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domingo, 30 de outubro de 2011 Tênis Feminino | 22:29

Eleição de 2011 na WTA

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Recebi a semana passada um email com a votação de jornalistas convidados pela WTA para eleger as melhores da temporada 2011.

Eu já escrevi também que marketing da WTA dá de dez na ATP. Não me perguntem o porque, só posso dizer que dá. E olhem que o produto da ATP é superior – talvez bem superior.

A votação é feita através de opções que eles oferecem que você pode escolher uma delas ou criar a sua. Imagino que a maioria fique com uma das opções. Fica difícil inventar.

Para dar um exemplo. A lista para a escolha da “Melhor do Ano” tem: Kim Clijsters, Petra Kvitova, Li na, Maria Sharapova, Sam Stosur e Cruzadinha Wozniacki. Humm, não tem Williams. Como eu disse, não dá para inventar.

Eu já votei. Para não estragar a brincadeira não vou divulgar, ainda, os meus votos. Mas publico abaixo a lista de todas as perguntas:

Melhor Tenista: Clijsters, Kvitova, Li, Sharapova, Stosur e Wozniacki

Melhor Dupla: Azarenko/Kirilenko, Penetta/Dulko, Raymond/Huber, Shvedova/King, Peschke/Srebotnik

Comeback Player (O melhor retorno?): Sabine Lisicki, Peng Shai, Serena Williams,

A que mais melhorou: Julia Georges, Petra Kvitova, Andrea Pitkovic, Roberta Vinci

A novidade: Irina Begu, Irina Falconi, Bojana Jovanovski, Christina McHale, Ksenia Pervak

Duvido que alguém aqui, fora eu, acerte todas.

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Tênis Feminino | 14:16

A estratégia turca

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Estou com a telinha ligada para acompanhar a final feminina de Istambul, naquele que, supostamente, deve ser o Masters feminino e o torneio de encerramento da temporada. Confesso, como já escrevi, ser mais fascinado pela cidade e pelo sucesso em que os turcos transformaram o evento do que pela partida em si.

O fascínio pela cidade é mais do que compreensível, e já dei dicas sobre ele aqui mesmo. O sobre os turcos é o fato que eles praticamente não tem tenistas profissionais no país, e tão somente um outro evento do circuito da WTA, e nenhum da ATP. Para os que acompanharam as transmissões ficou evidente que o estádio esteve lotado diariamente, o que é sempre melhor do que aquele cenário de fim de festa dos torneios realizados na China e no Dubai e Cia. Os tenistas, como todo artista que se preze e tenha autoestima, adora um bom público.

A estratégia dos turcos, que além de quererem entrar na EU querem trazer os Jogos Olímpicos de 2020, e por isso tem que começar a impressionar o eleitorado com mega eventos (algo que o Lula conseguiu só no gogó, para o que, gostemos ou não, temos que tirar todos os chapéus a ele pelos próximos anos), foi baratear os ingressos para não afugentar o público. Funcionou. Os turcos gastaram cerca de U$42 milhões para realizar o evento, o que eu acho uma barbaridade. Mostra porque não temos um evento desse calibre, só possível quando os governos abrem os cofres – com valores até bem mais baixos do que isso é prejuízo na certa.

Enquanto isso, em quadra, mais um jogo tipicamente feminino. Kvitova abre 5×0, deixa a Azarenka empatar em 5×5 e fecha em 7/5. Vamos em frente.

Azarenka ganha o segundo e leva para a negra. Apesar da beilorussa ter uma esquerdaça – e um tremendo par de coxas, o que não tem nada com o jogo, mas não pode deixar de ser mencionado – quem decide mesmo a partida, de um jeito ou do outro é a checa.

Petra tem mais arsenal, apesar de ser muito desengonçada e uma tremenda e feia barriguinha. Mas compensa pelo estilo. Se joga no seu limite é mais tenista que a Azarenka e que quase todas as outras, com a possível exceção de Serena e Kim. Aí depende quem estiver em um dia melhor.

A checa é sacadora, usa bem o “saque canhoto”, um excelente drive, o cruzado é de arrepiar, bom revés com las duas manos, tem a finesse para o slice e a curtinha, e é muuuuito acima do padrão junto à rede, graças a sua mão santa. Uma belíssima tenista, de apenas 21 anos, que está colocando as manguinhas de fora e nos encantando com seu talento e habilidades.

Eu e minha tenista favorita em Istambul.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:36

Duma

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Outro dia escrevi sobre os planos políticos de Anna Chakvetadeze que, ao que tudo indica, abandonou precocemente sua carreira. Agora quem avisou que vai tentar sua sorte na política é o “não politicamente correto”, mas exuberantemente carismático Marat Safin.

Além de ter sido um dos maiores talentos a pisar em uma quadra de tênis, Marat, que ficou conhecido pelas suas tiradas e declarações, agora vai tentar levar suas ideias e oratória para o Duma, o parlamento russo.

Com a desinibição de sempre, ele afirma ser “um cara inteligente que vai levar muitas ideias do que e como se fazer as coisas”. “Estou bem comprometido com o assunto”.

Safin já passou pelas primárias e vai encarar as urnas no dia 4 de Dezembro. Não sei muito pelas ideias, mas ele sempre teve uma certa força com o eleitorado feminino.

Por conta disso e para que não se esqueçam do jeito Safin de ser, Marat já declarou que “será o cara mais bonito no Duma”. Talvez encontre por lá a Anninha Chakvetadze, que tem muuuuito mais talentos naturais do que ele nesse quesito.

Marat Safin tentará levar seu estilo bad boy bonitão à política

Anna Chakvetadze também quer levar seus atributos ao Duma russo.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 11:34

Risotas ao Bósforo

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Parece que a semana de Maria Sharapova em Istambul não foi lá muito proveitosa para a moça. Dentro e fora da quadra. Como eu sugeri no fim de Turkish Delights alguém iria tremer. E foi a fashion russa. A moça deve ter feito as contas com seu ambicioso manager de quanto poderia faturar e o bracinho travou.

Até aí, normal. Nada a se reclamar ou recriminar. Só ganha ou treme quem entra em quadra.

Opssss. Aí danou. Após perder duas partidas seguidas e ver suas chances de se tornar #1 da temporada naufragarem nas águas do Corno D’Ouro, a simpática resolver abrir a gaveta das desculpas, descobrir uma contusão e mandar o público ir plantar favas lá pelos lados do Mar Negro. Como já dizia Andre Agassi, há muitas luas atrás, “imagem é tudo”. E assim o mundo dos marqueteiros prossegue mais forte do que nunca, independente da realidade, até porque para isso existem as versões e as declarações bem elaboradas mesmo que irreais.

Ouvi dizer que quem passou parte da noite de ontem tomando pequenos goles da raki, observando da varanda de seu quarto a lua iluminar o Bósforo enquanto deitava sobre a Rumélia foi a dinamarquesa, que assegurou a posição de Numero 1, mesmo perdendo para a ranheta Zvonareva, o que comprova que a moça impera mesmo não se sobressaindo.

Com tranquilidade, alegria contida e um CD rolando, preenchendo o vazio da ausência de um golfista com as famosas estrofes do clássico da Broadway de Leonard Bernstein. Houve um amigo que jura que ouviu também a doce voz do Milton atravessando as parede, tudo entremeado por gostosas risotas.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 14:19

Turkish delights

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Istambul é a cidade que melhor me apresentou o fascinante casamento de vibração, história, exotismo e contrastes a tornando em um local imperdível de se visitar. Sempre tive uma curiosidade enorme em conhecê-la, desde o meu antigo contato com os livros de história e em especial a leitura do clássico de Edward Gibbon. Intrigava-me também saber que a toda oportunidade o ex-presidente Janio Quadros corria para Istambul, enquanto Paris e Londres davam sopa na Europa.

Quando fui para lá em 2007 descobri que deveria ter ido muito antes. Uma das razões pela qual não fui é que boa parte de minha vida fui condenado a conhecer somente cidades ao redor do mundo que abrigavam torneios de tênis. Como as férias eram raríssimas, quando aconteciam eram passadas, obvio, em casa. Como agora só admito viajar a lazer, Istambul foi uma escolha natural e tardia.

A cidade tem cerca de 2.600 anos de história, já foi o centro do universo e durante toda sua história foi a porta da Europa para a Ásia e vice versa. Ainda hoje a cidade e dividida pelo efervescente Bósforo entre a Istambul européia e a Istambul asiática.

Fico a imaginar o quanto isso teve a ver com o fato de Maria Sharapova chegar uma semana antes à cidade para o Masters feminino de 2011. Normalmente tenistas chegam no máximo dois ou três dias para os eventos.

Agora as oito melhores tenistas da temporada começam hoje o espetáculo para o público local, que é fanático por futebol, mas nunca foi muito fã do tênis. Mas o país está, há anos, em uma campanha ferrenha para ingressar na Comunidade Européia, sempre levando uma buzina do pessoal em Bruxelas. Mas do jeito que a coisa anda atualmente já não sei se vale mais tanto a pena. Mas trouxeram o evento que fecha a temporada para a cidade.

As mulheres estão divididas em dois grupos: O primeiro com Wozniacki, Kvitova, Zvonareva e Radwanska. O outro: Sharapova, Azarenka, Li, Stosur. Este grupo da russa está bem mais “baba” do que o primeiro.

O “plus” do evento é que a posição de #1 da temporada ainda está em aberto. Isso pode significar centenas de milhares de dólares nos contratos das tenistas, especialmente nos de Sharapova, a tenista que mais arrecada fora das quadras – e não se enganem, o #1 da temporada é muito bem recompensado nesses casos. O que talvez explique a precoce presença da russa na cidade, onde treinou, fotografou fez toda uma campanha de marketing para agradar o público.

Wozniacki, com 7115 pontos está na liderança e quer lá ficar, porque ganhar um GS nem pensar. Mas Sharapova (6370), Kvitova (5870) e Azarenka (5630) têm chances aritméticas de passar à frente. Com uma vitória na 1ª fase, Caroline tira Azarenka da corrida. Com duas tira Kvitova. Se ela vence os três jogos dessa fase e Maria não vence os seus três a russa está fora. Se ambas vencerem, o bicho vai pegar nas semis e quiçá na final. Acho que alguém treme antes – senão a final pode ser um verdadeiro “Turkish Delight”.

TURKISH DELIGHTS – OS ORIGINAIS E O FORÇADO, AS MENINAS FICAM BEM MELHOR DE SAIOTES….

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domingo, 23 de outubro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:41

Uma prata e um bronze

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Estava dando uma olhada no meu Post do início do Pan. Havia, pelo menos da minha parte, uma expectativa de bons resultados, ao menos no masculino, que acabou não se concretizando.

Feijão Souza e Ricardo Mello perderam mais cedo do que eu esperava e para quem ninguém esperava. Com a falta de notícias que reinou no tênis fica difícil de avaliar corretamente. A CBT ignorou o evento, para minha surpresa – não enviou nada para a imprensa, ao contrário do que normalmente faz, e seu site foi protocolar e defasado.

Os resultados das nossas mulheres foram inexistentes, mesmo com as chaves também sendo escassas.

O único que se salvou – e por que isso não chega a ser uma surpresa? – foi Rogerio Silva. Ele ficou com o bronze nas duplas mistas com Ana Clara Duarte e com a prata nas simples. O paulista nunca chegou a jogar bem no torneio. Vale lembrar que, apesar dele ter vencido Campos do Jordão em condições semelhante de altitude, como eu já havia escrito, Rogério não fica à vontade nessas circunstâncias. Seu estilo exige um pouco mais de tempo, já que precisa fugir do revés com constância, o que as quadras duras e a altitude não oferecem.

Mas Rogério não foi a passeio – ele nunca vai. Fez o que deu para fazer e se mais não fez foi porque não conseguiu, o que está de bom tamanho.

Tenho a certeza que Feijão gostaria de ter feito bem melhor do que fez. O caso de Ricardo foi o mais inexplicável. Lemos as reclamações dele sobre o amadorismo da competição e ter descoberto no ultimo instante o horário de seu jogo, algo para o qual a CBT deveria ter um plano de contingência. É sabido que Panamericanos são terra de ninguém em termos de organização, pelo menos no tênis, especialmente para quem está acostumado com eventos profissionais, onde os vários erros relatados não acontecem.

Fui, como chefe-de-equipe, ao Pan de Winnipeg, algo que não planejei e para o qual acabei sendo convidado. O torneio estava mais competitivo, mas ainda saímos de lá com duas medalhas de ouro que não eram nem um pouco esperadas. Lembro que entre as mulheres estava a Alexandra Stevensson, que dois meses antes fora semifinalista de Wimbledon e o Nalbandian, que no ano anterior fora #1 do mundo como juvenil. Mas, mesmo na Canadá a organização era no nível de Futures – precária.

Mas trouxemos duas medalhas de ouro – nas duplas masculinas e femininas (então foram quatro!) – que é o que conta nesses eventos. A conta diária é pelo ouro, sendo um número que está constantemente na cabeça de todos os atletas, sendo postado nas paredes dos dormitórios e lembrado em todas as conversas dos atletas. Quem traz o ouro tem um status diferenciado no ambiente.

Panamericanos e Olimpíadas são duas competições muito distintas do circuito profissional de tênis. Se o tenista não conhece os caminhos das pedras, pode se perder com as inúmeras distrações, o que é padrão quando se coloca centenas de atletas dos mais diversos esportes juntos, uma realidade inexistente no circuito do tênis e que, por vezes, pode expicar certas surpresas nos resultados.

Rogério Silva – duas vezes no pódio pelo Brasil.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 00:39

Xadrez nos bastidores

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É um joguinho de xadrez. A divulgação de que os americanos estão considerando mudar em definitivo a final masculina do U.S. Open para a segunda-feira, o que seria inédito nos torneios de Grand Slam, é mais um movimento desse jogo do que uma decisão final. Além disso, a final feminina passaria de sábado para domingo, estendendo a “cortesia” de um dia de descanso também às mulheres.

A divulgação é uma reação dos organizadores à realidade das veementes reclamações dos tenistas sobre jogar uma final de cinco sets no dia seguinte em que jogam as semifinais – um absurdo que os tenistas vêm engolindo há anos por conta da fome de grana dos americanos que querem o Big Saturday, onde acontecem as semis masculinas e a final feminina.

Além disso, os americanos querem amenizar o risco das chuvas que levaram a final para a 2ª feira nos últimos quatro anos. Eles não agüentam mais o papelão e as explicações de algo inexplicável. Eles sabem que construir um teto sobre qualquer quadra do complexo vai custar os olhos da cara e levar o torneio para o vermelho por alguns anos, um verdadeiro “cruz credo”.

A possibilidade da 2ª feira não é a única sobre a mesa. Eles consideram manter a final masculina no domingo, mas puxando as semis para a sexta-feira. Eles têm também outras idéias, mas a estratégia é colocar a questão em discussão e ver a reação dos envolvidos.

Como eles dizem, e prestem atenção a isto: “o tênis se tornou muito mais físico nos últimos anos e os tenistas tem um ponto em pedir esse dia de intervalo. Mas eles são só um dos lados a ser considerado: há a TV e seu publico, nacional e internacional, torcedores, os parceiros corporativos e patrocinadores”. O que é história para boi dormir já que os outros Grand Slams também consideram todos esses aspectos e ficam longe desse formato absurdo. Eles fazem: semis femininas na quinta e masculinas na sexta, final feminina no sábado e masculina no domingo – todos!

A federação americana afirma que “mudanças implicariam em perda financeira para o torneio” – eu sabia que essa vinha por aí! “E que essa é a razão para se pensar bem sobre o assunto”. Essa “perda”, se vier, seria pelas mãos da TV americana, que é quem força a barra para pegar o filet-mignon no fim de semana.

Os americanos querem manter o fim de semana de partidas cruciais por conta das TVs e das bilheterias – “sinto muito pelos tenistas”, que agora prometem reagir. Esse formato existe desde 1984 e os tenistas nunca engoliram ou resistiram. As negociações com a CBS, que tem os direitos americanos desde 1968 e cujo contrato atual vai até 2014, começaram em Setembro, logo após o U.S. Open, mostrando que o pessoal sentiu o golpe das reclamações dos tenistas que foram feitas públicas, especialmente pelas TV – ohh ironia!

Os organizadores (a federação americana de tênis) alerta que se as mudanças forem decididas até Abril serão implantadas em 2012. Se não só em 2013.

Federer, principal representante dos tenistas da ATP, vê as mudanças como “muito positiva para o tênis”. Essa reação imediata é o movimento de peça do xadrez por parte dos tenistas para dizer que esse é o caminho e que eles esperam que algo seja feito já, e dentro do que eles pediram, que não foi só a mudança do Big Saturday. Foi, acima de tudo, que eles sejam mais ouvidos do que são atualmente, em decisões que afetam suas carreiras e participações nos grandes eventos.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:34

Começou o Pan

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O tênis masculino e feminino brasileiro devem viver realidades bem distintas no PanAmericano de Guadalajara. Os homens devem botar para quebrar e as meninas sequer passaram da primeira rodada.

O Brasil levou homens em um padrão acima do restante dos países participantes – isso se considerarmos os tenistas disponíveis em cada um deles. Consequentemente, três dos primeiros quatro cabeças-de-chave são brasileiros: João Feijão Souza, Ricardo Mello e Rogério Dutra. A exceção é o 1º cabeça-de-chave, o argentino Horácio Zeballos, um tenista que deve fazer bom uso da altitude. O resto da chave está no padrão de um Future, o que demonstra a falta de importância do PanAmericanos para os tenistas profissionais.

Já os brasileiros, ao contrário de argentinos, uruguaios, colombianos etc, vão porque há uma certa tradição onde os tenistas do segundo e terceiro escalão vêem no evento uma ótima oportunidade de defender o Brasil, aparecer na mídia e agradar patrocinadores. Um probleminha é que a transmissão na Recorde não dá a mesma reverberação que dá a Globo.

Com certeza os homens podem trazer mais de uma medalha nas simples e também uma nas duplas masculinas e outra nas mistas. Resta ver qual dos nossos vai utilizar melhor a oportunidade e as condições de altitude com quadra dura. Feijão é sacador, Mello é experiente e gosta mais de dura do que de saibro e Rogério venceu recentemente em Campos do Jordão, em condições muito semelhantes. Imagino que Feijão e Ricardo joguem a dupla masculina, onde eu arriscaria dizer devem ficar com o ouro.

Já as meninas vão ter que se esforçar para trazer alguma coisa nas duplas para ficar no padrão dos últimos Pans. As moças não venceram nenhum set contra tenistas que não eram nenhuma Sharapova, o que deixa o nosso tênis feminino na mesma situação desconfortável de há algum tempo. Teliana e Segnini jogam em uma chave de apenas nove duplas. Nas mistas jogam Rogério e Ana Clara. Ainda existem boas chances de medalhas.

PS: João Feijão Souza foi eliminado, surpreendentemente, logo na 1a rodada, pelo desconhecido equatoriano Julio Campozano, #399 do ranking, em dois sets!

Ricardo Mello – um dos favoritos ao ouro no Pan

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:18

Nas alturas de Guadalajara

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A delegação brasileira de tênis que jogará o Pan-Americano em Guadalajara embarcou ontem à noite, via Dallas. Aquele aluguel aéreo de sempre.

A expectativa da CBT são cinco medalhas, o que não me parece tão ambicioso, já que mandamos um time forte, especialmente o masculino. Ainda não consegui ver quem serão os adversários, mas geralmente não são lá tão fortes. Os nossos estão em um padrão bem competitivo para os Jogos.

As informações disponíveis são poucas, mas os jogos serão no Centro Telcel e lá as quadras, até onde sei, são duras, o que Ricardo Melo deve adorar e o Feijão Sousa nem tanto.

Um detalhe que, espero, tenha sido atentado por todos é que Guadalajara está a 1650 m de altura. É como jogar em Campos do Jordão – a bolinha anda bem. Fato que deve fazer uma diferença em vários esportes. Entre os tenistas, a primeira mudança é na tensão das cordas das raquetes – mais duras – para assegurar o controle das peludinhas. Além disso, o estilo de alguns se adapta melhor do que o de outros. Por exemplo; o sauqe do Feijão deve andar barbaridades. Mas todos tem que fazer alguma adaptação se não o bicho pega.

Os jogos começam na 2ª feira, o que deve dar tempo de todos se aclimatizarem.

Quadra Central em Guadalajara

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:23

Mudanças

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Começo a achar que 2012 será mais um ano de mudanças no circuito de tênis. Tanto masculino como feminino. Mudanças no feminino não serão grande novidade. Mas as do masculino podem mudar a face no topo do tênis.

A possível perda do terceiro lugar no ranking de Roger Federer para Andy Murray, que parece ser mais do que uma possibilidade distante, pode ser um detalhe importante nesse cenário. O suíço tem alguns sérios pontos a defender até o fim da temporada – e alguns deles ele sequer defenderá.

Federer tem 600 pontos para defender em Xangai, jogado esta semana, e não jogará o torneio. Tem ainda 1500 em Londres, 360 em Paris, 500 em Basel e 250 em Estocolmo em um total de 3210 pontos. Murray tem 1000 em Xangai – aja pressão! -, 180 em Paris, 45 em Valencia e 400 em Londres num total de 1625.

Os eventos decisivos serão Xangai para o escocês, que tem muito a perder e nada a ganhar, e Londres para o suíço com o mesmo cenário. Se Murray leva o título na China – após vencer em Bangkok e Tóquio – já passa na frente do suíço.

Como Federer jogará somente Basel, Paris e Londres, e Murray todos os eventos que tem defender, o cenário fica interessante para Andy. A diferença de 1585 pontos é grande, mas basta um escorregão de Murray na China para essa vantagem ir para o vinagre. Essa será a hora da onça beber água para o britânico este fim de temporada.

O cenário é uma tendência ainda mais forte para 2012, com Murray amadurecendo enquanto Federer já tem seus melhores anos para trás, para nossa imensa tristeza.

A maneira como Murray lidou com Nadal em Tóquio também pode ser um indicativo de outras mudanças e que muita água poderá correr por debaixo dessa ponte a partir da próxima temporada.

Djokovic jogando um tênis impar, confiante e um dos mais dominantes da história, Nadal em um momento de transição e sempre se agarrando como um desesperado nas oportunidades que lhe passam pela frente, Federer sabendo que está jogando suas últimas cartadas – inclusive mirando as Olimpíadas e a Davis, e Murray tentando capitalizar seu enorme talento e finalmente desabrochando como um cachorrão, 2012 promete ser uma das mais interessantes temporadas da década. Só que o final de 2011 ainda está aí e servirá de prólogo para o que vem pela frente.

Murray e Nadal no Japão na semana passada e agora na China.

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