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sábado, 16 de fevereiro de 2008 Tênis Masculino | 18:03

coração alado

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Dizem que Deus sabe o que faz. Gustavo Kuerten tem uma paixão desenfreada pela música, e assim que se sentiu confortável e confiante dentro do circuito, foi aprender a tocar violão e a cantar. Antes de Roland Garros gostava de cantar algumas músicas brasileiras e Bob Marley. Agora vive com seu violão debaixo do braço. Daqui para frente será um bom substituto para a raquete. Ficamos todos gratos, acredito que ele também, a opção das cordas da raquete às do violão para se profissionalizar.

Ontem à noite a organização do Aberto do Brasil fez uma homenagem ao tenista que se despede — agora do torneio, em breve do circuito profissional — dentro do salão VIP do evento. Não havia muitas pessoas presentes, já que muitos dos convidados acompanhavam Carlos Moya e Oscar Hernadez se digladiando na Quadra Central. Mas lá estavam Maria Bueno, Cássio Motta, Carlos Kirmayr, Sá e Mello, Lapentti, Ip Tavares, Braguinha e alguns VIPs. Foram feitos alguns breves discursos, inclusive pela mãe, Alice Kuerten, que segue sendo o alicerce da família, e mostrado um breve documentário, com alguns depoimentos de tenistas, realizados pelo jornalista Fernando “Calega” Sampaio.

Depois de uma sessão de fotos com quase todos os presentes, o que demorou um bom tempo, Kuerten se dirigiu a um pequeno palco, junto com o amigo Fagner, para cantar algumas músicas. Cantou duas, porque logo apareceu o supervisor do torneio, Paulo Pereira, pedindo silêncio, pois Moya e Hernandez estavam se matando no terceiro set a poucos metros dali e, a cada “aiiiiiiiiiiiiiiii coraçãoooooo aláááádo”, da dupla catarina-cearense, os espanhóis arregalavam os olhos ao redor procurando os bezerros.

Vou mandar para o pessoal do IG um breve vídeo da serenata VIP. Vamos ver se eles conseguem colocar aqui no post junto com as fotos abaixo.



maria esther bueno, cassio motta e braguinha



alice kuerten-o alicerce



kuerten e fagner



paulo cleto, andre sá e esposa

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 Tênis Masculino | 21:57

curtas da bahia

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– Com duas duplas brasileiras em uma das semifinais, o Brasil garantiu uma dupla nas finais. Ganharam, como esperado, Andre Sá e Marcelo Mello, batendo em dois sets Marcos Daniel e Thomaz Bellucci. Na final enfrentam os espanhóis Montanes e Ventura, que despacharam os italianos Fognini e Volandri, que não mostraram muito interesse na partida. Volandri acabara de perder para Almagro, o jovem Fognini acabara de se confirmar na sua primeira semifinal.

– Conversei, de leve, com Marcelo Mello sobre Aninha Ivanovic. A conversa eu não conto, o sorriso do mineiro eu entrego. Ao lado, o parceiro Sá, só brincava com o garotão Mello.

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Tênis Masculino | 21:57

curtas da bahia

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– Com duas duplas brasileiras em uma das semifinais, o Brasil garantiu uma dupla nas finais. Ganharam, como esperado, Andre Sá e Marcelo Mello, batendo em dois sets Marcos Daniel e Thomaz Bellucci. Na final enfrentam os espanhóis Montanes e Ventura, que despacharam os italianos Fognini e Volandri, que não mostraram muito interesse na partida. Volandri acabara de perder para Almagro, o jovem Fognini acabara de se confirmar na sua primeira semifinal.

– Conversei, de leve, com Marcelo Mello sobre Aninha Ivanovic. A conversa eu não conto, o sorriso do mineiro eu entrego. Ao lado, o parceiro Sá, só brincava com o garotão Mello.

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Tênis Masculino | 15:39

milongas baianas

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Eu avisei antes que viria a Bahia. Se você ficou por aí surfando pela internet e desprezou o nosso maior torneio, eu escolhi vir para perto do mar e do tênis. Sei que alguns reclamam que o Aberto do Brasil seja realizado em um resort e distante dos grandes centros. Como uma das artes da vida é fazer o melhor de cada circunstância, pode dar uma olhadinha aí abaixo (se eu conseguir baixar a foto) como foi que atualizei o blog esta manhã. Não foi um cenário tão perfeito quanto imaginam, por algum tempo dava para ouvir, ao longe, aquele tormento do axé vindo da piscina do hotel. Alguém terá que me convencer que os resorts devam mesmo vomitar em nossos ouvidos aquele bate-estaca só para algumas madames ficarem saltitando dentro da água e delirando algo inconfessável. Por sorte, logo se foi o axé, ficou o barulho das ondas e reencontrei meu equilíbrio. Um leitor de Feira de Santana veio conversar, perguntando se eu estava atualizando o blog e que ele já está nos seus Favoritos.

Como cheguei um tanto tarde ontem, O café da manhã foi um reencontro com conhecidos e amigos. O árbitro Paulo Pereira senta à minha mesa para um minuto de conversa. O assunto mais relevante, não o mais interessante, foi sobre a partida de duplas de ontem à noite, entre Sé e Mello x Arnauld e Pietro – dois argentinos. Lucas Arnauld, um dos mais habilidosos e veteranos duplistas do circuito. Ontem a torcida brasileira, que ficou quase órfã com a eliminação de Kuerten e compatriotas nas simples, decidiu pegar no pé do rapaz. Como bom milongueiro ele dançou conforme a música. Confrontou a torcida, encarou os adversários, reclamou do juiz, mandou uma bola para fora do estádio, chutou outra para a arquibancada e, talvez se inspirando no Carnaval, culminou mostrando a bunda para as arquibancadas.

A grotesca cena aconteceu no meio do segundo set, quando os hermanos encenavam a reação. Após atazanar de várias maneiras, Lucas Arnauld decidiu que queria atendimento médico, só mais uma maneira de parar o jogo. O juiz determinou fosse no intervalo. O fisioterapeuta entra em quadra, Lucas avisa que o problema é na região lombar e imediatamente puxa o shorts para baixo. Paulo Pereira, árbitro-geral do torneio e velho conhecedor do argentino, havia entrado em quadra com o fisioterapeuta. Imediatamente chamou a atenção do despudorado que, fazendo-se de bobo, virou de lado. Assim, o lado da quadra que vaiava a triste visão é poupado, enquanto o lado oposto é confrontado pela desinibição portenha. Pereira lhe chama a atenção e, por falta de coisa melhor, taca-lhe uma pesada multa.

Instantes antes de Paulo me contar os detalhes sórdidos e monetários da cena, eu parara na mesa dos argentinos. Perguntei, sorrindo, se Lucas, cujo irmão foi casado com a tenista brasileira Dadá Vieira, havia se divertido na noite anterior. Rindo, ele respondeu que se sentira em casa e, de fato, havia se divertido bastante em quadra. Não sei o quanto ele gostou de Pereira ter-lhe tirado U$500,00 do bolso, mas duvido que na próxima vez vá fazer diferente.


eu direto do sauípe. a do lucas eu não tenho

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Tênis Masculino | 15:39

milongas baianas

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Eu avisei antes que viria a Bahia. Se você ficou por aí surfando pela internet e desprezou o nosso maior torneio, eu escolhi vir para perto do mar e do tênis. Sei que alguns reclamam que o Aberto do Brasil seja realizado em um resort e distante dos grandes centros. Como uma das artes da vida é fazer o melhor de cada circunstância, pode dar uma olhadinha aí abaixo (se eu conseguir baixar a foto) como foi que atualizei o blog esta manhã. Não foi um cenário tão perfeito quanto imaginam, por algum tempo dava para ouvir, ao longe, aquele tormento do axé vindo da piscina do hotel. Alguém terá que me convencer que os resorts devam mesmo vomitar em nossos ouvidos aquele bate-estaca só para algumas madames ficarem saltitando dentro da água e delirando algo inconfessável. Por sorte, logo se foi o axé, ficou o barulho das ondas e reencontrei meu equilíbrio. Um leitor de Feira de Santana veio conversar, perguntando se eu estava atualizando o blog e que ele já está nos seus Favoritos.

Como cheguei um tanto tarde ontem, O café da manhã foi um reencontro com conhecidos e amigos. O árbitro Paulo Pereira senta à minha mesa para um minuto de conversa. O assunto mais relevante, não o mais interessante, foi sobre a partida de duplas de ontem à noite, entre Sé e Mello x Arnauld e Pietro – dois argentinos. Lucas Arnauld, um dos mais habilidosos e veteranos duplistas do circuito. Ontem a torcida brasileira, que ficou quase órfã com a eliminação de Kuerten e compatriotas nas simples, decidiu pegar no pé do rapaz. Como bom milongueiro ele dançou conforme a música. Confrontou a torcida, encarou os adversários, reclamou do juiz, mandou uma bola para fora do estádio, chutou outra para a arquibancada e, talvez se inspirando no Carnaval, culminou mostrando a bunda para as arquibancadas.

A grotesca cena aconteceu no meio do segundo set, quando os hermanos encenavam a reação. Após atazanar de várias maneiras, Lucas Arnauld decidiu que queria atendimento médico, só mais uma maneira de parar o jogo. O juiz determinou fosse no intervalo. O fisioterapeuta entra em quadra, Lucas avisa que o problema é na região lombar e imediatamente puxa o shorts para baixo. Paulo Pereira, árbitro-geral do torneio e velho conhecedor do argentino, havia entrado em quadra com o fisioterapeuta. Imediatamente chamou a atenção do despudorado que, fazendo-se de bobo, virou de lado. Assim, o lado da quadra que vaiava a triste visão é poupado, enquanto o lado oposto é confrontado pela desinibição portenha. Pereira lhe chama a atenção e, por falta de coisa melhor, taca-lhe uma pesada multa.

Instantes antes de Paulo me contar os detalhes sórdidos e monetários da cena, eu parara na mesa dos argentinos. Perguntei, sorrindo, se Lucas, cujo irmão foi casado com a tenista brasileira Dadá Vieira, havia se divertido na noite anterior. Rindo, ele respondeu que se sentira em casa e, de fato, havia se divertido bastante em quadra. Não sei o quanto ele gostou de Pereira ter-lhe tirado U$500,00 do bolso, mas duvido que na próxima vez vá fazer diferente.



eu direto do sauípe. a do lucas eu não tenho

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 Tênis Masculino | 09:56

baixinho talentoso e saudoso

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Sempre me deixou surpreso o número de emails que recebo durante as transmissões da ESPN, demandando notícias sobre o tenista Guillermo Coria. O franzino argentino tem uma legião de fãs brasileiros que surpreende se considerarmos a tradicional rivalidade entre os dois países. O que me leva a crer que é muito mais um relacionamento amor/ódio comum povo que respeitamos do que qualquer outra coisa. Eu sou um que sei bem do pedantismo e a atitude que beira a arrogância dos nossos hermanos, um tanto amenizada nos últimos anos e percalços, o que não interfere no respeito que tenho pelo povo, o prazer que tenho em visitar o país e a confessada torcida por eles, quando não estão enfrentando o Brasil, por supuesto.

Tenho minha teoria, talvez um tanto elástica, pela decadência técnica de Coria. Mas antes uma lembrança. Lembro do rapaz no Banana Bowl do Clube Pinheiros, tinha uns 16 anos e era treinado por um velho conhecido, Gustavo Lusa, que me confidenciou que o talento do jovem era o bastante para levá-lo ao topo do ranking. Olhando a figura diminutiva do tenista e considerando a capacidade de contar vantagens dos nossos vizinhos, guardei a informação para posteriores verificações. O tempo, senhor da razão, foi deixando transparecer os talentos e habilidades do rapaz. Como todos os argentinos, trocava mais de técnico do que de pares de sapato e lá se foi o meu amigo, na verdade um contratado da federação argentina.

Coria era um tenista que vencia, a torto e a direito, especialmente no saibro, sem que os adversários soubessem exatamente porque perdiam. Todos seus títulos (9) foram na terra, menos um, na Basiléia. Baixinho para o tênis atual, 1.75m, além de extremamente veloz, usa bem a intuição para antecipar. Seus golpes são seguros e limpos, usa bem a força das bolas adversárias, o que o faz um ótimo contra-atacante. Tem muita habilidade nas mãos, sendo um exímio aplicador de curtinhas. Troca a direção das bolas como poucos. Um belo tenista – a não ser por um detalhe, seu serviço.

Em 2004, quando chegou a 3# do mundo, jogando o seu melhor tênis, ficou invicto no saibro por 31 partidas e chegou a Roland Garros como o principal favorito. Aí a casa caiu. Numa das mais inesquecíveis finais do torneio, tanto pelo drama como pelos nervos de ambos e o conseqüente péssimo tênis apresentado, foi derrotado por Gaston Gaudio, após liderar 6/0 6/3, com o adversário apático e inibido. Mas Coria tremeu feio ao ver o troféu perto de suas mãos. Ainda teve 3 match-points no 5º set, antes de tremer novamente e perder por 8/6. Aquela partida foi um divisor de águas para o rapaz. O estrago emocional, feito na quadra central de Paris, talvez tenha sido maior do que o realizado pela contusão no ombro que o levou à mesa de operação dois meses após a trágica final.

Sempre que o tenista tem sua confiança abalada, a primeira coisa que vai para o beleléu é o seu golpe mais frágil. Na sua última temporada normal, em 2006, sacou uma média de 11.5 duplas faltas por jogo. Para quem não saca forte e forçando, é um numero quase ridículo e, no mínimo, assustador. A cada vez que a partida chegava a um ponto importante da partida as duplas faltas jorravam. Era de assistir e chorar. Para ele, eu sequer imagino a dor e a frustração. Agora, não ganhava uma partida desde Julho de 2006 – quase 20 meses. Em 2007 fez somente dois jogos e o Brasil Open é seu segundo torneio em 2008. Ontem bateu o qualifying Francesco Aldi. Hoje volta à quadra. Torço por suas vitórias. Eu e a enorme legião de fãs do hermano.

coria-facilidade

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Tênis Masculino | 09:56

baixinho talentoso e saudoso

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Sempre me deixou surpreso o número de emails que recebo durante as transmissões da ESPN, demandando notícias sobre o tenista Guillermo Coria. O franzino argentino tem uma legião de fãs brasileiros que surpreende se considerarmos a tradicional rivalidade entre os dois países. O que me leva a crer que é muito mais um relacionamento amor/ódio comum povo que respeitamos do que qualquer outra coisa. Eu sou um que sei bem do pedantismo e a atitude que beira a arrogância dos nossos hermanos, um tanto amenizada nos últimos anos e percalços, o que não interfere no respeito que tenho pelo povo, o prazer que tenho em visitar o país e a confessada torcida por eles, quando não estão enfrentando o Brasil, por supuesto.

Tenho minha teoria, talvez um tanto elástica, pela decadência técnica de Coria. Mas antes uma lembrança. Lembro do rapaz no Banana Bowl do Clube Pinheiros, tinha uns 16 anos e era treinado por um velho conhecido, Gustavo Lusa, que me confidenciou que o talento do jovem era o bastante para levá-lo ao topo do ranking. Olhando a figura diminutiva do tenista e considerando a capacidade de contar vantagens dos nossos vizinhos, guardei a informação para posteriores verificações. O tempo, senhor da razão, foi deixando transparecer os talentos e habilidades do rapaz. Como todos os argentinos, trocava mais de técnico do que de pares de sapato e lá se foi o meu amigo, na verdade um contratado da federação argentina.

Coria era um tenista que vencia, a torto e a direito, especialmente no saibro, sem que os adversários soubessem exatamente porque perdiam. Todos seus títulos (9) foram na terra, menos um, na Basiléia. Baixinho para o tênis atual, 1.75m, além de extremamente veloz, usa bem a intuição para antecipar. Seus golpes são seguros e limpos, usa bem a força das bolas adversárias, o que o faz um ótimo contra-atacante. Tem muita habilidade nas mãos, sendo um exímio aplicador de curtinhas. Troca a direção das bolas como poucos. Um belo tenista – a não ser por um detalhe, seu serviço.

Em 2004, quando chegou a 3# do mundo, jogando o seu melhor tênis, ficou invicto no saibro por 31 partidas e chegou a Roland Garros como o principal favorito. Aí a casa caiu. Numa das mais inesquecíveis finais do torneio, tanto pelo drama como pelos nervos de ambos e o conseqüente péssimo tênis apresentado, foi derrotado por Gaston Gaudio, após liderar 6/0 6/3, com o adversário apático e inibido. Mas Coria tremeu feio ao ver o troféu perto de suas mãos. Ainda teve 3 match-points no 5º set, antes de tremer novamente e perder por 8/6. Aquela partida foi um divisor de águas para o rapaz. O estrago emocional, feito na quadra central de Paris, talvez tenha sido maior do que o realizado pela contusão no ombro que o levou à mesa de operação dois meses após a trágica final.

Sempre que o tenista tem sua confiança abalada, a primeira coisa que vai para o beleléu é o seu golpe mais frágil. Na sua última temporada normal, em 2006, sacou uma média de 11.5 duplas faltas por jogo. Para quem não saca forte e forçando, é um numero quase ridículo e, no mínimo, assustador. A cada vez que a partida chegava a um ponto importante da partida as duplas faltas jorravam. Era de assistir e chorar. Para ele, eu sequer imagino a dor e a frustração. Agora, não ganhava uma partida desde Julho de 2006 – quase 20 meses. Em 2007 fez somente dois jogos e o Brasil Open é seu segundo torneio em 2008. Ontem bateu o qualifying Francesco Aldi. Hoje volta à quadra. Torço por suas vitórias. Eu e a enorme legião de fãs do hermano.



coria-facilidade

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 Tênis Masculino | 23:46

imagens

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Acabei de acompanhar a derrota de Gustavo Kuerten para Carlos Berlocq no Aberto do Brasil. É um tanto difícil e incomodo escrever a respeito. Antes de começar, procurei no i-tunes uma música de fundo para me fazer companhia. Escolhi um álbum que o John Lennon gravou junto com o Harry Nilsson – “Pussy Cats”. Dois dos meus artistas favoritos e ambos mortos prematuramente. Achei que daria o clima para este post. O álbum abre com a música “Many Rivers to Cross”, que sempre foi a minha favorita.

lennon e nilsson

Não posso dizer que entendo completamente a decisão de Kuerten em fazer essa “tour de despedida”. Se for para matar nossas saudades, para nos lembrar de como um dia foi, para termos um último gostinho, então eu teria preferido ficar com as lembranças do grande campeão. Eram melhores e satisfatórias do que a realidade a que fomos expostos hoje e nas últimas temporadas. A maioria esmagadora das pessoas com quem conversei pensa igual.

Isso me leva a crer que a decisão não passa por nós, mas sim por Gustavo Kuerten. E aí fica difícil, se não impossível, fazer alguma consideração coerente. Sua decisão teve muito mais a ver com o emocional do que com a lógica. Com a mais absoluta certeza ele deve ter suas razões para querer passar por isso. Dinheiro não é. Reconhecimento, ele já tem. Curtição, tenho certeza que existem dezenas de maneira para ele curtir melhor – perder em dois sets do Carlos Berlocq não dá para ser algo prazeroso para quem um dia foi o melhor do mundo .

A partida não merece maiores considerações técnicas – seria uma ofensa a esse grande esportista fazê-las nas atuais circunstâncias. Basta dizer que a partida, de fato, durou um set, não mais. Pouco para a expectativa criada. O sentimento que fica, se olhado por esse prisma, é esse – foi pouco.

Enquanto ouço “Save the last dance for me”, lembro das imagens da TV. Me recuso a ir dormir com a imagem de Guga errando uma direita por dois metros, dando um saque quase no pé na rede, o rosto de perdido na virada no término do 1º set, jogando e aceitando a derrota e, mais triste, chorando após a partida. A Sportv salvou a minha noite lembrando alguns de seus títulos e mostrando, mesmo que brevemente, imagens de Gustavo Kuerten dando uma aula em Andre Agassi no Masters de Lisboa. Vai ficar comigo um rápido ponto – Kuerten sacando no iguais, Agassi respondendo de revés na paralela, e o brasileiro, com um passo longo, abrindo bem as pernas e pegando a bola na frente, metendo uma maravilhosa esquerda na cruzada que o americano, já no centro da quadra, sequer se me mexeu. Que lindo! Nessa semana em Lisboa, Gustavo Kuerten nunca foi tão Guga. E com essa imagem eu vou dormir, contente. Imagens e sons de Lennon, Nilsson e Guga.

lisboa – guga feliz, agassi pensativo

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Tênis Masculino | 23:46

imagens

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Acabei de acompanhar a derrota de Gustavo Kuerten para Carlos Berlocq no Aberto do Brasil. É um tanto difícil e incomodo escrever a respeito. Antes de começar, procurei no i-tunes uma música de fundo para me fazer companhia. Escolhi um álbum que o John Lennon gravou junto com o Harry Nilsson – “Pussy Cats”. Dois dos meus artistas favoritos e ambos mortos prematuramente. Achei que daria o clima para este post. O álbum abre com a música “Many Rivers to Cross”, que sempre foi a minha favorita.



lennon e nilsson

Não posso dizer que entendo completamente a decisão de Kuerten em fazer essa “tour de despedida”. Se for para matar nossas saudades, para nos lembrar de como um dia foi, para termos um último gostinho, então eu teria preferido ficar com as lembranças do grande campeão. Eram melhores e satisfatórias do que a realidade a que fomos expostos hoje e nas últimas temporadas. A maioria esmagadora das pessoas com quem conversei pensa igual.

Isso me leva a crer que a decisão não passa por nós, mas sim por Gustavo Kuerten. E aí fica difícil, se não impossível, fazer alguma consideração coerente. Sua decisão teve muito mais a ver com o emocional do que com a lógica. Com a mais absoluta certeza ele deve ter suas razões para querer passar por isso. Dinheiro não é. Reconhecimento, ele já tem. Curtição, tenho certeza que existem dezenas de maneira para ele curtir melhor – perder em dois sets do Carlos Berlocq não dá para ser algo prazeroso para quem um dia foi o melhor do mundo .

A partida não merece maiores considerações técnicas – seria uma ofensa a esse grande esportista fazê-las nas atuais circunstâncias. Basta dizer que a partida, de fato, durou um set, não mais. Pouco para a expectativa criada. O sentimento que fica, se olhado por esse prisma, é esse – foi pouco.

Enquanto ouço “Save the last dance for me”, lembro das imagens da TV. Me recuso a ir dormir com a imagem de Guga errando uma direita por dois metros, dando um saque quase no pé na rede, o rosto de perdido na virada no término do 1º set, jogando e aceitando a derrota e, mais triste, chorando após a partida. A Sportv salvou a minha noite lembrando alguns de seus títulos e mostrando, mesmo que brevemente, imagens de Gustavo Kuerten dando uma aula em Andre Agassi no Masters de Lisboa. Vai ficar comigo um rápido ponto – Kuerten sacando no iguais, Agassi respondendo de revés na paralela, e o brasileiro, com um passo longo, abrindo bem as pernas e pegando a bola na frente, metendo uma maravilhosa esquerda na cruzada que o americano, já no centro da quadra, sequer se me mexeu. Que lindo! Nessa semana em Lisboa, Gustavo Kuerten nunca foi tão Guga. E com essa imagem eu vou dormir, contente. Imagens e sons de Lennon, Nilsson e Guga.



lisboa – guga feliz, agassi pensativo

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 Tênis Masculino | 22:36

momento para avaliar

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Esse negócio de chover todas as tardes apresenta um sério problema para os tenistas de São Paulo. Ou se marca os jogos no período da manhã, ou corre-se o risco de ficar sem jogar. Como é necessário acertar os horários dos parceiros, e muitos seguem permitindo que o trabalho e outros afazeres atrapalhem o tênis, acabo marcando jogos em horários como 11hs – com sol a pino. Hoje foi assim. Um dia lindo em Campinas, pelo menos na manhã, céu azul e um sol de lascar. Meu parceiro, e sobrinho, é 25 anos mais jovem, o que se traduz em más noticias na hora de se disputar longos pontos ao meio-dia. O resultado é uma boa suada, uma alegria imensa em jogar o meu tênis e uma boa nadada após. O almoço foi light, mesmo assim não consegui driblar o soninho.

Com o sol de rachar o resto do dia fica um tanto prejudicado. Contrariando o meu hábito são 22 hs e quero ir para a cama. Acabei de assistir o jogo do Thomas Bellucci x Nicolas Lapentti e, infelizmente, deu a lógica. Faz anos que o equatoriano deixou de ser um perigo no circuito, mas o fato é que o brasileiro ainda é cru para esse nível de competição. Foi o seu primeiro evento da ATP Tour e seu emocional transpareceu a ausência de experiência – logo após a derrota Thomas admitiu os nervos.

Pessoas próximas a ele gostam de seu jogo, estilo e mentalidade. Mas é quando o tenista enfrenta alguém acima de seu padrão que suas deficiências ficam expostas. Espero que Bellucci, e especialmente seu técnico, tenham aproveitado a oportunidade para realisticamente avaliar o seu tênis. Há muito para o tenista brasileiro acertar para poder progredir. O fundamental é aquilo que me asseguraram – que ele tem personalidade e a cabeça no lugar.

O resultado foi 6/2 6/2 e Bellucci sacou 12 aces – o equivalente a três games. Isso deixa clara sua dependência no serviço – excelente – especialmente nas quadras de saibro e ao nível do mar. Sua mobilidade é fraca, até pela idade e pelo tamanho. Como o site da ATP não fornece, ainda, sua altura, eu chutaria cerca de 1.95m O rapaz ainda se atrapalha com os pés e é lento para sair atrás das bolas. Recém completou 20 anos, é jovem, mas nem tanto, considerando que é a mesma idade de Djokovic e praticamente a mesma do “animal” Nadal. O tênis atual é muito rápido e, por incrével que pareça, o tempo começa a ficar curto após os 20 anos para crescer e aparecer. Thomas tem uma boa direita de ataque, nem tanto a de defesa, e uma esquerda com as duas mãos que precisa de trabalho. Mas hoje foi sua estréia e todo o incentivo do mundo deve ir para esse garoto que carrega a penosa carga de ser nossa atual esperança. O que não é pouco. Por isso, nossa torcida e desejos de sucesso pelo circuito afora.



thomas e o técnico azevedo

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