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Arquivo da Categoria Tênis Feminino

sábado, 31 de maio de 2014 Juvenis, Novak Djokovic, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:00

Domingao

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Foi o dia de melhor tempo da semana, com um sol que por vezes brilhou, por vezes se acanhou. Mas foi um dia que deixou rabo para trás com dois jogos por terminar, o horror dos tenistas. Murray, que adora uma enrrolation, está na bacia das almas com o alemao Kohlschreiber, um encardido tenista sobre o saibro, donos de uma das grandes esquerdas com uma mao do circuito. Com ela faz tudo e mais um pouco. Já o MalaMurray, sobre quem escrevi esta semana, nao consegue ficar distante desses jogos enrolados. Os dois vao dormir pouco, já que o estresse é grande, acordar cedo e jogar a segunda partida da SL, após Berdich e Isner jogarem alguns tie-breakers.

Quem nao terminou também foram Verdasco e Gasquet. O francês faz seus conterrâneos sofrerem com sua personalidade – ou seria a falta dela? Jogar, na quadra principal de seu país, e nao conseguir jogar deve ser um sofrimento ainda maior para esse tenista que foi a maior promessa dos franceses nos últimos anos. E promessa nao cumprida. Verdasco tem 2×0 em sets e só perde se pirar.

Vai ser um Domingao em RG. A quadra central será invadida pela nova sensaçao feminina, a canadense Eugenie Bouchard enfrentando a alema Kerber que há tempos ronda um grande resultado nos GS. Em seguida entram Verdasco e Gasquet.

Depois entram Federer e Gulbis, o que deve ser, no mínimo, interessante. Como o letao gosta de um palco, duvido que ele vá fazer um papelao e nao aproveitar a oportunidade de pegar o veterano na principal quadra de um GS.

Logo depois El Djoko enfrentar Tsonga e a torcida francesa. Tsonga declarou no início da semana que seu palco favorito é a quadra central do Aberto da França com a torcida ao seu lado, o que nao é nada mal. Sao dois tenistas que adorariam o título em Paris. Tsonga porque seria o maior feito que poderá ter em sua carreira, o que o faria o novo deus do tenis frances, e Djoko porque é o único título dos Slams que lhe falta. Um vai manter o sonho vivo. O outro sequer estará na segunda semana do torneio.

Ainda teremos a partida entre a égua Muguruza e a fraquinha Parmentier. Se nao tremer a vezuelana/espanhola passa mais uma rodada com facilidade. Mas a essa hora estarei longe da QC.

Até porque deve ser na hora da Maria enfrentar a Stosur na SL – muito mais interessante, pelo tênis. Antes delas teremos o Isner e Berdich, o final do jogo do Murray, depois a Navarro x a croata Tomijanovic.

Em seguida Raonic, que começa a querer dar um novo e maior passo na carreira, vencendo partidas que antes nao vencia em torneios que nao ia tao bem, contra o mágico Granollers. Poucos fazem tanto quanto esse espanhol. Esse cara merece uma medalha pelo o que faz com aquela esquerdinha sem vergonha. Um lutador e um jogador.

Pelo jeito vou ficar mais tempo na Central do que na SL, a nao ser para ver o Mala terminar o que nao terminou, de um jeito ou de outro. Com passeios pelas quadras secundárias, repletas de jogos como a dupla do Bruno Soares e sua parceira, a Secretaria Shvedova, e o início do torneio juvenil, com as partidas do jovem Orlando Luz, Rafael Matos, Leticia Vidal e Luisa Stefani, todos amanha.

Domingao dos bons!

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segunda-feira, 26 de maio de 2014 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 08:30

A mulher do tempo

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Depois do dia de sol ontem, onde me queimei todo assistindo uma partida na quadra 17, onde Jaime Oncins, agora técnico, pagava seus pecados como jogador, o dia de hoje apareceu chuvoso. E nao há coisa pior do que a mistura de chuva e tênis; é igual a água e óleo. E logo hoje, um dia de festa em quadra, com jogos para todos os gostos e de todos os níveis.

Só de brasileiro teremos dois, os dois que temos – Bellucci e Teliana – o que já nos deixa a dois passos de nao termos mais ninguém nas chaves de simples. Apesar de que acho que ambos têm ótimas chances de vencer seus jogos. O alemao Becker nao é nada demais, especialmente no saibro, enquanto que a tailandesa Luksika tem o ranking pior do que a brasileira. Como jogam na mesma quadra, a #5, a torcida canarinho nao vai precisar sequer se mover para acompanhar.

Tudo isso se o tempo permitir. Isso porque os jogos começariam, atrasados, às 12h locais, 7h no Brasil, e a partir desse horário, pelo menos segundo os prognósticos, as chances de chover, muito mais uma garoa forte, aumentam bastante às 15h, até umas 18h, horário que deveria acontecer os jogos dos brasileiros, o 3o e o 4o; sendo o do Belo antes, isso após dois jogos femininos. No fim da história, deve ser um dia estressante, para tenistas e público. O pior é que só melhora mesmo na 4a feira, sendo que sol só na 5a feira, com chances de chuvas novamente no Domingo. Mas quem põe a mao no fogo pela mulher do tempo?

12:30 E todos os jogos em quadra.

BojUdRzIcAAcE9c

 

 

BojZwKJIAAAhOfa

 

 

 

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terça-feira, 20 de maio de 2014 História, Minhas aventuras, Roland Garros, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:34

Roland Garros 2014

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Arquivei a ambiçao de contar quantas vezes fui a Roland Garros. Provavelmente mais do que a maioria dos meus leitores tem de anos de vida. Provavelmente mais do que a qualquer outro Grand Slam, mas nao muito, já que meus compromissos de entao nao se resumiam a ele. Confesso que a minha atual ida ao Aberto da França, embarco amanha para Paris, tem outros componentes que, com o passar do tempo e as mudanças de foco em minha vida, foram adquirindo, com a minha mais feliz permissao, mais e mais importância. Se antes eu ia para Roland Garros e Paris era somente o local do evento, hoje vou a Paris e aproveito para curtir Roland Garros.

O evento mudou muito nos últimos anos. Infelizmente nem tudo para melhor. Temos mais estádios, o que acolhe um publico bem maior. Porém essa é também a razao do enorme desconforto de se acompanhar o evento em suas quadras secundárias.

Antigamente, o melhor programa, esse sempre foi minha indicaçao aos amigos e fas, era acompanhar a primeira semana do torneio nas quadras secundárias. Na segunda semana, os jogos eram mais focados nas quadras principais, ainda com o bônus do evento juvenil nas secundárias, algo imprescindível.

Como na primeira semana acontecem vários jogos inexpressivos nas principais quadras – a Central, S. Lenglen e Quadra 1 – o pessoal que tem ingressos para elas debandam para as quadras secundárias que é onde o bicho pega. Sao potencialmente mais de 25mil pessoas para quadras com arquibancadas mínimas. Como nao cabem todos, temos filas ou simplesmente desistimos. Um inferno.

Os organizadores tentam acertar o desejo do público colocando nas quadras principais os tenistas locais e os favoritos. Agora, quem vai querer assistir mais um massacre da Serena ou o Gilles Simon empurrando bolinha para o outro lado? Nem de graça. Por isso, nos primeiros dias a Central e S. Lenglen tem mais o pessoal que nao necessariamente gosta de tênis e sim de um buxixo, quem quer conhecer a quadra, fanáticos franceses ou grandes fas da Serena e do Simon. Enquanto isso, lá nas outras inúmeras quadras tem aqueles pegapracapar que acontecem nas primeiras rodadas dos Slams, jogos resolvidos em 5 sets dramáticos disputados por tenistas de padrao internacional, que fazem a cabeça e o coração dos fas do tênis. Alí está a essência de Roland Garros O duro é conseguir um assento.

Quinze a vinte anos atrás era mais tranquilo. Eu podia sentar na Quadra 6, assistir dois sets de um jogao, sem um fulano metendo o joelho nas minhas costas ou eu esfolando o meu no assento plástico da frente, levantar, caminhar à alameda de acesso, pegar um hot dog e um sorvetao, voltar para o meu lugar e fazer a maior festa com meu lanchinho. Hoje, se levanto, adieu. Por isso, cuidado até com o xixi.

Mas o evento tem inúmeras qualidades, foram feitos alguns investimentos que ajudaram a vida do público, as inigualáveis partidas no saibro e a possibilidade de acompanhar partidaças a poucos metros dos tenistas – desde que nas quadras secundárias. Mas, para mim, cada dia mais o grande charme do evento, e que sempre foi um tremendo diferencial, é o fato de acontecer em Paris.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:30

Estratégia?

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A estratégia para o sucesso no tênis profissional nao passa somente pelo o que acontece em quadra. Sao muitas se decisões que o atleta precisa fazer. Sempre dizia aos jogadores que treinei que um tenista, especialmente aquele em formaçao, faz, no mínimo, umas 30 decisoes diárias, numero aleatório já que é maior, que terao um impacto em sua vida/carreira. Desde o momento que tem que decidir se vai levantar na hora marcada para ir treinar ou nao, até se vai deitar cedo para ter uma boa noite de sono ou ceder às tentaçoes, com todo o recheio de decisoes que se faz a cada instante que podem ser benéficas, ou nao, para sua carreira – e a lista é grande, diária e infindável. Nao é à toa que os campeos sao poucos e os perdedores muitos.

Mas, nao era por aí que o meu Post foi pensado. Eu tinha mesmo em mente um breve comentário sobre o Novak Djokovic e a seu aparente infindável flerte em meter um pé na jaca. Para os que tem pouca memória, lembro que no início da carreira o sérvio volta e meia abandonava partidas por conta de “contusoes” e alguns “mal estar” mal contados. Levou, por conta disso, pito de Federer e Roddick, entre outros, mais alguns vários comentário desabonadores. Como é um tremendo lutador, foi à luta, focou no que importa, e tornou-se um dos mais, se nao o mais bem preparado fisicamente dos tenistas, algo pelo o qual tenho o maior respeito. E aquele aspecto negativo dele sumiu. Até Monte Carlo 2014.

Na semifinal, contra Roger Federer, que por anos foi seu algoz, Novak escorregou na velha forma. Jogou de igual para igual até o 5×5 no 10 set, quando acusou uma contusao no pulso, com um belo teatro, e acabou “entregando” o jogo sem sair da quadra. Alguns elogiaram sua atitude – e ele fez questao de dizer nas entrevistas que ficou em quadra no sacrifício, por respeito ao publico e por temer que as velhas acusaçoes reaparecessem.

A bem da verdade, ele já vinha avisando sentir dores no pulso desde o início da semana. Mas é bom lembrar que a partida tinha outros componentes emocionais em jogo, o que fazia dela mais “nervosa”, especialmente para Novak. Se ele vencesse, empataria com Federer em 17 vitórias cada (Ficou 16×18 e, por curiosidade, Novak está 18×22 contra Nadal). Considerando o futuro, as chances seriam mais altas que acabasse com um recorde positivo contra o “melhor do mundo” – algo que em seu HD emocional deve contar bastante. E aí que começa suas discutíveis estratégias e decisoes.

Um atleta contundido nao alardeia sua condiçao pela imprensa. Se ele tem algo o “vestiário” vai saber. E se nao souber a imprensa nao é o melhor e mais confiável local para descobrir. Cada um “espalha” o que lhe convém pela imprensa, que, em certos casos, acaba sendo um porta voz involuntário. Além disso, nao cai muito bem ficar oferendo desculpas por derrotas. Especialmente por contusao. Se um tenista tem dores que o impedem de jogar nao entra em quadra para nao agravá-la. E se as sente durante a partida, aperta a mao do adversário, o olha no olho e lhe dá os parabéns pela vitória. Mas usar as entrevistas para diminuir a vitória do adversário é algo duvidoso.

Novak passou a semana dizendo estar com dores no pulso e vencendo partidas em dois sets – sei! Aí, contra o algoz, o pulso piorou e ele foi para o sacrifício. Para explicar melhor a história, afirmou, logo após a derrota, que teria que ficar um tempo longe das quadras e nao sabia quando voltaria a competir.

Esta semana anunciou que volta a jogar em Madrid. Nao custa mencionar que ele nao estava escrito em nenhum outro torneio antes de Madrid. No fim das contas, ele só ficou longe mesmo o que já estava planejado e nao houve nenhum estresse que o obrigasse a “ficar longe das quadras e nao saber quando voltava a competir”.

Essa tem sido a estratégia de Djokovic; declarar e confundir. Mas, lembrando Nadal e Federer, nao posso dizer que é o único. Cada um, a seu modo, tenta despistar enquanto tentam encantar. Alguns, como Federer, até conseguem, mas por outras razoes. Novak nunca teve tanto sucesso junto à imprensa ou o público. Nadal também adora confundir com o assunto. Só o Murray, dos Fab4, fica lá em seu mundinho sem bricar do mesmo jogo. Nao preciso nem dizer que o Ferrer nunca usou de tal argumento. Mas, nesse quesito, dou a mao à palmatória às irmas Williams. Elas nunca usaram a forma fisica, ou a falta dela, para embaçar. Assim como nunca as vi dando desculpas após uma derrota. No máximo dao os parabéns à adversária. E isso, meus leitores, eu respeito, e muito.

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quarta-feira, 26 de março de 2014 Juvenis, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:42

Cabeçada

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“Os pais sao o câncer do tênis”. Esta é uma frase de Billie Jean King, super-campea americana que dá o nome ao complexo onde é jogado o US Open. Mais do que uma verdade é uma frase de efeito, coerente com o perfil marketeiro da autora. A verdade é que os pais tanto fazem como destroem, em especial nos tempos de juvenis. Que fique claro, sem o apoio familiar nao tem tenista que progrida. Com os pais massacrando e cobrando nao tem emocional que resista.

Já escrevi anteriormente sobre o assunto, que é crítico e extenso, provavelmente voltarei a faze-lo, mas hoje é mais sobre uma ramificaçao, uma curiosidade do problema.

Quando eu era garoto nao gostava que meu pai assistisse meus jogos. O cara ficava ali nas arquibancadas com aquele olhar ameaçador, o que nao fazia nem um pouco bem para meu ego, que era impiedosamente massacrado pelo adversário e suas malignas intençoes. Nao pensem que qualquer argumento meu o fazia mudar de opiniao sobre ele estar lá. Se ele quisesse, assistia, se nao quisesse nao assistia.

Assim sendo, entendo tenistas, jovens e nao tao jovens, que tenham um pé atrás com a presença de seus progenitores nas arquibancadas. Normalmente o assunto é uma questao entre os juvenis, quando os atletas ainda estao marcadamente sob a influência paterna. Essas intervençoes acontecem tanto com as meninas como com os meninos. A diferença é que as meninas “aceitam” essa influencia por mais tempo e mais passivamente. Os rapazes sao mais rebeldes, e com a testosterona presente e inflamando, os arrancas rabos com os pais podem ficar punks. Quando sao as maes as envolvidas o negócio é mais tranquilo. Teoricamente esse pesadelo termina quando os rebentos vao para o profissionalismo. Teoricamente.

Miami deve ter alguma coisa no ar que instiga esse conflito. Três anos atrás presenciei, quando na sala da TV do estádio, imagens e audio de uma quadra secundária, onde o australiano Barnard Tomic negociava com o juiz de cadeira a expulsao do pai das arquibancadas. Foi uma conversa surreal e única nos anais do tênis. Tomic chegou a pedir que o juiz mandasse o pai embora. Quando o juiz retrucou que ele deveria fazê-lo, o rapaz retrucou que nao adiantaria. Por fim, o juiz deu, a ele tenista, uma advertência por “coaching”, já que o pai falava com ele, e nao eram instruçoes. Tomic virou para o juiz e agradeceu, sinceramente. A continuaçao dessa novela mórbida entre o tenista e seu pai culminou com o doidao agredindo o técnico do garoto com uma cabeçada e, por isso, sendo suspenso de todo o circuito da ATP.

Esta semana foi a vez do Jonh “Meia” Sock brigar com o pai durante um jogo em Miami. O pai devia estar atormentando a cabecinha já atormentada do Joao Meia e levou um cartao vermelho do filho. Este nem pediu a intervençao do juiz. Foi logo virando para o pai, em uma troca de lados, e dizendo para o progenitor “dar o fora”. Repetiu a ordem duas ou três vezes e as câmeras mostraram que o pai obedeceu rapidinho.

A realidade dos pais problemáticos espirra na personalidade dos filhos. Tomic é um garoto com uma atitude sofrível – passa a mensagem que nao gosta do jogo. Mas seus problemas e atitudes sao muito mais com ele mesmo do que com adversários, árbitros ou publico. Sock carrega o pressao dos EUA nao terem mais um grande tenista e terem nele um tenista, quando muito, mediano, e nas quadras duras – porque no saibro… É um garoto temperamental e mascarado e joga bem menos do que imagina. Sobre seu pai nada sei. Só imagino que nao tem a mesma cabeçada do TomicPai, já que o filho nao tem muito respeito ou medo dele.

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segunda-feira, 10 de março de 2014 Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:32

Com e sem ventilador

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Por alguns breves instantes, menos do que o tempo de um serviço de Rafa Nadal, acreditei que o Gala de Praga Stepanek pudesse aprontar A Surpresa da 1a rodada em Indian Wells. Até porque sou fa do tenis do checo, o ultimo dos moicanos do saque/voleio. Se considerar somente o prazer estético, nao há nada que Rafa faça em quadra que chegue aos pés – na verdade, nas maos – do Gala. Mas como no tênis existe muito mais do que a nossa va filosofia explica, Rafa sempre encontra – perguntem ao Andujar – uma maneira. O cara é O Mágico do circuito. Isso sem mencionar as esquisitices aleatorias, como a de derrubar suquinho no calçao e ter que ir ao vestiário trocar o uniforme do meio da partida contra Stepanek. Esse “encontrar” uma soluçao para um péssimo dia no trabalho explica bem o fenômeno Nadal.

E quem foram as vítimas das zebrar em Indian Wells? Oras, Tsonga e Berdich. Dois grandes tenistas, com arsenais em abundância, mas que sempre tiveram em seu emocional/mental suas vulnerabilidade. O Tsonga perdendo para o Benneteau, que nao é nenhum cego, mas é freguês, e o Berdich para o espanhol Agut, uma mágica do checo, que vem jogando bem este ano.

Como dizem os americanos – shit happens. Só que Tsonga e Berdich sao top10 que permitem que ela atinja o ventilador e El Rafa tem o poder – nem me peçam para explica-lo – de conter o estrago. Em suma, um campeao sempre encontra um jeito de vencer.

Ahhh – tá começando a ficar interessante acompanhar os jogos do Dimitrov, que, dizem, escanteou a Maria.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:58

Fechando o Rio Open

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O Rio Open chegou perto de oferecer aquilo que é a expectativa de todos grandes fas do tênis; um evento horizontal, que apresente um menu mais amplo do que jogos de tênis, algo que per si o publico já se acostumou a acompanhar pela TV. Se é para sair de casa os fas esperam um pouco mais, lembrando que acompanhar jogos ao vivo já é uma realidade muito diferente, e melhor, do que pela telinha.

Como fui postando durante a semana, eu me diverti bastante no Rio Open. Antes de chegar pensei que iria curtir mais o Rio de Janeiro, mas no final ficou fácil de passar um bom tempo nas quadras e me contentei em acompanhar o torneio. Algo que nem todos fazem, especialmente os locais, que seguem com seu cotidiano, este um dos motivos da existência de claroes nas arquibancadas em determinados jogos, uma das reclamaçoes, sendo o outro o fato de os patrocinadores ficarem com parte dos ingressos, os distribuírem e as pessoas nao irem.

É óbvio que existem coisas que poderiam ser melhores. Isso, eu, os que estiveram presentes e, principalmente, os organizadores sabem. O que permanece é que eu, e todos com quem conversei, ficaram contentes com o que viram e viveram. E se houve críticas foram mais pela surpresa de algo destoando.

Nao preciso ficar listando problemas, até porque existe gente competente na organizaçao para detecta-los e os acertar para a próxima ediçao no local. Quanto a isso, ouvi duas versoes; que o contrato com o Jockey vai até 2016, quando o evento vai para o local das Olimpíadas, e que o contrato era de um ano e que agora seria avaliado pelos sócios do clube. Estes devem ter adorado, já que movimenta um local maravilhoso, mas que está decadente e com problemas (me refiro à parte do local das corridas), além de receber algumas regalias durante o evento. Sendo assim, imagino que lá permanecerá.

Sem entrar em estresses, cositas que podem melhorar:

Os acessos à Quadra Central, estreitos, e com o pessoal, que a organizaçao disponibilizou de muito bom tamanho, mas nao tao bem treinado para a função, causam filas e estresses desnecessários.

Repensar em como lidar com o público da principal quadra de treino, onde os fas de Rafa Nadal compareciam em peso, se tornando um programa diferente e legal. O estande da Asics poderia ser realocado, por exemplo. Afinal, Rafa disse, em quadra: “os vejo no próximo ano”.

Mini arquibancadas para as quadras secundárias. Valorizaria ótimas partidas que ficaram sem público condizente. Eu olharia a possibilidade de colocar algum tipo de cobertura nas arquibancadas da Quadra 1 e de outras quadras secundárias. Além de se assistir de perto seriam um bem vindo “refúgio” do calor. Uma mini área de apoio para o público nessa área, distante da área de serviços, seria bem vinda. Insisto nisso porque eu adorava passar tempo lá pelas quadras secundárias, até mais do que na Central.

Aliás, o lugar mais interessante para se acompanhar as partidas era a Quadra 1, que, por isso, merece um upgrade (na linha do que é feito no Challenger lá realizado), sem descarecteriza-la – ela ficou de ótimo tamanho para público e jogadores. Com um décimo do publico da Central ela oferecia um ambiente ótimo para fas e tenistas que a Central só atingia quando lotada.

Eu colocaria um telao, ou placar, na área de serviços informando os jogos que estao rolando nas quadras secundárias, que estao “distantes”, assim como quem está treinando, ou mesmo imagens desses locais.

A chamada dos jogos sao sempre um quebra cabeça, pelo excesso de interesses, e também deve ser repensada. A principal sinuca de bico deve ser o fato de que é melhor, pelo conforto térmico, fazer os jogos mais para o fim da tarde. Mas é um risco danado “segurar” os jogos para o fim da tarde por conta das chuvas – este ano elas nao vieram, mas a época é de chuva, e de bons pés dágua. Os últimos dias nao ficaram legais.

Banheiros sao sempre uma questao em eventos, especialmente com milhares de pessoas saindo da Central ao mesmo tempo. Os banheiros fora das áreas Vips poderiam ser repensados e aumentados.

E, crucial, o assunto dos taxis precisa ser bem repensado e disponibilizado. Pode estragar todo o programa e o esforço feito para acertar. Imaginem em um dia de chuva! E já sei que nao será fácil!

Nao vou listar os acertos, até porque o fiz durante a semana e a lista seria enorme. O mais importante é o conceito que norteou os organizadores. Nao economizaram no investimento da infraestrutura e de pessoal. É claro que ambos poderiam ser ainda melhores, mas a intençao ficou clara e isso é importante.

Nao sei se há no Rio outro local que ofereceria o mesmo “setting” do Jockey Clube – duvido. Por isso o esforço, se necessário, para lá permanecer vale a pena. Por outro lado, os sócios podem levantar as maos aos céus!

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sábado, 22 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:07

O local

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O Rio Open foi um torneio que quis levar os eventos de tênis a um novo patamar, com razoável sucesso, apesar que no passado tivemos outros ótimos evento no país, sempre considerando suas respectivas épocas e circunstâncias. Aqui mesmo no Rio, tinha um evento que acontecia em uma ilha, chegando na Barra à direita (Marina Clube?) – os cariocas que me ajudem com o nome o clube – que era bem legal, assim como outro em Búzios. Mas a memória é curta.

Hoje o Rio é palco de grandes eventos, existe os incentivos fiscais, o know-how e a tecnologia sao outras. O Jockey Clube foi uma excelente escolha e o pessoal da IMX nao pensou pequeno nem fez economia sem vergonha. Só o fato de terem metido a mao no bolso e dar U$1 milhao para o Nadal (é o que dizem), mostra o comprometimento com o evento e o público. Só nao vale dizer “nunca antes no Brasil”.

Gostei dos stands na alameda de entrada, local margeados por uma série de árvores lindissimas, com fruto e flores para lá de exóticas – ainda vou descobrir o nome!. Uma boa mistura de serviços com marketing. Os patrocinadores colocaram seus esforços ali, em uma amostra de como o marketing progrediu, dos tempos que os caras queriam que só as faixas nas quadras resolvessem. Comi no japones, tomei sorvete, ambos mais do que razoáveis, comi hot-dog, longe de ser “o melhor”, ganhei um chicletes da Sharapova, distribuída pelo pessoal da Head, a bola do torneio, que fez ótima açao de marketing com uma enorme raquete com a qual todos querem tirar uma foto com ela (vejam a minha na minha página do Face). A Faberg tem um local para receber o pessoal que contrata seus serviços, mas o principal é o atendimento ao público em geral, com mesas, cadeiras, sofás para comer, beber ou descansar. Mais à frente, ao lado das quadras de treino, uma grande loja da Asics bomba dia e noite.

Gostei muito também de, finalmente, ter chego aos eventos tenisticos as “cadeiras numeradas”, detalhe crucial no país de gérsons. Mesmo assim o pessoal é indisciplinado e está sempre querendo sentar onde lhe convém, para desespero dos encarregados, a quem ainda falta traquejo de como lidar com o assunto. Eles estao mais focados em ser seguranças do que em informar o local do assento. É necessário os dois.

Para quem tem pistolao ou amigos patrocinadores o local para se estar é o Corcovado Club, um tremendo lounge com vários nichos, ar condicionado, comida non stop, assim como regalos, refrigerantes e cervejas geladas e onde “todo mundo”, inclusive as celebridades convidadas, se encontra nos intervalos dos jogos. Se bem que tem gente que nem aos jogos vai, ficando só na social.

Um outro local, mais restrito mas tao confortável, ja longe da área do publico e na sede do Jockey Clube, é o lounge dos tenistas. Um belo local, imagino que seja uma sala de carteado, com uma belissima varanda para o gramado do local. Ali é só para os tenistas e convidados. E os seguranças – coisa de Rio de Janeiro – que ficam dentro do local olhando as estrelas. Lá os tenistas tem uma comidinha básica, frutas massas etc, já que bem ao lado tem um ótimo restaurante do clube, local de suas refeiçoes. Alem de mesas e poltronas para descansar, conversar, entrar na internet os tenistas tem os serviços básicos de informaçoes oferecidos pela ATP e WTA, algo que eles usam e abusam no bom sentido.

No andar térreo, uma varanda coberta, vazada nas laterais e enorme, os tenistas menos conhecidos podiam sentar nos safas sem serem importunados. Ali algo bem interessante acontecia à vista de todos – associados, imprensa e todos que trabalham no evento. Os tenistas, principalmente as mulheres, faziam seu aquecimento pré jogo no local, sem a menor cerimônia e sem se importunar com os transeuntes.

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Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:55

Disciplina tática

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Thomas Bellucci gritou Shazan pouco antes de entrar em quadra ontem. Mas eu ainda nao sei como esse negócio funciona para ele, talvez ele ainda esteja tentando descobrir também. Ele jogou muito no 1o set, talvez até inspirado pela disciplina tática da Teliana, que deu um show pouco antes, ela sim uma verdadeira jogadora de obediencia tática. Enquanto Tatiana é capaz de ficar do começo ao fim do jogo dentro das restriçoes e vantagens da dita disciplina, o mesmo nao acontece com Thomas, que a certa hora decide por navegar por mares perigosos e traiçoeiros.

Teliana levou o jogo pelas rédeas do começo ao fim, enquanto sua adversária resolvia pirar e se entregar ao inferno do calor. Thomaz jogou um tremendo 1o set – e como ele pode jogar quando se apega á tática, está confiante e solta o braço – mas saiu de jogo no 2o set e nao voltou mais. Nem quando teve uma ajuda divina, no 3o set, logo após ser quebrado e chamar o fisioterapeuta, e as luzes se apagaram. O problema demorou mais de uma hora para ser arrumado, e acabou mandando o jogo do Robredo para a quadra 1, onde foi derrotado por 6/1 6/1 (?!!?) e motivou os espanhóis falarem nos vestiários sobre mutreta – algo que posso assegurar nao aconteceu.

Bem, Thomaz, talvez por ansiedade, deve ter esquecido de gritar Shazan novamente na volta e nao foi nem uma sombra do maravilhoso tenista que foi no 1o set. E ontem, de várias maneiras, era o seu dia, já que jogava na frente de um publico muito disposta a incentiva-lo e Ferrer ainda nao está na sua melhor forma, nem muito à vontade no saibro.

Mas o dia valeu pelo quase consagraçao de Teliana, que, se tem algumas restriçoes técnicas, nao deixa que estas causem restriçoes emocionais. A moça é uma guerreira e, novamente, muito disciplinada, algo que vale ouro no esporte. Ela joga hoje a semifinal contra a cabeça 1, Klara Zakapalova, tenista rápida e com golpes letais dos dois lados – sua esquerda é rapidisima e ela nao faz força para bater – linda. Agora só um milagre para fazer com que Teliana vá à final. Mas lá em cima da montanha está o Cristo Redentor e a fé move montanhas.

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:29

Bernstein

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É difícil ter brasileiro em quadra e nao ter emoçao nas arquibancadas. Porém, há emoçoes e emoçoes. Ontem, pela 2a rodada, Teliana Pereira fez um jogo emocionante com a chatinha da austríaca Mayr. Apesar de decidido em dois sets – 6/2 7/6 – a partida foi equilibrada do começo ao fim.

Teliana entrou mais à vontade na Central, já que sua adversária deve preferir quadras menores e afastadas, onde ela e seus acompanhantes podem intimidar e barbarizar com as adversárias, como foi com a Secretária Schvedova. Ontem, ela e os rapazes ficaram pianinhos, até porque o tiro sairia pela culatra se se metessem a besta com a torcida. O máximo foram alguns chiliques da austríaca, que viu seu favoritismo naufragar.

Teliana é uma tenista disciplinada taticamente. Entrou em quadra sabendo que teria que focar seu jogo no revés da adversária e de lá só saiu quando o desenho tático urgia e para dar as necessária variadas. Fora isso, ficou na estratégia “agua mole em pedra dura”, esperando a Mayr cometer o erro primeiro, já que esta joga mais plano e arrisca mais – e fica toda nervosinha quando erra. Vai ficar muito nervosinha vida afora.

Tao bom quanto ser disciplinada, Teliana soube manter a tranquilidade e intensidade quando precisou. Ao estar perdendo por 2×5 no 2o set, e ficar no jogo para vira-lo, e no tie break, a hora da onça beber água no jogo. No topo de tudo isso a moça soube elevar seu padrao ao jogar em casa, sempre uma oportunidade única, e momento de se mostrar do que se é feito. Teliana abraçou todas.

O público ainda nao pegou o jeito e nem abraçou o tenista Dolgolopov. Ontem ele, publico, preferiu torcer para o argentino Facundo, um belo tenista também. Dog é um tenista totalmente fora da caixa e um dos meus favoritos de se assistir. O cara faz de tudo e mais um pouco. Dá porrada, dá balao, dá curtinhas encardidas, dá top spin, dá um slice com freio de mao, tem um saque maluco e ele mesmo é um maluco beleza. Tem tudo de um showman. Para curtir.

Já o Fognini é um brincalhao. Ele é tao lento para caminhar – algo que os italianos enxergam como sua marca registrada – que às vezes, nas trocas de lado, parece que vai chegar na sua cadeira na hora de levantar. Isso sem contar que fica com aquela cara de paisagem como se tivesse em quadra fazendo um favor à humanidade. Fora a habilidade e o talento! Hoje tem Fognini e Dog, partidaça imperdível – os caras vao se matar no calor.

O jogo de ontem do Rafa Nadal é sem comentários. O adversário joga solto, faz tudo e mais um pouco e mais consegue fazer game no homem. Parece que só dando um tiro.

Ontem voltou a fazer calor no Rio. Hoje continua. Vai fazer uns 35o e no Domingo chega a 38o. Isso vai fazer suas vítimas em quadra. Vai ter gente no meio da partida amaldiçoando o dia que pegou na raquete. À noite é uma delícia, na hora do almoço e início da tarde um inferno, hora que a Teliana, moreninha jambo, enfrenta Begu, a romena da Transilvania.

Façam suas apostas. Esta noite, em pleno horário nobre, na delícia da noite, Thomaz Bellucci tem um dos principais jogos de sua carreira. Enfrenta, em casa, o “operário” Ferrer, um dos cachorroes do circuito, neguinho que nao dá nada pra ninguém em quadra e por isso tem o respeito de todos. A torcida vai estar babando e pronta para o que der e vier. Só precisará de um regente. Espero que Bellucci tenha sua noite de Bernstein.

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