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quarta-feira, 30 de março de 2016 Sem categoria | 13:03

Espírito Samurai

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Grigor Dimitrov tem todos os apetrechos para ser #1 do mundo. Oopss, menos o que mais conta, que é a parte emocional, ou psicológica como alguns chamam. O cara saca muito, tem ótima direita, de qualquer lugar da quadra, linda e excelente esquerda, com top, slice, dentro e fora da quadra e, pra completar, sabe volear. Mas na hora da onça beber água falta aquela coisa que os grandes tem e o resto se desespera com a falta. Pois é. Isso dentro da quadra, porque fora o rapaz tem o que elas gostam. Já passou pela Serena, a Maria e agora está com a Eugenia. Será que é bom para os voleios?

 

 

Monfils é uma incógnita. Já escrevi sobre ele mais de uma vez, inclusive uma ocasião que acompanhei um treino dele no centro de treinamento em Paris nos idos de 2008. Ele mudou, pra melhor, o que é um bom sinal. Afinal não é mais um garoto das favelas de Paris e este ano completa 30 anos.

 

 

É um excelente tenista, mas demorou muuuito para sair daquele síndrome de só empurrar bolinhas para o outro lado. Agora começou também a atacar, além de jogar muito bem, como poucos, três a quatro passos atrás da linha de fundo, correndo atrás de tudo que seja amarela.

 

 

Seu saque melhorou muito e sua direita também. Para vencer um Masters 1000 tem que também combater uma certa propensão em viajar durante a partida e fingir que não se importa. Se controlar seus piores instintos tem tênis para ganhar. Mas a primeira briga é com ele mesmo – ontem teve ótima vitória sobre Dimitrov em uma partida deliciosa de assistir. Enfrenta o japa Nishikori, que corre atrás de tudo também, mas tem o salutar espirito samurai de ir para o ataque.

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Sem categoria | 12:43

Uma a mais

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Gilles Simon é um tenista que recebe menos crédito do que merece. Bateu Marin Cilic em uma batalha de golpes e vontade. Extremamente leve, rápido, regular, tranquilo sob pressão ele sempre faz o adversário bater uma bola a mais, até que essa uma seja fora ou na rede. Ele precisa estar em situação desesperadora para ir para um ataque total. Com a cara do Stan Laurel, come pelas beiradas. Está nas quartas contra David Goffin, outro tenista sólido que melhorou muito nos meses recentes.

 
Murray é o #2 do mundo, mas é um cara desesperador. Entre os que se desesperam com ele estão os oponentes, que são também obrigados a bater uma bola a mais, os fãs, que tem uma certa dificuldade para torcer para um tenista talentoso, mas com características emocionais controversas e os coitados que trabalham com ele, especialmente os técnicos, que tem que aguentar uma pessoa na borderline.

 
Não me perguntem detalhes, mas na partida contra Dimitrov sua mulher e sua técnica?, Amelie Mauresmo saíram do box e não voltaram mais. Talvez tenham achado mais proveitoso ir tomar conta de seus respectivos pimpolhos. O coitado que ficou por lá, no lugar de Jonas Bjorkman que já foi dispensado, ficou o 3o set inteiro ouvindo MalaMurray dar-lhe duras e ataques histéricos como se fosse culpa dele, aprendiz de técnico, que o escocês estivesse atirando o jogo no lixo. Enfim, não é a primeira vez nem será a última.

 
Muito mais espirituosa é a mãe dele, Judie, que postou no twitter: “Meu filho #1 é #2 e meu filho #2 é #1.

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segunda-feira, 28 de março de 2016 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:03

Administrando

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Cheguei na quadra 2 o jogo estava começando. Dei uma panorama na quadra e me surpreendi. De um lado a dupla do brasileiro Marcelo Melo e seu parceiro croata Ivan Dodig. Do outro “A Besta” Mirny e seu parceiro Treat Huey, um baixinho filipino-americano que tem mais pinta de ser um boleiro mais velho do que um tenista profissional. O jeito dele simplesmente não bate com o resto dos tenistas, especialmente tendo a “Besta” Mirny de 1.96cm como parceiro.

 
Mas foi só o cara começar a jogar para meu queixo ir caindo. Mãos rápidas, pulso forte, pancadas dos dois lados e um estilingue para sacar. Ele deve ter dado mais de 10 aces no Dodig no centro da quadra. Isso porque o croata já sabia que iria lá e assim mesmo a bola passava por ele como um F1.

 
Nas devoluções o cara acelera dos dois lados e sabe bem onde meter as bolas. Na rede é um abílio. Esteve alguns patamares acima de seus colegas de quadra no quesito. E quem se atreveu a desafia-lo no quadradinho se deu mal. Bem mal.

 
Além disso, tem ótimo posicionamento, cruzando como saci junto à rede. Ali, novamente, levou Dodig à loucura. Cruzava muito, esticando seu braço para um voleio de forehand. Ali também o Dodig sabia que o cara iria e não conseguiu fazer muito – essa bola acabou sendo crucial no resultado final.

 
A “Besta” já tem 38 anos, nao tem mais o mesmo vigor físico de quando fez a memorável partida contra Gustavo Kuerten em 2001, no US Open, onde liderava por 2×0 e o catarina “encontrou” uma maneira de virar o jogo que levou os brasileiros presentes ao delírio. Mesmo assim, ainda se vira nas duplas, apesar que era o elo frágil da dupla, que não conseguiu ser explorado pelos adversários.

 
Talvez porque Dodig não estava 100% fisicamente, com a perna direita enrijecida na altura da coxa. Talvez porque a dupla de Melo não conseguiu tirar proveito dos melhores resultados que têm dentro do bolso. Talvez porque, em momento crucial no 2o set, Dodig acertou uma bolada na nuca do parceiro que o nocauteou. Talvez porque o tal de Huey estava em dia inspirado e foi, de longe, o melhor em quadra, dando um verdadeiro show de habilidades e de como se joga uma dupla bem jogada no estilo antigo.

 
De qualquer jeito, o felipino e o bielorusso estão na 3a rodada e Marcelo, que esteve focado e compenetrado, sabendo da importância da partida, já que agora não é mais o 1o do mundo – perde a posição para o parceiro de Bruno Soares, Jamie Murray, que também já estão fora do torneio, por meros 5 pontos, algo que evitaria com a vitória ontem.

 
No fim do jogo fiquei pensando porque não ouço falar mais do tal filipino/americano. Descobri que já ganhou sete títulos nas duplas, com quatro parceiros diferentes. É daqueles que muda bastante de parceiro. O porque não sei.

 
Mas, com certeza, se soubesse administrar melhor a carreira poderia ter ainda melhor resultados. Poderia perguntar umas dicas no assunto para Marcelo e Bruno, que têm sido ótimos no quesito. Isso prova que o circuito de duplas é extremamente competitivo e é necessário saber administrar fora das quadras também – a escolha, e manutenção, do parceiro um quesito fundamental!

 
Huey desistiu das simples ainda jovem – foi tenista universitário – porque achou que seria medíocre como singlista e poderia se dar melhor como duplista; um denominador comum nas carreiras dos duplistas.

 
De qualquer maneira fica a lembrança. Se algum dia os leitores tiverem a oportunidade de assistir o rapaz jogar vão ver como se joga bem duplas sem ter a pinta de quem o faz. Um tenista muito rápido, com ótimas mãos, muita habilidade, que sabe tanto bater como tratar uma bolinha carinhosamente. Uma avis rara que merece ser vista porque é um animal em extinção.

 
Ontem tivemos dois jogos ótimos. A vitória de Gilles Simon sobre Marin Cilic, onde a paciência e regularidade mais uma vez se sobrepôs sobre o ataque, em um conflito sempre interessante de assistir, e a surpreendente vitória do francês de 22 anos, Lucas Pouille, tenista talentoso, com bons golpes de ambos os lados, voleios melhores do que o padrão atual, em um saque que incomoda sobre o operário David Ferrer. Um all around que está crescendo no circuito e que ainda vai dar o que falar. Talvez não seja um Federer, mas, aos poucos vai conseguir vitórias como a de ontem, melhorar seu ranking e, se souber administrar, deixar de ser uma surpresa e passar a ser um dos cachorrões.

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domingo, 27 de março de 2016 Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:06

Errando no processo

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A chamada diária dos jogos é um processo difícil e que exige muita experiência por parte dos responsáveis. Não vou entrar nos detalhes, mas acreditem, é um verdadeiro quebra cabeça, especialmente nos primeiros dias do evento, quando tenistas estão envolvidos em chaves de simples e duplas, uma das maiores dores de cabeça do trabalho.

 
Na verdade, deve ser a única hora que os organizadores dão graças a Deus pelo fato de existirem mais e mais os tais especialistas de duplas; os que nunca jogam simples. Sim, porque se existe um fulano que os organizadores não gostam são os “especialistas” de duplas – mas isso é uma outra história, porque na hora de se fazer a chamada eles ajudam.

 
Pelo simples fato de que não apresentam o conflito, como o singlista que joga as duplas. Já imaginaram um jogo de duplas com os quatro neguinhos ainda envolvidos nas simples? Imaginem uns míseros seis jogos desses em um dia e temos 24 tenistas atravancando a chamada. Lembrem que um tenista que está nas duas chaves só pode jogar duplas após jogar suas simples. Por isso, invariavelmente as duplas são no fim do dia, a não ser que envolva quatro tenistas que não jogam simples – pelo menos naquele dia.

 
O fato é que mesmo com a sistematização do trabalho das “chamadas”, o pessoal ainda come uma bolas que não estão no cenário mais óbvio. Um exemplo foi o caso de ontem, na partida de duplas que reuniu Bruno Soares e Jamie Murray x Ram e Klaasen. Nenhum dos quatro envolvidos nas simples (Ram perdeu por WO na 2a rodada das simples?!).

 
A partida envolvia a dupla cabeça de chave #3 e campeã do ultima Grand Slam, além de envolver um tenista brasileiro em um evento repleto de brasileiros ávidos por assistir um conterrâneo, além de envolver um americano (Ram) e um tenista brigando para se tornar #1 do mundo (Murray). Será que alguém do “Comitê das Chamadas” lembrou desses detalhes. Podem apostar que não!

 
O jogo foi colocado na quadra 9, a mais acanhada do local, com uma arquibancada modesta que não fez frente sequer aos brasileiros que lá apareceram. Logo no início do jogo estava formada a confusão, com boa parte dos fãs se frustrando e, eventualmente, desistindo de assistir a partida. Vários (eu entre eles) apelaram para subir nos últimos degraus da quadra 2, que é vizinha da quadra 9 (não me perguntem a lógica disso).

 

Pior ainda foi, após tanto esforço e frustraçao, ver o brasileiro perder. A dupla não jogos bem, não aproveitou o fato de ter ganho o 1o set e não aproveitou a torcida. Aliás, ninguém em quadra jogo muito bem. Foi um jogo estranho, onde nem Murray se salvou – o cara, que vinha sendo o melhor em quadra, deu uma boa tremida no apagar das luzes.

 
Para completar o negro dia para nossas cores, após a derrota de Thomaz Bellucci, que desistiu da partida contra Misha Kukushikin (que tem um torcedor que fica gritando o nome dele a partida inteira), após esta ir para o 3o set, ainda tivemos o mesmo Bellucci entrando em quadra, já à noite, perdendo as duplas em parceria com Andre Sá, contra o ex de Bruno, Alex Paya e outro. Thomas não mostrava nenhum sinal de problemas físicos, a razão pela qual abandonou a partida.

 
O mais bizarro dessa partida é que Thomaz e Andre entraram como lucky losers, com o abandono de Marco Baghdatis e Michael Venus, que desistiram de jogar – talvez pela surra que o primeiro tomou do MalaKirgyos.

 
Bizarro porque originalmente Andre Sá se inscreveu em Miami com seu parceiro Guccionni, com quem não conseguiu entrar na chave, por conta do ranking. Mas a regra permitiu que ele e Thomaz se inscrevessem diariamente como “alternativos” e assim fossem chamados para entrar em quadra na desistência da dupla original.

 
Não acompanhei, mas imagino que tal “chamada” criou uma situação. Bellucci tinha abandonado sua partida de simples horas antes e, normalmente, ele (e ninguém) não jogaria uma partida de duplas logo depois. Mas já era noite (o dia tinha sido de um sol terrível e a noite estava bem gostosa) e o parceiro um amigo e um dos tenistas mais gostados do circuito.

 
Thomaz foi para o sacrifício e, em nenhum momento, mostrou corpo mole ou falta de interesse. Na verdade, achei Andre, um excelente duplista, mais incomodado com a circunstância e jogando abaixo de seu padrão.

 
Mas o sábado já estava escrito como ruim para os fãs brasileiros. Ahh, antes que eu esqueça. Rafa Nadal também abandonou, no início do 3o set de sua partida de simples, por conta de ter, como Bellucci, passado mal, com tonturas e mal estar. Talvez Belo tenha, em companhia tão digna, se sentido menos mal de ter se sentido mal.

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sábado, 26 de março de 2016 Tênis Masculino | 12:54

A fila anda

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Um detalhe sobre o jogo acima – do Del Potro. Logo após o fim do primeiro set eu levantei para ir embora. Tanto a frustração de assistir a um capenga Del Potro, como o atraso para o almoço com a família, me fizeram a apurar o passo em direção à saída do complexo.

 

Já quase no portal de saída cruzo com o argentino Franco Davin que adentrava o local. Davin foi bom tenista e atualmente trabalha como técnico. Trabalhou com Gaudio, Del Potro e atualmente dom Dimitrov.

 

Ele estava ao lado de Del Potro no melhor momento deste. Durante a longa contusão de Juan Martin o técnico foi sondado por outros tenistas e sempre recusou. Acabou, em Setembro de 2015, aceitando trabalhar com Dimitrov. Imagino que o acerto tenha sido amigável entre todos os envolvidos.

 

Não custa mencionar que Dimitrov e Del Potro são representados pela mesma Team 8, empresa que Roger Federer fundou quando saiu da IMG pouco tempo atrás. Com certeza foi tudo conversado. Que eu saiba Del Potro não tem ainda um técnico oficial.

 

O fato é que paramos para breve troca de amenidades e mencionei que seu ex pupilo estava sofrendo  em quadra. Ele me perguntou se estava mal e respondi que até me molestava em assistir. Ele assentiu com a cabeça e seguiu seu caminho.

 

Davin acabava de entrar no torneio e duvido muito que estivesse indo assistir a Delpo jogar. Entre os poucos passos que me separavam até a saída do complexo dediquei alguns neurônios para pensar nesse complexa relação jogador/técnico. Antes de atravessar a rua, sob a guarda e orientação dos policiais que adoram ficar por ali gesticulando, apitando e dando ordens eu já tinha esquecido o assunto.

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sexta-feira, 25 de março de 2016 Sem categoria | 18:08

Ducha fria

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Um banho de agua fria, foi a descrição mais ouvida, vinda do público. O zumzum começou logo depois de Federer fazer seu aquecimento, que foi breve. Bem breve.

 

Logo depois chegava a notícia de que o monstro abandonava o confronto contra Del Potro. A maior parte do publico descobriu quando outro argentino, Zaballos, entrou em quadra e nao Federer. Teve gente que só veio do Brasil pra ver o torneio porque o suíço confirmou a presença!

 

Uma coisa eu escrevo. Pior do que a ausencia de Federer é ver Del Potro jogar, totalmente incapacitado de bater aquele revés maravilhoso que pegava na subida, cobria a bola e acuava o oponente. Hoje é só slice. Fico até constrangido de ver o adversário jogar seguidas bolas ali – imagino que eles fiquem também. Será que um dia vai melhorar?

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Sem categoria | 01:26

Uma bela 6a feira no Aberto de Miami

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Da mesma maneira que se pode escrever que a jornada desta 5a feira foi fraquinha no Aberto de Miami, também se pode dizer que a de hoje, 6a feira, será ótima e imperdível.

 

A melhor do dia e que deixará, pela primeira vez, a quadra central lotada será entre Roger Federer e Del Potro, protagonistas de uma das melhores finais do US Open que já assisti.

 

Infelizmente, nenhum dos dois está em boa forma. O argentino ainda luta para encontrar sua forma. O pouco que o vi jogar chegou a me incomodar de tão chateado. Ele nao tem mais confiança no pulso esquerdo para bater o revés e, volta e meia, vai para o slice, algo que raramente fazia, o que o faz perder muito poderio. Vamos ver hoje.

 

Federer volta de sua primeira cirurgia. Em sua entrevista disse que o que mais o incomodou foi o emocional de passar por uma cirurgia – ele tinha a esperança de encerrar a carreira sem passar por uma. E contou que o click no joelho foi em casa, dando banho nas meninas, fazendo um movimento trivial.

 

Este é o primeiro torneio que ele joga após a cirurgia no menisco. Afirmou que tudo correu bem, mas que ainda nao sabe como o joelho irá reagir. Mas diz que se sentir qualquer incomodo no joelho sairá da quadra.

 

Será um jogo interessante e curioso entre dois dos tenistas mais admirados do circuito. Isso entre vários outros grandes jogos no dia.

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quinta-feira, 24 de março de 2016 História, Novak Djokovic, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:23

Rainha da cocada

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Para nós brasileiros o Aberto de Miami é uma festa. Ainda não me faz sentir como Ernst nos anos 20 em Paris, mas dá bem para o gasto. Da porta de entrada já começo a encontrar amigos.

 

Logo de cara foi Patricio Rodriguez, tenista chileno que foi técnico durante a época que também fui e me auxiliou durante dois eventos de Copa Davis jogados, ambos, em Porto Alegre. Pessoa finíssima com quem tive muitas conversas e alegrias no passado. Para quem nao sabe, foi treinador de Jose Luiz Clerc, Nicolas Lappentti, Nicolas Massu, Andres Gomes e Jaime Izaga, entre outros. Boa parte de seus ganhos ele colocava em vinhas no Chile e não tinha a menor cerimônia em se declarar apoiador de Pinochet. Hoje, aos 77 anos, mora em Key Biscayne na companhia de sua filha de 10 anos. Adoro o cara.

 

Quando cheguei ao clube fui logo informado que Billie J. King e Novak Djokovic tinha acabado de dar suas entrevistas a pauta, premiaçao para homens e mulheres. Mais de três horas depois não tinham disponibilizado as transcrições delas. Eu falei que o assunto iria transbordar para este evento…

 

Enquanto esperava pra ver se as conseguia, sentei na Quadra Central e foi sorteado com o jogo entre a mascarada perigueti Eugenie Bouchard e a checa Lucie Hradecka. O samba do crioulo doido na Central.

 

Bouchard é uma jovem que dois anos trás acreditava piamente que seria a #1 do mundo em meses e teve boa parte da comunidade tenistica acreditando nisso. Quando se achou a rainha da cocada branquela despediu a técnica francesa Tauziat, que lhe ensinou a ser agressiva e não a paparra que era antes e o técnico Nick Saviano que lhe deu a confiança necessária para chegar às semis da Austrália e Roland Garros e à final de Wimbledon em 2014, aos 19/20 anos.

 

Bem, a partir de 2015 a moça ficou mais preocupada em postar fotos de biquini do que em ganhar partidas de tênis. Seu ranking despencou de #5 para #50. Hoje é notícia por entrar na justiça contra a USTA por um tombo que tomou no vastiário do US Open, perder jogos, trocar de técnicos, fazer biquinho em quadra e jogar de baby doll.

 

A Hradecka é conhecida por bater com as duas maos dos dois lados – a esquerda dela é ótima – e jogar bem duplas. O resultado do jogo foi 6/4 3/6 6/2 para a checa. Quando acabou o 2o set eu nao aguentava mais, virei para o amigo Sylvio Bastos, me referindo ao público, ao Ray Moore, ao Djoko, à Billie King etc e desabafei: para esse jogo as pessoas deveriam receber e não pagar para ver. O Sardonico Bastos virou pra mim e cutucou; escreve isso! Esse cara quer me complicar…

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terça-feira, 22 de março de 2016 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Porque o Tênis., Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:10

Mordeu a língua

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O Aberto de Miami começa sob a sombra da polêmica. Mais uma vez o assunto é se mulheres devem receber o mesmo valor em prêmios que homens.

 

O principal combustível da polêmica foi do fundador e diretor do torneio de Indian Wells, o ex tenista e hippie sul africano Ray Moore. Ray foi contemporâneo de Thomas Koch e Carlos Kirmayr e saiu dos cabelos longos para, junto com Charles Passarell, tocarem um dos melhores eventos do circuito. Interessante que o evento sempre teve altas polêmicas, como as acusações de fraudes junto à prefeitura local e a das irmãs Williams, que ficaram anos sem colocar os pés por lá por conta de um incidente com o público, que foi acusado, pelas irmãs, de ser racista. Mas isso já foi e não vou me alonga a respeito.

 

O fato é que Ray fez uma declaração polemica sobre a igualdade nos prêmios entre homens e mulheres. Disse o senhor que no futuro gostaria de ter um emprego na WTA, já que esse pessoal vive na moleza e na rabeira do circuito da ATP, sem nada acrescentar. E pra completar o saque e voleio, afirmou que as tenistas deviam ajoelhar e agradecer o surgimento de Roger Federer e Rafa Nadal, que fizeram o tênis se sobressair nos últimos anos.

 

Declarações, no mínimo, discutíveis. Nenhuma mulher do mundo vai concordar, o que já coloca metade do mundo contra quem fala uma coisa dessa em público. Pior ainda se você é o diretor de um dos maiores torneios que elas jogam. Considerando que da outra metade, uma boa parte não que saber de encrenca com elas, te deixa no mato sem dog.

 

Por conta de tudo isso, Moore ouviu tudo que nao queria ouvir em vida nos últimos dias. Só estaria pior se fosse acusado de pedofilo. O final da história é que teve que “pedir” para sair e deixar o cargo, com o imediato aplauso de Larry Ellison, dono do torneio, e da Oracle, que se desmanchou em desculpas e elogios as conquistas e o tênis das mulheres.

 

Nao sei o que deu na cabeça de Mr. Moore para se sair com essas declarações. Ele tem alguma razao? Tem. Só que suas declarações foram venenosas e arrogantes.

 

Assumindo seu raciocínio, não é só as mulheres que deveriam se ajoelhar para Federer e Nadal. Os homens também. O circuito masculino também viver do Fedal durante anos e eles estao deixando uma marca que marcou o Tênis.

 

As mulheres nao conseguiram apresentar nada, nem de longe, igual. Se lembrarem, até Serena se assentar e abraçar a carreira, apareceu cada #1 de chorar na WTA.

 

Mas há maneiras e maneiras de colocar um argumento. Moore, considerando sua posição, tinha mesmo que tomar o caminho da roça e sumir depois dessa.

 

O mais interessante disso tudo é o seguinte. Quase no mesmo dia, o campeao de Indian Wells e o #1 do mundo Novak Djokovic, defendeu que os homens deveriam sim ganhar mais do que as mulheres, baseado em quem atrai mais público e atenção, o que, segundo ele, as estatísticas mostram. O mesmo argumento, com mais diplomacia, o que também já atraiu o veneno feminino.

 

Como o assunto é algo que frequenta o Politicamente Correto, algo que os americanos adoram e respeitam, pode-se esperar que a polêmica continue em Miami.

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segunda-feira, 21 de março de 2016 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 13:39

Na primeira

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A Lei de Murphy ataca mais uma vez. Nao sei qual a probabilidade matemática para o caso – algum leitor matemático se arrisca? – mas, na melhor da hipóteses é uma curiosidade. Duas brasileiras, Teliana Pereira e Bia Maia, na chave de 48 tenistas do Torneio de Miami são sorteadas para se enfrentarem na 1a rodada.

 

As duas são parceiras dentro das quadras e amigas fora, mas na hora da onça beber água é cada uma por si e Deus por ambas. Teliana tem mais volume de jogo e mais experiência, mas não tem muito gosto pelo piso duro. Bia gosta de jogar em cima da linha e tem habilidades que Teliana, mais forte e rápida, não tem. A pernambucana é a favorita e Bia não terá responsabilidade. Resta ver como cada uma delas irá reagir emocionalmente, que é o que determina a vitória em tais circunstâncias.

 

Podemos também olhar pelo lado do meio copo cheio. Uma brasileira estará na 2a rodada do Aberto de Miami. E enfrentará então a cabeça 16, Ana Ivanovic. Eu estarei lá para conferir – na 1a fila.

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