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domingo, 13 de dezembro de 2015 Aberto da Austrália, Copa Davis, História, Olimpíadas, Porque o Tênis., Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open, Wimbledon | 22:03

O Tênis brasileiro no Jornal Nacional

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Semana agitada no tênis brasileiro, especialmente fora dos torneios. Em uma semana o Jornal Nacional apresentou duas matérias sobre o tênis no Brasil, ambas bem positivas e sem ter Gustavo Kuerten como tema.

A primeira falou sobre o sucesso de Marcelo Melo, que fechou a temporada como o primeiro da ranking mundial, um feito extremamente positivo para nosso tênis. Marcelo soube aproveitar o declínio natural dos irmaos Brian, que dominaram o circuito nos últimos anos, mas nao venceram nenhum GS na temporada, para se instalar no topo do ranking. Para isso, teve que se preparar ainda melhor do que nas outras temporadas, negociar bem com seu parceiro titular, que teve um ano bem ruim nas simples, o que deve ter lhe causado algum estresse, manter a qualidade quando longe do mesmo e aproveitar as oportunidades que soube criar. Sim, porque uma coisa é criar as oportunidades, outra é ter a confiança e o gabarito de cacifa-las na hora da onça beber água que é quando os games, os sets, as partidas, os títulos e uma temporada sao definidas. Ter esse sucesso reconhecido em rede nacional para todos o Brasil ver deve ter sido bem gratificante para o Girafa.

A segunda, isso sem minha memória nao está a falhar, foi sobre a inauguração do Centro Olímpico de Tênis no Rio de Janeiro, novamente por uma luz positiva. Especialmente quando colocaram lá o caco de que a CBT herdará o complexo, após as Olimpíadas, uma das principais reivindicações da entidade e que faz todo o sentido. Aliás, deveriam, nao só colocar nas maos da entidade, que é quem tem o know-how para tal, como também desponibilizar uma verba para fazer o Centro – que deve, entre outras coisas abrigar o principal centro de treinamento do país – funcionar em seu dia a dia. Com um complexo igual ao de poucos eventos no planeta, a CBT terá a tarefa de nao só formar tenistas, como encontrar o melhor uso para tal local de outras formas, inclusive abrigar torneios, a Fed Cup e Copa Davis. O que me deixou um tanto encanado foi ter lido hoje que a CBT está negociando para se desfazer de seu torneio da WTA – nao sei a razao para tal passo.

O curioso na entrevista do JN, veio por conta da nossa tenista #1, Teliana Pereira, lamentar que o piso duro, o do Centro Olímpico, nao é o que mais lhe convém – ela quase que só joga no saibro. Até aí ela defendia o seu estilo e suas limitações. O que me trouxe um sorriso ao rosto foi a sua afirmação que o piso duro seria positivo aos duplistas Melo e Soares, que nao escolhem piso e, quase caí para trás, à Thomas Bellucci. Que torneios do Belo a nossa melhor tenista tem acompanhado?

Nao pode deixar de ser mencionado, e aplaudido, a decisão de escolherem o nome de Maria Esther Bueno para a Quadra Central do complexo. Afinal a tenista tem vários títulos de Grand Slam a mais do que Gustavo Kuerten ou qualquer outro brasileiro. Mas a minha cabecinha ficou pensando: porque nao fizeram como os americanos, que deram o nome de Billie Jean King ao complexo onde é jogado o Aberto dos EUA e à Quadra Central o de Arthur Ashe? Por aqui poderiam entao dar à Central o nome de Gustavo Kuerten, também um grande ídolo nacional. Ou será que pensam em fazer o inverso dos americanos em algum momento futuro? Vale lembrar que na Austrália nao deram o nome de um tenista ao complexo, e sim às duas quadras principais – Rod Laver e Margareth Court – em Roland Garros deram o nome de um aviador ao complexo e o de um cartola à Quadra Central e em Wimbledon eles nem pensam em uma ou outra idéia – e sendo como sao, dariam a Fred Perry antes de dar a Murray.

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domingo, 29 de novembro de 2015 Copa Davis, História, Olimpíadas, Porque o Tênis., Tênis Masculino, Wimbledon | 22:48

Sir Murray

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E a profecia se realizou. Anos atrás eu escrevia no Blog que Andy Murray era um dos maiores talentos do circuito e que um dia suas habilidades iram se materializar. Lembro que uma legião escrevia que eu nao sabia do que estava falando e outras barbaridades – eram épocas que o tênis estava dominado pelo FeDal e o blog um tanto mais infestado de sofasistas delirantes do que eu gostaria. Os que acreditavam em Murray eram tao poucos que cabiam em uma Romi Isetta, segundo o Barao, um dos nossos fiéis leitores. Ça va!

Sendo quem é – Murray adora fazer o fácil, pelo menos para ele, ficar difícil, o escocês tem tido uma carreira aquém da que poderia ter. Falta aquela serenidade que o grande tenista tem face as agruras do circuito e do jogo de tênis em si. Mas, devidamente motivado o rapaz é um perigo e tem tenis para bater qualquer um . O duro nao é convencer a todos nós, seus fas, nem mesmo os incrédulos, de suas capacidades. O duro é ele mesmo se convencer.

Imagino, porque adivinho nao sou, que após os britânicos bateram os americanos na 1a rodada, com uma surpreendente participação do fantasmao James Ward, que na ocasião bateu o Isner na quadra dura coberta, Andy deu uma bela olhada na chave e viu ali a chance de uma vida. Considerou a inspiração de Ward e a ascendência de seu irmão nas duplas. Mesmo assim, a conta só fechava mesmo se ele ganhasse todos os jogos. Para isso se tornar realidade teria que deixar a viadagem de lado, as reclamações nos vestiários e concentrar em uma única coisa: ganhar jogos. E assim foi.

Fez algumas mágicas pelo caminho, especialmente nas duplas, com o irmão que nao é nenhuma brastemp, mas se vira, mas na final esteve bem pesadinho – O Bruno Soares vai suar na sua nova parceria! Nas simples, pelos resultados e pelo o que vi neste fim semana, impecável

No seu caminho ao título, algo que os britânicos nao saboreavam a 79 anos, Andy perdeu somente dois sets nas simples e venceu 24. E teve pela frente adversários como Tsonga, Simon, Isner, Tomic e o viajante Kokinnakis. Traçou todos com facilidade. E aos sábados tinha que carregar o irmão. Algumas dessas vitória pode-se chamar de heróicas, como sobre os australianos Hewitt e Groth, no 5o set, Mahut e Tsonga em 4 sets. Interessante que Andy nao jogou contra os irmaos Bryan, após Ward sacramentar os 2×0 no 1o dia. Os irmaos fecharam a temporada invictos, assim como Andy nas simples.

Vencer a Copa Davis praticamente sozinho é tarefas para poucos. Alguns conseguiam faze-lo em um ou outro confronto. É algo que sobrou para Gustavo Kuerten muitas vezes, já que nunca teve um singlista a sua altura. Pelo menos nas duplas, ele tinha Jaime Oncins, que na maioria das vezes era quem carregava tecnicamente a dupla, com Gustavo contribuindo com seu fortíssimo emocional, bons saques, boas devoluções e sua confiança, o que já é de ótimo tamanho.

Hoje Murray cravou seu nome na história do esporte britânico. O cara agora venceu o torneio de Wimbledon, a medalha de ouro olímpica, conquistada em Londres e a Copa Davis. Se nao é já deveria ser Sir. Se deram o nome do morrinho de grama para o Henman (Hill), aquele estádio sem nome no All England ficaria melhor com seu nome.

Infelizmente nao vi outras partidas dos britânicos na temporada – adoraria ter visto a dupla contra os australianos. Tudo entre australianos e britânicos é pessoal. Groth é um tremendo sacador e bom voleador e Hewitt um ótimo duplista (excelentes devoluçoes e bons voleios). Além de que era a derradeira chance de Hewitt vencer a Davis. 6/4 no 5o set também em Glasgow.

Talvez Andy se de ao trabalho de rever algumas de suas partidas na Copa Davis. Poderia se inspirar em seu um tenista melhor, algo que necessariamente passaria por ser uma pessoa melhor resolvida, mais focada em suas qualidades do que em seus possíveis erros, algo a que todos tenistas estão expostos. No fim do dia, o grande tenista é um grande administrado de dificuldades e crises, que aparecem a cada game e devem ser lidadas e solucionadas da melhor e menos dolorida maneira, algo que o rapaz tem dificuldades em fazer. Murray tem todas as ferramentas para ser o melhor, basta entrar na viagem certa, algo que Djoko, Nadale Federer sao mestres. A temporada da Davis mostrou que tal tarefa está à seu alcance, mesmo mentalmente, seu calcanhar de aquiles. Ele queria muito vencer Wimbledon, as Olimpíadas e a Copa Davis, de longe os mais importantes títulos que um tenista britânico pode almejar. Agora tem que decidir se quer algo mais. Especialmente ser Grande.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Masculino, Wimbledon | 15:23

Determinaçao de ouro

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A final masculina de Wimbledon pode ser dividida em dois atos. Antes e depois da chuva. Nao é a primeira vez que uma interrupção tem influencia no resultado de uma partida e nao será a última. O perigo é conhecido por todos e, lógico, a vantagem fica para aquele que se preparar melhor para tirar mais vantagem do imprevisto. E nao foi uma surpresa que nesse quesito mental Novak Djokovic também fosse melhor do que Roger Federer.

Quando dois oponentes se enfrentam em uma quadra de tenis uma série de qualidades, e deficiências, farao a diferença no resultado. Nem sempre basta uma ou outra característica. Quando os cachorroes se enfrentam tudo que está à mesa faz diferença. Todos conhecemos as qualidades de Federer. Infelizmente, para os apreciadores do tenis-arte, aprendemos a conhecer também suas deficiências. Se um dia o mundo afirmou que O Boniton era o melhor da história, a insistência de suas dificuldades ao enfrentar, e bater, seus maiores rivais – Nadal e Djokovic – pode um dia levar a essa idéia ser revisitada. É óbvio que Roger tem muuuito para mostrar a seu favor na sua carreira, mas ele nao é mais dominante no circuito, como um dia foi; desde de que Rafa surgiu. Com Rafa tem um H2H bem negativo (10×23) e com Djoko agora tem um H2H empatado(20×20) e a história segue. E convenhamos, mesmo aos 33 anos, Roger nao perde jogos por fator físico – o cara está impressionantemente bem fisicamente, para o que se deve tirar o chapéu – e sim por sutis fatores técnicos e, especialmente, mais claros fatores mentais, sendo estes dois os principais quesitos (junto com o físico) em um tenista.

Novak é o melhor jogador da atualidade, e já faz algum tempinho. O cara se preparou para chegar, e ficar, lá. É um atleta de A a Z. Investiu na carreira, em múltiplos quesitos. Nao teve receio de inovar, buscar, errar e acertar, ao contrário de seus rivais, que escolheram se acomodar em seus círculos de conforto. Cresceu com Marian Vajda, mas buscou alternativas de caminhos, desde lá trás com Todd Martin, que nao trouxe à mesa o resultado esperado. Recentemente buscou a companhia de Boris Becker, mesmo ao risco de prejudicar seu relacionamento com Vajda. Boris e Vajda tem diferentes histórias, visoes e posturas. Novak bancou a mudança. Assim como bancou, na hora certa, o afastamento de seus pais do seu circulo profissional imediato. Hoje ainda vemos a família de Roger, Nadal (que misturou com certo sucesso família e profissao) e Murray nos boxes. A de Novak, que era a mais participativa, e talvez por isso, assiste pela TV.

Novak buscou melhoras em cada aspecto de seu jogo, novamente ao contrário de seus rivais. O backhand de Rafa melhorou bastante, mas também tinha um universo para melhorar. Seu saque é bem pouco melhor do que quando tinha 20 anos. Pouca coisa melhorou drasticamente no jogo de Federer – até porque ele nao buscou essas melhoras, e nem eram tantas porque o cara já veio quase perfeito. O que melhorou, tanto nele como no Rafa, foi a progressão normal dos tenistas que ficam anos jogando e vencendo no circuito, algo que todos eles fizeram. Djoko buscou mais. Nao vou nem mencionar a revolução que fez em seu corpo, sua dieta, sua câmera hiperbárica. Mas ele melhorou barbaridades o seu serviço, algo de se tirar o chapéu, já que nao tinha um movimento clássico como Federer. Melhorou, e muito, seu forehand. Nao só a técnica, como seu approach mental ao golpe, sendo mais agressivo e decisivo com ele – acho que este seu verdadeiro pulo do gato. Seu revés foi progressivamente melhorando, sendo atualmente o golpe mais temido do circuito, tamanha a confiabilidade e a força de seu contra ataque. É duríssimo para um adversário ver seu principal golpe de ataque – a direita na diagonal – ser neutralizado e, pior, virar contra si próprio, já que Djoko é um mestre em usar a força do golpe adversário.

Novak é um tenista que pensou e se preparou para ser o melhor. Fez tudo isso tendo como sua principal qualidade a perseverança, algo que ressalto desde que o vi jogar mais amiúde no US Open anos atrás ainda como sessenta e pouco do ranking. Foi imaginando, e realizando, tudo que poderia para melhorar cada dia mais. Um campeao construído de A a Z. Um tenista que ainda hesita e entrega a rapadura em certas horas porque é bem humano, mas um tenista que tem como meta maior melhorar a cada temporada, a cada torneio. E nisso, podemos afirmar, tem sido um sucesso.

Assim sendo, mais uma vez o título de Wimbledon está em ótimas maos. Djoko veio à final de Londres sob pressão, por ser #1 do mundo e por ter deixado escapar a final em Paris. Com certeza nao queria repetir a dose. Além disso, a vitória era uma maneira de nao deixar seu mega rival Federer vencer mais um GS e, mui importante, igualar os números da rivalidade. Pressão é o nome do jogo. Venceu o 1o set no TB e perdeu o 2o também no emocionante TB, o que o deixou bem irritado, inclusive pela insana torcida das arquibancadas pelo adversário.

Mas Roger, sendo Roger, deu aquela conhecida colher de chá no início do 3o set, perdendo bobamente o serviço no 1×3, após ter ficado mais de 150 games sem perde-lo até as 4as ( nao sei como o cara se permite essa bobeada em um momento crucial de sua carreira, no que talvez tenha sido sua derradeira chance de vencer um GS e após ter virado a partida vencendo o 2o set) – o que decidiu a partida. Imagino que após a interrupção pela chuva – no meio do 3o set – Becker o pegou no vestiário e colocou a pergunta de U$1 milhao de dólares. “Quem vai tirar vantagem dessa interrupção? Você ou o suíço ali ao lado?” Talvez nao exatamente com essas palavras. Lembrando que Boris nao teve nenhuma inibição em afirmar, em seu recentemente lançado livro, que Roger e Novak nao só nao sao amigos como nao se gostam. Novak voltou à quadra focado – bem mais focado do que o adversário – e soube administra a vantagem. No quarto set, mais uma vez fez o mesmo, enquanto o adversário, que nao vence um GS há três anos, atirou a toalha emocional. Para ser campeão há que se ter nervos de aço e uma determinação de ouro. Novak teve.

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terça-feira, 30 de junho de 2015 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 17:39

Nossos duplistas em Wimbledon

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Nao deixa de ser curioso que o Brasil chegou a Wimbledon praticamente sem chances nos eventos de simples, a ponto de todos nossos três tenistas serem eliminados na 1a rodada, e ter outros três jogadores com chances de se darem muito bem, com chances de chegarem a uma final e quiçá um título.

Bruno Soares e Marcelo Melo já nao soam como surpresas para o fa brasileiro. Pelo contrário. Em especial Marcelo, #3 do mundo nas duplas, que vem de merecido título em Roland Garros, coroando uma carreira dedicada às duplas. O Girafa é um tenista que, aos 31 anos, vem agregando, nos últimos anos, qualidade técnica ao seu jogo até chegar a ser um dos melhores do mundo, o que nao é pouca coisa.

Bruno, 33 anos e #14 do mundo, teve, curiosamente, seu melhor ano na mesma idade que Marcelo tem agora, quando chegou também a #3 do mundo,  provando ambos que a idade e a experiencia fazem uma diferença, especialmente nas duplas. Soares nao teve um 2015 tao feliz como os anos anteriores, mas está aí, com o mesmo parceiro austríaco, dando trabalho a todos e sabendo que, a qualquer hora, pode beliscar novo título.

O terceiro que entra em consideração é o também mineiro Andre Sá, #44 do mundo, um dos veteranos do circuito aos 38 anos, e que se mantêm em excelente forma física, sendo mais rápido e ágil do que muito jovem profissional. Muitos!

Andre, dos três foi o único que teve uma carreira nas simples, a ponto de ter chegado às quartas de final em Wimbledon, o que lhe garante uma “membership” no “Club Last Eight”, que todos os quadrifinalistas de simples tem direito para o resto da vida, e com isso dois ingressos para o evento, além de acesso a um lounge exclusivo para almoço, repouso e conversas.

Andre escolheu, para seu mais recente parceiro, outro quase veterano, o australiano sacador, e que sacador, Chris Guccione, que se nao incomoda nas simples, incomoda bastante nas duplas com seu saque de canhoto e voleios. Os dois venceram dois torneios seguidos na grama, antes de chegarem a Wimbledon. Nao eram grandes eventos, mas as conquistas consecutivas, com a participaçao da maioria dos duplistas, é um feito que agrega muita confiança. Como eles irao usar essa confiança no grande palco é algo que merece nossa atenção.

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segunda-feira, 29 de junho de 2015 Curtinhas, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino, Wimbledon | 14:39

Os sem ingressos

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Começa Wimbledon e com ele a famosa fila para os “sem ingresso”. Os organizadores nao fazem nenhuma questao em serem democráticos na oferta dos ingressos. Disponibilizam a maior parte para poucos, segundos critérios nunca divulgados. Os que nao conseguem comprar tem q se sujeitar a ficar em filas intermináveis dia e noite. Durante o dia o pessoal fica em terreno disponibilizado pela prefeitura, onde levantam acampamento, socializam, colocam a leitura em dia, brincam, lêem, cantam, comem e esperam.

Durante a noite a festa rola solta no acampamento dos “sem ingressos”. Tocam musica, dançam, bebem e outras cositas más que a noite propicia. Alguns continuam em colocar a leitura em dia e acordam cedo para curtir o sol, pleno nesta época, mas raro no geral, e esperar que suas senhas sejam chamadas e curtir o seu dia em Wimbledon – que com a espera é sempre mais de um.

Para fotos, curiosidades e detalhes entrem na “Tenisnet-Blog do Paulo Cleto” no Facebook.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 15:45

Oportunidades

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Pelo menos para nós, o jogo mais interessante da primeira rodada de Wimbledon será entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal. Falando em uma oportunidade de ouro…

A primeira rodada de Wimbledon é sempre um incentivo às zebras. Mas tem que se aproveita-la. Nadal ganhou um torneio preparatório, perdeu na 1a rodada de outro e passou esta semana jogando partidas-exibiçoes. Ou seja, foi para o pau porque sabe que a coisa está feia para ele. Bellucci nao jogou nas duas primeiras semanas e perdeu para um (ótimo) juvenil nesta. Apesar da oportunidade da zebra, o espanhol parece mais preparado para a primeira rodada do que o brasileiro. Bellucci tem um tremendo serviço, a grama deve estar rápida no início e o espanhol sentindo um urubuzinho no ombro. Vamos ver quem lida melhor com as circunstâncias – mas é uma oportunidade.

Na mesma linha de oportunidades de 1a rodada, o atual campeão, Novak Djokovic, terá pela frente o Philip Kholschreiber, que nao é nenhuma flor que se cheire e tem uma esquerda venenosa na grama e para o estilo do Djoko. O alemão gosta de engrossar jogos e atrapalhar adversários-cachorroes. Infelizmente nao tem o mesmo gosto por vencer essas partidas na hora da onça beber água. Mas será uma partida para lá de interessante e que, aposto, o Djoko nao gostou.

Lleyton Hewitt joga seu ultimo Wimbledon, torneio que, por mais incrível que pareça, um dia venceu. Pode passar pelo Niemenem, mas aí pega o vencedor do jogo acima.

O Joao Feijao pega o Giraldo. O colombiano tem um jogo plano, bom para a grama, mas ruim para quem está sem confiança. Mas está em péssima fase. Uma oportunidade para o brasileiro, que também está em fase de chorar. Alguém vai ficar muito feliz.

O Klizan e o Verdasco, jogo equlibrado, devem jogar cinco sets para ver qual canhoto passa à 2a rodada de Wimbledon.

O Kirgyos e Schwartzmann se enfrentam. Pode existir dois adversários mais opostos? Um saca demais. O outro de menos. Um grandao e o outro minúsculo. Mas eu sou fa do argentino. Esse cara faz das tripas coraçao e tiro meu chapéu para ele a qualquer hora. Será um jogo curioso.

Berdich e Chardy será outro jogo que pode acontecer coisas. O checo deve ganhar, mas a francês, seu saque e o tanto que abre o braço para bater sao um tanto fantasmas.

Gulbis e Rosol se enfrentam. Está aí um confronto que pode acontecer qualquer coisa. Pode sair até pernadas. Será que vao mostrar?

Muitos jogos equilibrados e muita diversão garantida na 1a rodada. Mas o pessoal só fala que Djoko, Wawrinka, Cilic, Nishikori, Kirgyos e Raonic estao no mesmo lado da chave. E do outro tem Federer, Murray, Tsonga, Berdich e Ferrer. Fica claro que a de cima ficou mais competitiva, por conta do estilo dos jogadores – mais gramistas para incomodar os favoritos. Mas jogo é na quadra.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Wimbledon | 16:30

Uma terceira semana

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Wimbledon começa na próxima segunda-feira. Li algumas coisas sobre o evento na nossa internet. A maioria fala sobre a divulgação dos cabeças de chave, os eventos jogados sobre a grama e a preparação dos tenistas para o evento mais carismático do calendário. O curioso é que nada li – o que nao quer dizer que nao exista algo por aí – sobre o maior diferencial de Wimbledon 2015.

Durante mais de 80 anos franceses e ingleses, que nunca se entenderam em muitas coisas, a nao ser nas próprias diferenças, enficaram os pés sobre as duas semanas que separavam seus dois maiores torneios de tênis; Roland Garros e Wimbledon. As duas semanas sempre foram consideradas nao suficientes para realizar uma transição eficaz e necessária entre as quadras de saibro e as de grama. Até o ano passado, os tenistas faziam da tripa coração para se ajustarem à velocidade, ao quique diferente, as diferenças técnicas e táticas exigidas na transição. E chiavam. O que nunca adiantou.

Nem franceses queriam adiantar, nem ingleses queriam atrasar em uma semana. Ambos apresentavam inúmeros argumentos próprios de quem nao quer saber de mudar. No fundo, faria mais sentidos os ingleses mudarem do que os franceses, já que as semanas existentes da temporada européia sobre o saibro eram exíguas, enquanto após Wimbledon existia uma margem maior de acomodação. Mas durante décadas os ingleses fizeram ouvidos de mercador aos pleitos dos tenistas, o que era mais uma extensão do descaso com que o evento tratava suas principais e únicas estrelas – os tenistas.

Em 2012, o novo chefe do torneio, Philip Brook, mostrou ser tao capaz de formar raciocínios para firmar uma posição quanto seus precursores, só que com a posição contrária a eles. Por A+B colocou seus argumentos, parte deles sobre contratos televisivos e acomodações ao calendário de outros eventos na Inglaterra, como F1, mas reconhecendo que a mudança trará, enfim, benefícios em diversas áreas do esporte/tenis, em especial aos tenistas. Os ingleses finalmente cediam.

Por conta disso, a preparação dos jogadores para Wimbledon, que sempre foi uma questão mal resolvida, mudou bastante este ano. Uma semana a mais sao 50% a mais! Provavelmente o que alguns tenistas estão fazendo este ano, nao será necessariamente o que farão o ano que vem. Vai depender do quanto eles, e seus colegas/adversários se dao bem, ou mal. Após Wimbledon 2015 cada um irá olhar a preparação e o resultado próprio, e dos outros, conversar com seus técnicos e, se necessário, realizar ajustes para 2016.

Como se preparar nunca teve uma formula única e mágica. Alguns se sentiam mais confortáveis com algumas decisões, outros com coisas diferentes. Alguns queriam jogar torneio e manter o “match play”, outros queriam treinar golpes específicos sem a pressão do resultado. Outros ainda mesclavam, inclusive com os torneios-exibiçoes.

O denominador comum é que era algo único no calendário e mal resolvido. Isso porque já tinha melhorado muito nos últimos anos. Os ingleses sempre foram extremamente ciumentos de suas quadras de grama e muito displicentes, para manter a elegância, no tratamento aos tenistas. A nao ser, of course, com alguns pouquíssimos, as estrelas, que tinha um tratamento diferenciado, especialmente na questao mais nevrálgica; a disponibilizaçao de quadras para treino, valiosas para se entrar no ritmo da grama.

Além dos torneios preparatórios, que agora acontecem nas três semanas anteriores, existiam também, na semana anterior, eventos exibições realizados por clubes exclusivos e para pouquíssimos tenistas. Na verdade, sempre foi uma maneira desses poucos terem quadras para jogar/treinar, uma raridade mesmo na Inglaterra, e ainda receber uma graninha. Hoje em dia esses eventos sao mais sofisticados, a grana é um pouco mais alta, mas a idéia segue a mesma. Eles jogam por uma grana fixa, sem a pressão de resultado e aproveitam para entrar no ritmo da grama.

Este ano, o campeão do ano passado, Novak Djokovic, optou por nao jogar nenhum torneio e participar somente de um desses evento-exibiçao nesta ultima semana, assim como havia feito em 2014 quando ganhou Wimbledon. Achou melhor nao mexer.

O “The Boodles” existe há 15 anos e é jogado em Stoke Park, Londres, um elegante hotel-country club, mantendo a longuíssima tradição de exclusividade – de publico e de tenistas. Os jogadores só participam se convidados pelo evento (nao existem inscriçoes) e jogam muito à vontade, sem nenhuma preocupação de resultado. Sao encorajados a permanecer no local, pelo menos um pouco, após as partidas e se misturar com os elegantíssimos fas.

Sao poucos lugares para o publico e custam uma grana. Os ingressos sao um pacote que inclui almoço fino, chás das cinco, conversa com os tenistas, champanhe, estacionamento e atenção por parte das hostess. O necessário para se passar uma tarde de prazeres. Para os tenistas, uma boa maneira de ter uma quadra assegurada e um companheiro para seu treino, além de uma grana.

Rafael Nadal, por outro lado, jogou dois eventos preparatórios; Stuttgart, onde venceu, e Queens, onde perdeu na 1a rodada. Provavelmente nao ficou contente com o segundo resultado, após o sucesso da primeira. Ele nao tinha aceito o convite para The Boodles, mas na ultima hora ligou para o diretor do torneio e foi rapidamente encaixado. Ainda está se achando com o novo formato.

No fim, uma verdade deve permanecer. O tenista só “entra” no torneio de Wimbledon lá pela terceira rodada. Até entao é um mar de inseguranças e surpresas que a grama oferece e exige.

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Boodles 2013 at Stoke Park in Buckinghamshire. (Photos by Jordan Mansfield)

 

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quarta-feira, 6 de maio de 2015 Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino, Wimbledon | 20:45

Circunstâncias

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Seria petulante escrever que Roger Federer perder do sacador Nick Kirgyos é fim de carreira? As circunstâncias, sempre elas. Para Roger perder de um cara quase cego sobre a terra é ruim, bem ruim. No fundo da quadra o australiano é quase um 2a classe. Por outro lado, Roger foi à final de Istambul na semana passada, onde venceu, mesmo sem bater nenhum cachorrao, o que deve ter encostado na cota dele para as 2 semanas. Afinal, ele tem 33 anos, apesar de ainda nao pensar em ir para a cruz.

Outro detalhe a se considerar é que, desta vez, o caçador virou a presa. Madrid sempre foi um lugar que O Boniton gostou de jogar por conta das facilidades que a pequena altitude lhe traz. Madrid tem meros 650 metros, semelhante a Sao Paulo. Em comparação, o resto do circuito europeu é quase todo jogado abaixo de 100 metros. Ali o saque anda mais e o jogador agressivo lava vantagem. Quase sempre isso funciona a favor do suíço, mas quando tem que enfrentar um dos maiores sacadores do circuito o buraco é mais embaixo. Mesmo que ele seja cegueta, é também jovem, carudo e veloz.

Sim, passar por uma primeira rodada – mesmo sendo uma baba – dessas nao é assim tao simples. Mas seria tudo que o Boniton gostaria. Ele vinha de Istambul, na altura do mar e a algumas horas de voo. Precisava pegar o ritmo de Madrid e caiu contra o Kirgyos, que é um tremendo corta-físico. Se fosse até um cara mais sólido no saibro, que colocasse mais bolas em quadra, seria melhor. As circunstâncias!

Além disso, Roger deu, mais uma vez uma de Federer. Tinha o jogo nas maos, quando resolveu balançar o topete e deixar a cobra fumar. Pode isso, Arnaldo? Bem, Roger pode quase tudo, ou pelo menos passou boa parte de sua carreira podendo. Hoje o mundo mudou, os adversários nao sao mais os mesmos, nem as perninhas do Boniton. Por isso há que priorizar para nao dançar.

Mas, Federer resolveu ir a Istambul. Certo ele – eu também iria. Especialmente se me pagassem U$ 2 milhões pra bater umas bolinhas à beira do Bósforo; e sem chamar nenhum daqueles malas que gostam de ganhar de mim. O que vocês prefeririam? Ir lá e agarrar os U$2 milhoes de garantia ou priorizar o torneio em Madrid, onde Tiriac nao abre a mao para dar bom dia?

A esta altura, Roger pegou seu jatinho e foi dormir em casa pensando nas baklavas que comeu em Istambul. Descansa uns dias e vai a Roma, antes de Roland Garros. Tudo isso, na verdade, pensando em Wimbledon, onde ele sabe ter uma das ultimas chances de faturar um Grand Slam. É isso, em termos de grandes conquistas a que ficou acostumado. Lhe resta também fazer uma canjas mundo afora, como foi em Istambul, aonde nunca fora, mostrando aos fas do tênis o que eles vao perder quando ele finalmente aposentar as raquetes. Aí nao haverá circunstâncias que preencham nosso vazio.

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terça-feira, 8 de julho de 2014 Juvenis, Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 13:56

Luz

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Nao pode passar em branco o fato de dois brasileiros terem conquistado o torneio de duplas masculinas juvenis em Wimbledon. Orlando Luz e Marcelo Zormann caíram quase que de para-quedas nas quadras de grama, já que a experiência de ambos no piso era praticamente nula – o que se só dá mais lustre à conquista de ambos. Isso sem contar que, se nao é a primeira vez que jogam juntos, no mínimo nao sao parceiros normalmente, já que o parceiro padrao de Marcelo é o Rafael Matos. Mas como ambos haviam sido convocados para jogar as Olimpíadas Junior na China, acharam uma boa idéia treinar antes. Bota boa idéia nisso.

Para quem nunca teve que enfrentar a transiçao do saibro, ou mesmo da quadra dura, para a grama, fica difícil avaliar a dificuldade da tarefa. Um bom resultado já seria um ótimo resultado. Vencer fica sem um adjetivo apropriado.

Na minha cabeça a conquista deixa um outro detalhe mais claro. Já que sabemos que nao eram a dupla mais entrosada do evento, temos que creditar a qualidade individual de ambos. Marcelo é um tenista mais agressivo, enquanto que Orlando é mais sólido. Mas o que fica mesmo é que temos duas jóias no juvenis, já que foram suas qualidades individuais que possibilitaram o feito em Londres, algo que oferece uma necessária e bem vinda luz ao nosso tênis.

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Marcelo Zormann e Orlando Luz com o troféu de Wimbledon.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014 Novak Djokovic, Wimbledon | 15:41

Na final, um lanchinho

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Novak Djokovic vinha morrendo nas praias dos Grand Slams desde o Aberto da Austrália em Janeiro de 2013. Pouco para um tenista de sua qualidade, de quem passamos a esperar mais desde a sua incrível temporada em 2011 e que agora volta ao topo do ranking. A vitória em Wimbledon deve lhe dar a confiança necessária para almejar ainda maiores vôos, inclusive no próximo GS, o US Open, onde tem um único título, quando bateu Federer em memorável semifinal, em 2011, que teve entao dois match points e nao conseguiu cacifar.

Quem diria que Djokovic entraria na cabeça do maior do mundo? Pois é, entrou e anda brincando com ela. Com um apertado H2H de 18×17 para o suíço, pode-se afirmar que nao é de hoje que a rivalidade de ambos mudou muito de quando chegou a ser 6×1 para o El Bonitao. Pior, nas três ultimas finais o sérvio saiu vencedor. É um a um longo caminho de respeito do dia em que o gentleman suíço mandou os pais do sérvio calarem a boca durante uma partida entre ambos.

A final foi interessante e emocionante como poucas. Quase 5 horas de confronto entre dois tenistas de características e momentos distintos. Assisti praticamente toda, mais do que nada porque acreditava estar assistindo história, já que nao vejo Federer vencendo muitos GS, se é que algum, daqui para frente. Pois é, ontem ele chegou perto, muito perto. E nao levou porque apesar de ser o maior ganhador da história dos GS demonstrou que é suscetível a uma tremida como qualquer outro tenista. Sim, eu tremo, você treme e ele tremeu no final do quinto set, onde, como afirmava o alemao treinador do Novak, o jogo é mais emocional do que técnico.

Convenhamos, o jogo todo foi interessante, mas o quarto e o quinto foram um abuso. Esses sets foram emocionante, pela alternância de possibilidades, de serviços quebrados e de tremidas. Sim, Novak também tremeu, no 4o set. Sim, nós trememos, vós tremeis e eles tremeram. Quem tremeu menos, of course, levou. A coisa emocional foi tao séria que nao houve reaçao de Djoko após o ultimo ponto – tipo cair de joelhos, apontar aos céus, berrar aos deuses etc. Comemoraçao só após o aperto de maos. Talvez se deve ao respeito que Novak ainda tem pelo GOAT. Talvez o servio ainda se recuperasse do susto que passou.

Afinal o rapaz teve 5×2 no 4o set e 2×1 em sets. Estava no bolso. E deixou escapar. Em um dos MP Roger Federer deve ter agradecido aos céus ter perdido a discussao da utilizaçao do desafio – o Topetudo era contra o uso do programa, afirmando que nao era uma boa idéia. Ficou melhor após alguns desafios a seu favor, incluindo um no match point contra, quando teve um ace cantado fora que o “olho de gaviao” reverteu. O placar era de 2×5 naquele momento. O servio pirou, momentaneamente, e perdeu cinco games seguidos, enquanto Federer se enchia de confiança.

No início do quinto tudo indicava que Roger conquistaria se oitavo Wimbledom e 18 GS. Era uma situaçao muito difícil para o sérvio após ver a vitória escapar por seus dedos no 4o set. Ele até deixou alguns de seus conhecidos demônios entrarem, mas no final teve a maozinha do oponente.

O set foi estranho, para se dizer mínimo. Até o ultimo game tudo indicava uma vitória de Federer. Ele fechou dois games seguidos em 40×0 enquanto Novak insistia na estratégia do atendimento médico e consequente retardamento do jogo. O servio penava para ganhar seu serviço enquanto que o outro navegava. Federer chegou a ter um BP no 3×3, o que, naquela altura, espelhava um MP. Mas Novak encontrou a coragem para acelerar uma direita cruzada que cauiu no cal.

Até a hora da onça beber água. No 3×4 Federer começa a pensar e engasgar. Tem dois BP contra que salva com milagres. Um deles com um voleio bate pronto digno de Carlos Kirmayr. Outro uma bola de Djoko bate na fita e fica.

Djoko mantem o serviço com facilidade e, no 4×5, para minha total surpresa, Federer desmonta emocionalmente. Perde o serviço em 15×40 em um game que nao serviu as expectativas do resto da partida, uma das grandes finais de Wimbledon. Djoko nao só nao morre na praia, como conquista seu sétimo título de Grand Slams e, com muita categoria, primeiro cumprimenta seu adversário para depois agradecer aos céus e, mais uma vez, caindo de joelhos, fazer um lanchinho à base de grama.

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