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segunda-feira, 19 de agosto de 2013 Sem categoria | 01:12

To be or not to be

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Durante a transmissão da final de Cincinnati, onde Rafa Nadal derrotou John Isner em dois sets difíceis, o comentarista Dacio Campos utilizou breves momentos para falar sobre o passado escolar de John Isner. Não lembro exatamente tudo o que ele disse, e suponho que não seja a primeira vez que ele menciona a história, mas é um fato, como disse o comentarista, que Isner, atualmente é o exemplo de maior sucesso de um tenista que terminou a faculdade antes de se tornar profissional.

Nem sempre foi assim, mas o mundo mudou e hoje em dia a opção precoce de ir para o circuito, abrindo mão dos estudos, virou regra, para a qual, como em tudo, há exceções. Até o final dos anos setenta a regra era que o tenista – especialmente os americanos, que eram o maior contingente tenistico de então, e o enorme universo de tenistas estrangeiros que por lá estudavam – terminavam a universidade e depois abraçavam o profissionalismo. Foi ali pela época de McEnroe, que chegou a cursar Stanford por dois anos, que as coisas começaram a mudar.

Atualmente é quase que subentendido que o tenista tem que optar por um ou outro. Não posso dizer que concordo inteiramente com essa regra. Isner está aí para me dar alguma razão. James Blake frequentou Harvard por dois anos. Benjamin Becker se graduou. Michael Russel foi à Miami por um ano. Mas a maioria dos cachorrões passou longe das portas de uma universidade.

Se por um lado pode se argumentar que ir à universidade atrasa a carreira do profissional, o que não deixa de ser um fato, há o outro lado da moeda. Isner é o primeiro a admitir que como juvenil era muito fraco. Tivesse ido para os profissionais há boas chances de que teria se frustrado, cansado de derrotas nos circuitos inferiores e abandonado a carreira precocemente, como acontece com a esmagadora maioria dos tenistas que adentram o circuito e que nunca ouvimos falar. São centenas de tenistas no ranking – atualmente são mais de 2mil – e vocês só conhecem os 100 primeiros e olhem lá.

Outro aspecto, que Dacio ressaltou, é que esses tenistas geralmente saem das universidades com um bom diploma na mão ou, pelo menos, com uma boa experiência de vida. É muito raro conversar, nunca aconteceu comigo, com alguém que passou pela experiência de uma universidade nos EUA e não acredita piamente que foi uma das melhores decisões de sua vida – eu e Dacio Campos entre eles. O tênis brasileiro tem um bom numero de tenistas que passou por essa experiência. Recentemente, o paulista Henrique Cunha, um dos melhores juvenis brasileiros dos últimos tempos, optou por estudar em Duke e não ir para o profissionalismo. Este ano se graduou e, aos 23 anos e com o diploma debaixo dos braços, foi atrás de seu sonho tenistico. Recém ganhou um Future em Istambul e há muita torcida por ele. Vale lembrar que Luiz Mattar, o 2º tenista mais vitorioso de nossa história, foi para o circuito aos 22 anos por estar estudando engenharia no Mackenzie.

Atualmente a maior parte dos tenistas brasileiros tem esse projeto – se tornar bom o bastante para conquistar uma bolsa, ou parte dela, em uma boa universidade, voltar com um diploma, bagagem de anos fora, conseguir um ótimo emprego e ter o tênis como seu esporte preferido. Conheço muitos, todos contentes com a decisão. E, muito importante, esse time é muito menos frustrado tenisticamente do que o time que fez a opção de cair no circuito sem passar por essa experiência, muitas vezes abandonando, ou levando com a barriga, os ultimo anos de ginásio. Estes quando não “dão certo”, ou não atingem as suas, e de outros, expectativas, tem que encarar o pior cenário. Os primeiros pelo menos têm seu diploma e, tão importante, a formação.

Infelizmente é muuuito difícil ter que fazer essa opção tão cedo na vida, com tanto a ganhar e tanto a perder. Os pais padecem com essa encruzilhada e por isso e muitas vezes induzem o filho a não correr o risco. Isso sem contar com pais que, ao contrário, empurram os filhos para o circuito no delírio que serão os melhores do mundo e milionários. Os filhos, mais impetuosos, abraçam o risco com mais ardor. Não dizem que quem não arrisca não petisca? Mas não esqueçamos que, normalmente, não fazemos nossas melhores decisões aos 17/18 anos.

Eu não sei o que aconteceu, adoraria saber, mas não estou nem um pouco surpreso com o fato. O affair Maria Sharapova/Jimmy Connors não durou um torneio. Na verdade durou uma partida, na qual a moça foi derrotada pela americana Sloane Stephens. E vocês acham que só vocês fazem bobagem? Porque a russa ou fez uma enorme besteira contratando o mala Connors, ou uma ainda maior o despedindo depois de uma partida. Alguém convenceu a moça (dizem que foi o pai, fa de Connors) que para ela ganhar da Serena precisaria de um técnico bagaceiro que acredita que o tênis vencedor passa pela intimidação. Ela comprou a ideia e …. Vai para o US Open sem técnico e sem confiança, já que não ganha uma partida desde Wimbledon, quando perdeu precocemente. A ver…

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Sem categoria | 01:08

Já??

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Eu não sei o que aconteceu, adoraria saber, mas não estou nem um pouco surpreso. O affair Maria Sharapova/Jimmy Connors não durou um torneio. Na verdade durou uma partida, na qual a moça foi derrotada pela americana Sloane Stephens. E vocês acham que só vocês fazem bobagem?

Porque a russa ou fez uma enorme besteira contratando o mala Connors, ou uma ainda uma maior o despedindo depois de uma única partida. Alguém convenceu a moça que para ela ganhar da Serena ela precisaria de um técnico bagaceiro que acredita que tênis vencedor passa pela intimidação. Dizem que foi o pai quem a convenceu e dizem que foi o pai quem ligou para o coach o despedindo. A unica coisa que ela disse foi que “não era a coisa certa para sua carreira neste momento”. Nada como saber exatamente o que ser da vida. Agora vai para o US Open sem técnico e sem confiança, já que não ganha uma partida desde Wimbledon, quando perdeu precocemente. A ver…

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Connors – cara feia na arquibancada.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013 Sem categoria | 15:27

Teto retrátil no U.S Open?

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Por enquanto é um rumor. Pelo menos até amanha, quando a USTA divulgaria detalhes sobre a construçao de um teto retrátil na Quadra Arthur Ashe, a principal do US Open. A federaçao americana virou saco de pancada por ter gasto um caminhao de dinheiro com o estádio e nao ter pensado em um teto retrátil, algo que o Australian Open inaugurou há anos e os ingleses de Wimbledon, os mais conservadores, logo ficaram espertos e construiram o seu. Os franceses querem construir também, mas a prefeitura de Paris ainda nao aprovou a obra.

Os americanos vinham insistindo que nao teriam uma soluçao tecnica/financeira viável para a obra. Este ano eles até oficializaram o fim do torneio na 2a feira, depois de quatro ou cinco finais consecutivas na 2a feira, um dia depois do planejado. Amanha, talvez, se os rumores forem corretos, a história do Slam americano irá mudar. Supostamente anunciarao outras mudanças no complexo, como mais dois estádios e uma plaza para facilitar o acompanhamento nas quadras de treino, algo que o americano, grande fa do esporte, adora fazer.

Para ilustrar melhor o assunto publico abaixo o Comentário de leitor Santos Dumont. Algumas dessas informaçoes já fizeram parte do Blog em outras oportunidades. Mas como ele foi gentil e prestativo em se alongar com preciosas informaçoes, segue o seu texto por completo, pelo o que, mais uma vez, agradeço. Para mais, ou nao, veremos amanha.

O problema do teto do US OPEN é mais embaixo…

A discussão sobre a necessidade de um teto para a Arthur Ashe, ou outros tetos para outras quadras do complexo Billy Jean King, já era pauta presente em todas as reuniões da cúpula da USTA. A partir da pressão sofrida pelos intempéries dos últimos anos, bem como a instalação dos tetos do Australian Open, Wimbledon e do futuro teto de Roland Garros em 2017, fizeram com que apressassem um pronunciamento. A meta e o cumprimento já são outros 500. E por falar em quinhentos, os gastos estimados para cumprir o pronunciamento demandam a faixa de 500 milhões de dólares.

Segundo especialistas, existem diversas fraquezas no cumprimento do teto no US OPEN. Alguns entendem que existe uma dificuldade política. Sustentar opiniões e alcançar consensos estão limitados ao curto tempo de mandato dos presidentes da USTA, segundo os quais apenas 2 anos de mandato não são suficientes para realizações importantes e que muitas pautas importantes são engolidas pelo mandado posterior.

O ponto principal da discussão sobre o teto, passa pelo aspecto estrutural. Para quem não sabe, o Flushing Meadows-Corona Park não começou como um lugar onde as pessoas podiam jogar golfe, bater algumas bolas de tênis ou mesmo visitar um museu de ciências. Aquilo tudo era um grande manguezal com diversas salinas. Um pântano. Tudo isso até o início do século 20, quando aquela região em Queen’s passou a ser um lixão, um aterro sanitário. Centenas de cargas de lixo eram depositadas bem ali, passando também a ser um depósito das cinzas das fábricas e local de processamento do lixo. Quem leu o livro “O Grande Gatsby” vai entender que a referência ao “Valley of Ashes”, ou seja, o Vale das Cinzas, era justamente onde se encontra o complexo. Fontes afirmam que o depósito de cinzas chegava a 90 metros de altura. Só na década de 30, a prefeitura de Nova York comprou a área da Brooklyn Ash, empresa de remoção e processamento de lixo, para então iniciar o departamento de parques de Nova York.

Para a engenharia moderna, o solo é um problema? Pois bem, a instalação do sonhado teto retrátil passa por diversos pontos. Fora o solo, a condição no qual o Arthur Ashe foi construído não permitiria o mesmo suportar maior peso. Segundo estudos, só o tamanho do teto do Ashe seria 4 a 5 vezes maior que o da quadra central de Wimbledon. Ou optaria por um material com tecnologia avançada, entenda por “leveza”, ou teria que agregar uma estrutura adjunta à existente.

Vejamos então qual será a solução apresentada diante dos fatos. Se há um problema embaixo da terra, agravado pelo problema dos respingos do céus, então: o que fazer?

Abraços.

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Estádio Arthur Ashe – o maior do mundo e descoberto

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:56

Tanto com tão pouco

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Foi-se o tempo em que me surpreendia com Rafael Nadal. Atualmente eu mais me maravilho do que qualquer coisa. Afirmar quem é o maior tenista da história é um risco a acaba-se por ficar com o tenista com mais títulos significantes, o que não nos deixa nem um pouco mal servidos com Roger Federer. Mas o espanhol se encaixa com certa facilidade na minha denominação de o maior competidor/vencedor que eu já vi em uma quadra de tênis e, após mais de cinco décadas, posso dizer que já vi bastante deles.

É um mágico. Insisto em dizer que seu arsenal técnico é limitado, mesmo se comparado somente com o de muitos que ainda estão por aí. E insisto que ele melhorou bastante em vários quesitos técnicos através de sua carreira, novamente por conta de sua postura e determinação. Mas ele traz para a quadra algo tanto subjetivo e abstrato quanto real e tangível. É o rei do paradoxo.

Ninguém consegue ganhar tanto com tão pouco. E olhem que temos atualmente exemplos como o de Ferrer e Hewitt, que já foi #1. Não é à toa que Ferrer é um tremendo freguês de Rafa. O rapaz sabe que tem pela frente um adversário que lhe é superior exatamente naquilo que ele, Ferrer, é superior a todos os outros tenistas.

Eu assisto as partidas de Nadal e logo no primeiro ou segundo game estou rindo sozinho. O cara faz coisas inexplicáveis, vencendo pontos não se sabe como, sempre pronto para tirar mais um coelho da cartola quando ninguém mais acredita que outro pernalonga irá aparecer. Não creio que precise me alongar – todos que gostam de Tênis sabem a que me refiro. Há algo em seu interior que faz com que saia por cima nas situações mais bicudas.

Esse evento em Montreal foi só mais um exemplo. O espanhol foi mais cedo do que o normal para as Américas, uma semana antes de sua primeira partida, procurando um pouco mais de ritmo, treinando com seus adversários, buscando um bom início de temporada nas quadras duras. Como dizem, “a vitória ama a preparação”.

Dois detalhes sobre sua conquista do 25º título de Masters 1000. Da semifinal contra El Djoko ressalto um momento. O tie break do set final. Na primeira bola Rafa já foi pro pau e não parou mais. Enquanto o sérvio tentou administrar o TB, o espanhol assumiu o risco e foi para as bolas. Típica atitude de tenista audaz, confiante e com tática definida. Ele sabia exatamente o que tinha que fazer naquela altura da partida. A sua técnica e confiança fizeram o resto. Djoko só foi mudar sua postura no match point. Tarde demais. Rafa na final.

Milo Raonic deve ter se sentido satisfeito, culpado e intimidado na final. É muita emoção ruim em quadra para quem tem Nadal do outro lado da rede. Sabendo como essas coisas funcionam, o espanhol foi agressivo desde o início, especialmente com as devoluções, sabendo que se controlasse o serviço do “garfo” canadense pouco restaria para o incomodar. Aquilo que o publico local esperava que fosse um verdadeiro duelo, acabou sendo mais um capítulo na carreira do tenista que mais sabe surpreender adversários e público.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Sem categoria | 15:35

Mais menos ética

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Não sei se fiquei feliz, ou não, em saber que os problemas com a ética não se restringem ao Brasil e afligem o Canadá também. Ontem Milos Raonic bateu Del Potro em dois sets apertados, mas ficou no ar aquele gosto que o argentino foi garfado pelo juiz e pelo adversário.

Foi um exemplo clássico e raro de ética deturpada. Raro porque existe uma regra não escrita, quase um consenso, que a quadra é uma terra de ninguém no que diz respeito às marcações do juiz no que concerne às linhas. Talvez seja por conta da cultura de que é difícil cantar as linhas com exatidão o tempo todo – o foco deve ser em bater na bola – e isso fica sob a responsabilidade dos juízes e ponto final.

No entanto, mesmo em tempos atuais, sempre existiu certa expectativa que toque em rede ou na bolinha por parte do tenista estas seriam acusadas, por conta do cavalheirismo que deve existir mesmo no tênis profissional. Algo na linha do passar o pé na marca e dar o ponto ao adversário quando a bola é boa. Nada disso está no livro das regras, mas sempre esteve nos livros dos gentlemen que praticam o tênis em qualquer nível. Mas sabe-se lá, se não por todos os cantos do planeta, ganhar está acima de todas as coisas. Inclusive da ética.

Lembro de dois casos – que estão longe de ser isolados mas foram marcantes na história. Na primeira vez que ganhou Roland Garros 1982, aos 17 anos, Mats Wilander acusou uma bola de Clerc como boa, em match point a seu favor, na semifinal contra o argentino Jose L. Clerc. Só por curiosidade; Wilander havia perdido para o brasileiro João Soares dois torneios antes de Roland Garros, em Munique. Na verdade perdia para muita gente, já que foi uma zebra ainda maior do que Kuerten em 97.

O outro ficou também muito famoso porque dois dos envolvidos não engoliram o fato e botaram a boca no trombone sempre que puderam. Na final de dupla de 1985 do U.S. Open, entre os franceses Noah e Leconte x os americanos Flach e Seguso a coisa ficou feia. Empatados em um set, e com os franceses com set point (6/4) no TB do terceiro, Leconte bateu uma bola que tocou a rede, resvalou na cabeça do Flach e saiu. O juiz não cantou nada e Flach se fez de morto (depois do jogo disse que o juiz que teria que cantar o toque).

Os franceses foram à loucura, perderam o set e a partida – praticamente não saiu mais jogo após o incidente. Se ficaram com o troféu, os americanos, na ocasião uma das melhores duplas do mundo e titulares do time da Davis, foram dignamente vaiados a não mais poder pelo publico americano na quadra central. Vão sempre poder mostrar o troféu, mas nas suas almas nunca mais vão esquecer a vaia que levaram de seus compatriotas no seu maior torneio. Algo que os canadenses não brindaram Raonic.

Explicando o vídeo. O Raonic toca a rede com os pés, o que é proibido. Ela sabe que tocou. O juizão complicou ainda mais porque: primeiro diz que não houve toque – nesses casos, sendo bom mesmo, o juiz fica de olho no tenista que está preste a “tocar”, já que as linhas tem seus juízes. Ele não faz isso e dança. Mas aí um desavisado coloca o replay no telão, porque na verdade, nem o Delpo viu. O juizão, na maior cara de pau, diz que mostrar o replay foi um erro, ao que o Delpo retruca, o erro foi seu, o que o juiz concorda. Agora o incompreensível, por conta da regra idiota, que não permite desafio ou correção nesses casos, é que mesmo sabendo que houve o toque ele, juiz, não corrige. Mas o ponto do Post é que Raonic “O Ético” se faz de morto e ganha o jogo, muito por por conta dessa bola. Infelizmente o problema com a ética é mesmo universal e, infelizmente, como disse o senador-tampão do Maranhão, ao que muitos julgam, um conceito abstrato e subjetivo.

Veja o vídeo no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=O9b8HhoJpV8

 

 

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013 Sem categoria | 10:53

Ética

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Abri os jornais nos últimos dois dias e fiquei contente. Deve ter algo diferente comigo ou com os jornais; talvez com as notícias. Vamos aos fatos.

No início dos anos 90 aconteceram, durante dois ou três anos seguidos, uma série de torneios de tênis profissionais no nordeste, algo sobre o qual ainda vou escrever aqui no blog, já que eram um espetáculo à parte. Em uma das visitas a São Luiz, cidade com seus charmes e, para minha surpresa, uma forte influencia do reggae na sua cultura musical, fizemos, com Luiz Mattar e Jaime Oncins, uma visita ao Palácio dos Leões, sede do governo do estado, na época ocupado pelo então governador Edison Lobão e atual ministro da Energia. Seu braço direito era seu filho, também Edison, então com uns 26 anos e a fama de ser o terceiro poder do estado. O segundo seria a mãe, D. Nice. Mais sobre as visitas em outra oportunidade.

Voltemos aos jornais. A minha alegria tem por razão ver o jornalismo atendendo uma de suas premissas básicas, de fiscalizar o poder publico, para que aja um mínimo de ordem nessa bagunça que está por aí.

Pouquíssimos dias atrás li a notícia que o senador Edison Lobão Filho, como relator do novo Regimento Interno do Senado, simplesmente barrou a palavra ética no juramento de posse. Ele alega que o conceito de Ética ser subjetiva e abstrata. Talvez no Maranhão Aristóteles não seja uma leitura. Mandou também tirar a obrigatoriedade de os parentes até segundo grau dos eleitos apresentarem a sua declaração de bens, o que dá até para entender, já que pode haver parente que sequer goste do parente eleito. Mas abre a porta para parentes “laranjas” e seria um ônus do cargo, que deveria ter alguns com tantos bônus.

Fiquei contente com a leitura do jornal de ontem porque o senador, que é suplente do pai – por que um cargo tão importante quanto o de relatar as normas da casa estar nas mãos de um suplente? – voltou atrás depois dos jornais botarem a boca no trombone. Disse agora que se isso – a colocação da palavra Ética no juramento do senador – for discutido e aprovado pode fazer parte ele não teria nada a opor. Ótimo. O que coloco é que algo iria passar despercebido de todos nós, o jornal O Estadão chamou a atenção, e teve que ser repensado por quem preferia que não fosse questionado.

A outra notícia está no jornal de hoje e diz que a presidente do TSE Carmen Lúcia suspende contrato do tribunal com a Serasa – uma empresa privada que gerencia situação de crédito dos consumidores. Pelo contrato o tribunal repassaria os dados de 141 milhões de eleitores à Serasa. Carmen Lúcia, que também é do STF diz que ficou surpresa com o contrato, que segundo ela desconhecia, o que acredito e mostra como as coisas andam por aí. O fato foi divulgado ontem, quando eu quase caí para trás, achando que aqui não precisa nem ter NSA para espionar, os caras já vão entregando de mão beijada sem nos consultar. Hoje a ministra Carmen Lucia botou ordem no pedaço e suspendeu o contrato que, dizem, ainda não foi cumprido.

Não tem muito a ver com o tênis, mas fiquei contente e achei que deveriam saber. Contente porque achei melhor enxergar um copo meio cheio e não a outra perspectiva; a que esses fatos acontecem, às toneladas, no país e nós engolimos calados e sem poder de reação e muitas vezes sem sequer saber.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013 Sem categoria | 22:58

Forbes top 10

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Quase que diariamente entro no Centro Poliesportivo do Clube Pinheiros, um prédio enorme de cinco andares, com pés direito gigantescos, onde treinam alguns dos melhores atletas do país. Se o Pinheiros fosse um país ficaria em nono lugar no quadro geral de medalhas do ultimo jogos Pan Americanos, quando faturou 12 medalhas de ouro, 6 de prata e 7 de bronze, feito inigualável no Brasil.

Ali treinam desde nadadores na piscina olímpica aquecida do clube, times de basquete e vôlei das mais diversas categorias e atletas de vários outros esportes olímpicos. Nos corredores esbarro com várias moças entre 15 e 25 anos, verdadeiras cavalas, praticantes, em especial, do time de vôlei, um dos melhores do país. É aí que minha imaginação corre solta.

Tenho 1.82, não necessariamente um baixinho, que é como me sinto perto delas. Ao contrário de poucos anos atrás, a minha altura não é mais o tamanho ideal para muitos esportes, o tênis incluso. Entre as mulheres ainda estaria de bom tamanho. Mas não de ótimo tamanho. Se prestarem atenção, boa parte das cachorronas atuais tem mais, ou bem mais, do que isso.

Passo por aquelas moças de shortinho coladinho, com suas pernas longas e musculatura definida, não inchada, bumbuns empinados e as costas largas e os pensamentos que me invadem não tem nada sexual, sequer sensual.

O que eu fico pensando mesmo é como seriam aquelas éguas com uma raquete na mão. As meninas têm em média no mínimo 1.85 de altura, não raro mais. A maioria é, no mínimo, do tamanho da Serena Williams, sem o exagero que transborda. Raras tem gordura para mostrar e queimar. São altas, fortes, atléticas, capazes de dar verdadeiras pauladas na bola e pular uma barbaridade verticalmente. Fico imaginando o que seriam capazes de fazer com uma bolinha de tênis no saque e nos outros golpes. Sem falar da importantíssima, especialmente no tênis atual, velocidade com que se movimentariam pela quadra, aproveitando a agilidade e envergadura para cobrir a quadra com amplitude. Sem maiores delongas, essas moças seriam verdadeiras máquinas tenisticas. No entanto, estão concentradas no vôlei.

Puxei conversa com um grupo delas que esperava para ser atendido na fisioterapia do clube e aí veio minha surpresa. Por alguma razão, achava que as meninas chegavam ao vôlei por conta de uma peneira desenvolvida pela confederação de vôlei ou clubes junto a classes menos privilegiadas, cuja maioria esmagadora pertence. Mas não, pelo menos do grupo com quem conversei, todas elas fizeram a escolha pelo vôlei. Foram levadas por pais que tinham alguma história com esportes ou, a maior parte, faziam esportes em escolas e buscaram ou foram levadas à escolinhas de volei, por pais ou professores, provavelmente por conta dos dotes físicos. Nenhuma foi pescada.Tipo como contam as modelos, que sempre são achadas no shopping ou na rua e por conta do físico são convidada para tirar fotos. Todas elas optaram pelo vôlei.
Além disso, desse grupo, somente uma tinha começado aos 6 anos. As outras mais tarde. A maior parte ao redor dos 12/13 anos. No tênis, começar nesta idade é impossível de chegar a ser profissional. O início aos seis anos está muito mais próximo da realidade tenistica. Paralelo a isso, é muito difícil, se não impossível, dizer como será o corpo de uma mulher quando tem seis anos, se não houver um histórico familiar marcante. Aos 12/13 é bem mais previsível. O que ajuda o vôlei e prejudica o tênis.

Mas será que se o tênis passasse nas TVs abertas e atingisse a população, como o vôlei atinge, essas meninas procurariam o tênis? Será que a pecha de elitista do esporte branco atrapalha? Será porque o tênis é muito mais difícil de aprender e desenvolver do que os esportes coletivos? Será porque é um esporte individualista ao extremo? Será porque a parte emocional e psicológica é um diferencial enorme, algo amenizado no coletivo?
No entanto, fiquei ali pensando se alguma daquelas moças com suas longas pernas teve contato com a lista que a revista Forbes atualiza há 20 anos e atualizou recentemente das 10 atletas mais bem pagas no mundo entre os meses de junho 2012 e junho 2013. Nenhuma delas jogadoras de vôlei. Sete delas tenistas; lideradas por Sharapova, Serena e Ni La – com U$29M, 22 e 15 respectivamente, Azarenka com 15.7, Wozniacki com 13.6, Agniezka 7.4 e Aninha sendo a nona da lista com 7 milhões. As não tenistas, uma corredora de carros e uma golfista (a 10ª) americanas e uma coreana patinadora sobre o gelo. Será que um dia teremos uma brasileira nessa lista? Porque uma coisa eu garanto – o material humano está aí, sobrando pelas nossas ruas e quadras, infelizmente não as de tênis.

Maria Sharapova At Porsche Shooting In California

 

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:34

Nicho

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A imprensa e jornalistas têm seus caminhos, muitas vezes não entendidos ou mesmo concordados pelos leitores. Eu, que não sou jornalista, mas trafego pelas mídias talvez a mais tempo do que deveria, fico em algum meio do caminho, mais fora dele do que dentro, também me dou ao luxo de frequentar, por vezes, esses caminhos.

Quando eu escrevia uma coluna semanal para o Estadão, o mesmo dava um pouco mais de notícias sobre o tênis do que agora. Com certeza pela era Guga, mas nem sempre ele era o personagem. A personagem favorita dos rapazes do editorial era Maria Sharapova – e como incriminá-los? A Serena vencia o torneio e o jornal publicava uma foto enorme da Maria com sua exuberância de pernas. Mas não era só no Estadão. Eu saia da cabine após uma final de um GS com a vitória do Federer e o editor queria falar sobre os dotes da Sharapova que havia perdido uma semana antes. A WTA adoraria esses momentos, já que uma boa parte do seu marketing é em cima desses predicados de suas atletas.

Mas cuidado. O mundo está invadido pelo PC. E no caso não este seu escriba e sim o Politicamente Correto. No início do ano, um veterano comentarista da ESPN americana, Burt Musburger, foi crucificado por parte da imprensa por conta de um comentário seu no ar em um jogo universitário de futebol americano. Em tempos de Twitter e Facebook, as redes sociais conseguem ampliar coisas para uma dimensão inconcebível – que não lembra daquela estudante que foi para o Canadá?

As câmeras da TV mostraram o rosto da namorada de um jogador de Alabama e o comentarista começou a elogiar a moça, dizendo o quanto os quarterbacks (os reis da cocada do football americano) se dão bem com as garotas bonitas. Coisa de 15 segundos. Terminou comentando: “bem, se você está em Alabama, comece a sair no jardim e atirar a bola com papai”. De um uma confusão dos diabos e a ESPN chegou a se desculpar pelo comentário, chamado de sexista. A hipocrisia não tem tamanho nem fim. Pode mostrar mulher bonita em transmissão esportiva, o que não pode é falar a respeito.

Este fim de semana os campeões foram Juan Del Potro, que encostou no #6 Berdich, batendo John Isner, que volta a ser top20, na final de Washington. Marcel Granollers batendo Monaco na Áustria. Samantha Stosur batendo Vik Azarenka, de quem havia perdido oito jogos seguidos, na Califórnia e Magdalena Rybarikova batendo Andrea Petkovic também em Washington.

Apesar disso, a foto do post é da Aninha Ivanovic, que a semana passada despediu o técnico, mais um,  e nesta saiu em ensaio fotográfico na revista Esquire – a moça achou um nicho perfeito para ganhar muito dinheiro, fora das quadras, posando para revistas de prestígio em fotos sensuais. A moça não é mais #1 do mundo – é #15 – e não ganha um GS há anos. Mas só Maria e Serena saem em tantas revistas quanto ela, e ambas já saíram em revistas em poses bem reveladoras. Não ofereço razões nem desculpas. Mas se vocês insistirem eu coloco uma foto da Stosur ou mesmo do Del Potro.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Sem categoria | 17:15

Bobagens

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O pêndulo do circuito vai todo para a América do Norte a partir de 2a feira, quando os cachorroes desembarcam em Montreal, a cidade de sotaque francês do Aberto do Canadá. Imagino que Rafa Nadal tenha um carinho especial pela cidade, onde ganhou seu primeiro Masters1000 em quadra dura, em 2005, batendo Andre Agassi na final, um marco em sua carreira. Após a partida o espanhol repetia: agora sei que posso vencer também na dura – mal sabia ele, e os outros. Até por isso desembarcou por lá com uma semana de antecedência do dia que deve estrear na chave de simples, o que deve acontecer só lá pela quarta feira. Mas antes disso ele terá a oportunidade de treinar bastante com colegas de trabalho e jogar o torneio de duplas para pegar ritmo de jogo.

Quem nao vai a Montreal é Federer, que nunca ganhou por lá – só em Toronto, do lado inglês do evento. Talvez por isso. Os canadenses alternam anualmente o local do evento entre as duas cidades com a WTA. Para variar ele nao deu muitas explicaçoes de sua ausência – especialmente agora que, por conta da idade, nao é obrigado a jogar os Masters1000. Podem ser as costas. Pode ser a raquete. Pode ser que nao está a fins. Pode ser que ele diga a real, pode ser que nao.

Enquanto os cachorroes jogam o ultimo evento no saibro europeu em Kitzbuhl, chamosíssima vila, onde o Monaco e o Granoller fazem a final no sábado, e outro na capital americana, já nas quadras duras, outras notícias, desta vez sobre bobagens de tenistas, ganham as manchetes.

A primeira, sobre a qual tenho lido pouco, é que o croata Marin Cilic foi pego em um antidoping com excesso de glicose. Ele nem vem jogando desde Wimbledon, onde descobriu, porque já sabe que vai dançar. Quer usar este tempo para debitar do tempo que vai ficar no gancho. Pelo que sei é mais um que dançou por comprar produtos em farmácias comuns e acabou ingerindo algo contaminado. A notícia oficial deve aparecer em dias. Acho interessante como os tenistas ainda caem nessas armadilhas. Duvido que alguem vá-se dopar com excesso de glicose, que de qualquer maneira é proibido. Mas o assunto virou tanto uma paranóia como uma incógnita. É uma paranóia viver na corda bamba de ingerir algo proibido sem querer, por descuido próprio ou de quem está por perto. Assim como é uma incógnita o que realmente os tenistas estao tomando que fica aquém do proibido e que de repente passa dos limites, no que chamam de contaminaçao e nao necessariamente um doping proposital – ambos proibidos, só que com puniçoes diferentes. Faz bastante tempo que nenhum tenista top é pego por conta de algo que claramente era ingerido para aumentar a performance pontualmente. Sao sempre coisas em que o tenista vai tomando para ficar “melhor” como um todo.

Uma outra bobagem desta semana é sobre a russa Olga Pushkova, que alguns tarados consideram “hot”. A moça, em um destempero, deu um drive em uma bolinha que acabou acertando em cheio um juiz de linha que foi a nocaute. Pegou no joelho – tem coisas piores. Nao é a primeira nem será a última. Tim Henman, logo ele, foi expulso de Wimbledon por acertar um juiz de linha, logo no início de sua carreira – foi um escândalo e depois disso o inglês ficou pianinho. Fernando Meligeni foi expulso de quadra no Estoril por acertar uma bolada em um espectador. Só para lembrar de dois. Nenhum deles teve intençao, assim como a russa, o que nao impediu a desclassificaçao e a multa. É um segundo de bobeira para a casa cair e a carreira ficar chamuscada.

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Olga – foi sem querer…

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:55

Voltou. Ou não?

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hingisSei que a vida após a carreira de um atleta é sempre uma incógnita e de difícil administração. São poucos os que mantêm o sucesso. Uns querem continuar dentro do esporte e tentam diferentes aspectos que ele oferece. Alguns não encontram um espaço e acabam por procurar alternativas de trabalho, nem sempre com sucesso já que são raros os casos onde investiram em uma educação e formação profissional. Outras querem ver o diabo pela frente, mas não querem nada a ver com esporte. O duro mesmo é quando não conseguem um lugar no esporte e tem que cair no mundo real – muitas vezes o bicho pega.

Pega não só pela ausência de formação. Pega também porque o instinto animal da competição não encontra um cenário ideal. O cara fica maluco correndo atrás de competição. Na verdade, posso sentar aqui e escrever dezenas de cenários, alguns imaginados, muitos por conhecer os personagens.

A personagem deste post é a velha de guerra Martina Hingis, sobre quem já escrevi várias vezes e que parece não encontrar uma direção na vida. É isso que dá pegarem uma menina de 14 anos e largarem no circuito. Aos 12 ela já ganhava Roland Garros juvenil. Aos 16 ficou a uma partida de fechar o Grand Slam – ganhar os quatro GS na mesma temporada! Aos 22, quando abandonou a carreira pela primeira vez, já não tinha motivação para continuar no circuito. Aos 25 voltou, abandonou e voltou às quadras. Aos 27 teve problemas com contaminação no exame de sangue em Wimbledon. Na verdade era tão pouco componentes de cocaína que é chamado de contaminação e não de ingestão. Mas administraram muito mal todo o assunto – ela nunca foi muito querida – que novamente abandonou as quadras.

De lá pra cá fez de tudo um pouco. Casou, separou, fez dois daqueles programas de TV onde se dança e se compete com bobagens, cavalgou – uma paixão e sei lá mais o que. Em 2011, 2012 e 2013 venceu o Legends em Wimbledon, jogando uma vez por ano. Este ano começou a trabalhar como técnica de uma russa, sem muito sucesso até agora, e esta semana anunciou que vai voltar a jogar profissionalmente pelo menos as duplas. Ganhou um convite para jogar com a Hantuchova esta semana em Carlsbad, Califórnia, onde já venceram a primeira partida. Aos 32 anos, idade que muitas ainda nem pensam em abandonar a carreira, a suíça não sabe se casa, compra uma bicicleta ou volta para as montanhas da Su´ça onde se isolou um bom tempo. Mas o tênis não sai do seu radar.

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