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Posts com a Tag aberto de miami

quarta-feira, 6 de abril de 2016 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:55

As finais – que finais?

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Alguns me cobram um Post final de Miami. Lógico que sobre a vitória de Novak Djokovic. E se eu disser que não vi, vão acreditar?

 
O que importa é que a final foi um passeio. E predito. Nishikori perdeu antes de entrar em quadra. Dá até vergonha. Meu amigo Sylvio Bastos, que é muito bom em colocar as coisas, quando não está tentando me enrolar, foi curto e grosso a respeito, o que não é seu padrão, a respeito – não sai jogo, disse ele, no dia anterior. E quem sou eu para discordar? E assim foi; o japa não quis saber de briga – aceitou a freguesia e a dominância quietamente.

 
O servio não perdeu um set no Aberto de Miami. Foi mais fácil do que eu comer uma tigela de mousse de chocolate quando assistindo um bom filme. Pelo menos antes do meu médico levantar o dedinho e balança-lo de lá para cá dizendo não, não, não! Sacanagem.

 
Escrever o que? Sobre a partida? Estão brincando? Sobre como o Djoko está um degrau acima, no mínimo, do resto dos cachorrões? Que sem competidores à altura perde a graça? Que estamos morrendo de saudades dos confrontos Fedal?

 
Ahh, talvez esperassem um comentário sobre a final feminina. Posso escrever que não vi também. Estou um pouco mau humorado? Talvez só não queira falar sempre a verdade. Tem tanto neguinho por aí que mente que nem sente toda vez que abre a boca e faz o maior sucesso. Mas não, as coisas que são como são. Eles lá e eu cá.

 
Azarenka voltou a ganhar – havia ganho Indian Wells na semana anterior. E também, como Djoko, sem perder um set – a final feminina foi outro passeio sem sal. A que lhe deu mais trabalho foi a venezuelana/espanhola Muguruza, em dois TB, que é uma poltrona de forte, ou seja, joga de igual com Azarenka, Serena etc.

 
O Aberto de Miami acabou sem um Buum. Acontece. Não houve uma correria pelos ingressos porque não haveria grandes finais. Muitos lugares vazios, o que não é normal para o evento.

 
O tênis, como qualquer esporte, precisa de grandes nomes, grandes talentos, grandes personalidades, grandes palcos. Mas, como qualquer esporte, precisa mais ainda de grandes rivalidades, que é o que motiva o grande publico acompanhar um esporte.

 
Mas, existe ainda uma pauta a ser escrita sobre o Aberto de Miami, que pode ser mais interessante para os meus leitores. Mas fica para o próximo Post.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016 Tênis Feminino | 13:53

A idade da loba

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Existe uma mudança de guarda no tênis feminino? Sim, não, não ainda, todas são respostas corretas, por mais incongruente que possa ser ter elas todas na mesma frase. Em uma análise mais fina vemos que são as moças da idade da consolidação da experiência e a técnica que estão se impondo. É a a idade da loba – e dos lobos, já vale também para o tênis masculino – de 27 anos. Já não são inexperientes, aprenderam e consolidaram suas técnicas, fizeram as pazes com suas deficiências, acertaram seus emocionais e estão prontas e famintas para novos sucessos.

 

Na chave feminina, Serena e a irmã Venus se foram, apesar de que Serena ainda é a principal força feminina, enquanto Venus finge que ainda é uma tenista profissional. Sharapova, se não derem a ela uma colher de chá, o que não duvido, mas sinto que assim possa ser, será carta fora do baralho já que é quase uma balzaca e não sei quanto tempo ficaria suspensa.

 

E quem chega à final de Miami? Kuznetsova, uma batalhadora , essa sim uma balzaca, que nunca teve uma segunda agenda a não ser jogar tênis. A moça tem verdadeiro desprezo pela marketing sensual que se consolidou no tênis feminino desde o surgimento de Anna Kournikova e faz questão de ser o inverso. Mas é uma verdadeira tenista, sempre beliscando quando surge a oportunidade (já foi #2, tem 2 GS e 16 títulos) – e em Miami ela surgiu novamente.

 

E aí chegamos às moças-lobas. A outra finalista será a consolidada Azarenka, que este ano chega aos 27 anos, a idade que a(o) tenista normalmente chega a sua plenitude. Esta temporada voltou de contusão e é a favorita ao título – terá que passar pela Kuznetsova, o que não será fácil. Mas sempre tenho pensamentos ruins quando veja aquele queixo quadrado e o tamanho que adquiriu através dos anos.

 

Ainda me divirto horrores com a Radwanska (27 anos) suas gambitas finas, seu tênis limitado, sua cabeça pensante e sua constante luta pela vitória. Em Miami conheci uma nova tenista, a suíça de pais hungaros Timea Bacsinszky, que adora socar a bola e, aos 26 anos se aproxima da idade da leoa entrando entre as Top10.
Valem a menção duas outras que não chegaram lá desta vez, mas são tenistas que continuarão deixando suas marcas: Simona Halep, tremenda lutadora, focada, rapidíssima e com ótima esquerda, que aos 24 anos ainda tem muita lenha para queimar. E Angelike Kerber, que na passagem dos 27 para os 28 conseguiu levar sua carreira para outro patamar ao vencer o Aberto da Austrália e virar #3 do mundo.

 

O tênis feminino atravessa sua fase mais prolífica, com ótimas tenistas surgindo e se consolidando, através de um tênis incisivo, extremamente profissional, baseado em uma preparação física e técnica tanta qualidade quanto a dos homens e que levaram o espetáculo do tênis feminino, guardado as devidas proporções circunstancias, a uma profundidade depredicados tão amplo quanto o tênis profissional masculino.

 

A maneira como as mulheres-tenistas, e aí falo de um universo mais amplo do que no passado mesmo recente, se apresentam, se dedicam e competem sustentam seus pleitos e reivindicações por igualdades de direitos e prêmios. Só fica mesmo faltando a questão dos Grand Slams, onde os homens têm que jogar cinco sets e as mulheres jogam três, talvez o principal, e ultimo, argumento dos tenistas-homens.

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quarta-feira, 30 de março de 2016 Sem categoria | 13:03

Espírito Samurai

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Grigor Dimitrov tem todos os apetrechos para ser #1 do mundo. Oopss, menos o que mais conta, que é a parte emocional, ou psicológica como alguns chamam. O cara saca muito, tem ótima direita, de qualquer lugar da quadra, linda e excelente esquerda, com top, slice, dentro e fora da quadra e, pra completar, sabe volear. Mas na hora da onça beber água falta aquela coisa que os grandes tem e o resto se desespera com a falta. Pois é. Isso dentro da quadra, porque fora o rapaz tem o que elas gostam. Já passou pela Serena, a Maria e agora está com a Eugenia. Será que é bom para os voleios?

 

 

Monfils é uma incógnita. Já escrevi sobre ele mais de uma vez, inclusive uma ocasião que acompanhei um treino dele no centro de treinamento em Paris nos idos de 2008. Ele mudou, pra melhor, o que é um bom sinal. Afinal não é mais um garoto das favelas de Paris e este ano completa 30 anos.

 

 

É um excelente tenista, mas demorou muuuito para sair daquele síndrome de só empurrar bolinhas para o outro lado. Agora começou também a atacar, além de jogar muito bem, como poucos, três a quatro passos atrás da linha de fundo, correndo atrás de tudo que seja amarela.

 

 

Seu saque melhorou muito e sua direita também. Para vencer um Masters 1000 tem que também combater uma certa propensão em viajar durante a partida e fingir que não se importa. Se controlar seus piores instintos tem tênis para ganhar. Mas a primeira briga é com ele mesmo – ontem teve ótima vitória sobre Dimitrov em uma partida deliciosa de assistir. Enfrenta o japa Nishikori, que corre atrás de tudo também, mas tem o salutar espirito samurai de ir para o ataque.

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Sem categoria | 12:43

Uma a mais

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Gilles Simon é um tenista que recebe menos crédito do que merece. Bateu Marin Cilic em uma batalha de golpes e vontade. Extremamente leve, rápido, regular, tranquilo sob pressão ele sempre faz o adversário bater uma bola a mais, até que essa uma seja fora ou na rede. Ele precisa estar em situação desesperadora para ir para um ataque total. Com a cara do Stan Laurel, come pelas beiradas. Está nas quartas contra David Goffin, outro tenista sólido que melhorou muito nos meses recentes.

 
Murray é o #2 do mundo, mas é um cara desesperador. Entre os que se desesperam com ele estão os oponentes, que são também obrigados a bater uma bola a mais, os fãs, que tem uma certa dificuldade para torcer para um tenista talentoso, mas com características emocionais controversas e os coitados que trabalham com ele, especialmente os técnicos, que tem que aguentar uma pessoa na borderline.

 
Não me perguntem detalhes, mas na partida contra Dimitrov sua mulher e sua técnica?, Amelie Mauresmo saíram do box e não voltaram mais. Talvez tenham achado mais proveitoso ir tomar conta de seus respectivos pimpolhos. O coitado que ficou por lá, no lugar de Jonas Bjorkman que já foi dispensado, ficou o 3o set inteiro ouvindo MalaMurray dar-lhe duras e ataques histéricos como se fosse culpa dele, aprendiz de técnico, que o escocês estivesse atirando o jogo no lixo. Enfim, não é a primeira vez nem será a última.

 
Muito mais espirituosa é a mãe dele, Judie, que postou no twitter: “Meu filho #1 é #2 e meu filho #2 é #1.

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sexta-feira, 25 de março de 2016 Sem categoria | 18:08

Ducha fria

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Um banho de agua fria, foi a descrição mais ouvida, vinda do público. O zumzum começou logo depois de Federer fazer seu aquecimento, que foi breve. Bem breve.

 

Logo depois chegava a notícia de que o monstro abandonava o confronto contra Del Potro. A maior parte do publico descobriu quando outro argentino, Zaballos, entrou em quadra e nao Federer. Teve gente que só veio do Brasil pra ver o torneio porque o suíço confirmou a presença!

 

Uma coisa eu escrevo. Pior do que a ausencia de Federer é ver Del Potro jogar, totalmente incapacitado de bater aquele revés maravilhoso que pegava na subida, cobria a bola e acuava o oponente. Hoje é só slice. Fico até constrangido de ver o adversário jogar seguidas bolas ali – imagino que eles fiquem também. Será que um dia vai melhorar?

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Sem categoria | 01:26

Uma bela 6a feira no Aberto de Miami

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Da mesma maneira que se pode escrever que a jornada desta 5a feira foi fraquinha no Aberto de Miami, também se pode dizer que a de hoje, 6a feira, será ótima e imperdível.

 

A melhor do dia e que deixará, pela primeira vez, a quadra central lotada será entre Roger Federer e Del Potro, protagonistas de uma das melhores finais do US Open que já assisti.

 

Infelizmente, nenhum dos dois está em boa forma. O argentino ainda luta para encontrar sua forma. O pouco que o vi jogar chegou a me incomodar de tão chateado. Ele nao tem mais confiança no pulso esquerdo para bater o revés e, volta e meia, vai para o slice, algo que raramente fazia, o que o faz perder muito poderio. Vamos ver hoje.

 

Federer volta de sua primeira cirurgia. Em sua entrevista disse que o que mais o incomodou foi o emocional de passar por uma cirurgia – ele tinha a esperança de encerrar a carreira sem passar por uma. E contou que o click no joelho foi em casa, dando banho nas meninas, fazendo um movimento trivial.

 

Este é o primeiro torneio que ele joga após a cirurgia no menisco. Afirmou que tudo correu bem, mas que ainda nao sabe como o joelho irá reagir. Mas diz que se sentir qualquer incomodo no joelho sairá da quadra.

 

Será um jogo interessante e curioso entre dois dos tenistas mais admirados do circuito. Isso entre vários outros grandes jogos no dia.

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terça-feira, 22 de março de 2016 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Porque o Tênis., Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:10

Mordeu a língua

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O Aberto de Miami começa sob a sombra da polêmica. Mais uma vez o assunto é se mulheres devem receber o mesmo valor em prêmios que homens.

 

O principal combustível da polêmica foi do fundador e diretor do torneio de Indian Wells, o ex tenista e hippie sul africano Ray Moore. Ray foi contemporâneo de Thomas Koch e Carlos Kirmayr e saiu dos cabelos longos para, junto com Charles Passarell, tocarem um dos melhores eventos do circuito. Interessante que o evento sempre teve altas polêmicas, como as acusações de fraudes junto à prefeitura local e a das irmãs Williams, que ficaram anos sem colocar os pés por lá por conta de um incidente com o público, que foi acusado, pelas irmãs, de ser racista. Mas isso já foi e não vou me alonga a respeito.

 

O fato é que Ray fez uma declaração polemica sobre a igualdade nos prêmios entre homens e mulheres. Disse o senhor que no futuro gostaria de ter um emprego na WTA, já que esse pessoal vive na moleza e na rabeira do circuito da ATP, sem nada acrescentar. E pra completar o saque e voleio, afirmou que as tenistas deviam ajoelhar e agradecer o surgimento de Roger Federer e Rafa Nadal, que fizeram o tênis se sobressair nos últimos anos.

 

Declarações, no mínimo, discutíveis. Nenhuma mulher do mundo vai concordar, o que já coloca metade do mundo contra quem fala uma coisa dessa em público. Pior ainda se você é o diretor de um dos maiores torneios que elas jogam. Considerando que da outra metade, uma boa parte não que saber de encrenca com elas, te deixa no mato sem dog.

 

Por conta de tudo isso, Moore ouviu tudo que nao queria ouvir em vida nos últimos dias. Só estaria pior se fosse acusado de pedofilo. O final da história é que teve que “pedir” para sair e deixar o cargo, com o imediato aplauso de Larry Ellison, dono do torneio, e da Oracle, que se desmanchou em desculpas e elogios as conquistas e o tênis das mulheres.

 

Nao sei o que deu na cabeça de Mr. Moore para se sair com essas declarações. Ele tem alguma razao? Tem. Só que suas declarações foram venenosas e arrogantes.

 

Assumindo seu raciocínio, não é só as mulheres que deveriam se ajoelhar para Federer e Nadal. Os homens também. O circuito masculino também viver do Fedal durante anos e eles estao deixando uma marca que marcou o Tênis.

 

As mulheres nao conseguiram apresentar nada, nem de longe, igual. Se lembrarem, até Serena se assentar e abraçar a carreira, apareceu cada #1 de chorar na WTA.

 

Mas há maneiras e maneiras de colocar um argumento. Moore, considerando sua posição, tinha mesmo que tomar o caminho da roça e sumir depois dessa.

 

O mais interessante disso tudo é o seguinte. Quase no mesmo dia, o campeao de Indian Wells e o #1 do mundo Novak Djokovic, defendeu que os homens deveriam sim ganhar mais do que as mulheres, baseado em quem atrai mais público e atenção, o que, segundo ele, as estatísticas mostram. O mesmo argumento, com mais diplomacia, o que também já atraiu o veneno feminino.

 

Como o assunto é algo que frequenta o Politicamente Correto, algo que os americanos adoram e respeitam, pode-se esperar que a polêmica continue em Miami.

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segunda-feira, 21 de março de 2016 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 13:39

Na primeira

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A Lei de Murphy ataca mais uma vez. Nao sei qual a probabilidade matemática para o caso – algum leitor matemático se arrisca? – mas, na melhor da hipóteses é uma curiosidade. Duas brasileiras, Teliana Pereira e Bia Maia, na chave de 48 tenistas do Torneio de Miami são sorteadas para se enfrentarem na 1a rodada.

 

As duas são parceiras dentro das quadras e amigas fora, mas na hora da onça beber água é cada uma por si e Deus por ambas. Teliana tem mais volume de jogo e mais experiência, mas não tem muito gosto pelo piso duro. Bia gosta de jogar em cima da linha e tem habilidades que Teliana, mais forte e rápida, não tem. A pernambucana é a favorita e Bia não terá responsabilidade. Resta ver como cada uma delas irá reagir emocionalmente, que é o que determina a vitória em tais circunstâncias.

 

Podemos também olhar pelo lado do meio copo cheio. Uma brasileira estará na 2a rodada do Aberto de Miami. E enfrentará então a cabeça 16, Ana Ivanovic. Eu estarei lá para conferir – na 1a fila.

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domingo, 20 de março de 2016 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:21

O Aberto de Miami – o favorito dos brasileiros

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Não fui a Indian Wells, mas vou a Miami. Tinha me prometido que iria para a California este ano. Nao funcionou, mas funcionou Florida. Esse negócio da California ser lá do outro lado e a Florida aqui deste lado faz muita diferença na disposição de encarar um avião. Bem, pelo menos não estamos no radar do Trump. Por enquanto.

 

Miami é um belíssimo torneio, com todas vantagens de ser na Florida, começando pela acima mencionada. Mas, pelo o que ouço, o novo Indian Wells é espetacular também. Ainda vou ter que comparar.

 

Na verdade, fui aos primeiros torneios tanto em Indian Wells como em Miami, nos idos anos oitenta. Indian Wells começou nos anos setenta, em Tucson e imediatamente depois na área de Palm Springs – Rancho Mirage e La Quinta – até encontrar seu lar em Indian Wells. Estive na primeira edição deste, acompanhando os tenistas Luiz Mattar e Cassio Motta. Miami começou nos anos 80 em Delray Beach. Em 1987 Butch Buchholz, ex tenista, ex presidente da ATP e fundador do evento o trouxe para Crandon Park em Key Biscayne.

 

Frequentei o torneio muitos anos, como técnico e depois como cronista para o Jornal da Tarde e O Estado, ESPN-BRASIL e meu blog. É incrível o quanto ele foi mudando. Não foi uma daquelas coisas que nasceu pronta. Pelo contrário. Foi se desenvolvendo, adquirindo personalidade, cativando, melhorando, como torneio de tênis e evento de entretenimento esportivo, que são coisas paralelas, mas não são a mesma coisa. O recente Aberto do Brasil, realizado no Clube Pinheiros, e o anterior, realizado no Ibirapuera, oferecem uma medida do que escrevo. O Rio Open já nasceu evento e tem agora a responsabilidade de se manter ou se reinventar.

 

O Miami Open sempre foi o torneio de tênis favorito dos fãs brasileiros. Especialmente pela primeira questão que ofereci – a geográfica. Mas se fosse só isso o pessoal não o abraçaria. Não por outra razão, atualmente o principal patrocinador do torneio é uma empresa brasileira – o Banco Itau – o que não deixa de ser um dado interessante para nós.

 

Nos anos 2013 e 2015 o torneio sofreu um pouquinho com a ausência de Roger Federer, talvez causada por um conflito entre o tenista e a empresa que é dona do torneio, a IMG, que é parceira também do Rio Open e que por anos administrou sua carreira.

 

As arestas foram aparadas e Roger volta a Miami, um torneio que nunca foi de seus grandes favoritos, talvez por ser um dos mais “lentos” do circuito. Mesmo assim, ele foi três vezes à final, vencendo duas; a ultima 10 anos atrás.

 

Mas é uma ótima notícia que volte às quadras de Crandon Park. Como está com 34 anos, imagino que não que deixar nenhuma situação não acertada para trás, no que faz muito bem, em especial com seus fãs, que são muitos em qualquer lugar, inclusive Miami.

 

Não estará na sua melhor forma – recém passou por uma cirurgia no menisco de um dos joelhos e por isso perdeu Indian Wells. Mas estará “fresh” e cheio de amor para dar. Um tenista com suas características – muito talento e habilidade – adora esse cenário; especialmente se ganhar uns dois jogos para pegar ritmo e confiança. O Miami Open promete, por mais de uma razão, Federer sendo uma delas. Mas há muitas outras. Em breve…

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sábado, 24 de março de 2012 Light, Minhas aventuras, Tênis Masculino | 14:18

Desolado

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Fui ontem para a Quarda 1 cheio de expectativas – nunca algo positivo, dizem os zen budistas, repletos de razão – para acompanhar a partida de Tommy Haas e o Galã de Praga Stepanek. E expectativa era de uma partida com um formato que não existe mais. Dois voleadores de mão cheia, habilidosos de primeira grandeza, talentos que não conseguiram brilhar como outros menos favorecidos nos primeiros quesitos.

A partida foi um deleite, especialmente no 1º set, decidido no TB. O jogo foi decidido nos dois primeiros games do 2º set. No primeiro Haas teve quatro chances de quebra sem conseguir cacifar – méritos do oponente. No segundo game, Haas teve 40×15, deixou o Galã voltar no game e, após várias vantagens de ambos os lados, ter o saque quebrado.

Após esses dois games o espírito do alemão foi aleijado. Mas, até ali, o que apresentaram foi para assistir de joelhos, especialmente no meu lugar, a um metro da quadra e ao lado do frustrado técnico do alemão. Foram voleios magníficos, bolas surpreendentes, inventivo uso do contra pé, a esquerda maravilhosa de Haas, a antecipação magistral de Stepanek e todo um repertório cada vez mais ausente das quadras, para minha completa desolação. Para completar, só faltou mesmo as respectivas esposas, que não estavam no reservado, mas duvido que estivesse longe.

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