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Arquivo da Categoria Tênis Masculino

segunda-feira, 27 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 12:55

Quase seis

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Nao achei q Rogerio Silva entrou nervoso na Q3. Com certeza, seu adversário, o letao Gulbis entrou muito bem focado e intenso. Abriu raras janelas para o brasileiro olhar no 1o set.

No segundo, o letao tirou um tantinho o pé e Rogerio aproveitou para entrar. Jogou de igual o set inteiro, mas, no único instante que encostou, no 4×5 e saque no TB errou a única bola fácil da partida, uma direita na rede. Sentiu, balançou a cabeça sabendo do erro mental cometido e deixou escapar a chance. Entre os big dogs os erros custam caro.

Mas é incrível o que melhorou seu jogo nos últimos tempos. É realmente uma pena que nao tenha tido a oportunidade de fazê-lo mais cedo na carreira. É um guerreiro, um cara que comeu pelas beiradas e  mesmo assim escreveu sua história de sucesso. Nao tem como não parabenizar um cara assim.

E como previ, depois q Nadal venceu segundo set a carruagem andou e o alemão caiu na real.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 10:04

Quinze horas

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Nao é mole nao. O alemão até q tentou segurar a onda, mas o saque já nao fez o mesmo estrago de antes. Além disso o espanhol é macaco velho na hora da onça e soube tirar proveito das poucas oportunidades q aparecerem. O drive que ele enfiou na paralela no 5×5 e a devolução q meteu no set ball para passar o adversário que vinha atrás do saque foram puras artes nadalescas.

Agora Brandt terá que tirar outros coelhos ainda maiores da cartola para vencer a partida. As esquerdas cruzadas q ele está metendo no forehand do Nadal são espetaculares e podem inspirar outros adversários do espanhol. Posso estar enganado, mas o grande momento da partida pode provar ser o tie break desse segundo set.

O pessoal dos camarotes corporativos começaram a chegar, inclusive atrapalhando o reinicio da partida após a virada dos games. Mas isso nao é culpa deles e sim de quem administra a entrada, mas o publico mete vaia.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 09:30

Catorze e trinta

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Pelo pouco visto o evento se tornou mais burocrático. Há mais seguranças, procedimentos etc, o q não quer dizer q ficou mais organizado, apesar de q essa era a idéia e alguns fatores deve ter ficado mesmo. Eles tem problemas com tantas pessoas dentro do complexo e por isso o quase desespero em acertar com a prefeitura e a assembléia o aumento do local. Do jeito que está e com esse tanto de gente não dá mesmo.

Paquistão na QC está quase lotado. Olhando na tv, imagino, q vários box do seu lado direito estejam vazios. Esses são os corporativos. São os q trabalham e aparecem de vez em quando. Os boas da esquerda da quadra são mais, não todos, pessoas físicas e apaixonadas pelo tênis. Esses vêm com maior freqüência. E o Alemão segue dando pancadas. Quatro a quatro, 2o set e a onça vai beber água.

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sábado, 25 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 15:56

Um rapaz de qualidades

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Logo após Gustavo Kuerten vencer a sua primeira semifinal em Roland Garros, em oito de junho de 2007, sentei para escrever uma coluna para o Jornal da Tarde. Como a maioria dos brasileiros, eu estava abismado e sob o encanto de poder acompanhar um brasileiro jogar uma final de Roland Garros. O clima em Paris, entre aqueles poucos que acompanharam a trajetória da quinzena e aqueles que começaram a despencar na cidade com a possibilidade de ver um conterrâneo barbarizar no principal palco da Europa era esfuziante e, de certa maneira, de assombro. Ainda no estádio, sentei em minha mesa e escrevi o artigo abaixo, antes de sair pra o jantar de celebração com amigos.

Um rapaz de qualidades.

Quando o Brasil enfrentou a Bahamas pela Taça Davis, no início de 1995, convoquei três juvenis para treinarem e conviverem com o time. Um deles, Gustavo Kuerten, então com 18 anos, impressionou de maneira favorável a mim e seus companheiros de equipe. A figura do juvenil que vem aprender com os profissionais na Taça Davis é algo tradicional nas equipes que treinei. Como cada um deles lida com a oportunidade é o diferencial.

Os profissionais testam a personalidade, a boa vontade, o tênis e, às vezes, a paciência dos garotos. Guga tinha ali dois “carrascos” nas pessoas de Fernando Roese e Luiz Mattar. Os dois fazem os mais corajosos tremerem com suas brincadeiras. Alguns lidam mal com isso, chegando a se revoltar e perder esportiva. Guga tinha como companheiros o mineiro André Sá e o também catarinense Márcio Carlson, este um pouco mais velho. Gustavo, como sempre, procurava o lado positivo da situação, cumprindo as exigências da dupla de capetas com um sorriso, enquanto os outros dois discutiam ou confrontavam, tornando suas situações piores. Ele parava a um inteligente passo de ser um mero puxa-saco,  mostrando sua habilidade natural de lidar com pessoas e controlar situações.

Apesar de não estar escalado para jogar, estava ali só para treinar e aprender, Gustavo estava sempre disponível. Já tinha um saque fortíssimo e passava horas sacando para Mattar e Meligeni, que precisavam do treino. O braço doía, mas o garoto não reclamava e aproveitava para aprimorar o golpe. Um dia, o chamei de lado, como chamei aos outros, dentro da piscina aquecida do Clube Tijuca nos vestiários, para conversarmos sobre tênis e sua carreira. Sempre atento, Guga pontuava o quase monólogo com perguntas e colocações que mostravam seu interesse e inteligência. Passamos ali uma hora e meia.

Aos poucos eu descobria o prazer de conviver com o sorridente “Catarina”. Grande contador de histórias, Guga era capaz de contar piadas por um jantar inteiro, para surpresa e divertimento de todos. Soube por sua mãe, D. Alice, que Gustavo trazia para a Taça Davis revistas de piadas, que ele lia e estudava à noite e antes das refeições, para poder entreter a todos. Sabia de nossas expectativas e se preparava para melhor cumprir seu papel.

Quando foi para a equipe principal pela primeira vez, em Santiago do Chile, no início de 1995, Guga jogou somente as duplas. Eu já tinha planos para o “surfista dourado”, porém queria ir com calma em sua escalação. Passou a semana treinando duplas e voleios, ao que não estava acostumado. Às vezes eu percebia seu aborrecimento, ouvia seus resmungos, mas ele era incapaz de pedir para o treino parar. Através dos anos ouvi tudo quanto é desculpa de tenista, para interromper ou abreviar treinos. O talento que mostram nesse quesito quase que ultrapassa o talento que têm para jogar. Gustavo, por seu lado, não sofre numa quadra de tênis. Aliás, não sofre em lugar algum. É capaz de passar horas treinando e sempre tem algo mais a dar, não importa quanto o técnico já exigir.

Foi nas inumeras conversas sobre tênis foi quando Kuerten me convenceu de que seria um bom jogador. Como técnico, sempre procuro apresentar soluções para problemas, alternativas para certezas, não só da parte técnica, como nos detalhes da vida e na carreira do jogador. Em qualquer área Guga é um interessado e tem suas posições. Na parte técnica é o melhor tipo de jogador a ser treinado. Não tem problemas em ouvir e obedecer a ordens, conselhos e opiniões. Sabe lidar com a figura do técnico, alguém que está ali para ajudar – não sofrendo, como muitos jogadores, que se sentem menores, quando se tenta fazer deles pessoas-tenistas melhores. Consegue assimilar imediatamente uma colocação e, aí o diferencial – vai além – colocando sua posição sem criar o conflito. Se você lhe der um-dois, ele capta e lhe dá de volta três-quatro. A cada treino seu existe um progresso, pois essa é sua ânsia e objetivo.

Um campeão, e uma história de sucesso, são feitos com uma série de detalhes, sempre difíceis de definir. Mas, determinadas qualidades estão sempre presentes. Aqueles que conviveram comigo nos últimos dois anos sempre souberam que eu acreditava no sucesso do “surfista dourado”. A questão era quando isso aconteceria. É óbvio que os resultados desta quinzena ninguém esperava, mas é com felicidade que assisto a essa incrível aventura em Paris. O melhor é que não poderia acontecer a melhor pessoa. A paixão que carrego pelo tênis só é maior pela paixão que anseio nas pessoas. Gustavo me conquistou desde os primeiros instantes pela pessoa que é.

Extremamente positivo, aprendeu no seu núcleo familiar como lidar com adversidades. Sua mãe, Alice, conseguiu, através de uma série de reveses na vida, unir a família e fazer de Guga uma pessoa positiva e feliz. Seu sucesso vai ser assimilado, como foram as dificuldades, e servir de trampolim para maiores saltos no futuro. Com certeza, não lhe serve ser um grande tenista, rico ou famoso, e ser uma pessoa menor. Guga cativa porque dá mais do que pede. Aliado a isso, possui uma série de talentos que não tem vergonha de exibir. Da mesma maneira que pode jogar uma final de Paris, contar uma estória ou cantar uma música, sem querer Guga nos conquista. Seremos sempre seus fãs, esperando pela próxima maneira em que nos encantará com seus talentos.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 12:58

Estufas

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Hoje embarco e não sei o quanto serei capaz de publicar amanhã, domingo. Talvez mais no final do dia, quando me acertar em Paris. De qualquer maneira, após este Post ainda publico uma surpresinha tirada da gaveta do tempo.

Ontem, a notícia do dia foi a entrevista do presidente da FFT, do diretor do torneio e a vice-prefeita de Paris sobre o futuro de Roland Garros. E qual a real, pelo menos atual, do futuro de Roland Garros?

O problema todo é que o evento acontece na área urbana de Paris, entre um parque intocável e uma maravilhosa estufa do século 19. Qualquer mudança e invasão por alí irá aborrecer muitas pessoas, especialmente em uma cidade politizada e “tombada” como Paris.

O diretor do evento, Gilbert Izer, disse que ficar em Paris, como está sacramentado, “é viver com restrições. O lema é fazer melhor e não maior”.

Eles asseguram que nada mudará nas estufas D’Auteuil – “na verdade, vamos tentar deixá-las ainda mais “verde”.

Em 2015 o centro de treinamento da FFT e suas quadras ficarão prontas no clube Jean Bouin, ali perto e onde até uma década atrás eram jogados os qualis. Em 2017 as quadras na área das estufas estarão prontas. A cobertura deve vir só em 2018. Paciência é nome do jogo político que possibilitará o evento ficar onde está e evitar a ida para locais lonquinquos, como a Disneylandia, como chegou a ser estudado.

Uma parte do local das estufas D’Auteuil

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sexta-feira, 24 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 18:29

Os confrontos

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E fizeram-se as chaves.

Djoko e Nadal podem se encontrar nas semis. Eles não gostaram. Federer gostou.

O começo de Federer no torneio será uma bába, já que enfrenta qualis nas duas primeiras rodadas. O Benetteau pode até vender caro a derrota na 3ª rodada – ou será que medrará? Depois, o Tsonga nas quartas, mas este também não tão à vontade no saibro – mas jogo interessante se o Tsonga levantar a torcida. Será que algum francês desencanta em RG?

No começo do Djoko ninguém a incomodar. Oopps. O corta-fisico Dolgopolov está por ali – lembram-se do tsunami de slices ano passado? Na 4ª rodada, o sérvio pode encontrar o Haas, ou Verdasco, ou Berlocq!

Eu quero ver alguém fazer 3 games por set no Nadal nas quatro primeiras rodadas. Mais à frente, aparecem Gasquet ou Wawrinka. Mais um francês, mais uma dúvida – o Gasquet então…  cala-te boca.

No frigir dos ovos, Nadal e Djoko vão se preparar, desde o início, para a semi com gosto de final – sorte de quem tem ingresso para esse dia. Quanto a outra semi, eu nem sei se o Fed chega lá. Está bem em aberto. E quem pode chegar às semis, além do Bonitão?

Bem, no pior setor da chave, Berdich enfrenta na 1ª rodada o Monfils, que ficou longe das quadras um tempão, mas está na final de Nice. Isso é bom e ruim. Para o Berdich é horrível. Quem ganhar encara o vencedor de Gulbis e Rogerinho Silva. Pronto, disse; o Rogério está no pior lugar na melhor hora. Bem, o Gulbis pode amanhecer virado e dançar contra o brasileiro, mas duvido. Assim como duvido que os outros dois gostaram de vê-lo por ali.

E o que mais tem de interessante logo no início? Raonic e Malisse – dá que o belga acorda! Llodra e Darcis – coisa para comprar um dog e assistir embriagado. Granoller e Feliciano – adoro clássicos. Troicki e Blake – vai me dizer que não é uma coisa e um programa de louco? O jogo do Stepanek – não importa contra quem (Kyrgios).

Há outros: Hewitt e Simon – deve ser uma coisa loooonga. Será a despedida do australiano em Paris? Os dois qualis do lado de Federer (la Nava x  Davvarman)– estou brincando! Falla e Dimitrov – mais parelho do que vcs imaginam. Tomic x Hanescu – o pai do australiano estará presente? O Hanescu geralmente não está – vale pela curiosidade. Tursonov e Dolgopolov – podem prender qualquer um dos dois que passa. Haas e Rufin – outro francês e contra um alemão, huumm! Berlocq e Isner – imperdível. Paire e Baghdatis – eu sei, tô de sacanagem.

São jogos de 1ª rodada que a TV não vai mostrar e quem (advinhem quem) estiver por lá e gostar de tênis, e não só de sofá e federernadaldjoko vai poder curtir.

ACOMPANHEM MAIS DETALHES NA PÁGINA DO BLOG DO PAULO CLETO NA FACEBOOK:

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Rafa e Maria no sorteio

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 12:04

Noah

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Como os meus leitores gostam das minhas historinhas, decidi publicar algumas colunas do passado para colorir ainda mais a cobertura de Roland Garros. Começo hoje e, conforme for, vou usando o expediente através do evento. É uma maneira de levá-los através do túnel do tempo, misturando passado e presente, e contar um pouco de minha história com a de Roland Garros. Começo com uma das primeiras publicadas no Jornal da Tarde em 1996, um ano antes de Gustavo Kuerten vencer em Paris pela primeira vez e assim, finalmente, o público brasileiro se ligar no evento.

Prometendo ser a última vez em suas carreiras, Yannick Noah e Henri Leconte entraram na Quadra A para jogar a primeira rodada de duplas. Noah, atual capitão da equipe de Copa Davis, foi o ultimo francês que venceu Roland Garros, em 1983. Figura exuberante, filho de uma francesa e jogador de futebol de Camarões, trouxe a ginga africana para o tênis para o delírio dos franceses.

Fã do Brasil, especialmente sua gente e música, é amigo dos jogadores brasileiros assim como de Gilberto Gil. Convidado ao torneio de Itaparica como espectador, jogou, e bem, futebol todos os dias. Do tênis ficou longe. É bom nos dois esportes, graças a uma incrível força e habilidade física. Faz o maior sucesso com o público feminino pelo físico de guerreiro e um feliz casamento de garra, audácia e charme que esparramava pela quadra.

Ontem, infelizmente, havia uma grande diferença entre o que podia oferecer, e o público, seu exigente aliado, clamava. A técnica, a explosão, e o ritmo não estão mais lá, mas a admiração do público sim. O congraçamento dele, Leconte e o público, através das brincadeiras e risadas mostraram qual era o real significado da presença de ambos na Quadra A.

Os dois adversários, Tarango e Delaitre, nem que fosse combinado poderia ser um par tão perfeito de adversários do dois mosqueteiros. Antipáticos, sempre causando problemas com jogadores, juízes e o público, são dois mal amados que definitivamente tiveram que fazer a cabeça para o jogo. Quietos e passivos jogaram um tênis burocrático e deixaram todas as brincadeiras, comentários e o show para quem sabe. Ganharam, mas não levaram.

Levando o jogo para o terceiro set, Noah e Leconte ainda fizeram o público acreditar, mas eles mesmo não pareciam convencidos de que poderiam ganhar. No final, fiel a fama de “showman”, Noah fez as dez mil pessoas cantarem e aplaudirem.  Agradeceu e saiu rapidamente da Quadra Central pela última vez. Já eram 19hs e tinha outro compromisso importante.

No Hard Rock Cafe, tenistas, homens e mulheres, esperavam pelo astro da noite, o mesmo Noah, agora transfigurado em cantor. Com dois CDs no mercado; Carlos Kirmayr tem um deles e me assegura que o cara é bom. Enquanto comiam uma comida horrível, que perpetua a fama da cozinha americana pelo mundo, aqueles que já perderam iam tomando suas Heinekens.

Antes de Noah, um sueco menos cotado, com ajuda de um baterista e Kirmayr no baixo emplacavam Dylan e Neil Young. O Café, repleto de fotos e souvenirs de rockeiros, estava lotado. Além dos tenistas, o publico que sempre consegue convites para tais festas; modelos, starlets, socialites, todas querendo uma casquinha dos jogadores.

Na rua muita gente tentava, sem sucesso entrar, viu quando Noah chegou. Logo estava no palco cantando, para a felicidade do jovem Gustavo Kuerten, sucessos do ídolo do tenista catarinense, Bob Marley. Um time de sul americanos formava na frente do palco o grupo mais animado. Dançando só ou acompanhados, divertiam-se a valer. Quase todos solteiros e cheios de amor para dar, empolgavam as modelestes francesas que sempre tiveram um fraco pelo exótico charme sul americano.

Após varios “reggaes”, Noah anunciou; “maintenant, musica para a gente branca”. Mandaram ver em alguns “Rock’nRoll” e finalmente cederam lugar para a próxima estrela da noite. Ricardo “Pardal”Accyoli, técnico de Fernando Meligeni e ex jogador, canta e toca guitarra bem. Com Peter Lundegren, tambem ex jogador e atualmente pagando seus pecados como o mais recente técnico de “Chino” Rios, na bateria e Kirmayr no baixo. Pardal segurou bem o show para o público que já estava alegre e aceitando todas. Yannick voltou ao palco para o grand finale, cantando, em dueto com o brasileiro, o sucesso dos Beatles “twist and shout”. Quase duas da manhã, os tenistas esperavam por taxis para voltar para os hotéis. É a única hora que eles não tem direito a um dos 90 carros e 230 motoristas a sua disposição – apesar de que sempre tem um ou outro “jeitinho”.

Yannick Noah, como tenista, cantor e pai, do pivô dos Bulls na NBA.

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Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:07

Inconfidência

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Imagino que Thomaz Bellucci deve estar frustrado, quase deprimido. Não só sua temporada no saibro passou sem algo digno de nota, o que é um tormento para quem depende tanto dos resultados na terra, como agora ele fica de fora da hora máximo da temporada do saibro europeu. As contusões sempre foram o fantasma dos atletas e não há nada que se diga que possa confortar um esportista afastado de seu esporte por conta de uma contusão. A de Thomaz é em músculo no abdômen, que começou no penúltimo ponto de sua vitória sobre Tursunov em Barcelona, e que ainda não cicatrizou. Ficam aqui meus desejos do mais rápido retono às quadras ao nosso tenista.

Hoje Teliana Pereira volta às quadras enfrentando a canadense Staphanie Dubois. É preciso ganhar três jogos para passar o qualy.

O mineirinho Bruno Soares voltou da Europa para receber, ontem, quarta-feira, a Medalha da Inconfidência, a mais alta comenda entregue pelo estado de Minas. Agora vai para Paris. As duplas só começam na 3ª feira.

Amanhã, 6ª feira, tem o sorteio das chaves. Quando a maioria de nós acordar os adversários da 1ª rodada já serão conhecidos.

Martina Hingis volta a Paris, desta vez como técnica da russa Pavyliuchenkova, uma jovem (21 anos) tenista que já foi #13, despencou e, sob a direção da suíça chega a #19. A russa é uma das mais promissoras e mais instáveis tenistas do circuito. Vamos ver se a baixinha Hingis faz a cabeça dela.

Todos os ingressos das três principais quadras de Roland Garros já foram vendidos. Para quem vai e não tem ingressos, ainda há uma chance, tirando os cambistas, bien sûr. O site www.rolandgarrosviagogo.com é o único lugar autorizado para aqueles que têm ingressos venderem. E as vendas são pelo preço original.

Parou de chover, mas o tempo em Paris continua uma droga. Domingo melhora.

El Rafa já está treinando em Roland Garros.

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quarta-feira, 22 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 01:38

In loco

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Caros leitores, não sei vocês, mas eu vou para Paris, para Roland Garros. Faz alguns anos que não acompanho o evento in loco; desde que comecei a fazer os comentários ao vivo pela TV em 2006.

Não era exatamente o meu plano A. Fui tantos anos a Roland Garros que queria mudar de ares e assunto. Mas, “aconselhado” pela minha mulher, desta vez vou em outro clima – sem grandes obrigações. Vou curtir o torneio, a cidade, a família e dividir isso com vocês da melhor maneira. Vou ter que achar o tom. E vocês vão poder me ajudar, dando suas opiniões e sugestões durante o evento e a cobertura.

O evento, que é bem maior do que se imagina à distância, já começou – O Qualy iniciou ontem e só resta um brasileiro na chave; João “Feijão” Sousa. Só para vocês terem uma ideia das dificuldades, estão no qualy tenistas como Volandri, Bogomolov, Darcis, Stebe, Devvarman, Ginepri, Capdevile, Golubev, Gabashvile, Sock, Kunitsyn, Berrer e um bando de jovens que querem um pouco do bem bom de um Grand Slam.

A chave principal será feita na 6ª feira, a partir das 6.30h da matina. Já se sabe que Murray e Del Potro não estarão nela e que o Wawrinka ainda não confirmou presença. Reza a tradição que os campeões do ano anterior fazem o sorteio. Rafa Nadal e Maria Sharapova já sabem o que fazem nessa manhã. Aliás, a russa confessou que Dimitrov a está fazendo se sentir mais jovem. O amor é lindo. Nenhuma palavra de Rafa sobre Xisca.

O tempo está horrível em Paris, com chuvas esparsas e ausencia de sol até sábado, o que tem atrapalhados os jogos. Assim que eu chegar, muda.

O tenista Simon Greul esperando a chuva passar.

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terça-feira, 21 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 08:00

Silêncio

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Bem, se Roger Federer não achou importante a final de Roma, não seria eu que iria contradizê-lo. Aliás, o meu silêncio sobre a final foi a minha afirmação a respeito. Escrever sobre Rafael Nadal per si é quase uma redundância, sem um adversário à altura do outro lado uma desnecessidade.

Alguém aí perguntou qual o papel do Annaconne como técnico do Federer. Não sei dizer. Vi no início da partida uma ou outra tentativa, das mais mixurucas, de Federer em tentar alguma fórmula tática. Mas o cara estava tão fora do jogo que no primeiro fracasso largou mão. E o que ele esperava? Que Nadal viesse para quadra sem estar preparado para cada alternância tática. Então ele não sabe que o espanhol, ao contrário dele, é um tenista extremamente disciplinado, inclusive tática e estrategicamente? Se quer ganhar do Animal, especialmente na terra, tem que jogar tudo e mais um pouco. E Federer só jogou muito pouco.

As vaias ouvidas no Foro Itálico dá uma ideia de quem ninguém está imune a elas ao desrespeitar o público pagante. Já escrevi sobre isso aqui. Deve ter sido uma das raras vezes que o suíço passou pelo desconforto, ele que é idolatrado mundo afora. Até entendo que enfrentar Nadal com dores deve ser horrível – mas não é uma desculpa.

Agora uma parte dos pros vai para Nice e outra para Dusseldorf. Aqueles com maiores pretensões em Roland Garros ficam fora desses eventos – existe um histórico que aqueles que vão bem na semana anterior nunca jogam o seu melhor nos slams. Os big dogs vão mais cedo para Paris, que oferece todas as facilidades aos tenistas, e começam a focar no mais difícil dos Grand Slams.

El Boniton largou o jogo muito cedo.

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