Publicidade

Arquivo da Categoria Roland Garros

terça-feira, 13 de maio de 2014 História, Masters 1000, Rafael Nadal, Roland Garros, Sem categoria | 16:57

Frustrati

Compartilhe: Twitter

Imagino que os italianos sejam tao frustrado quanto os franceses como fas do tênis. E ambos mais do que os brasileiros – e nós sabemos o quanto somos.

Por que estou mexendo nessa angustia? Ontem quatro italianos jogaram na primeira rodada de Roma, incluindo o MalaFognini. Três deles perderam – o que ganhou bateu um dos outros três! Um péssimo dia para o orgulho romano, especialmente naquele imperial local construído pelo baixinho careca.

Os romanos devem ter uma saudades danada do Adriano Panatta, o maior jogador italiano desde Nicola Pietrangeli, que foi maior do que o Adriano e de quem deve ter saudades maiores. Este era um talento, dono de um tênis fácil, vistoso, agressivo, esqwuerda fácil e bonita, direita continental; vivia na rede, mesmo no saibro, seu melhor piso. Teve o azar de ser contemporâneo do Bjorn Borg (6×9), o que foi o mesmo que ser hoje contemporâneo do Rafa na terra vermelha. Seus confrontos com Borg sao lendários, até pelo confronto de estilos. No Foro Italico se enfrentaram uma vez em 1978, uma final memorável com vitória do sueco no 5o set, com o público indo à loucura e Borg, que disse ao juiz que se lhe atirassem mais uma moeda na cabeça sairia da quadra. Nao atiraram, ficou e ganhou. Em compensação, Panatta foi o único tenista a bater Borg em Roland Garros, em 1974 e 1976, quando ganhou o título e também, duas semanas antes, o Aberto de Roma, para o ultimo delírio dos romanos que torcem como nenhum outro público na Europa.

Mas esses bons tempos romanos acabaram e de lá pra cá os italianos nao tiveram mais ninguém sequer na final de Roma – duvido que o tal Fognini venha a ser esse cara. E hoje, ainda 3a feira, com as derrotas do Seppi e do Bolelli, nao sobra um paisano na chave para contar a história.

Autor: Tags:

segunda-feira, 5 de maio de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 15:48

Minhocas

Compartilhe: Twitter

Rafael Nadal debe estar começando a sentir uma pontada de pressao. Afinal, sua temporada européia, seu mais seguro ganha pao, nao está nada como ele gostaria e planejou. Para piorar, eu diria que o Torneio de Madrid nao é exatamente seu torneio favorito, pela leve altitude, semelhante a Sao Paulo, mas que já faz uma diferença em seu jogo, e no de seus adversários – bem, pelo menos o saibro é vermelho, nao azul.

Com a saída de Djokovic em cima da hora, o evento ficou dividido em dois de maneira bem singular. A chave de cima ficou com Nadal, Federe, Murray, Berdich e Tsonga – um belíssimo torneio em si. A de baixo ficou capenga. Ali estao Wawrinka, Ferrer, Nishikori e Fognini, um quilate bem diferente.

Teoricamente, a saída de Novak é boa para Nadal. Se ele for à final entao é ótima. O espanhol sabe que, pelo menos no saibro, seu maior rival atual é o servio. Mas, antes disso, pode ter que passar por Haas, Dimitrov ou Berdich, e Federer, todos tenistas que se aproveitam melhor da velocidade de Madrid.

Se Nadal vencer em Madrid mostrá que está afiadissimo, já que eu pelo menos nao conto com essa conquista. Nas minhas contas, que podem estar furadíssimas, ele deve buscar entrar em ritmo esta semana, arrancar o melhor resultado possível, ficar muito bravo por nao conquistar nenhum título no saibro europeu e se concentrar em vencer Roma – onde já venceu 7 vezes – para chegar confiante, mais descansado do que o normal; mas nao com tanto ritmo, o que pode lhe custar caro.

De qualquer maneira, ele já está fora de sua curva normal. Seu resultado em Madrid, ou a falta dele, pode começar a colocar minhocas em sua cabeça e, tao importante, na de seus oponentes para Roland Garros, onde ele tem, sem dúvidas, a meta de um dia vencer 10 vezes o torneio e seus oponentes, assim como o público francês, a meta de acabar com essa dinastia.

Autor: Tags:

segunda-feira, 21 de abril de 2014 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros | 14:49

#1 e #2

Compartilhe: Twitter

A lógica feminina sempre me fez tremer. Especialmente nos momentos de estresse mútuo. Como assistir a uma semifinal de Monte Carlo nao é nem um pouco estressante, nao vejo nenhum mal nela – a tal “lógica”. Nas partida entre Roger Federer e Novak Djokovic, minha mulher mulher me informou, em tom casual, que estaria torcendo pelo Topetudo Federer. Até aí nenhuma surpresa, até porque ela nunca foi torcedora do sérvio, enquanto anda bem desapontada com Federer e seu topete. Aliás, a torcida do Djoko é bem abaixo do esperado, visto os resultados do rapaz. Mas isso já sao outro 500 quem nem o público que invadiu o MCCC faz questao de explicar.

Passado alguns segundos, como se fizesse um suspense que nem percebi, ela continuou seu raciocínio. “Vou torcer pelo Federer para ver ele perder a final para o Wawrinka”. Ahh, a torcida dela era, na verdade, pelo quase eterno #2 suíço, que agora é #1 para a frustraçao do outro. Mas torcer pelo Stan nao lhe era o bastante. Ela queria o rapaz vencendo na final o Boniton, seu histórico algoz. Isso sim é torcida.

Quando relatei o assunto a um amigo – um dos melhores tenistas de nossa história – ele de bate pronto concordou com ela. E ainda, pensando em voz alta, emendou: atualmente eu torço contra o Djokovic e aquele outro, como é o nome dele – Murray, fazendo uma cara de quem nao comeu e nao gostou. E torço a favor do Federer e do Wawrinka. Mas na final vou torcer pela #2 – no caso ele se referia à Wawrinka, que nao é mais o #2, e sim o #1 da Suíça.

Nao posso dizer que a torcida monegasca, que nao é monegassca coisa alguma – sao franceses e italianos que lá vao – torceu descaradamente pelo Roger. O carisma do rapaz é gritante – especialmente depois da tal torcida ficar quase uma década “aplaudindo” Rafa Nadal na final do Torneio de Monte Carlo. A Princesa, uma nadadora sul africana que é um “armário”, deu logo três beijinhos em ambos os suíços para deixar claro a felicidade local.

Confesso, sem parcimônia nem culpa, que minha “torcida” foi pelo Stan. Invariavelmente vou torcer por aquele que nao deveria ganhar. Especialmente se for um sopro de categoria, finesse, imprevisibilidade. Coisas que o Wawrinka coloca na mesa – em especial com seu backhand.

No primeiro set da partida, o #2 foi o #2 – respeitou, tremeu e entregou a rapadura. No 2o set foi entrando em jogo, indo menos para as laterais, cortando os erros e entrando no jogo, mas sempre com a little help from his friend, e, finalmente, escapou no que seria o apagar das luzes.

O terceiro foi o banho de realidade. Na atualidade, jogando no seus potenciais, o ex #2 é melhor. Deu uma tunda no ex #1. Além disso, fica dúvida de quanto este ainda tem “pernas” para jogar sets decisivos e no fim do torneio. Neste set, Federer, que sempre foi cavalo de chegada, morreu. Stan sobrou e sobrou com confiança, o que está lindo de ver.

Perguntinhas para os próximos eventos da temporada européia sobre o saibro: Wawrinka pode ganhar o 2o GS seguido? Lembrando, ele é tao, ou mais, perigoso no saibro como no piso australiano. Rafa Nadal vai conseguir, mais uma vez, dar a volta por cima? Eu nunca apostei contra o espanhol – nao vou começar agora. Djokovic vai cair na real, mandar Becker de volta para onde ele estava, ajoelhar e pedir o perdao do Vajda? Alguém mais vai aparecer para brigar pelo Copa dos Mosqueteiros de 2014, momento máximo do saibro mundial? Barcelona, Madrid e, especialmente, Roma pode acenar com as respostas.

Autor: Tags:

quinta-feira, 10 de abril de 2014 Rafael Nadal, Roland Garros, Tênis Masculino | 13:42

En passant

Compartilhe: Twitter

Gustavo Kuerten deu entrevista à Bandsports dizendo que este ano Rafael Nadal nao é tao favorito ao título de Roland Garros quanto nos outros anos. Calma, nadalistas, Kuerten deixou bem claro seu raciocínio. O cara segue sendo o maior favorito ao título, mas ele baixou um pouco o nível e outros subiram um pouco. É o maior, mas nao tanto como antes. Nos últimos nove RG o espanhol venceu oito. Mas o brasileiro com seu olho de lince enxerga que algumas coisas mudaram. Tanto com ele como com outros. Concordo, sem corda.

Kuerten menciona, en passant, Fognini e Djoko, acho que o primeiro nao tem cabeça para tal façanha, o segundo nao dorme direito desde A Semifinal de 2013, um jogo inesquecível, e tem cacife para a vingança. Aliás, Kuerten confessa, também en passant, que nao assistiu muito da tal partida, mas viu o dramático final do jogo – nao deixa de ser curiosa a colocaçao.

Mas tem um que ficou fora do radar do brasileiro, e que eu acho que se entrar no caminho do espanhol até, vamos dizer, oitavas ou quartas, pode ser A Zebra. Nao sei se Dimitrov tem pernas e nervos para as últimas rodadas. Mas no começo, quando ainda estiver inteiro e sem o desgaste emocional, pode surpreender. Ele tem tênis para incomodar o espanhol.

Mas, como sabemos, Nadal nao venceu nenhuma das oito vezes pelo seu “tênis” e sempre pelo seu coraçao. O “tênis” dele está cada vez melhor, e nao poderia ser de outra maneira já que está sempre procurando esse caminho, resta saber como estará o Tezao de vencer. Talvez, mais importante, é se alguém vai se superar para a ocasiao. Porque, tenho certeza, Rafa nao vai entregar o colar de títulos na bandeja para ninguém.

Veja a entrevista de Kuerten: http://bandsports.band.uol.com.br/noticia.asp?id=100000675612

E veja este video de Dimitrov x Nadal em Monte Carlo 2013 : https://www.youtube.com/watch?v=T8_QL3EbzlI

Autor: Tags:

segunda-feira, 10 de junho de 2013 Roland Garros | 11:13

Emocionante

Compartilhe: Twitter

Nao é a primeira vez que uso um texto do Dumont aqui no Blog. Sempre bons, sempre surpreendentes. Estou em viagem e só poderei escrever e postar mais tarde. Enquanto isso brindo meus leitores com o texto de um de vcs, alguém que sempre eleva o padrão. Curtam. Se inspirem!

Emocionante.
Vou ficando velho – sendo ainda muito jovem – e me percebo mais choroso por tudo. Existe algo no tênis que me faz chorar mais do que outras coisas. De fato, diria que é o esporte mais envolvente no aspecto emocional. Chorei, homem não mente. Tal como choro ao ouvir o hino nacional brasileiro, chorei junto com Nadal e Ferrer ao ouvir a Marcha Real. Lindo hino, sem letras, como assim são as marchas reais. Compassada e silenciosa emoção, tal qual a descida das lágrimas. Ah…as trombetas e a flâmula espanhola – misturada ao olhar marejado de alegria por parte de Nadal, e marejado de contentamento por parte de Ferrer-, embargaram minha voz. Queria ter eu a possibilidade de ser espanhol naquele momento. Mesmo não sendo, me fiz um.
Quis a possibilidade de ter visto um brasileiro mais uma vez em um momento daquele. Minha alegria dobraria se fosses dois em uma final. Orgulho e mão no peito esquerdo. Choro, com certeza. Mas a cegueira e o recalque só me permitem ver defeitos. Ao olhar para o céu, só vejo balões. Esqueço que existem as lindas estrelas e o brilho da lua. Existe sempre algo a mais. Cego que sou. Só quero enxergar o que me agrada: obra dessa lente borrada de egoísmo. Sei mais que os outros, aliás, sei tudo de tênis. Pobre que sou, simplesmente nunca entrei em quadra. Sofá desgraçado. Mas nada como ficar velho, onde as lágrimas tornam-se o melhor veículo de limpeza das lentes. Olhos limpos, alma lavada, que fazem olhar além do alcance de um mero palmo, ignorante e egoísta, adiante.
Fico com os aplausos do público ao tênis espanhol. Aplaudo junto, ainda que tenha um vencedor e um perdedor, se é que tenha. Animais e pedreiros muitas vezes não são agradáveis. Deve ser porque estão sempre correndo atrás da sobrevivência. Muitas vezes, são feios. Tem que sujar as mãos, correr mais que os demais; tem que suar. Mas, queria eu, hoje, ter chorado um choro brasileiro; de animais e pedreiros, de gente desagradável aos olhos, mas de batalhadores. Seria um choro bom, ganho com honestidade. Mas não tem problema não, emoção não tem nacionalidade. Se não tive como apertar mãos brasileiras, calejadas e enfeiadas pela luta e pelo labor, trato de apertar a de animais e pedreiros espanhóis. Estão na história, estão de parabéns.
Grande abraço
Autor: Tags:

domingo, 9 de junho de 2013 Roland Garros | 07:00

A partida

Compartilhe: Twitter

O tempo está horrível em Paris. Totalmente encoberto, com prognóstico de chuvas. Mas acredito que haverá jogo, até porque eles cobrem a quadra e não parece que choverá direto. De qq maneira, com o frio o jogo deve ficar mais lento, com pontos mais longos. Mas a pergunta segue: Ferrer conseguirá administrar seu emocional e ser um valente adversário? Consiguirá quebrar a escrita, tanto a sua em relação ao adversário, como a de Nadal em Paris? Pelo numero de pessoas tentando vender seus ingressos – algo inusitado para uma final masculina – o pessoal não acredita nessa mágica.

Nadal trata todos os jogos como importantes, sua caracteristica principal como o grande campeão que é. Duvido que oito títulos ou a amizade e respeito por Ferrer tirem sua determinação em vencer.

Ferrer tem 31 anos e em breve olhará o tênis como um passado em sua vida. Em sua maravilhosa carreira – da qual pode, com certeza, se orgulhar pelo resto da vida – uma partida será marcante, inesquecível, aquela pela qual será lembrado, de um jeito ou de outro – a de hoje. Tenho certeza que ele sabe disso. Em breve vamos descobrir o que consiguirá fazer com a oportunidade.

Autor: Tags:

quinta-feira, 6 de junho de 2013 Roland Garros | 16:19

Bolt na final

Compartilhe: Twitter

Todos os anos os franceses escolhem personalidades, a maioria das vezes ex tenistas, mas nem sempre, para entregar os troféus dos finalistas das simples. Já tivemos desde Pelé, em 1998, a Borg, em 1997, premiando Gustavo Kuerten, entre muitos outros. Os escolhidos sentam na Tribuna Presidencial, ao lado do presidente da FFT.

Hoje divulgaram que os troféus na final feminina, entre Sharapova e Williams, será entregue pela baixinha varejeira Arantxa Sanchez, que recentemente jogou tudo no ventilador com a publicação de seu livro, acusando seus pais de roubarem quase todo o seu dinheiro.

A grande surpresa será o convidado para a premiação da final masculina. O homem mais rápido do mundo, o jamaicano Usain Bolt. Eu não duvido que o rapaz, que é chegado à aparecer, não dê uma de Pelé, que fez de tudo, até embaixadinhas com a cabeça, para aparecer, e apareceu, mais do que os espanhóis Carlos Moya e Alex Corretja. De qq jeito o jamaicano vai fazer brilhar ainda mais a apresentação.

Autor: Tags: , ,

Roland Garros, Tênis Masculino | 06:07

E os sul americanos?

Compartilhe: Twitter

Por que a ausencia de grandes tenistas sul americanos, homens e mulheres, entre os pros e o juvenis em Roland Garros. Afinal, sul americanos sempre tiveram excelentes saibristas – é uma cultura e uma tradição. Agora este hiato, contaminando também os juvenis.

Nas 4as de final do juvenil feminino não tem nenhuma sul americana. É só americanas (2), russas (2), suíça, eslovaca, croata e alemã. Bia Maia caiu na 3a rodada para uma suíça leve e rápida, que erra pouco e que eu duvido vá jogar muito tênis, apesar de ser inteligente para jogar e ter um pai que a empurra – nunca se sabe

Mas Bia tem arsenal de sobra para bater a suíça, cabeça #2. Mas fica claro que ainda falta algo na fórmula. Os golpes estão lá, o jogo, tático e mental, ainda não.

Nas 4as masculinas, temos dois chilenos, o que deve estar deixando o país andino feliz e, de certa forma, nós. Um deles, Guillermos Nunes, tem muuuuita habilidade, mãos rápidas, todos os golpes, ligeirinho, mas tem 1 metro e meio (não tem 1.65M!) Duvido que vá crescer muito e mais ainda que vá conseguir um lugar ao sol entre os pros que hoje são atletas altos e fortes. Mas, por enquanto, dá uma canseira nos marteleiros ignorantes que dá gosto de ver – o mundo é cruel. Um outro para se ficar atento é o italiano Gianluize Quinzi, com seu estilo Nastase, o que cai bem em um italiano. Mas faltam brasileiros e mais sul americanos nessa chave.

Autor: Tags:

Roland Garros, Tênis Masculino | 05:58

Duplas sul americanas

Compartilhe: Twitter

Marcelo Melo não conseguiu passar à final das duplas mistas. Mas pelo menos, para ele, conseguiu “vingar” a derrota para o ex-parceiro Bruno Soares na duplas masculina, eliminando-o nas mistas.

Soares ainda está vivo na masculina – joga hj contra os irmãos Bryan a semifinal. Jogo tenso. Apesar de dividir a responsabilidade e o estresse com o parceiro – e isso é imensurável na tênis – as duplas são para quem gosta de viver perigosamente. O jogo muda muito de direção e comando, bem mais do que nas simples. Uma bobagem e o jogo se vai. E vc pode perder o 1o set como se fosse um panga e ganhar o jogo no 3o. É muito rápido, não só a velocidade das bolas, mas também o ritmo e a direção do jogo.

Nas 4as, Soares e Peya pareciam caminhar para o cadafalso – perderam 6/1, sem mais delongas e não conseguiam cacifar o break points que surgiam, o que é sempre um mal sinal. Dava para sentir a frustração no ar. Mas, a experiencia de ambos os manteve na partida, cavando, insistindo e conseguiram levar o jogo para o 3o set. Uma questão de um ou dois pontos que foram para o lado certo e quebraram no 4×4.

Talvez um dos poloneses tenha sentido as costas por alí, no final do 2o set. Talvez não, tenha sido no início do 3o set. De qq jeito, logo no início do 3o, no 2×1, vi que tinha algo estranho. Os poloneses não sentaram e ficaram conversando de pé, ainda dentro da quadra onde jogaram o ultimo game. Fica claro agora que estavam conferenciando sobre seguir ou não. Jogaram mais um game e desistiram.

Se Soares e Peya não tivessem conseguido aquela quebra no 4×4, quando tiveram várias outras, assim como os adversários tiveram oportunidades de fechar o game, o jogo poderia ter acabado e a contusão ter sido driblada ou mesmo não aparecer.

A dupla de franceses Mahut e Llodra tambem passaram por estresse logo na 2a rodada. Perderam o 1o set fácil para o Mirnyi e o Tecau. No 2o ainda não tinham chegado perto de um BP, com o Mahut enterrando legal, mas chegaram no TB e venceram. No 3o set os adversários sacaram no 5×4 e deixaram escapar. A essa altura a quadra 2, uma quadra fechadinha, charmosa, com um ambiente ótimo e com o publico quase “dentro” da quadra estava em ebulição. O publico levou os franceses à vitória. Agora estão na outra semi, enfrentando o Cuevas e o Zeballos, dupla uruguaia/argentina.

Seria legal que vencessem e enfrentassem Bruno e parceiro na final. Afinal, o tênis sul americano foi sofrível neste Roland Garros, o que levanta uma questão a ser comentada: porque os sul americanos, que sempre tiveram grandes saibristas não estão com ninguem no topo, pelo menos nesse piso?

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 5 de junho de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 07:22

Zebras?

Compartilhe: Twitter

Odeio fazer prognósticos, então me resumo a analisar fatos. Muitas vezes eles nos levam a deduções corretas, às vezes não. Um fato a se analisar é o de Novak Djokovic ser o tenista mais jovem de todos os envolvidos nas quartas de final. E já estamos na metade do caminho às semis.

Além disso, não é tão dificil dizer que ele é o tenista mais bem preparado fisicamente e um dos dois mais fortes mentalmente. Além de que está babando por um título em Paris – o que também pode ser um fator extra de ansiedade; como sempre a ambiguidade.

Enfrentar Tommy Haas é uma caixa de surpresas para Djokovic. Não resta duvidas de que o fator físico em 5 sets está na mente de ambos. O alemão vai tentar os pontos e o jogo. A sérvio, alongar ambos. Haas está muito solto e conseguindo explorar seu talento e habilidades como nunca – nada como a idade para domar as emoções. Mas o Djoko vai tentar sobreviver e levar o assunto para o inferno físico e mental.

Wawrinka é outro que a idade tratou bem. Está mais tranquilo, agressivo e dedicado em quadra. Com isso sobra menos espaço para tremer, sempre o seu problema, assim como o do alemão acima. Será que suas magistrais esquerdas diagonais e paralela serão o bastante para derrotar Nadal? O espanhol tambem tentará levar o assunto para a hora da onça beber água. Mas não é o físico que fará a diferença. Nadal vai querer levar a partida para aqueles momentos densos onde os grandes conseguem performar melhor do que os meros mortais. E Nadal é grande há tempo.

No fundo é uma disputa entre o óbvio e as zebras. Ambas as zebras dispoe de arsenais para surpreender, o que torna o confronto mais interessante. Mas por enquanto os ingressos das semifinais de 6a feira são os mais valiosos do evento.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. Última