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Arquivo da Categoria Tênis Brasileiro

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 Curtinhas, Masters, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:10

Pim Pim e outras

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O cara entrou nos comentários e mandou ver nas sugestões. Papo disso tá chato e é melhor aquilo outro. Hum, eu pensei, gosto não se discute, mas pauta sim. Bem, não é porque ele quer que vou escrever, mas também não é porque ele quer que não vou. Na verdade, estou adorando o novo formato dos “comentários”. Afastou muito sofasista e mais ainda chatos. Pena que ainda não trouxe todos os que podem acrescentar, mas vários deles estão por ali.

Temos a sugestão de pauta do Marcelo Melo, que entrou para os Top10 de duplas, a da Teliana Pereira, a volta do PimPim Johansson  e o fulano que entregou um jogo porque a federação (tunisiana) mandou (para um israelita).

Sei lá. Talvez para inovar, tá chovendo mesmo, escrevo um pouco de cada. Comentários No Ads – rapidinho.

Estou para escrever sobre o Marcelo já faz algum tempo – e uma hora chego lá. Talvez a pauta se torne o fato de ele e o Bruno irem ao Masters em Londres, a segunda vez que isso acontecerá na história – dois brasileiros se classificando para o Masters de duplas. Sim, em 1983 Carlos Kirmayr e Cássio Motta já estiveram lá.

A Teliana também estou devendo. É que não queria fazer uma matéria fria a respeito dela. Sei pouco a respeito da moça que um leitor atento não saiba. Tenho sim é um enorme respeito pela tenista e o que vem conquistando. Uns dois anos atrás ia jogar um evento de duplas que ela participaria, mas ela estava contundida e não pode jogar. No fundo, quero escrever coisas ainda mais grandiosas sobre a moça.

Esse assunto de federação proibir alguém de jogar contra alguém de outro país é coisa de quarto mundo e/ou país autoritário. A federação da Tunísia se reuniu com o Ministério da Juventude e Esportes e então comunicou o jovem tunisiano, Malek Joziri, para não entrar em quadra contra o israelense Weintraub em Challenger no Uzbequistão. E o Ministério teve a cara de pau de dizer que não se intromete nos assuntos esportivos. Alguns países árabes  insistem nessa tecla – lembram do assunto Shahar Peer e Dubai? Só dá confusão e prejudica o esporte.

O PimPim Johansson. Tenho uma foto de nós dois quando ele esteve no Banana Bowl. O técnico dele de então era meu conhecido e o Banana foi no Clube Pinheiros – bons tempos. Agora, para os meus amigos sofasistas, a pergunta de uno mijão de dólares. Na verdade são duas perguntas: com quem o sueco Jonhansson jogou, e ganhou, a semifinal do Banana, e com quem jogou e perdeu a final. E não adianta vir com eu sabia que não vai colar, pois já falamos mais de uma vez sobre o viking e nunca alguém mencionou os DOIS fatos – a final é mais manjada. Quero ver se sabem é a semifinal. A resposta vai abaixo do vídeo – onde ele mete um ace de 2º serviço no match point em qualy em 2006, após ter ficado afastado das quadras por contusão – para quem quiser pensar um pouco.

 

http://www.youtube.com/watch?v=0zeza9uvscI

O Joachim PimPim Johansson ganhou do Bruno Soares nas semis e perdeu do Roddick na final de 2000.

 

 

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domingo, 13 de outubro de 2013 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 18:31

Troca Troca

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Rafael Nadal nunca mudou de técnico – e duvido que um dia o fará. Novak Djokovic tem o mesmo desde os tempos de juvenil – e mesmo quando quis uma segunda opiniao manteve Vajda por perto. Gustavo Kuerten só foi trocar de técnico quando sua carreira havia se esgotado. Murray vivia trocando e duvido que mantenha Lendl até o fim. Thomas Belluci muda tanto quanto time de futebol. Roger Federer também faz parte deste time.

Sim, temos tenistas que nao mudam de técnico, ponto final, e aqueles que gostam de acreditar que a razao de seus fracassos, mas nao necessariamente de seus sucessos, estao sempre nas arquibancadas. Por outro lado, acredito também que chega um momento o tenista pode/deve trocar de técnico – especialmente quando traz o mesmo desde os tempos de juvenil e, por vezes, este nao tem o perfil e o know how para levá-lo adiante. E as vezes é preciso uma troca para dar próximo passo. Mas é uma decisao delicada.

Roger faz parte dos mais voláteis. Teve um técnico como juvenil, um australiano originalmente contratado pela sua federaçao. O rapaz morreu precocemente. Daí pra frente tentou sueco, flertou com australiano, experimentou ficar sem nenhum, uma época sem lustro, tentou convencer um que nao queria viajar e outro que nao quis abandonar a TV. Finalmente ficou com o Annaconne porque este foi técnico Sampras. Nunca percebi o que este mudou/acrescentou a seu jogo. Assisti a alguns poucos treinos de ambos e o cara era mais um refinado pegador de bolas do que um técnico e quando falava nao é que o outro prestava muita atençao – assim fica difícil. Nao acredito que Federer quisesse algo muito diferente disso. O bonitao nunca mostrou querer acrescentar algo a seu jogo e única mudança que fez, realmente, foi deixar de ir tanto à rede como no início, até porque o jogo, e os tenistas, mudaram.

Fico pensando o quanto um cara com seu arsenal poderia ter acrescentado de variaçoes a seu estilo – mas nao. Parece que ele acredita que seu destino era impor seu estilo e os outros que se virem. Deu bastante certo, é mais do que verdade. Mas o Rafa deve acender uma vela à Santo Alonso toda semana por conta da teimosia helvética.

A decisao de agora nao foi intempestiva, já que Paul sequer viajou à China. Como ali é todo mundo gentleman, e também por ser a praxe do circuito, Roger e Paul só tiveram elogios um para o outro. Mas ficou na entrelinhas que a decisao foi do tenista. Imagino que a temporada nao caiu muito bem com o Bonitao, que se nao der uma guinada logo sai dos top10, o que seria uma agressao ao ego do suíço. Duvido que Federer anuncie alguem novo ainda esta temporada. Mas, quando trouxer alguém, a escolha mostrará suas intençoes para o resto da carreira. Escolherá alguém de personalidade, que poderá acrescentar algo a um tenista que nao tem mais a mesma virtude física em um esporte cada vez mais físico, ou trará alguém só para chamar de seu?

Aliás, Thomaz Bellucci também decidiu trocar, mais uma vez, de técnico. Foi-se o tranquilo argentino Daniel Orsanic e entra o experiente Pato Clavet. O espanhol foi um tenista interessante, já que sem nenhum golpe incisivo conseguiu, depois de um bom tempo, chegar a 15 finais, vencendo oito delas, sete no saibro e, a ultima, na dura. Mas é um bom cara, mostrou inteligência ao conquistar o que conquistou com seu resumido arsenal, treinou o Feliciano Lopes e sempre se mostrou tranquilo, uma qualidade que vai precisar para seu atual desafio.

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terça-feira, 1 de outubro de 2013 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:17

Retomando a arte

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Uma arte perdida? Uma duplinha, algo quase que desprezado no circuito profissional – é só olhar as arquibancadas agora que temos a possibilidade de acompanhar algumas dessas finais com presença brasileira nos Slams – segue sendo o jogo das multidões nos Clubes. Vai entender. Bem, eu entendo e já escrevi sobre o assunto mais de uma vez.

Mas a pergunta é se é uma arte perdida, ou no processo de se perder.

Tenho jogado mais duplas nos últimos anos. Tanto a idade e restrições físicas como a sociabilidade ajudou na decisão. O Jogo, pra mim, ainda é o mano a mano, a simples, mas a duplas é uma ótima opção para se passar um tempo agradável batendo na bolinha.

Boa parte das duplas que jogo é com tenistas mais jovens, sendo que vários deles aprenderam o Tênis nas ultimas décadas. Ou seja, carecem da cultura tenistica de então e abraçaram a cultura mais contemporânea.

O que isso quer dizer? Que não são poucos os que fazem dos jogos de duplas uma adaptação de um jogo de simples com dois de cada lado. Vários, assim como ocorre no circuito profissional, sacam e ficam atrás, o que alguns anos atrás era uma heresia que causava espanto quando não gargalhadas. Hoje, o campeão do US Open, Rafael Nadal, só fica na rede quando seu parceiro saca, o resto do tempo fica plantado atrás. Assim sendo, não é nenhum sacrilégio que os pangas clubísticos sejam um tanto “analfas” junto à rede.

Mas, felizmente, o mundo do tênis ainda tem seus fiéis depositários, encarregados de preservar a cultura tenistica. A semana passada, estive no Rio de Janeiro e tive o privilégio de acertar uma duplinha com parceiros das antigas em um clube para lá das antigas – Paissandu Atlético Clube, um oásis com sete quadras de tênis no Leblon, ao lado da Lagoa. Os parceiros, Gugu Pucheau e os irmãos Filipe e Breno Mascarenhas, não eram tão mais novos, no máximo uns quatro anos, quando não menos.

O jogo foi decidido em três sets, sendo que o último não foi no formato tiebreakão, como é padrão no circuito ATP e nos interclubes. Quando coloquei a questão, após o 2º set, um deles retrucou que “o jogo está bom, vamos pro set”.

Mas foram uns poucos, e importantes detalhes, que me chamaram a atenção. Todos eles sacavam e voleavam, primeiro e segundo saque, quase que em tempo integral. E, se colocavam a raquete, raramente erravam o crucial primeiro voleio.

Meu parceiro era a Rocha de Gibraltar – não errava um sequer. Outro detalhe me chamou a atenção. Poucos “poaches”, ou cruzadas nas bolas do parceiro, especialmente após o primeiro voleio do adversário. Primeiro porque os caras tinham a visão e a habilidade de mudar a direção do voleio ao perceber o “poach”. E o mais impressionante; os primeiros voleios dos sacadores eram, como devem ser, rentes à fita da rede, oferecendo pouquíssima margem para o poach de quem estava na rede. Detalhes de uma cultura que não pode, ou deve, ser perdida.

Quando Bruno Soares esteve no Clube Pinheiros, Edu Eche, Técnico Chefe do competitivo juvenil, o alertou, quase que apologético, que o parceiro de Bruno, Tom Fasano, atual campeão brasileiro de duplas até 16 anos, não sacaria e volearia com fraquencia, já que não era seu hábito. Ao que retruquei que ele o faria sim. Até porque Tom é um dos jovens com maior talento e habilidades que temos atualmente e que ir à rede é algo que nesta fase da carreira deve lhe ser incentivado.

Os caras tem medo de ir, levar uma passada e ficar com cara de tacho, o que é um pena e um sacrilégio. Tom não só foi à rede como se virou muito bem uma vez por lá. Agora só precisa incentivado e aprender a cultura do bom voleio, algo que sempre fez com que o tênis fosse um esporte admirado e amado e que hoje se perde no limbo restrito da linha de base. Os duplistas do futuro agradecem.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013 Tênis Brasileiro | 11:21

No contrapé nao

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A conversa com Bruno Soares nao foi tao longa, mas deu para pegar algumas coisas importantes de sua carreira. Contusoes nunca sao bem vindas, mas a de seu parceiro, o austriaco Alexander Peya veio em boa hora, se é que isso existe. Bruno está com uma tendinite no pulso, o que quer dizer dores e, possíveis pioras com o esforço contínuo. Como todo atleta, ele prefere ver o melhor cenário a respeito e tem a certeza que o assunto está sob controle. O tempo que ficará afastado das competiçoes, por conta do parceiro, será usado, entre outras coisas, para curar o pulso – tendinite é uma contusao que o melhor remédio é o descanso do tendao.

Uma outra coisa que ele vai fazer é ficar em casa e curtir sua mulher que, quem diria, se chama Bruna. Assim como ele, ela é tranquila, suave, mineirinha. Ficar em casa é algo que o tenista tem no mais alto posto de sua lista de desejos. Para quem passa boa parte do ano dormindo em hotéis dormir em sua própria cama é uma bençao nada desprezada.

O prazo de cura de Peya sao seis semanas a partir do US Open. Assim, a princípio Bruno fica longe das competiçoes durante o circuito asiático e volta para o indoors europeu: teoricamete em Viena, na casa de Peya. Ele nem considerou ficar no circuito e jogar com outro parceiro nesse ínterim. Ele já garantiu a sua presença no Masters em Londres. Será a primeira vez dele e seguramente um marco em sua carreira. Vale lembrar que Carlos Kirmayr e Cassio Motta já estiveram no Masters de duplas nos anos 80. Mas, para Bruno, conquistar isso aos 31 anos é uma injeçao de animo impar para sua carreira.

Ele tem seus planos bem claros em sua mente. Quer jogar tênis profissional até as olimpíadas de 2020, que agora sabemos serao no Japao. Ele terá entao 38 anos. A inspiraçao de um tenista como Paes, que o bateu na final de New York, aos 40 anos de idade, nao deve estar longe de sua mente. Para isso, investe, e cada vez mais investirá, no preparo físico. Como ele mesmo diz, daqui para frente o preparo físico falará tanto ou mais alto do que o preparo técnico. Em suas épocas longe das competiçoes passa mais horas na academia do que na quadra, uma reversao que o tenis atual exigiu. Mas, a partir de agora é mais para a longevidade do que para qualquer outra coisa. O que eu mencionei a ele foi que a sua melhora técnica nos últimos dois anos foi enorme, essa, a meu ver, junto com a nova parceria, a diferença que possibilitou seu avanço no ranking e suas conquistas em Grand Slams.

Ele passou por uma cirurgia em 2005, ficou um ano longe das quadras e teve que começar de novo. No meio de 2008, aos 26 anos, quando casou, entrou entre os 100 melhores de duplas. Bem tarde, se olharmos a maioria dos tenistas. Mais uma vez, algo que deixa claro que o que valeu foi sua persistência e fé que poderia ter uma carreira no tênis. Nessa idade, muitos já desistiram se nao conseguiram chegar ao paraíso. Desde entao ficou entre os 20 e os 40 no ranking de duplas. Se a parceria com Marcelo Mello, quando este parou de jogar com Andre Sá, lhe deu uma direçao e lhe abriu portas, o “casamento” com Peya lhe mostrou que era possível sonhar ainda mais alto. Este ano passou a flertar com os Top10 e após Roland Garros transformou o sonho em realidade. Agora, quer levar a carreira na ponta dos dedos e chegar ao Japao com muitos títulos no curriculum. Diz que a parceria com Marcelo pode ressurgir – quem sabe – até pelos jogos de Copa Davis e, mais importante, o fato de que em 2016 os dois devem jogar juntos no Rio. Nao perguntei, mas imagino que os dois devam ter conversado, ou conversarao, sobre jogar juntos uma época anterior às Olimpíadas.

Nao seria nenhuma surpresa no curto prazo o casal de Bruno(a)s ter seu primeiro filho em breve. Como, se tudo caminhar como planejado, Bruno terá a carreira e as viagens de tenistas nos próximos sete anos, viajar com um baby nao está nem um pouco descartado – pelo contrário. Como a profissao pede e exige, os planejamentos sao necessários e a disciplina para cumprir metas e objetivos também.

Por fim, uma outra meta que Bruno está cumprindo, o que mais uma vez mostra seu perfil, é a de se formar por uma universidade utilizando o ensino à distância. Ele está utilizando os cursos de marketing da Estácio, acompanha as aulas pela internet, baixa as leituras, participa de chatings, encontra tempo em hotéis e vôos para estudar e nas suas vindas a BH aproveita para fazer os exames requisitados. Tudo faz parte de um planejamento, desta vez já olhando o futuro pós carreira. Mas, como ele mesmo diz, ainda tem lenha para queimar nas quadras, títulos a conquistar, crianças a criar, alegrias e tristeza para viver. Mas o futuro sempre chega e pensar nele com tranquilidade e planejamento nunca fez mal a ninguém. Nao será esse mineirinho que será pego no contrapé.

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terça-feira, 24 de setembro de 2013 Tênis Brasileiro | 22:47

Para encantar

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Todo mês de Setembro, o Esporte Clube Pinheiros, de Sao Paulo, celebra mais um aniversário – neste sao 114 anos. O clube é o maior do Brasil, quiçá da América Latina e um dos grandes do mundo. Até pela sua localizaçao, na área mais valorizado de Sao Paulo, ao lado do mais antigo e badalado shopping da cidade, fazendo dele um verdadeiro oásis, mas especialmente pela sua cultura esportiva, além de uma área social de fazer inveja. O seu programa olímpico é impar no país. Entre outras, temos 24 quadras de tênis, um dos maiores complexos tenisticos, se nao o maior, do país. No últimos meses, os tenistas vivem o estresse de conviver com 10 quadras a menos, por conta das obras de expansao do estacionamento, sabendo que é por uma boa causa. A partir deste mês elas começam a voltar, coroando, no início do ano, com um diferenciado ginásio com duas quadras cobertas. O problema do estacionamento, em área da cidade tao delicada como a do clube, vinha dificultando a ida ao clube – é simplesmente impossível estacionar nas cercanias por conta dos inúmeros prédios comerciais que invadem os céus em par com os residenciais, os mais caros da cidade e o estacionamento estava no limite.

Só a seçao do tênis arregimenta cerca de 2500 tenistas do tenis-jogar, 850 das aulas coletivas e 600 do infanto-juvenil. Este ano, a seçao decidiu celebrar o aniversário do clube convidando Bruno Soares, o maior ídolo do tênis brasileiro atual, para mostrar suas qualidades em nossas quadras. O ano passado trouxemos Jaime Oncins. O momento de sucesso de Bruno ajudou na decisao.

A negociaçao foi feita através de Fernando Von Oertzen e Marcio Torres, ambos da XYZ, o primeiro em Sao Paulo e o segundo em Miami. Ambos foram tenistas, Marcio até recentemente, contemporâneo e amigo pessoal de Bruno. Depois das danças normais deste tipo de negociaçao chegamos a um happy ending para ambas as partes. Ajudou o fato que Bruno voltava da Copa Davis para o casamento de outro amigo, do qual foi padrinho, no mesma noite do evento no Pinheiros. Durante a semana, aproveitou para visitar seus parceiros em Sao Paulo e ir ver o John Mayers.

Na 6a feira, noite anterior ao evento, Bruno jantou com o presidente e parte da diretoria do Clube. Levou sua esposa, Bruna!, e um amigo técnico, também Bruno – é brincadeira?! – além de Marcio, Von Oertzen com suas esposas e Andrea Longhi, diretora de marketing da Asics. Sempre perigosos, pelos backgrounds heterogêneos, o jantar foi um sucesso. Essa é uma das horas que a personalidade de Bruno transparece como uma das razoes de seu sucesso. Ao contrário da maioria dos atletas, ele nao fica nem um pouco intimidado com a situaçao, levando bem as conversas, com quer que seja. O jantar começou às 21h e terminou exatamente às 24h, pela minha intervençao, lembrando a todos que o rapaz, que estava alojado nas redondezas na residência de seu irmao, tinha compromissos no dia seguinte.

Tinhamos marcado o evento para uma janela das 10h às 12hs, ele deixando os planos a meu critério. Bruno surgiu às 9.15 para aquecer. Tom Fasano, jovem de 15 anos, um dos melhores do país, semifinalista do mundial de equipes e campeao sul americano por equipes em 2012, e que seria um de seus parceiros, aqueceu com Márcio Torres e ficou na quadra para, junto comigo, aquecer Bruno – de leve.

Antes do início do evento, Bruno bateu uma bolinha com o presidente do Pinheiros, coisa de 10 minutos, mais uma simpatia e cortesia do que qualquer outra coisa. Tinhamos separado 14 jovens de até 12 anos que fazem parte do treinamento para fazer uma série de drills, exercícios específicos para duplas, com Bruno. Muito ágeis e coordenados pelo Pro Eduardo Eche, foram 20 minutos de emoçao que motivaram vários aplausos das arquibancadas lotadas da Quadra 9. A garotada, muito motivada, se divertia horrores, mostrando o que a presença de um ídolo pode fazer. Um detalhe interessante: durante esses 20 minutos Bruno nao fez um erro sequer, o que mostrou seu comprometimento, motivaçao e concentraçao – tudo sem perder a simpatia e o charme. Fez vários comentários durante os rápidos drills, sempre motivando e incentivando a garotada, ciente de seu papel e responsabilidade.

Em seguida, Bruno foi emparceirado com Camila Bossi, uma menina de 10 anos e verdadeira herdeira do espirito nadalino. A menina é um azougue, diferenciada, especialmente no quesito emocional. Quando surgiu na escolinha, após as aulas ela caminhava para o paredao e lá ficava, com o pai ou a mae assistindo, tomando conta e esperando para levá-la para casa. Quando a noite caia e os pais exigiam a partida, a menina reclamava de ir embora. Sua dedicaçao em quadra é impar. Sua disposiçao para a competiçao idem – em especial após superar o estresse que ela mesmo de impunha. Chorava em todos os jogos, ganhando ou perdendo, tamanha a pressao que se colocava. Limitamos bastante as competiçoes e agora, bem aos poucos, começa a competir com seus pares. Este ano ganhou, em St Catarina, o Banana Bowl sem perder um único set. Aliás, em 2013 ainda nao perdeu um único set. A menina já é um parametro dentro da escolinha e nao por outra razao foi colocada em quadra como parceira do Bruno. Do outro lado da quadra três garotos fizeram um rodízio. Mais uma vez Soares levou as duplas com finesse e firmeza, entretendo o publico, sem descambar para o esculacho, algo que muito tenista extrapola e se confunde quando faz.

Após Bruno e Camila fazerem seu show e algumas fotos serem tiradas, entraram em quadra dois tenistas pratas da casa – Sergio D’Amorin e Rafael Fontes. Ambos fazem parte do time pinheirense que na semana anterior venceu o interclubes de 1a classe. Eu sabia que ambos, já entrados nos anos trinta, queriam fazer a melhor apresentaçao possível perante sua torcida e jogariam o seu melhor tênis. O parceiro de Soares seria o garoto Antonioni Fasano. Talentoso e dedicado, ele vem crescendo no tênis, sofrendo ainda com a realidade de vários de seus pares se dedicarem em tempo integral ao tênis enquanto ele frequenta uma das melhores escolas, sofre as consêquencias no que diz respeito aos conflitos com os treinamentos. Só para se ter uma idéia – e sabemos que isso está longe de ser correto ou ideal – muitas vezes ele sai da escola, come no carro para chegar ao clube e treinar. Nao sei como é possível. Deve ser ainda mais difícil vindo de uma família que se empenha em fazer das refeiçoes um prazer sublime.

O jogo foi uma delícia para os associados. Bruno levou a partida como um experiente jockey leva um cavalo de corridas. Quando preciso soltou as rédeas, quando quis segurou – tudo para assegurar o melhor espetáculo e o andar tranquilo do placar. No final ele e Fasano cenceram sem maiores complicaçoes um set até 8 games.

No final, Bruno recebeu os presentes, ainda em quadra, para autógrafos e fotos. Tínhamos reservado uns 15 minutos para isso. Foi tudo muito bem utilizado, com maes, pais e crianças invadindo a quadra com seus celulares, maquinas fotográficas, bolas etc. Fasano aproveitou para distribuir cinco raquetes entre os aprendizes do clube. Às 12h peguei Bruno e, como combinado, o levei para o vestiário. Após o banho foi para o aeroporto e BH, ciente de ter, mais uma vez, cumprido com o dever. Por entre as quadras o público comentava sobre sua simpatia, facilidade de comunicaçao, carisma e, nao menos importante, técnica em quadra. Como em todas as áreas da vida, há os que sabem fazer e os que fazem. Os apaixonados pelo que fazem e os burocratas. Bruno tem como profissao ser um atleta profissional – um tenista. Por sorte, dele e dos fas, entende que só bater bem na bolinha nao é o bastante. Para encantar é preciso mais. Ele oferece bem mais.

bruno criaçada

 

 

 

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domingo, 22 de setembro de 2013 Tênis Brasileiro | 16:54

Pitada

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Uma coisa mudou com certeza no circuito. Hoje em dia os tenistas entendem infinitamente melhor o conceito, a necessidade e os benefícios do marketing pessoal. Pouco tempo atrás era um tanto difícil, se nao impossível, convencer a maioria dessas vantagens para sua carreira. O foco era no que acontecia nas quadras e o resto, bem, era resto. Em épocas de multi comunicaçao e a força do marketing movimentando montanhas de dinheiro, de inúmeras maneiras, aos poucos os tenistas, e outros atletas, quase que alegremente, abraçaram o marketing pessoal e, como consequencia, o marketing como um todo – porque ele faz uma diferença no bolso e tenista profissional é, como diz o nome, um profissional atrás de um melhor e mais gordo cheque no fim de cada mês.

Na verdade, é um processo que só traz benefícios para todos os envolvidos. O atleta tem melhor exposiçao, os fas mais oportunidades de conhecer o seu ídolo e os patrocinadores mais ferramentas de vender seus produtos. É óbvio que, como tudo, o equilíbrio é ponto ideal. Se antes tinha gente que fazia de menos, existem outros agora os que fazem demais. E quando demais é que nem açucar, enjoa. Mas, quando bem feito, serve inclusive para distrair, no bom sentindo, e fazer a tensa vida do atleta menos estressante e mais interessante.

Os duplistas, aqueles que nunca jogam simples, sempre foram quase que marginalizados no circuito, por organizadores de torneios, seus ferrenhos adversários, como pelo público, que adora um dupla, mas nao prestigia como poderia. Outro dia um amigo, que nao segue o Tênis de tao perto, surpreendeu-se ao saber que um duplista ganha 10% da premiaçao de mesma rodada de um singlista. Agora que a TV brasileira, finalmente, começa a mostrar as finais de duplas, pelo sucesso de nossos duplistas, e a ESPN foi a primeira a fazê-lo, até pela minha insistência, conferimos, nas arquibancadas, o quanto menos público ela atrai, comparado com as de simples. Inúmeras vezes os organizadores tentaram acabar com os duplistas, por conta de suas regalias e prêmios, mas sempre foram barrados pela ATP – nao sem concessoes por parte desta – graças ao lobby e o marketing dos duplistas. Os caras sao bons, mas, como sabemos, a necessidade é a mae da criatividade.

O mineiro Bruno Soares, #4 do ranking mundial, é o nosso maior ídolo do tênis na atualidade. Nunca aconteceu antes, pelo menos por aqui, talvez na Índia, de um duplista ser mais ídolo do que nosso maior singlista – Cássio Motta foi #3 do mundo, apesar da ATP dizer que foi #4, mas ninguém dava muita bola em uma época sem internet, sem TV fechada e o televisionamento semanas de torneios. Na sua época os ídolos eram Carlos Kirmayr, que foi #7 do mundo. Mas, entre eles ele só uma final de GS (Cássio em RG) e Bruno já foi a quatro.

Com Thomaz Bellucci saindo fora dos top100 e Bruno chegando, consistentemente, à finais de Grand Slams, ficou um jogo cartas marcadas. Além disso, e aí está um detalhe muito importante, Bruno entende o conceito de marketing pessoal, que inclui uma boa pitada de charme pessoal, que se tem ou nao e que faz um mar de diferença. O mineiro é bem falante, sabe levar uma conversa adiante, tem conteúdo, personalidade e sabe bem o valor de encantar coletiva e individualmente. É difícil encontrar alguém que nao goste dele – eu nao conheço – e, pelo contrário, é uma das primeiras afirmaçoes que as pessoas fazem a seu respeito. Conquistando vitórias e obtendo resultados, em um esporte que atravessa uma crise de boas notícias em nosso país, ele começa a conquistar seu espaço. A nossa sorte, e dela estamos precisando, é que esse espaço é conquistado por alguém com seu perfil, o que nos leva, pelo menos nesse quesito, aos tempos de Gustavo Kuerten que saudades deixou.

Neste ultimo sábado, Bruno esteve no Esporte Clube Pinheiros, participando de um evento em comemoraçao dos 114 anos do clube. Foram duas horas na Quadra 9, a principal do Clube, em evento que encantou aos que estiveram presentes. Mais detalhes do que ali aconteceu eu vou contar no próximo Post, assim como em outro vou contar um pouco de nossa conversa no jantar na noite anterior quando o rapaz me contou alguns de seus planos, no curto e no longo prazo.

brunomulheres cópia

 

 

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quinta-feira, 18 de julho de 2013 Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:08

Nas alturas

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Só de curiosidade fui dar uma olhada na chave de Bogotá. Por que? Porque agora que o Marcos Daniel nao joga mais, outros pretendentes e interessados podem fazer a longa viagem da Europa à Colombia, o que nao é mole nao, para tirar proveito da altitude.

 

E quem estaria interessado? Sao os sacadores e voleadores que procuram a cidade que fica a 2650m de altura, o que dá uma tremenda vantagem aos tenistas-gigantes. Ou alguém pode imaginar outras razoes para Anderson, Guccione – que passou pelo qualy, mas nao pelo Giraldo, que conhece bem o jogo da altitude – o Karlovic, que até pensei tivesse abandonado a raquete, mas segue firme na chave, o Popsil?

 

O Tipsarevic, que é um “anao”, também está por lá, sendo o cabeça 1. Mas aí á a grana falando mais alto. Apesar de que um dos primeiros títulos do rapaz foi em Gramado, também em certa altitude (830m) e também jogado em piso duro.

 

É um torneio “aberto”, onde o Anderson é o maior favorito, mas os colombianos, que conhecem o assunto, vao tentar reverter esse favoritismo. Mas por ser em quadra dura, fica sendo muito mais parte da “abertura” do circuito americano de duras, do que parte do “encerramento” de saibro, piso que sempre foi o tradicional na Colombia.

 

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terça-feira, 28 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:10

Zebrinha solta

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A respeito de confrontos de primeira rodada que acabam sendo mais complicados do que a conta, achei um dos meus artigos do JT lá nas antigas. No caminho para o tri campeonato, ainda em 2001, Gustavo Kuerten enfrentou, logo na 1a rodada, um dos maiores talentos recentes do tênis sul americano, o baixinho Coria. O rapaz, então com 19 anos, mas ainda seu um bom ranking, já estava colocando as manguinhas de fora e três anos depois estaria na final do torneio, em uma das finais mais bizarras da história. Seu estilo, técnica e talento já eram conhecidos, falavam alto e vinha tendo ótimos resultados no saibro. Uma zebra na lista da 1a rodada. Veja um pedaço do artigo:

Uma das principais marcas do campeão? A de conseguir elevar seu jogo de acordo com a situação. Uma variável desta qualidade é a do campeão adaptar seu padrão de acordo com o adversário. Por isso não chega a ser uma surpresa a maneira de como Gustavo Kuerten começou a partida que deu início à sua caminhada rumo ao tri-campeonato.
Ele sabia que tinha uma encrenca pela frente e que não poderia se dar ao luxo, ao qual por vezes se permite, de começar sua participação de maneira morna. Chegou a afirmar, após a partida, que gostaria o jogo fosse a final pela qualidade do que apresentou. Desde o primeiro game, quando quebrou o saque adversário, jogou sério, compenetrado e se impondo. O adversário, o argentino Guillermo Coria, tinha o terceiro melhor recorde(20-7) de 2001 sobre quadras de saibro. Somente Juan Carlos Ferrero entre ele e Guga. Isso diz algo sobre o sistema de cabeças de chave usados nos torneios, especialmente os de Grand Slam. Coria é o decimo terceiro na Corrida dos Campeões, mas o vigésimo quinto no Ranking de Entradas. Por isso não foi colocado como cabeça de chave em Paris, o que pelo seu recorde de 2001, é injusto, para ele e seus adversários. (kuerten venceu a partida 6/1 7/5 6/4)
Sobre o assunto de escolhas de cabeças de chave, cujas declarações de Kuerten  sobre Wimbledon geraram polemica no Brasil e mundo afora, Guga foi mais claro. Insistiu que quer descansar após Roland Garros, especialmente se for bem, o que para ele quer dizer no mínimo uma semifinal. Sendo assim não vai mesmo a Wimbledon. A razão, insiste, é cuidar do corpo e não qualquer birra com a o sistema de escolha dos cabeças de chave, a organização ou o piso (grama). Após Paris, o brasileiro fica mais de um mês longe dos torneios e só volta a competir em Los Angeles, já em quadras duras. (Na época Kuerten estava revoltado com Wimbledon que lhe “derrubava” o ranking de cabeça de chave, por conta de ele não ser um “bom” tenista na grama).

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Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 06:07

Para melhorar o humor

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Ontem foi um anormal para um dia de primeira semana de Slam. Geralmente fico longe da Quadra Central, porque pouco de interessante acontece por lá nestes primeiros dias. Lá colocam os cachorrões e normalmente eles têm poucos problemas antão. Quem podia contar com Nadal tendo tantos problemas com um fantasmaço logo de cara? E quem podia contar que dois big dogos como Berdich e Monfils se enfrentariam logo de cara – aquilo é jogo para as quartas, mínimo. Valeu o dia. E também impediu que o pessoal da QC se espalhasse pelo estádio, dando certa folga para o publico com ingresso geral.

Minha ultima visita havia sido em 2005. Houve poucs mudanças físicas e algumas na sistematização do evento. Uma ligada à outra. Como não conseguiram crescer, tiveram que colocar mais restrições, mais jovens orientando, mais seguranças fazendo o que seguranças fazem.

Ontem no final do dia os jogos da Suzanne Lenglen acabaram mais cedo do que de outras quadras. Uma parte do publico, que provavelmente não tinha ingressos para a quadra, subiram as escadas e ficaram ali, do meio das arquibancadas, olhando e tirando fotos. Um segurança, com todo o estilo de seguranças, os enxotou dizendo que não tinha jogo e estava acabado. Um dia alguem precisa me dizer que mal havia.

O placar da QC mudou, e para melhor. Usa bem os recursos technológicos. Durante os pontos mostra somente o placar. Entre os pontos mostra breves flashs (redundância) do ponto anterior – não necessariamente lineares e o ponto inteiro. Durante intervalos de games se estende nos pontos dos games anteriores.

O presidente da FFT declarou que o sonho dele é entregar o troféu de campeão a um francês, acompanhado de Yannick Noah. Os franceses acreditam que o Tsonga pode fazê-lo. Jo tem ímpeto mental para fazê-lo, mas não sei se tem a técnica necessária para ganhar um GS na terra desses três que estão aí. Eu acho que o Monfils tem mais condições técnicas, mas não sei se o mano tem a cabeça para tal feito. O Gasquet é o menos capaz, em ambos os quesitos. Vai ser interessante acompanhar. Até porque o humor e a auto estima dos franceses fica melhor quando os jogadores ganham. Quando perdem vem aqueles muxoxos e auto depreciação de sempre e que o brasileiro também conhece.

Após a partida conversei brevemente com Rogerio Silva. Perguntei se os pais dele não viriam um dia a Roland Garros. Joguei com o pai dele toda minha infância, somos da mesma idade e crescemos no mesmo Clube Pinheiros. Ele começou como pegador de bola e tornou-se um dos melhores tenistas brasileiro da época – era rapidíssimo e tinha ótima esquerda. Extremamente educado e introvertido passou a educação para o filho. O filho afirma que o pai odeia viajar e que não entra em avião nem por decreto. Para ir assistir a Davis em Rio Preto só foi de onibus. Confesso que para eu entrar em avião atualmente é o mesmo esforço. Rogério é o filho repetindo uma história de sucesso na sua vida. Ontem um leitor mencionou que a vitória de Gulbis era mais do que esperada. Não devia saber que Rogério havia batido e letão no ano passado no Torneio de Kitzbuhl.

Rogério, assim como eu, acha que melhorou na ultima temporada. Está mais sólido dos dois lados e por isso não precisa fugir tanto do revés e pode usar sua energia para ser mais agressivo. Vai jogar os torneios da grama e depois volta ao saibro por mais quatro eventos. Sua meta e luta é por se instalar entre os 100, de preferência abaixo de 80, para poder entrar nos torneios maiores. E sair desse limbo também dá muito mais espaço para a confiança crescer e a carreira deslanchar. É uma estresse dos diabos no dia a dia e a cada vez que entra em um jogo ter que conquistar esses pontos. Se entrar entre os 70/80 fica um pouco, eu disse pouco, mais sossegado.

Olho para cima e não sei se vamos ter tênis o dia inteiro. O dia está feio e não vejo um tantinho de azul para alegrar o coração. Isso após o glorioso dia de ontem.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:07

Inconfidência

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Imagino que Thomaz Bellucci deve estar frustrado, quase deprimido. Não só sua temporada no saibro passou sem algo digno de nota, o que é um tormento para quem depende tanto dos resultados na terra, como agora ele fica de fora da hora máximo da temporada do saibro europeu. As contusões sempre foram o fantasma dos atletas e não há nada que se diga que possa confortar um esportista afastado de seu esporte por conta de uma contusão. A de Thomaz é em músculo no abdômen, que começou no penúltimo ponto de sua vitória sobre Tursunov em Barcelona, e que ainda não cicatrizou. Ficam aqui meus desejos do mais rápido retono às quadras ao nosso tenista.

Hoje Teliana Pereira volta às quadras enfrentando a canadense Staphanie Dubois. É preciso ganhar três jogos para passar o qualy.

O mineirinho Bruno Soares voltou da Europa para receber, ontem, quarta-feira, a Medalha da Inconfidência, a mais alta comenda entregue pelo estado de Minas. Agora vai para Paris. As duplas só começam na 3ª feira.

Amanhã, 6ª feira, tem o sorteio das chaves. Quando a maioria de nós acordar os adversários da 1ª rodada já serão conhecidos.

Martina Hingis volta a Paris, desta vez como técnica da russa Pavyliuchenkova, uma jovem (21 anos) tenista que já foi #13, despencou e, sob a direção da suíça chega a #19. A russa é uma das mais promissoras e mais instáveis tenistas do circuito. Vamos ver se a baixinha Hingis faz a cabeça dela.

Todos os ingressos das três principais quadras de Roland Garros já foram vendidos. Para quem vai e não tem ingressos, ainda há uma chance, tirando os cambistas, bien sûr. O site www.rolandgarrosviagogo.com é o único lugar autorizado para aqueles que têm ingressos venderem. E as vendas são pelo preço original.

Parou de chover, mas o tempo em Paris continua uma droga. Domingo melhora.

El Rafa já está treinando em Roland Garros.

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