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Posts com a Tag aberto de miami

sexta-feira, 23 de março de 2012 Minhas aventuras | 12:49

Dr. Pardal

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Hoje será o primeiro dia que irei ao Clube. Na verdade saio em minutos, logo após publicar este. É estranho não ter chances de assistir nenhum brasileiro em quadra – essa história já foi melhor. Mas existem muitas alternativas em quadra para um fã do tênis. Vou lá dar uma olhada e depois conta a vocês algumas coisinhas. Enquanto isso, publico abaixo um texto de alguns anos trás. Não mudaram muito certas coisas. Pelo menos as filas da Emigração melhoraram bastante, o que é um certo alívio. Além disso, minha memória melhorou, o que é um grande alívio, e os computadores, apesar de imprevisíveis, são mais confiáveis. Divirtam-se com a máquina do tempo.

Nesta terça-feira começou o outono no Brasil. Você notou? Se vive em S. Paulo aposto que não. As folhas vermelhas não começaram a cair nos emocionando com o show de cores. Mas também é difícil encontrar árvores onde folhas, troncos e galhos não estejam cobertos de fuligem. O clima também não ajuda a distinguir muito as estações. O padre Vivaldi não encontraria muita inspiração em nossa cidade.

Uma das coisas que sempre me fascinou nas viagens à Europa ou à América é o contraste das estações. Nos primeiros dias de uma nova estação as diferenças já são bem visíveis e com elas o estado de espírito que as acompanha. Aqui em Miami todos sabem que começou a primavera no país. As pessoas celebram a promessa de tempo bom, sol pleno, natureza desabrochando. O clima desta época em Miami é o melhor. Muito parecido com o nossos meses de Abril e especialmente Maio. Sol brilhando e aquecendo gostoso, céu azul e noites frescas.

Esse é o clima com que somos recebidos para o Aberto de Miami. Dificilmente chove, o que garante um evento sem sobressaltos, como acontece com muitos jogados ao ar livre. Os jogadores adoram. Não é aquele sol da Austrália ou do Rio de Janeiro, onde eles cansam só de pensar em entrar na quadra. Mas dá para pegar uma cor. O único senão é o vento. Todos odeiam jogar com vento. Até quem gosta. É ruim para sacar, ficar no fundo e volear. Mas é uma arte que alguns dominam melhor do que outros.

Tem outro detalhe que nos leva à loucura. O frio do ar condicionado. Eles insistem em gelar os ambientes. É sinal de “status”. Quanto mais gelado for o ambiente mais chique. Só que para se pegar uma gripe é um pulinho. Lá fora um calorão, dentro uma geladeira. Com o entra e sai natural de um dia a dia a saúde acaba vacilando. Os tenistas vão de camisetas para a quadra, em um calor de 30 graus e colocam um agasalho na sacola para poder entrar no vestiário ou no restaurante. Se não é WO no dia seguinte.

Tem dias que é realmente melhor não tirar os pés da cama. No meu caso não havia nem a cama para tirar os pés. De qualquer jeito pouco antes das 5 hs da manhã fui acordado pela aeromoça, essas meninas que supostamente tomam conta de nossos sonhos a dez mil metros de altura.

Como tive problemas com minha passagem no embarque, tive que ficar para trás na fila. Quando cheguei nos balcões da Emigração a fila era de sentar e chorar. Eu já devia ter suspeitado do que viria pela frente. Saí do aeroporto em direção ao lugar onde alugaria um carro, pensando na panqueca com morangos que comeria de café da manhã. Evito o “breakfast” do avião pensando na panqueca. É um habito de mais de vinte anos.

O cubano que me atendeu já nem pergunta se falamos inglês. Vai em espanhol mesmo. Quando ele pronuncia a frase pronta “carteira de motorista e cartão de crédito válido” (como se existisse cartão inválido), gelei. No instante percebi que a tinha esquecido na carteira que uso em São Paulo. De taxi fui para o hotel amaldiçoando meu esquecimento.

Logo cedo estava no clube para começar meu trabalho. Assim que tentei ligar meu computador um raio caiu sobre minha cabeça. O desgraçado não funcionava. Durante duas horas tentei falar com o fabricante e seus representantes. Uma coisa eu confesso ao meu leitor. Se eu pudesse matar o cara que inventou aquelas maquininhas que respondem meus telefonemas, ao invés de algum ser humano, eu matava. Na melhor das hipóteses eu fazia ele tentar entrar no céu através de uma delas. O filho da mãe iria direto para o inferno.

Assim eu me vi no meu primeiro dia em Miami a pé sem computador; desespero!! Juro que considerei pegar um avião de volta. Tomei um refrigerante pensando nas consequências.

Depois de alguns telefonemas para São Paulo, a minha carteira estará aqui em um ou dois dias. Jaime Oncins me deu uma carona até o fim do mundo, aqui na cidade, onde um colombiano com cara de Dr. Pardal arrumou meu computador em minutos. O disco rígido estava solto. Bastou o “know how” e uma chave de fenda. Isso porque o desgraçado que encontrei no labirinto das linhas telefônicas queria que eu mandasse o computador para a Califórnia. “Volta em uma ou duas semanas” disse. Uma ou duas, perguntei. Não sei, disse ele. Ele ouviu uma expressão em português que se encaixa como uma luva para a ocasião.

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quarta-feira, 21 de março de 2012 Tênis Masculino | 14:42

Lixo de luxo

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Como dizem, nada se cria, tudo se transforma, vou investir, mais uma vez, em adaptar/reproduzir textos de outros Abertos de Miami publicados por mim, tanto pela curiosidade como pela informação, sendo que algumas delas continuam atuais e boas histórias são sempre bem vindas. Abaixo uma que alguns conhecem, outros não, para lerem enquanto estou no avião rumo à Florida.

LIXO DE LUXO.

Se um dia o leitor tiver a oportunidade de sentar em uma das estreitas cadeiras de plástico da Quadra Central do Aberto de Miami, ou mesmo em uma das confortáveis poltronas dos mais caros e restritos camarotes, e achar que há algo podre no reino da Flórida, pode ser que não esteja imaginando coisas.

Bem ali, onde Roger Federer e Maria Sharapova correm atrás da bolinha, foi um dos locais mais insalubres da cidade. A primeira vez que o fundador do torneio foi olhar o local não conseguiu ir muito longe devido ao mau cheiro e quase desistiu da idéia. Mas como à cavalo dado não se olha os dentes…

Nos anos oitenta, com seu torneio ainda em Boca Raton, ao norte de Miami, o ex-tenista Butch Buchholz corria o risco de ver seu evento ir para o brejo. Para o brejo não foi, mas acabou no depósito de lixo da cidade de Miami.

O local, imenso e numa das áreas nobre de Miami – a ilha de Key Biscayne – foi doado à prefeitura em 1940 por um milionário com as instruções de, um dia, a cidade construir um parque, sem se aprofundar em detalhes. Como os políticos estão sempre de olho em uma oportunidade de fazer política, um evento do porte do Aberto de Miami arrecada mais votos do que um lixão ou mesmo um coqueiral. Depois de muita negociação com a família Matheson – que não se importava com o lixo, mas não via com bons olhos finalmente alguém aproveitar o local – Butch iniciou em 1987 sua parceria com a prefeitura.

Hoje, Crandon Park abriga 17 quadras, um maravilhoso estádio, estacionamento para 5 mil carros, que também é da prefeitura, do outro lado da avenida, e uma floresta de coqueiros que escondem a vista do estádio desde a rua, uma demanda dos “verdes” de lá que não queria ver concreto da rua. Em tempos de IPO e outras vendas, Buchholz, que já está com idade avançada para tantas confusões, vendeu o evento para a IMG. Há bastante tempo o evento é um sucesso, com ou sem cheiro.

Durante os próximos 12 dias os melhores do mundo invadem o local, além de um numero sem fim de brasileiros que adoram essa desculpa extra para ir a Miami, com ou sem as mulheres, que enxergam aí uma oportunidade impar de aumentar o débitos de seus cartões, o que, sem dúvidas, ajudou um banco como o Itaú se interessassar em ser um de seus principais patrocinadores.

Crandon Park – quadras cercadas por verde e água.

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quarta-feira, 7 de março de 2012 Copa Davis, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:35

Paraíso californiano

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Faz alguns anos que eu não vou ao torneio de Indian Wells, mas, à distância, percebo que a intenção deles é brigar pelo título “Quinto Grand Slam” com o Torneio de Miami.

Que fique claro que quinto GS não haverá. Mas a tendência de elevar o padrão dos Masters Series, inclusive os colocando junto com os Tiers 1 das mulheres, é o caminho para um circuito mais forte e compreensível. Na verdade, no meu sonho de consumo, e de outros também, o circuito seria os 4 GS e mais uns cinco a seis super eventos de 10 a 12 dias, reunindo homens e mulheres, que fecharia o circuito filet mignon, temperado com datas de Copa Davis e Fed Cup e os outros eventos preenchendo as lacunas para acomodar todas as qualidades de competidores.

Indian Wells, assim como Miami, estão investindo para tornar isso uma realidade. Os americanos não engolem ter só um GS. Os canadenses também se esforçam na mesma estratégia, com o diferencial de alternarem o local entre Montreal e Toronto, o que é interessante em alguns aspectos e nem tanto em outros.

Todos os torneios passam por apertos, uma hora ou outra. Miami foi vendido pelo seu fundador porque não queria mais saber dos aborrecimentos. Hoje ele é propriedade da IMG. Indian Wells também acabou por ser vendido por seus proprietários, após muitas confusões com a prefeitura local, que bancou a construção do estádio, com credores e a justiça. O dono da Oracle, Larry Ellison, um dos cinco mais ricos do mundo, que é tenista, acabou dando ouvido ao seu professor, o ex-top 10 Sandy Mayer, conversou com os donos, gastou U$100 milhões, ficou com o evento e o complexo e o está profissionalizando.

Indian Wells tem um estádio para 16 mil pessoas, o maior entre os Masters 1000 e comparável com o de Wimbledon e Roland Garros, com a vantagem que naquele lugar não chove. Quem sabe um dia não passam o U.S Open para a Califórnia?

Além disso, é o que distribui mais dinheiro em prêmios entre os Masters 1000 – são U$4.7m só para os homens. Se o local é distante de outras cidades – Indian Wells e as cidades ao redor de Palm Springs são um caso à parte no planeta e literalmente um oásis construído no meio do deserto – o clima é impar e o que o paraíso deve ser.

Com o novo dono e sem as encrencas dos anteriores, o torneio deve perseguir sua ambição, aproveitar o cenário construído com muito esforço e o fato de que os tenistas gostam do lugar e se tornar, cada vez mais, um torneio a se assistir in loco.

Djoko e Murray aproveitam o clima de IW para bater uma bola.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:38

Era Lipton

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Uma curiosidade. A Sony anunciou hoje que comprou hoje a participação da empresa sueca na sua parceria com a Ericsson. Com isso, acaba a Sony Ericsson, que passa a ser  Sony Mobile Communications.

Imagino que meus leitores devem estar perguntando – e o tênis com isso? O nome oficial do Aberto de Miami é Sony Ericsson Open – como é que isso vai ficar? Eles vão mudar o nome a um mês do início do evento? Vão deixar e promover um nome que não existe mais?

Vale lembrar, pelo menos para auqeles que acompanham o tênis “AG” (antes do Guga) que esse torneio já teve a marca mais valiosa do tênis, quando o torneio era conhecido simplesmente por “Lipton”, marca de um chá que fez a enorme bobagem de abrir mão do nome e. lógico, nunca mais fez nada daquele porte.

Vamos ver como os gênios do marketing resolvem a questão.

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terça-feira, 22 de março de 2011 Tênis Masculino | 11:44

Chave de Miami

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Como adiantei, a chave de Miami colocou Nadal e Federer na mesma chave – os dois podem se enfrentar nas semifinais. É uma nova época para ambos e seus fãs.

Nadal deve encarar Jeremy Chardy na segunda rodada, que vem confiante da Copa Davis, é sacador, perigoso e sem nada a perder. Por ali ainda tem o Dog e o Tsonga. Para quem acha que ele pode fazer uma diferença, o Berdich também.

Federer parece mais tranqüilo. Apesar de Baghdatis estar por ali. O Youzhni eu não conto. Na mesma chave, para ver quem o enfrentaria em uma quarta de final; Roddick, Cilic, Simon e Melzer, o que faz dela uma chavinha encardida.

Djokovic tem lá seus problemas. Pode enfrentar Bellucci na 2ª rodada, se este não vacilar com o ex futuro campeão mundial James Blake. Mas não é bem esse o problema a que me referia, nem a Troicki ou Querry. Apesar de que Troicki é sempre uma ameaça para o Djoko.

O perigo aparecerá nas quartas na figura do escocês Murray – aliás, o rapaz atualmente anda mais escocês do que gostaria. Mas agora jogará em Miami, seu local favorito para treinar. Tem um esquema na cidade e se sente bem à vontade por aqui. Além disso, não deve ter nenhuma expectativa de vitória, dois fatores que podem torná-lo mais perigoso. Com o mais bipolar dos cachorrões não tem como fazer previsões. Pode estar à beira da depressão, com vem sendo o caso, perdendo para qualquer um, como pode sair da cama se achando a reencarnação de William Wallace. De qualquer maneira, Djoko x Murray em uma quarta de final de um Master 1000 é um clássico.

Na ultima seção, temos Soderling, que andou falando grosso recentemente, mas miou quando chegou perto dos big dogs. Na segunda rodada o simpático sueco enfrenta o vencedor da partida entre Kohlschreiber, a quem encontrei passeando no Dadeland Mall, e o hermano Delpo, que é uma mina solta na chave – êêta chavinha enjoada. As primeiras rodadas têm algumas atrações garantidas, mesmo sem olhar a chave feminina. Vou aproveitar para fazer meus passeios por agora.

Murray – precisa baixar o espírito do ancestral.

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