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Arquivo da Categoria Tênis Feminino

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:34

A hora

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As melhores notícias do tênis brasileiro no Rio Open correram por fora. Paula Gonçalves e Thiago Monteiro. Paula teve que passar pelo qualy e, se perguntada antes do Rio Open sobre suas pretensões no torneio, com certeza iria falar sobre as duplas, onde tem tido mais sucesso.

 

 

Thiago, que teve sucesso como juvenil, teve sérios problemas de contusão, ficou afastado das quadras um bom tempo e faz a sempre sofrida “volta”. Ela entrou na chave através do qualy, ele de um convite do torneio.

 

 

Paula foi preterida na escolha dos convites, até porque estes seguiram o critério do ranking. Teliana Pereira foi a única brasileira a entrar por méritos próprios, era à favorita ao título, mas ficou pela 1a rodada. Bia Maia e Gabriela Ce estavam à frente de Paula no ranking. Ela seria a próxima a receber o convite, quando a romena Cirstea, a bonitona que atualmente é #199 do ranking, já foi #21, e joga bem menos do que poderia, pediu o convite e Paula dançou.

 

 

Bem, uma coisa eu escrevo com toda tranquilidade – o azar de Paula foi sua sorte. Eu duvido que ele teria ganho essas mesmas duas rodadas na chave principal se não tivesse passado pelo qualy.

 

 

Tenista em geral odeia jogar qualifyings. Preferem atravessar os portões do inferno. Mas o fato é que depois que passam por um se sentem como os reis/rainhas da cocada preta – já com toda a razão.

 

 

Paula até agora ganhou quatro jogos – todos de tenistas melhores rankeadas. E não inventaram, nem inventarão melhor remédio para a confiança do que vitórias, em especial sobre tenistas melhores rankeados. E o que chamo de Confiatrix.

 

 

Ontem antes de entrar em quadra Paula chegou a preocupar seu time. Alegava um mal estar. Pensou-se uma virose, até a paranóia da zica voou por perto. Entrou em quadra com o pé atrás e começou mal. Aos poucos colocou o esquema que seu técnico Carlos Kirmayr lhe passara, virou o jogo e não olhos mais para trás. Acho que estava mais para ansiedade.

 

 

Independente do resultado da 3a rodada, Paula e seu técnico podem/devem buscar um novo olhar para sua carreira. Eu sei que para este ano eles colocaram metas mais altas. Olhando de fora, acredito que chegou a hora da moça fazer suas apostas nas simples. Até hoje, pelas circunstâncias, construídas pelos resultados, ela vem priorizando as duplas e tentando as simples. Afinal as primeiras é onde vem tendo mais sucesso – é compreensível.

 

 

Perante os resultados no Rio Open eu diria que é hora da moça jogar suas maiores fichas onde o bicho pega e lidar com a responsabilidade. As simples é onde o tenista quer estar e onde realmente o tênis profissional tem maiores reverberações. Senão acaba por se acomodar, ou encaixar, unicamente nas duplas que, convenhamos, é para quem não conseguiu sucesso nas simples.

 

 

O pior, ou no caso, o melhor, é que aos meus olhos Paula tem mais qualidades técnicas para ser uma melhor singlista do que duplista – e não que não seja boa duplista. Mas tem tamanho e envergadura, golpes sólidos e um saque que machuca. Tem pernas grandes e fortes que ajudam na necessária boa movimentação. Tem o peso e a altura para “montar” nas bolas e machucar e não ser só uma “passadora” de bolas. Tem muita coisa a seu favor para não arriscar ser melhor do que é. Chegou sua hora de descobrir se tem o que, no final, faz a diferença. Aquele “it” que separa as “cachorronas” das outras. Bem, a esmagadora maioria sequer tem a oportunidade e, especialmente, as ferramentas para tentar descobrir. Paula Gonçalves tem.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 Juvenis, Minhas aventuras, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 11:51

Santas academias

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Logo que cheguei dei de cara com Carlos Kirmayr. Antes do torneio ele medisso que só ficaria no Rio enquanto a pupila Paula Gonçalves estivesse viva na chave. Hoje a moça é única brasileira(o) viva nas simples e ainda já ganhou uma rodada nas duplas. O Kiki segue firme no Rio.

 
Com ele esbarramos no Andre Sá, aos 38 anos, está nas chaves de duplas. Brinco com ele que ainda vou abrir a internet e ver que ele virou presidente da ATP. Nao tem tenista mais querido no circuito.

 
Assisti um pouco do jovem chileno Nicolas Jarry (20 anos) perder para David Ferrer. Se tivesse um pouco mais de maturidade levaria o jogo para o 3o set – teve três set points. Mas o cara é alto (1.98) saca bem, lógico, e tem ótimos golpes dos dois lados, o que nem sempre acontece com esses gigantes. É para ficar de olho.

 
Ontem só teve duplas femininas – os meninos começam hoje. Com esse calor e as tempestades vai ter tenista que ainda está na chave de simples saindo rapidinho das duplas.

 
Uma coisa me chamou a atenção nas duplas femininas. Elas não pensam duas vezes é colocar uma medalha na adversária. Bem no meio dos seios, quando não miram na cara. Meninas más. Os meninos só fazem isso quando querem partir pra ignorância de vez. O que é bem mais raro.

 
Se o tênis masculino mudou na última década, e mudou bem, o feminino mudou ainda mais. As meninas melhoraram demais. Da parte física, à técnica e a mental. Hoje há um prazer bem maior em assistir as garotos. Sem mencionar que, ao contrário de antigamente, são muitas as que são bem agradáveis de olhar. Santas academias.

 
Ouvi e li muita coisa sobre a “piscina” que a quadra central virou no 1o dia. Muita gente dizendo que era um absurdo o que aconteceu. A primeira coisa que o taxista me disse quando cheguei foi que ele iria pra casa depois da corrida por medo de outra tempestade. Ou seja choveu feio aquela noite. Da boca do diretor do torneio ouvi que a questão foi que com a chuva a rua alagou e a água que drenava pelos ralos da quadra retornava – não dava vazão.

 

 

Quem eu sempre encontro no Rio Open é o Bob Falkenburg III. Pra quem não sabe, e um dia escreverei mais a respeito, o avo dele venceu Wimbledon em 1947. Veio pro Rio jogar um torneio – sim, já tinha torneios por aqui – e se apaixonou por uma carioca. Casou e ficou por aqui. Viu uma oportunidade de negócios e abriu o Bob´s, primeira lanchonete como tal no Brasil, no início dos anos 50. O resto é história.

 

 

Escondidinha na arquibancada, se espremendo na única sombra por alí, a atual campeã do US Open, Flavia Penetta, torcia descaradamente pelo namorado Fognini. Os italianos não escondem a paixão.

 

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Flavia na torcida

 

 

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Brasil Open, Curtinhas, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 08:44

Uma festa

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Se eu fosse Hemingway, e delirar é grátis, escreveria que o Rio Open é uma festa. Só que, ao contrário de Ernest, não estou passando fome ou necessidades – pelo contrário.

 

 

O torneio está bombando, o padrão técnico está excelente e o ambiente ótimo. Tem tanto jogo bom de se ver que não tive tempo para conhecer a promenade com lojas e restaurantes. Fiquei zanzando de quadra para quadra e pude acompanhar um pouco de tudo. Fiquei boa parte do dia com a cara contra a tela de alguma quadra.

 

 

Na Central vi o Bellucci fazer aquelas coisas que ele faz mesmo. Um grupo de tenistas e técnicos mencionava o game (6×5) que ele teve 40×0, perto do fim do 2o set, deu aquela famosa curtinha, errou duas direitas de 1a bola, fez DF e acabou por perdeu o game. Mas o Dog retribuiu rapidinho e foram para o 3o set. Belo teve um break logo no início, após o intervalo da chuva, que interrompeu o jogo por 1 ½ hora e fez 2×0. Aí, e não me perguntem detalhes, perdeu seis games seguidos.

 

 

Enquanto os tenistas não deixavam muito barato, ouvi uma família conversando sobre o jogo. A mulher criticava o brasileiro e suas “viajadas”. O marido, mais lógico e ponderado, fez uma veemente defesa, lembrando que jogar em casa, para Bellucci, é difícil porque existe muita expectativa sobre ele. A filha do casal não perdoou; se não aguenta a pressão não consegue jogar tênis. Eu só ouvi.

 

 

Ví também o Thiem administrar o cansaço e vencer bem o Andujar, que é um tenista difícil de se bater. Percebia-se que administrava o cansaço da semana passada. O que a direita do garoto anda é brincadeira. E seu saque quique na vantagem é lindo de se ver e abre barbaridades o oponente.

 

 

Sentei, sozinho na área da imprensa, para acompanhar os dois últimos sets de Almagro e La Nava. Queria ver de perto, entre outras coisas, o grip e o golpe de esquerda do espanhol. Procurava uma inspiração. Almagro tem um tênis bonito, bate sem medo na bola, usa a munheca como poucos e ganhou na marra porque não queria perder na 1a rodada após chegar à final em BA. Mas o que o cara é chato é brincadeira. Ele pressiona o juiz o tempo todo pra ver se, na hora H, o cara entrega algo pra ele. O que não é muito legal. Os dois discutiram bastante durante a partida e no fim a coisa não estava nada boa. Após vitória o espanhol foi fotografar a marca de uma bola. O juiz, Mohamed Lahiany, estava muuuito irritado na sua conversa com outros árbitros já fora da quadra.

 

Vi mais do que isso, mas vou contando aos poucos.

 

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Com a cara na tela vendo Thiem sacar.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:15

Super quinzena

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Este ano será, de longe, o mais interessante para os fãs de tênis brasileiros. Desde os anos 80 e 90, quando o país chegou a ser o 2o a ter mais torneios, após os EUA, que não temos algo nesse padrão. E, atenção, me refiro somente ao quesito eventos, e não às conquistas do jogadores, algo que em 2016 também não começou nada mal.

 

Mas nunca houve um igual e será difícil igualar 2016, já que teremos os Jogos Olímpicos no Rio, o que nos deve oferecer o mais próximo que teremos de um Grand Slam no país.

 

Além desse mega evento teremos, em uma memorável quinzena, o Rio Open e o Brasil Open, em São Paulo. É tênis para ninguém botar defeito. E três semanas depois teremos o Miami Open, que se não fica no Brasil nunca fez muita diferença para muitos fãs brasileiros. É tênis na veia.

 

Já estou com a cabeça no Rio. Estou, de longe, seguindo o que acontece em Buenos Aires esta semana para ter uma idéia do que pode acontecer no Rio. Fica melhor de escolher os jogos quando o Rio vier. Dá para ver quem está embalado ou se embalando, quem está zicado (e agora esse verbo ficou com conotações ainda piores), quais jogos equilibrados que aconteceram lá que se repete por aqui (o que sempre é sinal de “vamos tirar isso a limpo), quem está com vontade e quem parece que só veio passear e pegar a garantia. Emfim….

 

À parte disso, teremos nas quadras do Jockey Club um diferencial não presente em BA que separa os meninos do homens. O extremo e úmido calor!

 

Estava xeretando a previsão do tempo no Jardim Botânico e, até onde se enxerga, fala em 40o ao redor do horário do almoço. Aliás, não me sinto nada confortável com “hora do almoço”, já que essa varia conforme a vontade do freguês. Prefiro “noon” ou “le midi”. Preciso de uma palavra mais bem descritiva. E meio-dia não vale. Ou vale?

 

De qualquer maneira, os organizadores só vão colocar jogos em quadra após as 14.30h. Ajuda, mas não anula o mencionado diferencial. Ali pra ganhar tem que estar bem preparado e querer muuuito. Em um teórico jogo entre Ferrer x Isner eu sou capaz de quebrar a banca!

 

Pelo andar da carruagem, o Brasil Open não ficará tão atrás – este Carnaval ferveu em Sao Paulo. Não é Rio 40o, mas o bicho pega. Correr atrás da peludinha nessas condições, durante umas 3 hs, não é para qualquer um.

 

Mas para nós espectadores será uma quinzena impar. E se não se programarem e acertarem seus ingressos de antemão, depois não adianta choramingar.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 Novak Djokovic, Olimpíadas, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:50

Novak, Angelique e Bruno

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Não é de hoje que Novak está um degrau acima, olhando pra baixo – seja quem for. Técnica, física e mentalmente. Um sucesso que é dividendo de uma das mais sensacionais histórias de estratégia de carreira, boas escolhas, determinação, entrega e compromisso total com a qualidade.

 
Um exemplo de ética de trabalho poucas vezes visto anteriormente, me lembrando Ivan Lendl pela dedicação e escolhas. Como Novak tem um perfil psicológico e social mais light do que o checo, vem – acredito que por isso também – tendo uma carreira de mais excelência do que este, que era um cara tenso e mau humorado, mas com uma dedicação à carreira que lembra o servio. Novak buscou, desde o início, ser melhor, do que todos e, mais importante, do que era. Um dia atrás do outro. Colhe os frutos.

 
Sem a mesma excelência, mas experimentando da mesma estratégia, Kerber deixou de ser uma moça habilidosa, top 10, um tanto pesadinha para correr atrás das bolas rápidas das cachorronas, para experimentar das delícias de ser uma campeã de Grand Slam. Sua vitória sobre, na bacia das almas e sob muita pressão, uma das maiores vencedoras da história do tênis mostra, mais uma vez, o que determinação, dedicação e confiança podem conquistar. Uma bela final, muito melhor do que a masculina, repleta de emoções, drama e tênis de qualidade – um prazer de assistir.

 
E o tênis brasileiro segue sendo bem representado pelos seus bons duplistas. Tirando o sucesso de Gustavo Kuerten, e Maria Esther, que foi boa nas duas, não deixa de ser interessante o fato de brasileiros se darem melhor nas duplas do que nas simples. Cassio Motta foi #3 do mundo, Carlos Kirmayr foi #7, em uma época em que ambos jogavam simples e duplas. Jaime Oncins também foi excelente e poderia ter tido o mesmo sucesso de Bruno e Marcelo tivesse feito melhores escolhas e abraçado com força a carreira de duplista.

 
Sempre acreditei que rivais tem, como função crucial, se motivar entre si. Bruno Soares e Marcelo Melo são ótimos exemplos. E não deveria ser necessário lembrar que aqui a palavra rival não carrega nenhum valor negativo.
Depois de jogarem juntos, se separaram, Bruno conquistou ótimos resultados até o fim de 2014, atingindo #3 do mundo, o que não é pouco. Mexeu com os brios do antigo parceiro que foi atrás de investimentos pessoais e melhores resultados. Chegou a #1 do mundo, o que o colocou em patamar impar na nossa história.
Bruno decidiu que tinha mais do que uma boa motivação para correr atrás de melhoras. Com novos parceiros conquistou um feito impar ao vencer ambas as duplas no AO.

 
Sabemos que quanto a Vesnina foi iniciativa sua o convite. E a moça aceitou com alegria. Até porque deve ser só alegria jogar com alguém como Bruno. Quanto a Murray o convite veio do parceiro. E aqui dou a mão à palmatória. A dupla deles funcionou maravilhas. Para tal Bruno teve que fazer seus ajustes. Uma de suas forças sempre foi a velocidade e uma de suas carências a devolução de esquerda. Vem aprimorando esta há algum tempo e hoje está bem mais a vontade com ela.

 
Com Murray encontrou um cara que, se não é mais rápido do que ele, é extremamente “móvel”, levando os oponentes ao desequilíbrio com seus movimentos junto à rede. O cara parece um dervixe dentro da caixa de serviço. E Bruno soube se transformar numa bela ancora, sem abrir mão de sua mobilidade. Os caras são um inferno de se enfrentar.

 
Além disso, com seu jeitinho mineiro, Bruno sabe e soube equilibrar seu parceiro com sua calma nas horas da onça beber água, algo crucial em uma dupla de dois. E hoje, para nossa alegria, graças à TV fechada, podemos acompanhar o torneio de duplas com quase tanta facilidade quanto o de simples – pelo menos de nossos jogadores.
Com Marcelo e Bruno estamos mais perto, pelo menos de antemão, de uma medalha olímpica do que em qualquer outra oportunidade, inclusive com Gustavo Kuerten – sem esquecer que tanto Oncins como Meligeni estiveram bem próximos de uma.

 
Mas, suspeito, que Marcelo e Bruno, até por jogar em casa, têm ainda mais consciência do que está a seu alcance. E isso, suspeito, envolve em alguma hora voltarem a jogar juntos antes das Olimpíadas.

 
Como as histórias de sucesso passam por escolhas, entregas, compromissos e abir mão de algo para conquistar um outro algo, o s rapazes devem estar avaliando com carinho como irão se preparar para a pressão que envolve o almejado sucesso no Rio.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:03

Melange do 1o dia

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Pelo menos a Wozniacki merece um Post, algo que a ridícula Hantuchova, que perdeu 0 e 2 da Kuznetsova, que foi uma bela tenista e ainda se mantém, nao leva de jeito algum. A anoréxica da Eslovaquia decidiu, a muito tempo, que preferia sair com as pernas de fora na internet e revistas do que usar seu talento para jogar tenis. É tão fora da real que tentou trabalhar com o Larry Passos! Ela ia desistir no primeiro treino – isso se ele não decidisse antes.

 

Federer e Djokovic nem precisaram suar para ganhar. Foi um bom treino para ambos.

 

A Serena passou com alguma dificuldade pela argentina/italiana Giorgi. As duas estão peladinhas na internet, o que prova que na internet tem para todos os gostos e o tênis feminino mudou muuuito nos últimos anos.

 

Kristina Pliskova passou por uma decadente Stosur. As gêmeas Pliskova sempre me derrubam. São vitelinas e idênticas. A irmã Karolina tem melhor ranking e mais resultados e é mais bagaceira. Krystina é mais introvertida, mas tem mais tênis do que acredita. Porém, imagino, deve achar a irmã, com quem joga duplas, bem melhor e não consegue sair da sombra desta. Karolyna usa duas enormes tatuagens – uma no braço e outra na coxa. Provavelmente para se diferenciar da irmã. Além disso, uma foi ser destra e a outra, Krystina, canhota. As minas tem quase 1.90 e pernas sem dó.

 

A Errani, que era cabeça 17 também rodou na 1a rodada. Mas para essa eu tiro o chapéu. Só de pensar que a baixinha italiana chegou à final de Roland Garros eu já penso em rever meus conceitos sobre papai noel.

 

O Paire, o maior fantasmaço do circuito, que também era #17 (alooou papai noel!) também perdeu em três sets na 1a rodada. O adversário, Noah Rubin, é #328 do ranking!! Deve ter jogado tudo na inexistente direita do fantasma.

 

A Bensic, que um dia foi uma equilibrada adversária da Bia Maia, hoje é #12 do mundo já foi pra 2a rodada.

 

O Almagro, um talentoso doidinho, bateu o Bennetteau em 4 sets, no que deve ter sido um bom jogo. O espanhol, que esteve para abandonar as quadras, vai estar no Brasil Open.

 

O Coric, que muitos acreditam vá ser um cachorrao de 1a linha, perdeu rapidinho para o espanhol Ramos-Vinolas.

 

O Dodig perdeu na 1a rodada das simples – desejo inconfessável de Marcelo Melo em um GS. O ruim é que o cara, do jeito que vai, terá que jogar qualy em alguns torneios, o que pode mexer na dupla do Marcelo.

 

A Mladenovic bateu a Cibulkova. E eu nao vi o jogo…

 

O Sam Querry ainda joga tênis. Mas também perdeu.

 

A Teliana perdeu em dois sets para a Niculescu. Será que ela jogou na direita ou na esquerda da romena?

 

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Aberto da Austrália, Tênis Feminino | 14:02

De mal a pior

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“Você pode enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas todo o tempo. Mas nao pode enganar todos o tempo todo”. É claro que a célebre frase de Lincoln tinha a ver com a política de seus tempos e nada a ver com o tênis e Caroline Wozniack, que perdeu na 1a rodada do AO para a cazaque Putintseva.

 

A simpática e sorridente dinamarquesa já foi #1 do ranking, assim como a Safina, e isso diz algo a respeito do ranking feminino. Só que uma hora a realidade chutou a porta e aí o bode sentou na sala. Ou foi o pai dela??

 

Quando se tornou #1 do ranking fazia duas coisas na vida: batia todas as bolas cruzadas e tirava fotos rindo à toa. O joguinho dela sempre foi limitado e medroso, algo que eu dizia do início e me criticavam por conta. Sei! Bem, a minha mulher gosta dela, então vou parar por aqui.

 

Ela tentou algumas mudanças, alguns novos técnicos, mas nunca abriu mão da presença do pai que, segundo todos os técnicos, era quem impedia o progresso. O fato é que perdeu a confiança; as adversárias progrediram e ela estacionou.

 

Uma estatística explica bem o que Lincoln dizia: Desde 2011 sua participação no Aberto da Austrália foi: semifinal, quartas, oitavas, terceira rodada, segunda e primeira! Só espero que não chegue em 2017 perdendo na última do qualy.

 

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:46

2016 começou

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O ano começou. Abri meu ipad – não se abre mais o jornal – e descobri que o David Bowie morreu. Eu não era um fã dele, mas reconheço que foi um cara que ajudou a revolucionar a musica pop com sua inquietude, talento e arrojo em diversas áreas como música, filmes, moda e cultura pop. E fez muita musica boa que ainda toca por aí – nao dá mais para dizer que toca no rádio – e que me ajuda a me localizar no meu calendário de vida.

Escrevo que foi um começo do ano também porque aproveitei para me isolar do mundo e viver um pouco um Crusoe sem o estresse de estar perdido, o que foi ótimo para a cabeça e o coração. Escrevo que foi um começo de ano, a não ser que você considere as palhaçadas que o nosso governo insiste em fazer nao importa o dia ou época do ano e começou desde logo em 2016, e se tenista, considera que Chenai e Doha, ou mais grave, a Hopman Cup, foram para valer.

Na verdade, concedo, para alguns valeu mesmo. Wawrinka desce no aeroporto da cidade hindu e diz para o motorista; “me leve para casa”, que é como se sente no torneio que já ganhou quatro vezes, três seguidas. Ao fundo ouço o som de milhares de rupias se transformando em francos suíços. A vida é linda para quem recebe, e sabe usar dos benefício, do dinheiro de garantias. “O meu adversário me ataca, mas eu abro braço, lembro das centenas de dólares que já coloquei no bolso só pra vir aqui, e enfio a mão na bola sem nenhum receio.” Pressão é para os fracos, ou os que não recebem garantias.  Ou pode se acreditar que, uma vez na quadra, nada disso importa e o cara só pensa na competição. É, o mundo é cheio de ambiguidades e 2016 não será diferente.

Em Doha, Nadal, que diz que 2016 será diferente, achou tudo muito bom até a final, quando teve arremessado à sua cara o fato que 2016 será mais um inferno djokoviano. Teve a singularidade de afirmar que nunca viu alguém jogar no padrão do servio – com quem até pouco tempo tinha uma equilibrada rivalidade. Roger deve ter se mordido de inveja.

Quanto a Hopman´s Cup entendo a homenagem australiana ao primeiro dos “coaches”. Só fico na dúvida se ele, um grande competidor, escolheria a homenagem de ter seu nome associado a um torneio onde o fator competitividade é coadjuvante ao fator “vamos dar uma treinadinha de início de temporada e ganhar um montão de dólares na maciota”. Pelo que conheci do “Coach” isso é – como diria o Caetano, que pode ser um chato no resto mas sabe escrever uma música – é o avesso, do avesso, do avesso da cartilha hopmaniana. Sim, de um jeito ou de outro 2016 começou.

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domingo, 20 de dezembro de 2015 Copa Davis, História, Juvenis, Masters 1000, Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 19:21

Os melhores do ano

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Com o fim do ano e da temporada surgem as pesquisas dos “melhores do ano” para a apreciação dos fas. Interessante que nem sempre os votos dos “experts” coincidem com o dos fas. Qual vale mais? O que vale mesmo é o que você pensa, até porque se nao for o caso é melhor só usar pra pentear. Pode ser também o que você sente, já que em termos de escolhas esportivas o emocional fala alto. Nao é futebol, mas o Tênis também cria suas paixões.

Recebi dois ou três pedidos de enviar meus votos e o fato me inspirou em deixar aqui no Blog os meus pensamentos a respeito dos “melhores do ano”. Divirtam-se divirjam se forem capazes!

Os fatos marcantes mais mencionados foram: Os 3 Slams do Djoko e da Serena, a vitória da Penetta em Nova York, a conquista da Davis pelos britânicos.

Se Djoko ou Serena, os dois melhores tenistas do ano, tivessem ganho os quatro seria difícil ter outro fato mais marcante, o que nao tira o imenso mérito de ambos em conquistar algo dificílimo e merecedor de muitos aplausos. Mas a Serena foi, em um jogo, do Fato do Ano para a Afinada do Ano, ao perder para a Roberta Vinci nas semis e deixar escapar o Grand Slam que a colocaria como candidata a maior da história.

A vitória de Penetta, no apagar das luzes de sua carreira, foi a maior surpresa da temporada e uma conquista maravilhosa para uma tenista maravilhosa. E eu adoro surpresas em quadra, além de pernas bem torneadas. Alias, o fato é ampliado pela presença de duas italianas na final – na Itália elas vao ganhar todos os votos.

Mas Murray, o tripolar das quadras, liderar uma conquista da maneira como foi feita, e aí o diferencial, para o país que tem Wimbledon e Murray e nada mais em termos de tênis, apesar dos milhões investidos, foi um fato marcante. Eu fico com a vitória na Davis, pelo impacto que terá no país que inventou o tênis e as emoções que causou mundo afora.

As decepções? A Bouchard no feminino. Mais uma tenista que tropeçou na fama e na máscara, achou que era maior e melhor do que realmente é. Além de ainda nao ter conquistado lhufas ainda. Agora perdeu a confiança, perde jogos que nao deveria perder e ainda tem que enfrentar as consequências do tombo que levou – figurativamente e de fato.
Entre os homens, temos o Dimitri que pensou que era o rei da cocada preta, enquanto só foi o plebeu que pegava a rainha. Tem tênis pra ser mais do que apresentou. Eu nao vou falar do Gulbis porque ele nao é mais uma decepção e sim uma certeza.

As esperanças? Temos aí o Zverev que tem golpes e serviço pra incomodar, o Kyrgios que tem o serviço, um pouco de golpes e a personalidade pra incomodar, o Thiem que tem uma bela direita mas precisa achar uma esquerda, o Coric que tem uma bela esquerda mas precisa melhorar a direita, o Kokkinakis que é um fantasmao com um belo serviço e se acertar os golpes vai ser bem perigoso.

Os que mais melhoraram fora dos radares. O Anderson aprendeu tirar o melhor de seu tênis limitado, provavelmente ouvindo sua mulher que é bem mais do que uma digitadora de texto ou uma fazedora de biquinhos. Outra melhora surpreendente, que me pegou de calças curtas, foi o Benoit Paire. O cara tem, de longe, a pior direita do circuito, pior do que os 3a classes lá no clube, além de tropeçar na própria mascara. Mas tem uma tremenda esquerda! Milagres acontecem, amigos. Entre as mulheres, a suíça Bencic, que ano e meio atrás jogava no mesmo nível da Bia Maia – as duas eram rivais no juvenil – e hoje é 12a do mundo.

O idiota do ano? O Kyrgios leva fácil. O cara investe no quesito com frequencia e sem medo, além de ter uma família que aplaude seu esforço. Alias, poderiam dar uma dica para narradores e comentaristas de TV. O nome do cara se pronuncia Kirios e nao Kirgios – meu, é só ouvir o juiz de cadeira falar. O interessante é que a Austrália, que sempre foi celeiro de tenistas extremamente educados e divertidos deu de exportar tenistas idiotas. Harry Hopmann deve estar tendo surtos na cova.

Entre os brasileiros tivemos bons sucessos. Marcelo Melo virou o Tenista do Ano no Brasil por se tornar #1 do mundo em duplas. Tenho minhas reservas em eleger um duplista à frente de um singlista. Mas ser #1 do mundo nao é mole nao. Marcelo soube aproveitar as oportunidades e administrar a temporada lindamente e colocou o tênis nacional na mídia de maneira positiva – parabéns! Bellucci nao foi grandes notícias, mas teve seus momentos – na Davis no Ibirapuera foi um deles. Permanece o 1o de nosso ranking e 30 do mundo, o que nao é nadinha mal. Parabéns também para Teliana Pereira, que soube fazer o necessária para sair das sombras e ir para as luzes do circuito principal. Fecha como 54a do ranking mundial e conseguiu dar seu salto à frente aos 27 anos, idade em que a maioria das tenistas já mostrou o seu melhor. Vale lembrar Orlando Luz, que aos 17 anos se tornou um dos melhores juvenis do mundo e, suponho, encerrou sua carreira entre a garotada, apesar de só completar 18 em 2016. Agora vai buscar o caminho do sucesso naa transição para o profissional, momento que separa os garotos dos homens.

Se vocês tiverem outras categorias que queira explorar, sejam meus convidados. E aproveito para desejar boas festas a todos que com sua leitura, e comentários, fazem deste Blog um local de amor ao tênis.

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domingo, 13 de dezembro de 2015 Aberto da Austrália, Copa Davis, História, Olimpíadas, Porque o Tênis., Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open, Wimbledon | 22:03

O Tênis brasileiro no Jornal Nacional

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Semana agitada no tênis brasileiro, especialmente fora dos torneios. Em uma semana o Jornal Nacional apresentou duas matérias sobre o tênis no Brasil, ambas bem positivas e sem ter Gustavo Kuerten como tema.

A primeira falou sobre o sucesso de Marcelo Melo, que fechou a temporada como o primeiro da ranking mundial, um feito extremamente positivo para nosso tênis. Marcelo soube aproveitar o declínio natural dos irmaos Brian, que dominaram o circuito nos últimos anos, mas nao venceram nenhum GS na temporada, para se instalar no topo do ranking. Para isso, teve que se preparar ainda melhor do que nas outras temporadas, negociar bem com seu parceiro titular, que teve um ano bem ruim nas simples, o que deve ter lhe causado algum estresse, manter a qualidade quando longe do mesmo e aproveitar as oportunidades que soube criar. Sim, porque uma coisa é criar as oportunidades, outra é ter a confiança e o gabarito de cacifa-las na hora da onça beber água que é quando os games, os sets, as partidas, os títulos e uma temporada sao definidas. Ter esse sucesso reconhecido em rede nacional para todos o Brasil ver deve ter sido bem gratificante para o Girafa.

A segunda, isso sem minha memória nao está a falhar, foi sobre a inauguração do Centro Olímpico de Tênis no Rio de Janeiro, novamente por uma luz positiva. Especialmente quando colocaram lá o caco de que a CBT herdará o complexo, após as Olimpíadas, uma das principais reivindicações da entidade e que faz todo o sentido. Aliás, deveriam, nao só colocar nas maos da entidade, que é quem tem o know-how para tal, como também desponibilizar uma verba para fazer o Centro – que deve, entre outras coisas abrigar o principal centro de treinamento do país – funcionar em seu dia a dia. Com um complexo igual ao de poucos eventos no planeta, a CBT terá a tarefa de nao só formar tenistas, como encontrar o melhor uso para tal local de outras formas, inclusive abrigar torneios, a Fed Cup e Copa Davis. O que me deixou um tanto encanado foi ter lido hoje que a CBT está negociando para se desfazer de seu torneio da WTA – nao sei a razao para tal passo.

O curioso na entrevista do JN, veio por conta da nossa tenista #1, Teliana Pereira, lamentar que o piso duro, o do Centro Olímpico, nao é o que mais lhe convém – ela quase que só joga no saibro. Até aí ela defendia o seu estilo e suas limitações. O que me trouxe um sorriso ao rosto foi a sua afirmação que o piso duro seria positivo aos duplistas Melo e Soares, que nao escolhem piso e, quase caí para trás, à Thomas Bellucci. Que torneios do Belo a nossa melhor tenista tem acompanhado?

Nao pode deixar de ser mencionado, e aplaudido, a decisão de escolherem o nome de Maria Esther Bueno para a Quadra Central do complexo. Afinal a tenista tem vários títulos de Grand Slam a mais do que Gustavo Kuerten ou qualquer outro brasileiro. Mas a minha cabecinha ficou pensando: porque nao fizeram como os americanos, que deram o nome de Billie Jean King ao complexo onde é jogado o Aberto dos EUA e à Quadra Central o de Arthur Ashe? Por aqui poderiam entao dar à Central o nome de Gustavo Kuerten, também um grande ídolo nacional. Ou será que pensam em fazer o inverso dos americanos em algum momento futuro? Vale lembrar que na Austrália nao deram o nome de um tenista ao complexo, e sim às duas quadras principais – Rod Laver e Margareth Court – em Roland Garros deram o nome de um aviador ao complexo e o de um cartola à Quadra Central e em Wimbledon eles nem pensam em uma ou outra idéia – e sendo como sao, dariam a Fred Perry antes de dar a Murray.

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