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domingo, 23 de junho de 2013 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 19:16

Segredos da grama

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Sempre fui um pouco incomodado com a proximidade das datas entre Roland Garros. Eu e a torcida do mengão, que já nem sei se é tão grande quanto foi. Já se tentou mudar essas datas, mas nenhum dos dois eventos mexeu um dedo para fazê-lo, porque não lhes interessava. Essas datas são sacramentadas e tradicionais nos calendários dos respectivos países e dos grandes eventos mundiais, sendo muito difícil mexer.

Alguns dizem que os ingleses estão considerando uma mudança – só se lhes for interessante. Se Wimbledon passar uma que seja semana para frente, automaticamente a temporada de grama aumentaria. E quem quer isso? Bem, alguns devem querer, muitos não. O pessoal do tênis é mais conservador do que o pessoal da TFP e não muito chegado a mudanças.

Atualmente essas duas semanas para se adaptar, entre o saibro e a grama, já não são tão cruéis quanto um dia foram. O jogo mudou e a grama mudou. As adaptações continuam existindo, mas são menos críticas. O cara vai sacar e ficar atrás mesmo. E, melhor do que isso, não vai ter alguem invadindo a rede a toda hora como era antes. Hoje já tem caras que conseguem vencer na grama praticamente só indo à rede para trocar de lado. Mas, definitivamente, se vai muito mais à rede do que em qualquer outro piso – por isso o Bonitão acha que pode ganhar lá.

Têm alguns que sabem usar melhor do que outros os pequenos segredos da relva. Sacar melhor o slice. Reagir e abrir o golpe mais cedo. Ficar um pouco mais agachado sem tantas dificuldades. Como diz o jardineiro de Wimbledon, a questão não é que a grama ficou mais lenta e sim que a bola está quicando mais alta. Segue quicando mais baixa do que em qualquer outro piso, mas não é mais aquele inferno que dava dores horríveis nas nádegas e nos músculos posteriores da coxa e fazia com que a passada fosse de uma dificuldade bem maior.

Atualmente, tirando aqueles dias em que o ar está mais úmido e a grama idem, e por isso escorregadia, a quadra fica mais dura e a diferença não é mais tão cruel.

Em um estudo, realizado pela Escola de Esportes de Cardiff, que analisou 528 jogos de Grand Slams em 2008 e 2009, encontrei, entre outros, um dado bem interessante, de mais de uma maneira.

Em Roland Garros, no saibro, 41,5% dos break points foram convertidos, enquanto, e atenção ao detalhe, somente 38.5% dos pontos normais o recebedor teve sucesso.

Em Wimbledon, os recebedores quebraram em 41% das oportunidades, uma diferença insignificante de Roland Garros, enquanto que venceram 35% dos pontos normais. Esse dado atual, contraria o que era um fato até 10/15 anos atrás, quando a vantagem do sacador era gritante na grama. A não ser em partidas do Isner…

Apesar de não ser o assunto deste post, não deixa de ser também interessante descobrir que em um ponto tão chave das partidas, apesar do sacador continuar tendo a vantagem de quase 10%, os recebedores terem mais sucesso em conseguir levantar seus padrões nesses pontos, sendo que, teoricamente, o sacador também está querendo levantar seu padrão para não ver o seu saque e, possivelmente, especialmente na grama, o set indo para o brejo.

Melhorou tanto que já dá para comer.

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sexta-feira, 14 de junho de 2013 Tênis Masculino | 17:42

Férias

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Como meus leitores devem ter percebido a esta altura, estou em viagem e só voltarei na semana que vem. Enquanto isso, espero que aproveitem o espaço para enlevar o Tênis, deixando de lado paixões mais rasteiras, buscando formas de acrescentarem, uns aos outros, novas e pertinentes informações sobre nosso esporte.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013 Roland Garros | 11:13

Emocionante

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Nao é a primeira vez que uso um texto do Dumont aqui no Blog. Sempre bons, sempre surpreendentes. Estou em viagem e só poderei escrever e postar mais tarde. Enquanto isso brindo meus leitores com o texto de um de vcs, alguém que sempre eleva o padrão. Curtam. Se inspirem!

Emocionante.
Vou ficando velho – sendo ainda muito jovem – e me percebo mais choroso por tudo. Existe algo no tênis que me faz chorar mais do que outras coisas. De fato, diria que é o esporte mais envolvente no aspecto emocional. Chorei, homem não mente. Tal como choro ao ouvir o hino nacional brasileiro, chorei junto com Nadal e Ferrer ao ouvir a Marcha Real. Lindo hino, sem letras, como assim são as marchas reais. Compassada e silenciosa emoção, tal qual a descida das lágrimas. Ah…as trombetas e a flâmula espanhola – misturada ao olhar marejado de alegria por parte de Nadal, e marejado de contentamento por parte de Ferrer-, embargaram minha voz. Queria ter eu a possibilidade de ser espanhol naquele momento. Mesmo não sendo, me fiz um.
Quis a possibilidade de ter visto um brasileiro mais uma vez em um momento daquele. Minha alegria dobraria se fosses dois em uma final. Orgulho e mão no peito esquerdo. Choro, com certeza. Mas a cegueira e o recalque só me permitem ver defeitos. Ao olhar para o céu, só vejo balões. Esqueço que existem as lindas estrelas e o brilho da lua. Existe sempre algo a mais. Cego que sou. Só quero enxergar o que me agrada: obra dessa lente borrada de egoísmo. Sei mais que os outros, aliás, sei tudo de tênis. Pobre que sou, simplesmente nunca entrei em quadra. Sofá desgraçado. Mas nada como ficar velho, onde as lágrimas tornam-se o melhor veículo de limpeza das lentes. Olhos limpos, alma lavada, que fazem olhar além do alcance de um mero palmo, ignorante e egoísta, adiante.
Fico com os aplausos do público ao tênis espanhol. Aplaudo junto, ainda que tenha um vencedor e um perdedor, se é que tenha. Animais e pedreiros muitas vezes não são agradáveis. Deve ser porque estão sempre correndo atrás da sobrevivência. Muitas vezes, são feios. Tem que sujar as mãos, correr mais que os demais; tem que suar. Mas, queria eu, hoje, ter chorado um choro brasileiro; de animais e pedreiros, de gente desagradável aos olhos, mas de batalhadores. Seria um choro bom, ganho com honestidade. Mas não tem problema não, emoção não tem nacionalidade. Se não tive como apertar mãos brasileiras, calejadas e enfeiadas pela luta e pelo labor, trato de apertar a de animais e pedreiros espanhóis. Estão na história, estão de parabéns.
Grande abraço
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domingo, 9 de junho de 2013 Roland Garros | 07:00

A partida

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O tempo está horrível em Paris. Totalmente encoberto, com prognóstico de chuvas. Mas acredito que haverá jogo, até porque eles cobrem a quadra e não parece que choverá direto. De qq maneira, com o frio o jogo deve ficar mais lento, com pontos mais longos. Mas a pergunta segue: Ferrer conseguirá administrar seu emocional e ser um valente adversário? Consiguirá quebrar a escrita, tanto a sua em relação ao adversário, como a de Nadal em Paris? Pelo numero de pessoas tentando vender seus ingressos – algo inusitado para uma final masculina – o pessoal não acredita nessa mágica.

Nadal trata todos os jogos como importantes, sua caracteristica principal como o grande campeão que é. Duvido que oito títulos ou a amizade e respeito por Ferrer tirem sua determinação em vencer.

Ferrer tem 31 anos e em breve olhará o tênis como um passado em sua vida. Em sua maravilhosa carreira – da qual pode, com certeza, se orgulhar pelo resto da vida – uma partida será marcante, inesquecível, aquela pela qual será lembrado, de um jeito ou de outro – a de hoje. Tenho certeza que ele sabe disso. Em breve vamos descobrir o que consiguirá fazer com a oportunidade.

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sábado, 8 de junho de 2013 Tênis Masculino | 11:43

O serviço

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Serena saca com uma única bola, que trata com carinho e habilidade, batendo vagarosamente nela com a raquete quando começa a se preparar para sacar. Bate na bola lá embaixo, mostrando habilidade e intimidade com a peludinha. Nunca pede aos pegadores mais de uma bola para escolher a mais “carequinha” como faz a maioria. Quando erra o 1o serviço, vira para o pegador, sempre o do seu lado esquerdo quando se vira, e recebe a bola, sem pressa nem ansiedade. Todo o ritual do seu serviço é feito quase que em câmera lenta. Menos a velocidade com que a bola sai de sua raquete – é a que mais forte saca entre as mulheres.

Maria saca com a segunda bola entre a calcinha e o quadril esquerdo. Nem toda essa intimidade corporal com a peludinha melhora o relacionamento entre ambas – mais do q ela gostaria a bolinha a trai. Maria nao trata a bola com habilidade. Alias, nao bate na bola com a raquete quando se prepara para sacar; só bate a bola com a mão esquerda duas vezes no chão – sempre – no primeiro e segundo serviço.

Para Serena, sacar é a maneira de fazer uma afirmação logo de cara; eu vou te agredir! Para Maria, apesar da altura, a falta de uma técnica mais apurada no fundamento faz com que ela acabe por viver seus piores momentos em quadra quando tem a bolinha na mão e a responsabilidade de a colocarno retângulo do outro lado da quadra.

Visões e perspectivas distintas que fazem uma diferença em um jogo tão mental e emocional como uma final de tênis.

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Tênis Masculino | 10:34

Pessoal

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Eu sempre digo, jogo de mulher é uma coisa de louco. A Serena abriu 0x40 no primeiro game e aí perdeu oito dos nove pontos seguintes. A Maria alterna acoes com duplas faltas. A russa berra e geme até quando empurra a bola. Serena começou caladinha e adversaria berrando come On em qq ponto. Agora a americana se encheu e começou a urrar também e soltou um belo come on na carinha da russa pra fazer seu primeiro game. Esse negocio vai longe, fica pessoal e alguém vai ter q enfiar o rabinho entre as pernas.

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Tênis Masculino | 10:10

Confronto

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O jornal de roland garros diz que aqui em Paris recentemente Sharapova vem enfrentando seus complexos. Em 2012 venceu o torneio, depois de muitos anos dizendo q nao se adaptava bem ao saibro. Este ano o Quotidien diz que Maria terá que bater a sua Besta Negra para chegar ao título.

Sao doze vitorias a três para a americana, sendo q esta nao vence RG fazem 11 anos. As duas estão jogando muito Tenis, mas sinto uma certa vantagem de Serena, por alguns poucos pontos cruciais.

Serena saca mais e Maria tem duvidas sobre seu serviço. Serena  se move melhor pela quadra.

As duas são excelentes competidoras e tem sangue nos olhos pra fazer inveja à maioria dos marmanjos. É um confronto de personalidades que só faz bem ao Tenis.

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sexta-feira, 7 de junho de 2013 Tênis Masculino | 15:20

Relaxado

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Alguém deveria avisar o Tsonga q o jogo começou, e já vai acabar. O cara nao entrou em quadra. Isso sim é sentir a pressão, algo q ingleses e franceses dividem.

os franceses completam, e celebram, 30 anos sem um título masculino – o ultimo foi Yannick Noah. Falou-se bastante sobre os 30 anos, e sobre Noah. Mas nao vi o cara por aqui. Acho e ele e a FFT nao se bicam muito.

mas havia uma grande expectativa sobre Tsonga, q jogou bem e direito contra Federer, mas hj foi horrível. Sem luta, errando muito, sem sangue nos olhos. E era só olhar para o outro lado da rede pra ver como é. Ferrer nao largou o osso um game sequer.

com isso, para desespero dos franceses e alegria dos espanhóis, serão dois deles em quadra no domingo. Nadal dorme mais relaxado esta noite. Mas nao seria a maior das ironias se o Operário desencartasse contra seu carrasco exatamente nessa hora, neste cenário. Quem aposta? Eu? Tô fora.

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Tênis Masculino | 13:03

Animal

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6/4 3/6 6/1 6/7 9/7. O Animal é muito forte mentalmente. Incrível. No fim das contas, no 7×8 a cabeça do sérvio nao agüentou e perdeu o game de 0x40. Tem um tanto q a cabeça de uma pessoa agüenta, a nao ser q seu nome seja Rafael Nadal.

Rafa está na final e enfrenta o vencedor de Tsonga e Ferrer. Como são 18h em Paris e ainda demora uNs 20 minutos pra começar e dá pra jogar até umas 21h, a próxima semi corre o risco de nao trinar hj. Uma pouco mais de ansiedade para os tenistas lidarem

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Tênis Masculino | 12:21

Tempo

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E para quem sabe a regra o juiz estava totalmente certo. O Djoko se atrapalhou e meteu o corpo na r ede antes de a bola pingar duas vezes. Foi tão claro q seria mais elegante ele nao ter contestado.

PÓ estádio pega fogo e quero saber onde vão arrumar tempo para o jogo do Tsonga e Ferrer. De qq maneira, nao fica muito melhor do q isto. Todas as expectativas estão sendo preenchidas.

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