em Queens e Wimbledon.

Andy Murray, o ultimo britânico e vencer em Queens; o próximo a vencer Wimbledon?

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segunda-feira, 27 de abril de 2009 Light | 18:37

Banho de gelo.

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Vocês já se perguntaram o que os tenistas e seu staff fazem quando não estão em quadra ou sentados jogando cartas e falando de mulheres? – por favor, não se esqueçam que a testosterona corre solta no sangue de atletas em seus auges!

Bem as opções não são muitas, já que a vida deles é regrada e focada. E como o staff acaba sendo as pessoas mais próximas, pelo menos quando as mulheres não estão por perto, a vida é compartilhada em detalhes.

E essa luva na mão?!

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segunda-feira, 6 de abril de 2009 Tênis Masculino | 17:56

Denso

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Os que acompanham meu blog e meus comentários na ESPN já me ouviram ou leram sobre Andy Murray. O bagaceiro escocês carrega, há tempos, uma expectativa de resultados tanto da minha modesta parte, como de toda a torcida da Grã Bretanha. No entanto, ele confessa que foi exatamente a sua pouca expectativa de um bom resultado em Miami que possibilitou a conquista do título.

Sou fã do tênis do rapaz porque, à parte de sua habilidade impar, ele traz à quadra uma qualidade não tão abundante no circuito. O raciocínio. Murray é um dos poucos que, se observamos atentamente, joga pensando. Sei que isso parece um pouco absurdo de escrever, já que “burro” não ganha jogo.

De fato, burro não ganha jogo, mas o cara que pensa muito também não coloca uma bola na quadra. O jogador/pensante deve encontrar uma faixa estreita entre a burrice impar, que assola boa parte do planeta, e consequentemente a população que carrega uma raquete nas mãos, e o raciocínio direcionado para alavancar uma vantagem em quadra. No entanto, não chega a ser uma surpresa que a maioria que se deu bem, erre para menos antes de errar para mais.

Além da habilidade natural – ele bate fácil todos os golpes – Murray deixa evidente que gosta de pensar em como incomodar o adversário. Boa parte dos tenistas segue seus instintos, por isso treinam tanto, e procuram não pensar muito para não pirar. Vamos comparar, neste país do futebol, com o Garrincha, que, quando orientado para uma tática de jogo da seleção, perguntou ao técnico se ele havia combinado também com os adversários. E, convenhamos, o Mané das pernas tortas foi um dos melhores do mundo, o que torna a defesa do raciocínio no esporte mais difícil, em especial para quem só usa a cabeça para coçar ou pentear.

Murray, em um momento está três passos atrás da linha do fundo jogando bolas longas ou altas, tirando o peso da bola e o ritmo adversário e, de repente, quando o oponente acredita que encontrou a distância, vem jogar em cima da linha, onde apura, acua, irrita. É a tática do “jab” em quadra. Como tem muita “mão”, se contra atacado, sabe ajustar os golpes como poucos ou passar a correr para se defender, algo que acho que ainda faz mais do que precisa.

Se bobearem, entra na quadra, passa ao ataque, especialmente com aquela esquerda venenosa, onde, se assim quiser, encurta a abertura e passa aos ângulos agudos. Além disso, slices, de ambos os lados, não são segredos que desconheça, assim como o quase caduco inside/out. Quando quer vai à rede; passa o sentimento que só vai se o jogo enrolar, mas sabe muito bem o que fazer por lá. Muito poucos fazem essa transição completa em quadra com o conforto de Murray.

E é exatamente essa gama de jogo, essas mudanças de ritmo e táticas, esses ajustes de golpes, sustentadas por uma habilidade rara e, atualmente, por um preparo físico excelente, que foi convencido a realizar por aqueles que estão na sua equipe, que vem pavimentando sua ascensão no ranking.

Enquanto meus queridos leitores se digladiam por suas paixões suíças e espanholas, deixam de apreciar um malte único importado lá das Highlands, provando que o tênis está, graças a deus, obedecendo a perene evolução e manutenção da espécie. Abram os olhos e prestem atenção ao Bagaceiro, que traz ao circuito uma riqueza rara, aliada a uma personalidade longínqua da postura politicamente correta de Federer, ou do bom mocismo de Nadal. Hoje escrevi sobre suas qualidades técnicas e não entrei nos detalhes de sua história e personalidade. Mas o que irá causar muito agito no circuito é o fato de Andy Murray ser denso emocionalmente e não há jeito de se saber o que ainda irá aprontar em quadra. De um jeito e de outro.

Murray – seu diálogo com a bolinha será sempre denso e tenso.

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domingo, 22 de março de 2009 Tênis Masculino | 21:36

Jedi

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Está certo que jogar com muito vento, como foi o caso, é irritante, desconfortável e difícil. Talvez mesmo seja mais difícil para o escocês do que para o espanhol. Murray não gera o mesmo spin, joga mais reto, e por isso fica mais suscetível a erros com os desvios causados pelo vento.

Mas eu, vocês, o técnico e o resto do planeta que acompanhou a partida queira perguntar; e daí? O cara é profissional, quer ser top 3 ou 3ª classe que desanima nas dificuldades?

Enquanto Murray ficou se indignando e sofrendo com as dificuldades – do vento à qualidade do adversário – Nadal concentrou-se na partida, suas dificuldades e, especialmente, nas soluções.

O que vimos continua sendo o porquê de Rafael Nadal ser o 1º tenista do ranking mundial, sem ninguém, nem de perto, o ameaçar. O rapaz é um monstro. Uma mescla de King-Kong com Mestre Yoda.

Rafa Nadal= King Kong + Obi Kenobi

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:33

Favoritos?

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Quatro ou cinco jornalistas me ligaram pedindo impressões sobre a chave do Aberto da Austrália, incluindo prognósticos. Já percebi há tempos que ando na contramão por não ser ligado em certas coisas que os outros tomam por óbvio e natural.

Esse negócio de quem são os favoritos ao título ou quem vai ficar com qual ranking depois da partida X, considerando as alternativas Y ao cubo, não afetam muito meu coração e minha mente. Desenvolvo os assuntos em respeito aos meus leitores e suas necessidades. Meu negócio é mais o esporte, o jogo, o elemento humano, o mental, o coração, o incerto, fatores que fazem com que o tênis seja “O Esporte”. Se eu gostasse de números ia ser contador ou fazer filmes como o Peter Greenaway, que é tremendo chato.

Já que estou de mau humor, vou para a veia. Os meus favoritos aos títulos são Andy Murray e Dinara Safina. Querem uma razão? Porque nenhum dos dois venceu um GS ainda. Variedade é a alma do negócio. É uma razão sem lógica, o que satisfaz o tema. Essa não serve?

Andy é o tenista que pode tirar os ingleses, melhor escrever britânicos, da pré-história em termos de resultados, ou pelo menos começar a justificar a montanha de libras esterlinas que eles gastam todos os anos para produzirem um cardume de cabeças-de-bagre há décadas, a exceção do Tim Henman. Além disso, é habilidoso, irascível, bocudo, isso sem a grana não calar sua boca, tem sérias intenções de unir talento com trabalho árduo, usa a cabeça para jogar e não penteia o cabelo nem puxa a cueca.

Quanto a Dinara, ela traz para as quadras um DNA de respeito além de estar começando a se entender em quadra. E se seu irmão não quer mais saber das bolinhas – o rapaz já avisou que esta é sua ultima temporada porque tem outras coisas a fazer na vida, e arrumar brigas em bares moscovitas espero não seja prioridade – alguém deveria fazer as honras da família. E não sou delirante a ponto de colocá-lo como favorito – mas não seria nada mal vê-lo progredir no evento.

No entanto a moça teria que quebrar muitas raquetes para chegar aos pés do irmão, já que nos quesitos carisma e habilidade está há anos luz do Marat. Além disso, as irmãs Williams estão se tornando redundantes, a Maria está dodói, a Aninha está mais apaixonada por ela mesma do que pelo topetudo espanhol, não agüento mais falar nomes complicados terminados em ova e a Alize Cornet ainda está mais para sonhos eróticos do que para surpresas tenisticas. A não ser, lógico, que a Elena administre seus fantasmas e consiga passear suas esculturais pernas ao primeiro título de GS; tênis e outras qualidades ela tem, de sobra, só não sei se tem emocional para tal. Mas não é todo dia que o Criador comete exageros. Divirtam-se.

Andy – usa a cabeça em quadra.

A mesma mãe, mas o resto?

Elena – com esta roupa ela não sai do vestiário. Quem paga a multa?

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