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sexta-feira, 21 de novembro de 2014 Copa Davis, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 20:39

França x Suíça

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Desde o começo eu escrevi que a conta nao fecha bem para Roger Federer na final da Davis. Colocando de lado o incontestável fato de que ele tem 33 anos, ter se contundido na semana anterior e mal ter treinado em um piso que sempre foi mais vulnerável, no qual nao joga desde Junho e é o que mais exige do físico, o Boniton pegou o pior cenário no sorteio. É muita coisa.

Ele foi sorteado para jogar o segundo jogo no primeiro dia. Isso quer dizer que tem o tempo mais curto de recuperaçao de todos os envolvidos, quando deveria, para ele, ser o inverso.

No Domingo ele obrigatoriamente joga a primeira partida. A partida de hoje foi mais do que nada para ele pegar ritmo. Duvido que ele tivesse realmente planos de bater Monfils. Este tem um dos melhores físicos do circuito, a quadra está lenta e o Monfa, que durante o circuito é um “brincalhao”, na Copa Davis é um bicho. Sempre vi ele crescer na competiçao – sua partida contra Nalbandian poucos anos atrás foi uma das melhores que já vi.

A dupla decide o confronto. E o homem que decide é Julien Benneteau, atual campeao de Roland Garros nas duplas, que deve escolher seu parceiro. Os franceses ficaram com receio de colocar dois duplistas e por isso Julien ficou sem seus parceiros favoritos; Vasselin, Llodra ou Mahut. Ou seja; ou vai de Gasquet, o mais provável e o que eu faria, e aí é um deus nos acuda ou vai com um dos singlistas, o que vai cansar alguem.

Será que o capitao Clement teria coragem de colocar Tsonga nas duplas e depois colocar o Gasquet contra Federer? Ou só fazer o Tsonga jogar os três dias? O fato é que os franceses têm várias opçoes e os suíços nao. Mas que as duplas decidem, decidem, especialmente para os suíços. Se perderem, ciao. Os franceses podem perder e ainda vencer o confronto.

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terça-feira, 10 de junho de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roland Garros | 19:01

Aquém e além

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O que posso escrever sobre a final masculina de Roland Garros?

O jogo era histórico, por tudo que já foi detalhado, e importava demais para ambos tenistas. Um que deve chegar a inéditos e impressionantes 10 títulos (até os 30 anos, apesar de cada ano daqui pra frente ser mais difícil e de sua corrida particular com Federer no total de títulos de GS – 14×17) em um GS, e outro que tentava seu primeiro título em Paris e fechar o circulo de títulos em todos eles (6 no total).

O jogo ficou aquém das minhas expectativas, especialmente após aquela magnífica semifinal no ano passado no mesmo palco. Os dois jogaram abaixo. E como um precisa exigir do outro – como os campeos fazem – a coisa nao decolou. Mesmo sendo uma final, onde existe mais em jogo e os nervos impedem, geralmente, a mesma qualidade, nao decolou.

Até pensei que pudesse ir por esse caminho após Novak vencer o 1o set, administrando a vantagem de ter vencido as ultimas quatro partidas entre ambos, nao conseguiu manter a qualidade na hora que Rafa alongou as bolas, aumentos o spin e brigou por sua vida. Afinal, ambos sabiam que uma vantagem de dois 2×0 em sets e a memória dos 4 jogos acabaria com o jogo. Entao, aquele final de set foi decisivo na partida. E Rafa foi mais jogador, enquanto Djoko vacilou ao perder o saque no 5×6 e nao cacifar a chance de levar para o TB, onde teria a vantagem emocional. Ali o confronto se definiu.

Djoko acusou o golpe. E sua mente enviou uma mensagem nao muito legal para seu emocional. Começou a sentir problemas estomacais, que culminaram com o vômito, o que, para quem conhece, é um claro sinal de problemas de nervos. O desejo de Djokovic pegava o caminho errado e lhe atrapalhava.

A coisa se sacramentou com a facilidade que Rafa venceu (6-2) o 3o set. A partir de entao a correnteza ficou do lado do espanhol.

Novak se acalmou, até porque o momento passou a ser do outro e nao mais seu, e procurou ficar no jogo, pagando para ver. Afinal, ele sabia, deve ter sido conversado com seu time, que Rafa vinha de sua pior temporada de saibro em anos, e a sua confiança nao era aquela princesa de olhos azuis.

Alí, naquele meio e fim do quarto set a briga ficou feia e foi o melhor momento do jogo em termos de emoçao. Até porque ambos deviam saber que Rafa estava mais esgotado do que Novak e, com tudo igual no placar, a pressao voltaria para Rafa. Alí foi a hora da onça beber água. E ali, mais uma vez, Novak sentiu. Fez 30×0 e tremeu. E com Rafa nao se treme, muito menos mais de uma vez, nao importa quantas qualidades se tenha.

Curiosidades:
1-Após vencer, Rafa abandonou a quadra e subiu ao seu camarote para encontrar seu pessoal. Passou pelo pai com breve abraço e, com pressa chegou ao tio. Alé cochicou que precisava que o fisioterapeuta descesse à quadra urgente. Quem acompanhou a premiaçao viu que o espanhol estava se acalambrando todo.
2-As estatisticas do jogo foram estranhas, bem estranhas, especialmente com o placar de 3×1 (2 sets de diferença) para Nadal.
O numero de bolas vencedoras quase identicos: 44×43 pra Nadal.
Na rede a mesma porcentagem 69%x68% Rafa
Pontos ganhos com 1o serviço. 73%x72% Nadal
Média de velocidade 1o saque: 182kmhx175 Novak / 2o saque: 145×136 Novak
As diferenças?:
Erros nao forçados: Novak:48 x Rafa 38
Break Points vencidos: Rafa 6 em 10 enquanto Novak 3 em 9. Aí …..
3-Novak realmente acreditava, após tudo o que aconteceu na temporada de saibro e nos 14 dias de RG até a final, que esta era sua chance de vencer Roland Garros. O cara foi simpaticissimo com o publico, e a imprensa francesa, toda a quinzena e até poliu bem seu francês, um must para ganhar a torcida local. Minha mulher até chorou.

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domingo, 8 de junho de 2014 Roland Garros, Tênis Feminino | 00:23

Uma bela final

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Foi a melhor final feminina em Roland Garros desde 2001, quando Jennifer Capriati bateu Kim Cljisters 12-10 no 3o set. De lá para cá as finais foram decepcionantes emocionalmente, sempre decididas em dois setinhos.

Maria Sharapova e Simona Halep honraram a expectativa e fizeram um jogo equilibrado e eletrizante, repleto de alternativas táticas e liderança no placar e, até o último game, era difícil apostar em uma ou outra.

Maria foi mais jogadora, tentando, como sempre, imprimir o ritmo da partida e, por conta de seu estilo, ditando quem venceria. Se ela, se suas bolas entrassem nas horas da onça beber água, ou se a romena, caso as bolas nao entrassem.

Como sempre, tiro o chapéu para a russa, que nao tem medo de ir para suas bolas com extrema audácia e viver com o resultado. Simona fazia das tripas coraçao para sobreviver e alongar a partida, contando que uma hora o estilo audaz da russa naufragasse. Para isso usava sua excelente velocidade e seus sólidos golpes de ambos os lados – uma pena que nao consiga gerar mais força no seu saque (especialmente o segundo) e que tenha dado um único slice (quando venceu o ponto) contra uma tenista que tem uma certa dificuldade com essa bola. E, para quem acompanhou pela TV e viu Maria quase às lágrimas quando as coisas ficaram pretas no terceiro set, sua estratégia quase deu certo.

Simona apostou em mover a adversária, evitando que Maria batesse duas bolas do mesmo lado, e assim dificultasse a produçao de suas bolas mortais, algo extremanete difícil de fazer contra uma tenista do calibre da russa. A romena nao tem nem o tamanho, nem a força para entrar na pancadaria que Sharapova adora imprimir. Mas, conseguiu sobreviver à seu modo e levar o jogo até a hora onde o emocional cala a técnica, transformando a partida em um confronto extremamente físico de mais de três horas. Tudo isso na primeira oportunidade que esteve em uma final de GS, enquanto sua oponente é macaca velha nesse galho.

Para variar, tivemos, mais uma vez, o Instante Decisivo. E este veio na hora da onça beber sua água. 4×4 no set final, com todo mundo tenso em quadra, do público às tenistas e aos juízes. E foi um destes que, sem querer, foi o fiel da balança. No primeiro ponto do game, com Simona sacando, Maria alonga a devoluçao do saque, que escorrega na quina da linha de fundo, impossibilitando a boa devoluçao da romena, que espirra a bolinha para as arquibancadas. A juiza de linha canta fora e o juizao com voz de FM desce para verificar a marca. Dá boa! Simona se move para repetir o ponto (indo para o lado direito da marca central da quadra). Imediatamente o juizao, que voltava às cadeira, para, atento, volta e explica que o moça isolara a bola antes da chamada da juiza. Simona tenta dialogar sem sucesso. Como sempre acontece nessas ocasioes a tenista nao concorda – essa chamada sempre dá confusão e sempre, como nao poderia deixar de ser, prevalece a decisao do árbitro. Sabem quantos pontos a moça ganhou depois desse ponto, no momento mais crítico da partida? Pois é – nenhum!

Se Sharapova é uma russa que já venceu todos os Grand Slams pelo menos uma vez, sendo a tenista que mais faturou na história do esporte e até hoje nao sabe explicar seu sucesso no saibro parisiense, Halep é uma tenista da Romênia, país extremamente maltratado nos últimos 70 anos, forçando um legado extremamente desolador para seus habitantes, que, após ser a melhor juvenil do mundo, começa a descobrir o sucesso na carreira, sendo, de inumeras maneiras, o contraponto de sua oponente. Foi um belo confronto de estilos, táticas, momentos, circunstâncias e personalidades. Um verdadeiro ganho para o tênis feminino.

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quinta-feira, 5 de junho de 2014 Roland Garros, Tênis Feminino | 14:12

Ainda nao

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Eugenie Bouchard entrou dando muito na bola e acuando Maria Sharapova. Mas nao levou. A russa teve a quilometragem para escapar que a canadense nao teve para sustentar.

Bouchard já é ótima jogadora, mas pode se tornar uma grande. Um ano atrás era uma desconhecida do grande público. Aos 20 anos tem bons golpes dos dois lados, saca muito bem para a altura e para o tênis feminino, é extremamente veloz e faz coisas que outras tenistas nao fazem. A melhor delas sendo conseguir gerar um contra ataque com muita aceleraçao após usar a velocidade para se recuperar do ataque adversário. É magistral nisso. E quando tem que mudar de direçao tem as bolas e a confiança.

Mas tem coisas que a moça ainda nao conhece. Uma delas é como fechar um jogo importante, contra uma mega campea, em uma semifinal de um GS.

Nao esteve com o jogo na mao, mas, até a hora da onça beber água, nos finalmentes do 2o set, ela era a jogadora que determinava o ritmo do jogo. A partir daquele momento, tornou-se um tantinho hexitante, o bastante para a russa entrar chutando a porta e virar o jogo, de uma maneira que a canadense nao soube mais reverter. Parabéns à Maria, que é uma rainha em virar jogos desse quilate e longa carreira para a Bouchard que é bem mais do que uma tenista bonitinha.

Sharapova 4/6 7/5 6/2

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Roland Garros, Tênis Brasileiro | 13:30

Socando

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Errei acertando, o que nao está mal. Imaginei que Murray e o Monfil pudessem quebrar recorde de tempo. A partida foi a quatro sets, mas nao chegou a tanto. Até porque os dois oscilam demais. Nos dois primeiros sets o Monfils esqueceu de vir para a quadra. Depois o Murray foi dar uma volta pela quarta dimensao e o Monfils acordou, vencendo o 3o e o 4o set. Aí acabou o efeito do remédio do rapá e o ultimo set foi 6×0. O quanto cara tem que ser louco em tomar 6/0 no 5o set após vencer os últimos dois??

Quanto a Nadal, ele levou um set para entrar no jogo. Aí deu para o operário. E com o Rafa nao tem erro. Entrou no jogo nao sai mais. Achei interessante e legal a atitude do Ferrer que nao só confessou que jogou bem mal, após vencer o primeiro set, como ainda pediu desculpas a quem comprou ingresso para ver o jogo. Imaginem se a moda pega – o que teria de perna-de-pau e tenista folgado sendo cobrado pelos papeloes em quadra? Mais sobre os homens quando eu for escrever sobre as semis, em breve.

Uma pena a derrota do Bruno e da SecretáriaSchvedova – isso depois de Bruno sacar no 5×4 e ter três match-points.

Quem continua socando legal é Orlando Luz. Ele está nas semifinais do torneio juvenil. O resultado comprova o seu ótimo momento, após vencer o Banana e a Gerdau e chegar a #2 do mundo juvenil. Orlando está muito confiante, percebe-se isso quando o jogo dá a menor engrossada, sem permitir que isso – sua confiança – altere sua postura em quadra, esta seu grande diferencial. Ele enfrenta, pelas semis, o russo Andrey Rublev e tem ótimas chances de levar.

 

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terça-feira, 3 de junho de 2014 Juvenis, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:35

O confronto

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O Ernst Gulbis decidiu que este seria o seu Grand Slam. Depois de anos aprontando pelo circuito e pela vida decidiu jogar tênis. Perigoso sempre foi. Bater Federer deve ter lhe dado uma boa injeçao do Confiatrix, porque ele castigou o Berdich sem dó. A pergunta é; ele pode bater o Djoko? A resposta positiva exige dois cenários. Primeiro que jogue bem cinco sets. E quando digo bem, quero dizer muito bem! E que mantenha o emocional até a hora de apertar a mao do adversário. Porque senao o outro morde. Cabeça mesmo o letao nao tem para bater o sérvio, que é uma das maiores forças mentais do circuito, atrás só do Animal Rafa. Entao Gulbis terá que jogar muito e Djoko abaixo de seu padrao de semifinal de Grand Slam. Senao dá Djoko, que está babando para vencer RG pela primeira vez.

Nadal deve varrer Ferrer, a final do ano passado está na cabeça de ambos, com certeza. O fato de ser jogada na SL e nao na Central, que é o quintal do Animal, ajuda Ferrer. Mas ele vai precisar mais do que isso. E esse mais terá que vir de alguma bobeira do Animal.

O jogo, que tem tudo para ser “O Confronto” de RG 2014 será na Quadra Central – ManoMonfils e MalaMurray. Este torneio está fraquinho de grandes jogos. Só me lembro de Federer x Gulbis, e mesmo assim Federer pisou na bola muito cedo no quinto. Nao deu aquele friozinha na barriga.

Esses dois contra atacadores e dois físicos privilegiados adoooram pontos longos. Podem bater o recorde de tempo de jogo em RG. Se nao me falha a memória, um confronto entre os franceses Santoro e Clement – 6 1/2hrs de empurraçao de bola em 2004. Como os dois sao malucos de dar dó, é melhor nao se apostar no jogo. E ganha quem tiver coragem de atacar na hora da onça beber água.

Se já era bom torcer pelo mineirinho Bruno Soares, ficou melhor ao ele escolher a Secretária Schvedova como parceira. Gosto dela e ainda me é uma incógnita o porque da moça nao se dar melhor nas simples. Mas é boa duplista, com ótimas devoluçoes, um bom saque e se vira na rede. Os dois deram um cascudo na dupla do coroa Nestor e a cavala Mladenovic e jogam a semifinal contra uma duplinha fantasma; Groenefeld/Rojer. Verdade seja dita, se chegaram à semis nao podem ser ruins. Mas sou mais a “nossa” dupla.

O juvenil Orlando Luz está socando os adversários. Bateu o russo Medvedev, um tenista que, com certeza, vai fazer carreira nem que seja só pelo serviço. Orlando nem piscou. Enfiou dois sets rapidinhos (1 e 3) no russo e está nas quartas. O garoto é muito forte mentalmente, o que é uma grande qualidade em um juvenil – veio para Paris para ganhar. O outro brasileiro, Marcelo Zormann, joga hoje contra outro russo, Khachanov, cabeça 3.

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sábado, 31 de maio de 2014 Juvenis, Novak Djokovic, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:00

Domingao

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Foi o dia de melhor tempo da semana, com um sol que por vezes brilhou, por vezes se acanhou. Mas foi um dia que deixou rabo para trás com dois jogos por terminar, o horror dos tenistas. Murray, que adora uma enrrolation, está na bacia das almas com o alemao Kohlschreiber, um encardido tenista sobre o saibro, donos de uma das grandes esquerdas com uma mao do circuito. Com ela faz tudo e mais um pouco. Já o MalaMurray, sobre quem escrevi esta semana, nao consegue ficar distante desses jogos enrolados. Os dois vao dormir pouco, já que o estresse é grande, acordar cedo e jogar a segunda partida da SL, após Berdich e Isner jogarem alguns tie-breakers.

Quem nao terminou também foram Verdasco e Gasquet. O francês faz seus conterrâneos sofrerem com sua personalidade – ou seria a falta dela? Jogar, na quadra principal de seu país, e nao conseguir jogar deve ser um sofrimento ainda maior para esse tenista que foi a maior promessa dos franceses nos últimos anos. E promessa nao cumprida. Verdasco tem 2×0 em sets e só perde se pirar.

Vai ser um Domingao em RG. A quadra central será invadida pela nova sensaçao feminina, a canadense Eugenie Bouchard enfrentando a alema Kerber que há tempos ronda um grande resultado nos GS. Em seguida entram Verdasco e Gasquet.

Depois entram Federer e Gulbis, o que deve ser, no mínimo, interessante. Como o letao gosta de um palco, duvido que ele vá fazer um papelao e nao aproveitar a oportunidade de pegar o veterano na principal quadra de um GS.

Logo depois El Djoko enfrentar Tsonga e a torcida francesa. Tsonga declarou no início da semana que seu palco favorito é a quadra central do Aberto da França com a torcida ao seu lado, o que nao é nada mal. Sao dois tenistas que adorariam o título em Paris. Tsonga porque seria o maior feito que poderá ter em sua carreira, o que o faria o novo deus do tenis frances, e Djoko porque é o único título dos Slams que lhe falta. Um vai manter o sonho vivo. O outro sequer estará na segunda semana do torneio.

Ainda teremos a partida entre a égua Muguruza e a fraquinha Parmentier. Se nao tremer a vezuelana/espanhola passa mais uma rodada com facilidade. Mas a essa hora estarei longe da QC.

Até porque deve ser na hora da Maria enfrentar a Stosur na SL – muito mais interessante, pelo tênis. Antes delas teremos o Isner e Berdich, o final do jogo do Murray, depois a Navarro x a croata Tomijanovic.

Em seguida Raonic, que começa a querer dar um novo e maior passo na carreira, vencendo partidas que antes nao vencia em torneios que nao ia tao bem, contra o mágico Granollers. Poucos fazem tanto quanto esse espanhol. Esse cara merece uma medalha pelo o que faz com aquela esquerdinha sem vergonha. Um lutador e um jogador.

Pelo jeito vou ficar mais tempo na Central do que na SL, a nao ser para ver o Mala terminar o que nao terminou, de um jeito ou de outro. Com passeios pelas quadras secundárias, repletas de jogos como a dupla do Bruno Soares e sua parceira, a Secretaria Shvedova, e o início do torneio juvenil, com as partidas do jovem Orlando Luz, Rafael Matos, Leticia Vidal e Luisa Stefani, todos amanha.

Domingao dos bons!

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Roger Federer, Roland Garros | 08:30

Patacadas

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Nao vou escrever sobre juízes de cadeira porque é algo que posso fazer em qualquer outra hora. Mas menciono que, mesmo em um evento como Roland Garros, os senhores juizes, e juizas, fazem patacadas indescupáveis e incompreensíveis para quem é admitido trabalhar em tal evento.

Menciono duas, entre vária que vi e mais ainda que nao vi. A primeira o garoto Sawyer postou o link de uma bizarrice feita por uma juíza na S. Lenglen: https://www.youtube.com/watch?v=Ip4b4otl-c0.

A Hantuchova ficou inconformada, veio a supervisora, que tem uma tremenda cara de tonta, o que ainda nao lhe faz justiça. Era um caso tao claro de erro da juiza! Mas os supervisores vêem à quadra com a agenda definida de nunca confrontarem o juiz de cadeira e dar a razao ao tenista – nunca vi, que me lembre, disso acontecer! E isso simplesmente continua a acontecer, no caso, porque ela sequer ouvia o que a Hantuchova dizia. E ainda veio a alema e diz para a Hantuchova esquecer e e “que vamos jogar pela marcaçao da juiza!”.

Nao sei se igual ou pior, mas que gerou bem menos polêmica, foi no jogo do Federer contra o argentino Swartzmann na SL. Aliás passou desapercebido pela esmagadora maioria das pessoas presentes. Conto porque alguns poucos sofasistas insistem em dizer que pego no pé do Djokovic quando ele apronta uma dessas e que nao falo do suíço. Vamos lá.

O argentino deu uma bola longa, que o Federer madeirou e mandou para a arquibancada, para logo em seguida o juiz de linha cantar fora. O argentino, que nao queria criar confusao, fez cara de cachorrinho em direçao ao juiz de cadeira – aquele incompetente francês loiro que a minha memória me serve esquecendo seu nome – desceu, foi até a linha de fundo, olhou e afirmou ser boa, porque o fora.

Entao, o senhor Federer, ícone do fair play, volta ao lugar para receber o saque do adversário do lado de onde se repetiria o ponto, onde fica como se fosse a coisa mais correta do mundo. O argentino a essa hora já está lá colocado para o próximo ponto, já que a cantada do juiz de linha acontecera claramente após ele errar o golpe. O juizao de cadeira olha para o Federer, olha para o argentino e deve ter pensado “Eu hein, contrariar o presidente da ATP e o El Boniton do circuito? To fora” E mandou o repetir o ponto. O hermano decidiu que era uma batalha perdida, porque nao iria “causar” na frente de um montao de gente, logo ele que viera do qualy enquanto que o outro…. Olhou para seu camarote, chacoalhou a cabeça, como quem diz “fazer o que, che?” e foi pra luta. Era break point, que ele perdeu, para entao o bonitao sacar para o set em uma partida até entao bem equilibrada.

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Roland Garros | 07:50

Sacando

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Uma das minhas brincadeiras com a minha mulher em Roland Garros é virar para ela e perguntar qual o placar do jogo do Isner. A resposta padrao é sempre variaçoes de ordem de tie breakers. O cara é, de longe, o recordista, a cada ano, de TB jogados. Os jogos deles sao uma diversao. Sim, estou sendo sarcástico. O ano passado assisti a um só porque era contra o Haas e na quadra1. A razao, óbvia, de tais resultados, o fato de ele ter mais de 2m e sacar bem e como se tivesse em cima de um pedestal – porque no resto ele só nao é mais ridículo do que o Karlovic, sendo assim é muito raro que quebre o saque de alguem – a nao ser que fique uma dez horas tentando.

Como nao poderia deixar de ser, Isner é o líder do ranking dos aces em RG 2014 com 75. Depois vem Raonic com 66 e Karlovic 46.

Interessante que o saque mais rápido em RG2014 nao é do Isner e sim de um fantasmaço francês Albano Olivetti que, como convidado, perdeu na 1a rodada, onde fez nove games em outro fantasma, o alemao Struff, e onde “cometeu” um saque de 228kmh. Depois dele vem o maluco do Janowicz com 226kmh, Gulbis 225, Raonic, 225, Isner 224.

O outro lado moeda desses sacadores sao os tenistas que nao tem um grande serviço e investem no saque/tático, ou seja, em uma alta % de 1os serviços em quadra. O líder de tal facçao é o esforçado argentino Berlocq com 79%, Monaco 77, Volandri 75, Hanescu 75, Starace 73, Montanes 73, Andujar 73, Agut 72 – pegaram o perfil? O único que nao faz tanto sentido é o Hanescu, que tem 2m de altura e nao saca para machucar. Mas quem entende o Hanescu?

Entre as mulheres, o saque mais rápido e a alema Lisicki com 196kmh, mais aces a Safarova com 14 e a maior %, quem mais, a baixinha marruda Errani com 86% – a mulher nao saca, empurra o serviço na quadra.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 08:21

Na primeira fila

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Quase todas as quadras de Roland Garros tem uma seçao, maior ou menor, para acomodar a imprensa e a área dos jogadores, onde sentam os mesmos e convidados. Digo maiores e menores porque algumas sao minúsculas. Digo quase todas porque nao estou tao certo de que todas tem. E se tem sao poucos os que sabem onde elas ficam. Se for depender do pessoal que atende e orienta a entrada do publico estamos perdidos, porque estes muitas vezes nao sabem nem que existem.

Algumas dessas áreas oferecem aquilo que considero o maior privilégio de se assistir um jogo ao vivo em um GS. A oportunidade de acompanhar um cachorrao, ou mesmo uma cachorrona, a pouquissimos metros de distância. E das ofertas de Roland Garros, as minhas favoritas sao as das quadras 1 e 2. A primeira porque a imprensa pouco vai por ali, apesar dos ótimos jogos que lá acontecem e a entrada na quadra ser rápida.

Nessa quadra, quase sempre a imprensa presente senta a partir da segunda fila – sao umas seis filas formando um pequeno retângulo. Acredito que nao ficam na primeira porque é perigoso. Nao sao poucas as vezes que o tenista quase acaba no seu colo, ou pior, que sua raquete passa por perto de seu rosto. Mas é uma sensaçao única.

Ali voce enxerga tudo que o tenista que está próximo faz. Ouve tudo o que ele fala ou resmunga e, acreditem, eles falam o tempo todo entre os pontos. Alguns mais outros menos. Se prestar atençao ouve o que eles pensam.

Ontem foi um excepcional nesse quesito. Após acompanhar Nadal e Thien lá de cima, onde posso escrever ao mesmo tempo, fui vagar pelas quadras. Três partidas preencheram minha tarde e saciaram meus desejos tenisticos.

Acompanhei Murray e o australiano Matosevic do perigoso assento da q1, Bellucci e Fognini da segunda fileira da quadra4, e Verdasco e Cuevas na primeira fila da q2.

A única dessas partidas que pegou fogo mesmo foi a última, quando o uruguaio abriu 2×0 e o espanhol virou e venceu no quinto com quase 4hrs de jogo. O publico lotara a quadra2, que é a quadra mais “gostosa” do complexo, porque é bem fechadinha, ao mesmo tempo que oferece um bom número de assentos, o bastante para a participaçao do público fazer uma diferença. O jogo foi pegadissimo, com muita correria. No final Verdasco conhece melhor o caminho das pedras desses momentos, além de ter um preparo físico superior, o que fez a diferença. Um detalhe curioso é que no tal chiqueirinho se espremiam, sentando ombro a ombro, os amigos, técnicos e convidados de ambos tenistas, com todos torcendo e falando pelos cotovelos com os jogadores. Um jogao!

A partida de Bellucci nao me emocionou e impressionou como a anterior. Pensei que poderia acontecer ao contrário, pela qualidade do oponente – Fognini. O italiano está com tremendo tempo de bola e usa muito bem a força da bola alheia para fazer a sua andar – uma questao de talento.

Duas coisas faltaram para Bellucci, que haviam sobrado na abertura. Confiança e administraçao tática.

Ao meu lado, durante um tempo, assistiu a partida o amigo e comentarista da SporTV, Narck Rodrigues, ex tenista que sabe tudo da bolinha, e os pensamentos em pouco divergiam, até para nao dar a impressao que falo por ele. A pergunta que sempre fica é o porque da oscilaçao emocional, consequente técnica do nosso tenista.

Bellucci tem as bolas – o problema que surge é quando e quais usar. Se tem jogo que ele escolhe melhor e jogo que ele escolhe pior, só pode ser por conta de alteraçoes emocionais. E fica difícil dizer se a confiança despenca conforme as coisas saem erradas ou se é o inverso. Mas, seu problema maior segue sendo as escolhas táticas e mesmo estratégicas de como jogas seu tênis. Sao opçoes muito estreitas para o tamanho de seu potencial.

De qualquer maneira, olhando pelo lado positivo, o vi rápido, sem dar sinais de cansaço, apresentando novas bolas, especialmente no lado do revés. Fica claro que trabalho nao falta. A carência é outra.

O mais divertido da tarde – e atentem que optei por nao acompanhar a Aninha na Central e a Giorgi na q2 – foi assistir MalaMurray na q1. Um espetáculo. O escocês é um tenista diferenciado em vários sentidos e poderia escrever uma dissertaçao a respeito.

O fato que acompanha-lo a essa distância, vejam a foto que tirei na minha página do Facebook -https://www.facebook.com/paulo.cleto.33 – é um privilégio, uma viagem, uma oportunidade impar.

Murray tem golpes extremamente bem montados, uma habilidade ímpar que ele nao hesita em usar das mais variadas maneiras, um preparo físico exuberante que o leva a fazer coisas inimagináveis e seus oponentes à frustraçao, e um conhecimento e raciocínio tático de se tirar o chapéu – o cara pensa o tempo todo.

A sua força física é tanta que lembra a força de um bailarino consolidado. Ele constantemente se movimenta, antecipa, procura a bola, recupera, que é uma arte preciosa no tênis. Seus golpes sao variados ao esgotamento. Seu revés pode ter a abertura normal e longa, pode ser curta ou extremamente curta, como na devoluçao de saque quando ele invade 3 a 4 metros para devolver o petardo de um sacador como o Matosevic. Dos dois lados ele pode usar o top para dar altura e profundidade, pode ser reto para acelerar e atacar, pode ser um slice de esquerda para mudar o ritmo ou se defender. Pode ser um curtinha venenosa ou uma paralela como uma bala. Os seus jogos poderiam custar o dobro dos outros que ainda valeriam a pena – ele e Federer em quadra nao tem preço.

Agora ele também está virando sacador, o que lhe ajuda bastante. Ele diz que ainda está a procura de um técnico, mas nao é algo que vai decidir durante um torneio. Será que irá inaugurar um nas duas semanas que separam RG de Wimbledon? E a pressao?? O interessante é que ele está tao ciente do fato que dá para ver que está prestando mais atençao ao seu jogo e, em especial, à sua postura em quadra. Fala o tempo todo. A cada ponto. Mas ao contrário de antes, quando reclamava demais consigo, pelo menos ontem ficava o tempo todo se motivando. Uma mudança que pode ser crítica para um tenista com seu perfil e que lhe deixa ainda mais perigoso.

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