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segunda-feira, 6 de junho de 2016 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:59

Roland Garros – os finalmente.

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A venezuelana/espanhola Muguruza entrou no meu radar aos 18 anos, no Aberto de Miami, quando, graças a um convite, na 1a rodada eliminou a Vera Zvonareva, que aliás sumiu. A moça ótimos golpes – parece saída de um livro de ensino – e tem um corpo perfeito para jogar tênis. E vem fazendo ótimo uso de tal presente de Deus. Já é a #2 do mundo e seria uma surpresa se parar por aí.

Mugu perdeu o 1o set em Roland Garros, para uma menina (Schmedeliova) que vi no juvenil dois ou três anos atrás bater uma brasileira, virou o jogo, engatou uma quarta e ninguém mais segurou. Jogou de igual para igual, inclusive na pancadaria, com a Serena. A americana jogou o seu melhor? Não. Mas os créditos vão para a nova campeã que soube administrar o emocional e soltar seus golpes, inclusive, e especialmente, nos momentos tensos, o que conteve os ímpetos williamsnianos. Não foi fácil sacar para o título, depois de perder 3 ou 4 match points no game anterior. Ela vai lembrar para sempre lembrar do game, em especial a incerteza da decisão do último ponto – nada como ter boas memórias para o resto da vida. Fechou como uma verdadeira campeã, o que não é para qualquer uma.

Antes da final masculina havia um certo suspense sobre o resultado. Murray vinha de um título em Roma e jogando bem nas ultimas partidas em RG. Mas, importante para entender a final, jogou pedrinhas nas duas primeiras rodadas, passando por extremas dificuldades onde não deveria.

Djoko estava determinado a vencer este ano. Fez marketagem nas duas semanas. Só faltou entrar em quadra com a melancia. O cara adora causar, mas é pouco criativo. Desenhar o coração após a vitória, a marca registrada de Gustavo Kuerten, mesmo “pedindo autorização” (não achei que o Guga ficou lá muito feliz com a farsa) foi de muito pouca criatividade. Na pior das hipóteses deveria ter se atido a “jogar coração” com os boleiros, como fez nos outros jogos. Enfim, o público comprou e, pela primeira vez, torceu por ele em uma final de Grand Slam. O que já não era sem tempo!

O jogo foi aquém das expectativas – pelo menos as minhas. Final nervosa, tensa, com ambos jogando abaixo do que sabem. Não é incomum, mas esperávamos mais.

Murray aproveitou a surpreendente paralisação, mental e técnica de Djokovic, para crescer e vencer o primeiro set com categoria e coragem.
A partir do início do 2o set Murray foi para alguma longínqua galáxia. Voltou a ser o MurrayMarrento, pensando na morte da bezerra, falando barbaridades entre os pontos, dava para ver a cara de mau humor do presidente de Wimbledon, o inglês Philip Brook, sentado na 1a fila e ouvindo as ladainhas da baixo calão do escocês, ao invés de focar em vencer o título. Durante quase três sets foi nulo. Dava pena. Quase raiva. Djoko, mesmo hesitando, foi entrando em jogo, mais pelos erros do outro do que por sua determinação. Só foi se soltar, e ser o que é, no 4o set, quando abriu uma grande vantagem e ficou claro que o Murray entregara para o Lord.

O escocês (britânico só quando ganha!) só voltou a jogar com desprendimento, porque aquilo não é coragem, quando ficou claro que iria perder o jogo – no 2-5 do quarto. Sem mais nada a perder voltou a atacar e incomodar. Mas aí não conta, mané. O certo é fazer isso quando ainda tem jogo! Mesmo assim, Djoko, que ainda assim não estava tão certo das coisas, quase vê sua vaquinha francesa trotar para o brejo. Fechou no apagar das luzes, quando o jogo se complicava novamente.

Mas o fato é que fechou e ganhou. E isso que conta. Hoje e pelos próximos 1000 anos. Depois eu não sei.

Mas não vamos esquecer um detalhes très important. O cara venceu, com o título, quatro grand slams seguidos, o que já é um feito de se tirar o boné (alguém ainda tira o chapéu?). Federer e Nadal devem estar aumentando as rezas, vendo o servio se aproximar de seus recordes. Quanto a nós, os mortais, temos é que levantar as mãos aos céus. Temos em atividade três tenistas com mais de 10 títulos de Grand Slam, algo inédito na história. Fica a pergunta. Isso é bom porque temos três atletas diferenciados, ou ruim porque não temos variações e renovações? Vocês escolhem.

A cobertura da Band Sports

Pela primeira vez tive a oportunidade de acompanhar, durante a quinzena, a cobertura da Band Sports. É um grande diferencial para os fãs ter uma TV que abraça o evento com empenho, algo que vem acontecendo mais e mais no Brasil, e a BS fez isso com galhardia. Me senti como se lá estivesse. Existem as restrições de não terem as opções de mais canais, e mostrar mais quadras, e de algumas escolhas por conta de tal restrição. Com certeza fazem as escolhas com as melhores das intenções. A opção de mostrar programas de comentários, ao invés de um jogo em sua integra (ou perto disso), à noite, quando a maioria das pessoas pode acompanhar é algo que tem mais de um ponto de vista. Acho o formato de pelo menos um quadro com comentários de entendidos cobrindo o dia de jogos imprescindível. Mas a noite é longa. Gostei da dupla principal Flávio Saretta e Oliveira Andrade. O Saretta conhece o esporte. Oliveira tem uma voz agradável, cultura e narra com elegância, sem atropelar ou querer ser o dono do pedaço. Sua elegância transpirou para o parceiro que está mais focado em comentar o que conhece do que falar bobagens. A dupla funciona e agrega ao evento para quem acompanha.

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segunda-feira, 16 de maio de 2016 Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Masculino | 13:56

Faltou tesão

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Diz o ditado, e até mesmo o Eduardo Cunha quando se referindo às razões da queda da sua nemesis Dilma, nunca é só por uma única razão. É assim que vejo a vitória de Andy Murray sobre Djokovic, manchando um passado de 13 vitórias do servio nas então últimas 14 partidas entre ambos, um claro sinal de que Murray não progrediu o que poderia ter progredido, a partir de um certo momento recente na carreira de ambos – ambos tem uma semana de diferença de idade.

 

Até a data do aniversário de Murray no dia da final pode ter influenciado a motivação do escocês. O fato de ele ter virado saco de pancadas do servio também deve ter sido uma razão. Mas o que deve ter, de fato, feito uma diferença são dois fatores intimamente ligados.

 
Novak deve estar “cansado”. Não só fisica, como mentalmente. Sabem como é – de saco cheio, sem aquele tezão. E como dizia o escritor/psicólogo Roberto Freire; “Sem tezão na há solução”. Algo que é bem compreensível, considerando a temporada que o rapaz vem tendo.

 
A falta de tezão e cansaço foram ficando evidentes durante a semana de Roma, com vários jogos “engrossando” e três deles indo para o 3o set – algo que não é o padrão atual do #1.Resultado? Chegou à final “pregado”. E o que veio antes, o ovo ou a galinha? Pregou porque engrossou, ou engrossou porque “cansou”?

 

De qualquer jeito, a final foi sem nunca ter sido. Acabou antes de terminar. Nos primeiros games já se via que não iria rolar. Djoko até que tentou recorrer às suas antigas manhas, jogando raquete no chão, tentando interromper a partida e até se auto inflingindo uma raquetada no tornozelo! Mas não era dia.

 

Alias, sinais já tinham aparecido antes. Aquele de ele ir começar o ponto com a corda da raquete quebrada, contra o japa Nishikori, foi inusitada.

 
Murray, que adora uma choradeira, ainda teve a cara de pau de dizer que se sentiu pressionado porque sabia que o outro estava bem mais cansado e ele fresquinho. Talvez ele preferisse o contrário e não sentir pressão? Os caras adoram um drama!

 
No fim das contas foi isso mesmo. Murray aguentou o rojão, até porque logo viu que mesmo que fizesse uma de suas “murradas” poderia ir ganhar o jogo lá onde o judas perdeu as botas que é onde geralmente eles decidem seus jogos. Nem precisou.

 
Para os fãs foi positivo o resultado. Djoko, que terá só uma semana para recarregar as baterias, chega à Paris com sua bola um pouquinho mais baixa, dando um certo alento aos outros mortais – inclusive a Murray, que será o cabeça 2 do torneio. Não há males que não venham para algum bem.

 

PS: Agora perguntar não ofende. De onde tiraram aquela idiota que veio à quadra entrevistar o Murray? A mulher não deixou ele pegar no microfone e não deixou ele fazer o seu discurso – só falou ela – nada com coisa nenhuma. Logo no dia que ele ganha do Djoko jogam aquela assombração na frente dele??!

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terça-feira, 19 de abril de 2016 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 18:31

Nuances locais

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Rafael Nadal deve estar dando graças a Deus pelo início da temporada européia sobre a terra. Se para ele sempre foi um martírio as partidas sobre as quadras duras, nos últimos tempos isso ficou mais grave; tanto pelos danos ao seu corpo, como pelas dificuldades em vencer partidas com frequencia a que estava acostumado, pela simples razão que ele não tem mais a mesma estâmina física que um dia teve.

 

Nao só pelas razoes acima, ele chegou babando em Monte Carlos. Era mais do que isso. Ele precisava em mandar uma mensagem a seus adversários. Se não ganhasse o torneio no jogo lento do MCCC, com suas quadras a poucos metros do mar, iria perder ainda mais o respeito que vem se definhando. E, acreditem, respeito ganha jogo sim senhor.

 

Rafa ganhou seus jogos sem estresse até as semifinais. Lá teve que lidar com Murray. O primeiro set foi magistral. O segundo muito bom. No terceiro Nadal mostrou, mais uma vez, que tem mais cabeça do que o escocês.

 

A final não foi diferente. Monfils mostrou, mais uma vez, após chegar às semis em Miami, que pode jogar de igual com qualquer um. Por um tempo. Porque chega uma hora entrega a mortadela. E Rafa não entrega. Por isso é o gênio que amamos.

 

Agora o circuito chega a Barcelona, no tradicional e pedante Real Club de Barcelona. Na época de Franco era necessário estar de terno para entrar na sede e no restaurante do clube. Os tenistas eram vistos como intrusos. Imagino que os tempos são outros e costumes também. Sorte deles.

 

O torneio é muito grande na cidade, muito bem frequentado, mas sem mais o mesmo impacto no circuito. Hoje, apesar do enorme time de espanhóis no circuito, os vizinhos franceses tem bem mais torneios do que os furiosos.

 
Os catalães tem o torneio desta semana, que era “mais torneio” por muito tempo. Hoje, depois que o romeno Ion Tiriac comprou Madrid e o transformou em Masters 1000, o evento no Real Club virou coadjuvante. É um calo no sapato dos catalães.

 
Nao sei bem como Rafa se relaciona com as nuances locais. As Ilhas Baleares são muito mais próximas e têm muito mais a ver com Barcelona. Mas, não sei porque, ele torce, descaradamente, pelo Real Madrid – e o tio dele foi zagueiro do Barcelona FC por quase uma década. Por outro lado, está sempre se bicando com o evento de Madrid, enquanto se enche de amores por Barcelona, apesar de, muitas vezes, ser um torneio difícil de encaixar no seu calendário.

 

 

Duvido que jogaria esta semana se não fosse em Barcelona. Os quatro primeiros do ranking; Novak, Roger, Andy e Stan estão em casa se preparando e descansando para coisas mais importantes. Assim, Barcelona se torna mais uma oportunidade de vitória, assim como uma responsabilidade, para Rafa Nadal. Como ele nunca foi cara de fugir do pau….

 

 

Mas que fique claro uma coisa. Seus olhos estão mesmo voltados para Roland Garros, o evento mais importante do calendário para o rei do saibro. Lá ele definirá a sua temporada. O resto dela se acomoda ao redor daquele evento que faz a sua confiança brilhar.

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terça-feira, 12 de abril de 2016 Copa Davis, História, Juvenis, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:49

Ganha/Ganha

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Este ultimo fim de semana tivemos, pelo segundo ano, o Rendez-Vous à Roland Garros, uma parceria da FFT e a CBT, onde o vencedor do evento aqui realizado disputa, em Paris, às vésperas de Roland Garros, um torneio para o direito de jogar a chave juvenil do torneio.

 
No ano passado, o brasileiro Gabriel Decamps venceu aqui e em Paris. Ganhou o direito de entrar na chave juvenil, chegou às oitavas e perdeu para Taylor Fritz, que já está fazendo estragos entre os profissionais.

 
Desta vez o vencedor foi o paulista Lucas Koelle, um jovem que tive a oportunidade de presenciar em quadra em algumas oportunidades de treino. Uma jóia rara. É um atleta que o treinador não precisa ficar convencendo a fazer o necessário em quadra. Vem com a cabeça e corações prontos para o trabalho, talvez a principal qualidade que um juvenil pode trazer para os treinamentos. Infelizmente, a maioria acredita que possa ser a “habilidade”, a “esperteza”, a atitude do “sei tudo”, “qualidades” que jovens nessa idade acreditam ter de sobra e que, quase sempre, não passa de um delírio.

 

 

Lucas vem investindo na carreira, procurando maneiras de progredir, talvez nem sempre da maneira ideal. Porém sem alterar sua postura em quadra, o que conta muito. Morou uma época nos EUA. Tem disputado eventos aqui e no exterior. Chegou agora a #50 do ranking mundial juvenil.

 

O que me chamou a atenção, na conquista que lhe carimbou o passaporte para Paris, foi outra coisa. Fiquei sabendo que ele tinha, pouco antes, após muito pensar, aceito o convite para estudar e jogar em Harvard, uma das mais prestigiosas universidades do mundo.

 

Eu conversara com ele, pouco antes da virada do ano, na casa de amigo comum, sobre o assunto. Então estava intransigente na decisão de não aceitar o convite e se dedicar à carreira tempo integral.

 

Conversou com mais pessoas – o pai é um alto executivo e a mãe fez estudos em Harvard também – e mudou seus planos.

 
Chegou à conclusão que ir para Boston era uma situação de ganha/ganha. O mais difícil é ser aceito em tal universidade. Com eles insistindo no convite fica ainda melhor. Afinal ali poderá a enfrentar adversários competitivos, no circuito profissional, além de poder eventualmente participar de torneios de transiçao, enquanto faz seus progressos acadêmicos. Nesse ambiente de ganha/ganha poderá também, se vier a ser o caso, mudar de idéia e partir para outra.

 
A decisão já lhe trouxe a tranquilidade necessária para vencer o torneio Rendez-Vous à Roland Garros sem perder um set. Sua mãe confessa que nunca o tinha visto tão sereno em quadra.

 
Um dos raciocínios de Koelle foi sobre a idade dos tenistas na atualidade – estão atingindo seus melhores momentos aos 27 anos. Na verdade, não é novidade. Essa é mesmo a idade em que os tenistas equilibram sua parte técnica, emocional, física e flertam com seus ápices.

 
Até os anos 50 eles ficavam um tempo no amadorismo – que incluía os atuais Grand Slams – e depois seguiam para o profissionalismo, que era para poucos, bons e amantes incondicionais do tênis.

 

Nos anos 60 e 70 era padrão os tenistas irem primeiro para as universidades americanas e só depois entrarem no circuito profissional. Mc Enroe foi para Stanford já em 1978, quando ganhou o torneio nacional universitário. Seu irmão Patrick, se graduou 10 anos depois na mesma escola. No final dos anos 80 ainda havia vários bons tenistas que foram à universidade antes de se tornarem profissional. James Blake, quase um contemporâneo, também esteve em Harvard, o que pode ter influenciado Koelle.

 

Mesmo antes do ultimo fim de semana Lucas Koelle admitiu estar tranquilo com a decisão. Nesta 6a feira, vai a Boston, a convite da escola, conhecer melhor o local e as pessoas. Volta de vez em Agosto, quando começa o ano letivo. Até lá vai jogar em Paris e, quem sabe, ampliar ainda mais suas conquistas no tênis.

 

Por enquanto é um tenista que assume uma caminho diferente de muitos que tem como prioridade a carreira profissional. No fim da época juvenil os tenistas se vêem frente a frente à difícil decisão; continuar seus estudos em uma universidade americana, onde é ofertado a oportunidade de seguir competindo e fazer seus estudos, ou abraçar de vez, com bônus ou ônus, a carreira profissional e encarar a famosa e difícil transição, quando raramente, em especial os brasileiros, por força cultural, se tem a parte emocional pronta para o que vem pela frente. Uma ida a uma faculdade lhe compra um tempo que, atualmente, já não é tão crítico.

 
Se nos anos recentes o jovem começava a carreira aos 19 anos e a abandonava aos 30, agora, com o preparo físico no atual patamar, pode pensar em começar aos 22, com um diploma debaixo do braço, e jogar até 34 anos, como Federer, por exemplo, está a fazer com qualidade.

rg taça sp

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quarta-feira, 6 de abril de 2016 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:55

As finais – que finais?

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Alguns me cobram um Post final de Miami. Lógico que sobre a vitória de Novak Djokovic. E se eu disser que não vi, vão acreditar?

 
O que importa é que a final foi um passeio. E predito. Nishikori perdeu antes de entrar em quadra. Dá até vergonha. Meu amigo Sylvio Bastos, que é muito bom em colocar as coisas, quando não está tentando me enrolar, foi curto e grosso a respeito, o que não é seu padrão, a respeito – não sai jogo, disse ele, no dia anterior. E quem sou eu para discordar? E assim foi; o japa não quis saber de briga – aceitou a freguesia e a dominância quietamente.

 
O servio não perdeu um set no Aberto de Miami. Foi mais fácil do que eu comer uma tigela de mousse de chocolate quando assistindo um bom filme. Pelo menos antes do meu médico levantar o dedinho e balança-lo de lá para cá dizendo não, não, não! Sacanagem.

 
Escrever o que? Sobre a partida? Estão brincando? Sobre como o Djoko está um degrau acima, no mínimo, do resto dos cachorrões? Que sem competidores à altura perde a graça? Que estamos morrendo de saudades dos confrontos Fedal?

 
Ahh, talvez esperassem um comentário sobre a final feminina. Posso escrever que não vi também. Estou um pouco mau humorado? Talvez só não queira falar sempre a verdade. Tem tanto neguinho por aí que mente que nem sente toda vez que abre a boca e faz o maior sucesso. Mas não, as coisas que são como são. Eles lá e eu cá.

 
Azarenka voltou a ganhar – havia ganho Indian Wells na semana anterior. E também, como Djoko, sem perder um set – a final feminina foi outro passeio sem sal. A que lhe deu mais trabalho foi a venezuelana/espanhola Muguruza, em dois TB, que é uma poltrona de forte, ou seja, joga de igual com Azarenka, Serena etc.

 
O Aberto de Miami acabou sem um Buum. Acontece. Não houve uma correria pelos ingressos porque não haveria grandes finais. Muitos lugares vazios, o que não é normal para o evento.

 
O tênis, como qualquer esporte, precisa de grandes nomes, grandes talentos, grandes personalidades, grandes palcos. Mas, como qualquer esporte, precisa mais ainda de grandes rivalidades, que é o que motiva o grande publico acompanhar um esporte.

 
Mas, existe ainda uma pauta a ser escrita sobre o Aberto de Miami, que pode ser mais interessante para os meus leitores. Mas fica para o próximo Post.

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segunda-feira, 28 de março de 2016 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:03

Administrando

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Cheguei na quadra 2 o jogo estava começando. Dei uma panorama na quadra e me surpreendi. De um lado a dupla do brasileiro Marcelo Melo e seu parceiro croata Ivan Dodig. Do outro “A Besta” Mirny e seu parceiro Treat Huey, um baixinho filipino-americano que tem mais pinta de ser um boleiro mais velho do que um tenista profissional. O jeito dele simplesmente não bate com o resto dos tenistas, especialmente tendo a “Besta” Mirny de 1.96cm como parceiro.

 
Mas foi só o cara começar a jogar para meu queixo ir caindo. Mãos rápidas, pulso forte, pancadas dos dois lados e um estilingue para sacar. Ele deve ter dado mais de 10 aces no Dodig no centro da quadra. Isso porque o croata já sabia que iria lá e assim mesmo a bola passava por ele como um F1.

 
Nas devoluções o cara acelera dos dois lados e sabe bem onde meter as bolas. Na rede é um abílio. Esteve alguns patamares acima de seus colegas de quadra no quesito. E quem se atreveu a desafia-lo no quadradinho se deu mal. Bem mal.

 
Além disso, tem ótimo posicionamento, cruzando como saci junto à rede. Ali, novamente, levou Dodig à loucura. Cruzava muito, esticando seu braço para um voleio de forehand. Ali também o Dodig sabia que o cara iria e não conseguiu fazer muito – essa bola acabou sendo crucial no resultado final.

 
A “Besta” já tem 38 anos, nao tem mais o mesmo vigor físico de quando fez a memorável partida contra Gustavo Kuerten em 2001, no US Open, onde liderava por 2×0 e o catarina “encontrou” uma maneira de virar o jogo que levou os brasileiros presentes ao delírio. Mesmo assim, ainda se vira nas duplas, apesar que era o elo frágil da dupla, que não conseguiu ser explorado pelos adversários.

 
Talvez porque Dodig não estava 100% fisicamente, com a perna direita enrijecida na altura da coxa. Talvez porque a dupla de Melo não conseguiu tirar proveito dos melhores resultados que têm dentro do bolso. Talvez porque, em momento crucial no 2o set, Dodig acertou uma bolada na nuca do parceiro que o nocauteou. Talvez porque o tal de Huey estava em dia inspirado e foi, de longe, o melhor em quadra, dando um verdadeiro show de habilidades e de como se joga uma dupla bem jogada no estilo antigo.

 
De qualquer jeito, o felipino e o bielorusso estão na 3a rodada e Marcelo, que esteve focado e compenetrado, sabendo da importância da partida, já que agora não é mais o 1o do mundo – perde a posição para o parceiro de Bruno Soares, Jamie Murray, que também já estão fora do torneio, por meros 5 pontos, algo que evitaria com a vitória ontem.

 
No fim do jogo fiquei pensando porque não ouço falar mais do tal filipino/americano. Descobri que já ganhou sete títulos nas duplas, com quatro parceiros diferentes. É daqueles que muda bastante de parceiro. O porque não sei.

 
Mas, com certeza, se soubesse administrar melhor a carreira poderia ter ainda melhor resultados. Poderia perguntar umas dicas no assunto para Marcelo e Bruno, que têm sido ótimos no quesito. Isso prova que o circuito de duplas é extremamente competitivo e é necessário saber administrar fora das quadras também – a escolha, e manutenção, do parceiro um quesito fundamental!

 
Huey desistiu das simples ainda jovem – foi tenista universitário – porque achou que seria medíocre como singlista e poderia se dar melhor como duplista; um denominador comum nas carreiras dos duplistas.

 
De qualquer maneira fica a lembrança. Se algum dia os leitores tiverem a oportunidade de assistir o rapaz jogar vão ver como se joga bem duplas sem ter a pinta de quem o faz. Um tenista muito rápido, com ótimas mãos, muita habilidade, que sabe tanto bater como tratar uma bolinha carinhosamente. Uma avis rara que merece ser vista porque é um animal em extinção.

 
Ontem tivemos dois jogos ótimos. A vitória de Gilles Simon sobre Marin Cilic, onde a paciência e regularidade mais uma vez se sobrepôs sobre o ataque, em um conflito sempre interessante de assistir, e a surpreendente vitória do francês de 22 anos, Lucas Pouille, tenista talentoso, com bons golpes de ambos os lados, voleios melhores do que o padrão atual, em um saque que incomoda sobre o operário David Ferrer. Um all around que está crescendo no circuito e que ainda vai dar o que falar. Talvez não seja um Federer, mas, aos poucos vai conseguir vitórias como a de ontem, melhorar seu ranking e, se souber administrar, deixar de ser uma surpresa e passar a ser um dos cachorrões.

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domingo, 27 de março de 2016 Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:06

Errando no processo

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A chamada diária dos jogos é um processo difícil e que exige muita experiência por parte dos responsáveis. Não vou entrar nos detalhes, mas acreditem, é um verdadeiro quebra cabeça, especialmente nos primeiros dias do evento, quando tenistas estão envolvidos em chaves de simples e duplas, uma das maiores dores de cabeça do trabalho.

 
Na verdade, deve ser a única hora que os organizadores dão graças a Deus pelo fato de existirem mais e mais os tais especialistas de duplas; os que nunca jogam simples. Sim, porque se existe um fulano que os organizadores não gostam são os “especialistas” de duplas – mas isso é uma outra história, porque na hora de se fazer a chamada eles ajudam.

 
Pelo simples fato de que não apresentam o conflito, como o singlista que joga as duplas. Já imaginaram um jogo de duplas com os quatro neguinhos ainda envolvidos nas simples? Imaginem uns míseros seis jogos desses em um dia e temos 24 tenistas atravancando a chamada. Lembrem que um tenista que está nas duas chaves só pode jogar duplas após jogar suas simples. Por isso, invariavelmente as duplas são no fim do dia, a não ser que envolva quatro tenistas que não jogam simples – pelo menos naquele dia.

 
O fato é que mesmo com a sistematização do trabalho das “chamadas”, o pessoal ainda come uma bolas que não estão no cenário mais óbvio. Um exemplo foi o caso de ontem, na partida de duplas que reuniu Bruno Soares e Jamie Murray x Ram e Klaasen. Nenhum dos quatro envolvidos nas simples (Ram perdeu por WO na 2a rodada das simples?!).

 
A partida envolvia a dupla cabeça de chave #3 e campeã do ultima Grand Slam, além de envolver um tenista brasileiro em um evento repleto de brasileiros ávidos por assistir um conterrâneo, além de envolver um americano (Ram) e um tenista brigando para se tornar #1 do mundo (Murray). Será que alguém do “Comitê das Chamadas” lembrou desses detalhes. Podem apostar que não!

 
O jogo foi colocado na quadra 9, a mais acanhada do local, com uma arquibancada modesta que não fez frente sequer aos brasileiros que lá apareceram. Logo no início do jogo estava formada a confusão, com boa parte dos fãs se frustrando e, eventualmente, desistindo de assistir a partida. Vários (eu entre eles) apelaram para subir nos últimos degraus da quadra 2, que é vizinha da quadra 9 (não me perguntem a lógica disso).

 

Pior ainda foi, após tanto esforço e frustraçao, ver o brasileiro perder. A dupla não jogos bem, não aproveitou o fato de ter ganho o 1o set e não aproveitou a torcida. Aliás, ninguém em quadra jogo muito bem. Foi um jogo estranho, onde nem Murray se salvou – o cara, que vinha sendo o melhor em quadra, deu uma boa tremida no apagar das luzes.

 
Para completar o negro dia para nossas cores, após a derrota de Thomaz Bellucci, que desistiu da partida contra Misha Kukushikin (que tem um torcedor que fica gritando o nome dele a partida inteira), após esta ir para o 3o set, ainda tivemos o mesmo Bellucci entrando em quadra, já à noite, perdendo as duplas em parceria com Andre Sá, contra o ex de Bruno, Alex Paya e outro. Thomas não mostrava nenhum sinal de problemas físicos, a razão pela qual abandonou a partida.

 
O mais bizarro dessa partida é que Thomaz e Andre entraram como lucky losers, com o abandono de Marco Baghdatis e Michael Venus, que desistiram de jogar – talvez pela surra que o primeiro tomou do MalaKirgyos.

 
Bizarro porque originalmente Andre Sá se inscreveu em Miami com seu parceiro Guccionni, com quem não conseguiu entrar na chave, por conta do ranking. Mas a regra permitiu que ele e Thomaz se inscrevessem diariamente como “alternativos” e assim fossem chamados para entrar em quadra na desistência da dupla original.

 
Não acompanhei, mas imagino que tal “chamada” criou uma situação. Bellucci tinha abandonado sua partida de simples horas antes e, normalmente, ele (e ninguém) não jogaria uma partida de duplas logo depois. Mas já era noite (o dia tinha sido de um sol terrível e a noite estava bem gostosa) e o parceiro um amigo e um dos tenistas mais gostados do circuito.

 
Thomaz foi para o sacrifício e, em nenhum momento, mostrou corpo mole ou falta de interesse. Na verdade, achei Andre, um excelente duplista, mais incomodado com a circunstância e jogando abaixo de seu padrão.

 
Mas o sábado já estava escrito como ruim para os fãs brasileiros. Ahh, antes que eu esqueça. Rafa Nadal também abandonou, no início do 3o set de sua partida de simples, por conta de ter, como Bellucci, passado mal, com tonturas e mal estar. Talvez Belo tenha, em companhia tão digna, se sentido menos mal de ter se sentido mal.

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sábado, 26 de março de 2016 Tênis Masculino | 12:54

A fila anda

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Um detalhe sobre o jogo acima – do Del Potro. Logo após o fim do primeiro set eu levantei para ir embora. Tanto a frustração de assistir a um capenga Del Potro, como o atraso para o almoço com a família, me fizeram a apurar o passo em direção à saída do complexo.

 

Já quase no portal de saída cruzo com o argentino Franco Davin que adentrava o local. Davin foi bom tenista e atualmente trabalha como técnico. Trabalhou com Gaudio, Del Potro e atualmente dom Dimitrov.

 

Ele estava ao lado de Del Potro no melhor momento deste. Durante a longa contusão de Juan Martin o técnico foi sondado por outros tenistas e sempre recusou. Acabou, em Setembro de 2015, aceitando trabalhar com Dimitrov. Imagino que o acerto tenha sido amigável entre todos os envolvidos.

 

Não custa mencionar que Dimitrov e Del Potro são representados pela mesma Team 8, empresa que Roger Federer fundou quando saiu da IMG pouco tempo atrás. Com certeza foi tudo conversado. Que eu saiba Del Potro não tem ainda um técnico oficial.

 

O fato é que paramos para breve troca de amenidades e mencionei que seu ex pupilo estava sofrendo  em quadra. Ele me perguntou se estava mal e respondi que até me molestava em assistir. Ele assentiu com a cabeça e seguiu seu caminho.

 

Davin acabava de entrar no torneio e duvido muito que estivesse indo assistir a Delpo jogar. Entre os poucos passos que me separavam até a saída do complexo dediquei alguns neurônios para pensar nesse complexa relação jogador/técnico. Antes de atravessar a rua, sob a guarda e orientação dos policiais que adoram ficar por ali gesticulando, apitando e dando ordens eu já tinha esquecido o assunto.

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quinta-feira, 24 de março de 2016 História, Novak Djokovic, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:23

Rainha da cocada

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Para nós brasileiros o Aberto de Miami é uma festa. Ainda não me faz sentir como Ernst nos anos 20 em Paris, mas dá bem para o gasto. Da porta de entrada já começo a encontrar amigos.

 

Logo de cara foi Patricio Rodriguez, tenista chileno que foi técnico durante a época que também fui e me auxiliou durante dois eventos de Copa Davis jogados, ambos, em Porto Alegre. Pessoa finíssima com quem tive muitas conversas e alegrias no passado. Para quem nao sabe, foi treinador de Jose Luiz Clerc, Nicolas Lappentti, Nicolas Massu, Andres Gomes e Jaime Izaga, entre outros. Boa parte de seus ganhos ele colocava em vinhas no Chile e não tinha a menor cerimônia em se declarar apoiador de Pinochet. Hoje, aos 77 anos, mora em Key Biscayne na companhia de sua filha de 10 anos. Adoro o cara.

 

Quando cheguei ao clube fui logo informado que Billie J. King e Novak Djokovic tinha acabado de dar suas entrevistas a pauta, premiaçao para homens e mulheres. Mais de três horas depois não tinham disponibilizado as transcrições delas. Eu falei que o assunto iria transbordar para este evento…

 

Enquanto esperava pra ver se as conseguia, sentei na Quadra Central e foi sorteado com o jogo entre a mascarada perigueti Eugenie Bouchard e a checa Lucie Hradecka. O samba do crioulo doido na Central.

 

Bouchard é uma jovem que dois anos trás acreditava piamente que seria a #1 do mundo em meses e teve boa parte da comunidade tenistica acreditando nisso. Quando se achou a rainha da cocada branquela despediu a técnica francesa Tauziat, que lhe ensinou a ser agressiva e não a paparra que era antes e o técnico Nick Saviano que lhe deu a confiança necessária para chegar às semis da Austrália e Roland Garros e à final de Wimbledon em 2014, aos 19/20 anos.

 

Bem, a partir de 2015 a moça ficou mais preocupada em postar fotos de biquini do que em ganhar partidas de tênis. Seu ranking despencou de #5 para #50. Hoje é notícia por entrar na justiça contra a USTA por um tombo que tomou no vastiário do US Open, perder jogos, trocar de técnicos, fazer biquinho em quadra e jogar de baby doll.

 

A Hradecka é conhecida por bater com as duas maos dos dois lados – a esquerda dela é ótima – e jogar bem duplas. O resultado do jogo foi 6/4 3/6 6/2 para a checa. Quando acabou o 2o set eu nao aguentava mais, virei para o amigo Sylvio Bastos, me referindo ao público, ao Ray Moore, ao Djoko, à Billie King etc e desabafei: para esse jogo as pessoas deveriam receber e não pagar para ver. O Sardonico Bastos virou pra mim e cutucou; escreve isso! Esse cara quer me complicar…

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terça-feira, 22 de março de 2016 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Porque o Tênis., Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:10

Mordeu a língua

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O Aberto de Miami começa sob a sombra da polêmica. Mais uma vez o assunto é se mulheres devem receber o mesmo valor em prêmios que homens.

 

O principal combustível da polêmica foi do fundador e diretor do torneio de Indian Wells, o ex tenista e hippie sul africano Ray Moore. Ray foi contemporâneo de Thomas Koch e Carlos Kirmayr e saiu dos cabelos longos para, junto com Charles Passarell, tocarem um dos melhores eventos do circuito. Interessante que o evento sempre teve altas polêmicas, como as acusações de fraudes junto à prefeitura local e a das irmãs Williams, que ficaram anos sem colocar os pés por lá por conta de um incidente com o público, que foi acusado, pelas irmãs, de ser racista. Mas isso já foi e não vou me alonga a respeito.

 

O fato é que Ray fez uma declaração polemica sobre a igualdade nos prêmios entre homens e mulheres. Disse o senhor que no futuro gostaria de ter um emprego na WTA, já que esse pessoal vive na moleza e na rabeira do circuito da ATP, sem nada acrescentar. E pra completar o saque e voleio, afirmou que as tenistas deviam ajoelhar e agradecer o surgimento de Roger Federer e Rafa Nadal, que fizeram o tênis se sobressair nos últimos anos.

 

Declarações, no mínimo, discutíveis. Nenhuma mulher do mundo vai concordar, o que já coloca metade do mundo contra quem fala uma coisa dessa em público. Pior ainda se você é o diretor de um dos maiores torneios que elas jogam. Considerando que da outra metade, uma boa parte não que saber de encrenca com elas, te deixa no mato sem dog.

 

Por conta de tudo isso, Moore ouviu tudo que nao queria ouvir em vida nos últimos dias. Só estaria pior se fosse acusado de pedofilo. O final da história é que teve que “pedir” para sair e deixar o cargo, com o imediato aplauso de Larry Ellison, dono do torneio, e da Oracle, que se desmanchou em desculpas e elogios as conquistas e o tênis das mulheres.

 

Nao sei o que deu na cabeça de Mr. Moore para se sair com essas declarações. Ele tem alguma razao? Tem. Só que suas declarações foram venenosas e arrogantes.

 

Assumindo seu raciocínio, não é só as mulheres que deveriam se ajoelhar para Federer e Nadal. Os homens também. O circuito masculino também viver do Fedal durante anos e eles estao deixando uma marca que marcou o Tênis.

 

As mulheres nao conseguiram apresentar nada, nem de longe, igual. Se lembrarem, até Serena se assentar e abraçar a carreira, apareceu cada #1 de chorar na WTA.

 

Mas há maneiras e maneiras de colocar um argumento. Moore, considerando sua posição, tinha mesmo que tomar o caminho da roça e sumir depois dessa.

 

O mais interessante disso tudo é o seguinte. Quase no mesmo dia, o campeao de Indian Wells e o #1 do mundo Novak Djokovic, defendeu que os homens deveriam sim ganhar mais do que as mulheres, baseado em quem atrai mais público e atenção, o que, segundo ele, as estatísticas mostram. O mesmo argumento, com mais diplomacia, o que também já atraiu o veneno feminino.

 

Como o assunto é algo que frequenta o Politicamente Correto, algo que os americanos adoram e respeitam, pode-se esperar que a polêmica continue em Miami.

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