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Arquivo da Categoria Roger Federer

sábado, 5 de julho de 2014 Novak Djokovic, Roger Federer, Wimbledon | 22:39

Final de Wimbledon imperdível.

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Para aqueles que amam o Tênis nao percam amanha, a partir das 10h da manha, a possível ultima chance de Roger, El Topete, Federer de conquistar um título de Grand Slam. Isso porque acho muito difícil que o suíço, que faz 33 anos em Agosto, consiga tal feito em torneios de quadras duras – nao vou nem falar do saibro. As duras sao bem mais exigentes no físico, algo que, como nao podia deixar de ser, o rapaz tem cada dia menos. Lá o bicho pega bem mais a cada partida, além de ser bem mais difícil de conseguir os resultados que conseguiu na grama de Wimbledon nesta ultima quinzena.

Na grama o desgaste nas duas semanas é bem menor, o que aumenta suas chances comparativamente. Eu até diria que se vencer em Londres suas chances aumentam em New York, mas acho beeem difícil. A maior preocupaçao física do rapaz sao as dores nas costas, que o tapete de grama ameniza barbaridades e as duras punem.

Pode-se comprovar esse raciocínio com a preocupaçao do rapaz em passar o tempo mínimo em quadra, evitando suas famosas “viajadas”. A única partida em que ficou mais de três sets em quadra foi contra seu colega Stan, onde jogou 4 sets. O resto foi rapidinho. Isso fez com que chegasse à final fresquinho e nas pontas dos cascos, uma exigencia para quem enfrenta Djokovic em finais de GS, já que o sérvio é sempre o melhor físico em quadra.

Só para completar, os números que importam. Roger tem a vantagem de 18 x16 vitórias. Em Wimbledon jogaram uma única vez!, nas semis de 2012, com vitória do suíço em 4 sets.

Nao que Roger Federer seja o favorito, a situaçao é equilibrada com ambos tendo vantagens e desvantagens, mas será muito interessante ver esse conflito, nesse palco, nessas circunstâncias. Aliás, imperdível.

 

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quarta-feira, 18 de junho de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Wimbledon | 20:38

Os cabeças em Wimbledon

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Os ingleses anunciaram hoje os cabeças de chave em Wimbledon. Eles continuam se auto autorizando a fazer essa escolha conforme seus próprios parâmetros. Sao os únicos a fazê-lo, já que os americanos arquivaram o assunto após muitos protestos.

E qual esse critério dos ingleses? Seguinte:

1-Pegam os pontos do ranking ATP de 16 de junho
2-Acrescentam 100% dos pontos ganhos em todos os torneios sobre grama nos últimos 12 meses.
3-Acrescentam 75% ganhos no melhor resultado sobre grama nos últimos 12 meses anteriores aos 12 meses acima.

O interessante é que essa fórmula só vale para a chave masculina. A feminina obedece o ranking da WTA.

É justo? Sobre justo sabedoria popular tem um ditado grosseiro. É injusto? Nao – nem tanto, a nao ser por aquele último quesito. Mas é como é.

Vejam como sao os top13 da ATP:
1-Nadal
2-Djoko
3-Wawrinka
4-Federer
5-Murray
6-Berdich
7-Ferrer
8-Del Potro
9-Raonic
10-Gulbis
11-Isner
12-Nihokori
13-Dimitrov
14-Gasquet
15-Fognini
16-Youzhny

Vejam como ficou em Wimbledon:
1-Djoko
2-Nadal
3-Murray
4-Federer
5-Wawrinka
6-Berdich
7-Ferrer
8-Raonic
9-Isner
10-Nishikori
11-Dimitrov
12-Gulbis
13-Gasquet
14-Tsonga
15-Janowicz
16-Fognini

E quais as consequências disso? Esse ano até que muita. Andy Murray, o atual #5 do ranking da ATP, é o mais favorecido – nao esquecer que é o atual campeao. Em Wimbledon será #3. Poderia, pelo ranking ATP, cair contra um dos quatro primeiros ainda nas 4as de final. Agora só pegará um dos top dois nas semifinais. Ajuda.

Wawrinka o que leva a pior. Vai cair na rede.

Para Nadal e Djoko nao importa – é mais uma questao de status.

Bom também para Tsonga e Janowicz que estao entre os 16 cabeças. Ruim para Youzhny, único que dançou nessa.

As mulheres nao entram nessa história, provavelmente porque os organizadores acreditam que nao faz nenhuma diferença os estilos femininos de jogar na terra ou na grama. Aliás, no tênis feminino só tem praticamente um estilo, onde, entre outras coisas, o saque, cam rarissimas exceçoes, nao é um diferencial. Mas nenhuma delas vai ganhar a vida sacando e voleando.

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sábado, 31 de maio de 2014 Juvenis, Novak Djokovic, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:00

Domingao

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Foi o dia de melhor tempo da semana, com um sol que por vezes brilhou, por vezes se acanhou. Mas foi um dia que deixou rabo para trás com dois jogos por terminar, o horror dos tenistas. Murray, que adora uma enrrolation, está na bacia das almas com o alemao Kohlschreiber, um encardido tenista sobre o saibro, donos de uma das grandes esquerdas com uma mao do circuito. Com ela faz tudo e mais um pouco. Já o MalaMurray, sobre quem escrevi esta semana, nao consegue ficar distante desses jogos enrolados. Os dois vao dormir pouco, já que o estresse é grande, acordar cedo e jogar a segunda partida da SL, após Berdich e Isner jogarem alguns tie-breakers.

Quem nao terminou também foram Verdasco e Gasquet. O francês faz seus conterrâneos sofrerem com sua personalidade – ou seria a falta dela? Jogar, na quadra principal de seu país, e nao conseguir jogar deve ser um sofrimento ainda maior para esse tenista que foi a maior promessa dos franceses nos últimos anos. E promessa nao cumprida. Verdasco tem 2×0 em sets e só perde se pirar.

Vai ser um Domingao em RG. A quadra central será invadida pela nova sensaçao feminina, a canadense Eugenie Bouchard enfrentando a alema Kerber que há tempos ronda um grande resultado nos GS. Em seguida entram Verdasco e Gasquet.

Depois entram Federer e Gulbis, o que deve ser, no mínimo, interessante. Como o letao gosta de um palco, duvido que ele vá fazer um papelao e nao aproveitar a oportunidade de pegar o veterano na principal quadra de um GS.

Logo depois El Djoko enfrentar Tsonga e a torcida francesa. Tsonga declarou no início da semana que seu palco favorito é a quadra central do Aberto da França com a torcida ao seu lado, o que nao é nada mal. Sao dois tenistas que adorariam o título em Paris. Tsonga porque seria o maior feito que poderá ter em sua carreira, o que o faria o novo deus do tenis frances, e Djoko porque é o único título dos Slams que lhe falta. Um vai manter o sonho vivo. O outro sequer estará na segunda semana do torneio.

Ainda teremos a partida entre a égua Muguruza e a fraquinha Parmentier. Se nao tremer a vezuelana/espanhola passa mais uma rodada com facilidade. Mas a essa hora estarei longe da QC.

Até porque deve ser na hora da Maria enfrentar a Stosur na SL – muito mais interessante, pelo tênis. Antes delas teremos o Isner e Berdich, o final do jogo do Murray, depois a Navarro x a croata Tomijanovic.

Em seguida Raonic, que começa a querer dar um novo e maior passo na carreira, vencendo partidas que antes nao vencia em torneios que nao ia tao bem, contra o mágico Granollers. Poucos fazem tanto quanto esse espanhol. Esse cara merece uma medalha pelo o que faz com aquela esquerdinha sem vergonha. Um lutador e um jogador.

Pelo jeito vou ficar mais tempo na Central do que na SL, a nao ser para ver o Mala terminar o que nao terminou, de um jeito ou de outro. Com passeios pelas quadras secundárias, repletas de jogos como a dupla do Bruno Soares e sua parceira, a Secretaria Shvedova, e o início do torneio juvenil, com as partidas do jovem Orlando Luz, Rafael Matos, Leticia Vidal e Luisa Stefani, todos amanha.

Domingao dos bons!

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Roger Federer, Roland Garros | 08:30

Patacadas

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Nao vou escrever sobre juízes de cadeira porque é algo que posso fazer em qualquer outra hora. Mas menciono que, mesmo em um evento como Roland Garros, os senhores juizes, e juizas, fazem patacadas indescupáveis e incompreensíveis para quem é admitido trabalhar em tal evento.

Menciono duas, entre vária que vi e mais ainda que nao vi. A primeira o garoto Sawyer postou o link de uma bizarrice feita por uma juíza na S. Lenglen: https://www.youtube.com/watch?v=Ip4b4otl-c0.

A Hantuchova ficou inconformada, veio a supervisora, que tem uma tremenda cara de tonta, o que ainda nao lhe faz justiça. Era um caso tao claro de erro da juiza! Mas os supervisores vêem à quadra com a agenda definida de nunca confrontarem o juiz de cadeira e dar a razao ao tenista – nunca vi, que me lembre, disso acontecer! E isso simplesmente continua a acontecer, no caso, porque ela sequer ouvia o que a Hantuchova dizia. E ainda veio a alema e diz para a Hantuchova esquecer e e “que vamos jogar pela marcaçao da juiza!”.

Nao sei se igual ou pior, mas que gerou bem menos polêmica, foi no jogo do Federer contra o argentino Swartzmann na SL. Aliás passou desapercebido pela esmagadora maioria das pessoas presentes. Conto porque alguns poucos sofasistas insistem em dizer que pego no pé do Djokovic quando ele apronta uma dessas e que nao falo do suíço. Vamos lá.

O argentino deu uma bola longa, que o Federer madeirou e mandou para a arquibancada, para logo em seguida o juiz de linha cantar fora. O argentino, que nao queria criar confusao, fez cara de cachorrinho em direçao ao juiz de cadeira – aquele incompetente francês loiro que a minha memória me serve esquecendo seu nome – desceu, foi até a linha de fundo, olhou e afirmou ser boa, porque o fora.

Entao, o senhor Federer, ícone do fair play, volta ao lugar para receber o saque do adversário do lado de onde se repetiria o ponto, onde fica como se fosse a coisa mais correta do mundo. O argentino a essa hora já está lá colocado para o próximo ponto, já que a cantada do juiz de linha acontecera claramente após ele errar o golpe. O juizao de cadeira olha para o Federer, olha para o argentino e deve ter pensado “Eu hein, contrariar o presidente da ATP e o El Boniton do circuito? To fora” E mandou o repetir o ponto. O hermano decidiu que era uma batalha perdida, porque nao iria “causar” na frente de um montao de gente, logo ele que viera do qualy enquanto que o outro…. Olhou para seu camarote, chacoalhou a cabeça, como quem diz “fazer o que, che?” e foi pra luta. Era break point, que ele perdeu, para entao o bonitao sacar para o set em uma partida até entao bem equilibrada.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Roger Federer, Roland Garros, Sem categoria | 13:46

Assustador

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O que separa a quadra 17 e a Quadra Suzanne Lenglen é bem mais do que a distância, onde ficam as quadras de treino, entre as duas.

Na SL o publico tem outras expectativas, além de outras acomodações. Ali jogam franceses e cachorroes. Os oponentes são convidados.

Saindo da q17 fui para SL para acompanhar Roger, El Boniton. Afinal não se sabe, como já escrevi, quando será a última vez, só sei que não está muito distante.

O rapaz é impressionante. Em especial contrastando com o argentino nanico que o enfrentou. Roger está cada dia mais mascarado, ou cool, vocês escolhem. Postura e altivez é que não lhe faltam. Além disso é uma elegância ímpar – jogando ou na pose.

O argentino não jogou metade do que jogou com o português Elias. Mas o também este não joga um décimo do que joga Federer.

O suíço continua o mesmo e não vai ser agora que vai mudar. Joga para o gasto. Vai devagar, na maciota. Se o outro se enche de graça aí então ele engata uma terceira e começa a acelerar. E o que a sua diReita anda é uma brincadeira. A esquerda é bonita, mas está cada dia mais frágil aos constantes ataques, já que todos sabem que ali é a mina. Até porque não dá pra ficar alimentando aquela direita.

O argentino nunca se soltou e nunca jogou o que sabe. Vai poder contar para os netos que deu duas curtinhas e três lobos no Federer, mas não vai dar para contar muito mais. Roger, que teve a companhia das gêmeas nas arquibancadas chegou a trocar a camisa no início do 3o set, não por conta do suor – ele não sua, muito menos no frio que fez hoje – deve achar que fez um bom treino para coisas mais sérias que terá pela frente.

Seu próximo jogo é contra o brincalhão Rtursonov, que ninguém, nem ele, sabe como jogará. Pode brigar como um cossaco, mas pode simplesmente pirar e deixar para outro dia.

Eu quando vi que a partida seria mais um passeio do que um jogo puxei o carro e fui para coisas melhores.

Peguei um jogo entre o Berdich e o casaque Nedovyesov, sentado na primeiríssima fila imprensa da Quadra 1, o melhor lugar, de longe, para assistir uma partida em RG que foi a partida do dia. O checo venceu em quatro sets difíceis (após perder o primeiro e se apertar nos dois seguintes). Mas vou lhes dizer uma coisa – assustador!

O que os dois deram de pancada nas coitadas das bolinhas foi uma grandeza. Especialmente o Berdich, que quando viu a coisa ficar preta enlouqueceu e começou a espancar a canarinho. Duvido que alguém pegue tão pesado quanto esse cara. E ao vivo é simplesmente inacreditável. Foi um espetáculo. Só posso dizer que o cara é um animal.

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domingo, 25 de maio de 2014 Roger Federer, Roland Garros | 09:37

Um ano

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O primeiro jogo do dia na q central, entre Radwanska e Zhang, esteve às moscas. Mas bastou Federer entrar em quadra, mesmo com o ruinzinho Lacko, para os donos de seus assentos invadirem a Philippe Chatrier. O elegante suíço veio com sortes e detalhes na camisetas na cor saibro, uma homenagem dele é da Nike ao evento.

Na verdade, cada vez que sento aqui e vejo o suíço jogar imagino que pode ser a última. Mas espero que não seja e que demore, porque o tênis é lindo, o publico respeita e adora e vai fazer muita falta.

raonic está na quadra S.Lenglen batendo o jovem e esperança australiana Nick Kyrgios. Mas estou mesmo de olho no jogo seguinte, onde a Venus Williams, que anda mais pra lá do que pra cá, enfrenta a jovem suíça Bencic, que esteve no Brasil vencendo a Fed Cup, mas que eu me lembro éenfrentando Bia Maia aqui em RG juvenil. Bia teve chances de vencer o jogo em 3 sets mas não conseguiu fechar.  A moça, ainda 17anos, já é #80 do mundo! Bia não jogou no 2o semestre, voltou àsquadras em Janeiro, teve dificuldades e nao jogou o qualy dr RG. pela idade ainda poderia jogar o juvenil em Paris.

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segunda-feira, 5 de maio de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 15:48

Minhocas

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Rafael Nadal debe estar começando a sentir uma pontada de pressao. Afinal, sua temporada européia, seu mais seguro ganha pao, nao está nada como ele gostaria e planejou. Para piorar, eu diria que o Torneio de Madrid nao é exatamente seu torneio favorito, pela leve altitude, semelhante a Sao Paulo, mas que já faz uma diferença em seu jogo, e no de seus adversários – bem, pelo menos o saibro é vermelho, nao azul.

Com a saída de Djokovic em cima da hora, o evento ficou dividido em dois de maneira bem singular. A chave de cima ficou com Nadal, Federe, Murray, Berdich e Tsonga – um belíssimo torneio em si. A de baixo ficou capenga. Ali estao Wawrinka, Ferrer, Nishikori e Fognini, um quilate bem diferente.

Teoricamente, a saída de Novak é boa para Nadal. Se ele for à final entao é ótima. O espanhol sabe que, pelo menos no saibro, seu maior rival atual é o servio. Mas, antes disso, pode ter que passar por Haas, Dimitrov ou Berdich, e Federer, todos tenistas que se aproveitam melhor da velocidade de Madrid.

Se Nadal vencer em Madrid mostrá que está afiadissimo, já que eu pelo menos nao conto com essa conquista. Nas minhas contas, que podem estar furadíssimas, ele deve buscar entrar em ritmo esta semana, arrancar o melhor resultado possível, ficar muito bravo por nao conquistar nenhum título no saibro europeu e se concentrar em vencer Roma – onde já venceu 7 vezes – para chegar confiante, mais descansado do que o normal; mas nao com tanto ritmo, o que pode lhe custar caro.

De qualquer maneira, ele já está fora de sua curva normal. Seu resultado em Madrid, ou a falta dele, pode começar a colocar minhocas em sua cabeça e, tao importante, na de seus oponentes para Roland Garros, onde ele tem, sem dúvidas, a meta de um dia vencer 10 vezes o torneio e seus oponentes, assim como o público francês, a meta de acabar com essa dinastia.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:30

Estratégia?

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A estratégia para o sucesso no tênis profissional nao passa somente pelo o que acontece em quadra. Sao muitas se decisões que o atleta precisa fazer. Sempre dizia aos jogadores que treinei que um tenista, especialmente aquele em formaçao, faz, no mínimo, umas 30 decisoes diárias, numero aleatório já que é maior, que terao um impacto em sua vida/carreira. Desde o momento que tem que decidir se vai levantar na hora marcada para ir treinar ou nao, até se vai deitar cedo para ter uma boa noite de sono ou ceder às tentaçoes, com todo o recheio de decisoes que se faz a cada instante que podem ser benéficas, ou nao, para sua carreira – e a lista é grande, diária e infindável. Nao é à toa que os campeos sao poucos e os perdedores muitos.

Mas, nao era por aí que o meu Post foi pensado. Eu tinha mesmo em mente um breve comentário sobre o Novak Djokovic e a seu aparente infindável flerte em meter um pé na jaca. Para os que tem pouca memória, lembro que no início da carreira o sérvio volta e meia abandonava partidas por conta de “contusoes” e alguns “mal estar” mal contados. Levou, por conta disso, pito de Federer e Roddick, entre outros, mais alguns vários comentário desabonadores. Como é um tremendo lutador, foi à luta, focou no que importa, e tornou-se um dos mais, se nao o mais bem preparado fisicamente dos tenistas, algo pelo o qual tenho o maior respeito. E aquele aspecto negativo dele sumiu. Até Monte Carlo 2014.

Na semifinal, contra Roger Federer, que por anos foi seu algoz, Novak escorregou na velha forma. Jogou de igual para igual até o 5×5 no 10 set, quando acusou uma contusao no pulso, com um belo teatro, e acabou “entregando” o jogo sem sair da quadra. Alguns elogiaram sua atitude – e ele fez questao de dizer nas entrevistas que ficou em quadra no sacrifício, por respeito ao publico e por temer que as velhas acusaçoes reaparecessem.

A bem da verdade, ele já vinha avisando sentir dores no pulso desde o início da semana. Mas é bom lembrar que a partida tinha outros componentes emocionais em jogo, o que fazia dela mais “nervosa”, especialmente para Novak. Se ele vencesse, empataria com Federer em 17 vitórias cada (Ficou 16×18 e, por curiosidade, Novak está 18×22 contra Nadal). Considerando o futuro, as chances seriam mais altas que acabasse com um recorde positivo contra o “melhor do mundo” – algo que em seu HD emocional deve contar bastante. E aí que começa suas discutíveis estratégias e decisoes.

Um atleta contundido nao alardeia sua condiçao pela imprensa. Se ele tem algo o “vestiário” vai saber. E se nao souber a imprensa nao é o melhor e mais confiável local para descobrir. Cada um “espalha” o que lhe convém pela imprensa, que, em certos casos, acaba sendo um porta voz involuntário. Além disso, nao cai muito bem ficar oferendo desculpas por derrotas. Especialmente por contusao. Se um tenista tem dores que o impedem de jogar nao entra em quadra para nao agravá-la. E se as sente durante a partida, aperta a mao do adversário, o olha no olho e lhe dá os parabéns pela vitória. Mas usar as entrevistas para diminuir a vitória do adversário é algo duvidoso.

Novak passou a semana dizendo estar com dores no pulso e vencendo partidas em dois sets – sei! Aí, contra o algoz, o pulso piorou e ele foi para o sacrifício. Para explicar melhor a história, afirmou, logo após a derrota, que teria que ficar um tempo longe das quadras e nao sabia quando voltaria a competir.

Esta semana anunciou que volta a jogar em Madrid. Nao custa mencionar que ele nao estava escrito em nenhum outro torneio antes de Madrid. No fim das contas, ele só ficou longe mesmo o que já estava planejado e nao houve nenhum estresse que o obrigasse a “ficar longe das quadras e nao saber quando voltava a competir”.

Essa tem sido a estratégia de Djokovic; declarar e confundir. Mas, lembrando Nadal e Federer, nao posso dizer que é o único. Cada um, a seu modo, tenta despistar enquanto tentam encantar. Alguns, como Federer, até conseguem, mas por outras razoes. Novak nunca teve tanto sucesso junto à imprensa ou o público. Nadal também adora confundir com o assunto. Só o Murray, dos Fab4, fica lá em seu mundinho sem bricar do mesmo jogo. Nao preciso nem dizer que o Ferrer nunca usou de tal argumento. Mas, nesse quesito, dou a mao à palmatória às irmas Williams. Elas nunca usaram a forma fisica, ou a falta dela, para embaçar. Assim como nunca as vi dando desculpas após uma derrota. No máximo dao os parabéns à adversária. E isso, meus leitores, eu respeito, e muito.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros | 14:49

#1 e #2

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A lógica feminina sempre me fez tremer. Especialmente nos momentos de estresse mútuo. Como assistir a uma semifinal de Monte Carlo nao é nem um pouco estressante, nao vejo nenhum mal nela – a tal “lógica”. Nas partida entre Roger Federer e Novak Djokovic, minha mulher mulher me informou, em tom casual, que estaria torcendo pelo Topetudo Federer. Até aí nenhuma surpresa, até porque ela nunca foi torcedora do sérvio, enquanto anda bem desapontada com Federer e seu topete. Aliás, a torcida do Djoko é bem abaixo do esperado, visto os resultados do rapaz. Mas isso já sao outro 500 quem nem o público que invadiu o MCCC faz questao de explicar.

Passado alguns segundos, como se fizesse um suspense que nem percebi, ela continuou seu raciocínio. “Vou torcer pelo Federer para ver ele perder a final para o Wawrinka”. Ahh, a torcida dela era, na verdade, pelo quase eterno #2 suíço, que agora é #1 para a frustraçao do outro. Mas torcer pelo Stan nao lhe era o bastante. Ela queria o rapaz vencendo na final o Boniton, seu histórico algoz. Isso sim é torcida.

Quando relatei o assunto a um amigo – um dos melhores tenistas de nossa história – ele de bate pronto concordou com ela. E ainda, pensando em voz alta, emendou: atualmente eu torço contra o Djokovic e aquele outro, como é o nome dele – Murray, fazendo uma cara de quem nao comeu e nao gostou. E torço a favor do Federer e do Wawrinka. Mas na final vou torcer pela #2 – no caso ele se referia à Wawrinka, que nao é mais o #2, e sim o #1 da Suíça.

Nao posso dizer que a torcida monegasca, que nao é monegassca coisa alguma – sao franceses e italianos que lá vao – torceu descaradamente pelo Roger. O carisma do rapaz é gritante – especialmente depois da tal torcida ficar quase uma década “aplaudindo” Rafa Nadal na final do Torneio de Monte Carlo. A Princesa, uma nadadora sul africana que é um “armário”, deu logo três beijinhos em ambos os suíços para deixar claro a felicidade local.

Confesso, sem parcimônia nem culpa, que minha “torcida” foi pelo Stan. Invariavelmente vou torcer por aquele que nao deveria ganhar. Especialmente se for um sopro de categoria, finesse, imprevisibilidade. Coisas que o Wawrinka coloca na mesa – em especial com seu backhand.

No primeiro set da partida, o #2 foi o #2 – respeitou, tremeu e entregou a rapadura. No 2o set foi entrando em jogo, indo menos para as laterais, cortando os erros e entrando no jogo, mas sempre com a little help from his friend, e, finalmente, escapou no que seria o apagar das luzes.

O terceiro foi o banho de realidade. Na atualidade, jogando no seus potenciais, o ex #2 é melhor. Deu uma tunda no ex #1. Além disso, fica dúvida de quanto este ainda tem “pernas” para jogar sets decisivos e no fim do torneio. Neste set, Federer, que sempre foi cavalo de chegada, morreu. Stan sobrou e sobrou com confiança, o que está lindo de ver.

Perguntinhas para os próximos eventos da temporada européia sobre o saibro: Wawrinka pode ganhar o 2o GS seguido? Lembrando, ele é tao, ou mais, perigoso no saibro como no piso australiano. Rafa Nadal vai conseguir, mais uma vez, dar a volta por cima? Eu nunca apostei contra o espanhol – nao vou começar agora. Djokovic vai cair na real, mandar Becker de volta para onde ele estava, ajoelhar e pedir o perdao do Vajda? Alguém mais vai aparecer para brigar pelo Copa dos Mosqueteiros de 2014, momento máximo do saibro mundial? Barcelona, Madrid e, especialmente, Roma pode acenar com as respostas.

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domingo, 6 de abril de 2014 Copa Davis, Roger Federer, Tênis Brasileiro | 20:15

Quase zebras

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Fim de semana repleto de emoçoes na Copa Davis. Só para variar. E o Brasil nao ficou fora delas. O técnico Joao Zwetsch elegeu a formaçao de dois singlistas e dois duplistas e o negócio quase acabou em zebra. A formaçao é clássica, só que, pelo menos boa parte das vezes, pelo menos um dos duplistas é, de fato, um singlista. Como nem Bruno Soares, nem Marcelo Melo jogam simples há anos, se um dos dois tivesse que entrar em quadra seria só para marcar presença. Isso por que o garoto Clezar, que nao está habituado a jogar partidas de cinco sets (nao sei se já jogou alguma oficial) teve uma contusao na virilha no início do terceiro set e o gato subiu no telhado.

A sorte foi que Rogério Silva fez sua parte. Ele, que de #2 do time passou a #1, pela ausência de Bellucci, e a consequente responsabilidade de liderar, assumiu sem gemer – e sao muitos os que gemem. A dupla pao de queijo também fez sua parte, até porque estao em um nível muito acima dos adversários. O Brasil agora aguarda quando setembro vier para a repescagem do Grupo Mundial. A torcida fica para que Bellucci, até lá, resolva seus problemas.

Teve favorito que suou mais frio do que o Brasil. Tanto a França (contra Alemanha) como a Suíça (contra Casaquistao), eram francas favoritas contra a capenga Alemanha e o Cazaquistao, estiveram 1×2 abaixo após as duplas. A França conseguiu a mágica de sair perdendo 0x2. Depois ainda vou fuçar os jornais franceses para saber porque o técnico francês (Arnaud Clement) saiu colocando Benneteau nas simples, e nas duplas, e deixou o Monfils no banco, de onde saiu para decidir no 5o jogo. Deve ter tido, espero, uma ótima razao para tal, porque Monfils é, de todos os franceses, aquele com melhor espirito de Davis – de longe. Benetteau perdeu a 1a simples, mas deu um jeito de vencer as duplas com o maluco do Llodra. Mas a coisa ficou preta para os galinhos. Quase que os alemaes Kamke (#96) e Gojowczyk (#119), dois tenistas de padrao bem abaixo dos franceses, aprontam uma zebraça dentro da casa adversária.

Os suíços nao deixaram por menos. Wawrinka, que jogou de #1 pela primeira vez, deu aquela tremida pela qual ficou famoso até que começou a mudar, menos de dois anos atrás. Tremeu na primeira simples, perdendo para o Golubev! (#64) em 4 sets e tremeu de novo nas duplas, dando aquela enterradinha básica no topetudo. Com 1×2 abaixo, Wawrinka vestiu as calças e bateu Kukushkin (#56) e, no último jogo, Federer atropelou o Golobev. Tudo isso jogando em casa ao som dos sinos das vaquinhas. Agora, nao sei se os suíços preferem jogar em casa ou fora dela.

Para completar a lambança, entraram em quadra os italianos e os ingleses. Os primeiros liderados pelo Fognini e os segundos pelo Murray. Tá bom pra vocês? Fognini e Murray venceram no 1o dia. Nas duplas, os ingleses – Murray e Fleming – batem Fognini e Bolelli, que jogam alguns eventos juntos só para treinar para a Davis. Fica tudo nas maos dos dois malucos.

O terceiro dia deve ter sido uma festa em Napoli. Fognini se inspirou – ele deve adorar a muvuca de jogar em casa – e bateu o MalaMurray em três sets, Murray que nao pode se dar ao luxo de perder uma simples e querer voltar para casa com uma vitória. Nao deu outra. Sei que o Murray é imprevisível, mas quem apostaria sua suada graninha no Fognini contra um motivado escocês?

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 Rogério Silva

 

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