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domingo, 6 de abril de 2014 Copa Davis, Roger Federer, Tênis Masculino | 01:49

De que lado?

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Recebi a pergunta abaixo de um leitor nos comentários sobre os suíços. Minha resposta está mais abaixo.

Cleto

É sabido que o Wavrinka tem uma das melhores esquerda do mundo, enquanto que o Federer tem uma das melhores direitas e uma esquerda que não está a altura de seu jogo.
Gostaria que você, como técnico vitorioso que é, me explicasse porque no jogo de duplas deste sábado, contra o Cazaquistão , Federer esta jogando pela esquerda e o Wavrinka pela direita.
obrigado-Rodrigues

Pelo menos desde 2008, quando venceram as Olimpíadas, os suíços jogam nessa formaçao. Dessa maneira eles estao, teoricamente, protegendo suas devoluçoes abertas – Federer com sua magnífica direita – e Stan com sua magistral esquerda.

Poderiam fazer o inverso? Com certeza, o que é muito aconselhável. É quase um padrao no circuito. Mas existem tenistas que preferem ficar com seus melhores golpes para as segundas (e terceiras etc) bolas, o que é o caso dos suíços.

Mas nao custa lembrar que o golpe mais difícil do tênis é a devoluçao de revés no lado do iguais nas duplas – ele é antinatural. No caso deles, esse pepino fica com Federer – e bem que poderia ficar com Stan, que tem melhor esquerda.

Uma outra questao, talvez mais importante, é que no caso Stan é o cara que joga os pontos “decisivos”, o que nao é melhor cenário para os “rapazes”, já que Roger é muuito mais um jogador de pressao que Stan, que tem, ou pelo menos tinha, deixou de ter nos últimos tempos, e está se esforçando para readquirir neste confronto da Davis, a fama de entregar a rapadura na hora H. O que, ninguém nos ouça, é uma provável razao para Federer ficar longe da competiçao. Afinal, perder do Golobev, em casa, e depois “enterrar” o parceiro, como o fez hoje – e ainda ter que ouvir o técnico adversário dizer que ele teve problemas emocionais na partida – é de doer.

Fim da história é que os dois ganharam uma Olimpíadas, batendo na final os malasBryans e isso prova que eles podem vencer qualquer um em qualquer dia. Por outro lado, após quatro (sim, quatro) derrotas seguidas na Copa Davis, a dupla suíça pode repensar alguma coisa – talvez o que o leitor questiona.

PS: Pelo o que entendi, pesquisando no you tube, já que nao houve televisionamento para o Brasil, em algum ponto da partida, Federer e Wawrinka trocaram de lado. Algo que nao só nao é nem um pouco normal, como mostra um certo desespero.

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segunda-feira, 17 de março de 2014 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Masculino | 15:09

Desperdiçando

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Há jogos e jogos de tênis. A final de Indian Wells foi empolgante pela expectativa, por envolver um Roger Federer que voltou a jogar bem e pelo placar. Mas nao me empolgou como jogo. Tivemos mais momentos de um dos dois tenistas jogando bem, do que momentos de ambos tenistas jogando bem, que é o que exige um grande jogo.

No início, o servio parecia cheio de dúvidas, abaixo do que jogou em vários momentos durante o torneio – onde também teve seus picos e vales mentais. Federer adora jogar confiante e El Djoko encheu seu copo no set inaugural.

Mas, o suíço também adora dar milho pra bode e permitir que adversários voltem ao jogo. E Djoko nao precisa de muitos convites nessa direção.

O 3o set mostrou, desde o início que, atualmente, o servio joga mais do que o suíço. A diferença, no caso, sendo a consistência, algo primordial na competiçao.

O jogo ficou mesmo interessante no final, o que nao é nenhuma novidade. E aí há algo me chamou muito a atençao. Federer tinha dominado o 1o set, e reverteu a desvantagem no 3o, quando Novak chegou a sacar para fechar, ao fugir mais da esquerda para atacar de direita e, principalmente, ser constantemente agressivo com esse golpe, por muito tempo considerado o melhor do circuito. Aliás, nao sei como o Dácio Campos, que sabe muito de tênis, afirma que o backhand do Djoko é muito melhor do que o do Federer (o que é verdade), enquanto na direita os dois golpes se equiparam – ahhh? a do suíço é muuuito melhor; machuca mais, ele a bate de mais maneiras, acelera mais e é mais confiável sob ataque.

Mas, sei lá, hoje em dia Fededer parece nao ter mais a confiança para fugir do revés com a constância necessária (lembrem só do Nadal) ou terá receio de lhe faltar pernas no final? É um fato incontestável de que quando Federer foge mais, o Djoko encolhe – assim como os outros tenistas.

E foi assim que ele levou o jogo para o tie break – confiante, fugindo, fazendo a direita andar, intimidando.

E, macacos me mordam, foi só começar o TB para o Topetudo voltar a se acomodar em bater esquerdinhas raspadinhas e cruzadinhas, algo que nao só nao incomoda o Djoko como lhe deixa em zona de conforto para esperar o erro do adversário ou, oferecendo a bola curta para este fugir – nesse cenário nao há opção para Federer.

O TB foi um anticlimax. Federer nao jogou nada, quando eu, e muitos outros, esperavam que ele crescesse com a ocasiao. Aliás, o público em Indian Wells foi uma das mais descarados na torcida pelo rapaz e em desfavor no servio que, por mais que tente, nunca terá o amor incondicional da galera como o El Boniton.

Após derrotas Federer tem um discurso que tem mais a ver com marketing do que com a transparência. Ele afirmou que estava contente, apesar da derrota!! Perder no TB do set final incomoda qualquer um, até o King of Cool. Mas dá para entender que esteja contente com voltar a estar em uma final e ter, em boa parte dos jogos, jogado bem. Mas, para voltar a vencer torneios, terá que lidar com Djoko, Nadal, que deve estar babando em Miami, Murray, que uma hora pode acordar e voltar a incomodar e com outros que estao tentando colocar a cabecinha de fora e loucos para pegar um coroa para cristo. Cada dia que passa fica mais difícil para o GOAT e chances, como a de ontem, nao podem/devem ser desperdiçadas.

Quanto ao Djoko, nao deixa de ser interessante o fato que voltou a vencer quando deixou Becker em casa, ou seja lá onde o deixou, e trouxe o técnico estepe, mas que, na hora da onça beber água, além de ser o que levou ao topo do ranking, é o que lhe deu a confiança para, nao esqueçam, vencer primeiro título na temporada.

Novac-Djokovic-of-Serbia-ce

 

Djoko e seu merecido troféu.

 

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