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Arquivo da Categoria Tênis Brasileiro

segunda-feira, 18 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:44

Vitórias e derrotas

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Como a SporTV só vai mostrar Barcelona a partir de quinta-feira, só nos resta imaginar como foi a derrota de Thomaz Bellucci para o colombiano Santiago Giraldo, um tenista imprevisível e perigoso, adjetivos que também podem ser utilizados com o brasileiro.

O jogo foi um festival de quebras de serviço, o que diz algo sobre a velocidade das quadras do torneio e sobre as dificuldades de Bellucci, que teve seu saque quebrado cinco vezes, o que não é pouco em dois sets.

Mais uma vez Thomaz sacou para fechar um set, só para ter seu serviço quebrado e terminar por perder o set. A frustração, mais uma vez, lhe abaixou o espírito e fez com que perdesse o set seguinte de maneira mais fácil do que o primeiro. O rapaz segue tendo dificuldades em lidar com os aspectos emocionais e mentais do jogo de tênis da faixa de competividade que frequenta.

Thomaz ainda não encontrou seu melhor caminho, mesmo sob a direção de Larri Passos, o que deve ser frustrante para ambos. Como não poderia deixar de ser, o técnico bate na tecla de que é necessário paciência com a fase de aprendizado e ajuste. Nem todos os atletas maturam, técnica ou emocionalmente, na mesma idade, e torcedores tendem a ser totalmente cegos à qualquer realidade que não seja seus desejos. Faz parte do trabalho do técnico lembrar desse detalhe a todos os envolvidos. Hoje assisti a um documentário sobre Diego Forlan – que esteve entre ser tenista e boleiro – e que só desabrochou como jogador aos 26 anos e atingiu seu ápice, na ultima Copa, aos 30 anos.

Como Bellucci é um tenista ainda com um emocional instável e, de certa maneira influenciável pelo o que acontece durante a partida, duas verdades paralelas se impõe.

As derrotas lhe fazem muito mal emocionalmente e impedem seu crescimento, na mesma medida que vitórias poderiam lhe trazer aquele algo a mais que faria a diferença em sua carreira. O problema segue sendo que uma derrota indiscutivelmente lhe coloca fora de um evento e todas as consequências que com isso vem, enquanto suas vitórias nem sempre conseguem motivá-lo e lhe dar a confiança necessária de seguir vencendo até a final. Esse é o equilíbrio que Thomaz Bellucci ainda busca.

Thomaz ainda busca seu equilíbrio.

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terça-feira, 12 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:47

Da cocheira

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Como escrevi a cerca de 20 dias atrás, e ao contrário do que andaram divulgando uns três dias atrás, e algum leitor mais afoito correu para colocar nos Comentários, como se tivesse descobrindo a pólvora, apesar de meus fiéis leitores não darem muita bola, os torneios da América Latina permanecem no saibro e não têm data para mudar. É óbvio que o Aberto do Brasil, por enquanto ainda no Sauípe, é um deles e segue na terra vermelha.

As razões estão todas no meu post de então: http://paulocleto.ig.com.br//2011/03/24/no-saibro/

A notícia que dei foi das cocheiras. O resto é noticia de ouvir falar ou de alguém mandar, o que é sempre delicado e perigoso.

Notícias da fonte e sem desvios.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:24

A Gira Européia de Bellucci

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Thomaz Bellucci viajou ontem e divulgou hoje sua gira européia. Esta é uma fase do ano para ele, e qualquer tenista que dependa seriamente dos pontos sobre o saibro, quando são jogados os principais eventos da temporada européia sobre a terra.

O início é em Monte Carlo, um dos eventos mais charmosos do circuito e um dos mais difíceis. É lento, disputado, com muita gente boa presente. Thomaz, mostrando seu comprometimento com o circuito, viajou ontem, quarta-feira. Muitos tenistas chegam um dia antes do evento. Mesmo considerando o fuso horário e as distâncias para quem está na Europa, a ida de Thomaz é de ótimo tamanho.

Para quem ficou se perguntando por que ele não jogou esta semana, em Casablanca, é só olhar a lista abaixo para ver que o número de torneio está mais do que bom, beirando o exagero o tempo longe de casa. Mas esta é a hora e há que se encontrar um equilíbrio de abdicar do descanso e jogar o que há para ser jogado.

Monte Carlo

Barcelona

Estoril

Marid

Roma

Semana Off

Roland Garros

Queens

Wimbledon

A decisão sobre o restante da temporada sobre o saibro europeu; Gstaad, que ele já venceu, Hamburgo, que mudou de data e Bastad ficam mais para frente quando ele e seu técnico puderem avaliar os resultados das próximas semanas.

Monte Carlo – o primeiro da Gira Européia de Bellucci

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sábado, 26 de março de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:47

De rachar

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A sexta feira esteve com um sol de rachar a cabeça de qualquer um. Mas não creio que isso teve algo a ver com a derrota de Thomaz Bellucci.

Os dois primeiros sets foram mornos, mais pelo sol do que pelo jogo em si, mas no set final o ambiente mudou, o jogo incendiou as arquibancadas, deixando torcedores americanos e brasileiros, em grande número, emocionados e felizes com o espetáculo.

O brasileiro perdeu a partida, mais uma vez, na bacia das almas, o que fala mais sobre o seu emocional e sua confiança do que sobre seu jogo. Até porque teve oportunidades de assumir uma vantagem no placar do terceiro set que, inevitavelmente, lhe dariam a vitória.

Mais tarde escreverei mais sobre a partida e a participação do brasileiro. Por enquanto, basta dizer que Thomaz saiu de quadra aplaudido pelo publico que lotou a quadra e com a galera brasileira gritando seu nome, apesar da frustrante derrota, o que não é qualquer atleta que pode dizer isso.

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domingo, 13 de março de 2011 Curtinhas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:03

Sorriso

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Para quem gosta de tênis, em especial para quem gosta do Thomaz Bellucci, tem que ficar contente com o sorriso que o brasileiro soltou ao final da partida, após bater o alemão Becker em Indian Wells, quando olhou para as arquibancadas após apertar a mão de seu adversário. Fazia tempo que eu não via o tenista tão espontaneamente contente – algo que só a alegria de uma procurada e desejada vitória pode trazer.

Na próxima rodada ele enfrenta Thomaz Berdich pela quarta vez. O checo tem duas vitórias e o brasileiro uma. Todas as partidas foram bem equilibradas.

Thomaz – sorrindo de novo.

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quinta-feira, 3 de março de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 17:17

Novi Sad

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Novak Djokovic não vai a Novi Sad, terra de Monica Seles, enfrentar a Índia pela Copa Davis. Aliás, nem o Brasil, se é para perder tempo lembrando coisas ruins.

O tenista disse que está cansado após jogar dois torneios em dois meses. Esse negócio de cansar pontualmente pegou entre os melhores tenistas.

A decisão tem algumas implicações e sugestões. O confronto não parece ser tão difícil aos olhos sérvios – senão, duvido, Novak abandonaria o barco. Deve haver um bom relacionamento entre os membros do grupo. Djoko deve estar com altas ambições para a temporada, já que, como os outros cachorrões, está se poupando. A briga pelo topo do ranking está ficando acirrada, o que é ótimo para os fãs do tênis, se não para os fãs de um ou outro tenista.

O que está sendo deixado de fora dessa noticia é a briga, feia, entre a família Djokovic e Slobodan Zivonisovic, ex-tenista e reeleito presidente da federação sérvia. Papai Djokovic tentou derrubar rapaz, não conseguiu e deixa claro que existe um abismo entre a federação de Slobodan e Djokovic. Não tão surpreendente, a FIT continua enchendo a bola de Zimonisovic, entregando a ele dois prêmios pela temporada passada.

Muito para a beleza de Novak.

Para que Djoko não se sentisse tão mal, a dupla Paes e Buphathi também anunciou que o fim de semana nos Bálcãs não está em seus planos. Paes engessou o braço por duas semanas e Buphathi, sentindo aquele bafão no cangote, contundiu-se no Dubai. O Brasil poderia ter ido com força total a Novi Sad.

Slobodan quando tenista – duas vezes semifinalista na Davis pela Iugoslávia.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 09:46

Merecendo

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Após a combatida vitória sobre o polonês maluco Lukasz Kubot, um tenista que gosta de jogar no limite de seu potencial quando não é o favorito, Thomaz Bellucci declarou que “mereceu esta vitória”.

Achei curiosa a declaração, que presumo ser mais um desabafo. Nunca vi no tênis uma vitória que não fosse merecida.

Mas talvez de para entender por trás das palavras a intenção do brasileiro. Vencer uma partida de 3h, em uma melhor de três sets, é sempre uma tarefa árdua, um feito. Mais uma vez não assisti a partida, porque, creio, não foi mostrada, nem na TV nem na internet.

Mas, acompanhei parte pelo Ao Vivo. O que transparece, após tanta briga, ou altos e baixos como escreveu um leitor, “sofasista” creio, é que Thomaz começa a vencer partidas onde o componente “briga” é uma exigência. E aí existe a mão do treinador.

Isso fica ainda mais claro na declaração de Larri Passos que o pupilo “esteve perfeito até o 3×1, 40×15 do 1º set”. Após perder a vantagem, e o primeiro set, no TB, Bellucci ainda encontrou forças para virar uma partida que deve ter sido “brigada” ponto a ponto. Não entrou em depressão após se complicar, nem se encolheu em definitivo quando a hora da onça beber água chegou. É bom lembrar que sacou para fechar no 5×3 do 3º set, perdeu o saque e encontrou uma maneira de vencer no game seguinte. Não era difícil “pirar” nessa hora, como acontecia.

Voltando à declaração de Thomas, ele devia estar muito contente com seu desempenho e o fato de ter mostrado a seu técnico, e a ele mesmo, que sabe sim brigar por um resultado.

Espero que seja por aí. E que o seu histórico de não vencer partidas que exijam muito de uma sempre necessária combatividade fique, cada vez mais, para trás em sua carreira.

Na semifinal, hoje às 20h, o brasileiro enfrenta o espanhol Nicolas Almagro que está na crista da onda após vencer sua 12ª partida consecutiva no saibro latino-americano.

Pode-se dizer que Bellucci estará cansado após a maratona de ontem. No entanto, se seu adversário está muito confiante, aos poucos o seu físico também deve encurtando. Ontem venceu, também em partida longa, o colombiano Giraldo por 7/6 5/7 6/4 em 2.30h de jogo.

Com isso, Almagro está no meio de uma terceira semana seguida de batalhas. Uma hora o corpo arria. É mais uma oportunidade, desta vez de chegar a uma final, que surge e pode ser aproveitada pelo brasileiro. E o seu técnico sabe bem disso.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:00

Zanzando

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Pela ferrenha discussão de dois leitores, a decisão de onde a dupla mineira Mello/Soares jogará tem importância. Talvez.

Talvez tenha importância a curiosidade de saber o que influi e prioriza uma escolha dessas.

As duplas, ao contrário das simples, não exigem 42 dias de antecipação para a inscrição. Por isso, a programação dos tenistas é mais flexível. Mas, não totalmente.

Eles decidem suas viagens bem antes, seguindo uma estratégia, que pode variar, inclusive de metas.

Além disso, há toda a logística envolvida. Vocês lembram a ultima vez que programaram uma viagem internacional? Passagens e reservas é só uma parcela.

Na minha cabeça, após a concretização de dois títulos, faz mais sentido continuar no saibro. Mas lembro que há dois anos Mello/Sá fizeram a mesma escolha. Com certeza decidiram isso bem antes. Acharam melhor não mudar.

Fui lá olhar o calendário e me surpreendi um pouco. Uma boa razão para mudar de continente e piso seria a premiação e pontos.

No entanto, a premiação de Memphis (U$1.100m) é bem semelhante à de Acapulco (U$955). E a de Buenos Aires (U$475) é até um pouco mais alta do que a de Delray Beach (U$442). A ordem dos torneios não altera o produto.

A diferença pode estar na decisão, que desconheço, dos mineiros optarem por Dubai ($1.619), mais uma mudança de continente e fuso, mas que muda o panorama financeiro.

O que ficou claro é que no saibro latino americano os adversários são mais frágeis e menos motivados dos que os que eles enfrentaram no hemisfério norte, onde há mais especialistas em duplas zanzando pelos eventos.

No mais, o próprio Marcelo Mello mostrou sua indignação ao mencionar que saía da Bahia para o frio de Memphis. Sei lá, Buenos Aires é terra de Gardel e Piazolla, Memphis de Elvis e BB King. Talvez essa seja a preferencia musical dos garotos.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro | 12:20

Gatos

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Quem não tem cão caça com gatos – ou gatos. Como nenhum tenista brasileiro se animou a vencer o Aberto do Brasil, dois mineirinhos decidiram que seria de bom tom conquistar o título de duplas. Afinal, a organização já havia priorizado as duplas. E quem não tem irmãos Bryan vai de Melo e Soares, o que está de bom tamanho.

A dupla pão de queijo já havia vencido o torneio anterior, em Santiago. Mesmo com a confiança bombando, a dupla suou em bicas para vencer as duas primeiras rodadas. Na 1ª venceram por 13/11 no TB do 3º set. Na 2ª por 10/8. Mais confortáveis em quadra e sentindo que o momento era realmente bom passearam nas semis e na final, quando bateram Andujar e Gimeno-Traver. Aliás o segundo fez todo o discurso da dupla na premiação, enquanto o primeiro, que tem uma carinha de bobo esteve mais perdido do que cego em tiroteio do Tarantino.

Para quem só conquistou um título desde que estão juntos, dois seguidos devem operar maravilhas no animo. Imagino que os dois agora partem para Buenos Aires e Acapulco, os dois últimos eventos sobre o saibro até a Europa, e que os coloca como favoritos em ambos. É hora de cacifar na confiança e no embalo com mais vitórias e títulos.

Girafa e Bruno – compenetrados e vencendo

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:35

Demônios

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Mais uma vez pesco um comentário para colocar aqui na Home por conta de seu conteúdo. Não existe um único parametro para que eu o faça, até porque os inúmeros Comentários de qualidade que por aqui aparecem são de qualidades distintas. Algo que agregue à discussão, o olhar inusitado, a coêrencia, a escrita, o inusitado e outras baos razões. O abaixo, do leitor Joaquim Gloor, tem algo que vai na veia de quem entra em quadra, independente de seu padrão ou categoria, enfrenta seus demônios, uns dias os vence outros não, mas não deixa de ser apaixonado pelo tênis até por conta desses desafios. Aí reside a razão do tênis. 

Bellucci luta com aquele que pode ser o nosso pior inimigo, a nossa própria cabeça! Confesso que quando vejo jogos dele, nos quais ele joga como no dia de hj, não fico com raiva ou nervoso como muitos daqui, fico triste mesmo.

Para aqueles que já passaram por situações semelhantes na vida, seja no tênis ou em qualquer outro lugar, sabe, que não ha nada mais sofrível do que lutar contra sí mesmo, contra nossa própria cabeça, pois é uma briga contra um “inimigo” invisível e mesmo desconhecido, que possui mistérios que nossa vã filosofia nunca irá alcançar ou controlar. E acho que talvez seja a coisa mais decepcionante da vida quando temos a certeza que somos menos do que poderíamos ser, e o pior, que a culpa disso é só nossa e de mais ninguém.
Não acho que falta ao Bellucci vontade, sangue nos olhos, foco e todos esses clichês de psicologia esportiva. Ninguém dedica sua vida, embarca de cabeça em uma escolha feita por sí mesmo sem ter vontade, sem querer. Ninguém está entre os melhores do mundo na sua profissão quando lhe falta vontade, dedicação, entrega. Por isso não acredito que este seja o problema dele. Acredito que a dificuldade do Bellucci é simplesmente a dificuldade de todos nós, que é lidarmos com nós mesmos, com defeitos e qualidades em carne e osso.
A dificuldade está na dúvida que nos invade em frações de segundos na hora da escolha de um golpe; na pulga que se acolhe nas nossas orelhas encolhendo os nossos braços; no medo de errar que, obviamente, conduz ao erro; no estresse produzido por nossa própria cobrança que obriga o cérebro a pedir descanso nos devaneios sedutores da desconcentração; naqueles momentos que, cansados já de tanta luta em vão, entregamos os pontos, fechando os olhos, e, simplesmente para descarregar, colocamos toda a raiva e frustração nos músculos e disparamos uma pancada na bolinha, nos sobrando apenas a reza para que, como que em um milagre, o tiro perdido acerte a linha e se transforme em um maravilho winner, coisa que pode até acontecer, mas dificilmente se repetirá.

E é por perceber essas dificuldades que fico triste, pois percebo como ele sofre ao lutar contra seus demônios, assim como, de uma forma ou de outra, todos sofremos…

E por não querer poluir o ambiente com imagens grotescas, publicos estes demônios, que são tudo de bom.

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