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domingo, 27 de março de 2016 Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:06

Errando no processo

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A chamada diária dos jogos é um processo difícil e que exige muita experiência por parte dos responsáveis. Não vou entrar nos detalhes, mas acreditem, é um verdadeiro quebra cabeça, especialmente nos primeiros dias do evento, quando tenistas estão envolvidos em chaves de simples e duplas, uma das maiores dores de cabeça do trabalho.

 
Na verdade, deve ser a única hora que os organizadores dão graças a Deus pelo fato de existirem mais e mais os tais especialistas de duplas; os que nunca jogam simples. Sim, porque se existe um fulano que os organizadores não gostam são os “especialistas” de duplas – mas isso é uma outra história, porque na hora de se fazer a chamada eles ajudam.

 
Pelo simples fato de que não apresentam o conflito, como o singlista que joga as duplas. Já imaginaram um jogo de duplas com os quatro neguinhos ainda envolvidos nas simples? Imaginem uns míseros seis jogos desses em um dia e temos 24 tenistas atravancando a chamada. Lembrem que um tenista que está nas duas chaves só pode jogar duplas após jogar suas simples. Por isso, invariavelmente as duplas são no fim do dia, a não ser que envolva quatro tenistas que não jogam simples – pelo menos naquele dia.

 
O fato é que mesmo com a sistematização do trabalho das “chamadas”, o pessoal ainda come uma bolas que não estão no cenário mais óbvio. Um exemplo foi o caso de ontem, na partida de duplas que reuniu Bruno Soares e Jamie Murray x Ram e Klaasen. Nenhum dos quatro envolvidos nas simples (Ram perdeu por WO na 2a rodada das simples?!).

 
A partida envolvia a dupla cabeça de chave #3 e campeã do ultima Grand Slam, além de envolver um tenista brasileiro em um evento repleto de brasileiros ávidos por assistir um conterrâneo, além de envolver um americano (Ram) e um tenista brigando para se tornar #1 do mundo (Murray). Será que alguém do “Comitê das Chamadas” lembrou desses detalhes. Podem apostar que não!

 
O jogo foi colocado na quadra 9, a mais acanhada do local, com uma arquibancada modesta que não fez frente sequer aos brasileiros que lá apareceram. Logo no início do jogo estava formada a confusão, com boa parte dos fãs se frustrando e, eventualmente, desistindo de assistir a partida. Vários (eu entre eles) apelaram para subir nos últimos degraus da quadra 2, que é vizinha da quadra 9 (não me perguntem a lógica disso).

 

Pior ainda foi, após tanto esforço e frustraçao, ver o brasileiro perder. A dupla não jogos bem, não aproveitou o fato de ter ganho o 1o set e não aproveitou a torcida. Aliás, ninguém em quadra jogo muito bem. Foi um jogo estranho, onde nem Murray se salvou – o cara, que vinha sendo o melhor em quadra, deu uma boa tremida no apagar das luzes.

 
Para completar o negro dia para nossas cores, após a derrota de Thomaz Bellucci, que desistiu da partida contra Misha Kukushikin (que tem um torcedor que fica gritando o nome dele a partida inteira), após esta ir para o 3o set, ainda tivemos o mesmo Bellucci entrando em quadra, já à noite, perdendo as duplas em parceria com Andre Sá, contra o ex de Bruno, Alex Paya e outro. Thomas não mostrava nenhum sinal de problemas físicos, a razão pela qual abandonou a partida.

 
O mais bizarro dessa partida é que Thomaz e Andre entraram como lucky losers, com o abandono de Marco Baghdatis e Michael Venus, que desistiram de jogar – talvez pela surra que o primeiro tomou do MalaKirgyos.

 
Bizarro porque originalmente Andre Sá se inscreveu em Miami com seu parceiro Guccionni, com quem não conseguiu entrar na chave, por conta do ranking. Mas a regra permitiu que ele e Thomaz se inscrevessem diariamente como “alternativos” e assim fossem chamados para entrar em quadra na desistência da dupla original.

 
Não acompanhei, mas imagino que tal “chamada” criou uma situação. Bellucci tinha abandonado sua partida de simples horas antes e, normalmente, ele (e ninguém) não jogaria uma partida de duplas logo depois. Mas já era noite (o dia tinha sido de um sol terrível e a noite estava bem gostosa) e o parceiro um amigo e um dos tenistas mais gostados do circuito.

 
Thomaz foi para o sacrifício e, em nenhum momento, mostrou corpo mole ou falta de interesse. Na verdade, achei Andre, um excelente duplista, mais incomodado com a circunstância e jogando abaixo de seu padrão.

 
Mas o sábado já estava escrito como ruim para os fãs brasileiros. Ahh, antes que eu esqueça. Rafa Nadal também abandonou, no início do 3o set de sua partida de simples, por conta de ter, como Bellucci, passado mal, com tonturas e mal estar. Talvez Belo tenha, em companhia tão digna, se sentido menos mal de ter se sentido mal.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 Juvenis, Minhas aventuras, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 11:51

Santas academias

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Logo que cheguei dei de cara com Carlos Kirmayr. Antes do torneio ele medisso que só ficaria no Rio enquanto a pupila Paula Gonçalves estivesse viva na chave. Hoje a moça é única brasileira(o) viva nas simples e ainda já ganhou uma rodada nas duplas. O Kiki segue firme no Rio.

 
Com ele esbarramos no Andre Sá, aos 38 anos, está nas chaves de duplas. Brinco com ele que ainda vou abrir a internet e ver que ele virou presidente da ATP. Nao tem tenista mais querido no circuito.

 
Assisti um pouco do jovem chileno Nicolas Jarry (20 anos) perder para David Ferrer. Se tivesse um pouco mais de maturidade levaria o jogo para o 3o set – teve três set points. Mas o cara é alto (1.98) saca bem, lógico, e tem ótimos golpes dos dois lados, o que nem sempre acontece com esses gigantes. É para ficar de olho.

 
Ontem só teve duplas femininas – os meninos começam hoje. Com esse calor e as tempestades vai ter tenista que ainda está na chave de simples saindo rapidinho das duplas.

 
Uma coisa me chamou a atenção nas duplas femininas. Elas não pensam duas vezes é colocar uma medalha na adversária. Bem no meio dos seios, quando não miram na cara. Meninas más. Os meninos só fazem isso quando querem partir pra ignorância de vez. O que é bem mais raro.

 
Se o tênis masculino mudou na última década, e mudou bem, o feminino mudou ainda mais. As meninas melhoraram demais. Da parte física, à técnica e a mental. Hoje há um prazer bem maior em assistir as garotos. Sem mencionar que, ao contrário de antigamente, são muitas as que são bem agradáveis de olhar. Santas academias.

 
Ouvi e li muita coisa sobre a “piscina” que a quadra central virou no 1o dia. Muita gente dizendo que era um absurdo o que aconteceu. A primeira coisa que o taxista me disse quando cheguei foi que ele iria pra casa depois da corrida por medo de outra tempestade. Ou seja choveu feio aquela noite. Da boca do diretor do torneio ouvi que a questão foi que com a chuva a rua alagou e a água que drenava pelos ralos da quadra retornava – não dava vazão.

 

 

Quem eu sempre encontro no Rio Open é o Bob Falkenburg III. Pra quem não sabe, e um dia escreverei mais a respeito, o avo dele venceu Wimbledon em 1947. Veio pro Rio jogar um torneio – sim, já tinha torneios por aqui – e se apaixonou por uma carioca. Casou e ficou por aqui. Viu uma oportunidade de negócios e abriu o Bob´s, primeira lanchonete como tal no Brasil, no início dos anos 50. O resto é história.

 

 

Escondidinha na arquibancada, se espremendo na única sombra por alí, a atual campeã do US Open, Flavia Penetta, torcia descaradamente pelo namorado Fognini. Os italianos não escondem a paixão.

 

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Flavia na torcida

 

 

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 18:50

O duplista elegante

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Contradições são ótimas para se construir uma história. Em tempos onde a ATP, por conta da pressão dos donos dos torneios, faz um esforço velado para acabar com os eventos de duplas em seus torneios, o Brasil tem em um duplista o seu melhor exemplo atual de um ídolo tenistico.

Algo um tanto conflitante, já que o tênis é reconhecido por seu individualismo e as duplas continuam a ser relegadas para as quadras e horários secundários. Há tempos os melhores tenistas não participam mais dos eventos de duplas, a não ser em casos raros e onde eles tenham algum interesse pessoal, até pelas exigências físicas envolvidas. As duplas ficaram relegadas a “especialistas” que, no frigir dos ovos, são tenistas que não conseguiram emplacar uma carreira nas simples – quase cidadãos de 2ª classe nos competitivos e cruéis vestiários.

Nada disso tirou a determinação dos mineirinhos (Sá, Mello e Soares) que construíram uma carreira nesse nicho e vem alcançando sucesso com ela – sem mencionar que Andre Sá foi quadrifinalista nas simples em Wimbledon. Mas é Bruno Soares que vem conquistando os melhores resultados e a maior reverberação. Afinal, em tempos de Thomaz Bellucci, que já esteve ali entre os 20 melhores do mundo, mas padece em ser um sem carisma – um ser charmoso, carismático, elegante, simpático e vencedor como Bruno Soares faz a festa.

Já tivemos tão bons ou melhores duplistas que Bruno no Brasil. Thomaz Koch, Carlos Kirmayr e Cássio Motta são alguns deles. Motta foi #3 do mundo e Kirmayr #7, o que não é para qualquer um. Ronald Barnes era um mago, nas simples e duplas, com um tênis tão vistoso quanto o de Federer. Jaime Oncins fazia chover em quadra com seus toques e habilidades. A lista e tradição é longa.

Bruno é especial. É aquele cara se distingue dos outros, independente de resultados. É agradável, bem falante, educado, charmoso, sorridente sem a falsidade que muitas vezes acompanham alvos dentes à vista, e ainda nem falei de como é um bom duplista. Além disso, tem arguta percepção de quando deve intervir para fazer uma diferença, característica de um bom líder. Eu já tive a oportunidade de ver isso pessoalmente em algo que manterei privado.

Ontem Bruno deu mais um, sutil, demonstração de seu caráter. Na entrega de prêmios, quando o publico vaiou o organizador do evento – por qualquer ignorância que seja, e não me digam que ele é culpado por termos vagabundos que falsificam e usam ingressos falsos – Bruno deu um longo abraço em Luiz Tavares e fez questão de posar para as fotos segurando o troféu com uma mão e o abraçando com a outra. Esse é o Bruno, que não se omite nem fica como uma macaca pulando na frente de câmeras implorando por atenção, enquanto faz declarações pseudo engraçadas ou estudadamente polêmicas como outros pseudos ídolos se ridicularizam em fazer.

Lembro-me dele ainda jovem, quando ainda queria jogar simples. Não conseguiu, mas não abandonou a paixão. Como todo vencedor procurou uma maneira de se impor na profissão que escolheu. O melhor é que vem melhorando. Sua técnica está mais apurada; saca e devolve melhor, os dois fundamentos do duplista, do que fazia somente um ano atrás. Lembro-me de assisti-lo no ano passado aqui em São Paulo, quando estava mais frágil, especialmente nas devoluções, em especial no revés – deve ter trabalhado bastante, sinal de comprometimento com a carreira, com si próprio e com o tênis.

Às vezes é triste fazer comparações, e então, neste caso, não as farei. Reservo-me em dizer que Bruno – que seguiu a “escola” de Andre Sá, outro tenista com personalidade e características semelhantes a Soares – é um digno representante não só do tênis, mas também nosso; porque sempre considerei tenistas, e outros atletas, verdadeiros diplomatas de nosso país mundo afora.

Bruno Soares e Felipe Tavares

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sábado, 23 de junho de 2012 Tênis Masculino | 21:04

Novo Conselho da ATP

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A ATP fez um de seus “general meetings” em Londres neste sábado, imagino que o “pau cantou” por lá, e além de decidirem que em 2013 Madrid não usará o saibro azul, o que acho uma pena, os tenistas elegeram seus representantes para o próximo biênio. Abaixo como ficou a lista dos tenistas que estarão no Conselho – um detalhe importante, mais uma vez um brasileiro faz parte do Conselho, desta vez André Sá, que já fez parte em 2002/2004:

1-50 Singles: Kevin Anderson, Roger Federer, Jarkko Nieminen, Gilles Simon
51-100 Singles: Robin Haase, Sergiy Stakhovsky
1-100 Doubles: Mahesh Bhupathi, Eric Butorac
At-Large: James Cerretani, Andre Sa
Alumni: Brian Gottfried
Coach: Claudio Pistolesi

Os tenistas se reunirão no U.S. Open pela primeira vez quando o Presidente e Vice serão eleitos pelos membros. Pelo quadro acima percebe-se que os 50 melhores tenistas tem mais representação, seguidos dos rankeados entre 50 e 100, os duplistas tem dois representantes, o que talvez seja desprporcional, e o resto dos tenistas (at-large) tem somente 2 representante, o que inclui Sá, que na verdade é um duplista, consolidando o exagero. Os aposentados têm 1, Gottfried (imagino se alguem neste Blog o conhece) e os técnicos 1 também, nosso caro amigo italiano Pistolesi.

Parabéns ao André, um dos tenistas mais queridos do circuito e alguem que tem toda intenção em ficar perto do jogo após a sua ainda distante aposentadoria.

Andre Sá no Conselho da ATP mais uma vez

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domingo, 8 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:46

O abraço da dupla

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Não poderia ser mais contundente a vitória da dupla brasileira. Três sets a zero e sem nunca deixarem os adversários verem uma luz no fim do túnel, maneira correta de se vencer partida tão crucial.

Se tudo correr bem, e como previsto, tal vitória deve encher de confiança os nossos tenistas que entrarão em quadra hoje para definir o confronto. Na mesma medida, os adversários sentirão a derrota e a consequente pressão. Na verdade, a angústia colombiana deve ser ainda maior por conta da vantagem que viram e sentiram quando Falla liderava por 2×0 na 6s feira. Não aproveitaram, dançaram.

Fico feliz também por ver a dupla pão de queijo jogando, e vencendo, juntos novamente. Tomara que a emoção que dividiram em quadra, evidente durante a partida e tocante quando do abraço após a vitória, seja um catalisador para que considerem e voltem a jogar juntos novamente. Como toda parceria, uma dupla formada tem seus altos e baixos, momentos de alegria e tristeza, certezas e dúvidas, mas o que esses dois fizeram juntos neste sábado, após meses separados, é algo para ser considerado e reconsiderado.

Aliás, nesse casamento corro até o risco de colocar uma terceira parte, o que quase sempre é um perigo. Mas a participação de Andre Sá na equação sempre foi extremamente positiva nesse time de duplistas brasileiros e se ele não esteve presente nas quadras de Rio Preto, foi lembrado e honrado pela excelente apresentação de Melo e Soares.

Alô torcida brasileira, aquele abraço!!

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:21

Final mineira

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Não sei os detalhes do porque os mineiros Andre Sá e Marcelo Melo deixaram de jogar duplas juntos. Mas não é nada raro uma dupla se desfazer. As razões podem ser múltiplas, tanto amenas como bravas. Pelo o que sei a dos mineirinhos foi numa boa, fazendo jus à fama do estado, mais um ajuste de carreiras do que qualquer outra coisa.

Como qualquer relacionamento, o de duplistas pode se esvaziar com o tempo. Boa parte das vezes o que dá liga é o relacionamento fora das quadras. O que segura é a continuação desse relacionamento e os bons resultados. Já vi dupla ser desfeita porque os resultados minguaram, assim como já vi dupla no auge do sucesso terminar por conta de desavenças fora das quadras. Sá e Melo vinham tendo razoável sucesso – foram às semis de Wimbledon em 2007 e venceram 5 ATP Tour – e continuam amigos fora das quadras. Mas às vezes as ambições e planos não casam. Apertam-se as mãos e bola pra frente.

Hoje em dia as duplas tendem a ser mais perenes – pelo menos é a idéia. Antigamente, quando os singlistas eram também os duplistas, as de maior sucesso eram perenes, mas existiam também as de ocasião, conforme a disponibilidade dos tenistas nos eventos. Hoje, a maioria das duplas é de “duplistas” que sequer jogam simples; esse pessoal tende a buscar um parceiro fixo e desenhar seus calendários juntos. Alguns ajustes são feitos na bacia das almas para melhor acomodar rankings – essa é sempre uma hora punk para o pessoal que está no limbo.

É óbvio que a maioria é de tenistas do mesmo país, com uma história comum. Faz mais sentido no quesito relacionamento pessoal – dupla hindu-paquistanesa está aí para ser a boa exceção.

Não tenho a certeza que foi a primeira vez que os dois mineiros se enfrentaram após a separação. Quase tenho a certeza que foi a primeira em uma final – especialmente no ATP Tour. Quando vi que se enfrentariam fiquei imaginando o clima e a disputa que haveria. Por mais que sejam bons amigos, deve ter havido uma vontadinha a mais de vencer esta partida. Se há uma rivalidade saudável até em partidas de pangas, porque não haveria entre os cachorrões?

Na final de Metz, André Sá se emparceirou com Jamie Murray, irmão de Andy, e Marcelo, que vem jogando com outro mineiro Bruno Soares, jogou com o checo Dlouhi. Sá e parceiro venceram em dois sets. Mas aposto que os amigos de belohorizonte foram jantar juntos para comemorar os resultados.

Andre Sá e Marcelo Melo do mesmo lado da quadra.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:21

Não sobrou ninguem

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Com uma série de coisas a fazer no computador, acompanhei no Ao Vivo de Roland Garros a partida de João “Feijão” Sousa, uma derrota que completou a total eliminação de brasileiros no Qualy do torneio – anteriormente, Rogerio e Julio Silva, Ricardo Hocevar, Fernando Romboli e Thiago Alves já haviam perdido.  Como entre as mulheres nenhuma sequer entrou no qualy, o Brasil será representado em RG por Thomaz Bellucci e Ricardo Melo nas simples, e Andre Sá, Bruno Soares e Marcelo Mello nas duplas.

Andy Murray estava treinando com o japonês Nishikori quando sentiu uma contusão na virilha que o fez abandonar a quadra. Esse tipo de contusão pode ser desde uma coisa mínima até algo que pode o tirar do torneio. A ver.

Por outro lado, a belga Kim Clijsters está em Paris e treinando, mostrando estar recuperada da contusão que a afastou das quadras recentemente. Ela machucou o tornozelo ao tropeças de salto alto no casamento da irmã!

Coloquei tambem abaixo uma foto da Azarenka, fiquem de olho na moça neste torneio!, para alguem me explicar que treino é esse?!

Andy sente a virilha!

Que pasa??

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quarta-feira, 27 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:37

Injeção

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A confiança do tenista é algo tão tênue e misterioso que não existe uma regra única para como conquistá-la ou perde-la. No entanto, uma das variáveis mais conhecida para ela chegar é a vitória apertada – aquela conquistada na hora da onça beber água.

Foi isso que Thomaz Bellucci conquistou hoje, mais uma vez, ao bater o francês Roger Vasselin em Portugal em quase três horas de jogo e salvar dois match-points. O adversário em si não é nada em especial. Mas a vitória, repleta de dificuldades, alternâncias (Thomaz sacou para fechar no 2º set) , catimbas, pode dar uma injeção na veia do brasileiro.

Como ele vem batendo na trave a alguns jogos e agora está nas quadras onde está mais confortável, talvez o conjunto faça a diferença que ele e o técnico Passos estão esperando.

Enquanto isso, Ricardo Melo conseguiu uma boa vitória, sobre John Isner, sempre mais vulnerável no saibro, mas sempre um perigo. Porém não conseguiu se inspirar e vencer um tenista mais frágil, mas sempre perigosos, como o desconhecido Blaz Kavic.

A dupla campeã de Blumenau e Santos, Andre Sá e Franco Ferreiro, fizeram uma longa viagem até Belgrado em cima da hora, por conta da final em Santos, e perderam logo de cara, o que não chega a ser uma surpresa. Muito vôo, muito fuso horário, muitos erros.

Bellucci – mais uma injeção de confiança

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segunda-feira, 25 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:39

A semana

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Começa hoje em Belgrado a temporada de Novak Djokovic sobre a terra. O torneio é da família Djokovic o que, em circunstâncias normais, poderia ser considerado um conflito de interesse. Em tempos atuais é visto como um investimento da família no esporte sérvio. O torneio é um evento secundário que consegue arregimentar uma chave bem mais forte do que qualquer torneio latino americano. São sérvios, espanhóis, japoneses, argentinos e até o brasileiro Ricardo Melo que enfrenta na 1ª rodada o americano Isner. A semana em Belgrado serve para a torcida sérvia matar as saudades do melhor tenista do mundo da temporada, e homenagear os atuais campeões da Copa Davis das mais diversas maneiras.

Thomaz Bellucci passa a semana em Lisboa jogando nas quadras do Estoril. O torneio, sempre restrito, são três eventos na Europa na mesma semana, mas sempre arrojado, desta vez levou Soderling, Verdasco, Tsonga, Simon, Raonic, Del Potro entre outros. É uma bela chave para as circunstâncias e uma grana preta em garantias. É um belo lugar, incrustado entre Cascais e Sintra, oferecendo um charme especial aos tenistas. O evento ganhou, em 2010, o Prêmio de Marketing da ATP, o que demonstra os esforços de João Lagos, dono do evento, e ajuda assegurar a participação dos patrocinadores.

O torneio de Munique é um evento acomodado, que nunca teve ambição de crescer, mas que prossegue sólido como as montanhas próximas à charmosa cidade bávara. O torneio existe desde 1900, o que deve deixar sofasistas de cabelo em pé e é realizado no Clube Iphitos desde 1974. O pessoal que aparece por lá é outro. Davidenko, Youzhni, Wawrinka, Cilic, Kohlschreiber, Stakhovsky. É a turma do lado de lá. As quadras são pesadas para danar, uma característica local, até pelo clima molhado. Só tem um latino americano inscrito e nenhum espanhol, uma raridade no saibro.

Duas boas notícias para o tênis brasileiro na semana passada. A nova conquista de João “Feijão” Sousa. O rapaz venceu o Torneio de Santos, o que o levou ao 148º lugar do ranking. É mais um respiro que os torcedores do tenista paulista dão na expectativa que uma hora o rapaz consiga engrenar, pegar confiança e começar a conquistar as vitórias que seu talento possibilita.

A outra é o fato de que Andre Sá igualou o numero de conquistas de títulos de duplas em torneios Challengers ao vencer Santos com o parceiro Franco Ferreiro. Mas isso é razão para outro Post.

Tenistas sérvios reconhecidos pelo seu país – bando de burgueses e seus passaportes diplomáticos.

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domingo, 9 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:17

28 conquistas

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Algumas semanas atrás conversei com o mineiro Andre Sá sobre seu futuro no tênis e fora dele. O rapaz me garantiu que não contemplava ainda a aposentadoria, mas já olhava para o futuro com uma interessante dose de ansiedade e planejamento. Na conversa, um dos tópicos foi sobre a possibilidade de igualar e quebrar o recorde de títulos em duplas nos torneios Challengers.

Esta semana, em São Paulo, Sá, jogando com Franco Ferreiro, igualou o recorde do sul-africano de Voest, algo para deixar qualquer um orgulhoso e feliz. Ambos tem 28 conquistas.

É óbvio que quebrar o recorde e se tornar o maior vencedor da história dos Challengers passa a ser uma meta. No entanto, a meta da dupla Sá-Ferreiro, que agora são unha e dente, é conquistar bons resultados no ATP Tour, onde adversários, dificuldades, pontos, prêmios e mordomias são bem outros e bem mais interessante. No entanto, imagino, André manterá um olho na bolinha e outra do raquete. Vai querer jogar alguns Challengers, pelo menos até tirar essa encantadora pulga de trás da orelha.

Na ocasião me comprometi a fazer um Post sobre o recorde. Vou esperar até ele reinar sózinho, o que espero, e tenho certeza, não demorará.

Sá e Ferreiro – dupla tem mais de uma meta para 2011.

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