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quarta-feira, 12 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:14

Ingressos para a exibição de Roger Federer

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Recebi o seguinte comunicado da Koch Tavares a respeito da exibição de Roger Federer e colegas. Como muitos buscavam a informação, aqui vai:


São Paulo, 12 de setembro de 2012 – O primeiro lote de ingressos para o Gillette Federer Tour começa a ser vendido nesta quinta-feira, dia 13, a partir das 10h, por meio do link www.facebook.com/GilletteBrasil. Os ingressos, que contemplam os melhores lugares de cadeira superior, custam R$ 350,00 por dia, sendo que cada um terá duas partidas de exibição.

O Gillette Federer Tour reunirá, durante três dias, o melhor do tênis mundial, no Ginásio do Ibirapuera, de 6 a 8 de dezembro, com a participação de grandes estrelas como Roger Federer, Thomaz Bellucci, Jo-Wilfried Tsonga, Victoria Azarenka, Maria Sharapova, Serena Williams, Caroline Wozniacki, Bob e Mike Bryan e Marcelo Melo e Bruno Soares.

Os irmãos Bob e Mike Bryan, parceria de maior sucesso da história do tênis, e a dupla brasileira da Copa Davis, formada por Bruno Soares e Marcelo Melo, abrem a programação dia 6 (quinta-feira). A seguir, o maior tenista de todos os tempos e atual número 1 do mundo, o suíço Roger Federer, enfrenta Thomaz Bellucci, número 1 do Brasil.

No dia 7 (sexta-feira) entram em quadra a russa Maria Sharapova, segunda melhor do planeta, e a dinamarquesa Caroline Wozniacki, 11a. tenista no ranking da WTA. Fechando a programação, Bellucci enfrenta o francês Jo-Wilfried Tsonga, oitavo do mundo.

O Gillette Federer Tour termina dia 8 (sábado) com a bielorussa Victoria Azarenka, número 1 do mundo, enfrentando a norte-americana Serena Williams, quarta do ranking. Em seguida, mais uma apresentação de Federer, que vem pela primeira vez ao Brasil, desta vez contra o francês Tsonga.

Os demais ingressos serão vendidos em datas e valores a serem divulgados na página de Facebook de Gillette.

Serviço
Gillette Federer Tour

Data: 6 a 8 de Dezembro
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Programação:

6 de dezembro
19h30 Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo
Não antes das 21h30 Roger Federer vs Thomaz Bellucci

7 de dezembro
19h30 Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Não antes das 21h30 Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro
19h Serena Williams vs Victoria Azarenka
Não antes das 21h Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino | 13:26

Redenção

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Foi a melhor final feminina em muito tempo. As ultimas que foram a três sets foram a vitória de Arantxa Sanches pra cima de Steffi Graf em 1994, mas Arantxa ninguém merece, e a vitória de Steffi no ano seguinte sobre Seles. Equilibradas mesmo, decididas na hora da onça beber água no set final como ontem, só em 1985 com a vitória de Mandlikova sobre Navratilova, uma bela zebra, em mais de um sentido (posso imaginar a cara de incógnita da esmagadora maioria dos leitores) e a vitória de Martina no ano anterior sobre Evert.

A vitória de ontem foi uma espécie de redenção de Serena, uma redenção tardia, a tenista já tem 30 anos, porém bem vinda. Depois de muita conversa em casa, mais com a mãe do que com o pai, que nem sei se estava presente, eu não o vi, Serena decidiu que iria jogar como uma dama e não como uma bagaceira, que é o que mais de uma vez o fez.

Como colocou a D. Oracene, e muito bem, ontem era mais importante a filha não perder a tranquilidade, não enlouquecer, e não ser expulsa de quadra. “É muito mais importante ela ter uma mente estável. Tinha que ser bem claro. Não se pode perder o controle”.

Anos vivendo com o Sr. Richard – o homem que, dizem, espancava a mulher, e por ela se mandou assim que deu, e não conseguiu deixar a ira e o racismo para trás, sempre jogando com o tema racismo nas cercanias das quadras – e o inimaginável sucesso das filhas deram a Sra. Oracene o equilíbrio e a serenidade para lidar com o mundo e tentar passar isso às filhas sem que elas perdessem o diferencial que as destacou no circuito.

Venus já tinha negociado melhor esse ranço, mas Serena, até pela personalidade, adorava jogar seu jeito na cara alheia, o que nunca caiu bem mesmo em New York. Não se sabe se veio primeiro a galinha ou o ovo, e se o público “sentiu” a diferença de postura. O fato é que este foi o primeiro U.S. Open que o público abraçou as tenistas negras americanas.

O clima para a final foi lançado por Serena após a semifinal, quando pegou o microfone e chamou o público ao brio: “Pessoal, sou americana, e a última por aqui. Go USA!”. Não lembro ela deixar evidente que ser americana vinha antes de ser negra.

Serena confessou, nas entrevistas pós final, que sempre sentiu uma frieza vindo das arquibancadas, para ela e sua irmã. Em finais contra outras americanas ou mesmo estrangeiras como Hingis, Jankovic, Stosur ou Clijsters a história era sempre a mesma. “As pessoas não estavam prontas para nos ver vencer ou torciam contra mesmo. Era muito estranho”.

Mais estranho é que ela acha que as coisas começaram a mudar após o incidente no ano passado, quando ela teve um ponto tirado após gritar durante o mesmo. No que a juíza estava certa e ela e o público errado. Mas quem disse que a massa tem sempre razão? Até porque ali a juíza bobeou em não explicar, como se todos soubessem as regras do jogo. Um erro começou a consertar outro – bola pra frente.

Fora isso, o jogo foi emocionante o bastante para me fazer sair correndo de casa quando o sinal caiu e assistir em bar próximo com a leal companhia da minha mulher. Ela que tem poucos anos de tênis – antes era sofasista, mas dedicação o bastante para já ter trazido seu primeiro troféu estadual para casa – até hoje é inconformada com a dificuldade de se fechar um set, em especial uma partida. Sua torcida ontem era pela Azarenka, até porque sangue novo tem prioridade. Por conta disso ficou frustrada com a inoperância a partir do 3×5 no 3º set.

Serena abriu nesse game 40×0, um nãonão por parte da bielorussa, que ainda permitiu que a outra fizesse 0x40 no seu saque. Sete pontos seguidos e perdidos na hora de fechar o jogo não vai dar certo.

Ontem Victoria descobriu, finalmente, que além de 1ª do ranking tem tênis para enfrentar e bater qualquer uma, o que, espero, vai lhe assegurar mais sucesso que outras #1 que tivemos no tênis feminino em anos recentes. Mas, ainda não foi sua hora. Serena trouxe de sua infância em Los Angeles um ou outro componente que falam alto na hora da onça beber água. Especialmente se ela aprendeu que esses componentes a servem melhor se ficarem no inconsciente, enquanto ela coloca seu foco principal no seu enorme arsenal tenistico.

Serena – finalmente feliz.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:15

Título para o Brasil!

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O brasileiro Bruno Soares e sua parceira, a russa Ekaterina Makarova, conquistaram o título das duplas mistas no U.S. Open, batendo a dupla checa/polonesa de Peschke/Matkowski na final, em jogo apertado, emocionante e televisionado para o Brasil.

Os adversários venceram o 1o set, apertadissimo, 10/8, mega-bobearam no 2o, 1/6, o que deu confiança à dupla do mineiro e no 3o, jogado em um tiebreacão, deixaram escapar dois match-points. Bruno, que não é bobo nem nada, e faz jus à fama de mineiro, aproveitou, junto com a parceira, para fechar na 1a oportunidade que tiveram. Ekaterina sacou no homem, bateu a 1a bola nele, que então veio à rede, só para Ekaterina ser obrigado a ir na adversária. Aí foi só celebrar!

É o 3o título brasileiro em duplas mistas em GSs. Maria Esther venceu Roland Garros em 1960 com Bob Howe e Thomaz Koch com a uruguaia Fiorella Bonicelli em 1975 tambem em Paris.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Tênis Feminino | 13:42

Bondage

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Enquanto todo mundo espera São Pedro dar sua colher de chá ao evento em N. York, coloco abaixo o que espera Maria Sharapova. A russa está enfrentando, e perdendo por 0x4 no 1o set, a francesa Marion Bartoli.

Quando eu digo que a francesa é uma peça raríssima é pouco. Deem uma olhadinha no aquecimento da moça na Quadra 11 do complexo Billie J. King – local do US Open. Pernas amarradas, bolas quadradas, bolas amarradas etc..

Só mesmo o Dr Pardal do pai dela para fazer com que a filhinha pague esse mico. Ninguem mais no circuito usa uma parafernália dessas – e ela não está nem aí. Faz o que é mandada, joga com seu estilo, em mais de uma maneira, nem um pouco ortodoxo, e tem uma grande carreira. E por isso tiro o meu chapéu para ela. Vocês podem imaginar a Maria usando esse tipo de bondage – pelo menos numa quadra de tênis?

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Tênis Feminino | 11:34

#1 garantido

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Com uma vitória no jogo mais emocionante de ontem, uma verdadeira briga de foice em um dia que quase não aconteceram jogos pelas chuvas, Victoria Azarenka garantiu que será a #1 do mundo ao final do U.S. Open. Para isso, ela acabou com os sonhos de Sam Stosur defender seu título, a derrotando por 6/1 4/6 7/6. Na semifinal enfrentará a vencedora da partida entre Maria Sharapova e Marion Bartoli, interrmpida pela chuva com a vantagem de 4xo no 1o set para a francesa. O que, conhecendo as duas, ainda não quer dizer muito. Neste momento, o americanos dizem que os jogos começam como programado, às 12h de Brasília. Mas há prognóstico de chuvas.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino | 10:25

Vai fazer falta

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Com direito a muita emoção, Kim Clijsters despediu-se ontem do tênis profissional, pelo menos nas simples já que continua nas duplas, pela segunda vez, com precoce derrota no U.S. Open, para Laura Robson, aos 18 anos uma das mais jovens do circuito, em eletrizante partida decidida em dois tie-breaks consecutivos. Kim foi uma das melhores tenistas do mundo das últimas décadas e uma das atletas mais gostadas pelo público, organizadores, imprensa e companheiras/adversárias, um coletivo de qualidades para honrar qualquer um.

Acredito que a 1ª vez que a vi jogar foi em Miami quando tinha ainda 16 anos e já impressionava pelo estilo que a caracterizou. Golpes quase retos de ambos os lados, um ótimo revés com as duas mãos e forehand matador. Boa sacadora, era capaz de pressionar qualquer tenista e ai de quem decidisse medir forças com ela através de um jogo franco. Como jogava em uma alta zona de risco, era imbatível nos dias certos e um tantinho mais errática nos dias ruins. Impressionava os fãs mundo afora com sua força física, particularmente nas pernas, e em especial com o spacatto, que ela tornou sua marca pessoal.

Viveu em uma época fértil do tênis feminino e inaugurou a era de ouro do tênis belga junto com sua conterrânea e eterna adversária Justine Henin. Teve duas carreiras distintas, divididas pelo hiato quando foi ser mãe, após ter abandonado as quadras pela primeira vez em 2007. Voltou, quase sem querer, atendendo um convite de jogar uma partida de duplas com Tim Henman contra Andre Agassi e Steffi Graf para a inauguração do teto retrátil da Quadra Central de Wimbledon, o que considerou uma honra e aproveitou o embalo. Você pode ler mais sobre sua volta no link http://paulocleto.ig.com.br//2009/03/26/a-volta-do-spacatto/

O mínimo que se pode e dizer é que Kim surpreendeu barbaridades, a todos, ela inclusive, com os resultados na sua volta. Voltou só para matar umas vontades, para ver se conseguia ganhar alguns jogos, ajudar nas finanças da casa já que a carreira atlética do maridão nunca decolou, e postergar um pouco mais a não tão charmosa carreira de dona de casa. Bem, a casa caiu quando começou a ganhar, sem nem precisar adquirir muito ritmo, após quase não pegar na raquete nos quase dois anos que ficou longe. No terceiro torneio após sua volta, em Setembro de 2009, venceu o U.S. Open pela 2ª vez – venceria novamente em 2010 – tornando-se a segunda mãe ( a elegante e habilidosa Goolagong a outra) a vencer um Slam.

No total a belga venceu 41 títulos, foi #1 do mundo pela 1ª vez aos 20 anos e novamente na sua “segunda” carreira”, conquistou quatro GS (três em N. York e daí a escolha do evento para a se aposentar, e o da Austrália, onde foi mais amada do que em qualquer lugar pelo seu affair com Lleyton Hewitt).

Ontem foi só a concretização de uma morte anunciada, veja no link http://paulocleto.ig.com.br//2012/05/23/coracao-de-mae/.

Kim é uma tenista que fará falta, pelo tênis empolgante a arrojado e, mais ainda, pela personalidade que, no fim das contas, é o que marca no coração dos fãs.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:55

Belo

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Dá para dizer que o Pablo Andujar como 1ª rodada é um presentinho de Lady Luck. Mas como sorte não ganha jogo, cada um tem que fazer sua parte após um sorriso da senhora.

A derrota de Thomaz Bellucci me derrubou. Se eu fosse chegado a uma fezinha tinha perdido o produto do meu suor de bobeira. O espanhol é o típico tenista que ainda consegue atrapalhar vida de alguns no saibro – mas na quadra dura!?

Não dá para analisar porque não vi. Jogaram na Quadra 4 e lá não tem câmeras. Talvez tivesse nos sites aposta etc, mas não vi. O placar 7/6 3/6 7/6 7/5, em quase 4h de jogo, mostra que foi apertado, o que é pior, já que é sinal de que dava para ganhar e não soube.

Ao que parece Thomaz é um dos tenistas que não teve sorte com a arquitetura do calendário no complicado ano olímpico. Jogou um evento preparatório, em Winston-Salem, onde perdeu na 2ª rodada para Tsonga e já foi para New York, onde não teve a confiança para vencer um jogo ganhável. Como tudo que é ruim pode ficar pior, ficamos, em ambos canais, com a partida entre a Mattek-Sands e a Venus. Eu mereço…

Os pés de Mattek-Sands

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Tênis Feminino, Tênis Masculino | 09:10

Negativo

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Depois de algumas surpresas na chave feminina, onde mais?, no 1º dia, a festa continua hoje em N. York. A maior das surpresas foi a derrota das alemãs Lisicki para a romena Cirstea, que só não é melhor porque não quer, e da Georges para Pliskova. As meninas alemãs veem subindo muito de produtividade e agora há cada vez mais expectativa sobre elas. Por isso a surpresa e frustração. Especialmente Lisicki, que é tenista para quarta ou mesmo semis.

O que poderia ser uma grande surpresa acabou não sendo nada além de uma constatação. Em entrevista, Sharapova disse que após as Olimpíadas e dores de estomago fez um ultrasom para ver se estava grávida. Negativo. Deve ter sido muitos testes de Sugarpovas. Mas agora, oh céus, sabemos que a moça não casará virgem no fim do ano.

Entre os homens não aconteceu nada fora do esperado. Talvez a derrota do Istomin para um tal Zopp – não, isso não é surpresa! Foi um dia mais de espetáculos do que emoções com vitórias fáceis de Federer e Murray entre outros.

Uma coisa que também não foi surpresa foi a declaração de James Blake, que aos 32 anos já faz algum tempo está mais com o pé na cova de sua carreira do que rumo a um título. Chega nessa hora, quando não tem mais planos no circuito, o tenista começa a passar por transformações. Às vezes são transparências não tão objetivas, como a de Blake que agora diz que acredita que, como em todos os esportes, também existem tenistas que trapaceiam tomando drogas e não sendo pegos. Ele ressalta que as autoridades fazem o melhor trabalho para evitar que isso aconteça, mas acontece. Diz que ele volta e meia acorda às 6.30 para fazer xixi em um copinho e acredita que outros tenistas também passam por isso. O americano não citou nomes, até porque não é besta e palavras ao vento não custam nada. Mas todo mundo sabe para onde que esse vento bate. Isso é conversa reverberando o assunto Armstrong, que realmente abalou o cenário esportivo, especialmente nos EUA, onde é um ícone, por conta de sua história de “superação” e conquistas. E agora José?

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:31

No Ibirapuera

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O mundo dá voltas. O mundo dos negócios então dá mais ainda. Durante o Torneio de Miami surgiram os rumores sobre a vinda de Federer ao Brasil. Todos tinham uma posição definitiva a respeito do que e como seria. Até Gustavo Kuerten lançou a tese de que faria parte e jogaria contra Federer.

No mesmo dia liguei para Luiz Felipe Tavares, dono da Koch-Tavares, que me assegurou que só uma coisa era certa – Federer viria. Quanto ao resto, nada estava definido. Ele mencionou Serena, provando que ali já tinha em mente o conceito do que se provou realidade. Além de Federer, atual #1 do mundo, as quatro mulheres envolvidas já foram #1 do mundo.

Abaixo o anuncio divulgado pela KT do que acontecerá nesses três dias que farão de São Paulo o centro do universo do tênis.
Gillette Federer Tour
Data: 6 a 8 de Dezembro
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Programação:

6 de dezembro Roger Federer vs Thomaz Bellucci
Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo

7 de dezembro Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro Serena Williams vs Victoria Azarenka
Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

Todos os jogos do Gillette Federer Tour serão disputados em melhor de três sets, com tiebreak.


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domingo, 26 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:11

Para quem vai e quem não vai.

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Começa esta segunda-feira o 130º, ou algo assim, U.S. Open. Infelizmente, pelo menos para eles, a esmagadora maioria dos meus leitores não irá assistir os jogos in loco – a nossa anfitriã Maysa Alva Pérola irá, então o Post é em homenagem a sua viagem. A maioria acompanhará pelas TVs a cabo, já que este Grand Slam é o único que duas delas, ESPN e SporTV, dividem a tarefa.

O U.S. Open é o maior dos Grand Slams, mas não o mais charmoso, nem o mais gostoso de acompanhar. Na verdade, talvez seja o pior de todos para assistir ao vivo. Mas há gosto para tudo e todos e, como tudo, tem suas vantagens e desvantagens.

Para nós brasileiros, uma das vantagens é que o horário de New York é o mais amigável de todos os GS – o fuso horário tem a diferença de somente 1 hora. Acompanhar o Aberto da Austrália é um martírio e trabalhar nele mais ainda. Roland Garros são 5 horas e Wimbledon quatro de diferença, o que também não é tão legal. Se a maioria de vocês trabalha, como o Brasil e lema na bandeira esperam, pode ainda acompanhar os jogos noturnos sem tanto estresse. A rodada noturna começa às 20h de Brasília – uma ótima desculpa para escapar do JN e as notícias do STF e, mais ainda, do Tufão e casa da mãe Joana – e você pode até assistir a ultima partida, que caba não tão tarde, virar para o lado, beijar a senhora e dormir em dois minutos se tiver a consciência tranquila – quem estiver no Estádio Arthur Ashe ainda tem que sair de lá, pegar o metro, voltar para a cidade, talvez comer algo em um restaurante não muito amigável e nem tão barato, ir para o hotel, tomar um banho e aí dar um beijo na senhora etc…

Mas estar por lá, minha cara Maísa, tem suas vantagens. À parte da Arthur Ashe, que sei você tem vários ingressos, e espero que bons assentos, se não nem ver se oFederer bateu de direita ou esquerda, existem várias quadras amigáveis. A maioria delas dá para ficar a uma cusparada do tenista, apesar de que tenho certeza que o fato não lhe fará diferença. Mas é bem legal ouvir o barulho do tênis derrapando no plexipave, o tenista bufando ao impactar as bolas, o som da bolinha sendo depenada pelas raquetes, sem contar com o erotismo sonoplástico de uma Maria ou de uma Victoria, o que também, espero, não lhe fará diferença, mas o maridão pode gastar e voltar com mais alegria no dia seguinte, sem falar da oportunidade única de checar a musculatura, inclusive das pernas, de algumas tenistas a cerca de três metros de distância, apesar de que, imagino, você preferiria a do Nadal, que não estará por lá, e do Federer, que a Arthur Ashe lhe exigirá um binóculo. Mas lá pode acompanhar os replays no telão e dançar com as músicas divertidas nos intervalos dos games e, se tiver sorte, no final do jogo o Djoko pode lhe tirar para dançar.

Você pode alugar um rádio do torneio, se tiver o cartão de crédito certo sai de graça, e receber ótimas informações enquanto no local – tipo o momento certo de sair daquele marasmo da Louis Armstrong e correr para a Quadra 11 para assistir um tie-break do 4º set. Mas corre o risco de morrer na praia ao encontrar um mar de gente que teve a mesma ideia. Na pior das hipóteses vá para a Grandstand, de longe a melhor quadra para se ver um jogo no local.

Não vai ser tão legal se ficar com fome ou tiver que ir aos banheiros. Para os últimos as filas são longas e se prepare para pagar os olhos da cara para comer do pior e um absurdo para matar a sede. Ah, existem bebedouros espalhados pelo local, o que é ótima notícia, já que faz um calor e uma umidade danado durante o dia.

Mas o U.S. Open oferece muito mais. Jogos emocionantes de duplas de pertinho, que as TV não mostram e eu sei você adora, a oportunidade de aplaudir, torcer e até fazer uma diferença, de acompanhar os treinos dos cachorrões e, quem sabe, tirar uma foto com eles, que é um programão e também disputado, porque os americanos que comparecem durante as matinées são tenistas e sabem o que é bom, ao contrário dos notívagos, que são locais e só querem mais uma razão para encher a cara e fazer barulho.

Abra sua mente e, durante a 2ª semana, que é quando você e a maioria dos brasileiros vão, porque querem acompanhar as finais, mas não necessariamente torcer por outros brasileiros, vá assistir alguns jogos dos juvenis, assim você poderá, algum dia, como eu, dizer que viu o “Federer” quando ele era garoto e ninguém conhecia. Os jogos dos cadeirantes são impressionantes e um espetáculo único, muito melhor do que assistir os Masters, totalmente dispensável.

Mas, acima de tudo, temos New York, que sempre será a cidade mais agitada do planeta. Sobre isso não preciso escrever, pois a internet, o Villages Voice e o Time Out vão lhe informar muito bem. Mas não deixe de passear no upper east side, porque você é muito chic, assistir algo na Broadway, The Book of Mormons é imperdível, passear no West Village no fim da tarde, e o que mais o coração mandar – aí sim você vai entender porque esses GS são imperdíveis; a melhor maneira de agregar paixões.

Uma das vantagens – assistir de pertinho.

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