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Arquivo da Categoria Tênis Feminino

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 Tênis Feminino | 18:30

As moças

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A virgem de Belgrado – pelo menos enquanto não vencer um Grand Slam e continuar a 1ª do ranking mundial – Jelena Jankovic, passou pela 1ª rodada. A sub-alimentada Hantuchova eliminou a muito bem alimentada Dellacqua.

Na que deve ter sido a partida mais emocional das mulheres, Jelena Dokic – lembram dela? – bateu a gordinha-baixinha Paszek. Duas talentosas que explodiram precocemente. A 1ª pirou por conta do pai infernal, a 2ª vive um momento de transição e confirmação. Venceu a primeira.

Aninha continua talentosa, habilidosa e talentosa. Mas o saque está cada dia mais parecido com o da Dementieva. A Zvonareva continua jogando muito. A Safina também. Todas venceram.

A Cornet se vestiu de acordo e passou para a 2ª rodada sem pagar multa. A Karolina Sprem não ganha mais nada. A Sania Mirza venceu sem ameaças dos hindus locais. A Szavay e a Kirilenko, duas cabeças-de-chave e duas das mais lindas do circuito, voltaram a perder – alguma coisa acontece com as moças, uma pena.

  

Cornet e Hantuchova – magras e fortes.

Dokic – de volta.

 

Aninha – muitos talentos

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:33

Favoritos?

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Quatro ou cinco jornalistas me ligaram pedindo impressões sobre a chave do Aberto da Austrália, incluindo prognósticos. Já percebi há tempos que ando na contramão por não ser ligado em certas coisas que os outros tomam por óbvio e natural.

Esse negócio de quem são os favoritos ao título ou quem vai ficar com qual ranking depois da partida X, considerando as alternativas Y ao cubo, não afetam muito meu coração e minha mente. Desenvolvo os assuntos em respeito aos meus leitores e suas necessidades. Meu negócio é mais o esporte, o jogo, o elemento humano, o mental, o coração, o incerto, fatores que fazem com que o tênis seja “O Esporte”. Se eu gostasse de números ia ser contador ou fazer filmes como o Peter Greenaway, que é tremendo chato.

Já que estou de mau humor, vou para a veia. Os meus favoritos aos títulos são Andy Murray e Dinara Safina. Querem uma razão? Porque nenhum dos dois venceu um GS ainda. Variedade é a alma do negócio. É uma razão sem lógica, o que satisfaz o tema. Essa não serve?

Andy é o tenista que pode tirar os ingleses, melhor escrever britânicos, da pré-história em termos de resultados, ou pelo menos começar a justificar a montanha de libras esterlinas que eles gastam todos os anos para produzirem um cardume de cabeças-de-bagre há décadas, a exceção do Tim Henman. Além disso, é habilidoso, irascível, bocudo, isso sem a grana não calar sua boca, tem sérias intenções de unir talento com trabalho árduo, usa a cabeça para jogar e não penteia o cabelo nem puxa a cueca.

Quanto a Dinara, ela traz para as quadras um DNA de respeito além de estar começando a se entender em quadra. E se seu irmão não quer mais saber das bolinhas – o rapaz já avisou que esta é sua ultima temporada porque tem outras coisas a fazer na vida, e arrumar brigas em bares moscovitas espero não seja prioridade – alguém deveria fazer as honras da família. E não sou delirante a ponto de colocá-lo como favorito – mas não seria nada mal vê-lo progredir no evento.

No entanto a moça teria que quebrar muitas raquetes para chegar aos pés do irmão, já que nos quesitos carisma e habilidade está há anos luz do Marat. Além disso, as irmãs Williams estão se tornando redundantes, a Maria está dodói, a Aninha está mais apaixonada por ela mesma do que pelo topetudo espanhol, não agüento mais falar nomes complicados terminados em ova e a Alize Cornet ainda está mais para sonhos eróticos do que para surpresas tenisticas. A não ser, lógico, que a Elena administre seus fantasmas e consiga passear suas esculturais pernas ao primeiro título de GS; tênis e outras qualidades ela tem, de sobra, só não sei se tem emocional para tal. Mas não é todo dia que o Criador comete exageros. Divirtam-se.

Andy – usa a cabeça em quadra.

A mesma mãe, mas o resto?

Elena – com esta roupa ela não sai do vestiário. Quem paga a multa?

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009 Tênis Feminino | 12:01

Censura

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Chegou a censura. E no último lugar que eu esperava – o Aberto da Austrália. Os australianos têm que ser considerados os mais liberais, junto com os franceses, dos realizadores de um Grand Slam. Em uma ação, mais esperada dos sisudos do All England, o torneio avisou que vai checar, cuidadosamente, o uniforme das moças antes delas entrarem em quadra. E se alguém entrar em quadra com o que eles consideram impróprio podem levar até U$2 mil de multa. Em tempo, não sei informar quem vai checar e se estão abertas inscrições para tal.

A gota d’água, segundo Wayne McKewen, árbitro do torneio, foi o conjuntinho, em especial a blusa transparente, da francesinha Alize Cornet em Perth, na Hopman’s Cup. Não é de hoje que Alize assumiu o papel de fêmea-juvenil em quadra – lembram, foi chamada de algo como maquina-sexual pelo boca-mole Justin Gimelstob.

A ameaça teve o endosso de Margareth Court, uma das maiores tenistas da história. A atual pastora afirma que tenista não precisa desses artifícios e que jogadoras sem soutien e vestindo blusas transparentes “podem ter seus jogos afetados”. O raciocínio me parece de quem censura e precisa oferecer uma desculpa. Posso admitir que nos tempos atuais, onde muitas mulheres ligadas ao entretenimento se colocam em um papel duvidoso, a linha entre o bom e o mau gosto é tênue.

Considerando, sem encontrar nisso uma razão, como jogadoras de volei e as moças do atletismo competem, acho até que as tenistas são, de muito longe, as mais elegantes, e ainda estão a uma boa distância do mau gosto. A minha torcida é que uma, ou mais, das moças encarem os cartolas, pague a multa e desfile seus talentos, com muito bom gosto, em quadra.

Alize e sua transparência

Maria seria barrada nos vestiários australianos?

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domingo, 11 de janeiro de 2009 Tênis Feminino | 23:43

Durona

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A moçada pode começar a chorar – Maria Sharapova não joga o Aberto da Austrália. A moça segue com problemas no ombro direito que a aflige desde Março e a impede de jogar desde Agosto. Ela fez então 10 semanas de fisioterapia, voltou a sacar recentemente e voltou a sentir a dor. Foi decidido ir para uma cirurgia e depois de um tempo voltou à fisio.

Ela havia anunciado que voltaria no AA mas mudou de idéia após descobrir que estava longe da forma técnica ideal. Maria não é tenista habilidosa e fluente e por isso demora mais a voltar à forma técnica.

Talvez fosse o caso de mexer um pouco na sua maneira de sacar, o que, confesso, não é tarefa fácil. Mas esse fundamento sempre foi o calcanhar de Aquiles da moça. Mas se não dá para mudar movimento podia tentar, ao menos, trabalhar em ser mais solta no movimento, pois acredito que é essa sua “dureza” a razão das dores no ombro e a faz “encolher” o braço e cometer tantas duplas faltas em momentos tensos.

Maria terá que esperar sentada para voltar às quadras.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 00:59

Orange Bowl -1

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Este post especial vai ser na linha do Star Wars – será que os meus leitores conhecem a saga? Nela, George Lucas contou a história começando pelo meio e depois indo para trás, ou será que foi para frente? Não muito linear, talvez um pouco confuso, porém um bom entretenimento.

Esta segunda-feira começou o Orange Bowl, sempre jogado em Miami, antes nas quadras de terra do Flamingo Park em Miami Beach, onde foi jogado por 51 anos, e desde 1998 nas quadras duras de Crandon Park em Key Biscayne. O torneio tem tradição e história, algo que os donos do Aberto de Miami tentaram importar ao trazer o torneio para seu território. Como os tempos são outros, a tradição e a importância do evento não foram, infelizmente, mantidas.

Durante décadas, desde 1947, não havia um torneio juvenil no planeta que chegasse aos seus pés em importância, aí incluído os eventos dos Grand Slams, assim como não havia tenista que sonhasse em ser bom, que não viesse testar suas habilidades nas quadras do Flamingo Park. Por lá passaram todos que escreveram a história do tênis durante cinco décadas.

Entre os vencedores dos 16 anos – quando os tenistas já mostram do que são feitos – estão tenistas do calibre de; Buchholtz (54 e 55 e 1º presidente da ATP e fundador do Aberto de Miami), Vilas (68), Borg (71, vice Victor Pecci, mesma final de RG em 79), Lendl (76 e vice Cássio Motta), Tulasne (78 e atual técnico do Simon), Wilander (79), Edberg (82), Courier (86), Santoro (88), Corretja (90), Coria em 97. Nesses 60 anos, só um brasileiro ficou com a taça: Carlos Chabalgoity. Entre os vices: Celso Sacomandi (75), Cássio Motta (76), Fernando Roese (82) e Jose Pereira (07).

Nos 18 anos a lista de campeões nacionais é maior: Carlos Fernandes (56 e até onde sei ainda dando aulas no Clube Paulistano em S.P), Ronald Barnes (58 e uma lenda do nosso tênis), Thomaz Koch (63 e ainda jogando alguns eventos Masters) e Nicolas Santos (06). Entre os finalistas: Renato Joaquim (82), Gustavo Kuerten (92) e Bruno Soares (00).

A lista de campeões internacionais dos 18 anos inclui; Tony Roche (62, último técnico de Federer), Orantes (66), Borg (72), McEnroe (76), Lendl (77 Noah vice), Nystroem (80), Forget (80), Kent Carlsson (82 e uma figura ímpar do tênis), Courier (87), Medvedev (90), Federer (98), Roddick (99). Lembrando Fernando Meligeni (89, só que defendendo a Argentina).

Entre as meninas, nos 16 anos nenhuma brasileira nas finais. Nos 18 anos, Maria E. Bueno venceu em 1957. A cearense Maureen Schwartz foi vice em 62 e o orgulho da família, Vera Cleto, foi a última brasileira a chegar à final, em 67.

Entre as campeãs dos 16 anos: Chris Evert (68), Hana Mandlikova (70), M.J. Fernandez (82), Dechy (94), Dementieva (96) e Bartoli (00). Entre as vencedoras dos 18 anos: Chris Evert (69 e 70), Jausovec (73), Andrea Jagger (78), Sabatini (84), M.J. Fernandez (85), Zvereva (87 e precursora do “estilo” Kournikova), Likhovtseva (91), Kournikova (95), Dementieva (98), Zvonareva (00 e 01) e Vaidisova (03).

Como minha história tenistica também está ligada ao evento, de mais de uma maneira, decidi escrever um pouco sobre o assunto. Para alguns, talvez história para boi dormir, para outros um merecido e bem-vindo descanso da realidade Nadal/Federer. Aguardem.

Maria Esther Bueno na época em que ganhou o Orange Bowl

Ronald Barnes mostrando seu talento.

 

Vera Cleto, última juvenil brasileira na final do Orange Bowl. 

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sábado, 22 de novembro de 2008 Tênis Feminino | 23:12

Só para quebrar.

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Para quebrar um pouco a tensão da Copa Davis e matar as saudades da desaparecida, que continua contundida e, há meses, investindo na fisioterapia – se você fosse o fisioterapeuta dela daria alta para a moça? – uma foto da Maria, feita para a revista GQ espanhola.

É melhor eu não escrever nada.

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sábado, 8 de novembro de 2008 Tênis Feminino | 15:37

Arquibancadas vazias

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Não é de hoje que o tênis por vezes se vê refém de locais que, mesmo com lamentável falta de tradição e de público, arrasta eventos com a força da grana.

O Masters de Doha é um exemplo desse desvio. Aqueles que acompanham os jogos na Bandsport, alguns deles com a narração do veteraníssimo Ruy Viotti, com quem tive o privilégio de realizar transmissões em um passado remoto, podem, como ressaltou uma de minhas leitoras, acompanhar o absurdo que é um torneio desse porte com as arquibancadas às moscas. É só lembrar como estavam os torneios de Lyon e Paris nas últimas semanas para fazer a comparação.

O estádio é ótimo, quem dera que tivéssemos destes por aqui, mas o que vemos é um bando de senhores de turbante, que provavelmente nunca seguraram uma raquete, e alguns turistas queimados do sol que deve brilhar por lá, acompanhando, sem muito entusiasmo, as meninas tirarem suas diferenças a limpo. Digam o que quiserem essa ausência de público e falta de cultura tenística, dos que se dignam a comparecer, altera, para baixo, a motivação das tenistas. Assim, o espetáculo, que é transmitido para todo o mundo, carece de ambiente, o que é primordial em qualquer atividade.

Não vou bancar o cínico, porque, confesso, nos meus tempos de promotor de eventos em nosso país, também me vi forçado a realizar eventos em locais que não eram, pelo menos durante a semana, amigáveis ao público. Invariavelmente lotávamos nos fins de semana, mas durante a semana..

Isso tem a ver com a mesma realidade que aflige Doha, a falta de tradição tenistica, porque mesmo em São Paulo, e com ótimos tenistas em quadra, já vi as arquibancadas vazias. O Aberto do Sauípe sofre das mesmas restrições e imposições.

Doha e Xangai pagam fortunas para suas respectivas praças serem apresentadas ao mundo pela TV, o que serve mais ao marqueting local do que ao tênis. Mas como o Masters é, teoricamente, o ápice da temporada, o raciocínio vale para o masculino como para o feminino, acredito que as entidades deveriam fazer um esforço maior em manter esses torneios nos grandes centros tenísticos. Valorizaria o evento, motivaria os tenistas e ilustraria mais o esporte. É um tanto difícil de acreditar que, no estágio que o tênis chegou, os dirigentes ainda se coloquem como reféns da grana. O Masters masculino parece estar abandonando essa bobagem e espero nunca mais volte a fazê-lo. Resta aos dirigentes do circuito feminino se libertar dos mesmos grilhões.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008 Tênis Feminino | 11:49

Lindas e frágeis

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Uma das coisas que mais me chama a atenção no circuito feminino é a fragilidade emocional das tenistas. E não estou me referindo às tenistas brasileiras, escrevo sobre as melhores do mundo.

Não chega ser surpreendente as irmãs Williams, duas atletas fortes no físico e no perfil emocional. As duas não têm o tênis mais fluente do mundo, especialmente a Venus, mas conseguem, anos após anos, mesmo com outros interesses fora das quadras, manter-se entre as melhores do mundo e vencer os grandes torneios. As duas são, de longe, as mais fortes emocionalmente e mentalmente, duas coisas distintas, desde os tempos de Steffi Graf, uma tremenda campeã e uma rocha nos dois quesitos.

Para não me alongar na análise do que está acontecendo em Doha, atenho-me a dois fatos. O constante desmanche emocional de Aninha Ivanovic, com duas derrotas em dois jogos, e sempre à beira das lágrimas quando começa a perder o jogo, e o derretimento psicológico de Elena Dementieva em ocasiões importantes, tal como seu péssimo recorde no Masters.

Ivanovic, que tinha o recorde de 6×1 contra a compatriota Jankovic, mais uma vez mostrou aquela carinha de choro – dá vontade de colocá-la no colo cada vez que eu vejo e, convenhamos, não é exatamente o sentimento que uma campeã, como a trituradora de bolinhas Serena, deve inspirar, pelo menos em quadra. Uma tenista brigando pelo título de melhor do mundo não deve se dar ao luxo de escancarar emoções dessa maneira.

Dementieva se classificou para sete Masters nos últimos anos e a esta altura deveria se capaz de controlar os nervos. Nos últimos treze jogos que fez no Masters ganhou somente um; agora são 10 derrotas seguidas. No entanto, por conta dos valores que formam a atual realidade do circuito, faturou cerca de U$500 mil com esse ridículo recorde.

Mais uma vez Dementieva fritou seus neurônios, colocando seus talentos em dúvida, como declarou após a derrota, enquanto Venus, apesar de um caminhão de erros e 10 duplas faltas, diz que não fica se martirizando com seus erros porque isso nunca lhe trouxe benefícios. Essa maneira positiva, a chamada inteligência emocional, é a diferença entre os 15 títulos de GS das irmãs criadas em uma das piores periferias dos EUA e um único título, até agora, para as duas lindas e maravilhosas, talentosas, porém frágeis Aninha e Elena. Fico imaginando se isso é algum tipo de equilíbrio divino.

Dementieva e Ivanovic
Elena Dementieva e Ana Ivanovic: sofrimento e lágrimas nas quadras de tênis

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