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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 Sem categoria | 12:43

Surpresa?

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Surpresa? Nao! Berdich, neste torneio, jogou como nunca e, na hora da onça beber água, perdeu como sempre. Chegou à semifinal sem perder um set. Arrancou o 1o set de Andy Murray na marra. No início do 20 set, quando deveria pisar no acelerador, afinal valia vaga na final de um GS, jogou como uma menininha. Levar um 6/0, após brigar mais de uma hora para vencer o set anterior, em uma semi de GS, é coisa de juvenil.

No terceiro lembrou que o jogo era de campeonato, mas a viagem continuou e o passeio de Murray também. Aí o cara acorda para a realidade no 4o set  e quer virar o jogo. Acha que do outro lado da rede está o ·90 do mundo? Murray entrou com a faca nos dentes e assim ficou até o fim – sem perdao.

O banho final da realidade berdichiana foi na 4×4 do 4o set. Mostrou mais uma vez que treme nos graaandes momentos. Jogou muito mal, dupla falta à la sharapova no 15×30 e uma esquerda medrosa no 15×40. Ciao.

Murray nao se fez de rogado. Cravou o prego no caixao como manda o figurino. Nao deu uma frestinha no game. O Berdich que vá sonhar com aquela escancarada no 2o set pelos próximos meses.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014 Roger Federer, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 13:43

Curtas no US Open

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Algumas curtas e grossas do US Open.

Nem Roger deve estar acreditando que Manofills jogou a vitória de volta no seu colo para a sua alegria e da torcida novaiorquina. A maneira como escapou no primeiro match point foi inesquecível: um dos voleios mais vacilantes da carreira surpreendeu o francês que jogou a bola fora. Depois de perder os dois MP, Monfa passou a jogar menos da metade do que pode e 1/10 do que jogou nos dois primeiros sets – o que diz bastante de seu potencial técnico e de sua deficiência no quesito mental.

O Topetudo enfrenta agora Marin Cilic, o que nunca foi. O apático croata era para ter sido um dos grandes de sua geraçao, mas aquela postura gelada em quadra sempre foi um breque de mao em sua carreira. Agora, após um longo repouso forçado, por ter ingerido o que nao devia, ao que parece sem saber, volta com mais disposiçao e com Goran Ivanisevic, que sempre foi seu mentor, como técnico, o que deve trazer um pouco de alegria à sua vida.

Marcelo Mello continua entra a cruz  e a espada. Seu parceiro Ivan Dodig, que é um singlista também, ao contrário da imensa maioria dos duplistas do circuito é sempre uma caixinha de surpresas. Pode tanto ser o melhor como o pior jogador em quadra. No dia que está a fim é ótimo parceiro. No dia que está com a maca é um coveiro.

Como escrevi, os espanhóis enviaram mais de uma ótima opçao de duplas para o confronto da Davis. A dupla Granollers e Lopez, que a princípio nao é a titular, já que o mágico Granollers será titular nas simples, está nas finais do US Open. E como entendem a arquitetura das duplas esses dois. O Lopez é um gênio no jogo de fundo da quadra nas duplas.

Como já expliquei antes – em post ou twitter – os BryanBros estao na maior fissura para vencer o US Open – seria a 100a conquista da dupla gringa, numero para ninguém botar defeito e para fazer a alegria da mídia americana. Pelo menos na final deve haver algum nas arquibancadas. É uma tristeza ver a imeeensa maioria dos assentos vazios nas duplas.

A pirigueti Hingis nao consegue mesmo se decidir se é ou nao uma tenista. Já se aposentou, e voltou, nao sei quantas vezes. O pior é que a moça é tao talentosa – ou as outras sao tao ruins? – que está nas finais de duplas femininas com a italiana Penetta, que é parceira também fora das quadras. E nao duvido que vençam.

 

 

 

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segunda-feira, 2 de junho de 2014 Sem categoria | 08:07

L’instant décisif

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A mais badalada exposiçao da atualidade em Paris acontece no Museu Pompidou com o trabalho do fotografo Henri Henri Cartier Bresson, um ícone da fotografia mundial. Bresson, falecido em 2004 aos 96 anos, teve vida e carreira intensa, sendo considerado por muitos o maior de ofício. Seu trabalho permaneceu fiel ao seu estilo, mesmo ao se adaptar às novas circunstâncias, políticas, pessoais, de carreira e tecnológicas, sendo um dos que concretizaram a reportagem fotográfica no planeta. Seu estilo, muito imitado até hoje, é reconhecido, mesmo que você nao saiba o que está vendo, e a melhor maneira de entrar em contato com seu trabalho, se você nao está em Paris, é mesmo dar um google-imagens em seu nome.

No entanto, para encurtar o caminho e ir ao ponto do Post, seu estilo foi caracterizado, em muitas de suas fotos, por algo que ele chamava de L’Instant Décisiv, ou, óbvio, “O Instante Decisivo”, algo que ele foi buscar nos escritos do Cardeal de Retz – “nao há nada neste mundo que nao tenha um momento decisivo”.

Já escrevi antes a respeito do assunto no tênis. Lembro que na época alguns sofasistas, ou talvez simplesmente pessoas com a imaginaçao ou cultura curta, se rebelaram afirmando que um partida de três horas nao pode ser resumida a um ponto, ou momento decisivo. Nao pode, porque uma partida, especialmente as melhores de cinco sets, sao batalhas complexas e estenuantes. Mas nunca foi isso o que escrevi, apesar que sei da dificuldade de alguns tanto com o que é dito como com o que é escrito. Paciência.

Ontem duas partidas tiveram um momento decisivo que mudaram e decidiram o resultado. O primeiro no confronto entre Roger Federer e Ernst Gulbis. O suíço venceu o 1o set e sacou no segundo em 5×3, tendo 40×15 e um smash na mao, quando, com aquela dose de displicência pela qual tornou-se conhecido, escolheu o lado errado permitindo que o adversário devolvesse, ganhasse ponto, o game e o set. Dificilmente Federer perderia uma partida com 2xo em sets, e mais difícil ainda um tenista com o perfil de Gulbis encontraria força e seu coraçao para virar tal jogo.

O segundo exemplo foi ainda mais evidente. Sam Stosur liderava Sharapova na SL em um set a zero e 4×4 no 2o set. Até aquele momento Stosur tinha a partida sobre controle, com Maria instável, cometendo erros e especialmente nervosa após levar uma puniçao de tempo e cometer uma dupla falta.

No primeiro ponto de 4×4 Stosur sacou e errou. Quando se preparava para sacar o 2o serviço, o telefone de um coitado na 3a fila, ao lado de Sharapova, começou a tocar bem alto. Maria levantou a mao. O cara, de tao nervoso e vaiado, nao conseguia tirar o celular do bolso e desligá-lo. Depois de muita luta conseguiu. Stosur sacou e, advinhem, dupla falta. Ficou irada, talvez até porque o árbitro, para sua e minha incompreensao, nao lhe deu um let e primeiro serviço considerando o tempo que teve que esperar pelo fulano. Perdeu o game de 0x40 e o game seguinte Maria fechou o set também em 40×0.

Sabem quantos games Stosur fez após aquele momento decisivo? Nenhum.

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domingo, 1 de junho de 2014 Sem categoria | 11:19

Trator

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A Eugenie Bouchard passou como um trator por cima da alemã Kerber. A canadense que treina na Florida desde os 12 anos é o maior jovem talento que desponta. Para a frustração dos americanos, que são quem estão formando a garota mas vai ficar sem a glória.

Ela é treinada pelo Nick Saviano, ex tenista que tem sua própria academia, após trabalhar com a federação americana. A moça tem golpes, atitude, confiança e postura. Tem só 2o anjinhos e já é top20, sendo este o seu segundo ano nos Slams.

Como eu escrevi ontem, Murray mal dormiu ontem. Além disso ficou tostando na cama e disse, ainda em quadra, que às 5hs estava pronto para jogar.

Esse negócio de para 7×7 no quinto set não é mole não. A cabeça fica a mil por hora, geralmente pensando bobagem, do tipo como deixou escapar este e aquele ponto.

Mas isso também não explica o quanto mal o escocês jogou o fim da partida, onde venceu por 12×10. Estava totalmente nervoso e travado. Os nervos admitiu ainda em quadra. A travada todos fingem que não acontece. Inclusive os entrevistadores Pioline – e como ele é ruim, volta e meia vaiado pelas bobagens – e Santoro. A gozacao ficou pelo fato de Santoro ter dito que não excedeu nenhum telefonema de volta sobre a oferta de ser técnico do britânico, com Pioline aproveitando e lhe entregando um cartão em quadra. A posição de técnico do mala é o emprego mais cobiçado no circuito. As pessoas deveriam pensar bem no que desejam. Depois conseguem….

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quinta-feira, 29 de maio de 2014 Sem categoria | 09:46

O novo cachorrao

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Estou na QC assistindo Nadal, de tênis e blusa azul anjinho, enfrentando aquele que pode vir a ser o próximo cachorro do circuito, o austríaco Dominic Thiem.

O garoto tem bola, uma esquerda de dar gosto, que com o tempo será tão boa ou melhor do que a do Wawkinka, batida com uma única mão, muito estilo, força e eficácia – uma coisa linda de se ver.

A direita ele gosta de enfiar mão e tem confiança. Não é tão correta quando o back, mas ele tem a audácia necessária para ela ser perigosa. Para tal ele usa bem sua cintura – ele é bem mais ancudo do que o normal. A bola anda muito, mas dá para ver que ele mesmo ainda não tem a dosagem correta e final do golpe, mas deverá se desenvolver em um tremendo golpe. Com o tempo, ele dirá o quanto e quando ele se tornará um grande jogador, deve ajudá-lo equilibrar o uso e a medida dos dois golpes, sabendo o quanto pode e deve fazer com cada um deles e a que horas.

Não vi o bastante dele junto à rede para dizer, mas dá pra dizer que não é nenhum cego. O saque é bastante bom, sem ser excepcional, e deve melhorar com o tempo. É arrojado, confiante e até agora mostra ótima atitude em quadra. Afinal é um garoto de 19 anos e o mais novo de todos os atuais top100.

Veio para a QC com intenções de incomodar e jogar solto. Mas, mesmo com todas as qualidades acima, ainda é um pouco cru, não sabendo exatamente como equilibrar grandes bolas com bolas necessárias e ataques incisivos com ataques imprudentes, algo que só a quilometragem em quadra trará.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Roger Federer, Roland Garros, Sem categoria | 13:46

Assustador

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O que separa a quadra 17 e a Quadra Suzanne Lenglen é bem mais do que a distância, onde ficam as quadras de treino, entre as duas.

Na SL o publico tem outras expectativas, além de outras acomodações. Ali jogam franceses e cachorroes. Os oponentes são convidados.

Saindo da q17 fui para SL para acompanhar Roger, El Boniton. Afinal não se sabe, como já escrevi, quando será a última vez, só sei que não está muito distante.

O rapaz é impressionante. Em especial contrastando com o argentino nanico que o enfrentou. Roger está cada dia mais mascarado, ou cool, vocês escolhem. Postura e altivez é que não lhe faltam. Além disso é uma elegância ímpar – jogando ou na pose.

O argentino não jogou metade do que jogou com o português Elias. Mas o também este não joga um décimo do que joga Federer.

O suíço continua o mesmo e não vai ser agora que vai mudar. Joga para o gasto. Vai devagar, na maciota. Se o outro se enche de graça aí então ele engata uma terceira e começa a acelerar. E o que a sua diReita anda é uma brincadeira. A esquerda é bonita, mas está cada dia mais frágil aos constantes ataques, já que todos sabem que ali é a mina. Até porque não dá pra ficar alimentando aquela direita.

O argentino nunca se soltou e nunca jogou o que sabe. Vai poder contar para os netos que deu duas curtinhas e três lobos no Federer, mas não vai dar para contar muito mais. Roger, que teve a companhia das gêmeas nas arquibancadas chegou a trocar a camisa no início do 3o set, não por conta do suor – ele não sua, muito menos no frio que fez hoje – deve achar que fez um bom treino para coisas mais sérias que terá pela frente.

Seu próximo jogo é contra o brincalhão Rtursonov, que ninguém, nem ele, sabe como jogará. Pode brigar como um cossaco, mas pode simplesmente pirar e deixar para outro dia.

Eu quando vi que a partida seria mais um passeio do que um jogo puxei o carro e fui para coisas melhores.

Peguei um jogo entre o Berdich e o casaque Nedovyesov, sentado na primeiríssima fila imprensa da Quadra 1, o melhor lugar, de longe, para assistir uma partida em RG que foi a partida do dia. O checo venceu em quatro sets difíceis (após perder o primeiro e se apertar nos dois seguintes). Mas vou lhes dizer uma coisa – assustador!

O que os dois deram de pancada nas coitadas das bolinhas foi uma grandeza. Especialmente o Berdich, que quando viu a coisa ficar preta enlouqueceu e começou a espancar a canarinho. Duvido que alguém pegue tão pesado quanto esse cara. E ao vivo é simplesmente inacreditável. Foi um espetáculo. Só posso dizer que o cara é um animal.

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Roland Garros, Sem categoria | 13:11

Fiasco

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Pior promessa é a que não se cumpre. Fui seco para assistir o jogo do Dolgolpov, contra o Granollers, por que sabia que algo bom podia sair alí. Afinal são dois tenistas fora da caixa que utilizam um reduzido arsenal para incomodar muita gente. E Dog anda em uma fase boa, um bônus bem vindo.

O ucraniano começou demolidor, abrindo dois sets. De repente deixou o outro gostar do jogo e perdeu os próximos dois. Foi quando acusou uma contusão e pediu atendimento. Pouco adiantou e acabou perdendo no quinto. Não sei quanto a contusão teve a ver com a viajada, mas com certeza ele vai dizer que foi a razao da derrota.

Esse jogo aconteceu na quadra 17, uma quadra que até o ano passado era usada esporádicamente e agora, pelo memos na primeira semana, eles estão usando direto.

apesar de ficar lá onde o Judas perdeu aS botas, é a ultima do atual complexo, eles encorparam a arquibancada e ajuda a desafogar um pouco a rodada e o publico. Ali dá pra ver o jogo bem de perto, que era a minha expectativa, mas jogo foi um fiasco.

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terça-feira, 13 de maio de 2014 História, Masters 1000, Rafael Nadal, Roland Garros, Sem categoria | 16:57

Frustrati

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Imagino que os italianos sejam tao frustrado quanto os franceses como fas do tênis. E ambos mais do que os brasileiros – e nós sabemos o quanto somos.

Por que estou mexendo nessa angustia? Ontem quatro italianos jogaram na primeira rodada de Roma, incluindo o MalaFognini. Três deles perderam – o que ganhou bateu um dos outros três! Um péssimo dia para o orgulho romano, especialmente naquele imperial local construído pelo baixinho careca.

Os romanos devem ter uma saudades danada do Adriano Panatta, o maior jogador italiano desde Nicola Pietrangeli, que foi maior do que o Adriano e de quem deve ter saudades maiores. Este era um talento, dono de um tênis fácil, vistoso, agressivo, esqwuerda fácil e bonita, direita continental; vivia na rede, mesmo no saibro, seu melhor piso. Teve o azar de ser contemporâneo do Bjorn Borg (6×9), o que foi o mesmo que ser hoje contemporâneo do Rafa na terra vermelha. Seus confrontos com Borg sao lendários, até pelo confronto de estilos. No Foro Italico se enfrentaram uma vez em 1978, uma final memorável com vitória do sueco no 5o set, com o público indo à loucura e Borg, que disse ao juiz que se lhe atirassem mais uma moeda na cabeça sairia da quadra. Nao atiraram, ficou e ganhou. Em compensação, Panatta foi o único tenista a bater Borg em Roland Garros, em 1974 e 1976, quando ganhou o título e também, duas semanas antes, o Aberto de Roma, para o ultimo delírio dos romanos que torcem como nenhum outro público na Europa.

Mas esses bons tempos romanos acabaram e de lá pra cá os italianos nao tiveram mais ninguém sequer na final de Roma – duvido que o tal Fognini venha a ser esse cara. E hoje, ainda 3a feira, com as derrotas do Seppi e do Bolelli, nao sobra um paisano na chave para contar a história.

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terça-feira, 8 de abril de 2014 O Leitor no Torneio, Sem categoria, Tênis Brasileiro | 00:23

A leitora em Indian Wells

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Recebi um email da leitora Denise, que compartilho com vocês, onde ela conta sobre sua visita a Indian Wells. Está um pouco fora do prazo, mas vale pelo carinho e o esforço. E por ela ter pego a Highway 1 no caminho para San Francisco.

Olá Paulo, como vai ?

Gostaria de dividir com você e com os amigos do Blog minha experiência no torneio de Indian Wells, no entanto, como este já terminou faz algum tempo e minha viagem incluiu também conhecer o Grand Canyon e ir de Los Angeles a São Francisco pela Highway 1 só retornei a São Paulo neste último final de semana. Se você achar que ainda vale a pena…

Abraços e Obrigada.

Denise.

 

Olá pessoal,

Estive no torneio de Indian Wells nos dias  7, 8 e 9 de março e gostaria de dividir com vocês minha experiência. Prefiro sempre as primeiras rodadas pois além de preços mais acessíveis, tenho a oportunidade de ver em ação todos os cachorrões e também os jogos nas quadras menores, apreciando tudo bem de pertinho. Nelas é que se tem a verdadeira noção de como os caras batem na bola e o quanto ela anda.

É um torneio incrível, disparado o que eu mais gostei (já estive em Miami e Roland Garros).

O lugar é lindo, adorável, proporcionando uma linda vista das montanhas ao fundo, infraestrutura e organização irretocáveis, alamedas muito amplas para circulação do público (isto foi  justamente o que me fez não gostar tanto de Roland Garros, tudo lá é muito apertado pra tanta gente), opções de alimentação pra todos os gostos e bolsos, sem contar que vivenciar o dia a dia, o clima destes grandes torneios é indescritível.

Quando cheguei na sexta ao Indian Wells Tennis Garden fui diretamente às quadras de treinos – você pode verificar no telão não só a Ordem de Jogos do dia mas também a programação detalhada das quadras de treinos com horários e jogadores que estarão em cada uma delas. É uma oportunidade incrível de ver diversos jogadores bem de perto, algumas inclusive são mais disputadas que várias quadras onde jogos estão rolando. Ficamos (eu e meu marido Gui) zanzando por lá umas duas horas.

O primeiro jogo que vimos foi Roger/Stan x Bopanna/Qureshi. Quadra 2 lotada, e o Gabashvilli, que ganhou o confronto anterior ao inicío deste jogo,  brincou dizendo que agradecia a todos por estarem lá para prestigiá-lo… Foi muito engraçado.

A seguir vimos o segundo set da vitória do Marcelo/Dodig x Mirnyi/Youzhny .

Quem me conhece sabe que eu não poderia deixar de ver o meu ADORADO ANDY. Assisti  a 3 jogos dele (2 de duplas e 1 de simples) e foi o máximo poder apreciar, ao vivo, toda sua habilidade e mais do que isto, toda sua complexa personalidade. AMEI!

O primeiro jogo dele que assisti foi o de duplas Mar/Mur x Mon/Mon (traduzindo – Marray/Murray x a inusitada dupla Monfils/Monaco). Jogo cheio de lances geniais, o Monfils é diversão garantida.

Além das duplas assisti a Azarenka levar um pneu e perder seu jogo, um pouco do jogo da Carol e também o da Jankovic.

Se na sexta vimos muitas duplas, no sábado apenas o jogo do Bruno/Peya x Butorac/Klassen. Jogo bastante difícil e muito bem disputado. Vitória nos detalhes. O Marcelo, o Cris (preparador físico do Bruno e do Marcelo) e o Scott Davidoff (técnico do Peya e do Bruno) sentaram bem na nossa frente. Aliás o Cris, super gente boa, me emprestou uma toalha para que eu me protegesse do sol.

Nas simples vimos um set do jogo da Maria, Anderson x Hewitt, Federer x Mathieu, Murray x Rosol e finalmente Nadal x Galã de Praga. Os jogos na Central são quase sempre mornos, só deu uma esquentadinha porque o Andy e o Nadal nos fizeram o favor de perder o primeiro set de seus jogos. No geral, nas quadras secundárias é que você encontra emoção. A propósito, por lá também existem pessoas que não respeitam os assentos marcados. Neste caso o pessoal da organização resolvia tudo com muita simpatia e eficiência.

No Domingo fomos direto para a quadra 5, onde aconteceu o jogo entre Marray/Murray x Bruno/Peya.  Aí sim, vi o Andy bem de perto, seu talento, suas belas jogadas, suas caras e bocas, suas lamentações (Bad Day!!!) e rabugices. Valeu cada minuto.

É claro que torci muito pela vitória do Bruno e ela veio de forma super merecida pois ele e o Peya jogaram demais.

E o Bruno, como sempre, é o máximo…

Vimos também um pouco da Carol x Secretária, Djoko x Hanescu, Benneteau x Tsonga. No restante do dia ficamos passeando pelas quadras e curtindo o ambiente agradável e super bem cuidado das alamedas, jardins e áreas de alimentação, onde nos finais de tarde sempre havia um show musical. Vale ressaltar que o número de brasileiros por lá não chega a um décimo se comparado a Miami. Não ouvi ninguém gritar “Vai Curintia”!

Foram 3 dias sensacionais e muito intensos, os quais não consigo traduzir em palavras. Fiquei exausta e imensamente feliz. É também viciante; já estou pensando em qual será o próximo …      Abraços. Denise.

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quarta-feira, 5 de março de 2014 Sem categoria | 17:35

Bate bola

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Desde quinta-feira estou fora de Sao Paulo em um condomínio. Desde entao, diariamente, bato umas bolinhas com meu amigo, e ex pupilo, Cássio Motta. O horário é no fim da tarde, quando o sol já nao castiga e a temperatura deste louco verao fica uma delícia para a prática do tênis.

Nao ficamos muito tempo em quadra – uma hora. Mas rende muito e diverte barbaridades. Desde os tempos de jogador ele é um tenista que adora bater bola. E desde aquela época curtimos jogar sem errar – nao é raro quando já na primeira troca ficamos sem errar por mais de 100 batidas da bola. Investimos muito nos acertos, focando e controlando.

Cássio é talvez o tenista com os melhores golpes, como um todo, que já apareceu em nosso tênis. Clássico, seus golpes sao límpidos e redondos de ambos os lados, assim como dono de um saque totalmente clássico e fluído. Ninguém por aqui, e por aí também, pegou tao pesado na direita, um canhao até hoje, que agora para ser um golfista de handicap 3. Sua devoluçao de saque de revés nas duplas era meio ponto ganho. Nunca é demais lembrar que ele foi #3 do mundo em duplas e ficou entre os 70 melhores em simples uma década.

Cássio adora jogar com bolas usadas e, de preferencia, um pouco murchas. Também nao se importa se forem novas. Mas as murchas oferecem mais controle, nao pipocando pela quadra – ele adora trabalhar o controle das amarelinhas. É nessa viagem que entramos diariamente. Lógico que sempre me faz pensar em todos os pangas, especialmente os juvenis, que fazem da força a sua prioridade, abrindo mao do controle. Sem o segundo o primeiro é inútil.

Após os treinos sentamos nas cadeiras na lateral da quadra e colocamos a conversa em dia com os mais variados assuntos. Uma parte do treino, nos dias de hoje, tratada como imprescindível. Os temas muitas vezes sao iniciados no próprio bate bola.

Hoje acordei mais cansado do que os outros dias. Nao sei se foi porque após o treino, o banho e o lanchinho ainda fiz um exercícios para as pernas para salvar meu joelho. Talvez tenha sido porque minha mulher se empolgou e quis assistir um segundo capítulo da nova season de House of Cards, sendo que o primeiro acabou a 1h da manha. Um excesso.

Acordei com uma imnhaca de prostar. Estava na dúvida se hoje seria o pior dia de nossos treinos, ou o melhor, por pura necessidade e consequente foco. Pensei que uma chuva leve e insistente que caiu boa parte do dia fosse decidir o assunto por mim. Mas a chuva parou.

 

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