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quarta-feira, 11 de setembro de 2013 História, Sem categoria, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 12:52

A batalha dos sexos

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Caros leitores. Viajo hoje para celebrar o especial aniversário da amada e volto a Sao Paulo no início da próxima semana. Sem acesso à internet. Deixo aqui um texto pescado das antigas sobre a história da mulher que empresta seu nome ao complexo do U.S. Open e, talvez, o maior ícone do Tênis, entre homens e mulheres. Por que? Talvez o texto ajude a esclarecer. Ficarei muito contente em vê-los na volta, a partir  do dia 16 e mais ainda se colocarem comentários que acrescentem ao debate do nosso esporte. absss

A primeira coisa que ela faz a cada manhã é agradecer a Deus por estar viva e por ter vencido aquele jogo em 1973. Por estar vivo qualquer um agradece, mas pode uma partida de tênis ser assim importante? Se você for Billie Jean King e a partida a que mudou o rumo do esporte para sempre, além de ser o acontecimento que mais exposição positiva deu à luta das mulheres por direitos iguais, então vale. A partida aconteceu no Astrodome de Houston, na frente de 31 mil pessoas, o maior público da história do tênis. De um lado, Billie Jean, na época a segunda tenista do mundo, e a mais árdua defensora dos direitos femininos, dentro e fora das quadras. Do outro lado, o veterano Bobby Riggs, auto proclamado “o rei dos porcos chauvinistas”. Em linguagem atual, a Joana D’Arc dos politicamente corretos e o déspota dos politicamente incorretos.

Riggs vencera Wimbledon e o Aberto dos EUA em 1939 e, aos 55 anos, se especializara em tirar dinheiro de amadores delirantes nos luxuosos clubes da Califórnia. Ele começou a confusão ao declarar que o tênis feminino era tão medíocre que a melhor do mundo não poderia bater um veterano como ele. Desafiou a australiana Margareth Court para uma partida a ser realizada no Dia das Mães. Para o horror das mulheres, Margareth tremeu mais do que vara verde e foi destruída em um humilhante 6/2 6/1. A desonra colocou Riggs na capa da revista Time e abriu a porta para uma mudança de postura de King que, aos 29 anos e 11 títulos no Grand Slam, três no ano anterior e dois ainda por acontecer, declinara o primeiro desafio. Avaliara que uma derrota atrasaria o tênis feminino por 50 anos. A vitória é efêmera, a derrota permanente, diria. Mas, após a derrota de Court, a honra feminina estava em jogo. Billie era mais agressiva, decidida e confiante que a australiana, especialmente quando o assunto era direitos iguais. O bate boca entre os desafiantes ganhou proporções gigantescas pelas circunstâncias de então. O tênis era o esporte do momento, o movimento feminino ganhava ressonância e as mulheres ainda estavam a uma boa distância de terem seus direitos iguais. Os promotores surgiram e foi estipulado um prêmio de U$100 mil – 20 vezes o que ganhava a campeã de Wimbledon na época – indo totalmente para o vencedor.

O que veio a ser conhecido como a Batalha dos Sexos foi vencida por King em três sets seguidos – numa melhor de cinco sets – e televisionada para 37 países, com uma audiência de mais de 50 milhões. Mudou para sempre a vida de Billie Jean e de todos os esportes femininos. Até então, os pleitos igualitários da tenista eram vistos pelo establishment como meras aporrinhações. Uma a uma, suas demandas foram atendidas e estendidas a outros esportes e a diferentes áreas da sociedade. Fundou a WTA, sindicato e atual organizador do tênis feminino e, junto com outras mulheres da época, concretizou o primeiro circuito profissional das mulheres – o Virginia Slims. A menina que um dia foi excluída de uma seção de fotos por um dirigente arrogante, e não são poucos, por estar usando um calção de tênis e não um saiote, teve suas conquistas homenageadas em revistas, livros, filmes e músicas – Billie Jean de Michael Jackson e Philadelphia Freedom de Elton John.

Mas, assim como com Arthur Ashe, que teve seu nome dado ao maior estádio de tênis do mundo, Billie Jean teve seus feitos reconhecidos, ao ter, na semana passada, seu nome dado ao complexo onde é realizado o Aberto dos EUA, por aliar uma impressionante carteira de resultados em quadra, com uma ainda mais impressionante bagagem de conquistas fora delas. A primeira a caracterizou como uma campeã do tênis, a segunda como uma campeã na sociedade.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013 Sem categoria | 12:50

Encantos

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O Tênis ainda tem uma ou duas cartas na manga para nos encantar. E, com certeza, não estou me referindo ao óbvio, aquilo que excita e encanta o fã deste ou daquele tenista. Mas isso é conceito que foge a boa parte dos fãs do tênis – eu me excito muito mais com o jogo do que com o tenista. Apreciar sim, respeito também, encanto, pelo jogo.

Nos últimos dias tivemos alguns confrontos bem interessantes, desde Robredo e Federer, pela excepcionalidade de ambos; Youzhny e Hewitt, um espetáculo de raça expondo o melhor da competitividade do tênis, tendo como protagonistas dois tenistas que já passaram de seus ápices tenisticos, e as vitórias do francês Richard Gasquet, sobre Raonic e Ferrer, ambas em cinco sets, ambas mostrando, depois de muita espera, um perfil que não mais esperávamos desse talentoso tenista.

Não seria arriscado dizer que Hewitt dá suas últimas respiradas no circuito, apesar de que sua excepcional exibição em Nova York deve ter sido somente um preâmbulo do que pretende para o Aberto da Austrália. Logo após esse evento ele completa 33 anos e alguém tem que me dizer como é que esse cara, que já passou por cinco cirurgias, pretende continuar correndo atrás das bolas da maneira que faz e seu estilo exige. Pouca surpresa seria se anunciasse a aposentadoria após o evento da casa. Mas o que vai um competidor como esse fazer sem uma raquete nas mãos achando que ainda há um lugar nas quadras para sua espécie?

Mais interessante ainda tem sido o caminho de Gasquet no U.S. Open. Mesmo sendo o atual #9 do mundo, a expectativa sobre o francês sempre foi maior do que ele entregou em quadra. Com uma esquerda daquelas o cara faz a gente sonhar alto. Ele é um dos raros tenistas que encanta pela esquerda com uma mão e dos raros que ganham jogo por conta desse golpe – o outro é o Wawrinka.

No entanto, ele nunca nos encantou pelo seu emocional nem pelo mental, deixando com que ambos ficassem entre ele e a grandeza. Quantas vezes pensávamos – agora vai – assistindo ele fazer misérias em quadra por conta de seus talentos, só para ver o rapaz naufragar nas suas fraquezas e carências? Até o jogo em que bateu Raonic, 7/5 no 5º set, ele, em 11 oportunidades, havia fracassado em cada vez que chegara à quarta rodada de um Grand Slam. Era uma estatística que devia tanto lhe atordoar como lhe afundar na cova rasa dos que nunca chegam à grandeza – afinal é GRAND Slam por alguma razão.

A vitória sobre o canadense deve ter aberto uma porta em seu coração que sua mente não mais acreditava estar lá. Ganhar um jogo desses, às portas do tie-break do 5º set, quando seria ainda mais confortável para o oponente, um grande sacador, exige força mental. Com certeza foi para o hotel acreditando que um novo Richard havia nascido.
A prova desse milagre veio logo em seguida. Sua retrospectiva contra Ferrer era de 1 vitória em 9 jogos – e agora seria em uma quartas de final de GS – não muito promissor. Mas havia um novo Richard por aí e o que ele fez em quadra nos dois primeiros sets foi o bastante para qualquer exigente fã do tênis aplaudir, pedir licença, levantar, ir pra casa, pegar a raquete e se inspirar para suas próprias raquetadas. Não é todo dia que somos brindados com tais encantos em uma quadra.

A esquerda dele segue sendo uma das coisas mais bonitas em quadra, e aí também estou considerando até maravilhas como o rosto da Aninha e as pernas da Flavinha, entre outras cositas também técnicas. Como ele mesmo disse “quando estou sacando bem e a minha esquerda está afiada, eu me sinto confiante para qualquer vitória”. E a direita, esquisita, para pouco dizer, também pegou carona e fez barbaridades. Isso sem dizer dos voleios – ahh, como eu sonho para que os voleios voltem a ser um golpe de desequilíbrio novamente. O rapaz deu até uma zigzira de voleio de esquerda esticado, que voltou à rede antes do segundo quique, e o cara de pau do Ferrer ainda tentou devolver.

Tenho minhas dúvidas sobre seu confronto com Nadal. A começar que suas pernas não estarão como precisariam após Raonic e Ferrer. Não dá para ignorar também o fato de que em 10 vezes que se enfrentaram, adivinhem quantas o francês venceu? É isso mesmo que você pensou. Alias, desde 2008, nos últimos cinco jogos, adivinhem quantos sets ele venceu? Mas o mundo dá volta e dizem que tudo volta ao início. Eu não aposto nisso, mas deixo aqui um vídeo que será, no mínimo, interessante.

http://www.youtube.com/watch?v=KzKuv4j67aw

 

 

 

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terça-feira, 3 de setembro de 2013 Sem categoria | 00:46

All things must pass

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All things must pass, já dizia George. E ele já parodiava, entre outros, Mateus. Há mais de um ano eu escrevi que os fãs que se preparassem para novos tempos no tênis, estes sem Roger Federer. Foi bom, muito bom, enquanto durou. Ainda vai ser legal por um tempo, um tempo que nem ele sei se sabe qual será.

Esta temporada Roger fez suas apostas – ficando longe dos torneios um tempo surpreendente – e a aposta não vingou, pelo contrário. Talvez ele já soubesse de suas limitações físicas – e não há razão para ficar divulgando essas fraquezas.

Jogar tênis é como andar de bicicleta, ninguém esquece. Porém, para jogar competitivamente, em um padrão de qualidade que o mundo se acostumou a ver em Roger Federer, e contra os adversários soltos por aí, é preciso físico privilegiado. E isso Roger, que sempre se esmerou no quesito, bem mais do que lhe davam crédito, não tem mais.

A derrota do suíço para o espanhol Tommy Robredo pode ser caracterizada como uma surpresa – este tanto ainda devemos a Roger. Mas ninguém pode dizer que foi imprevisível e fora do radar.

Acima de tudo convenhamos e não esqueçamos – apesar do foco estar no bonitão, Robredo jogou o fino do fino, do começo ao fim e tem mais ver com o resultado do que Federer. É que a gente sempre espera uma mágica do Houdini. O espanhol vem jogando muito bem faz algum tempo e mostrando, após ter ficado longe do circuito por um tempo, que ainda tem muita disposição para competir. E, imprescindível para seu estilo, com muito gás e pernas – lembrem-se de suas “viradas” em cinco sets em Roland Garros, e como se moveu para bater o suíço ontem. Mas, não custa lembrar, ele é somente 9 meses mais jovem do que Federer. Será que isso pode ser uma inspiração para o topetudo?

O que nos fez pensar como Federer vai lidar com essa fase de sua carreira. Terá cabeça para lidar com as adversidades e novidades? Isso ele não tem demonstrado nos grandes momentos, que pra ele são os Grand Slams.

Se olharmos com frieza, cada GS que passa mais difícil fica para ele acrescentar outro título no seu currículo. Nos últimos três GS perdeu para tenistas fora dos Fab4, que era o máximo que lhe acontecia. No penúltimo para um tenista fora dos top100 e neste ultimo fora dos top20. Mas, lembrem-se de dois detalhes. Pete Sampras estava fora dos top10 quando venceu seu ultimo GS, aos 31 anos de idade – e ele não tinha o preparo físico do Federer, e nem adversários com o físico dos adversários do suíço. O ultimo detalhe é que nunca enterrem um grande campeão antes da hora.

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sábado, 31 de agosto de 2013 Sem categoria | 20:50

#179

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Nao pude assistir a vitória de Lleyton Hewitt sobre Del Potro. Uma pena, deve ter sido um jogo interessante. Na fase da carreira do Hewitt o tenista precisa de uma motivaçao maior para fazer um jogao. O australiano sempre teve, para pouco dizer, um pé atrás com os hermanos. Aí estava a motivaçao extra. À parte disso, Delpo nao vinha jogando bem. Sua vitória sobre Garcia Lopez já havia mostrado isso. Agora Hewitt enfrenta o fantasma Donskoy, pode passar e pegar o vencedor do Haas com o Youzhny – ambos zumbis no circuito.

Estou assistindo o Robredo enfrentar o fantasmaço ingles Daniel Evans – esse está se divertindo! O cara é #179, socou o Nishikori e botou o máscara Tomic para correr. Ótima a história que contou sobre o australiano. Pouco tempo atrás ele havia marcado quadra para treino e, na mesma quadra estava o Tomic. O pai nao deixou o filho treinar, dizendo que o cara era qualy e nao qualificado para treinar com seu filhinho. Tá bom! Se assistiu, assistiu pela TV, o filho tomar um cascudo do inglês. Lá no torneio ele nao entra.

Para animar um pouco o pessoal mais uma daquelas comparaçoes que irrita os torcedores. Sempre ouço o pessoal elogiar e afirmar que o slice do Federer é uma maravilha – nao é. Já o desse inglês fantasmao é bom. Ele sabe abaixar a bola com propriedade, algo que o Federer nao faz com a mesma qualidade, além de mudar a direçao da bola, algo que o Federer nao faz ou nao gosta – no final dá igual. É óbvio que o suíço tem um arsenal bem mais amplo, especialmente na direita e acima dos ombros, o que mais do que compensa. Pouco sei do inglês, mas já tem 23 anos e nao fez muito até hoje – dá pra ver que lhe falta experiência e consistência enquanto sobra empolgaçao. Só jogou uma única vez na chave principal de evento fora dos Futures e Challengers – em Queens deste ano, onde venceu duas partidas. Pelo tênis vistoso e agressivo vai ser interessante acompanhar se carreira do rapaz decola após o US Open.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:52

Par de quatro

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Fica um pouco difícil de compreender, se nao tao difícil de entender. Ligo a TV, para seguir as partidas do US Open. E, mais uma vez, vejo um desses absurdos que seguem alguma lógica perversa.

A partida da Quadra Central era o clássico italiano entre Flávia Penetta e Sara Errani, com vitória nao tao surpreendente da primeira sobre a segunda que, apesar de cabeça 4, nao está tao confortável sobre pisos duros e, menos ainda, jogando com uma de suas melhores amigas no circuito – além da amiga ser mais velha e uma referencia em sua carreira.

Mas, ao que me importunou. Na mesma hora, Angelike Kerber, #8, enfrentava a jovem canadense Eugenie Bouchard, a próxima grande jogadora do circuito – quem nao conhece guarde o nome, pois além de jovem (19 anos), tem ótima técnica, corpo vistoso e presença em quadra. O jogo das italianas ia de mal a pior – nada acontecia e a Penetta atropelou a amiga – e eu querendo ver a Eugenie em partida bem mais equilibrada e interessante.

Pois nao é que os quatro canais que estao mostrando o torneio – ESPN, ESPN+, SporTV2 e SporTV2HD – mostravam o mesmo jogo. Quatro canais e um mesmo jogo? Sendo que cada par pertence às mesmas emissoras?

18.50h – Bem pessoal, levo um puxao de orelhas do Romulo Mendonça, que é um dos meus narradores favoritos, dizendo que fez a partida, na integra, da canadense. Ao mesmo tempo leio o comentário do leitor que me informa que o ESPN+ está no canal 569 na NET. Assim, a ESPN tem, na NET, o canal 60, o 560, que é a mesma imagem só que em HD, e ainda o canal 569, que é o canal ESPN+. Ótimo, assim eles ficam com dois canais e duas imagens diferentes nas canais HD e um canal sem ser HD, que tem a mesma imagem da ESPNHD. Eu bem que ficava me perguntando por onde estava o Romulo e o querido Sassi, que é ótimo comentarista que faz par com o Romulo. O mesmo leitor me avisa que a SporTV repete a imagem nos dois canais. Agora, para completar, é só alguem me dizer onde e como eu assisto o tal WatchESPN. 

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013 Sem categoria | 10:17

Sucesso

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Se o mundo fosse justo, o que nao é, e se o tênis fosse um espelho dessa qualidade, o que também nao é, Rogério Silva seria um excelente jogador, tipo top10, o que tambem nao é. É muita injustiça junta. Mas o mundo continua sendo único, o tênis o melhor dos esportes em inúmeros critérios e Rogério um exemplo de esportista e caráter, além de um sucesso como tenista.

A definiçao de sucesso é ampla e discutível. Nos esportes costuma estar associada à fama e conquista de títulos. O primeiro critério é uma falácia, o segundo com certeza um dos critérios. Talvez esse critério tenha sido um tanto sobre valorizado, considerado pelo ponto de vista do esporte profissional, onde o fator “torcedor” serviu para arregimentar as pessoas, tornar possível o profissionalismo e estreitar o entendimento do esporte. Serviu também para estreitar os critérios do sucesso.

Sucesso, em qualquer área, pode também ser avaliado pela obtençao de metas e objetivos, a derrota de dificuldades, o triunfo na realizaçao de tarefas, a conquista do respeito de seus pares, a realizaçao de uma paixao em uma profissao. Todas estas facetas exigem entrega, determinaçao, disciplina, auto confiança. Mas, acima de tudo, o sucesso exige o bom senso de conhecer suas limitaçoes e se entregar à felicidade de aceitar o valor de suas conquistas dentro de parâmetros pensados e colocados, buscando incessantemente estender essas mesmas restriçoes, sem que isso cause frustraçoes que possam derrubar o propósito principal. Considerem que as definiçoes acima foram escritas de improviso, levando em conta minhas experiencias de vida, de sucessos e fracassos, o que, de maneira alguma, abrange todo o universo das definiçoes do sucesso e deixa para o leitor espaço para as suas definiçoes.

De qualquer maneira, e por mais de um ponto de vista, Rogério Silva é uma história de sucesso. Seu ranking poderia ser melhor, suas conquistas no tênis mais amplas. Mas ele sabe de onde veio, pelo o que passou, o que trabalhou e do que abriu mao. Além disso – e nao é pouco – é um homem de caráter, algo per si que exigiria definiçoes ainda mais extensas e qualidades mais raras em dias atuais.

Fico entao com; Rogério Silva é um tenista, que conseguiu reverter uma história sem brilho no tênis nacional, para uma história de superaçao – e como tenista usa essa expressao com leviandade que chega a me dar asco – através de muito trabalho, coragem, dedicaçao, entrega e por aí vai.

Vencer Vacek Pospisil – canadense que acabou de chegar às semis do Aberto do Canadá, batendo Isner, Stepanek, Berdyck e Davydenko –  após estar perdendo por 0x2, salvar sete match points, vencer dois dos três sets seguintes no TB, sendo o último deles por 12×10, após passar pelo qualy, onde também teve que vencer uma partida no TB do set final, tem que ser considerado um sucesso por qualquer prisma. Agora só lhe resta convencer o Eulício, seu pai e ex tenista, a pegar um aviao e exercer o privilégio, e coroar o sucesso do filho, de ver o filho jogar na Quadra Central contra Rafael Nadal, um tenista com características tenisticas semelhantes a do Silva.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013 Sem categoria | 10:48

Ovos

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O publico do U.S. Open em New York é conhecido por ser tanto participativo como conhecedor do esporte. Por ali muito tenista, mesmo que pangarés, e poucos sofasistas. Por isso, quando eles berram algo das arquibancadas é bom ouvir.

A americana Sloane Stephens, tenista negra louca para roubar o lugar de Serena Williams, com quem já teve estresses pela imprensa, no tênis americano, passou por essa experiência na sua primeira rodada. Como a moça jogava muito mais para panga do que para pro, seus fas, ao menos fas do tênis americano, decidiram dar uma força para nao dizer outra coisa.

A moça declarou, mais para um desabafo, que tinha uns 75 técnicos na arquibancada. “Joga na direita dela”, “saca na esquerda”, “vai pra rede” e por aí vai. Mas teve um cara que realmente mexeu com ela quando, após perder o 10 set e estar cheia de gracinhas para perder o 2o, mandou um aviso alto e claro das arquibancadas: “se você nao se acertar aquela mulher vai pegar o seu prêmio de segunda rodada”. Como Sloane nao é ainda nenhuma Serena, pelo menos em termos de conta bancária, achou melhor “get it together” como sugeriu o “coach” das arquibancadas, que merecia pelo menos um novo ingresso, se nao um jantar, já que a diferença ali era de U$21 mil.

Enquanto isso, Serena, que vive uma nova fase na carreira, onde humilhar as oponentes é só uma continuaçao do mesmo, fez a campea de Roland Garros Francesca Schiavonne reavaliar a carreira ou a aposentadoria. Deu-lhe um 6/0 6/1 e pior nao foi porque deve gostar da italiana.

Roger Federer nem entrou em quadra por conta da chuva – hoje seria uma oportunidade dos organizadores falarem algo sobre o possivel teto da quadra central. Fora isso, o japanes Nishikori, cabeça 11 deve estar pensando de onde veio esse fantasmaço inglês Evans que lhe deu de chicote. Falando em surpresa, mas seria mesmo, o Gulbis perdeu do austriaco Maurer em 5 sets após liderar por 2×1. Eu ia escrever sobre a derrota do Thomaz Bellucci, mas achei melhor nao. O brasileiro, pelas suas caracteristicas emocionais, é um tenista que precisa estar confiante para jogar seu melhor. Como isso nao vem acontecendo, entra no processo do ovo e a galinha. E nao se faz uma omelete sem quebrar os ovos.

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Francesca nos ombros de um pegador de bolas.

 

 

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013 Sem categoria | 11:30

Carpe Diem

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Carpe Diem. Estou cada dia mais ciente da frase eternizada por Horácio, da qual faço a adaptação à minha realidade. Para quem não sabe o significado, é algo na linha de “aproveite o momento” e suas consequências filosóficas. Ontem à noite, enquanto me preparava para digitar esta coluna, minha mulher começou a assistir ao filme Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, e pensei imediatamente que valia uma reavaliada.

Como com frequência acontece, algo eu pesco para minhas analogias com o tênis. O filme arrisca menos na declamação de poemas do que eu lembrava e esperava, ao contrário de um “Shakespeare Apaixonado”, algo mais ao meu gosto no uso da poesia, especialmente a do mestre. De qualquer maneira é ótimo ouvir/ler Whitman e Trudeau, especialmente nos dias de hoje e ainda condenado a São Paulo.

O filme é ótimo em vários aspectos e sofre em outros. A história acontece em 1959, quando posso imaginar a vida em uma academia para garotos na tradicional costa leste americana. Os acontecimentos, em especial de um dos personagens, me levaram a pensar sobre o livro “Na Praia”, onde o autor Ian McEwan deixa claro que por pouquíssimos anos as razões que causaram o drama da história se tornariam inviáveis pelos acontecimentos culturais e sociais que mudaram o mundo nos anos sessenta. No filme, aquela rigidez de pais e escolas estava prestes a ser abalada pela revolução dos anos sessenta, algo sobre o que os poetas beatnicks já estavam escrevendo enquanto o pessoal ainda lia Trudeau na caverna, um poet/pensador que seria revigorado nos anos sessenta.

No entanto, Neil, o rapaz que queria ser ator, e não médico como insistia e ordenava seu pai tirano, não consegue lidar com a frustração de se ver enviado para uma escola militar e dali para estudar medicina em Harvard, e mete uma bala na cabeça. Achei apelativo, dava pra criar um drama sem essa covardia do personagem. Afinal, estudar medicina em Harvard não é o fim do mundo e em uns três anos, Neil poderia mandar seu pai catar coquinho e fazer o que quisesse de sua vida. Acabar com sua vida foi uma covardia que me chocou e não condiz com o que o filme prega.

Roger Federer deve estar vivendo algum tipo de crise ao se olhar na chave e descobrir que é somente o cabeça de chave #7. É pouco para quem passou quase uma década construindo a fama de ser melhor do mundo e deve ser uma certa angustia pensar em um futuro que não irá ficar melhor, pelo menos como tenista. Sentiu-se até obrigado a fazer uma declaração de que está em Nova York para vencer o torneio – não para participar, o que não disse. Afinal são pouquíssimos os que estão na cidade com essa real intenção – menos do que cabe na minha mão.

Apesar de alguns sofasistas ficarem todos assanhados ao pregarem o fim da era Federer, chamando-o de acabado e por aí afora, o suíço não se encolheu, não largou raquete, não ameaçou terminar a carreira e obviamente não meteu uma bala na cabeça. Está na cidade, para o que der e vier, até porque o que o separa de tais sofasistas é tanto a capacidade de realizar como a tranquilidade de quem já fez. E o que vem por aí é uma série de jogos que poucos anos atrás não lhe desmanchariam o topete, mas que hoje em dia não dá mais para apostar. É óbvio que será triste e um desapontamento vê-lo partir pelas mãos não tão talentosas de um Zemlja, Giraldo, Querrey, Nishikori, Robredo ou mesmo um Tomic, todos em seu possível caminho para pegar Rafa Nadal ainda, quem diria, em uma quarta de final. Isso se o espanhol passar por outros, incluindo o grandão Isner na oitavas.

A fila anda, o mundo muda e o tênis se recicla. Dos anos 50 para os 60 foi um ganho enorme e com uma série de consequências benéficas para todos. Não estou vendo, pelo menos ainda, como o mundo do tênis ficará melhor com as inevitáveis e imediatas mudanças.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013 Sem categoria | 09:49

Nao vai dar

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Maria Sharapova está fora do U.S. Open. Essa é a notícia de hoje. A razao alegada sao problemas no ombro direito, o mesmo que a forçou ficar longe das quadras por 10 meses após cirurgia.

Desde Wimbledon, onde perdeu na 2a rodada, jogou Cincinnati e perdeu na 1a rodada. Isso após despedir seu técnico de anos, contratar Jimmy Connors e o despedir após a derrota na 1a rodada de Cincinnati. Esta semana inventou essa história de mudar de nome, causou maior agitaçao, voltou atrás, foi a New York para divulgar seu negócio de balas e agora diz que nao vai jogar. Se sabia hoje, provavelmente sabia dias atrás. Mas, uma coisa de cada vez. Primeiro divulgamos o que dá grana e nao pode esperar – New York é o lugar que agita. Depois o que realmente importa aos fas do tênis que compraram ingressos para vê-la jogar. As ultimas semanas foram agitadas para a russa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013 Sem categoria | 12:40

Distintas

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Ainda estou tentando compreender a decisão da atual campeã de Wimbledon, a francesa Marion Bartoli, de abandonar a carreira, semanas após conquistar o torneio de Wimbledon, o maior feito de sua carreira. É algo simplesmente inexplicável, apesar das explicações da moça. Para tentar entender sua decisão, avalio o contraponto, sendo este a anunciada decisão de Maria Chatapova (me sinto bem mais à vontade em mudar o nome da moça agora) de mudar seu nome, para logo em seguida anunciar que não mais o faria.

Existem duas personalidades mais distintas do que as de Marion e Maria? A francesa, uma graça de pessoa e muito mais simpática e generosa do que a russa, sempre foi o patinho feio do circuito, pelo descuido com seu visual, o tênis não ortodoxo, para dizer pouco, os métodos de treinamento adotados pelo pai/técnico e a total ausência de charme ou carisma. Do outro lado a Maria, arrogante e antipática, que faz todos os esforços possíveis em sem par no circuito, para ressaltar o que tem em dotes físicos, porque se for por outros dotes, tipo simpatia, morre dura, e um comprometimento perene e incansável em faturar em cima da própria imagem.

Marion vai completar 29 anos em outubro, uma idade em que a decisão de abandonar tudo por conta de ter o corpo cansado – razão alegada – surpreende. Maria tem dois anos a menos e parece que ainda vai longe. Pode-se alegar que Marion sempre carregou quilinhos a mais em quadra, o que uma hora cobra o preço, como tinha treinos físicos extenuantes, o que também cobra um preço. Mas o que instiga é a opção de fazê-lo após chegar ao paraíso – conquistando o “maior” torneio de todos.

Considerem o que a moça poderia faturar nos próximos doze meses. Os franceses tem uma séria carência por vencedores de Grand Slam, especialmente Wimbledon, e uma economia razoável capaz de gerar bons patrocínios. É verdade que um ou dois conselhos femininos/marketeiros da russa, mais do que dobrariam os números. Isso sem contar a maravilha que seriam as mordomias, inclusive as financeiras, no próprio circuito, o real “escritório” dos tenistas profissionais. Uma campeã de Wimbledon demanda, e consegue, coisas que vossas imaginações sequer cogitam. Na pior das hipóteses, jogando o que fosse, Marion seria alguns milhões mais rica e viveria no paraíso durante um ano que fosse, algo que toda criança que um dia pegou uma raquete sonhou. Foi-se com o vento.

Enquanto isso, Maria, mesmo perdendo precocemente em Wimbledon, e na 1ª rodada do único torneio que jogou desde então, e fracassando no relacionamento com seu recém contratado técnico, conseguiu agitar a mídia americana ao divulgar que ira mudar seu nome para Maria Sugarpova durante o US Open. Isso mesmo! Ele teria ido a um cartório para requisitar a mudança, algo que explodiu na imprensa americana e não só na esportiva. Logo em seguida avisaria que a mudança não mais aconteceria. Tudo isso só serviu para agitar o lançamento de uma linha de assessórios que acompanham agora a linha de doces da moça, lançada exatamente um ano atrás, com o nome de Sugarpova. Marion, com sua personalidade, talvez esteja dando graças a Deus de não ter ido a Nova York, onde o US Open começa na próxima 2ª feira, e ser ofuscada na mídia em sua maior hora pela moça dos doces.

Maria Sharapova candy line called sugarpova

 

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