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Arquivo da Categoria Tênis Brasileiro

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 Novak Djokovic, Olimpíadas, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:50

Novak, Angelique e Bruno

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Não é de hoje que Novak está um degrau acima, olhando pra baixo – seja quem for. Técnica, física e mentalmente. Um sucesso que é dividendo de uma das mais sensacionais histórias de estratégia de carreira, boas escolhas, determinação, entrega e compromisso total com a qualidade.

 
Um exemplo de ética de trabalho poucas vezes visto anteriormente, me lembrando Ivan Lendl pela dedicação e escolhas. Como Novak tem um perfil psicológico e social mais light do que o checo, vem – acredito que por isso também – tendo uma carreira de mais excelência do que este, que era um cara tenso e mau humorado, mas com uma dedicação à carreira que lembra o servio. Novak buscou, desde o início, ser melhor, do que todos e, mais importante, do que era. Um dia atrás do outro. Colhe os frutos.

 
Sem a mesma excelência, mas experimentando da mesma estratégia, Kerber deixou de ser uma moça habilidosa, top 10, um tanto pesadinha para correr atrás das bolas rápidas das cachorronas, para experimentar das delícias de ser uma campeã de Grand Slam. Sua vitória sobre, na bacia das almas e sob muita pressão, uma das maiores vencedoras da história do tênis mostra, mais uma vez, o que determinação, dedicação e confiança podem conquistar. Uma bela final, muito melhor do que a masculina, repleta de emoções, drama e tênis de qualidade – um prazer de assistir.

 
E o tênis brasileiro segue sendo bem representado pelos seus bons duplistas. Tirando o sucesso de Gustavo Kuerten, e Maria Esther, que foi boa nas duas, não deixa de ser interessante o fato de brasileiros se darem melhor nas duplas do que nas simples. Cassio Motta foi #3 do mundo, Carlos Kirmayr foi #7, em uma época em que ambos jogavam simples e duplas. Jaime Oncins também foi excelente e poderia ter tido o mesmo sucesso de Bruno e Marcelo tivesse feito melhores escolhas e abraçado com força a carreira de duplista.

 
Sempre acreditei que rivais tem, como função crucial, se motivar entre si. Bruno Soares e Marcelo Melo são ótimos exemplos. E não deveria ser necessário lembrar que aqui a palavra rival não carrega nenhum valor negativo.
Depois de jogarem juntos, se separaram, Bruno conquistou ótimos resultados até o fim de 2014, atingindo #3 do mundo, o que não é pouco. Mexeu com os brios do antigo parceiro que foi atrás de investimentos pessoais e melhores resultados. Chegou a #1 do mundo, o que o colocou em patamar impar na nossa história.
Bruno decidiu que tinha mais do que uma boa motivação para correr atrás de melhoras. Com novos parceiros conquistou um feito impar ao vencer ambas as duplas no AO.

 
Sabemos que quanto a Vesnina foi iniciativa sua o convite. E a moça aceitou com alegria. Até porque deve ser só alegria jogar com alguém como Bruno. Quanto a Murray o convite veio do parceiro. E aqui dou a mão à palmatória. A dupla deles funcionou maravilhas. Para tal Bruno teve que fazer seus ajustes. Uma de suas forças sempre foi a velocidade e uma de suas carências a devolução de esquerda. Vem aprimorando esta há algum tempo e hoje está bem mais a vontade com ela.

 
Com Murray encontrou um cara que, se não é mais rápido do que ele, é extremamente “móvel”, levando os oponentes ao desequilíbrio com seus movimentos junto à rede. O cara parece um dervixe dentro da caixa de serviço. E Bruno soube se transformar numa bela ancora, sem abrir mão de sua mobilidade. Os caras são um inferno de se enfrentar.

 
Além disso, com seu jeitinho mineiro, Bruno sabe e soube equilibrar seu parceiro com sua calma nas horas da onça beber água, algo crucial em uma dupla de dois. E hoje, para nossa alegria, graças à TV fechada, podemos acompanhar o torneio de duplas com quase tanta facilidade quanto o de simples – pelo menos de nossos jogadores.
Com Marcelo e Bruno estamos mais perto, pelo menos de antemão, de uma medalha olímpica do que em qualquer outra oportunidade, inclusive com Gustavo Kuerten – sem esquecer que tanto Oncins como Meligeni estiveram bem próximos de uma.

 
Mas, suspeito, que Marcelo e Bruno, até por jogar em casa, têm ainda mais consciência do que está a seu alcance. E isso, suspeito, envolve em alguma hora voltarem a jogar juntos antes das Olimpíadas.

 
Como as histórias de sucesso passam por escolhas, entregas, compromissos e abir mão de algo para conquistar um outro algo, o s rapazes devem estar avaliando com carinho como irão se preparar para a pressão que envolve o almejado sucesso no Rio.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:03

Melange do 1o dia

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Pelo menos a Wozniacki merece um Post, algo que a ridícula Hantuchova, que perdeu 0 e 2 da Kuznetsova, que foi uma bela tenista e ainda se mantém, nao leva de jeito algum. A anoréxica da Eslovaquia decidiu, a muito tempo, que preferia sair com as pernas de fora na internet e revistas do que usar seu talento para jogar tenis. É tão fora da real que tentou trabalhar com o Larry Passos! Ela ia desistir no primeiro treino – isso se ele não decidisse antes.

 

Federer e Djokovic nem precisaram suar para ganhar. Foi um bom treino para ambos.

 

A Serena passou com alguma dificuldade pela argentina/italiana Giorgi. As duas estão peladinhas na internet, o que prova que na internet tem para todos os gostos e o tênis feminino mudou muuuito nos últimos anos.

 

Kristina Pliskova passou por uma decadente Stosur. As gêmeas Pliskova sempre me derrubam. São vitelinas e idênticas. A irmã Karolina tem melhor ranking e mais resultados e é mais bagaceira. Krystina é mais introvertida, mas tem mais tênis do que acredita. Porém, imagino, deve achar a irmã, com quem joga duplas, bem melhor e não consegue sair da sombra desta. Karolyna usa duas enormes tatuagens – uma no braço e outra na coxa. Provavelmente para se diferenciar da irmã. Além disso, uma foi ser destra e a outra, Krystina, canhota. As minas tem quase 1.90 e pernas sem dó.

 

A Errani, que era cabeça 17 também rodou na 1a rodada. Mas para essa eu tiro o chapéu. Só de pensar que a baixinha italiana chegou à final de Roland Garros eu já penso em rever meus conceitos sobre papai noel.

 

O Paire, o maior fantasmaço do circuito, que também era #17 (alooou papai noel!) também perdeu em três sets na 1a rodada. O adversário, Noah Rubin, é #328 do ranking!! Deve ter jogado tudo na inexistente direita do fantasma.

 

A Bensic, que um dia foi uma equilibrada adversária da Bia Maia, hoje é #12 do mundo já foi pra 2a rodada.

 

O Almagro, um talentoso doidinho, bateu o Bennetteau em 4 sets, no que deve ter sido um bom jogo. O espanhol, que esteve para abandonar as quadras, vai estar no Brasil Open.

 

O Coric, que muitos acreditam vá ser um cachorrao de 1a linha, perdeu rapidinho para o espanhol Ramos-Vinolas.

 

O Dodig perdeu na 1a rodada das simples – desejo inconfessável de Marcelo Melo em um GS. O ruim é que o cara, do jeito que vai, terá que jogar qualy em alguns torneios, o que pode mexer na dupla do Marcelo.

 

A Mladenovic bateu a Cibulkova. E eu nao vi o jogo…

 

O Sam Querry ainda joga tênis. Mas também perdeu.

 

A Teliana perdeu em dois sets para a Niculescu. Será que ela jogou na direita ou na esquerda da romena?

 

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domingo, 20 de dezembro de 2015 Copa Davis, História, Juvenis, Masters 1000, Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 19:21

Os melhores do ano

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Com o fim do ano e da temporada surgem as pesquisas dos “melhores do ano” para a apreciação dos fas. Interessante que nem sempre os votos dos “experts” coincidem com o dos fas. Qual vale mais? O que vale mesmo é o que você pensa, até porque se nao for o caso é melhor só usar pra pentear. Pode ser também o que você sente, já que em termos de escolhas esportivas o emocional fala alto. Nao é futebol, mas o Tênis também cria suas paixões.

Recebi dois ou três pedidos de enviar meus votos e o fato me inspirou em deixar aqui no Blog os meus pensamentos a respeito dos “melhores do ano”. Divirtam-se divirjam se forem capazes!

Os fatos marcantes mais mencionados foram: Os 3 Slams do Djoko e da Serena, a vitória da Penetta em Nova York, a conquista da Davis pelos britânicos.

Se Djoko ou Serena, os dois melhores tenistas do ano, tivessem ganho os quatro seria difícil ter outro fato mais marcante, o que nao tira o imenso mérito de ambos em conquistar algo dificílimo e merecedor de muitos aplausos. Mas a Serena foi, em um jogo, do Fato do Ano para a Afinada do Ano, ao perder para a Roberta Vinci nas semis e deixar escapar o Grand Slam que a colocaria como candidata a maior da história.

A vitória de Penetta, no apagar das luzes de sua carreira, foi a maior surpresa da temporada e uma conquista maravilhosa para uma tenista maravilhosa. E eu adoro surpresas em quadra, além de pernas bem torneadas. Alias, o fato é ampliado pela presença de duas italianas na final – na Itália elas vao ganhar todos os votos.

Mas Murray, o tripolar das quadras, liderar uma conquista da maneira como foi feita, e aí o diferencial, para o país que tem Wimbledon e Murray e nada mais em termos de tênis, apesar dos milhões investidos, foi um fato marcante. Eu fico com a vitória na Davis, pelo impacto que terá no país que inventou o tênis e as emoções que causou mundo afora.

As decepções? A Bouchard no feminino. Mais uma tenista que tropeçou na fama e na máscara, achou que era maior e melhor do que realmente é. Além de ainda nao ter conquistado lhufas ainda. Agora perdeu a confiança, perde jogos que nao deveria perder e ainda tem que enfrentar as consequências do tombo que levou – figurativamente e de fato.
Entre os homens, temos o Dimitri que pensou que era o rei da cocada preta, enquanto só foi o plebeu que pegava a rainha. Tem tênis pra ser mais do que apresentou. Eu nao vou falar do Gulbis porque ele nao é mais uma decepção e sim uma certeza.

As esperanças? Temos aí o Zverev que tem golpes e serviço pra incomodar, o Kyrgios que tem o serviço, um pouco de golpes e a personalidade pra incomodar, o Thiem que tem uma bela direita mas precisa achar uma esquerda, o Coric que tem uma bela esquerda mas precisa melhorar a direita, o Kokkinakis que é um fantasmao com um belo serviço e se acertar os golpes vai ser bem perigoso.

Os que mais melhoraram fora dos radares. O Anderson aprendeu tirar o melhor de seu tênis limitado, provavelmente ouvindo sua mulher que é bem mais do que uma digitadora de texto ou uma fazedora de biquinhos. Outra melhora surpreendente, que me pegou de calças curtas, foi o Benoit Paire. O cara tem, de longe, a pior direita do circuito, pior do que os 3a classes lá no clube, além de tropeçar na própria mascara. Mas tem uma tremenda esquerda! Milagres acontecem, amigos. Entre as mulheres, a suíça Bencic, que ano e meio atrás jogava no mesmo nível da Bia Maia – as duas eram rivais no juvenil – e hoje é 12a do mundo.

O idiota do ano? O Kyrgios leva fácil. O cara investe no quesito com frequencia e sem medo, além de ter uma família que aplaude seu esforço. Alias, poderiam dar uma dica para narradores e comentaristas de TV. O nome do cara se pronuncia Kirios e nao Kirgios – meu, é só ouvir o juiz de cadeira falar. O interessante é que a Austrália, que sempre foi celeiro de tenistas extremamente educados e divertidos deu de exportar tenistas idiotas. Harry Hopmann deve estar tendo surtos na cova.

Entre os brasileiros tivemos bons sucessos. Marcelo Melo virou o Tenista do Ano no Brasil por se tornar #1 do mundo em duplas. Tenho minhas reservas em eleger um duplista à frente de um singlista. Mas ser #1 do mundo nao é mole nao. Marcelo soube aproveitar as oportunidades e administrar a temporada lindamente e colocou o tênis nacional na mídia de maneira positiva – parabéns! Bellucci nao foi grandes notícias, mas teve seus momentos – na Davis no Ibirapuera foi um deles. Permanece o 1o de nosso ranking e 30 do mundo, o que nao é nadinha mal. Parabéns também para Teliana Pereira, que soube fazer o necessária para sair das sombras e ir para as luzes do circuito principal. Fecha como 54a do ranking mundial e conseguiu dar seu salto à frente aos 27 anos, idade em que a maioria das tenistas já mostrou o seu melhor. Vale lembrar Orlando Luz, que aos 17 anos se tornou um dos melhores juvenis do mundo e, suponho, encerrou sua carreira entre a garotada, apesar de só completar 18 em 2016. Agora vai buscar o caminho do sucesso naa transição para o profissional, momento que separa os garotos dos homens.

Se vocês tiverem outras categorias que queira explorar, sejam meus convidados. E aproveito para desejar boas festas a todos que com sua leitura, e comentários, fazem deste Blog um local de amor ao tênis.

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domingo, 13 de dezembro de 2015 Aberto da Austrália, Copa Davis, História, Olimpíadas, Porque o Tênis., Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open, Wimbledon | 22:03

O Tênis brasileiro no Jornal Nacional

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Semana agitada no tênis brasileiro, especialmente fora dos torneios. Em uma semana o Jornal Nacional apresentou duas matérias sobre o tênis no Brasil, ambas bem positivas e sem ter Gustavo Kuerten como tema.

A primeira falou sobre o sucesso de Marcelo Melo, que fechou a temporada como o primeiro da ranking mundial, um feito extremamente positivo para nosso tênis. Marcelo soube aproveitar o declínio natural dos irmaos Brian, que dominaram o circuito nos últimos anos, mas nao venceram nenhum GS na temporada, para se instalar no topo do ranking. Para isso, teve que se preparar ainda melhor do que nas outras temporadas, negociar bem com seu parceiro titular, que teve um ano bem ruim nas simples, o que deve ter lhe causado algum estresse, manter a qualidade quando longe do mesmo e aproveitar as oportunidades que soube criar. Sim, porque uma coisa é criar as oportunidades, outra é ter a confiança e o gabarito de cacifa-las na hora da onça beber água que é quando os games, os sets, as partidas, os títulos e uma temporada sao definidas. Ter esse sucesso reconhecido em rede nacional para todos o Brasil ver deve ter sido bem gratificante para o Girafa.

A segunda, isso sem minha memória nao está a falhar, foi sobre a inauguração do Centro Olímpico de Tênis no Rio de Janeiro, novamente por uma luz positiva. Especialmente quando colocaram lá o caco de que a CBT herdará o complexo, após as Olimpíadas, uma das principais reivindicações da entidade e que faz todo o sentido. Aliás, deveriam, nao só colocar nas maos da entidade, que é quem tem o know-how para tal, como também desponibilizar uma verba para fazer o Centro – que deve, entre outras coisas abrigar o principal centro de treinamento do país – funcionar em seu dia a dia. Com um complexo igual ao de poucos eventos no planeta, a CBT terá a tarefa de nao só formar tenistas, como encontrar o melhor uso para tal local de outras formas, inclusive abrigar torneios, a Fed Cup e Copa Davis. O que me deixou um tanto encanado foi ter lido hoje que a CBT está negociando para se desfazer de seu torneio da WTA – nao sei a razao para tal passo.

O curioso na entrevista do JN, veio por conta da nossa tenista #1, Teliana Pereira, lamentar que o piso duro, o do Centro Olímpico, nao é o que mais lhe convém – ela quase que só joga no saibro. Até aí ela defendia o seu estilo e suas limitações. O que me trouxe um sorriso ao rosto foi a sua afirmação que o piso duro seria positivo aos duplistas Melo e Soares, que nao escolhem piso e, quase caí para trás, à Thomas Bellucci. Que torneios do Belo a nossa melhor tenista tem acompanhado?

Nao pode deixar de ser mencionado, e aplaudido, a decisão de escolherem o nome de Maria Esther Bueno para a Quadra Central do complexo. Afinal a tenista tem vários títulos de Grand Slam a mais do que Gustavo Kuerten ou qualquer outro brasileiro. Mas a minha cabecinha ficou pensando: porque nao fizeram como os americanos, que deram o nome de Billie Jean King ao complexo onde é jogado o Aberto dos EUA e à Quadra Central o de Arthur Ashe? Por aqui poderiam entao dar à Central o nome de Gustavo Kuerten, também um grande ídolo nacional. Ou será que pensam em fazer o inverso dos americanos em algum momento futuro? Vale lembrar que na Austrália nao deram o nome de um tenista ao complexo, e sim às duas quadras principais – Rod Laver e Margareth Court – em Roland Garros deram o nome de um aviador ao complexo e o de um cartola à Quadra Central e em Wimbledon eles nem pensam em uma ou outra idéia – e sendo como sao, dariam a Fred Perry antes de dar a Murray.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 Olimpíadas, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:10

O Rio Open vem aí!

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O Brasil Open manda avisar que o ano que vem o evento irá bombar. Além de Rafa Nadal, que se tornou um símbolo do evento, os organizadores anunciam a presença de outras estrelas Top10 como Ferrer, Tsonga e Isner. Eles nao mencionam o italiano Fognini, mas pra muitos il cattivo ragazzo também se tornou peça indispensável para o evento. É bem capaz que eles também o anunciem mais à frente.

Sobre Rafa nao preciso gastar os dedos digitando. Todo mundo adora assistir o cara. Especialmente porque com ele nao tem corpo mole – mesmo debaixo da linha do equador. Tsonga é um show man, um cachorrao e um grande nome; mas uma incógnita. Será que estará em forma? Dará o seu melhor? Se jogar o que sabe as semis do torneio prometem.

Ferrer é outro que nao dá chabu. O cara come o pão que o diabo amassou passado no saibro de qualquer quadra. Já Isner chamará a atenção pela curiosidade. O cara tem 2.08m, saca barbaridades e nunca esteve por aqui. Lógico que o saibro e a altura do mar nao sao suas praias, mas acrescenta ao elenco e pode testar a qualidade do tie breaker de qualquer um presente.

É lógico que todo o elenco de brasileiros, de Bellucci a Teliana, passando pelo nosso #1 Marcelo Mello, estará presente – diretos, por qualy ou convites, o que é ótimo para eles, o público e o tenis nacional.

Uma ótima notícia para os fas é que os organizadores confirmaram o Jockey Club como o anfitrião. Havia a possibilidade de realizarem o evento lá para os lados da Barra, onde serão os Jogos Olímpicos. Eu adoro aquele cenário e o local. Se fosse na Barra eu pensaria duas vezes (e provavelmente iria, anyway), mas ali na Gávea nao dá para hesitar.

Outra novidade dos organizadores diz respeito aos horários. Nao haverá mais jogos pela manha – eles começam às 14:15h. A razão deles é facilitar a vida dos tenistas e nao os colocar para jogar debaixo do sol do meio dia do Rio de Janeiro. Eu acho ótimo porque poderei curtir uma praia de manha e só depois ir para o clube.

Além disso, fizeram um bem bolado. Continuam tendo duas seções distintas, mas o público pode acessar o local a qualquer hora, com qualquer ingresso. A Seção Noite é a partir das 17h. Mas o publico que compra-la poderá acompanhar os jogos de todas as quadras, menos a Central, desde as 14h. E pelo encurtamento dos horários, as quadras secundárias devem bombar – nao sei se eles vao incrementar o local e arquibancadas dessas quadras. Eles prometem incrementar o Leblon Boulevard, com suas comidas e lojas, que no ano passado já estava melhor do que no ano retrasado. O lugar faz o maior sucesso.

Os ingressos começam a ser vendidos a partir de 11/12/2015 exclusivamente pelo site www.tudus.com.br. e nao haverá taxa de conveniência. Os clientes da Claro, Net e os sócios do Jockey Club Brasileiro poderão comprar a partir do dia 01/12 até o dia 10/12. Os dois primeiros terão 20% de desconto e podem comprar até 2 ingressos por seção. O site é o www.tudus.com.br/rioopenclaro.

Agora que vocês sabem as infos, fiquem espertos para nao cair naquele nóia que já vi alguns caírem quando chega a hora do evento e o ingresso nao está na mao.

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terça-feira, 22 de setembro de 2015 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 16:03

Dançando nas estrelas

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Infelizmente, escrever sobre confrontos de Copa Davis do Brasil deixou de ser um prazer faz algum tempinho, com raras exceçoes. Felizmente, minha paixão pelo evento é maior do que essas contingências.

Perdemos da Croácia em casa. O consenso original era que existiam diminutas, porém existentes, chances de vitória. Com a desistência de Marin Celic, o principal tenista adversário, as probabilidades se inverteram. Mas o jogo é na quadra.

Fala-se muito sobre a escolha de Florianópolis para sede do confronto. Nao sei os meandros da escolha. Mas temos dois pontos distintos a se considerar:
1- Nosso principal tenista nao tem características físicas, mentais e emocionais para gostar de jogos debaixo de solzao, calor, cinco sets, umidade e altura do mar – seu jogo nao rende como na altitude e clima mais ameno.
2- Nao se deve esquecer que quando foi feita a escolha do local o maior adversário era Marin Cilic (vindo de temporada em quadra dura) – um grande sacador, que joga reto e que nao ficaria tao à vontade no saibro e na altura do mar.

Foi-se o tempo onde nossos tenistas chamavam para dançar tenistas de qualquer estirpe, força e qualidade para confrontos de machos, de horas e horas, debaixo de condições terríveis como sao as de um país tropical e com tradiçao no saibro. Geralmente saiamos vencedores. E se perdíamos as derrotas eram vendidas bem caras e para times claramente superiores.

Começamos bem. Achei que o técnico croata mostrou respeito, e temor, ao nao colocar o Dodig em quadra contra o Bellucci. O croata, que é infinitamente superior àquele brincalhão que enfrentou Bellucci no 1o dia, havia perdido nos dois confrontos anteriores. Com isso tiveram mesmo é que apostar nas duplas. E com isso tiveram que acreditar que Dodig e o fantasmaço Skugor bateriam a dupla Melo/Soares, o garoto Coric venceria Bellucci e possivelmente o Dodig ganharia do Feijao. A estratégia funcionou. Mas funcionou porque o time brasileiro deu milho ao bode.

A derrota do Brasil começou a se desenhar nas duplas. Os brasileiros nao foram nem sombras do que estamos acostumados a vê-los jogar na Davis. Pareciam sem confiança no próprio taco. Bruno nao vem jogando no seu melhor padrão toda a temporada. Porém, Melo está, provavelmente, no seu melhor ano. O ponto era crucial? Era! Mas dupla é um jogo extremamente volátil, onde detalhes mudam o resultado. E no sábado, além de Dodig ter sido o melhor em quadra, o fantasmao Skugor nao se acuou diante de uma dupla de muito mais experiência. Acima de tudo, faltou algo à nossa dupla.

O que posso escrever que ainda nao foi escrito, desta e das outras vezes, sobre a derrota de Thomaz Bellucci? Dentro do time, a versão oficial é que ele sentiu dores nas costas, a razão para sua desistência. Na verdade, o capitao, e seu técnico pessoal, Joao Zwetsch, foi que deu o aval para Thomaz parar. Mas convenhamos, do jeito que vinha, com o placar que estava e o que Thomaz estava apresentando…. Faltou algo a Bellucci. Algo que nao poderia faltar em Copa Davis.

Para mim, e, pelo o que ouço, para muitos, Thomaz Bellucci é um enigma. O cara tem golpes para levar receio ao coração de qualquer cachorrao. Afinal é top 20/30 – o que nao é pouca coisa. Mas os cachorroes também aprenderam que ficando no jogo sempre existe a possibilidade de em alguma hora ele miar. Tenho certeza que se a dupla tivesse vencido, e assim tivesse sido colocado em suas maos a possibilidade da vitória do confronto e nao a responsabilidade pela a derrota no mesmo, o resultado do jogo poderia ter sido diferente. Isso para nao entrar, nem pela marginal, na análise técnica e tática do que ele apresentou.

A Copa Davis é a única competição coletiva no tênis masculino profissional e, mais importante, defendendo o país – e esse é seu grande carisma. Para tal è preciso um time. Às vezes um excelente jogador, mais um companheiro nas duplas, funciona. Às vezes dois bons tenistas levam a coisa pra frente. Às vezes uma boa dupla inspira um dos dois bons tenistas a se tornar excelente pelo menos nesse fim de semana. Mas, acima disso tudo, é necessário um clima no coraçao e mentes de todos os envolvidos onde a vitória é única opção e a derrota nao seja uma alternativa. É preciso saber que se joga por algo maior do que razoes e motivações pessoais.

É preciso ir além. É preciso romper os limites que nos fazem reles mortais e falíveis e explorar o universo que pode nos nos tornar poderosos e invencíveis. É indispensável a inspiraçao coletiva para que suplantemos o que somos individualmente por conta de nossas restrições pessoais, técnicas, emocionais, físicas, verdadeiras e falsas. É preciso querer dançar nas estrelas.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015 Novak Djokovic, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 20:47

Sétimo céu

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Certa vez, na quadra central do US Open, John McEnroe mandou um cara que estava nas primeiras filas da arquibancada apagar o charuto que infestava suas narinas enquanto ele corria atrás das bolinhas. Na época ainda tinha uns caras de pau que ficavam pitando praticamente dentro da quadra. A semana passada – seria isso um sinal dos tempos? – Novak Djokovic reclamou para o juiz que estava ficando enjoado com o cheiro de maconha vindo das arquibancadas. Na entrevista pós jogo afirmou, de bom humor, que o mesmo já tinha ocorrido na partida anterior. Ele até que levou numa boa, dizendo que alguém estava se divertindo bastante “no sétimo céu” em suas partidas.

A maconha nao é legal no Canadá, mas foi descriminalizada. Com receita médica na mao o da paz pode puxar seu fuminho sem ter que ir parar na carceragem. Se pego com quantias pequenas de maconha e sem a receita médica a pessoa nao vai presa – no máximo tem sua diversão confiscada ou se o policial estiver de mau humor escreve uma multa. Pelo o que sei nao existem cannabis cafés em Montreal, apesar de encontrados em Toronto. E nao tenho a menor idéia se é permitido ou nao o fulano acender um baseado em local publico – inclusive na arquibancada de um torneio de tênis.

Na final o estádio estava lotado e nao percebi nenhuma fumaça estranha, risadas fora de hora ou reclamações do servio. Se ele tem alguma coisa a reclamar da final é o quanto o seu oponente jogou de tênis. Fazia tempo que nao via Andy Murray tao a fins de ganhar. E mais tempo ainda que nao o via tao agressivo – tanto com a esquerda como com a direita. Isso para nao falar das idas à rede.

O interessante foi que a tática do britânico foi atacar o revés do servio – justamente onde se fala que é cutucar a onça com vara curta. Pois ele cansou de ir lá. Tanto com sua direita na diagonal, como com seu revés cruzado – nunca o vi pegar tanto a bola na subida e soltar o braço. Parecia macho, che!

Murray foi o alfa dog do começo ao fim. Ele determinou o ritmo da partida, ele decidiu se ganhava ou perdia. Djoko parecia nao estar preparado para o que veio do outro lado da rede. Mesmo viajando no 2o set e vacilando na hora de ganhar no 3o o escocês levou. Levou porque jogou mais. Levou porque desta vez quis mais e tem ferramentas para tal.

Dois anos atrás assisti Bia Maia perder no torneio juvenil de Roland Garros para a suíça Belinda Bencic. Na ocasião escrevi a respeito aqui. A partida foi bem equilibrada e a suíça levou porque quis mais e teve mais “cabeça” e coração. Porque golpes nao tinha nao.

Bia está de #167 no ranking, enquanto Belinda, 18 anos, está como #12 do planeta. Bia vem sofrendo com diferentes e graves contusões e mudanças de plano. Semana passada recebi um email notificando que assinou com a IMG, a maior empresa do mundo de gerência de carreira – o que será muito bom para sua saúde financeira quando começar a ganhar. Por outro lado, o email avisava que estava afastada dos torneios, por contusão, a mesma que a tirou do Panamericano e que nao trabalha mais com o técnico Marcos “Bocao” Barbosa, com quem treinava desde 2014, após 4 anos com Larri Passos e ser formada no E.C. Pinheiros. O email nao informava com quem ela irá treinar agora. Bencic ganhou o Aberto do Canadá em Toronto, onde bateu Bouchard, Wozniacki, Lisicki, Ivanovic, Serena e Halep. Tá fácil?

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 13:24

O canal de Teliana

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Para quem nao vem escrevendo muito, nada como uma boa motivação. E no fim de semana vieram duas. Uma, que repercute aqui e mundo afora; as pazes de Rafa Nadal e os títulos, algo que o espanhol e seus fås queriam muito. Especialmente acontecendo sobre um tenista que já estava abrindo uma caderneta com o nome de Rafa, a ponto de durante uma virada de lado, o italiano Fognini ficar de pé, mandar o espanhol ficar quieto e parar de “encher o saco”! Bem..

Para nós brasileiros, a nota mais importante da semana no tênis veio pelas raquetes da pernambucana Teliana Pereira que fez uma das coisas que mais admiro e respeito no Tênis – vencer em casa. Foi o segundo título de sua carreira. Me fez lembrar um filme, nåo tåo recente, do Kevin Costner, “Campo dos Sonhos”, onde a frase chave é “se você construir, eles virão”, frase que virou icônica para vários usos. Bem, a CBT fez um evento no nível WTA em quadras de saibro e a Teliana ganhou.

Imagino que quando a CBT pensou em organizar tal evento a idéia era dar uma alavancada no carente tênis feminino. Talvez ainda com um pouquinho do gosto de “nós fazemos e elas faturam”, onde nossas meninas eram as coadjuvantes com sonhos de um dia serem protagonistas. Bem, o cenário mudou, o sonho se tornou realidade a a estrela da festa é uma brasileira com alma sertaneja, temperada no sudeste por um chefe francês e que hoje tem em suas entranhas, como é necessário para uma campeã de tênis, uma bagagem internacional. Com cada um dos itens tendo sua devida e insubstituível importância.

Nao deixa de ser interessante o fato de que Teliana ganhou em casa em uma quadra de saibro. Nao acompanhei de perto para lhes dizerem porque o evento saiu de quadras duras para o saibro este ano e, dizem, irá de volta para as duras. Bem provável por demanda da WTA, que quer impõe que o piso encaixe no calendário. Eu diria que com esse novo, e importante, fato, a vitória de Teliana, a CBT poderia considerar abrir negociações com a WTA. Evento no Brasil é para brasileiros aproveitarem e, havendo um mínimo de chance, ganharem. Infelizmente durante nossa história somente Gustavo Kuerten, Luiz Mattar e Jaime Oncins e agora Teliana tiveram o que é necessário mental e emocionalmente para tal conquista, porque se fosse só pela técnica outros tiveram pelo menos essa capacidade. Óbvio que estou me referindo a torneios do circuito top, como os da WTA e da ATP, porque nos Challengers tivemos outros que souberam aproveitar as chances.

Teliana está, mais uma vez, de parabéns. É uma atleta a se respeitar. Seu arsenal técnico é limitado, seu background familiar longe dos privilégios – o que para mim se torna uma vantagem no longo prazo. Se o tênis feminino tem um futuro no Brasil, nao me canso de dizer isso, ele está nas periferias e nas zonas mais carentes do país, um perfil do qual Teliana é uma digna representante. O tênis competitivo internacional é um esporte danado de difícil e que exige muito do emocional da mulher – podemos dizer que para nossas meninas é massacrante. Por isso, o respeito pelo o que Teliana vem conquistando.

Uma maneira de observar seu valor é notar que somente aos 27 anos Teliana desabrocha internacionalmente. Antes estava lutando com seus inúmeros handicaps, derrubando os muros em seu caminho, desenvolvendo sua arte, polindo seu diamante tenistico. Tudo isso, sem as facilidades do talento natural e da habilidade que facilitam os primeiros passos, sem as benesses que uma família de posses pode oferecer, longe da vidinha do shopping center.

Teliana aprendeu cedo e em casa que o tênis era uma porta para tirar alguém de uma situação de pobreza e oferecer possibilidades de uma vida melhor. Para isso teve, inicialmente, a mao do pai, um lavrador que saiu do agreste a procura de um emprego no Paraná. Quando sentiu firmeza e construiu uma casa com suas maos trouxe a família. Eram 8 irmaos, uma barra que mae teve que segurar lá fronteira de Pernambuco e Alagoas.

O pai foi fazer manutenção das quadras em uma academia e a mae a faxina. Teliana foi pegar bolas, assim como seus irmaos; Junior, ainda um bom tenista e Renato, seu técnico atual. Como muitas vezes acontece, os pegadores se interessaram pelo jogo da raquete pelas maos do professor da academia, o francês Didier Rayon, a quem Teliana agradeceu em quadra após o título.

Teliana se tornou a melhor juvenil do país, assim como Junior. Mas ainda teve que comer muito pão amassado pelo diabo pelo caminho. Inclusive uma contusão no joelho, que por falta de melhor orientação e dinheiro para se cuidar, atrasou sua carreira em quase dois anos. Mas seguiu em frente. Com certeza, como toda história de sucesso, existem muitas histórias tristes, surpreendentes, alegres e fascinantes, conhecidas e aquelas que nunca serão contadas.

A mais importante agora é essa que a moça do agreste, que poderia estar com uma enxada na maos e uns oito filhos debaixo da saia, todos com escarsas chances de vingar, está escrevendo uma nova história com uma raquete nas maos. É fácil dizer que o tênis é que propiciou isso. Mais acurado dizer que foi a ferramenta. O que tornou isso uma realidade foi a determinação, filha da força de espirito, produto de alguém que um dia teve muito pouco, quase nada, além da energia sagrada que vem da família, uma chance na vida e um coraçao guerreiro. É isso. O Tênis, nao o shopping center, fica com o crédito de ser o canal pelo qual Teliana pode mostrar seu valor.

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terça-feira, 30 de junho de 2015 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 17:39

Nossos duplistas em Wimbledon

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Nao deixa de ser curioso que o Brasil chegou a Wimbledon praticamente sem chances nos eventos de simples, a ponto de todos nossos três tenistas serem eliminados na 1a rodada, e ter outros três jogadores com chances de se darem muito bem, com chances de chegarem a uma final e quiçá um título.

Bruno Soares e Marcelo Melo já nao soam como surpresas para o fa brasileiro. Pelo contrário. Em especial Marcelo, #3 do mundo nas duplas, que vem de merecido título em Roland Garros, coroando uma carreira dedicada às duplas. O Girafa é um tenista que, aos 31 anos, vem agregando, nos últimos anos, qualidade técnica ao seu jogo até chegar a ser um dos melhores do mundo, o que nao é pouca coisa.

Bruno, 33 anos e #14 do mundo, teve, curiosamente, seu melhor ano na mesma idade que Marcelo tem agora, quando chegou também a #3 do mundo,  provando ambos que a idade e a experiencia fazem uma diferença, especialmente nas duplas. Soares nao teve um 2015 tao feliz como os anos anteriores, mas está aí, com o mesmo parceiro austríaco, dando trabalho a todos e sabendo que, a qualquer hora, pode beliscar novo título.

O terceiro que entra em consideração é o também mineiro Andre Sá, #44 do mundo, um dos veteranos do circuito aos 38 anos, e que se mantêm em excelente forma física, sendo mais rápido e ágil do que muito jovem profissional. Muitos!

Andre, dos três foi o único que teve uma carreira nas simples, a ponto de ter chegado às quartas de final em Wimbledon, o que lhe garante uma “membership” no “Club Last Eight”, que todos os quadrifinalistas de simples tem direito para o resto da vida, e com isso dois ingressos para o evento, além de acesso a um lounge exclusivo para almoço, repouso e conversas.

Andre escolheu, para seu mais recente parceiro, outro quase veterano, o australiano sacador, e que sacador, Chris Guccione, que se nao incomoda nas simples, incomoda bastante nas duplas com seu saque de canhoto e voleios. Os dois venceram dois torneios seguidos na grama, antes de chegarem a Wimbledon. Nao eram grandes eventos, mas as conquistas consecutivas, com a participaçao da maioria dos duplistas, é um feito que agrega muita confiança. Como eles irao usar essa confiança no grande palco é algo que merece nossa atenção.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 15:45

Oportunidades

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Pelo menos para nós, o jogo mais interessante da primeira rodada de Wimbledon será entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal. Falando em uma oportunidade de ouro…

A primeira rodada de Wimbledon é sempre um incentivo às zebras. Mas tem que se aproveita-la. Nadal ganhou um torneio preparatório, perdeu na 1a rodada de outro e passou esta semana jogando partidas-exibiçoes. Ou seja, foi para o pau porque sabe que a coisa está feia para ele. Bellucci nao jogou nas duas primeiras semanas e perdeu para um (ótimo) juvenil nesta. Apesar da oportunidade da zebra, o espanhol parece mais preparado para a primeira rodada do que o brasileiro. Bellucci tem um tremendo serviço, a grama deve estar rápida no início e o espanhol sentindo um urubuzinho no ombro. Vamos ver quem lida melhor com as circunstâncias – mas é uma oportunidade.

Na mesma linha de oportunidades de 1a rodada, o atual campeão, Novak Djokovic, terá pela frente o Philip Kholschreiber, que nao é nenhuma flor que se cheire e tem uma esquerda venenosa na grama e para o estilo do Djoko. O alemão gosta de engrossar jogos e atrapalhar adversários-cachorroes. Infelizmente nao tem o mesmo gosto por vencer essas partidas na hora da onça beber água. Mas será uma partida para lá de interessante e que, aposto, o Djoko nao gostou.

Lleyton Hewitt joga seu ultimo Wimbledon, torneio que, por mais incrível que pareça, um dia venceu. Pode passar pelo Niemenem, mas aí pega o vencedor do jogo acima.

O Joao Feijao pega o Giraldo. O colombiano tem um jogo plano, bom para a grama, mas ruim para quem está sem confiança. Mas está em péssima fase. Uma oportunidade para o brasileiro, que também está em fase de chorar. Alguém vai ficar muito feliz.

O Klizan e o Verdasco, jogo equlibrado, devem jogar cinco sets para ver qual canhoto passa à 2a rodada de Wimbledon.

O Kirgyos e Schwartzmann se enfrentam. Pode existir dois adversários mais opostos? Um saca demais. O outro de menos. Um grandao e o outro minúsculo. Mas eu sou fa do argentino. Esse cara faz das tripas coraçao e tiro meu chapéu para ele a qualquer hora. Será um jogo curioso.

Berdich e Chardy será outro jogo que pode acontecer coisas. O checo deve ganhar, mas a francês, seu saque e o tanto que abre o braço para bater sao um tanto fantasmas.

Gulbis e Rosol se enfrentam. Está aí um confronto que pode acontecer qualquer coisa. Pode sair até pernadas. Será que vao mostrar?

Muitos jogos equilibrados e muita diversão garantida na 1a rodada. Mas o pessoal só fala que Djoko, Wawrinka, Cilic, Nishikori, Kirgyos e Raonic estao no mesmo lado da chave. E do outro tem Federer, Murray, Tsonga, Berdich e Ferrer. Fica claro que a de cima ficou mais competitiva, por conta do estilo dos jogadores – mais gramistas para incomodar os favoritos. Mas jogo é na quadra.

Voces podem ver mais notícias, fatos e fotos no Facebook no “Tenisnet-Blog do Paulo Cleto”.

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