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quinta-feira, 11 de julho de 2013 Light, Porque o Tênis. | 14:17

Sem lenço nem documento

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 Os tempos são outros e eles não deixam de nos surpreender. E como tudo, o esporte mudou de várias maneiras. Os atletas de vários esportes são regiamente recompensados pelos seus esforços e até mesmo esportes que nunca deram carreira para ninguém remuneram bem seus atletas. Não custa lembrar que uma tenista como Maria Esther Bueno, que venceu seu primeiro Wimbledon em 1959, ganhou um sweater, um quarto de hotel, um vale Bride de 15 Libras e um “thank you very much” dos velhinhos do All England para vencer Wimbledon. Este ano a vencedora, Marion Bartoli, depositou cerca de R$5.4 milhões na conta. Dá para ficar frustrada com a data de nascimento.

Na época não existiam os dólares de Nike, Adidas, Correios e de todos outros patrocinadores que hoje alimentam as contas dos atletas. Era um Deus nos acuda para pagar a passagem aérea – não vou nem entrar no assunto. Quando muito, tenistas como Maria Esther ganhavam uniformes, pelo menos para Wimbledon, do designer Ted Tinling, uma figuraça sobre o qual um dia tenho que escrever, e que vestiu diferentes campeãs de Wimbledon por 30 anos. Ele criou o maior bafafá em Wimbledon 1949 quando colocou rendinhas nas calcinhas da tenista americana Gussie Moran. O tênis feminino nunca mais foi o mesmo.

 

Mas foi só nos últimos anos, coincidindo com TV a cabo, internet, Anna Kournikova, David Beckham etc que o marketing atingiu em cheio o esporte em geral e o tênis especificamente. Se Agassi dizia que “imagem é tudo” e muitos não acreditaram ou criticaram, hoje se a imagem não é tudo, ajuda muito, especialmente no tênis feminino, e engorda bastante as contas paralelas dos atletas.

 

Cinco anos atrás a revista ESPN, publicada nos EUA, lançou um numero especial chamado The Body Issue. Convidaram cerca de 30 atletas a se despirem e posarem para seus fotógrafos. Só não mostram a genitália, o resto está lá. A capa foi Serena Williams e o sucesso tão grande que lançam um numero a cada ano. Sempre misturando atletas dos mais variados esportes. Não é a primeira vez – já vi de livros a calendários de atletas pelados – mas a revista tem um impacto gigantesco. Até por isso não devem ter muitas dificuldades em arregimentar modelos. Não divulgam, mas fico pensando quem foi convidado e não aceitou.

 

Uma eu aposto foi Sharapova, ou vocês acreditam que um o convite não passaria pela cabeça de qualquer editor. Mas a russa não está lá – essa está mais nas revistas de moda. Aninha também deve estar na lista. Nadal e Federer com certeza. Então há jogadas e jogadas de marketing e nem todas são para todos. Apesar de que Federer é extremamente ligado a um conceito de marketing – o cara é mesmo um case – mas não na linha peladão – a dele é mais um blazer com suas iniciais.

 

Os tenistas convidados da Body Issue 2013 são Agniezka Radwanska e John Isner. Duas surpresas pelos perfis. Isner faz mais o estilo All American tradicional, com boné, calçãozão e conservador. Radwanska é uma menina católica, e por isso está sendo criticada na Polônia, e nunca foi das mais “aparecidas”. Mas estão lá, sem nenhuma peça Lacoste ou Lotto.

 

As fotos são quase sempre de bom gosto e o resultado aprazível, já que o corpo de um atleta é, na maioria das vezes, algo bonito de ver. No mínimo interessante. E em tempos de macho, fêmea e coluna do meio não é só as mulheres atletas que tiram a roupa.

 

Mas, para mim, o ponto principal é o fato dos atletas, que sempre foram conservadores, até por receio de desagradarem patrocinadores, times e fãs, começam a colocar até mais do que as manguinhas de fora, exatamente para agradar e atrair os mesmos. Mudaram os atletas, mas primeiro mudaram todos os outros.

Moran e seus lacinhos cor de rosa

Moran e seus lacinhos cor de rosa

 

radwanska e suas bolinhas

radwanska e suas bolinhas

 

Isner - 2 metros de peladão.

Isner – 2 metros de peladão.

 

 

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quinta-feira, 4 de julho de 2013 Tênis Masculino | 13:47

Nooossa!

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Adoro assistir a frantica crente Marion Bartoli jogar. Essa realmente é fora da caixa. Além de bater com as duas mãos de ambos os lados, a moça é maluquete total. A coreagrafia que arma entre os pontos é nunca dantes vista. Dos agachamentos aos treinos dos golpes antes dos pontos. Mais incrível é assistir suas entrevistas – a moça é pura meiguice. Hoje ela passou por cima da belga Flipkens em uma das surpreendentes semifinais. Lembrando, já esteve na final de Wimbledon em 2007, perdendo para Venus Williams.

Na segunda semifinal a “cara de quem não gostou” Radwanska usou de toda sua inteligência tenistica para realizar uma bela batalha contra a alemã Sabine Lisicki, que no fim conseguiu vencer por 9/7 no set final. A Radwanska tem mais habilidades, é uma tenista pensante, mas falta-lhe um saque para se impor. A falta desse golpe é a diferença entre ficar na semi, mais uma vez, e vencer um Grand Slam. Aliás, tremanda falta de classe a maneira como cumprimentou a adversária ao final do jogo. Já a alemã assume que o negócio dela é porrada, ao risco de fazer algumas bizarrices em quadra. Mas o jogo dela se encaixa na grama e por ter um bom saque consegue enfrentar, e bater, qualquer uma.

A final é um jogo aberto. As duas gostasm de agredir. A francesa já esteve lá e agora deixou o pai em casa e ficou com a direção de Mauresmo, uma mulher inteligente que deve conseguir falar bem com o emocional de Marion. Quanto a alemã, ela oscila um pouco mais emocionalmente, mas tem a mão pesada para incomodar e atrasar a Bartoli, que não tem tanta movimentação. Um bom confronto que, suspeito, vence quem trouxer a melhor estratégica para a quadra. E, como toda final, quem controlar as emoções melhor.

Antes de terminar, as felicitações e alegria pela vitória de Marcelo Melo e o seu eficientíssimo parceiro Dodig sobre a dupla malamór Stepanek/Paes. Nooossa, chegar à final de Wimbledon, batendo esses dois, e enfrentar então os Bros Bryan é tudo de bom. O mineiro vai dormir como um anjo esta noite.

A alemão Sabine

A francesa Marion

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segunda-feira, 2 de abril de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:18

As finais de Miami

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Fiquei feliz com a final feminina, pela mesma razão que não fiquei tanto com a masculina. Não que não aprecie, pelo contrário, a vitória de Novak Djokovic, que está jogando, inegavelmente e há algum tempo, um tênis superior ao de seus adversários.

Mas é legal ver um “outsider” levar. Não que a Radwanska seja uma surpresa, mas não é exatamente a favorita, nem uma das que vem levando tudo – na verdade, este ano só a Zazarenka levou. Mais legal ainda é ver a polonesa fazer imperar o seu jogo e estilo sobre o da russa que, convenhamos, tem um jogo unidimensional, chato, sem variação e sem beleza – típico vai ou racha, e eu prefiro mesmo é que vá para algum lugar. Tirando suas pernas longas como a Belém-Brasília, e para mim com a mesma utilidade, a moça é, além do mais, de uma antipatia impar.

Radwanska, como escrevi no Post anterior, traz algo mais à quadra. Algo que a loira não vai trazer nunca porque não tem a mesma qualidade acima dos ombros. Agnieszka é uma tenista interessante; não tem envergadura, não tem potência, não geme, pelo menos não na quadra, ao contrário, dizem, da outra. Mas tem suas habilidades e, importante, sabe utilizá-las – especialmente porque pensa, e que lindo é ver um tenista pensar em quadra.

De qualquer maneira que se olhe, atualmente Novak Djokovic é o melhor tenista do mundo e um dos melhores atletas do planeta. Reúne uma série de qualidades que fazem dele um campeão. É dedicado e está sempre procurando melhorar – seu preparo física vai marcar época no tênis e não sossegou enquanto não conseguiu reunir as qualidades necessárias para derrotar, com constância, seus adversários. Sem perder o foco nos investimentos contínuos e necessários, hoje vive da principal bonificação desses investimentos, que é a confiança, algo que, como sempre insisto, é o maior bem do tenista.

Só para provar que tenho razão nessa simples e objetiva colocação, ressalto os três últimos resultados em Miami, sem esquecer que não perdeu um set sequer em Miami. O mesmo cenário, o mesmo script, o mesmo final. Contra Ferrer (6/1 7/6), Monaco (6/0 7/6) e Murray (6/1 7/6) Djoko teve a mesma postura e resultado. Um primeiro set fácil, uma acomodação momentânea e um levantar de padrão na hora da onça beber água e resolver a parada. Ele mesmo comentou sobre isso após a partida contra Monaco e respondeu com uma resposta padrão quando o questionei a respeito – se ele estava tão confiante que se acomodava dentro do resultado e, no entanto, se sentia confiante o bastante para ganhar na hora que quisesse. Sua resposta (após Monaco) foi: “nos momentos importantes eu acho que poderia ter feito um pouco mais. Mas foi uma vitória em dois sets, e no TB eu permaneci calmo, focado e fechei quando precisava”. Sim, uma resposta burocrática, mas que confirma seu momento. Minha “produtora” me cutucou; você não quis dizer que ele está dando as mesmas viajadas que o Federer dava/dá!

Não disse, mas é a mesma coisa. É quase que uma consequência de quem chega nesse ponto que está o sérvio. Lavantar o padrão conforme a necessidade. Federer fez isso um tempão, até que Nadal lhe maltratou tanto e acabou com sua então inabalável confiança. Aliás, o espanhol é o único tenista, que me lembro, que não tinha essa característica – com ele era na jugular do começo a ultima bola. Simpatia e abraços só no aperto de mãos.

Quanto a minha “apreciação” do início do Post ofereço um fato incontestável e simbólico; os Fab4 venceram os últimos 17 Masters 1000. O último fora da gangue dos 4 foi Soderling, em Paris 2010. É um momento do tênis, já presenciado anteriormente, mas que não acontecia há muitos anos. Talvez fiquemos na dependência desses quatro, nos Masters 1000 e dos três nos GS, já que o MalaMurray por enquanto não desencanta.

Mas se os deuses do tênis estiverem de bom humor, algum novo campeão já estará por aí, em formação, começando a polir suas qualidades e capacidades. Torço por ele, porque torço pelo tênis. E o tênis, assim como mulher bonita, quanto mais quantidade de qualidade, melhor.

Vocês podem ver mais fotos e videos de Miami na página do Blog no Facebook:

https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Agnieszka – beijinhos para os fãs.

O sequíssimo Novak está voando em quadra.


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quinta-feira, 8 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:16

Amizades à parte

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Parece que os recentes tempos de “amizades” no circuito podem estar chegando ao fim. O que vinha sendo interessante e bem mais civilizado do que os tempos de Connors, McEnroe, Lendl, Agassim, Sampras e outros tantos que imperaram até recente.

Federer e Nadal, os dois maiores rivais da ultima década veem se desentendendo nas sutilezas das declarações à imprensa, mostrando que eles não morrem de rir mais juntos. Durante algum tempo ambos nos fizeram crer que além do respeito óbvio e explícito que existe entre ambos, algo mais existia, na linha de uma amizade.

A cisão começou a ficar evidente quando ambos apoiaram candidatos diferentes para a presidência da ATP, ganhando o do suíço, que é o presidente dos tenistas enquanto Rafael é o vice. Por detrás das escolhas existem pontos de vistas distintos sobre como o circuito deve ser administrado.

Ficou mais aparente quando Nadal declarou, durante o Aberto da Austrália, que Federer se omitia como porta voz dos tenistas e deixava “os tenistas se queimarem enquanto bancava o bom rapaz”. Essa pegou na testa.

Na ocasião Federer assimilou e fez cara de paisagem. Já em Indian Wells, com a sutileza que lembra o seu estilo, tanto de bater nas bolinhas como o de ajeitar o topete, Federer declarou que os árbitros não estão impondo a regra dos 25 segundos entre pontos, o que é um fato, mas tem alvo certo: Nadal e Djoko, dois que abusam da paciência dos adversários e do público, além de afrontarem a regra do tênis.

No entanto, o suíço teve algum cuidado ao fazer a declaração. Ele menciona especificamente Nadal – “eu não sei como em uma partida de quatro sets Rafa não é penalizado uma única vez”. A resposta sobre o tema pode ser vista na maneira em como o espanhol pressiona e reage contra os juízes que ousam dar-lhe uma penalidade por tempo.

Federer chegou a dizer que ele também deve invadir o tempo de vez em quando e que os juízes deveriam adveertí-los de quando isso acontece. Ele diz que o publico não deve gostar muito das demoras, mas que mesmo assim ainda não é a favor de colocar um cronometro em quadra para essa finalidade – o que pelo menos acabaria com o assunto. Quer a gemada mas não quebrar os ovos.

Porque na verdade, não é só o que demoram entre o fim do ponto e o posicionamento para sacar. Tem também o que demoram para sacar, especialmente em pontos importantes.

De qualquer forma, as declarações, nominais e pessoai, assinalam o clima entre ambos, mesmo que não o confirmem. Os dois tenistas podem se encontrar nas semifinais, se ambos chegaram até lá, o que coloca um pouquinho mais de pimenta no tempero que já é bom.

Também entre as mulheres o clima esquenta, aí já nem tanto uma surpreeeeesa. E não por parte de Maria Sharapova, que já avisou que não têm amigas no circuito e que quadra não é lugar de nhenhenhé. Foi entre duas tenista que até a pouco eram amiguinhas: Radwanska e Axarenka.

A polonesa Radwanska comprova a tese que as mulheres guardam mágoas por mais tempo do que necessário ou faça bem à saúde. A moça em Indian Wells voltou ao assunto de Doha, quando acusou Azarenka de milongar além da conta com uma peseudo contusão no calcanhar na partida que, adivinhem, ela perdeu.

Azarenka catimbou? Sim. A mensagem foi devidamente enviada? Sim. Agora, minha filha, segura a peruca e trate de deixar a raquete falar por você e bata na moça em quadra, até porque ela é a #1 e pode ser a sua adversária nas quartas de Indian Wells. Outro joguinho imperdível.

BFFs no more – at least for a day from Stephanie Myles on Vimeo.

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